terça-feira, agosto 07, 2012

Judiciária investiga vestígios de fogo posto em S. Vicente

Escreve o DN do Funchal que "a Polícia Judiciária (PJ) está a investigar dois incêndios florestais que deflagraram na madrugada de sábado, na Boaventura e Ponta Delgada, no concelho de São Vicente, sobre os quais há fortes indícios da prática de fogo posto. Os Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz (BVSVPM) sinalizaram, no rescaldo dos incêndios, artefactos que teriam sido usados como fonte de ignição das chamas. Vestígios que sustentam a tese de mão criminosa e que foram reportados às autoridades, estando na posse da PJ. Segundo o que apurou o DIÁRIO, os bombeiros detectaram a presença de uma garrafa com forte odor a combustível e com um pano torcido na boca a servir de pavio. O artefacto foi descoberto durante o rescaldo. O fogo deflagrou desde as 2 horas da manhã de sábado. Ardeu uma área com cerca de 2 mil m2. Os bombeiros tiveram de utilizar material sapador para extinguir as chamas numa zona difícil e sem acessos.Pouco antes, na noite de sexta-feira para sábado, um fogo que lavrava no sítio das Pedras, na Ponta Delgada só não alastrou para as serras graças à intervenção de populares, entre os quais, o presidente da Junta de Freguesia, cuja "intervenção foi fundamental na acção de combate". Segundo o comandante Artur Fernandes, dos BVSVPM, ardeu uma área com cerca de 100 m2. As diligências no terreno viriam a identificar outro objecto suspeito no palco deste incêndio, que sustenta mais uma vez, a hipótese de haver mão criminosa: um tapete em retalhos embebido em combustível. Sábado foi um dia longo para os bombeiros do norte da ilha, que viram o concelho de São Vicente ser palco de outros dois incêndios, estes próximos de habitações. Às 2 horas, a sirene do quartel tocou para um fogo que lavrava na Santa (Porto Moniz) e destruiu mil m2. Nas Ginjas (São Vicente), o alerta foi às 21h15 e reduziu a cinzas uma área entre os 800 e os mil m2. Para o comandante Artur Fernandes, apesar de não terem sido detectados vestígios de fogo posto nestes dois incêndios, a origem não é natural. "Ainda não se registaram casos de negligência no concelho e até nas queimadas as pessoas têm agido de boa fé e é sempre pedido o apoio aos bombeiros", observa. "Isto é mão criminosa, não há qualquer dúvida", conclui Artur Fernandes. O responsável pela corporação dos BVSVPM apela à população para que colabore com as autoridades e informe sempre que detecte movimentos estranhos.

Tochas, garrafas, 'verylights' e velas

Ricardo Silva, coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ do Funchal, confirmou que está a decorrer uma investigação de dois incêndios que deflagraram no fim-de-semana, na Ponta Delgada e em Boaventura, e nos quais foram recolhidos vestígios. Nada mais. Estes artefactos descobertos juntam-se a outros, sinalizados após o rescaldo dos fogos e reportados às autoridades. É disso exemplo uma tocha (na foto) em pau de madeira, recolhida num terreno junto às ruínas do antigo hotel na Camacha, a 21 de Julho, próximo do local dos incêndios que ameaçaram habitações nos Casais d 'Além. Outros engenhos rudimentares para atear fogo na serra - uma caneca de aguardente, com uma caixa de fósforos e um charuto; 'verylights', garrafas com aguardente e até velas - fazem parte do rol de artefactos que estão a ser avaliados pela investigação da PJ. Uns constituem provas materiais mais sólidas. Outros nem tanto”.

Atlânticoline lança concurso para fretamento de navios

Li aqui que "a Atlânticoline lançou um concurso público internacional para o fretamento de dois navios para transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas dos Açores nas operações sazonais de 2013 e 2014, com opção de prorrogação para 2015. O concurso, ontem publicado em Diário da República, tem um valor máximo de 16,4 milhões de euros, devendo as propostas ser apresentadas no prazo de 45 dias. As condições exigidas pelo concurso determinam que um dos navios deve ter uma velocidade mínima de 28 nós, enquanto a do outro navio deve ser de 19 nós. A lotação mínima exigida é de 600 passageiros e 120 viaturas. Para ambos os navios é requisito obrigatório a existência de uma rampa de popa adequada aos portos açorianos, tendo em vista a utilização das rampas rol on/rol off (ro-ro) existentes no arquipélago. O preço do fretamento, a idade do navio, o consumo de combustível e a qualidade dos espaços para passageiros são alguns dos critérios que serão avaliados nas propostas que forem apresentadas a concurso”.

