fonte: RankingRoyals
sexta-feira, agosto 29, 2025
domingo, outubro 23, 2022
Apenas 11% dos estudantes universitários diz-se preparado para o mercado de trabalho, aponta estudo
Apenas 11% dos alunos garantiu estar preparado para entrar no mercado de trabalho após frequentar a universidade, segundo revelou esta quarta-feira o ‘Connected Student Report’, estudo da Salesforce, empresa tecnológica multinacional líder em Customer Relationship Management (CRM), dedicado a compreender as características particulares da formação superior na preparação dos jovens para o mercado de trabalho. Na era pós-pandémica, as instituições de ensino superior têm a oportunidade de reimaginar as experiências dos estudantes para atingirem melhores resultados. Os novos dados apresentados pela Salesforce indicaram que o trabalho deve começar logo no momento de inscrição de novos alunos. Apenas um terço dos estudantes inquiridos admitiu ter tido excelentes experiências na universidade. As instituições estão sob pressão para uma interação real e cativante ao longo do percurso académico dos estudantes, adaptando-se às novas expectativas e preparando melhor os alunos para o mercado de trabalho.
quinta-feira, janeiro 31, 2019
Propinas: onde estudamos e quanto pagamos
terça-feira, outubro 16, 2018
Universidades: prioridades estudantis...
sexta-feira, agosto 03, 2012
Lei que regula a escolaridade obrigatória até aos 18 anos entra hoje em vigor
sexta-feira, abril 27, 2012
Mais de 40 mil professores tentam colocação
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Traição (mais uma) socialista aos professores
quinta-feira, setembro 16, 2010
Escola-modelo "fabrica" futuros médicos...
segunda-feira, setembro 06, 2010
Material escolar: quem ganha 629 € já não tem ajudas...
quinta-feira, setembro 02, 2010
Facilitismo: sindicatos exigem novo concurso para integrar professores contratados...
"Professores estão a ser formados para o desemprego"
Li no Publico um trabalho da jornalista Graça Barbosa Ribeiro, sgeundo o qual "um dia depois da colocação de docentes, João Grancho pede medidas políticas que permitam adequar oferta à procura. O Presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), João Grancho, defendeu ontem a criação de mecanismos que permitam adequar a oferta de formação inicial de professores à procura. "O número de professores colocados neste concurso e nesta altura do ano não baixou em relação ao ano passado - pelo contrário. O desemprego aumenta porque as instituições de ensino superior continuam a formar docentes para os quais não existe qualquer expectativa de virem a exercer aquela profissão, devido à quebra de natalidade", afirmou. "Há seis anos que vimos a alertar para a necessidade de tomar uma decisão política para evitar uma situação que começa a ser dramática - o país está a formar professores para o desemprego", frisou João Grancho, num comentário aos cerca de 32 mil docentes que nesta fase não conseguiram colocação. No ano passado, foram colocados, no final de Agosto, através do concurso destinado a satisfazer as chamadas necessidades transitórias das escolas, cerca de 15 mil docentes. Anteontem foram 17.276 os que garantiram colocação. A Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional de Educação (FNE) preferem, contudo, sublinhar outro dos aspectos também criticados por João Grancho - o facto de continuarem a aumentar os professores colocados nesta fase por um ano lectivo inteiro e com horário completo. Segundo dados apurados Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC/Fenprof), este ano encontram-se naquelas circunstâncias 13.974 docentes; muitos mais do que no ano passado (9663), em 2008 (4384) e em 2007 (2810). "Isto acontece porque, apesar de se terem reformado 15.210 professores desde 2007, apenas entraram nos quadros 396", insiste Mário Nogueira, o dirigente da Fenprof que, à semelhança dos líderes da FNE e da ANP, reclama a abertura de concurso para lugares nos quadros em 2011. A indignação é partilhada por Lucinda Dâmaso, da FNE, que considera "inaceitável a utilização destes professores - que vivem na mais completa precariedade, sem carreira e com um vencimento baixo - para satisfazer as necessidades permanentes das escolas". Os três dirigentes dizem ser cedo para calcular o número de desempregados, já que, até Dezembro, serão contratados pelas escolas muitos dos professores que ontem não ficaram colocados. "Em 2009, até ao final do primeiro período, o número subiu dos 15 mil para os 22 mil", exemplificou Lucinda Dâmaso.Quase 40 mil professores não foram colocados...
