sexta-feira, outubro 30, 2020

Economia portuguesa muito vulnerável à segunda vaga


O agravamento da pandemia de covid-19 levou a um endurecimento das restrições por toda a Europa e mesmo a novas situações de confinamento. Em Portugal, foi proibida a circulação entre concelhos entre 30 de outubro e 3 de novembro. Medidas que vão cobrar um preço elevado sobre a economia. Os economistas ainda não falam em nova contração — o temido W, em que depois de uma primeira queda profunda, a recuperação é interrompida por um novo trambolhão —, apenas num abrandamento da recuperação, mas alertam que esse cenário salta para cima da mesa em caso de novo confinamento generalizado. “Eventuais novas medidas restritivas de confinamento, recolher obrigatório e distanciamento social terão um custo importante em termos de crescimento económico no quarto trimestre, em Portugal e na zona euro”, salienta João Borges Assunção, professor da Católica Lisbon.

Portugal é das economias mais vulneráveis na Europa ao agravamento da pandemia. “A especialização produtiva nacional é tal que quanto maiores as restrições à circulação e os receios das pessoas, mais duradoura e profunda é a crise”, alerta José Maria Brandão de Brito, economista-chefe do Millennium bcp. Em causa estão, sobretudo, o turismo e o comércio, que são, precisamente, dois sectores com forte peso na economia nacional e onde esse peso é superior à média da zona euro.

Dados do Banco de Portugal (BdP) sobre o peso dos diferentes sectores no Valor Acrescentado Bruto (VAB), em 2017, mostram essa diferença na especialização produtiva (ver gráfico). Nos serviços, em particular, Portugal apresenta um peso superior no comércio (13,8% contra 11,1%) e no alojamento e restauração (5,9% contra 3%) e inferior nas atividades profissionais, técnicas e científicas (2,9% contra 3,5%). Ora, de acordo com o inquérito rápido e excecional às empresas, do BdP e do Instituto Nacional de Estatística, o impacto da pandemia foi transversal, mas mais negativo nos serviços e, em especial, no alojamento e restauração (quebra de 71% no volume de negócios entre abril e junho). E, nos últimos anos, o alojamento e restauração até aumentou o seu peso no VAB, nota o BdP no Boletim Económico de outubro, salientando que a maior especialização de Portugal face à área do euro neste sector “traduz-se numa maior vulnerabilidade da economia portuguesa ao impacto da pandemia”.

ERC RECOMENDA QUE TELEVISÕES GENERALISTAS APRESENTEM MAIOR DIVERSIDADE E PLURALISMO NOS TELEJORNAIS DA NOITE

A ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social publica hoje o Relatório sobre o cumprimento das obrigações de Pluralismo e Diversidade, no ano de 2019, pelos telejornais do horário nobre (20/21 horas) dos serviços de programas generalistas nacionais de acesso não condicionado livre, RTP1, RTP2, SIC, TVI e de acesso não condicionado com assinatura, CMTV.

Nesse documento o Conselho Regulador recomenda que os operadores generalistas diversifiquem os telejornais de horário nobre para além dos temas política nacional, desporto e ordem interna, política internacional (no caso da RTP2) e sistema judicial (no caso da CMTV).

A ERC específica como formas de diversificação a cobertura de modalidades desportivas para além do futebol, a não restrição da ordem interna à atualidade trágica e a garantia de pluralismo cultural. O predomínio da Grande Lisboa leva também o regulador da comunicação social a alertar para a necessidade de se diversificar a informação noticiada por outras regiões.

A ERC considera ainda que as fontes de informação e os protagonistas das peças deveriam representar mais contextos sociais e ser dada mais voz e destaque a pessoas do sexo feminino. Também se sugere que os cidadãos portadores de deficiência, migrantes e representantes de minorias étnicas, religiosas, linguísticas e culturais mereçam «maior cobertura informativa» por parte dos operadores.

quinta-feira, outubro 29, 2020

Covid-19: Cientistas alertam para nova variante com origem em Espanha que se está a espalhar pela Europa

Uma variante do coronavírus que teve origem em trabalhadores agrícolas espanhóis espalhou-se rapidamente por grande parte da Europa desde o Verão, e é agora responsável pela maioria dos novos casos de covid-19 em vários países, indica um novo estudo. Uma equipa internacional de cientistas que tem acompanhado o vírus através das suas mutações genéticas descreveu a propagação da variante, chamada 20A.EU1, num artigo de investigação publicado esta quinta-feira no MedRix.

A investigação sugere que as pessoas que regressaram de férias em Espanha desempenharam um papel fundamental na transmissão do vírus através da Europa, levantando questões sobre se a segunda vaga que está a percorrer o continente poderia ter sido reduzida através de um melhor rastreio nos aeroportos e em outros locais. Uma vez que cada variante tem a sua própria ‘assinatura’ genética, pode ser rastreada até ao local de origem.

“A partir da propagação de 20A.EU1, parece claro que as medidas [de prevenção de vírus] em vigor não foram muitas vezes suficientes para parar a transmissão das variantes introduzidas este Verão”, disse ao Financial Times (FT) Emma Hodcroft, uma geneticista da Universidade de Basileia, na Suíça, e principal autora do estudo.

