Afinal parece que não é só na Madeira. Li no Publico, num texto intitulado "Mário Lino acha "pouco" gastar 4,5 milhões", que o ministro das Obras Públicas "desvalorizou as críticas do PSD sobre os custos das cerimónias de adjudicação das novas estradas, negando que cada evento custe os 500 mil euros referidos por Paulo Rangel e afirmando que não custam mais de 50 mil euros cada. À saída do debate quinzenal, Mário Lino foi mais longe e considerou mesmo não ver nada de mais nos valores dispendidos: "O PSD falou em cerca de quatro milhões de euros em 600 inaugurações. Eu não sabia que era tão pouco". A verdade é que Rangel falara em 4,5 milhões de euros em apenas nove cerimónias, todas feitas "com o mesmo formato, a mesma empresa - do consultor externo Humberto Bernardo - e todas com reuniões preparatórias no Ministério das Obras Públicas". "Quem paga são os portugueses", frisou Rangel. Sócrates disse que era mentira, mas passou a palavra a Lino, que garantiu que esse custo era "da responsabilidade das concessionárias".De resto, acrescentou: "Tenho estado nessas cerimónias e não vejo nada de luxuoso: uns pastéis de bacalhau, uns croquetes, uns sumos e utiliza--se frequentemente a tenda, que vai de um lado para outro". A justificação é clara: "Acha que devíamos fazer isto e não informar as pessoas?". Moralismos socialistas...
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sexta-feira, fevereiro 27, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Mário Lino pede a empresas calendário de inaugurações
Segundo a SIC, "o Ministério das Obras Públicas enviou e-mails para várias empresas e organismos públicos a exigir que lhe sejam enviadas todas as informações, com antecedência, sobre o calendário de inaugurações e outras iniciativas dessas mesmas empresasO ministério recusa que haja objectivos políticos com esta medida, mas nas empresas contactadas pela SIC o pedido do ministério foi recebido com surpresa. O primeiro e-mail do gabiniete de imprensa do ministério foi enviado em Dezembro, com conhecimento do ministro. Dia 8 de Janeiro, foi envida nova mensagem (publicado pelo “Jornal de Negócios”), a lembrar o que já tinha sido pedido. Assinado pelos assessores de Mário Lino, solicita-se que o ministério seja permanentemente informado sobre todos os eventos públicos, tais como inaugurações, lançamento de obras, adjudicações ou apresentações à comunicação social. A nota da assessoria do ministério foi enviada a 30 empresas e organismos tutelados pelas Obras Públicas. A TAP está entre elas e ao que a SIC apurou já respondeu ao pedido do accionista, enviando a agenda das próximas quatro semanas. Mas outras empresas contactadas, que preferem o anonimato, dizem que o grave de tudo isto é se houver uma tentativa de sobrepor os interesses do ministério aos interesses das empresas".
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