quarta-feira, janeiro 28, 2026

Curiosidades: Um dos paradoxos mais perturbadores do poder

Um dos paradoxos mais perturbadores do poder é este: mesmo aqueles que causaram um sofrimento incalculável foram, ao mesmo tempo, filhos. Muitas vezes esquecemos que os ditadores também tiveram uma vida íntima, marcada por afetos, perdas e laços familiares. Essa dualidade não os redime, mas revela algo perturbador sobre a natureza humana: alguém capaz de ordenar a morte de milhões poderia, em privado, mostrar ternura.

Adolf Hitler e Iósif Stalin partilhavam uma característica pouco conhecida: ambos estavam profundamente ligados às mães. Hitler perdeu a dele quando ainda era jovem, uma ausência que alguns historiadores consideram decisiva no seu caráter. Estaline, em vez disso, teve sua mãe viva até a idade avançada. A mãe de Estaline, Ekaterina Geladze, era uma mulher humilde, analfabeta, profundamente religiosa. Quando o seu filho atingiu o poder absoluto, transferiu-a para um antigo palácio imperial russo. Mas a grandeza do lugar não a seduziu. Percorreu as estadias, evitou os quartos luxuosos e acabou instalando-se em um pequeno quarto que tinha pertencido ao serviço doméstico. Era o único espaço onde ela se sentia confortável.

Ela nunca compreendeu totalmente quem era seu filho para o mundo. Perguntava-lhe muitas vezes o que fazia, o que era exatamente. Em uma dessas conversas, Estaline tentou explicá-lo da maneira mais fácil possível: “Mãe, lembra do Czar? ” “Sim, filho. ” “Pois digamos que agora eu sou o czar. ”

Estaline podia ser atento e protetor com ela, enquanto fora dessas paredes era implacável, distante, brutal. Para milhões, foi o rosto do terror. Para sua mãe, ele ainda era apenas seu filho. Esta contradição não visa humanizar o horror nem amenizar a história. Pelo contrário. Lembra-nos de algo ainda mais perturbador: que o mal nem sempre se apresenta como uma caricatura monstruosa. Às vezes convive com gestos diários, com afetos sinceros, com uma normalidade difícil de aceitar. Entender não é justificar. É reconhecer que a capacidade de causar danos extremos pode coexistir com características que erradamente associamos apenas à bondade (fonte: Facebook, Crónicas Históricas)

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