TAP precisa de mais de 100 milhões por mês até final do ano

O Plano de Tesouraria da TAP para 2020 mostra que a companhia aérea nacional precisa de mais apoio financeiro do que aquele que vai ser concedido pelo Estado. De acordo com o Observador (acesso pago), serão precisos, em média, mais de 100 milhões de euros por mês até ao final do ano para suprir as necessidades de liquidez. O Estado vai emprestar à TAP 1.200 milhões de euros este ano, mas esta vai precisar de bem mais para suprir as necessidades de liquidez. De acordo com o documento que foi entregue à Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças esta semana, consultado pelo Observador, o ritmo de necessidade de liquidez da companhia aérea tem sido de 120 milhões de euros por mês, em média, desde maio. E, até ao final do ano, as necessidades de liquidez esgotam praticamente o empréstimo concedido pelo Estado — que tem ainda reservados mais 500 milhões de euros para 2021 — e autorizado pela Comissão Europeia. Assim, para colmatar estas dificuldades, a TAP tem de avançar com o plano de reestruturação logo no início do ano para baixar os custos (ECO digital)

Covid-19: Casos mais graves da doença podem envelhecer o cérebro até 10 anos, diz estudo

A covid-19 pode afetar o cérebro. De acordo com um estudo realizado pelo Imperial College de Londres, no Reino Unido, o impacto do novo coronavírus nas funções cognitivas pode equivaler a um envelhecimento de dez anos do cérebro. Assim, as pessoas que recuperam da covid-19 podem sofrer danos significativos da função cerebral, com os piores casos de infeção ligados ao ‘declínio mental’. Os resultados do estudo, ainda não revisto por pares, foram publicados online na MedRxiv, que distribui versões pré-publicação de artigos científicos sobre ciência da saúde, mas a investigação ainda precisa de ser submetida à revisão da comunidade científica. A equipa analisou os resultados de 84.285 pessoas que completaram um estudo chamado “Great British Intelligence Test”, um teste cognitivo que avalia a ‘destreza’ do cérebro.

“As nossas análises estão alinhadas com a ideia de que existem consequências cognitivas crónicas de ter covid-19”, escreveram os investigadores num relatório citado pela agência Reuters. “As pessoas que tinham recuperado, incluindo as que já não relatavam sintomas, apresentavam défices cognitivos significativos”, acrescentaram. O estudo concluiu também que os défices cognitivos eram “de efeito substancial”, particularmente entre as pessoas que tinham sido hospitalizadas com o novo coronavírus. Os piores casos mostraram impactos “equivalentes ao declínio médio de 10 anos no desempenho global entre os 20 e os 70 anos de idade”. Este tipo de exames cognitivos avalia a destreza do cérebro a realizar determinadas tarefas, como memorizar palavras ou juntar pontos num puzzle. Estes testes são usados para avaliar o desempenho cerebral e também podem ajudar os médicos a avaliarem défices cognitivos temporários (Executive Digest, texto da jornalista  Mara Tribuna)

Quase 200 aeroportos europeus enfrentam insolvência, alerta ACI Europe



Quase 200 aeroportos na Europa enfrentarão insolvência nos próximos meses se o tráfego de passageiros não começar a recuperar até ao final do ano, alerta a agência de aeroportos ACI Europe (Airports Council International Europe). A agência considera que 193 centros europeus são, neste momento, “aeroportos de risco”, os quais contribuem para uma atividade económica com  277.000 empregos e 12,4 mil milhões de euros do PIB (Produto Interno Bruto) europeu. Os aeroportos em risco são principalmente os regionais menores, com menos de 5 milhões de viajantes a cada ano, onde o o seu encerramento teria um impacto desproporcional na empregabilidade local, afirmou um porta-voz da ACI à Reuters. Os maiores aeroportos europeus também estão a ter prejuízos a “uma taxa insustentável”, com os 20 principais aeroportos europeus a somar dívidas de 16 mil milhões de euros – o equivalente a quase 60% das suas receitas num ano ‘normal’, disse ainda a ACI.

Avizinham-se “meses especialmente difíceis” para o turismo, diz secretária de Estado

"Tínhamos as estimativas de terminar 2020 com uma quebra de 50%" face às receitas conseguidas em 2019."Provavelmente, já não será assim", disse a secretária de Estado do Turismo. A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, alertou esta quarta-feira que se avizinham “meses especialmente difíceis” para o setor que tutela, devido às restrições impostas devido à pandemia de coronavírus. Durante a assinatura do auto de consignação da empreitada da ecopista do Vouga, Rita Marques lembrou que, em agosto, havia “uma estimativa de poder ter uma redução das receitas turísticas na ordem dos 50%”, mas essa percentagem deverá ser maior. “Em 2019 tivemos um total de receita turística de 18 mil milhões de euros e, portanto, tínhamos as estimativas de terminar 2020 com uma quebra de 50%. Provavelmente, já não será assim”. Segundo a secretária de Estado, fruto das restrições que têm sido impostas e da evolução da situação epidemiológica nacional e mundial, provavelmente o setor será “ainda mais fustigado, alinhando às estimativas da própria Organização Mundial de Turismo, que apontavam para uma quebra na ordem dos 60/70%”. “Portanto, vamos ter de acompanhar a situação de uma forma muito atenta, muito ativa, no sentido de garantir que esta pandemia não nos leve tudo o que fizemos e construímos durante estes anos”, frisou.

Portugal vai comprar um milhão de testes rápidos à Covid-19


Aprovado na generalidade o Orçamento do Estado para 2021


Aeroporto de Heathrow deixa de ser o N°1 da Europa


Madeira: situação de 26 a 28 de Outubro de 2020




 fonte: IASAUDE

Covid-19: As razões para as mortes não estarem a aumentar, apesar do crescimento de infeções nesta segunda vaga

Os mais recente dados disponíveis indicam que a taxa de mortalidade não está a acompanhar a subida de casos. Mas nem tudo são boas notícias. O fenómeno é global: tanto a Europa como os Estados Unidos enfrentam agora uma segunda vaga da pandemia de Covid-19, registando subidas diárias de infeções pelo SARS CoV-2 – mas, segundo a estatística esse aumento não se verifica nas taxas de mortalidade. “A nossa estimativa atual é que esse valor possa aumentar um pouco, mas de forma alguma a valores próximos dos que vivemos anteriormente e é pouco provável que isso mude”.

