fonte: Correio da Manhã
O secretário de Estado da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, sugeriu
que algumas regiões de Inglaterra poderão ficar sob elevadas restrições até ao
lançamento de uma vacina. O secretário de Estado da Saúde do Reino Unido, Matt
Hancock, alertou que a nova variante do coronavírus está “fora de controlo” e
sugeriu que algumas regiões de Inglaterra poderão ficar sob elevadas restrições
até à vacinação.
Mais de 16 milhões de britânicos estão obrigados a ficar em casa depois
de o primeiro-ministro Boris Johnson ter anunciado este sábado um confinamento
obrigatório em Londres e no sudeste do Reino Unido, impondo medidas mas
restritivas para o período de Natal, numa tentativa de controlar o crescimento
da nova variante do vírus.
“Os casos dispararam, então temos um longo caminho a percorrer”, referiu Hancock este domingo em entrevista à Sky, citado pela agência Bloomberg (acesso condicionado/conteúdo em inglês). “Acho que será muito difícil manter a situação sob controlo até que a vacina seja lançada“, acrescentou o ministro.
“Nunca podemos ignorar o que é que custaria perder a TAP”. As palavras são de Pedro Nuno Santos, o ministro que assumiu uma divergência com António Costa sobre a forma como o resgate da companhia aérea nacional deve ser decidido. Se não sabemos o que custaria perder a TAP, mais certo é o preço para a salvar no imediato: 3,7 mil milhões de euros em três anos, até 2000 postos de trabalho e uma redução da frota. O resgate é urgente, mas subsistem dúvidas sobre a TAP que queremos amanhã.
Depois de a TAP voltar à esfera do Estado, em 2016, como consequência da
reversão da privatização pelo governo de António Costa, os prejuízos que a
companhia tem vindo a acumular motivaram duras críticas por parte do Executivo.
Em fevereiro, ainda antes de a pandemia de covid-19 chegar a Portugal e 'cortar
as asas' ao turismo nacional, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro
Nuno Santos, face à polémica distribuição de prémios em ano de perdas, lembrou
que o orçamento que a comissão executiva da TAP apresentou ao Conselho de
Administração — onde o Estado está presente — para 2018 e 2019 previa lucro,
mas o resultado foi um prejuízo no total de 105,6 milhões de euros.
"Aquilo que nós tivemos não foi um desvio qualquer, de lucro para
mais de 100 milhões de euros de prejuízo. (...) Diz o bom senso que, perante um
quadro destes em que é prometido o lucro e o resultado final é de prejuízo
acima de 100 milhões de euros, que se abstivessem de distribuir prémios, por
respeito para com o povo português e para com a esmagadora maioria dos
trabalhadores da TAP que não vão receber nada”.
Na altura, a TAP justificou as perdas elevadas com o investimento que
fez durante o ano passado, referindo que "foi a empresa que mais investiu
em Portugal em 2019". Em causa estão "mais de 1,5 mil milhões de
euros", onde se inclui "a compra de 30 aviões novos" para
"renovação de 70% da frota de longo curso", além da contratação de
900 pessoas. No final de 2019, a TAP empregava 10.617 trabalhadores.
Este era o primeiro sinal de um braço de ferro que viria a resultar, meses mais tarde, num acordo entre o Governo e os acionistas privados para a reorganização do quadro societário da TAP, com a saída de David Neeleman, e mudanças na liderança da empresa, com a saída de Antonoaldo Neves. O Estado português detém agora uma participação social de 72,5%, o empresário Humberto Pedrosa 22,5% e os trabalhadores os restantes 5% do grupo.
O aumento de casos e o excesso de óbitos face aos países vizinhos faz
com que a estratégia mais leve adotada pelos suecos seja cada vez mais
questionada no país. Apoio público ao epidemiologista Anders Tegnell está a
cair e o rei Carlos Gustavo fala em fracasso. O rei da Suécia admite que o país
escandinavo falhou com a sua estratégia de combate ao coronavírus, o que
provocou com um número de mortos muito maior do que nos seus vizinhos nórdicos.
No seu discurso anual de natal dirigido aos suecos, que será transmitido
na íntegra na próxima segunda-feira (21), Carlos Gustavo XVI diz que o país
sofreu "muito em condições difíceis" e considera
"traumático" que muitos parentes das quase 8.000 vítimas mortais de
covid-19 no país não tivessem podido sequer despedir-se delas.
"Acho que falhámos. Temos um grande número de mortos e isso é
terrível. É algo com que todos sofremos", disse o monarca, em comentários
divulgados já esta quinta-feira.