Açores: empresa do continente lança penhora contra Governo

Escreve o Correio dos Açores que "o Governo açoriano pagou mas a empresa do continente, que fornece equipamento de escritório e equipamentos para museus e bibliotecas, nunca recebeu a verba em causa uma vez que o construtor da biblioteca entretanto entrou em processo de falência. A empresa Jeset Portugal avançou com uma penhora contra o Governo Regional dos Açores, para tentar recuperar 362 mil euros que alegadamente não recebeu. O dinheiro refere-se a equipamentos instalados na nova Biblioteca Municipal de Angra do Heroísmo e que já teria sido paga pelo executivo regional. A notícia é avançada pela Antena1/Açores que revela que a empresa do continente, que fornece equipamento de escritório e equipamentos para museus e bibliotecas, nunca recebeu a verba em causa uma vez que o construtor da biblioteca entretanto entrou em processo de falência. Para tentar reaver o dinheiro, o agente de execução da penhora decidiu penhorar a rede de imóveis provenientes de contratos de arrendamento entre a região e a SATA Air Açores. Ainda de acordo com a Antena 1/Açores, fonte do executivo regional garante que a região não deve nada à empresa, uma vez que a verba em causa já terá sido paga ao construtor da biblioteca pública de Angra que entretanto abriu falência. Apesar de garantir que nada deve à empresa sedeada no continente, certo é que para contestar a dívida o governo regional vai ter de entregar uma garantia bancária no montante da dívida, para poder contestar o processo em tribunal e evitar que a região fique com os bens penhorados”.

Açores: dívida na Saúde pode atingir os mil milhões de euros

Segundo o Correio dos Açores, "a dívida do sector da saúde nos Açores ascende aos mil milhões de euros, um terço da do Serviço Nacional de Saúde do Continente. O Governo regional dos Açores só reconhece 603 milhões de euros, noticiou segunda-feira o “Diário de Notícias”. Enquanto o SNS deve três mil milhões de euros, as dívidas na Madeira atingem 800 milhões. A dos Açores pode situar-se entre 600 milhões e mil milhões de euros. Os relatórios e contas dos três hospitais açoreanos (Hospital Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, Hospital Divino Santo Espírito de Angra do Heroísmo e o da Horta) apontam para passivos, globais, de 462 milhões de euros, a que se juntam os 252,5 milhões de euros de passivo da Saudaçor, empresa pública que gere a saúde na região. Miguel Correia, secretário regional da Saúde, diz no entanto que estes números têm valores não exigíveis e por isso aponta para dívidas de 183,3 milhões de euros “passível de reestruturação financeira”. Com a Saudaçor, o secretário regional contabiliza 603 milhões de euros de factura na saúde. Recorde-se que na sessão plenária de Julho na Assembleia regional, o vice- Presidente do Grupo Parlamentar do PS/Açores, José San-Bento, afirmou que a dívida do Serviço Regional de Saúde resulta da modernização e melhoria da acessibilidade ao sistema e no esforço que tem sido feito para qualificar a resposta de serviço aos açorianos e que esta dívida é gerível e será ultrapassada. “Temos procurado consolidar, modernizar e tornar financeiramente sustentável este sistema, e os grandes investimentos que este governo do PS nos Açores tem feito em prol da Saúde, nomeadamente na melhoria das unidades de saúde, na área dos cuidados intensivos, na medicina preventiva, na saúde oral e na saúde reprodutiva, espelham o sucesso dessas políticas”, defendeu José San-Bento”.

Lojas de luxo à margem da crise

A Prada anunciou um forte crescimento das vendas no primeiro semestre de 2012, ultrapassando os 1,5 mil milhões de euros. À semelhança do grupo de luxo italiano, praticamente todas as marcas de alta gama estão bem e recomendam-se.


Trabalhadores de parque eólico constituídos arguidos por suspeita de autoria do fogo que consumiu serra algarvia

Foi hoje noticiado que "o caso ainda está a ser investigado pela Polícia Judiciária e foi objeto de peritagens logo a seguir ao fogo que consumiu grande parte dos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel, entre 18 e 22 de julho. Segundo a mesma fonte, o primeiro foco de incêndio surgiu na sequência de uma queimada de combustão lenta que os funcionários da empresa estariam a fazer numa clareira junto a um poste de transporte de energia. O tipo de queimada em causa implica a queima de grandes quantidades de lenha no interior de um monte de terra e normalmente é utilizado para produzir carvão, embora esteja proibido por lei. O incidente que provocou o fogo ter-se-á dado quando o cume do monte de terra abateu sobre a lenha em combustão, provocando o que os peritos chamam "efeito vulcão", que projeta chispas a vários metros de distância, disse a mesma fonte. O foco inicial do incêndio terá começado a cerca de 30 metros da queimada, devido a fagulhas lançadas pela queima, à hora de almoço de dia 18 de julho, possivelmente num momento de descuido por parte dos autores da queimada. De acordo com a mesma fonte, foram os próprios trabalhadores da empresa de construção -- que se encontravam a colocar cabos entre os postes de transporte de energia -- que chamaram os bombeiros. O caso continua em investigação e ainda não há conclusões definitivas, disse a fonte, que não informou quantos trabalhadores foram constituídos arguidos”.

