quarta-feira, novembro 11, 2020

Nota: o destino da TAP...


Estou absolutamente convencido que a TAP segue no mesmo caminho do Hospital de Braga - e veremos isso rapidamente, é uma questão de tempo (sempre fui, e continuo a  ser, um apologista convicto de uma companhia aérea de bandeira num país como o nosso, mas duvido da consistência e da seriedade de soluções políticas, tomadas aos solavancos e por por encomenda, a reboque de pressões partidárias e com decisões tomadas em cima do joelho).

Gostem ou não de ouvir a TAP é uma empresa falida ou em vias disso, realidade que está hábil e naturalmente a ser camuflada até que um dia tudo se vai descobrir. Até lá, despedimentos em massa (fala-se de 1600 a 2000 até Março e mais de 800 já despachados...), redução da frota, devolução de aviões, cancelamento de encomendas, redução de serviços e de rotas, prioridade a uma monumental dúvida de cerca de 2 mil milhões de euros (sem, confirmação…), etc. O definhar lento de uma companhia - que vai receber 1.600 mil milhões de euros do Estado, mas que provavelmente vai precisar de outros 1,5 mil milhões ou mais.... - que nunca deveria ter sido entregue, de novo pelo governo de Passos e Portas, de mão-beijada ao oportunismo de uns empresários privados falidos ou sem dinheiro para esta empreitada.

Sem a TAP, mesmo com todos os seus defeitos e virtudes, a Madeira e os madeirenses ficarão a perder. E dessa convicção não desisto! (LFM)

Nota: os Açores, o Chega e alguns erros cometidos

 


Sinceramente espero muito - e este é o meu primeiro comentário ao que se passa com o pós-eleições nos Açores e as reações do PS, regional e nacional, ao acordo parlamentar que afastou os socialistas açorianos do poder - que os comentadores não cometam com os Açores os mesmos erros e precipitações que cometeram com as eleições americanas e com Trump em particular. Tudo a reboque de realidades distorcidas.

Como se constatou, tal como os comentadores falharam no caso das eleições americanas e os mais de 70 milhões de votos obtidos pelo perdedor Trump surpreenderam tudo e todos, também nos Açores o que se passou, depois de conhecidos os resultados eleitorais, não é tão simples como aparentemente parece, nem tem nada apenas a ver com o Chega e com os acordos que este partido, frequentemente conotado com da extrema-direita portuguesa, estabeleceu com outros partidos, concretizando o afastamento dos socialistas açorianos do poder, apesar de terem sido os vencedores das eleições regionais açorianas.

Começo por referir dois aspectos que presumo serem essenciais nesta análise.

domingo, novembro 08, 2020

O mundo é ainda dos homens?


Com facilidade alguns dirão que vivemos tempos de igualdade com os mesmos direitos para homens e mulheres. Mas será que é mesmo assim? Os números não mentem e o cenário é ainda pouco animador. Até quando? Jornalismo de dados, para explicar o país em 2:59 (Expresso)

Sim, estamos todos a olhar para as eleições nos EUA, mas será que conhecemos realmente a Europa?

 

Por estes dias, estamos todos de olhos postos nas eleições nos Estados Unidos. Mas deste lado do Atlântico, com águas menos agitadas, nem sempre os Estados estão unidos em volta do mesmo propósito. União Europeia, Espaço Schengen, Zona Euro, Conselho da Europa, EFTA, Espaço Económico Europeu: são múltiplas as organizações em que se arrumam os países europeus. Nem sempre é fácil perceber o que é a Europa. Jornalismo de dados, para explicar o mundo em 2:59 (Expresso)

Novembro vai ser um mês muito negativo


Até a terra do Pai Natal sofre com a pandemia


sábado, novembro 07, 2020

Governo quer Portugal a fabricar vacinas

 


Portugal está a posicionar-se junto das multinacionais envolvidas na ‘corrida’ à vacina para combater o SARS-CoV-2, enquanto parceiro indispensável no fabrico das novas terapias, revela ao Expresso o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias. “Desde março que, em articulação interministerial — Negócios Estrangeiros, Saúde e Economia e Transição Digital —, fazemos a divulgação das competências nacionais no sector da saúde para atrair mais investimento direto estrangeiro (IDE) e estimular as exportações”, indica o governante.

Nesta altura, já há laboratórios mundiais na fase de testes em seres humanos e, “em breve, surgirá o início da produção [de vacinas] em massa”. Porém, “a procura global ultrapassará em larga medida a capacidade de produção instalada, sendo provável o recurso à subcontratação, junto de outras empresas, de parte do processo de fabrico ou da sua totalidade”. Assim, a Autoridade do Medicamento e de Produtos de Saúde e também a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, encontram-se empenhadas na identificação dos recursos internos existentes para definir a oferta de valor do nosso sector farmacêutico para “o esforço mundial que se avizinha”. Ao mesmo tempo, a rede diplomática nacional faz um levantamento das companhias estrangeiras e dos respetivos planos e calendários de produção “para uma abordagem comercial”.

Madeira: situação de 3 a 6 de Novembro de 2020

 





fonte: IASAUDE

Um país lento demais...


 fonte: Jornal de Negócios

quarta-feira, novembro 04, 2020

Rentáveis...


 
fonte: Jornal de Negócios

Educação cada vez menos atractiva


  fonte: Correio da Manhã

Alberto Oculista em destaque


 fonte: Jornal de Negócios

Crescimento do desemprego acelerou no terceiro trimestre


RTP: a proximidade de tempos de decisão (e de escolha) decisivos

A RTP prepara-se para viver, nos últimos meses deste ano e nos primeiros dois ou três meses de 2021, aquilo que podemos designar de início de um novo ciclo, quer interno, quer em termos de definição do modelo televisivo e radiofónico para o serviço público.

Uma definição muito importante para evitar uma constante desvalorização das audiências do serviço público, quando em comparação com as estações televisivas privadas, também elas em crise.