Quem fala assim é Jason Oke, especialista em estatística do Departamento de Ciências da Saúde do Instituto Nuffield, no Reino Unido, que tem estado a acompanhar as taxas de mortalidade de Covid-19. Segundo as suas pesquisas, no final de junho, a taxa de mortalidade era ligeiramente inferior a 3%, no Reino Unido. Em agosto, tinha descido até aos 0,5% – e atualmente, situava-se nos 0,75 por cento. “Pensamos que é muito devido ao facto de os novos pacientes serem mais novos, mas também por outros fatores, como o tratamento”, sublinhou.  Não é um exclusivo da Europa; nos Estados Unidos verifica-se o mesmo. Segundo um estudo da NYU Grossman School of Medicine, publicado no Journal of Hospital Medicine, enquanto em abril 6,7 % dos casos resultou em morte, agora a mesma taxa não alcança os 2 por cento. 

A maioria dos casos são em jovens mas nunca houve tantos idosos infetados

 


Na última semana foram diagnosticados com covid-19 mais de 2 mil idosos com mais de 70 anos. “A maior parte da população de risco não vive em lares. São avós, tios, vizinhos”, alerta o virologista Pedro Simas. Portugal atingiu ontem um novo máximo diário de casos de covid-19 e as diferentes projeções que têm sido conhecidas apontam para um agravamento nos próximos dias, sendo esperado que o país passe os 4 mil casos diários. Na distribuição por faixa etária, os dados da Direção-Geral da Saúde mostram que a maioria dos contágios surgem na população mais jovem, mas a subida de casos que se acentuou no último mês verifica-se em todas as idades e também nos idosos – um aumento na casa dos 40% na última semana.

De 12 a 26 de outubro, os últimos dados analisados pelo i referentes ao período entre segunda-feira e domingo, os casos detetados em pessoas com mais de 70 anos, os grupos de maior risco, passaram mesmo pela primeira vez o patamar dos 2 mil novos infetados. Foram ao todo 12% dos novos casos, uma percentagem que se tem mantido estável, mas foram 2325 novos casos em pessoas com mais de 70 anos, 1110 em septuagenários e 1215 em pessoas com mais de 80 anos. Na semana anterior, de 12 a 19 de outubro, tinham sido 1657 casos nesta faixa etária, na anterior 978 e na anterior 884, números já bastante superiores ao que aconteceu em setembro. Nas últimas duas semanas superou-se mesmo o que aconteceu no pico da epidemia, em abril, quando, percentualmente, esta faixa etária era mais afetada: na semana de 6 a 13 de abril, aquela em que se registaram mais casos de covid-19 no país antes desta nova vaga de infeções, foram diagnosticados 1539 casos em idosos nesta faixa etária. Ao mesmo tempo têm agora aumentado as mortes, a maioria nestes grupos etários, e tudo faz prever um agravamento da mortalidade nas próximas semanas, como aconteceu na primeira onda de infeções. Desde o início do mês foram reportadas 418 mortes por covid-19 no país, mais do dobro dos 153 óbitos registados no mês de setembro. Em março foram registadas 187 mortes por covid-19 em Portugal. Em abril, o número subiu para 820 óbitos.

Turismo sem sinais de recuperação em setembro. Ainda assim portugueses preferem o Algarve e o Alentejo

O setor do alojamento turístico, em setembro passado, deverá ter registado 1,4 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, o que corresponde a variações de -52,2% e -53,4%, respetivamente (-43,2% e -47,1% em agosto, pela mesma ordem). de acordo com a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada esta quinta-feira.

As dormidas de portugueses terão diminuído 8,5% (-2,1% em agosto) e as de não residentes terão decrescido 71,9% (-72,0% no mês anterior), estima o INE. Em setembro, 24,3% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (21,2% em agosto). Em setembro de 2020, o setor do alojamento turístico deverá ter registado 1,4 milhões de hóspedes e 3,6 milhões de dormidas, correspondendo a variações de -52,2% e -53,4%, respetivamente (-43,2% e -47,1% em agosto, pela mesma ordem).

As dormidas de residentes terão diminuído 8,5% (-2,1% em agosto) atingindo 2,0 milhões, representando 57,2% do total, enquanto as de não residentes terão decrescido 71,9% (-72,0% no mês anterior), situando-se em 1,5 milhões. Os hóspedes residentes terão sido 890,3 mil, o que se traduz num decréscimo de 15,1% (-4,6% em agosto) e os hóspedes não residentes terão atingido um total de 492,7 mil, recuando 73,3% (-70,1% no mês anterior). O Alentejo terá continuado a apresentar a menor diminuição no número de dormidas, apresentando uma descida de 19,9% (-15,3% no mês anterior). É ainda de salientar os crescimentos das dormidas de portugueses no Algarve (+10,3%) e Alentejo (+5,2%) (Executive Digest, texto da jornalista  Sónia Bexiga)

Turismo da Madeira (Março a Agosto): o que diz a Estatística

 Resultados preliminares – março de 2020

Em março de 2020, o sector do alojamento turístico registou variações historicamente negativas nos principais indicadores, influenciado sobretudo pelos condicionalismos da actual pandemia COVID-19, embora o efeito calendário do período do Carnaval que, este ano, ocorreu em fevereiro e, no ano anterior ocorreu em março,possa, em muito menor medida, também ter influenciado.

As primeiras estimativas da atividade turística na RAM relativas ao mês de março de 2020 apontam para umdecréscimo de 49,9% no total de dormidas no alojamento turístico, em comparação com o mês homólogo. Em termos absolutos, foram registadas na RAM 328,0 milhares de dormidas no mês em referência. De sublinhar que excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas do alojamento turístico apresentam um decréscimo de 51,7% relativamente a março de 2019. No país, as dormidas no respetivo mês registaram uma quebra de 58,7%.

