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quinta-feira, setembro 08, 2011

Açores pensa que "o Ministro se precipitou” sobre RTP

Li aqui que "o secretário da Presidência declarou em Lisboa, após a reunião que teve com o presidente da RTP, que “ficou com a sensação clara de que o Ministro se precipitou quando declarou na Assembleia da República que a emissão da RTP Açores seria reduzida a quatro horas diárias”, acrescentando “que ficou a saber que essa é uma medida que poderá ser incluída ou não no plano de reestruturação que está ser estudado pela RTP”. A redução do tempo de emissão da RTP Açores para as “quatro horas diárias”, conforme declarou André Bradford, “é uma medida que não está quantificada, isto é, não se sabe exactamente o que se poupa e não se sabe em concreto as suas implicações em termos de contingente laboral da RTP Açores”.Para o secretário regional da Presidência, depois desta reunião e no que toca a “cortes de despesas” fica a “sensação de que o único custo que se pode reduzir rapidamente com a diminuição da emissão é com pessoal”, mesmo depois, lembra André Bradford, das declarações do presidente da RTP no parlamento nacional onde disse “que não haveria despedimentos”.O membro do executivo açoriano saiu da reunião com o presidente da RTP declarando que mantém “grande parte das dúvidas que trazia”, embora reconheça que ficou “mais esclarecido do ponto de vista técnico”, sublinhando que, “ao contrário do parecia, após as palavras do Ministro, a intenção é que a emissão da RTP Açores, mantendo a mesma duração – começando e acabando à hora que actualmente começa e acaba – concentre a programação de produção local no horário específico apontado”.André Bradford, à saída do encontro, deixou claro que veio transmitir ao presidente da RTP que “o serviço público de rádio e televisão nos Açores é fundamental”, destacando que “não se trata de um canal ou dois de rádio e um canal de televisão, trata-se de algo que faz parte da história da Autonomia dos Açores”.O governante lembra que os Açores são nove Ilhas “que precisam de se agregar, que necessitam de ter coesão territorial e coesão interna” e deste ponto de vista, conforme diz, “a RTP Açores foi e é muito importante”.André Bradford, referindo a valorização que o Ministro faz dos serviços da RTP Internacional e África, recorda o “contributo inestimável da RTP Açores na difusão da televisão em português, enquanto primeiro canal a chegar a cerca de um milhão de luso-descendentes na América do Norte, a grande maioria dos quais de ascendência açoriana” e conclui: “este aspecto o Ministro não valoriza, mas é mais que justa a sua valorização”.No que toca aos números divulgados pelo Ministro acerca dos custos da RTP Açores, André Bradford declara “manter dúvidas sobre eles” e acrescenta que “ter um diálogo justo sobre estas matérias obriga a que também se fale de receitas”, apontando o exemplo da “taxa de audiovisual que é cobrada nos Açores e que representa um valor acima dos dois milhões de euros”.A RTP tem de apresentar à tutela um plano de reestruturação até 15 de Setembro, o qual André Bradford diz “desconhecer” e considera “curioso que as únicas coisas que se sabem em concreto dizem respeito aos Açores e à Madeira e não se saiba mais nada acerca do restante universo RTP”, sublinhando, a propósito, que “os Açores e a Madeira, que representam uma percentagem baixa do total dos custos da RTP, cerca de 15%, e que tanta preocupação causam, contrastam com os restantes 85% sobre os quais continuamos a não saber nada”, concluiu".

Angra do Heroísmo: Vereadores do PSD querem que RTP/A seja sociedade anónima

Li no Correio dos Açores que "os vereadores do PSD na câmara de Angra do Heroísmo defenderam hoje que a solução para o serviço público de rádio e televisão nos Açores passa pela criação de uma sociedade anónima composta por capitais do Estado, da Região e de instituições da sociedade civil, alegando que o atual modelo “caminha de mal a pior”.“Para uma melhor prestação do serviço público de televisão e rádio nos Açores, o PSD/Açores defende a criação de uma sociedade anónima, composta por capitais do Estado, da Região e de instituições representativas da sociedade civil açoriana”, afirmou o vereador António Ventura, em reunião do executivo camarário.O autarca social-democrata salientou que o partido “não quer que as coisas continuem como estão e muito menos aceita que a situação piore ainda mais”, considerando que a solução que foi proposta pelo PSD/Açores é “corajosa e ambiciosa”.António Ventura acrescentou que o serviço público de rádio e televisão nos Açores é “imprescindível para a afirmação da Autonomia, para a unidade do arquipélago e para o desenvolvimento económico, social e cultural da Região”.