sábado, agosto 04, 2012

Espanha: Así serán las vacaciones de los presidentes autonómicos

Escreve o ABC que "las vacaciones de los presidentes autonómicos serán este año cortas, muy cortas, austeras y cerca del despacho oficial, casi siempre en la propia comunidad, por si la actualidad de la crisis exige la toma de decisiones urgentes, y también dedicadas a sus aficiones. Lejos quedan aquellos veranos en que algunos presidentes se retiraban todo el mes, se hacían fotos en lugares de moda o viajaban al extranjero. El presidente de Cantabria, Ignacio Diego, cambia, como hace todos los años, su residencia habitual en Astillero, a otra que tiene la familia en Santoña, donde compatibilizará descanso con trabajo y practicará sus aficiones, como correr por la playa o hacer piragüismo. Si en 1990, el presidente catalán, Jordi Pujol, inició su descanso estival el 30 de julio y se trasladó a su residencia gerundense de Queralbs hasta el 3 de septiembre, el actual, Artur Mas, pasará unos días en Menorca y paseará en el yate de algún amigo. Además de estar muy pendiente de la evolución económica, Mas tiene prevista una «escapada» sorpresa con su mujer para celebrar sus 30 años de casados.El presidente de la Xunta, Alberto Núñez Feijóo, tiene previsto celebrar al menos dos Consejos de gobierno y se cogerá apenas dos semanas de vacaciones en lugares que frecuentaba antes de asumir el cargo: entre las Rías Baixas y Orense, donde reside su familia. Días que aprovechará para hacer deporte, leer y preparar el inicio del nuevo curso político.El lendakari, Patxi López, tomará muy pocos días de descanso estival, cerca de Euskadi para estar localizable si surgen imprevistos provocados por la crisis económica. Planes muy distintos a los que hacía en 1991 el entonces lehendakari José Antonio Ardanza, quien se recorrió en estas fechas varias ciudades de Centroeuropa aprovechando su anonimato. El presidente de la Generalitat Valenciana, Alberto Fabra, disfrutará de dos semanas en la localidad castellonense de Benicassim, con su familia y practicando la natación, su deporte favorito. La presidenta de la Comunidad de Madrid, Esperanza Aguirre, viajará a Asturias para estar con su familia, hacer deporte y leer, si la actualidad no la reclama. José Antonio Griñán, presidente de Andalucía, intentará relajarse unos días con su familia en Galicia, aunque estará muy pendiente de la situación económica y de las desavenencias entre la Junta y el Gobierno central. Paulino Rivero no sabe aún si podrá tomarse unos días libres y en todo caso no saldrá de Canarias. Atrás queda aquel verano de 2008 cuando se fue más de dos semanas al extranjero. La presidenta de Navarra, Yolanda Barcina, pasará los primeros días del mes en la playa junto a su hijo y se relajará leyendo y paseando por las orillas del mar. Como otros años, Luisa Fernanda Rudí, presidenta de Aragón, descansará quince días en Ribadesella, donde leerá los libros que tiene pendientes, paseará y cogerá fuerzas para el arranque del curso político.También repite costumbres el de Castilla y León, Juan Vicente Herrera, que lleva años haciendo algún tramo del Camino de Santiago durante sus vacaciones, aunque en 2002 se marchó varios días al extranjero. Fiel también a la tradición, el de Murcia, Ramón Luis Valcárcel, traslada su residencia durante estos días a localidad alicantina de La Torre de la Horadada, desde la que viajará todos los días a Murcia para despachar su agenda. Pedro Sanz, presidente de La Rioja, no saldrá de vacaciones, al considerar que la situación actual demanda que esté en su puesto y solo cuando la agenda lo permita tendrá una actividad más relajada. El de Asturias, Javier Fernández, aún no ha decidido si se tomará unos días, puesto que solo hace dos meses que ocupa el cargo y aún no tiene cerrada toda la estructura de su Ejecutivo. Juan Jesús Vivas, presidente de Ceuta, se tomará una semana en Andalucía, donde practicará sus pasatiempos preferidos: leer e ir al cine. Los presidentes de Castilla-La Mancha, Dolores de Cospedal; Baleares, José Ramón Bauzá, y el de Extremadura, José Antonio Monago, no han informado sobre sus vacaciones".

Rajoy descarta que vaya a recortar las pensiones el año que viene

Li no Expansion que "el presidente del Gobierno, Mariano Rajoy, ha descartado un recorte en las pensiones para el año que viene. Sería la "última partida presupuestaria que tocaría", ha manifestado. "Con los datos que yo manejo, no tengo intención de bajar las pensiones el año que viene", ha asegurado con rotundidad el presidente del Gobierno tras la celebración del Consejo de Ministros, en el que ha hecho balance de los primeros siete meses de mandato. Además, Rajoy subrayó que, en caso de nuevas medidas de recortes, la bajada de las pensiones "sería la última partida presupuestaria que tocaría".