Entre a família real sueca, o príncipe Carlos Filipe, que é o quinto na linha de sucessão, e sua esposa, a princesa Sofia, foram infetados com covid-19, tendo vivenciado apenas "sintomas moderados" da doença.
O Banco de Portugal estima que há cerca de 13 mil milhões de euros de
crédito que pode não ser pago por empresas e famílias até setembro de 2021, em
benefício das moratórias bancárias. É uma primeira previsão oficial daquilo que
as moratórias podem estar a esconder. O Banco de Portugal estima que há cerca
de 13 mil milhões de euros de prestações devidas por empresas e famílias que
podem vir a não ser pagas aos bancos até ao fim das moratórias, em setembro de
2021.
“A adesão à moratória de crédito contribuiu para reduzir as necessidades de liquidez das empresas. Estima-se que até ao final do período de vigência da moratória (setembro de 2021), as prestações devidas e não pagas possam ascender a cerca de 15% do stock de empréstimos das empresas (cerca de 11 mil milhões de euros, do qual um terço relativo a prestações devidas até setembro 2020)”, refere o supervisor no Relatório da Estabilidade Financeira de dezembro publicado esta quinta-feira. No caso dos particulares, depois de 650 milhões de euros em prestações entre março e setembro deste ano, o valor poderá ascender aos 2.000 milhões de euros até final de setembro do próximo ano, prevê o Banco de Portugal.
Foram as empresas que mais recorreram à suspensão do crédito: um total de 24,4 mil milhões de euros de crédito empresarial está sob moratória, o que corresponde a cerca de 32% do total de crédito bancário neste segmento. No Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado esta quinta-feira, o supervisor sublinha que “a proporção dos empréstimos a SNF (sociedades não financeiras) em moratória, em junho, foi superior em Portugal por comparação ao observado no conjunto dos países da União Europeia, aproximadamente 30% face a 9%”.
Nos aeroportos nacionais registou-se o movimento de 1,4 milhões de passageiros, em outubro passado, o que representa um decréscimo de 74,1% (-69,0% em setembro), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) , divulgados esta sexta-feira. O movimento de carga e correio totalizou 14,2 mil toneladas, correspondendo a uma diminuição de 28,1% (-29,8% em setembro).
Segundo detalham os números do INE, em outubro, aterraram nos aeroportos nacionais 9,7 mil aeronaves em voos comerciais, o que representa uma queda de 51,9% (-50,2% em setembro e -46,4% em agosto). Registou-se o movimento de 1,4 milhões de passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos), representando um recuo de 74,1% (-69,0% em setembro e -65,9% em agosto). O movimento de carga e correio nos aeroportos nacionais totalizou 14,2 mil toneladas, correspondendo a uma diminuição de 28,1% (-29,8% em setembro e -39,0% em agosto).
Estudo realizado pelo Instituto de Medicina Molecular Professor João
Lobo Antunes revela que só 1,9% dos portugueses foram infetados na primeira
vaga pelo SARS-CoV-2. O que significa que o país conseguiu, de facto, achatar a
curva da transmissão. Em contrapartida, só uma pequena franja da população
criou anticorpos contra a covid-19. Grupo etário menor de 18 anos criou maior
seropositividade do que os grupos de outras idades, mas a nível.
Até setembro, 1,9% da população portuguesa criou seropositividade em
relação ao vírus SARS-CoV-2. Isto mesmo revela o Painel Serológico Nacional
(PSN) realizado pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes,
financiado pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos e o Grupo Jerónimo
Martins.
Ou seja, 1,9% da população já criou anticorpos contra o vírus. A
percentagem global é pequena, mas, no fundo, explica o IMM, revela que o país
conseguiu achatar a curva de transmissão da doença e atenuar o seu impacto na
sociedade.
No entanto, e segundo os resultados, esta prevalência de seropositividade aumenta quando se olha para os resultados regionais. "A seropositividade contra o vírus aumenta com a densidade populacional, assumindo um valor estatisticamente superior nas regiões de alta densidade: 2,5% nas regiões de alta densidade populacional, face a 1,4% nas regiões de média densidade e 1,2% nas regiões de baixa densidade populacional."
O PS sobe dois pontos, para 39%. O PSD desce dois pontos, para 25%. A
diferença entre os dois partidos aumenta, de outubro para cá, para 14 pontos —
é a maior registada pela sondagem realizada pelo ISCTE e ICS para o Expresso e
para a SIC desde início de setembro de 2019, um mês antes das eleições
legislativas. Os 25% são também o número mais baixo dos sociais-democratas
desde essa altura, depois de uma estabilização nos 27%, 28% nas intenções de
voto desde então.