Este período decisivo para o grupo RTP começará em final de Novembro - num ano em que o governo de Costa já anunciou que o valor da contribuição de audiovisual se manterá em 2021 igual ao que foi atribuído em 2020, cerca de 180 milhões de euros - quando o novo Conselho Geral Independente (uma descoberta do governo de Passos e Portas e cuja invenção é imputada ao ex-ministro Poiares Maduro, alegadamente destinada a travar os apetites governamentais - do poder - de controlo político e editorial da estação pública de rádio e televisão) definir a sua proposta de estratégia global para a empresa.

Nessa conformidade, e sem que esteja definido ainda qual o modelo a adoptar para a eleição ou designação do futuro Conselho de Administração, parece bastante provável que sejam feitas mudanças e que Gonçalo Reis, nomeado para o lugar ainda pelo governo de Passos e Portas, mas que tem sido capaz de sobreviver desde então, com a geringonça I e II, provavelmente deverá ser substituído na liderança do Conselho de Administração, cujo responsável pelas finanças precisa de obter luz verde do Ministério das Finanças.

A empresa tem ainda que definir, num ambiente de recursos financeiros fortemente limitados, os investimentos a realizar nos próximos anos e terá que resolver alguns problemas internos envolvendo grelhas e recursos humanos, nomeadamente a estrutura das diferentes delegações e Centros Regionais (RAM e RAA), a redução do peso de chefias na empresa, o papel da RTP no quadro da cooperação com países lusófonos e o Brasil, a presença da RTP nas comunidades portuguesas no estrangeiro e as dificuldades que persistem em responder às solicitações de forma eficaz, a queda de receitas publicitárias, e a resolução de problemas que se arrastam há anos, como é o caso do dossier dos precários – sem que se saiba quantos são, dado que é um processo que não envolve todos os candidatos que reclamam a integração, já que alguns se limitam a prestar serviços à RTP por via de contratos celebrados com empresas privadas prestadoras de serviços diferenciados no sector audiovisual - etc.

O Conselho de Opinião, que é uma espécie de parlamento “composto maioritariamente por membros indicados por associações e outras entidades representativas dos diferentes setores da opinião pública”, sem poder de decisão, dado que se limita a emitir pareceres previstos na lei e a fazer recomendações e promover audições com as estruturas dirigentes da empresa e as chefias intermedias, também vai sofrer alterações, dado que os eleitos pela Assembleia da República, depois das eleições legislativas de 2015, terminam agora o seu mandato. Isso é importante porque a configuração do parlamento nacional alterou-se entre 2015 e 2019.

A lei (Lei nº 8/2007, de 14 de Fevereiro, alterada pela Lei nº 8/2011, de 11 de Abril, e Lei nº 39/2014, de 9 de julho) refere que, para além dos representantes (1) dos parlamentos regionais da Madeira e dos Açores, a Assembleia da República designa 10 membros eleitos segundo o método da média mais alta de Hondt.

Já o Conselho Geral Independente, que desempenha papel decisivo na definição do futuro CA da empresa, tem os seus membros “escolhidos entre personalidades de reconhecido mérito, assegurando uma adequada representação geográfica, cultural e de género, com experiência profissional relevante e indiscutível credibilidade e idoneidade pessoal”. A lei sublinha ainda que “o Governo e o conselho de opinião indigitam, cada um, dois membros do conselho geral independente (as novas escolhas foram de Arons de Carvalho pelo governo e Leonor Beleza eleita pelo COP). Os membros do CGI “cooptam outros dois membros” que são dados a conhecer à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que se pronuncia sobre os nomes propostos. No entanto, segundo a lei, “todos os membros indigitados ou cooptados são obrigatoriamente ouvidos na Assembleia da República, antes de serem investidos nas suas funções” (LFM)

Tribunal de Contas alerta que são necessários mais recursos no SNS


Açores: o peso do aproveitamento mediático e os estranhos puzzles pós-eleitorais

Um jornalista açoriano, da velha guarda, lembrou, a propósito das eleições nos Açores, a importância da televisão (leia-se RTP-A), quer pelos debates promovidos, quer pelos partidos que deixou fora desses debates, quer pela cobertura assegurada durante a campanha eleitoral, no desfecho eleitoral e nas surpresas registadas. Primeiro porque permitiu que partidos desconhecidos tivessem "desembarcado" nos Açores - sobretudo os casos do Chega e da Iniciativa Liberal (o ocaso do PCP resultou essencialmente da excessiva colagem dos comunistas face aos socialistas, tornando mais convidativo o voto no "original" em detrimento de qualquer "cópia" de segunda categoria, beneficiando desde logo, e em minha opinião, o Bloco de Esquerda e o PAN) - chegassem ao parlamento regional de forma algo surpreendente, mas claramente à custa da recuperação de abstencionistas e do "roubo" de votos, quer ao CDS quer ao PS.

Lembro que o Chega elegeu 2 deputados (1 através do círculo de Compensação), graças a 5.260 votos e 5,1%, que o PAN totalizou 2.004 votos, 1,9% e um mandato (Compensação) e que a Iniciativa Liberal chegou aos 2.012 votos, obteve um mandato (Compensação) e atingiu os 1,9%. Estamos a falar de partidos que jogaram sobretudo com o aproveitamento inteligente e selectivo do espaço mediático propiciado pela televisão - acresce que a pandemia trouxe novas restrições e condicionalismos mais rigorosos, e nunca antes impostos, a que se junta uma evidente falta de recursos financeiros e humanos (logística) destes partidos quando comparados com os tradicionais.

