Sabe-se pouco sobre os protestos no Irão, mas as últimas informações apontam que o número de mortos seja 10 vezes superior ao avançado pelo Governo iraniano. Apesar das restrições na internet, muitos são os vídeos que circulam nas redes sociais. O número de mortos nas manifestações no Irão pode ser 10 vezes superior ao avançado pelo Governo. Em apenas dois dias terão morrido pelo menos 30 mil pessoas na repressão aos protestos. A confirmar-se, este será um dos massacres mais mortais da história. Cerca de 30 mil pessoas podem ter sido mortas nas ruas do Irão durante os dias 8 e 9 de janeiro, segundo dados avançados pela revista Time, que vão ao encontro dos divulgados pela Iran International, uma página independente ligada à oposição. Informação que contradiz os dados oficiais divulgados pelo Governo iraniano, que dão conta de 3.100 mortos.
A falta de acesso à informação faz com que seja difícil confirmar estes números. Os relatos são escassos, mas os que surgem são dramáticos. O diretor de um hospital oftalmológico em Teerão diz que só no dia 9 de janeiro foram atendidas cerca de 1.000 pessoas. Trump tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos, e na semana passada anunciou o envio de uma gigante frota para o país. Em contrapartida, as autoridades iranianas responderam que estão mais prontas do que nunca para um ataque e colocaram até um cartaz numa praça central de Teerão onde pode ler-se: "Quem semeia ventos, colhe tempestades". Entretanto, o filho do Presidente do Irão, que é também conselheiro do Governo, pediu o fim das restrições à internet. Yousef Pezeshkian considera que manter o bloqueio vai criar ainda mais insatisfação e diz que a divulgação das imagens que demonstram a violência da repressão é algo que as autoridades iranianas terão de enfrentar mais cedo ou mais tarde (SIC Noticias, texto da jornalista Joana Costa de Sousa)

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