A Bélgica se le acaba el tiempo

Escreve o Expansion que "el economista jefe del Banco Central Europeo (BCE), el belga Peter Praet, sostuvo hoy que Bélgica debe acelerar las reformas económicas, en especial en relación al mercado laboral y la administración pública, porque no le queda margen, según declaró al diario flamenco "De Standaard". "No hay más margen posible para Bélgica", señaló Praet en una entrevista con el rotativo, en la que se mostró partidario de acelerar las reformas en el país y resolver ahora los problemas que llevan arrastrando años. "La administración pública en Bélgica debe ser más eficaz y el mercado de trabajo más flexible", explicó. En opinión de Praet, quien sustituyó en el cargo al alemán Jürgen Stark el pasado enero, países como Italia, Francia y Bélgica han perdido una década con la crisis para poner orden en sus finanzas y aunque Bélgica se está adaptando relativamente bien a las circunstancias sigue siendo vulnerable. Esta misma semana el instituto nacional de estadística de Bélgica informó de que el Producto Interior Bruto (PIB) del país se contrajo en el segundo trimestre y registró su primer dato negativo tras superar la recesión en 2009. Entre abril y junio la actividad se redujo un 0,6 % en comparación con el periodo anterior, mientras que en términos interanuales registró una caída del 0,4 %. Los datos de Bélgica confirman la tendencia negativa que se generaliza en la eurozona, donde otros países como España y Francia han anunciado ya contracciones en sus economías".

Comunidade de Madrid privatizará Telemadrid logo que a lei o permita...

Li aqui que "la presidenta de la Comunidad de Madrid, Esperanza Aguirre, ha asegurado que privatizará el ente público Radio Televisión Madrid "en el momento que la ley lo autorice". "Así lo haremos en el supuesto de que haya personas físicas o jurídicas interesadas", ha explicado. En la rueda de prensa posterior al Consejo de Gobierno, la presidenta regional fue preguntada por la reforma de la Ley General de Comunicación Audiovisual, publicada este miércoles en el Boletín Oficial del Estado (BOE) y que permite a las comunidades autónomas suprimir o privatizar en parte o en su totalidad la gestión de las televisiones autonómicas. Aguirre ha comentado que una vez entre en vigor la ley -este viernes-, valorará la decisión que adopta, y añadió que es una pretensión que el Gobierno autonómico tiene desde que Alberto Ruiz-Gallardón era presidente. En anteriores ocasiones, la presidenta de la comunidad de Madrid ha anunciado esta misma postura. El pasado mes de mayo, subrayó que el déficit de Telemadrid "no puede estar sufragado por todos" los madrileños y que ella y su equipo de Gobierno están estudiando la fórmula sobre "cómo" reducirlo. "Hace muchos años nos comprometimos a que cuando la Ley lo permitiera privatizaríamos Telemadrid porque no es misión de las administraciones públicas mantener medios de comunicación. Esto podría estar bien en tiempos de Franco pero a nosotros nos parece que no tenemos por qué gestionar medios de comunicación. Para eso están los profesionales", afirmó entonces Aguirre"

La periodista Lydia Cacho abandona México por amenazas de muerte

Li no El Mundo que "la escritora y periodista mexicana Lydia Cacho se ha visto obligada a salir de México después de que recibiera vía telefónica nuevas amenazas de muerte en su contra, dijo la también defensora de los derechos de la mujer. Cacho, quien reside en el balneario mexicano de Cancún, recibió el domingo pasado en un equipo de radiocomunicación una amenaza de muerte proveniente de una fuente cercana, al parecer, de miembros del crimen organizado, tras la cual abandonó de inmediato el país. "No te metas con nosotros o te vamos a mandar a casa en pedacitos", dijo una voz desconocida a través del aparato, según relató esta semana la propia Cacho al Comité para la Protección de los Periodistas (CPJ), con sede en Nueva York. "En cuanto sucedió me preocupé, siempre se siente horrible escuchar algo tan grotesco", dijo Cacho, quien explicó se alarmó aún más cuando asesores de seguridad le explicaron que las transmisiones de radiocomunicación se interceptan desde distancias cercanas a menos de 5 kilómetros. Explicó que al parecer las amenazas provienen de algunos presuntos delincuentes que habían sido señalados en su libro 'Esclavas del Poder', y que estaban vinculados con la trata de mujeres para la prostitución. Cacho dijo que no regresará a México mientras no tenga las garantías para su vida, pero afirmó que sigue trabajando en un nuevo libro. En una acción urgente lanzada este viernes, Amnistía Internacional México pide a las autoridades mexicanas garantizar la seguridad de la periodista y adoptar medidas "efectivas de protección", así como la apertura de una "investigación inmediata, exhaustiva e imparcial sobre las amenazas" y llevar a los responsables ante la justicia. La activista empezó a recibir amenazas y agresiones después de que publicó en 2005 el libro 'Los demonios del Edén', en el que denunció una red de pornografía infantil, protegida supuestamente por políticos y empresarios de los estados de Quintana Roo y Puebla. Desde entonces, Cacho ha sido objeto de amenazas debido a la defensa de los derechos humanos de mujeres y niños"