Uma perda de dois pontos nos últimos dois meses não será estatisticamente significativa em si mesma, mas esta não é a única má notícia para os sociais-democratas nesta sondagem. É que a avaliação da atuação de Rui Rio também sofre uma quebra, neste caso a primeira desde junho de 2019. E é ainda mais significativa: numa escala de 0 a 10, Rio passa de 4,8 para 4,3, perdendo terreno para António Costa, que sobe dos 5,7 para 6 pontos na média das avaliações dos inquiridos — em plena pandemia e em plena crise económica.
Sondagem realizada pelo ISCTE e ICS para Expresso e SIC revela que
portugueses só se dividem quanto ao grau do estrago causado pela pandemia na
economia nacional.
Há uma quase unanimidade entre os portugueses - e essa unanimidade é
sobre o estado da economia. De acordo com a sondagem realizada pelo ISCTE/ICS
para o Expresso e SIC, a dúvida só está no grau dos estragos já causados pela
crise pandémica: é que são 36% os inquiridos que respondem que a economia
“piorou muito” e 44% o que defendem que, apenas, “piorou”.
Hoje, são apenas 6% os que consideram que a economia nacional melhorou no
último ano. A esmagadora maioria – 80% – está assim pessimista. Todavia, a
julgar pelas opiniões recolhidas, a culpa não é do Governo. Esse tem feito um
bom trabalho para quase metade dos inquiridos - e até recupera ligeiramente na
avaliação face aos resultados de outubro.
Assim, se apenas 2% consideram o trabalho do executivo liderado por António Costa “muito bom”, são 49% os que se dão por satisfeitos. A soma dos políticos mostra uma ligeira subida de dois pontos percentuais, o suficiente para inverter a queda abruta registada de fevereiro para setembro, depois do eclodir da pandemia. Hoje, são 11% os portugueses que consideram “muito mau” o trabalho do governo socialista, e 31% os que o classificam como negativo.
São catorze os pontos que separam PS e PSD nas intenções de voto para as
eleições legislativas. Segundo a sondagem realizada pelo ISCTE e ICS para o
Expresso e SIC, se as eleições legislativas se realizassem hoje, nem a soma das
intenções de voto de todos os partidos de direita chegaria para ultrapassar as
intenções de voto no PS: juntando PSD, Chega, CDS e Iniciativa Liberal, a
direita soma 35% dos votos, quatro pontos abaixo do PS, que, sozinho, atinge
agora os 39%.
A diferença acentuou-se com o eclodir da pandemia: no início do ano, poucos meses depois de superar ligeiramente os 36% nas legislativas, o PS de António Costa recolhia 33% das intenções de voto enquanto o PSD se ficava pelos 28%. Desde fevereiro, os socialistas registaram uma tendência de subida constante – nesta sondagem aumentam dois pontos face aos 37% registados em outubro –, agora em sentido contrário ao do PSD: os sociais-democratas descem dois pontos face ao valor registado em outubro, atingindo o pior resultado desde o início de setembro de 2019 – os 25% agora registados comparam com 27% de setembro e os 28% da sondagem de fevereiro.
A maioria dos portugueses considera “insuficientes” as medidas tomadas pelo Governo para limitar o contágio por covid-19, mostra a sondagem feita pelo ISCTE e ICS para o Expresso e SIC. São 45% os inquiridos que respondem assim, nove pontos acima do que aqueles que consideram “no ponto certo” o quadro de medidas em vigor — com apenas 13% a classificá-las como “excessivas”. De 15 em 15 dias, nas sucessivas renovações do estado de emergência, o primeiro-ministro tem vincado a mensagem de que é preciso manter um equilíbrio difícil: aplicar medidas restritivas para travar a expansão do vírus, mas manter a economia a funcionar, tanto quanto possível, para evitar uma crise económica e social ainda maior.
DIREITA MAIS CÉTICA
A avaliar pelas respostas ao inquérito, são sobretudo os eleitores que se posicionam “à direita” no espaço político que julgam ser necessário puxar o travão de mão: é nesse espaço político que se encontra a maioria das respostas, 54% face a 40% dos eleitores mais à esquerda. A diferença é ainda mais notória nos simpatizantes do PSD: 58% contra 35% apenas de “insuficientes” vindos de apoiantes do PS. Recorde-se que o partido de Rui Rio, o único que mantém voto favorável ao estado de emergência, pediu ao Governo “coragem” para aumentar as restrições à circulação no Ano Novo.