O que se passou nos Açores, em grande medida porque Vasco Cordeiro lhes dava "guita" e palco, fez-me lembrar, na lógica daquele profissional e comentador açoriano, o      que Alberto João Jardim fez na Madeira depois de 2007, quando "alimentou" tanto o PTP como o PND, envolvendo-os na discussão política regional de forma mais notória (particularmente no parlamento e nos média) para que, com isso, retirasse sobretudo votos e representação parlamentar ao PS-M (se analisarmos os resultados eleitorais de 2007 e 2011, ambos com AJJ, acabamos por constatar que esse desiderato foi materializado, também com a "ajuda" e por culpa própria dos socialistas locais e das apostas eleitorais falhadas). Aliás, quando AJJ deixou a ribalta política, não deixa de ser curioso - só para os mais desatentos - que PTP e PND tivessem iniciado um ocaso eleitoral, ambos ainda no último mandato do ex-líder madeirense.

E nem a abstenção este ano serviu de pretexto para "justificar" o injustificável por parte dos partidos açorianos. Recordo ainda que a abstenção nos Açores - 124.993 eleitores _ se situou nos 54,6% este ano, contra 134.971 eleitores e 59,2% quatro anos antes, em 2016.

De facto, o peso dos meios de comunicação social e particularmente da TV na carreira de alguns políticos é imenso.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falhou como líder do PSD, arrastou-se durante anos como comentador de várias televisões para acabar em 2016 por candidatar-se ao lugar que sempre ambicionou, a Presidência da República. Contou para o efeito de uma imagem pública construída enquanto comentador "dono" de espaço de opinião sem contraditório onde a verdade do agora Presidente imperava como "lei"!

O mesmo aconteceu com  Trump que durante anos ambicionou o envolvimento na corrida presidencial e sonhava a com a Casa Branca - mas julgo que ele próprio nunca acreditou nessa possibilidade... - mas uma crise de liderança associada a uma desconfiança dos americanos nos políticos e no sistema político, bem como uma crise económica e social acentuada, acabaram por facilitar a ascensão metódica e mediática de Trump que acabou por ser eleito Presidente dos EUA em 2015, sem ter sido o  candidato mais votado, mas porque soube jogar com  o peso dos estados com maior representação no colégio eleitoral.

Hoje, uma pandemia que deu cabo de todos os sucessos económicos, ligada a uma instabilidade social no país, ao crescimento do desemprego e das falências e ao facto de Trump nunca ter sido um pagador de impostos, apesar dos milhões ganhos (?). E quando tudo isso de conjuga, não há televisões nem meios de comunicação social que salvem seja quem for.

E podíamos lembrar ainda Costa - que foi durante anos autarca e comentador televisivo num espaço de partilha de opinião política com outros dois comentadores, - que foi construindo paulatinamente a sua imagem pessoal, conjugando a passagem por várias pastas ministeriais (a proximidade pessoal e política com Sócrates e a forma como afastou Seguro da liderança do PS depois das europeias de 2014) com esse papel de comentador, para culminar com a sua ascensão à chefia do governo graças a um acordo, nunca antes acontecido na política nacional. De facto Costa foi "mestre", ao convencer PCP e Bloco, a se envolverem, no quadro parlamentar, num acordo de governação que deixou para trás PSD e CDS que em coligação foram os mais votados, ganhando as eleições legislativas de 2015, sem terem alcançado os mandatos suficientes para governarem.

O que hoje temos nos Açores, pelo menos na altura em que escrevo este texto, é uma estranha tentativa de construção de uma geringonça de direita – PSD, CDS, PPM, IL, PAN e Chega – liderada pelos social-democratas (que perderam as eleições regionais) para fazerem nos Açores ao PS, o mesmo que o POS de Costa em 2015 fez em Lisboa, na Assembleia da República, ao PSD e CDS coligados. O problema é que essa coligação não depende de 3 partidos e é mais do que evidente que uma das forças necessárias a essa maioria absoluta parlamentar, capaz de afastar o  PS-Açores do poder, não garante qualquer estabilidade nem sequer o cumprimento rigoroso do que for acordado, Falo do Chega e sobretudo do Ventura, uma descoberta de Passos Coelho (que o PASD nunca levou muito a sério) e que se foi radicalizando desde 2013 até hoje. E por causa disso lamento o que ali se passa, porque a confirmação de uma caranguejola, como alguém um dia se referiu a este tipo de acordo de direita, será sempre sinal de instabilidade e de incerteza quanto ao futuro dos Açores num tempo de pandemia e de dificuldades que não se compadece com brincadeiras de gente idiota, de líderes sem  categoria e sem classe, de ausência de regras democráticas, independentemente de tudo o  que outros tenham feito e do precedente aberto.

O PSD pode chegar ao poder nos Açores sem ter ganho eleições, depois de décadas de frustrante travessia do deserto, por culpa própria, graças a sucessivas escolhas falhadas, a um discurso que não marcou nenhuma diferente. O actual líder social-democrata, e vice de Rio, travou em 2020 esse definhar do PSD-Açores, mas apesar de ter mudado o discurso e de ter alguma credibilidade – curiosamente outro autarca saído de Ponta Delgada… - não foi ainda suficiente para a legitimação democrática do voto maioritário na urna. E por causa disso, acho lamentável que o assalto ao poder se prepare, mesmo sem saber se o PS-Açores, como deve acontecer, seja convidado a formar governo e que se apresente perante o parlamento  regional, sem que ninguém saiba ao certo o que partidos pequenos fundamentais neste novo xadrez parlamentares açorianos – casos do PAN e da Iniciativa Liberal, farão nesse quadro.