Li no DN de Lisboa um texto assinado pelo jornalista Pedro Sousa Tavares, segundo o qual "chegou ao fim o conturbado concurso para contratações a prazo. Dos mais de 50 mil candidatos, 19 mil foram colocados. Quase 40 mil candidatos (39 245) - entre os mais de 50 mil que procuraram colocação nos concursos nacionais de contratação de professores - ficaram sem lugar nas escolas este ano lectivo, restando-lhes esperar pelas vagas intercalares dos estabelecimentos. As contas são do DN - o Ministério da Educação não quis divulgar totais nem comentar os resultados dos concursos - e têm por base as listagens publicadas ontem no site da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE). Cálculos da Federação Nacional da Educação (FNE) apontam para valores aproximados, segundo adiantou ao DN Lucinda Manuela, desta estrutura sindical, que estimou em pouco mais de 19 mil os colocados, dos quais "cerca de 10 500" em virtude da renovação de vínculos anteriores. As contas não incluem candidatos que desistiram das suas candidaturas ou as viram recusadas devido a erros ou incumprimentos dos requisitos para as funções. "São números que ainda estamos a analisar, mas que apontam para um número muito significativo de docentes que não conseguiram, pelo menos para já, um lugar nas escolas", disse ao DN a sindicalista. "Parte destes professores estiveram empregados no último ano e vão engrossar as listas de desempregados”. Já a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que também estimou em "mais de 30 mil" os não colocados, considerou que, "apesar do esforço" o Ministério da Educação "não conseguiu baixar os níveis de colocação [de contratados] verificados desde há dois anos". Foi entre os professores do 3.º ciclo e secundário - ciclos que representam também a maioria dos docentes - que mais candidatos ficaram sem colocação: 16 738, de acordo com os cálculos do DN. No pré-escolar ficaram de fora 4584, no 1.º ciclo 11 279 e no 2.º ciclo 6345 candidatos. Por grupos disciplinares, o Português do 3.º ciclo e secundário (300) foi o mais difícil : 4046 candidatos não colocados. Já o Espanhol, em franca expansão, só não deu lugar a 12 concorrentes, com a Informática (25 de fora) a revelar-se também uma boa opção. Os concursos serviram ainda para deslocar professores dos quadros por condições específicas (como a doença) ou inexistência de serviço lectivo atribuído”.Cada vez mais professores a prazo...
Escreve o jornalista do DN de Lisboa, pedro Sousa Tavares que "desde 2006/07, cerca de 15 mil deixaram quadros, mais de mil desde Abril deste ano. Contratados aumentam. Mesmo com cerca de 33 mil candidatos a ficar de fora dos concursos nacionais de contratação, o número de professores colocados por esta via - que este ano chegou aos 17 276 - tem subido todos os anos, sendo quase três vezes superior aos 6384 integrados a prazo em Agosto de 2008. Um aumento directamente ligado às aposentações de quadros, que não têm sido compensadas por novas vagas. Desde 2006/07, os quadros do Ministério da Educação já perderam para a reforma - muitas vezes antecipada - 15 210 docentes, dos quais 1051 abandonaram a profissão entre Abril e Agosto deste ano. No mesmo período, não chegaram a 300 os precários que passaram a ter vínculo permanente. Para os sindicatos, estas contas conduzem inevitavelmente a duas conclusões: o quadro do Ministério da Educação está actualmente "subdimensionado" face às necessidades reais das escolas e só por "motivos financeiros" se mantêm tantos precários. "Basta ver que, entre os professores contratados este ano, mais de 10 mil são renovações de contratos do anterior ano lectivo", lembra Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). " As necessidades das escolas não baixaram nos últimos anos." As contas às diferenças entre ter um professor nos quadros ou a contrato são fáceis de fazer: "Quem entra na carreira recebe, logo no 1.º escalão, cerca de 1300 euros líquidos", conta Vítor Miranda, do Sindicato de Professores da Grande Lisboa, ele próprio "há quinze anos" com vínculos precários. "Um contratado, por mais anos de serviço que tenha, rece- be sempre pelo mesmo índice, o 151, cerca de 1050 euros mensais." Como as regras prevêem que, uma vez integrados na carreira, os professores recebam pelo índice correspondente aos seus anos de serviço - podendo chegar imediatamente ao 4.º escalão -, acabar com os precários de longa duração custaria milhões de euros adicionais, todos os meses. Mário Nogueira não duvida que a medida "terá custos", mas lembra também "os compromissos políticos assumidos", considerando "inevitável" a abertura dos quadros em 2011. Vítor Miranda está menos optimista: "A minha expectativa é quase nula." Ao DN, o Ministério da Educação afirmou que "em articulação com o Ministério das Finanças, continua empenhado em levar a cabo o concurso extraordinário de docentes, durante o ano 2011"