As dormidas da hotelaria (80,2% do total do alojamento turístico) apresentaram em março de 2020 um decréscimo de 51,9%, com uma variação negativa mais acentuada nos hotéis e hotés-apartamentos, que registaram no seu conjunto uma quebra, em termos absolutos, de cerca de 263,9 mil dormidas comparativamente a março de 2019

 Resultados preliminares – Abril de 2020

De acordo com as estimativas do mês de abril de 2020, o impacto da pandemia COVID-19 e das medidas restritivas adotadas conduziram a uma interrupção quase total da atividade turística na RAM, com cerca de 97,0% dos estabelecimentos de alojamento turístico encerrados ou sem movimento de hóspedes. O segmento mais afectado foi o turismo no espaço rural com 100% de encerramentos ou com ausência de movimento, seguido da hotelaria e do alojamento local, com percentagens, para aquela situação, de 97,4% e 96,8%, respetivamente.

No mês de abril de 2020, com um decréscimo de 99,0% em comparação com o mês homólogo, estimou-se um total de 7,0 mil dormidas no alojamento turístico. De sublinhar que excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas do alojamento turístico apresentam um decréscimo de 99,1% relativamente a abril de 2019.

No país, as dormidas no respectivo mês registaram uma variação de -97,0%. É importante destacar que a hotelaria apresentou um decréscimo de 99,8%, totalizando apenas cerca de 1,1 mil dormidas neste segmento

Covid-19: Afinal, quem pode ficar apenas dez dias em isolamento?

 


Tem gerado muitas dúvidas a alteração à norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) que determina que, em situações específicas, uma pessoa que tenha testado positivo à covid-19 tem alta clínica e pode sair de casa ao fim de dez dias desde que não apresente sintomas há mais de três, sem ter necessidade de apresentar um teste negativo. A alteração às regras gera mais confusão quando posta a par das orientações para os casos suspeitos que tiveram contacto com um caso positivo: estes continuam a ser obrigados a manter-se em isolamento durante 14 dias, ainda que testem negativo. Visto deste prisma, algo parece não estar bem decidido: uma pessoa que confirmadamente tem a doença pode sair de casa ao fim de dez dias e quem não se sabe se é ou não portador do vírus é obrigado a manter-se em quarentena durante mais tempo.

Porque mudou o período de isolamento face à covid-19?

A decisão de reduzir o período de isolamento de um caso covid-19 positivo – quer apresente ou não sintomas –, para dez dias em algumas situações baseia-se sobretudo na análise da evidência científica e nos novos estudos que têm sido efetuados ao modo como se comporta o novo coronavírus. Em primeiro lugar, é do conhecimento científico que o facto de se testar positivo, ou seja, de ser detetado ácido ribonucleico (RNA) viral num teste molecular usado para pesquisa do novo coronavírus (RT-PCR), não significa necessariamente que a pessoa possa transmitir o vírus. Os fatores que determinam o risco de contágio são a capacidade de replicação do SARS-CoV-2 (ou seja, se o vírus é ou não competente), se o paciente tem sintomas (como tosse, que pode disseminar gotículas contaminadas) e o comportamento do doente aliado a fatores ambientais (por exemplo, se consegue manter o distanciamento social e se frequenta ou não espaços fechados que sejam devidamente arejados).

Covid-19: Que países regressaram ao confinamento? E quais impuseram recolher obrigatório?

A França anunciou na quarta-feira um novo confinamento à escala nacional para tentar travar a propagação do novo coronavírus, juntando-se assim à Irlanda e ao País de Gales, os únicos na Europa que avançaram, até à data, com esta medida. Segundo o Presidente francês, Emmanuel Macron, que falava num discurso transmitido pela televisão, é necessária uma “travagem brutal nos contágios” para evitar o colapso dos hospitais. O novo confinamento, que vigorará pelo menos até 1 de dezembro, começará sexta-feira, mas as escolas permanecerão, para já, abertas. As novas medidas em França preveem o encerramento de bares e restaurantes durante o período do novo confinamento.

Na Europa, apenas o País de Gales (Reino Unido) e a Irlanda voltaram a confinar toda a sua população antes do anúncio desta quarta-feira do Presidente francês, Emmanuel Macron. Para tentar lidar com uma segunda vaga da doença covid-19 (provocada pelo novo coronavírus SARS-Cov-2), os quase cinco milhões de irlandeses foram os primeiros na Europa a entrar neste novo período de confinamento na passada quinta-feira. A medida foi decretada para um período de seis semanas.

Já os cerca de três milhões de galeses entraram em confinamento no dia seguinte, na sexta-feira passada, e terão de permanecer em casa o maior tempo possível durante cerca de duas semanas, ou seja, até 9 de novembro. No entanto, ao contrário do confinamento decretado na primavera passada, as escolas permanecem abertas. Numa escala mais pequena, cerca de 150 mil habitantes de três municípios do norte de Portugal – Lousada, Felgueiras e Paços de Ferreira – também entraram na passada sexta-feira num “semi” confinamento.

Portugueses querem recolher obrigatório mas não confinamento

 81% dos inquiridos numa sondagem defendem a instituição do recolher obrigatório à noite para tentar travar a pandemia. Novo confinamento é bem menos consensual. Vários países europeus estão a adotar o recolher obrigatório à noite para ajudar a controlar a pandemia e a medida merece o apoio da maioria dos portugueses. Uma sondagem de opinião da Aximagepara o Jornal de Notícias (acesso pago) e TSF (acesso livre) concluiu que 81% dos inquiridos é a favor de regras que obrigam a ficar em casa à noite. (acesso pago)

Em sentido inverso, um novo confinamento como o de março e abril é menos consensual e não granjeia apoio dos portugueses: 50% dos portugueses mostram-se contra a medida, sobretudo aqueles que têm mais de 65 anos. Perante o aumento acentuado no número de novas infeções, o Conselho de Ministros tem reunião extraordinária marcada para sábado, onde serão discutidas novas medidas de controlo da pandemia. O Governo tem ouvido epidemiologistas, parceiros sociais e partidos, estando ainda marcado um Conselho Europeu para esta quinta-feira, por videoconferência, para avaliar a situação pandémica no continente (ECO digital)