A demonstração final da incompetência, da fome de poder, da forma pateticamente artesanal como o PSD-Açores lidera este processo, foi o anedótico anuncio de um acordo de governo feito por PSD, CDS e PPM, deixando de fora os pequenos partidos potenciais aliados destas palhaçada – Chega, PAN e IL - sem os quais a diferença entre o PS com 25 deputados e os 26 do PSD-CDS-PPM é nenhuma. Recordo que num parlamento com 57 mandatos a maioria absoluta exige 29 mandatos no mínimo

Cenários possíveis para os Açores

a) Governo liderado pelo PS (25) apoiado no parlamento pelo Bloco (2 deputados) e com a abstenção do PAN (1) e do Iniciativa Liberal (1) com um potencial de 27 votos a favor, 2 abstenções. Contra estariam os 26 votos contra do PSD(21)-CDS(3)-PPM(2) deixando os 2 mandatos do Chega a decidir: se fossem contra, isso obrigaria o PAN e a Iniciativa Liberal a votarem a favor do PS, se fossem de abstenção os socialistas precisariam apenas dos seus votos e dos votos do Bloco;

b) PSD, CDS, PPM, PAN, Iniciativa e Chega – 30 votos impedem o PS de formar governo nos Açores, neste caso de nada valendo os votos do PS e do Bloco juntos (27).

O essencial é ter presente esta contabilidade parlamentar:

- Composição da Assembleia, 57 deputados

- Maioria absoluta; 29 deputados

- PS (25 deputados)

- PSD (21), mais CDS (3) mais PPM (2), 26 deputados

- Outros protagonistas: Bloco (2 deputados), Chega (2 deputados), PAN (1 deputado) e Iniciativa Liberal (1 deputado). O PCP perdeu representação.

Os resultados oficiais foram publicados hoje, 4ª feira (4.11.2020) no Diário da República pelo que o Representante da República deverá iniciar imediatamente a ronda pelos partidos para perceber o que deve fazer. (LFM)

terça-feira, novembro 03, 2020

EUA: Legados económicos


Barack Obama conseguiu por a economia a crescer depois da grande recessão, mas Donald Trump aproveitou o embalo e melhorou ainda mais os principais indicadores. A pandemia veio, no entanto, quebrar o ciclo, atirando os EUA para um forte recessão. Se não vencer as eleições, será esse o legado do republicano. Se for reeleito, terá a oportunidade de gerir a retoma (infografia do Jornal Económico, Mário Malhão

Por falar no que fazem as nossas crianças...

 


 fonte: Público

Economia afinal recupera...

 


fonte: Correio da Manhã

Exemplos? Ou apenas sorte?

 


 fonte: Público

A resposta do SNS


  fonte: Público

EUA: um país de armas


  fonte: Correio da Manhã

Desemprego com menos apoios


 fonte: Correio da Manhã

América terá presidência da terceira idade qualquer que seja o vencedor das eleições


Trump e Biden somam 151 anos entre si e se o democrata vencer terminará o primeiro mandato com a idade de Reagan no final do segundo. Kennedy e Nixon protagonizaram o último duelo de ‘quarentões’ em 1960, desde então só Clinton e Obama foram eleitos antes dos 50 anos e nas últimas duas eleições ficou claro que a Sala Oval não é para novos (infografia do Jornal Económico, Mário Malhão)


Sondagens apontam para incerteza nos estados que decidem as presidenciais norte-americanas


Dezenas de sondagens realizadas nos últimos três dias antes das eleições mostraram que Joe Biden continua muito à frente no total de voto, mas indicam uma tendência favorável a Donald Trump nos estados decisivos que lhe podem voltar a dar vantagem no colégio eleitoral. Ainda que o pouco provável cenário de reeleição dependa de ganhar vantagem na Pensilvânia (infografia do Jornal Económico, Mário Malhão)

RTP: Linha da Frente e os perigos na Alfândega

Linha da Frente: Perigo na Alfândega - Uma equipa da RTP captou em exclusivo o momento em que um passageiro foi intercetado com droga na bagagem no aeroporto de Lisboa

RTP: Linha da Frente dedicada ao Corvo

Linha da Frente: A Ilha Segura - Quem está mais isolado? Quem vive confinado em casa por causa da pandemia ou quem habita numa pequena ilha de 17 quilómetros quadrados

RTP: Entrevista com o Presidente da República

A Entrevista: Presidente da República: Entrevista ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conduzida pelo jornalista António José Teixeira, em direto do Palácio de Belém.

segunda-feira, novembro 02, 2020

El Gobierno de Venezuela confirma la detención de Roland Carreño, periodista crítico con Maduro


El periodista venezolano Roland Carreño, presentador de televisión y reconocido cronista de eventos sociales, está detenido desde la noche del lunes. Así lo confirmó el Gobierno de Nicolás Maduro el martes a última hora. El recién nombrado ministro de Comunicación Freddy Ñáñez afirmó en su cuenta de Twitter que Carreño “fue capturado in fraganti y ha confesado su participación en delitos contra el orden constitucional para alterar la paz de la república”. El dirigente chavista no dio, sin embargo, más detalles sobre Carreño, que es militante y coordinador de Voluntad Popular, el partido de Leopoldo López. Varias ONG y periodistas mantiene que el periodista fue enviado a la cárcel del Servicio Bolivariano de Inteligencia (Sebin) conocida como El Helicoide, aunque otras fuentes aseguran que está en los calabozos de la Policía Nacional Bolivariana y ya pudo hablar con su abogado. El régimen chavista no ha formulado cargos de manera oficial. El Colegio Nacional de Periodistas y el Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa (SNTP) han estado haciendo una intensa campaña para que se informe sobre su paradero y sea liberado.

Carreño fue detenido en el contexto de la fuga de Leopoldo López desde la residencia de la Embajada de España en Caracas el pasado sábado, circunstancia que ha hecho enojar al Gobierno de Nicolás Maduro. Después de la fuga de López, la policía política venezolana ha estado sometiendo a interrogatorios a los trabajadores venezolanos de la Embajada de España en Caracas para obtener información. Diosdado Cabello, número dos del chavismo, ha criticado la presunta complicidad del embajador español en Caracas, Jesús Silva, en su salida del país.