Espanha: cortes de 102.149 milhões de euros até 2014 não poupam Comunidades



Segundo o El Mundo, "el Gobierno prevé realizar un ajuste, entre incremento de ingresos y reducción de gastos, de 13.118 millones en 2012, 39.000 millones en 2013 y 50.100 millones en 2014, lo que supone un total de 102.149 millones de euros en tres años, en torno a un 10% del PIB. En estos cálculos se incluyen el Real Decreto del pasado 30 de diciembre, que tuvo continuidad en los Presupuestos para 2012, el Real Decreto de julio, que contemplaba un ajuste de 65.000 millones de euros, así como los planes de reequilibrio de las comunidades autónomas y los ayuntamientos. Así se recoge en el Plan Presupuestario para 2013 y 2014 remitido por el Gobierno a Bruselas como contrapartida a la relajación de los objetivos de déficit, en el que se enuncian las medidas adoptadas para cumplir la nueva senda de consolidación fiscal, y en el que no se menciona la necesidad de adoptar medidas adicionales de ajuste. Según indica el Gobierno en la presentación del Plan, este programa "garantiza" una reducción del déficit de las administraciones al 4,5% del PIB el próximo año y al 2,8% en 2014.

Mayor ajuste, en impuestos

Las medidas tributarias son la principal fuente de ajuste, puesto que permitirán un incremento de los ingresos de más de 35.000 millones más entre 2012 y 2014.En este capítulo, se concreta que el aumento del IVA porporcionará ingresos extra de 2.300 millones de euros este año, de 10.134 millones de 2013 y de 9.670 millones en 2014. Las medida de racionalización de las Administraciones Públicas permitirán ingresos adicionales de 3.723 millones en 2013 y de 5.300 millones en 2014, que se suman a los 5.200 millones por la eliminación de la paga extra de Navidad a los funcionarios. En cuanto a los recortes de gastos en los Ministerios (4.300 millones en 2013), el Gobierno cifra en 600 millones el ahorro en gastos de personal. "La revisión será exahustiva de todas las transferencias corrientes y de capital que gestionan los Ministerios, lo que permitirá un ahorro en estos capítulos de gastos en torno a un 25%", añade.

Empleo

En el ámbito del empleo, donde se incluyen medidas como la supresión de las bonificaciones a la contratación, la reducción de la prestación por desempleo o la lucha contra el fraude fiscal, se prevén un menor gasto de 1.888 millones en 2012, de 5.746 millones en 2013 y de 5.989 millones en 2014. En el caso de la Seguridad Social se prevé un ahorro de 70 millones en 2012, pero un desfase de 1.040 millones en 2013 y de 2.551 millones en 2014, principalmente por la reducción de los ingresos derivada de la reducción de un punto de las cotizaciones sociales en 2013, al que se sumará otro punto en 2014. El Gobierno recuerda, no obstante, que en 2013 el Estado completará la financiación de los complementos a mínimos de las pensiones, adelantando en un año el proceso de separación de fuentes previsto por el Pacto de Toledo.

Comunidades y ayuntamientos

Asimismo, la reforma de la Administración Local en ciernes permitirá un ahorro de 3.500 millones de euros en 2013 y de 5.500 millones al año siguiente. Respecto a las comunidades autónomas, el ahorro será de 6.867 millones en 2013 y de 12.867 millones en 2014. En esta partida se incluyen las medidas acordadas en materia de sanidad y educación, cuyo efectos estimado será de 15.000 millones de euros en los dos ejercicios. Hasta ahora el Gobierno había estimado que el ahorro en Educación y Sanidad sería de 10.000 millones. En total, las medidas específicas de ajuste de las comunidades alcanzan los 19.000 millones de euros hasta 2014".

Andaluzia: La Junta pide ahora a sus empresas que le informen del personal contratado