Risco de pobreza ou exclusão social em Portugal superior à média da UE

 


No final do ano passado, 21,1% da população da União Europeia (UE), o equivalente a 92,4 milhões de pessoas, encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social. Portugal está ligeiramente acima dessa média (21,6%), e as mulheres são as mais afetadas, segundo os dados divulgados pelo Eurostat. O gabinete de estatísticas europeu revela que, em 2019, mais de um quarto da população estava em risco de pobreza ou exclusão social em sete Estados-Membros: Bulgária (32,5%), Roménia (31,2%), Grécia (30,0%), Itália e Letónia (ambos 27,3%, dados de 2018 para a Itália), Lituânia (26,3%) e Espanha (25,3%). As percentagens mais baixas de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social registaram-se, por outro lado, na República Checa (12,5%), Eslovénia (14,4%), Finlândia (15,6%), Dinamarca (16,3%). %), Eslováquia (16,4%), Holanda (16,5%) e Áustria (16,9%) (MSN)

Portugueses davam um terço do salário para acabar com a pandemia, revela inquérito

Um inquérito internacional feito no âmbito da pandemia revela que os portugueses davam cerca de 30% do seu salário para acabar com a pandemia de covid-19. Foi perguntado a quase 500 portugueses quanto estariam dispostos a oferecer do seu salário para que a pandemia terminasse. Em média, dispensariam 28,5% do seu salário, sendo que a população mais jovem daria um valor maior do que a mais velha. Os jovens entre os 18 e os 25 anos disseram ser capazes de oferecer 40% do salário. A percentagem para pessoas com mais de 45 anos foi de apenas 24%. Além disso, quase metade (42%) gostaria que a vacina chegasse primeiro a Portugal. Já 52% considera que a vacina deveria chegar a todo o mundo, isto é, a todos os países em simultâneo, e 6% defende que devia ser o país mais afetado pelo novo coronavírus a recebê-la primeiro.

Neste ponto, os Estados Unidos são o país mais ‘egoísta’ – tem a maior percentagem do grupo de países da amostra no que toca à disponibilização de uma vacina no seu país. Ou seja, mais americanos querem ser os primeiros a receber a vacina à frente do resto do mundo. De referir que, a nível global, os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia. Têm o maior número de casos e de mortes: 8,7 milhões e 226 mil, respetivamente, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. O inquérito internacional em causa recolheu dados de quase 12 mil pessoas, de 137 países. Em Portugal teve como parceiro o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S).

Foi coordenado por investigadores do Centro de Segurança e Desenvolvimento Internacional, do Instituto Mundial de Investigação em Economia do Desenvolvimento da Universidade das Nações Unidas, do Instituto Leibniz de Culturas Vegetais e Ornamentais e do Instituto de Estudos de Desenvolvimento (Executive Digest, texto da jornalista  Mara Tribuna)

Covid-19: Uso generalizado de máscaras na rua pode travar 45% das mortes, indica estudo

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, sobre a situação da pandemia em Portugal revela que o uso generalizado de máscaras na via pública, como a medida que entrou em vigor esta quarta-feira, pode reduzir o número de mortes em 45% já no final de Novembro. O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington fez uma projeção sobre a evolução do número de óbitos por covid-19 em Portugal tendo em conta dois cenários diferentes – com e sem máscara.

A projeção indica que o seu uso generalizado nos espaços públicos poderá permitir chegar ao final de Novembro com uma média diária cerca de 45% inferior no número de mortes pelo novo coronavírus. Quanto ao número de infetados, o cenário indica que pode haver uma redução de 50%, no mesmo período. O uso obrigatório de máscara na via pública entrou em vigor esta quarta-feira. O incumprimento da medida pode levar a multas entre os 100 e os 500 euros. A obrigatoriedade do uso de máscara estende-se, no mínimo, por três meses, ou seja, até dia 5 de Janeiro do próximo ano (Executive Digest, texto da jornalista  Mara Tribuna)

Primeiras vacinas? “Provavelmente serão imperfeitas”, diz especialista

 A primeira geração de vacinas contra a Covid-19 “provavelmente será imperfeita” e “pode não funcionar para todos”, afirmou, esta quarta-feira, a presidente da ‘task-force’ de desenvolvimento de vacinas do Reino Unido, Kate Bingham. “No entanto, não sabemos se algum dia teremos uma vacina. É importante prevenir-se contra a complacência e o excesso de otimismo”, escreveu Bingham num artigo publicado no jornal médico ‘The Lancet’.

“Nenhuma vacina na história da medicina foi tão esperada quanto a que protege contra a síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2 (SARS-CoV-2). A vacinação é amplamente considerada como a única estratégia verdadeira de saída da pandemia que atualmente está a espalhar-se globalmente”, pode ler-se na sua análise.

“Não sabemos se algum dia teremos uma vacina. É importante prevenirmo-nos contra o otimismo excessivo. É provávell que a primeira geração de vacinas seja imperfeita e devemos estar preparados para que não previna a infeção, ainda que reduza os sintomas e, mesmo assim, podem não funcionar para todos ou por muito tempo”, ressalvou a especialista. Bingham reconhece que “muitas, e possivelmente todas, as vacinas podem falhar”, acrescentando que o foco tem sido nas vacinas que devem provocar respostas imunológicas na população com mais de 65 anos, mas que a capacidade de produção global de vacinas é extremamente inadequada para os biliões de doses necessárias.