Militante de  Voluntad Popular desde su creación, en 2009,  Carreño fue abandonando progresivamente su perfil público como periodista televisivo y presentador de eventos vinculados al mundo del espectáculo  para irse involucrando en la actividad de la formación y el compromiso político. Particularmente, a partir de 2014,  el momento de la llegada de Maduro al poder, mientras la quiebra del país y el fin de la democracia se hicieron ostensibles para muchas personas.

Carreño ha asumido importantes responsabilidades y ha desarrollado una cercanía especial con el entorno familiar de López, del cual se había convertido en un estrecho colaborador durante los últimos años. Junto a él, figuran también como desaparecidos los jóvenes Elías Rodríguez y Yeferson Sarcos, también militantes de Voluntad Popular. Casi al mismo tiempo que Carreño, el Sebin detuvo también a Nathaly Sifontes, cuñada de Diana López, hermana de Leopoldo con el objeto de responder a un interrogatorio. Sifontes fue citada a declarar a la cárcel de El Helicoide, y fue liberada finalmente varias horas después (El Pais)

Nota: Os feirantes ameaçam?

Faz-me uma enorme confusão esta perseguição constante aos feirantes, impondo-lhes a obrigatoriedade de encerramento dos  espaços utilizados e impedindo-os de exercer a sua actividade, sempre que são adoptadas medias restritivas da mobilidade dos cidadãos. Sou pouco tolerante, para não dizer nada tolerante, para com todos os abusos e a libertinagem selvagem que em tempos de pandemia e de restrições sanitárias - que existem e que são tomadas a pensar na defesa de todos nós e no interessa de uma sociedade que tem que combater esta pandemia com determinação - são uma ameaça para os demais cidadãos.

Mas não entendo como é que os feirantes - por que não controlam os espaços deles em termos de limpeza e aplicação de rigorosas medidas sanitárias e defesa colectiva? por que não controlam os acessos, limitando a presença de pessoas, evitando assim grandes acumulações excessivas como na F1 ou naquela cena patética das ondas na Nazaré? por que não reduzem horários de funcionamento, caso queiram, e colocam a fiscalização municipal ou mesmo policial no local? por que não reduzem o número de espaços de venda a funcionar impondo, caso seja necessário, uma rotatividade entre os feirantes? - são uma ameaça. Por serem ciganos, muitos deles? Por serem pessoas simples e de fracos recursos? Por obedecerem, por natureza, às instruções que lhes são impostas?

E as tascas abertas pela noite fora provocando o ajuntamento de centenas ou mais de pessoas nos copos, ou as discotecas com lotação hiper-cheia e sem cumprimento de regras sanitárias (e que parecem estar a pedir novo encerramento unilateral, mesmo que elas consigam fugir à fiscalização policial, sanitária e económica), ou os centros comerciais que são espaços fechados (ao contrário das feiras) não são uma ameaça para a saude pública, em termos pandémicos, mas os feirantes são? Não entendo e estou solidário, 100% com eles, com os seus protestos, repito, desde que cumpram as regras impostas pelas autoridades de saúde e autárquicas e tenham a consciência das suas obrigações perante o momento que vivemos. Ao poder só se pede que sejam coerentes e respeitem essa gente. E não apliquem medidas diferentes para situações iguais, tratando uns e outros de forma diferenciada. Assim não (notícia aqui) (LFM)

Nota: Fórum Madeira com cheiro a Natal


O Fórum Madeira resolveu dar uma alegria aos utentes e vizinhança. As iluminações natalícias já estão inauguradas e ambiente pré-natalício ajuda as pessoas a vencerem o tédio que estes tempos de pandemia e de dúvida e incerteza aos poucos vai criando entre nós. O medo do covid19 é demasiado alto, mas acima desse temor há o medo da economia paralisar, o medo dos problemas sociais daí resultantes, que numa terra como a Madeira é impensável e seria dramático, caótico. Temos por isso que continuar a nossa caminhada sem hesitações ou receios demasiados, sabendo que a nossa defesa situa-se no cumprimento das regras sociais e de higiene sanitária há muito recomendadas - o primeiro falecimento não nos pode demover até porque não somos diferentes de nenhuma outra região insular, nunca fomos nem seremos uma excepção numa pandemia globalizada, temos tido sim é uma enorme sorte, muita sorte por estarmos até hoje no estado em que estamos - e viver aos poucos o espírito pré-natalício que certamente ajuda a distrair e a retirar alguma pressão que todos nós sentimos, excepto os irresponsáveis negacionistas cuja atitude criminosa, socialmente falando, é absolutamente deplorável, sobretudo quando vinda de quem não tem conhecimentos científicos e de formação para questionar aquilo que é uma evidência. 

Sondagem: Marcelo acumula 45 pontos de vantagem na corrida a Belém


O Presidente tem votos socialistas no bolso e via aberta para segundo mandato em Belém (62%). Ana Gomes surge num distante segundo lugar (17,2%). André Ventura em terceiro (7,6%). Marcelo Rebelo de Sousa está a um passo de conseguir um segundo mandato como presidente da República. Quando faltam três meses para as eleições, a sua projeção é contundente (62,7%) e representa uma vantagem esmagadora de 45 pontos percentuais para Ana Gomes (17,2%), de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN e a TSF. Num distante terceiro lugar aparece o candidato da Direita radical André Ventura (7,6%).

A popularidade do atual presidente ao longo de sucessivos barómetros, incluindo o que publicámos no fim de semana (60% de avaliações positivas) fazia prever uma vitória folgada. E a explicação é sempre a mesma: Marcelo tem no bolso os eleitores socialistas. No caso desta sondagem, dois terços (66%) anunciam que lhe entregarão o voto em janeiro de 2021. A eurodeputada socialista só consegue captar, nesta altura, pouco mais de um quinto (22%) dos que votam no PS.