Segundo o El Mundo, "la Consejería de Hacienda y Administración Pública ha dado un plazo de tres meses a la administración paralela de la Junta de Andalucía -agencias de régimen especial, consorcios y fundaciones públicas- para que le informen ahora del personal contratado en estos organismos. En concreto, en un acuerdo adoptado por el Consejo de Gobierno el pasado 24 de julio y publicado este sábado en el BOJA, la Consejería de Hacienda reclama información relativa a "puestos de trabajo, tipo de contrataciones o estructura retributiva". La petición se enmarca dentro del plan económico-financiero de la Junta de Andalucía para el bienio 2012-2014. Dicho acuerdo incluye un apartado específico relativo a la "remisión de información relativa a las medidas de ajuste en materia de gasto de personal" que da tres meses de plazo a las entidades instrumentales y consorcios para facilitar dicha información "a través del Sistema Integrado de Información de Empresas Públicas, Sociedades Mercantiles, Fundaciones y Agencias de Régimen Especial de la Junta de Andalucía (Sieja), cumplimentando aquellos datos requeridos por dicho sistema". En este sentido, la Consejería de Hacienda detalla que "esta obligación de información comprenderá, entre otros, los datos relativos a la estructura orgánica de cada entidad, relación de puestos de trabajo u otros instrumentos organizativos similares, la identificación de su personal y puesto que ocupa diferenciando los puestos de personal de alta dirección, tipo de contrataciones, estructura retributiva y los convenios colectivos aplicables". En paralelo, la Intervención General de la Junta de Andalucía establecerá en el plazo de dos meses un "plan especial de control que permita verificar la correcta aplicación de las medidas" relativas a la remisión de información. Por otra parte, el acuerdo del Consejo de Gobierno designa a la Intervención General de la Junta de Andalucía como "órgano responsable de remitir a la Administración General del Estado la información económico-financiera prevista en la normativa sobre estabilidad presupuestaria y sostenibilidad financiera". También establece que "todas las unidades dependientes de la Comunidad Autónoma de Andalucía velarán por la disponibilidad de la información, de modo que siga siendo factible su remisión en tiempo y forma a la Administración General del Estado" y advierte de que "se podrá requerir a las unidades dependientes de la Comunidad Autónoma de Andalucía información periódica y adicional que se considere necesaria".

Força Acácio e boa sorte

Acabo de ler no DN local que "no próximo domingo, entre as 10h30 e as 12 horas, o conhecido locutor madeirense Acácio Pestana, volta a colocar no ar o mítico programa desportivo 'Rádio Totobola', na companhia da Juvenal Xavier, Eduardo Fonseca e Emanuel Machado. Uma emissão com a chancela da rádio TSF Madeira (100 FM). O mítico locutor madeirense explica algumas linhas gerais do programa. "Primeiro, há um amor óbvio pela rádio. Depois, acreditamos que este programa, que já tem 38 anos e é o mais antigo a nível nacional sobre desporto, pode continuar a oferecer aos madeirenses algo novo, mostrar vitalidade e recuperar o nosso auditório", sublinha. Acácio Pestana relembra as temáticas do programa. "Vamos abordar todos os assuntos relacionados com as mais variadas modalidades regionais, com grande dose obviamente para o futebol, ou não fosse esse o nome do programa". Força Acácio e boa sorte.

Espanha: "Bruselas recuerda que el uso del fondo de rescate regional lleva condiciones"

Li no Expansion que "la Comisión Europea ha asegurado que los 18.000 millones de euros de los que dispone el fondo de liquidez autonómico son suficientes para afrontar cualquier problema de liquidez de las CCAA, pero recordó que estos fondos se ofrecen a cambio de condiciones. Estas declaraciones llegaron justo antes de que Cataluña, con 5.755 millones de euros en vencimientos hasta fin de año, reconociera que no le queda más remedio que acudir a ese mecanismo. Con ello se suma a la Comunidad Valenciana, que pedirá unos 1.600 millones y la de Murcia que tomará 300 millones. En un movimiento muy similar al del Gobierno central con las ayudas europeas, el portavoz de la Generalitat, Francesc Homs, ha negado que acudir al fondo pueda calificarse de "rescate", y ha apuntado a una operación mediática" para "presentar como diferente lo mismo que se venía haciendo" puede responder a intereses de fuera del Estado, que quieren "desgastar a las Comunidades Autónomas y al Gobierno de España”. Pero si lo que diferencia un rescate de un préstamo inocente es que el acreedor impone condiciones, lo de las CCAA es, sin duda, un rescate. Y así lo ha reafirmado la Comisión Europea. Antoine Colombani, portavoz de Asuntos Económicos de la Comisión Europea, ha asegurado que este fondo de rescate autonómico “se ajusta a las recomendaciones para España”, que solicitaban al país una “aplicación estricta” de la ley de estabilidad presupuestaria y que “se implementaran medidas fiscales fuertes a nivel regional”. En este sentido, Colombani ha recordado que, a nivel doméstico, “el uso de este mecanismo acarrea condicionalidad”.
Medidas anticrisis
Preguntado sobre si la UE baraja utilizar el fondo de rescate temporal para comprar deuda española, Colombani aseguró que la iniciativa para iniciar este programa recae sobre el Gobierno. Y al ser interrogado sobre si la UE está barajando más medidas para atajar los problemas de España, el portavoz de la Comisión se limitó a recordar los “pasos significativos” que ya se han adoptado hasta ahora. "Lo que puedo hacer es recordar los pasos que se han dado hasta ahora, que son significativos, en particular la prórroga de un año -hasta 2014- de la fecha límite para la corrección del déficit excesivo, que permitirá a España diseñar una estrategia presupuestaria más creíble", afirmó Colombani en la rueda de prensa diaria. También debe contar el hecho de que España haya adoptado este mes "medidas fiscales muy significativas" para hacer frente a cualquier posible desviación presupuestaria durante este año y crear la base para una mayor consolidación en 2014, dijo el portavoz. Por otro lado, el Gobierno de Mariano Rajoy ha adoptado o anunciado "importantes reformas estructurales" que deberían contribuir a mejorar la competitividad e impulsar el crecimiento de España, apartado en el que se ha referido a la liberalización de las profesiones y del comercio”

"Camarada Ri Sol-ju" anunciada oficialmente como mulher do líder da Coreia do Norte...