A produção da vacina no Reino Unido está a ser ‘igualmente escassa’, frisa a especialista. Um estudo realizado por cientistas do Imperial College London, divulgado esta terça-feira, descobriu que os anticorpos contra o novo coronavírus diminuíram rapidamente na população britânica durante o verão, sugerindo que a proteção após a infeção pode não ser duradoura, aumentando a perspetiva de diminuição da imunidade na comunidade. Segundo avançou o ‘Telegraph’, o governo britânico está a trabalhar com a suposição de que a segunda onda de coronavírus será mais mortal do que a primeira (Executive Digest, texto da jornalista  Sónia Bexiga)

Sondagem: 85% dos portugueses a favor do uso obrigatório de máscara na rua

A grande maioria dos portugueses, 85%, é a favor do uso obrigatório de máscara na via pública, uma medida que entrou em vigor esta quarta-feira, revela uma sondagem da Aximage para o Jornal de Notícias (JN) e a TSF. De acordo com o inquérito, 60% “concorda totalmente” com a obrigatoriedade do uso de máscara, em particular os cidadãos mais velhos – a sondagem revela que 73% dos que são desta opinião têm 65 ou mais anos.

Além disso, mais de metade (68%) dos inquiridos garantiu que já usava máscara na rua antes, sendo que, mais uma vez, o nível de adesão é maior nas pessoas mais velhas, com 65 ou mais anos. A medida, publicada em Diário da República (DR), entrou em vigor esta quarta-feira. O incumprimento pode levar a multas entre os 100 e os 500 euros.~A obrigatoriedade do uso de máscara estende-se, no mínimo, por três meses, ou seja, até dia 5 de Janeiro do próximo ano.

“É obrigatório o uso de máscara por pessoas com idade a partir dos 10 anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”, indica a lei.

Há quatro exceções. Nomeadamente, mediante apresentação de atestado médico de incapacidade multiusos ou declaração médica; declaração médica que ateste que a condição clínica da pessoa não se coaduna com o uso de máscaras; quando o uso de máscara seja incompatível com a natureza das atividades que as pessoas se encontrem a realizar; em relação a pessoas que integrem o mesmo agregado familiar, quando não se encontrem na proximidade de terceiros (Executive Digest)

Madeira: por favor mantenham políticos, partidos, caganças, vaidades e manipulações fora do debate sobre o futuro do nosso turismo


Isto (estes quadros oficiais) nunca pode ser considerado a "normalidade" e - pedindo desculpa por não ser especialista no tema  e mesmo sabendo que o mundo turístico local se irrita com as ingerências externas de ignorantes como eu... - é um facto que eu sei, todos sabemos, há quem olhe para a principal actividade económica regional de uma forma leviana, demagógica, superficial, deficiente e patética, como se tudo se resolvesse com  paleio ou boas intenções. Estes dados reportam-se a Agosto deste ano. Não há varinhas mágicas.

O turismo depende de haver ou não turistas, não do que dizemos, escrevemos ou queremos. Mas para haver turistas, mais do que as precauções tomadas por hotéis e restaurantes - que no caso da Madeira reconheço que têm realizado um grande esforço para corresponderem às exigências de segurança sanitária um momento tão estranho e deprimente como este que ainda vivemos - precisamos apenas de ter turistas.


Ou seja, os turistas, apenas por eles, é que decidem se, numa Europa claramente em segunda vaga pandémica e com a ameaça de novas medidas restritivas, viajam ou não. Apenas isso. Tudo o resto são tretas. Não há promoção que vença o medo, não há preçários que suplantem a dúvida e a hesitação em tempos de pandemia. Também Canárias se preparam para agravar as exigências (nomeadamente quanto aos testes PCR) a quem desembarca nas ilhas, numa região - é bom lembrá-lo - em que o próprio Presidente do Governo, Torres, reconheceu que 8 em cada 10 famílias daquela CCAA dependem directa ou indirectamente do turismo!

Numa conjuntura marcada por falências no sector, em         que há companhias aéreas que não vão resistir, (e ninguém sabe o que vai acontecer à TAP), quando já temos mais de 200 aeroportos europeus falidos ou à beira da falência (e garante a ACI que esse número vai aumentar), o que precisamos enquanto destino diferenciador, é de discutir o futuro (o passado passou a ser lixo, nada valendo, e presente tem um prazo de validade que nunca foi tão reduzido), definir prioridades promocionais, adoptar medidas selectivas que evitem a proliferação descontrolada de empresas prestadoras de serviços, funcionando porta-sim-porta-não, ou frente-frente uma da outra, sem qualidade e que de forma leviana provocaram concorrência selvagem, uma espécie de caos empresarial no sector turístico (prestação de serviços periféricos), perceber se é recomendável estarmos numa terra como a nossa onde fecham negócios e se abrem tascas e restaurantes uns atrás dos outros, dezenas deles sem alguma vez terem tido qualquer qualidade e que se encontram hoje encerrados sem possibilidades de reabrirem (poderia falar, por exemplo, de rent-a-car que nem parques de estacionamento próprios foram obrigadas as ter, de pequenas tascas ou restaurantes em zona turística que nunca tiveram a visita de uma inspeção de controlo sanitário e de qualidade....). 


Julgo que é que é preciso discutir, com pragmatismo, com frontalidade e verdade, independentemente de incomodar. Discutir os desafios em termos de alojamento turístico regional (quem controla a qualidade da oferta e com que periodicidade?), das ligações aéreas que são o cerne de tudo isto, da dependência da Madeira dos aviões e dos operadores turísticos - não se esqueçam que nesta altura temos hotéis fechados, alguns de 4 e 5 estrelas e que em Canárias hotéis que abriram animados nos meses de Verão (até de grandes grupos como a Lopesan ou a Riu)  já anunciaram que vão fechar várias das suas unidades até a Páscoa, Aliás o mesmo pode acontecer no Algarve. O que precisamos discutir é o impacto de tudo isto. E por favor, por amor da Santa, não politizem este tema, não metam partidos e política na discussão que se exige séria em torno do nosso futuro, porque o nosso futuro passa pelo futuro do turismo. 