Imitar Eanes e Soares

Se o atual inquilino de Belém mantiver o fôlego, tem ao seu alcance um resultado ao nível de Ramalho Eanes (61%), nas primeiras presidenciais do período democrático, em 1976. Os 70% de Mário Soares, em 1991, parecem mais difíceis. A comparação faz sentido, mesmo com tantas décadas de intervalo. Tal como agora, o chamado bloco central (PS + PSD) confluiu para o mesmo candidato. No caso de Eanes, o apoio foi explícito. No de Soares, o PSD liderado por Cavaco deu apoio tácito. Marcelo, por sua vez, pode contar com apoio tácito do PS de Costa.

Apesar de usufruir de um apoio transversal, há segmentos que se destacam. As áreas metropolitanas, em particular a de Lisboa, são o terreno mais fértil para Marcelo, bem como os eleitores no fundo da escala de rendimentos e as mulheres (mais 13 pontos percentuais que os homens). Finalmente, atinge o pico entre a faixa etária mais jovem (18/34 anos), para perder gás à medida que os eleitores envelhecem.

Madeira: situação em 29, 30 e 31 de Outgubro e 1 de Novembro de 2020





 fonte: IASAUDE

Sondagem: Direita já soma mais do que os socialistas


PS está no patamar mais baixo desde as legislativas. PS está no patamar mais baixo desde as legislativas, mas "geringonça" tem uma vantagem grande sobre uma eventual "caranguejola". Os três partidos mais novos valem 14 pontos. É o pior resultado do PS desde as eleições legislativas do ano passado. E a primeira vez que o barómetro da Aximage para o JN e a TSF dá aos socialistas menos do que a soma dos quatro partidos da Direita. Junte-se a subida surpreendente do BE e o caldo parece entornado para António Costa. Mas talvez seja precipitado anunciar o fim de um ciclo. Uma eventual "caranguejola" está a mais de 14 pontos da "geringonça". Atenção ainda ao PAN: está na luta pelo quarto lugar com CDU e Chega.

Os resultados da sondagem de outubro permitem vários ângulos de análise. E manda a tradição que se olhe com mais atenção, primeiro, para os que estão no topo. Mas talvez valha a pena começar de baixo para cima. Porque se confirma uma tendência que, a repetir-se em eleições, anuncia mudanças significativas do quadro parlamentar: são os novos partidos os que mais crescem.

Covid19: e o Porto Moniz?


Tenho lido que apenas três concelhos do pais - Corvo, Santa Cruz das Flores e Alvito - não conheceram ainda casos de Covid19. E espanta-me o silêncio de quem de direito - ainda por cima porque costuma ser rápido a falar de tudo, mesmo quando por vezes se recomendava que ficasse em silêncio... - sobre o tema quando é sabido, salvo se as informações são falsas, que também o Porto Moniz não tem até esta data qualquer caso covid19 confirmado. Estamos a falar de um trabalho jornalístico distribuído pela Lusa a nível nacional. Sucede que eu acho que o Porto Moniz ainda é concelho. Já agora o Corvo tem cerca de 500 habitantes, o Alvito à volta de 3.000 habitantes, Santa Cruz das Flores ronda 2.500 habitantes (4.000 na ilha das Flores) e Porto Moniz tem cerca de 3.000 habitantes.

Covid19: comparação dos dados entre regiões insulares europeias (1.11.2020)

Itália

Sardenha, 9.830 casos, 234 mortos

Sicilia, 22.853 casos, 518 mortos

Espanha

Canárias,17.263 casos, 282 mortos

Baleares,18.361 casos, 366 mortos

Portugal

Açores, 388 casos, 15 mortos

Madeira, 455 casos, 1 morto

Nota: um regulador que tem que mudar. E muito!


Confesso que nunca entendi a utilidade disto, nem percebo por que razão o sector da comunicação social precisa de um regulador tão sofisticado, que não consegue perceber nem a crise no sector que "regula" (?) nem as ameaças que o futuro coloca aos mídia. Quanto aos valores noticiados pelos vistos resultam de encargos com pessoal e quanto se trata de despesas com pessoal eu nunca comento porque não tenho nada com o assunto demasiado sério para andar na praça pública ao sabor de "arrotos". Até porque a ERC (criada em 2005,e extinguindo a então Alta Autoridade para a Comunicação Social) é uma entidade que recebe via Assembleia da República as verbas necessárias ao seu funcionamento. Mas este regulador, que parou no tempo, cristalizou-se, tem que se modernizar, tem que adaptar-se a uma realidade no sector que alegadamente regula que mudou muito nos últimos 20 anos e que vai continuar a mudar e a sofrer ameaças crescentes de manipulação, dependência agressiva e condicionalismos de vária espécie.

Acham, por exemplo, exemplar e aceitável que um organismo desta natureza tenha um conselho regulador - composto por um presidente, por um vice-presidente e por três vogais - relaticamente ao qual a Assembleia da República designa quatro dos seus membros do conselho regulador, por resolução e que estes, depois, República cooptem o quinto membro do referido conselho regulador? (LFM)

Nota: uma crise indisfarçável


A crise no sector é dura, ainda nem sequer acabou, começou muito antes da pandemia, foi desvalorizada, diria mesmo deliberadamente ignorada - há muitos outros casos por enquanto muito bem camuflados, até um dia em que a "tampa salta"... - pelo que espremido o Sindicato nada vai conseguir nada de útil. Tanto mais que este grupo de comunicação social há muito que está em dificuldade. Quanto à realidade basta ver a "depuração" havida nas redações, a precariedade salarial e laboral, a falta de estabilidade profissional, a manipulação, o condicionamento de muitos meios de comunicação social, frequentemente denunciado, e atribuído a factores exógenos que não controlam (e que não são relacionados apenas com a política, bem pelo contrário...).