Estão desfeitas as especulações mundiais das últimas semanas sobre a mulher-mistério da Coreia do norte. Foi oficialmente o casamento de Kim Jong-un com a camarada Ri Sol-ju, que tem aparecido ao lado do líder norte-coreano


OCDE prevê mais dois anos de recessão em Portugal

É a pior previsão feita por organismos internacionais para a economia portuguesa. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê não um mas dois anos de recessão. Quanto às contas públicas, a OCDE diz que Portugal não vai cumprir as metas da “troika” e que o défice vai derrapar este ano e no próximo.


Los trabajadores canarios fueron los más baratos de toda España durante 2011

Escreve o La Provincia que "Canarias fue la comunidad con el coste laboral bruto por trabajador y año más barato de todo el Estado español durante el pasado 2011, con 26.065 euros frente a una media nacional de 31.170 y muy lejos de los 36.170 registrados en el País Vasco, según los datos hechos públicos hoy por el Instituto Nacional de Estadística (INE). El coste neto -descontando subvenciones y deducciones- por trabajador y año fue de 25.837 euros en las Islas, también el más bajo de España, que presenta una media de 30.886, muy lejos también del coste más alto, el de los trabajadores de Euskadi, con 35.806 euros. El coste neto por trabajador y año aumentó en las Islas un 0,3 por ciento con respecto al año anterior mientras que la media nacional fue del 1,1 por ciento. Por extensión, el salario de los trabajadores isleños fue el más bajo del país, con 18.876 euros y una media nacional de 22.775. Las retribuciones en las Islas se quedaron a ´años luz´ de la máxima nacional para ese año, registrada, cómo no, en el País Vasco, donde los salarios anuales presentan una media de 26.565 euros. Los sueldos en Canarias aumentaron un 1,2 por ciento con respecto a 2010, dos décimas más que la media española. Las cotizaciones obligatorias por trabajador en el Archipiélago también fueron las más bajas, con 6.055 euros frente a una media nacional de 6.872 y muy lejos de las aportaciones de los trabajadores vascos, que alcanzaron los 8.057 euros”

Relvas: veja os gastos do telemóvel de Tomar

Segundo a revista Visão, "Miguel Relvas teve, durante 10 anos, e enquanto presidente da assembleia municipal de Tomar, telemóvel e chamadas pagas pela Câmara. Sem limites. Na edição desta semana, além de um "retrato desconhecido" do ministro, o leitor encontrará na VISÃO toda a história das despesas suportadas pela autarquia, que dispararam em ano de eleições. Para se ter uma ideia das despesas, a VISÃO procurou exemplos nas duas maiores câmaras do País. Em 2006, ano em que Relvas gastou ao município de Tomar quase 4 mil euros em chamadas, a autarquia de Lisboa, então presidida por Carmona Rodrigues (PSD), estabelecera 85 euros como plafond máximo para os seus autarcas e funcionários. Acima disso, pagavam os próprios. Os dados do município do Porto são mais atuais: Valente de Oliveira, presidente da assembleia municipal, tem direito a telemóvel, mas prescindiu dele. Se o usasse, teria direito a um plafond máximo de 135 euros. A última fatura de Relvas em Tomar é de 27 de junho do ano passado, seis dias após tomar posse no Governo PSD/CDS. O valor acumulado nesse período ultrapassava 1200 euros. Segundo dados do próprio executivo camarário de Tomar, a dívida global da autarquia é hoje de 39 milhões de euros, 22 milhões dos quais à banca. O ministro não esteve disponível para falar à VISÃO sobre os temas que constituem a reportagem da edição desta semana.
TELEMÓVEL MIGUEL RELVAS (GASTOS ANUAIS)
· Ano 2002 - 1 598,50€
· Ano 2003 - 934,40€
· Ano 2004 - 947,79€
· Ano 2005 - 559,49€
· Ano 2006 - 3 896,03€
· Ano 2007 - 5 623,32€
· Ano 2008 - 4 858,29€
· Ano 2009 - 7 444,46€ (ano de eleições europeias, legislativas e autárquicas)
· Ano 2010 - 3 391,55€
· Ano 2011- 1 251,03€ (até o dia 27 de junho de 2011; as eleições legislativas que deram a vitória ao PSD realizaram-se a 5 de junho e o Governo tomou posse a 21; Posteriormente o número do telemóvel foi cedido à Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros.)
PERÍODOS DE FACTURAÇÃO MAIS ELEVADA
· De 23.08 a 22.09.2007 - 1 014,83€
· De 23.03 a 22.04.2008 - 1 271,19€
· De 23.12.2008 a 22.01.2009 - 1 250,03€
· De 23.03 a 22.04.2009 - 1 229,96€
· De 23.10 a 22.11.2009 - 1 039,08€
· De 23.11 a 22.12.2009 - 1 008,16€
GASTOS DETALHADOS DE 2009 (ANO DE TRÊS ELEIÇÕES - Europeias, Legislativas e Autárquicas)
· De 23 dezembro 2008 a 22 janeiro de 2009 - 1 250,03€
· De 23 janeiro a 22 fevereiro 2009 - 231,24€
· De 23 fevereiro a 22 março 2009 - 195,46€
· De 23 março a 22 abril 2009 - 1 229,96€
· De 23 abril a 22 maio 2009 - 217,46€
· De 23 maio a 22 junho 2009 - 500,91€
· De 23 junho a 22 julho 2009 - 622,15€
· De 23 julho a 22 agosto 2009 - 136,03€
· De 23 agosto a 22 setembro 2009 - 226,06€
· De 23 setembro a 22 outubro 2009 - 787,92€
· De 23 Outubro a 22 novembro 2009 - 1 039,08€
· De 23 novembro a 22 dezembro 2009 - 1 008,16€
NOTAS
· O presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão, confirmou à VISÃO que "todas as despesas de telemóvel foram pagas pela Câmara".
· A Câmara só apresenta registos do telemóvel após janeiro de 2002.
· Segundo a lei, as assembleias municipais reúnem-se, de forma ordinária, cinco vezes por ano, podendo o presidente convocar sessões extraordinárias.
· Entre 17 de março de 2002 e 17 de julho de 2004, Miguel Relvas ocupou o cargo de Secretário de Estado da Administração Local”.