E não se esqueçam disto, mesmo que não queiram encarar isso: nada ficará como antes depois da pandemia passar - e vai passar - nunca voltaremos a uma certa rebaldaria de serviços prestados que existia em Portugal e na Europa turística. E pronto disse o que me apetecia dizer mesmo não sendo, nem quero ser, especialista no assunto. Mas confesso que me irritam certos aproveitamentos demagógicos, vaidades institucionais, sentimentos de arrogância ou de pança-cheia, e lirismos idiotas associados ao turismo, presente e futuro, na nossa Região (LFM).


Nota: uma nota final. A Secretaria Regional de Turismo (que nada tem a ver com a Estatística da Madeira) que actualize rapidamente o seu item “estatísticas” porque acho que não fica bem a um site institucional com a projeção e procura do site da SRT, manter estatísticas reportadas apenas a Março deste ano, como se o mundo tivesse parado nesse mês. Por favor, actualizem rapidamente essa informação e outra que entendam por útil nesta fase em que vivemos

quarta-feira, outubro 28, 2020

Biden mantém vantagem de quase 10 pontos, mas a corrida ainda tem muitas curvas


A média das sondagens nacionais das intenções de voto dos americanos para as presidenciais de 3 de novembro tem colocado o democrata Joe Biden perto de 10 pontos à frente do republicano Donald Trump (Infografia do Jornal Económico, por Mário Malhão e Shrikesh Laxmidas)

Açores: PCP com a pior votação de sempre e Bloco com a melhor de sempre


Conclusões: CDS com a pior votação nas regionais dos Açores desde 1996. O PCP com o pior resultado de sempre nos Açores desde 1976 até hoje! Bloco c om a melhor votaçlao de sempre, abaixo dos 4 mil votos, mas com cerca de mais 500 votos que os obtidos em 2016 

terça-feira, outubro 27, 2020

Covid-19: Possibilidade de vacina só no final do ano


O Bloco em sondagem


 fonte: Jornal de Notícias

Sondagem e o BES


 fonte: Jornal de Negócios

Eleições

 


fonte:  Público

Falando de empresas e da sua pujança...

 


fonte: Jornal de Negócios

Crise não poupa aeroportos


 fonte: Jornal de Negócios

Mil tripulantes de cabine da TAP vão ser dispensados até março de 2021


Açores: evolução comparativa do PSD e do PS nas regionais


Elaborei este quadro para facilitar a comparação da evolução dos votos, percentagens e deputados do PSD e do PS nos Açores, desde 1976 até hoje. Recomendo que um certo discurso partidário, repetitivo e exagerado, feito durante alguns anos na Madeira, de apologia a certos "paraísos" que as urnas desmistificaram, seja substituído por alguma coisa mais válida e acertada. PS com a pior votação desde 2000 e PSD que até nem conseguiiu a melhor votação

Suspeitas fundadas?


 fonte: Público

Negociatas milionárias...sem culpados!



 fonte: Correio da Manhã

Intrigas (ou ajustes de contas pessoais?) partidárias

 


fonte: Sábado

Sem fim....



 fonte: Correio da Manhã

Sondagem....mais uma!


 fonte: Jornal de Negócios

segunda-feira, outubro 26, 2020

Porto faz contas ao peso da TAP no Norte

Região pede todos os números das taxas de ocupação da companhia aérea e diz ter alternativas. No dia 15 de outubro, o aeroporto de Lisboa registou 209 partidas e chegadas, com a TAP a responder por mais de 50% destes voos. O aeroporto do Porto, no mesmo dia, registou 86 voos, com a TAP a assumir aqui uma fatia de 25%. Para Álvaro Costa, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, estes números “refletem a diferente abordagem da companhia aérea aos dois aeroportos: a quota da TAP em Lisboa vai variando entre os 50% e os 60%, tal como antes da pandemia, enquanto no Porto fica nos 20% a 25%”.

Especialista em transportes, atento aos números do sector, Álvaro Costa admite que uma estratégia assente em questões de rentabilidade e taxas de ocupação “se torna difícil de gerir quando está em causa uma empresa pública” e quando há um histórico de “mudanças sucessivas na abordagem” à região.

Na frente política, a polémica do momento centra-se nas declarações do ministro Pedro Nuno Santos no Parlamento. Se as quatro rotas criadas no Porto depois de o Estado reforçar a posição na TAP (Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada) têm uma ocupação média de 46% e dão prejuízo, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, pede a divulgação de todos os números. Exigir dados sobre taxas de ocupação é uma reivindicação comum a autarcas, associações empresariais e operadores turísticos. “Há companhias aéreas que dão esses números, mas a TAP não”, comenta Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, sem esquecer que já houve rotas canceladas, como a ligação a Milão, “com taxas de ocupação de 90%”. “Porque não mostram os mapas com as taxas médias de ocupação?”, insiste Condé Pinto, da APHORT — Associação Portuguesa de Hotelaria e Restauração.

Questionada pelo Expresso, a TAP diz apenas que “o planeamento da rede de destinos e de voos e a retoma da operação são efetuados de acordo com as contingências da evolução da pandemia, oportunidades de procura detetadas e rentabilidade das rotas, tendo em vista a sustentabilidade”.

Água afeta a eficácia das máscaras de proteção

 

Há substâncias usadas para a eutanásia à venda na Internet!....

 

Rainha de Inglaterra condecora madeirense com Medalha do Império

 

ADSE acaba com saldo positivo ano marcado pela pandemia

 
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Excedente da ADSE vai crescer em 2020 “pelos piores motivos”

 Houve uma redução de 35% das faturas apresentadas pelos beneficiários à ADSE em 2020. Tal deverá levar a um excedente superior aos 50 milhões de euros registados em 2019.

A presidente da ADSE (Instituto de Proteção e Assistência na Doença) admite que o excedente da operação em 2020 será superior ao do ano passado por causa da quebra da despesa devido à pandemia. “Pelos piores motivos“, classifica Maria Manuela Faria, explicando em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1 que os custos diminuíram porque houve menos consultas devido ao “medo no recurso aos cuidados de saúde” no início da pandemia.