Hoje a comunicação social é cada vez mais apenas e sõ comunicação televisiva. Mas a realidade é que até as empresas de televisão em Portugal estão no vermelho, sem receitas, com encargos financeiros significativos, etc, etc. Uma realidade que a pandemia agravou e que nem a "esmola" do governo de Costa de 15 milhões de euros em publicidade comprada antecipadamente - decisão que depois mergulhou na habitual teia burocrática do costume, que nada concretiza, apenas adia - resolveu. Por isso, duvido que esta intenção de despedimentos - que temo vá continuar com outras empresas - possa ser travada com meros comunicados sindicais. E comunicação social não são apenas os meios de comunicação social ditos de expressão nacional (que já não existe mais). Há a comunicação social regional cujos problemas são bem maiores e se multiplicam não sei quantas vezes (LFM) 

sexta-feira, outubro 30, 2020

Las colas del hambre recorren Nueva York


Millón y medio de habitantes deben acudir a los bancos de alimentos para subsistir. La pandemia ha empujado a ocho millones de estadounidenses a la pobreza desde mayo. En primavera, cuando la pandemia apretaba, muchos agricultores del Estado de Nueva York se vieron obligados a tirar su producción tras el cierre de las tiendas y restaurantes a los que abastecían antes del confinamiento. En paralelo, los trabajadores de esos locales se quedaron sin ingresos y empezaron a recurrir a bancos de alimentos para subsistir. Para remediar el despilfarro y el hambre –a menudo las dos caras de la misma pobreza–, la senadora demócrata por Nueva York Jessica Ramos ideó un circuito de aprovisionamiento, sin intermediarios, para dar de comer a miles de vecinos de Queens, su distrito –uno de los más golpeados por la covid-19–, mediante el reparto gratuito de unos 16.000 kilos de alimentos a la semana: los granjeros cubrían costes y sacaban un pequeño beneficio mientras los vecinos llenaban la despensa. A la entrada de su oficina, cuenta, aún sigue un arcón refrigerador “donde la gente del barrio recoge comida o la deja, los que pueden; cada vez que lo llenamos las provisiones duran dos horas”.

Unos 1,5 millones de neoyorquinos, en una ciudad de casi nueve, dependen hoy del reparto de alimentos para subsistir. Es la nueva pobreza derivada de la covid-19, que engorda unas filas del hambre no inéditas, pero sí sonrojantes en algunas áreas. “Yo pateo mucho mi barrio, y cada día me encuentro decenas de nuevas personas sin hogar, la situación es alarmante”, explica Ramos, savia nueva del Partido Demócrata, especialmente combativa en una emergencia “abocada a un invierno muy crudo” y en vísperas de unas elecciones en las que, en los programas económicos de los candidatos, entre la vanagloria prepandémica de Trump y el brindis de Biden a la clase media, no parece haber espacio para los nuevos parias.

EUA: Trump ganha algum terreno no voto popular


A campanha entra na reta final e o republicano ganha terreno, embora ligeiro, nas intenções no voto popular para as presidenciais. Na média das sondagens nacionais, Trump está nos 42,9%, ou 8,9 pontos percentuais atrás de Biden, face aos 9,5 pontos de há dois dias. No voto colegial, tudo na mesma, com Biden a liderar com 232 votos, contra 125 de Trump, e 181 indefinidos (Infografia do Jornal Económico, de Mário Malhão)

Venezuela: El opositor Leopoldo López anuncia que su intención es “regresar para liberar a Venezuela”


El político comparece por primera vez desde su detención en 2014 y tras huir el sábado de su país, donde llevaba más de un año refugiado en la Embajada española. El líder opositor venezolano Leopoldo López ha comparecido este martes en Madrid, en su primera aparición pública tras salir de Venezuela el sábado pasado, para enfatizar que él nunca quiso dejar su país y que su intención, como la de todos los exiliados, es “regresar para liberar a Venezuela”. López ha calificado de “dictadura” al Gobierno de Nicolás Maduro, a quien ha llamado “criminal”. Su comparecencia en el Círculo de Bellas Artes de Madrid ha reunido de forma presencial, en plena pandemia, a decenas de periodistas. La expectación no era para menos: era la primera vez desde 2014 que el disidente se dirigía a la prensa.

Bajo un rótulo del Centro de Gobierno de Juan Guaidó —el presidente interino reconocido por unos 60 países— y flanqueado por una bandera venezolana, el líder opositor ha estado acompañado por su padre , Leopoldo López Gil, eurodiputado del PP; su esposa, Lilian Tintori; y sus hijos. López ha iniciado sus palabras agradeciendo “a Dios, a los españoles y al Gobierno de Pedro Sánchez” su libertad. “Yo no quería salir de Venezuela. Las circunstancias me han llevado a ello. Recojo las palabras de Rómulo Betancourt [expresidente de su país]: Volveremos. Los venezolanos en el exilio vamos a regresar a Venezuela”.

Venezuela: El Gobierno de Venezuela confirma la detención de Roland Carreño, periodista crítico con Maduro


El Ejecutivo chavista asegura que el reportero y coordinador del partido de Leopoldo López ha confesado su participación en delitos "contra el orden constitucional”. El periodista venezolano Roland Carreño, presentador de televisión y reconocido cronista de eventos sociales, está detenido desde la noche del lunes. Así lo confirmó el Gobierno de Nicolás Maduro el martes a última hora. El recién nombrado ministro de Comunicación Freddy Ñáñez afirmó en su cuenta de Twitter que Carreño “fue capturado in fraganti y ha confesado su participación en delitos contra el orden constitucional para alterar la paz de la república”. El dirigente chavista no dio, sin embargo, más detalles sobre Carreño, que es militante y coordinador de Voluntad Popular, el partido de Leopoldo López

Varias ONG y periodistas mantiene que el periodista fue enviado a la cárcel del Servicio Bolivariano de Inteligencia (Sebin) conocida como El Helicoide, aunque otras fuentes aseguran que está en los calabozos de la Policía Nacional Bolivariana y ya pudo hablar con su abogado. El régimen chavista no ha formulado cargos de manera oficial. El Colegio Nacional de Periodistas y el Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa (SNTP) han estado haciendo una intensa campaña para que se informe sobre su paradero y sea liberado.