Uma nova RTP/Açores

Segundo o Correio dos Açores, "há mais de uma década que se vem falando na necessidade de uma reestruturação da RTP -Açores.Com a introdução dos canais por cabo, em 1992, a discussão esteve ao rubro e falou-se, pela primeira vez, na possibilidade da “janela”.A verdade é que, apenas em 2003, se deram os primeiros passos para reestruturar o canal açoriano, com base num estudo aprofundado de uma empresa externa, a “Boston Consultig Group”, contratada pela RTP para analisar a reestruturação de todos os canais do grupo.A partir daí, todos os canais foram reestruturados e alvos de forte investimento... excepto a RTP-Açores (só a RTP-N, que apareceu depois da RTP-Açores, já vai para a terceira reestruturação!).Os técnicos da BCG instalaram-se na RTP-Açores, com armas e bagagens, durante mais de uma semana e passaram a pente fino toda a actividade do canal açoriano.Acabaram por concluir, no essencial, que a RTP-Açores “demonstra uma eficiência relativamente boa das estruturas” e sugeria-se que o quadro de pessoal fosse reduzido numa dúzia de funcionários, o que veio a acontecer nos dois anos seguintes com a rescisão por mútuo acordo de cerca de duas dezenas de colaboradores".

PSD: televisão açoriana "está a atingir quase o grau zero”

Segundo o Correio dos Açores, "o PSD/Açores reafirmou a sua discordância com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, relativamente ao futuro da RTP/Açores, mas defendeu a necessidade de uma “reformulação” do serviço público de televisão na região.“O PSD/Açores discorda das afirmações feitas pelo ministro Miguel Relvas”, afirmou o líder parlamentar dos social-democratas açorianos, Duarte Freitas, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a Subcomissão de Trabalhadores da RTP/Açores.Na semana passada, Miguel Relvas, alegando a necessidade de contenção de custos, anunciou que a emissão diária da RTP/Açores seria reduzida para o período entre as 19h00 e as 23h00.

RTP/A “não podecontinuar como está”

Duarte Freitas frisou, no entanto, que o PSD/Açores, apesar de discordar do ministro, defende que “o serviço público de televisão nos Açores não pode continuar como está”.“O PSD/Açores já apresentou uma proposta que é uma génese para a reformulação do serviço público, que passa pela autonomização da entidade que presta esse serviço, comparticipada pelo Estado e pela Região”, afirmou.Para os social-democratas açorianos, o serviço público de rádio e televisão na região deve ser assegurado por uma entidade com “autonomia financeira, orçamental e de gestão, comparticipada pelo Estado e pela Região”.O líder parlamentar do PSD/Açores salientou a “degradação” do actual serviço público de televisão nos Açores, que considerou estar “próximo do grau zero”.“O projecto do PSD é de governo, vai fazer parte do programa de governo (para as eleições regionais de 2012), mas a degradação do serviço público é tal que é preciso fazer alguma coisa já”, afirmou Duarte Freitas, defendendo que “é possível ser mais eficiente, prestar melhor serviço, ser mais competitivo”.Seminário com Provedordo Telespectador da RTPPara debater a actual situação, o Gabinete de Estudos do PSD/Açores promove na quinta-feira, em Ponta Delgada, um seminário sobre o serviço público de rádio e televisão no arquipélago.Este seminário conta com a presença de José Carlos Abrantes, Provedor do Telespectador da RTP.O evento, que se realiza no hotel Marina, em Ponta Delgada, a partir das 17h30, contará também com a intervenção dos jornalistas Armando Mendes e Herberto Gomes.O seminário será presidido pela presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, que fará uma intervenção no evento.A iniciativa insere-se num conjunto de actividades que o gabinete de estudos do PSD/Açores, dirigido por Duarte Freitas, está a desenvolver, com o objectivo de dotar o partido de uma base de reflexão alargada que ajude a preparar um programa de governo para as eleições regionais de 2012".

domingo, fevereiro 01, 2009

Açores: Parlamento aprova nova audição do director da RTP

Li no Açoriano Oriental que "a Assembleia Legislativa dos Açores aprovou por unanimidade, uma proposta do PS para os deputados voltarem a ouvir o director da RTP/Açores, na sequência das polémicas que envolvem a empresa. Hernâni Jorge, da bancada socialista, justifica a apresentação da proposta com "as notícias recentes" sobre alegadas pressões do Governo à rádio e televisão pública dos Açores e também com a demissão de algumas chefias da RTP. O PS quer ainda avaliar, como já o fez há um ano, qual o grau de execução do serviço público de rádio e televisão nas ilhas. Clélio Meneses, do PSD, concordou com esta nova audição a Pedro Bicudo, por entender que a RTP está a atravessar "um período conturbado", quer em termos de organização interna, quer em termos de financiamento, que justifica agora clarificar. A situação da rádio e televisão dos Açores "está pior do que há um ano", no entender do deputado Artur Lima, do CDS/PP, que lamenta que desde a primeira audição ao director da empresa nos Açores (há um ano), os problemas se tenham agravado em vez de terem ficado resolvidos. Também Zuraida Soares, do Bloco de Esquerda, entende que os últimos acontecimentos na RTP "descredibilizam" a empresa, além de provocarem "instabilidade nos profissionais", situação agravada pelo "centralismo paralisante" do conselho de administração e pela "falta de meios, pessoal e instalações". O deputado Aníbal Pires, do PCP, aproveitou o debate em plenário em torno da proposta do PS, para repetir as acusações de "ingerência do Governo na RTP", adiantando que "não vale a pena fazerem ameaças", porque não tem medo de "provar" as acusações "no local próprio". Acusações repetidas também por Paulo Estêvão, do PPM, que diz que a "situação vulnerável da RTP" deve-se, em parte, ao Governo Regional, que aproveita as fragilidades financeiras da empresa para exercer "pressões políticas" junto das chefias e "controlar" o trabalho dos jornalistas. André Bradford, secretário regional da Presidência, recusou prontamente estas acusações, explicando no Parlamento que não se deve confundir ingerência com uma eventual crítica ao trabalho de um jornalista. "O Governo regional, como qualquer instituição, como qualquer cidadão, pode criticar o trabalho de um jornalista e pode exigir explicações à RTP", clarificou o governante, acrescentando que isso não representa qualquer tipo de pressão política. O director da RTP/Açores já foi ouvido pela comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, em Fevereiro de 2008, e denunciou, na altura, a falta de meios materiais, humanos e financeiros para um adequado desempenho do serviço público de rádio e televisão na Região".