Em 2019, a ADSE conseguiu um saldo positivo de 50 milhões de euros, o qual deverá ser superado este ano com a quebra do número de consultas e meios de diagnóstico verificada até ao verão. Em concreto, houve uma redução de 35% das faturas apresentadas à ADSE pelos beneficiários. Quanto aos atrasos nos reembolsos, a presidente assegura que a regularização passará a ser de 60 dias, graças ao recurso a serviços externos, existindo neste momento 230 mil reembolsos por fazer.

Maria Manuela Faria também esclareceu que as negociações com os privados relativamente aos valores das tabelas estão a “correr bem”, após o confronto do ano passado. A presidente da ADSE garante que a revisão não se traduzirá num aumento exponencial de transferências financeiras para os privados. Contudo, as novas tabelas não deverão estar prontas para entrarem em vigor em janeiro do próximo ano (ECO)

Pandemia desequilibra sistema de Segurança Social

 
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Pandemia encurtou em 10 anos almofada financeira das pensões

Na notícia avançada pelo “Público”, na análise da sustentabilidade do sistema de Segurança Social, o Governo, 2020, apontava que os primeiros saldos negativos do sistema providencial chegassem “no final da década de 2020”. Agora, na proposta de OE para 2021, os números apresentados mostram que na verdade o primeiro défice é agora esperado alguns anos mais cedo.

Bastaram dez meses para que se tivesse encurtado em uma década o prazo previsto até ao esgotamento do fundo que serve de almofada financeira para o sistema de pensões. Este tombo nas pensões foi provocado por uma contracção recorde da economia e um aumento abrupto das necessidades de apoios sociais por parte dos portugueses motivados pela pandemia.

Segundo a notícia avançada pelo “Público“, este domingo, no Orçamento de Estado (OE) para 2020, na análise da sustentabilidade do sistema de Segurança Social, o Governo apontava que os primeiros saldos negativos do sistema providencial chegassem “no final da década de 2020”. Agora, na proposta de OE para 2021, os números apresentados mostram que na verdade o primeiro défice é agora esperado alguns anos mais cedo.

Nos números publicados, referentes apenas aos últimos anos de cada década (2030, 2040, 2050 e 2060), verifica-se que se está a antecipar um défice bem mais elevado em 2030. No OE 2020, o défice projectado era de 424 milhões de euros e agora é de mais do dobro: 987 milhões. Um resultado mais negativo que faz supor que o primeiro défice se possa verificar alguns anos antes do final da década.

Depois, relativamente ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, que começa a ser usado a partir do momento em que se registam défices, as diferenças entre as projecções feitas no OE2020 e no OE2021 são muito significativas. Há dez meses, o executivo previa “um esgotamento do fundo na segunda metade da década de 2050”. Agora, estima que “o fundo se esgote na segunda metade da década de 40” (Jornal Económico)

Venezuela: Leopoldo López escapa a Maduro


O líder da oposição venezuelana estava refugiado há um ano e meio na Embaixada de Espanha em Caracas de onde saiu este sábado rumo a Madrid.

Será possível eliminar a Covid-19?

Continua o debate sobre se a imunidade de grupo será o segredo para erradicar a doença

O uso de máscara, o distanciamento físico e a lavagem das mãos são eficazes a controlar o contágio pelo vírus SARS-CoV-2. Assim como a testagem, o isolamento e o rastreamento dos contactos dos casos positivos. No entanto, estes cuidados não garantem a eliminação da doença.

Será que existem medidas capazes de erradicarem a Covid-19? Aparentemente, a imunidade de grupo poderia ser a resposta a esta questão, mas é preciso cautela na análise, aconselha o professor de Epidemiologia Experimental da Universidade Trinity College, na Irlanda, Kingston Mills.

A recuperação de uma infeção viral está habitualmente associada ao desenvolvimento de imunidade, mas a reação do sistema imunitário à Covid-19 não está totalmente esclarecida pela ciência. Ainda não se sabe, por exemplo, se a infeção pelo SARS-CoV-2 garante proteção, a posteriori, contra uma reinfeção.

A Suécia teve dez vezes mais mortes por milhão de habitantes do que as vizinhas Finlândia e Noruega.

Quando é que uma pandemia acaba?

Sabemos que a Covid-19 está a propagar-se por todo o mundo desde 11 de março de 2020. Já decretar o seu fim pode ser bem mais complicado

“Quando é que a pandemia acaba? Vai ser muito parecido àqueles filmes em que, depois da palavra ‘fim’, ainda demora uma série de tempo até passarem todos os créditos…”. A imagem que nos é revelada por Carlos Matias Dias, médico de saúde pública e coordenador do departamento de epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge –INSA, representa na perfeição a resposta à pergunta que ecoa nas nossas cabeças há algum tempo. Perante uma doença infecciosa que se dissemina por todo o mundo, saber quando é que uma pandemia acaba é a resposta que todos procuram. Os exemplos da história dão uma ajuda, mas…

Sabemos, antes de mais, que nem vale a pena pensar que já dura há uma eternidade, sobretudo quando a realidade insiste em devolver-nos um retrato pior a cada dia. O mais avisado, repetem-nos especialistas e indicadores matemáticos, é prepararmo-nos para pelo menos mais ano e meio de máscaras, álcool-gel e distanciamento social. Já os menos otimistas apostam que, ao ritmo atual de infeções, arriscamo-nos a ter pandemia para os próximos dez anos. 

As contas (fáceis) do OE-2021 já aprovado na generalidade

Votos contra o OE-2021 (106)

PSD, 79 deputados

CDS, 5

Bloco Esquerda, 19

Chega, 1

Iniciativa Liberal, 1

Votos a favor (108)

PS, 108

Abstenção, 16

PCP, 12

PAN, 3

1 ex-deputada do PAN

Desconhecidos, 1

1 ex-deputada do Livre

TAP falida: sium ou não?

 


fonte: Sol

Saúde em números

 



fonte: Jornal de Negócios