Venezuela: La huida de Leopoldo López agrava el choque diplomático entre Venezuela y España


El Gobierno de Maduro acusa a Madrid de “participar activamente” en la salida del dirigente opositor, que el martes dará una conferencia de prensa en la capital española. El opositor venezolano Leopoldo López sale de la embajada de España en Caracas, el 2 de mayo de 2019.

Las circunstancias de la salida de Leopoldo López de Venezuela el pasado sábado han desembocado en el enésimo choque diplomático entre Caracas y Madrid. El Gobierno de Nicolás Maduro acusó a España de participar en el operativo que permitió al dirigente opositor salir de la residencia del embajador, Jesús Silva, donde llevaba un año y medio resguardado, y abandonar el país sorteando los controles de las fuerzas de seguridad chavistas. Sin embargo, el régimen bolivariano se limitó a la escalada retórica y evitó, de momento, adoptar medidas concretas.

La huida de López, que el domingo llegó a Madrid para reunirse con su familia, despertó dudas, también en las filas opositoras, sobre los detalles de la operación. La residencia de la Embajada de España se encuentra en la urbanización Country Club, la más exclusiva de Caracas y, desde el alzamiento del 30 de abril de 2019 que llevó a la liberación del político de su arresto domiciliario, está permanentemente rodeada de agentes del Servicio Bolivariano de Inteligencia (Sebin) y, a menudo, de patrullas de las fuerzas especiales e la Policía.

29% dos portugueses sem capacidade para suportar despesas extras


O "Retrato de Portugal na Europa" - edição de 2020 - é uma publicação lançada pela Pordata, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na data em que se assinala o Dia Europeu da Estatística. Portugal é um país envelhecido, com idosos a viverem sozinhos, pouco poupador e onde o trabalho é precário, os patrões e empregados têm baixa escolaridade e há poucas mulheres na polícia, revela uma publicação da Pordata.

O "Retrato de Portugal na Europa" - edição de 2020 - é uma publicação lançada pela Pordata, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na data em que se assinala o Dia Europeu da Estatística.

A publicação, que reúne dados do Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), compara, sempre que possível, vários indicadores socioeconómicos de Portugal com os restantes 26 Estados-Membros, incluindo população, rendimentos, educação, saúde, emprego, proteção social, macroeconomia, ciência e tecnologia, ambiente, energia, turismo, justiça e segurança.

As estatísticas mais atuais disponíveis centram-se nos anos 2018 e 2019 (com exceção das relativas à proteção social, que recuam a 2017).

O que nos distingue dos outros europeus? Estudamos menos, ganhamos mal e vivemos mais tempo


Com 10,286.263 residentes, Portugal é o 11.º país da União Europeia com mais pessoas. Fica ligeiramente atrás da Grécia e alguns degraus acima da Suécia, Hungria ou Áustria. Por outro lado, no que ao saldo natural (diferença entre nascimentos e óbitos) diz respeito, ocupa o 19.º lugar da lista: -25.214 versus média de -498.262 da UE27.

Os números são apresentados pela Pordata no âmbito do Dia Europeu das Estatísticas, que se celebra esta terça-feira. Segundo a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, Portugal fica também bastante aquém do resto da comunidade no que ao saldo migratório diz respeito (diferença entre os imigrantes e os emigrantes), mas alcança, ainda assim, a 7.ª posição.

Por cá, 4,7% da população é estrangeira, o que compara com os 47,4% do Luxemburgo, por exemplo. No sentido oposto, apenas 0,6% das pessoas que residem na Roménia são de outras nacionalidades.

Já quando o assunto é idade, Portugal é um dos mais envelhecidos da Europa: está no 25.º lugar no ranking referente à população com menos de 15 anos, uma vez que apenas 13,8% corresponde a este grupo etário. A média da UE27 é 15,2%, mas o grande destaque vai mesmo para a Irlanda, onde 20,7% da população é menor de 15 anos.

TAP perdeu €60 milhões por mês. Sangria vai continuar

Há uma catástrofe a pairar sobre a indústria da aviação que se adensa à medida que o inverno avança, as reservas desaparecem a ritmo acelerado e a procura cai a pique. Os números do primeiro semestre da TAP não são animadores, e a perspetiva de uma nova vaga de covid-19 piora a situação. Nos primeiros seis meses do ano, a TAP perdeu, em média, €134 milhões de receitas por mês. Uma quebra acompanhada por uma pequena almofada, já que os custos também encolheram, recuando €76 milhões. Ainda assim, esfumaram-se da TAP quase €60 milhões por mês, em média, na primeira metade do ano face a 2019.

A aproximação do inverno faz temer o pior, e a empresa lamentou esta semana a perspetiva de uma acentuada descida da procura. Os custos fixos da TAP, como de qualquer companhia aérea, são pesados. Só os trabalhadores custaram €221 milhões no primeiro semestre — ainda assim houve um ‘alívio’ de €111 milhões, fruto do lay-off e da menor atividade. Há milhões a evaporar-se, e a própria lucrativa Lufthansa já admitiu ter perdas de €500 milhões por mês.

A administração da TAP, sabe o Expresso, acredita que a companhia irá conseguir aguentar-se com os €1,2 mil milhões até março de 2021. Um montante que conta adicio­nalmente com o conforto de uma garantia de Estado para um empréstimo de mercado no valor de €500 milhões, que fará subir o apoio público para €1,7 mil milhões. As contas da transportadora terão ainda um reforço adicional com a possibilidade de os €1,2 mil milhões de auxílio poderem vir a ser convertidos em capital, reforçando os capitais próprios, o que irá acabar por acontecer, em princípio, na altura em que entrar em vigor o plano de reestruturação, nos primeiros meses de 2021.