Para o CA, RTP/Açores e Madeira são "periféricas"...

Também através do Correio dos Açores fiqauei a saber que "o Conselho de Administração (CA) da RTP considera, através da ordem de serviço nº4, a RTP/Açores e RTP/Madeira como estruturas periféricas, equivalentes aos restantes centros regionais que não possuem qualquer produção própria, nem emissões consecutivas de mais de 16 horas diárias de rádio ou televisão com autonomia consagrada na lei. De acordo com a Subcomissão de trabalhadores da televisão açoriana, nestes anos de existência da RTP/A ou RTP/M nunca algum CA se atreveu a ser, filosoficamente, tão centralista!. Esta ordem de serviço também reconhece as dificuldades que o CA tem em despachar, em tempo útil, qualquer assunto proposto pelos Directores da RTP/Açores ou da Madeira, já que teve a necessidade de criar um corpo acessório para o habilitar a decidir de forma ágil . A subcomissão adianta que qualquer trabalhador sabe que, sempre que se cria um gabinete de apoio ou uma comissão de análise ou outra qualquer estrutura paralela, tende a burocratizar, a desresponsabilizar os autores e a impedir a resolução rápida de qualquer problema.. Aliás, se este CA já demora uma eternidade a resolver seja o que for, com a criação desse gabinete, a administração demonstra uma falta de confiança, na prática, nos directores dos Açores e da Madeira. A Subcomissão de Trabalhadores entende que, independentemente das razões individuais para a cascata de demissões acontecidas na RTP/Açores, não podem ser sintomas de boa saúde desta equipa directiva".

Chefe redacção da RTP/A processa líder do PCP/A e subcomissão de trabalhadores da televisão

Li no Correio dos Açores que "o chefe de redacção da RTP/Açores, Victor Alves, anunciou ontem que vai processar o líder regional do PCP e a subcomissão de Trabalhadores da estação pública no arquipélago por alegadamente lançarem na opinião pública "falsas suspeitas". Victor Alves adiantou à agência Lusa que vai recorrer ao tribunal para se defender de "falsas suspeitas" relativas a alegadas pressões políticas na informação e alinhamentos noticiosos da RTP/Açores e de um claro "ataque pessoal". A polémica estalou depois do líder regional do PCP/Açores, Aníbal Pires, ter alertado para o facto da "qualidade da democracia açoriana e dignidade dos profissionais" da televisão pública no arquipélago terem "sofrido graves atentados", acusando o Governo Regional de "tentar alterar alinhamentos e conteúdos noticiosos". A 19 de Janeiro, o Governo Regional reagiu, classificando as afirmações do dirigente comunista de "desrespeitadoras das instituições, das pessoas e uma falsidade". Também a subcomissão de Trabalhadores da RTP/Açores se pronunciou, esta semana, sobre "uma série de eventos que abalam a estabilidade e prestígio" da empresa, nomeadamente a "cascata de demissões" entre a equipa directiva, os dados que comprovam a existência de "uma atitude de pressão arrogante e prepotente" do Executivo na estação televisiva e a criação de um Gabinete de Apoio às Operações Regionais (GAOR), em Lisboa. Em comunicado, os trabalhadores da empresa consideram "urgente" averiguar a alegada ingerência do poder político na informação e alinhamentos noticiosos, frisando que não têm provas concretas de que ela ocorra. Depois do director da RTP/Açores, Pedro Bicudo, ter assegurado que não há pressão do poder político na empresa, nem há pedidos de demissão de chefias na televisão, hoje o chefe de redacção da estação pública também afirmou que nunca se sentiu pressionado, e como tal exige que quem lançou "falsas suspeitas" para a opinião pública prove o que disse. "Pretendo iniciar o processo dentro de dois ou três dias em defesa da minha honra e das pessoas que trabalham comigo", justificou Victor Alves, acrescentando que nunca se demitiu do cargo, apenas pediu transferência para a ilha Terceira, a 14 de Dezembro, por "motivos pessoais". Numa primeira reacção, o líder do PCP/Açores, Aníbal Pires confessou ficar "estupefacto" com a decisão do chefe de redacção da RTP, por entender que "não lhe fez um ataque directo, nem pessoal".