Os concessionários das autoestradas alertam para a queda da receita das portagens, uma consequência da decisão do Governo em eliminar o pagamento de alguns troços, sobretudo no interior do país. A associação das concessionárias diz que vão ser os contribuintes todos a pagar a diferença. As duas pontes sobre o Tejo que ligam a margem sul à margem norte são as que dão mais dinheiro à concessionária LusoPonte, mas são também aquelas que menos quilómetros têm se compararmos com as autoestradas do Norte ou do Sul.
Os 24km das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama renderam, em 2024, 4,4 milhões por cada quilómetro. No total, as empresas privadas que exploram as concessões das autoestradas em Portugal arrecadaram mais de 1.400 milhões de euros em 2024. Mais 5,4% em comparação com 2023. Ou seja, mais 73 milhões de euros. Até 2024, os anos foram de crescimento nas receitas devido ao aumento do tráfego e da população, e também das subidas de preço com base na inflação anual. Um ciclo que vai terminar. Os dados do ano passado ainda não conhecidos, mas as autoestradas com portagem numa extensão total de 2.500 quilómetros diminuiu 30%, para pouco mais de 1.700 quilómetros.
Em causa está a isenção de portagens aprovada no Parlamento em sete autoestradas do país, e desde 1 de janeiro está em vigor mais uma isenção parcial e total em mais cinco autoestradas, principalmente no interior. Mudanças com luz verde dos partidos da oposição e luz vermelha do Governo. Ao Jornal de Notícias, o presidente de Concessionárias de Autoestradas critica a decisão e lembra que as portagens continuam a existir e no final a fatura será paga por todos (SIC Notícias)

Sem comentários:
Enviar um comentário