País Vasco, Cataluña y Canarias, las que más gastan en Justicia por habitante

Segundo o Canárias-7, "el País Vasco (70,6 euros), Cataluña (70,5) y Canarias (59,7) son las comunidades autónomas que más dinero dedican a la Justicia por habitante, mientras que en el extremo opuesto se sitúan Galicia (39), la Comunidad Valenciana (46,1) y Andalucía (48,2). Así se recoge en el estudio "La Justicia dato a dato" de 2011 que ha sido coordinado por los vocales responsables de Estadística del Consejo General del Poder Judicial (CGPJ), Miguel Carmona y Antonio Dorado. El gasto total en materia de Justicia, resultante de la suma de los presupuestos de las comunidades autónomas, el Ministerio de Justicia y el Consejo General del Poder Judicial alcanza los 3.727 millones de euros, lo que arroja una media de 79 euros por habitante. El portavoz de la Asociación Profesional de la Magistratura (APM), Pablo Llarena, ha explicado a Efe que los datos reflejan que la administración de justicia ha estado "abandonada" desde hace varias legislaturas en cuanto a la dotación de los instrumentos precisos para ser eficiente, ya que no ha contado con los presupuestos adecuados en un Estado moderno. La Asociación Profesional de la Magistratura siempre ha reclamado que se dotara al Consejo General del Poder Judicial de un porcentaje de los Presupuestos Generales del Estado para abordar la modernización y aumentar la planta judicial hasta adecuarla al número de asuntos que entra en los Juzgados. Por su parte, el portavoz de Jueces para la Democracia (JpD), Joaquim Bosch, destaca la necesidad de mejorar la organización y aumentar la inversión para paliar el retraso estructural de la administración de justicia. Bosch indica que en el número de jueces se crea "una especie de cuello de botella" porque si no hay una plantilla suficiente no se pueden ir resolviendo los asuntos pendientes, lo que lleva a que los juzgados y tribunales tarden uno o dos años en fijar la fecha de un juicio. El portavoz de la Asociación de Jueces y Magistrados "Francisco de Vitoria", José Luis González Armengol, señala que el coste de la justicia es bajo, teniendo en cuenta que la carga de trabajo de los Juzgados y Tribunales es la más alta de Europa. La inversión en justicia es "la gran asignatura pendiente" de la democracia porque históricamente ha sido inferior a la de otros sectores como la educación o la sanidad, según el portavoz del Foro Judicial Independiente, Ángel Dolado, quien apunta que este déficit se ha producido en época de bonanza económica y ahora se sigue incrementando en tiempo de crisis. La portavoz de la Unión Progresista de Fiscales, María Moreto, lamenta que ningún Gobierno haya considerado nunca prioritario el gasto en Justicia y ve "insuficientes" las inversiones realizadas por las comunidades y el ministerio para mejorar los edificios y sistemas informáticos, en proporción al aumento del número de asuntos. Las comunidades que tienen transferidas las competencias en materia de Justicia aportan 2.111 millones de euros al total nacional, mientras que al ministerio le corresponden 1.541 millones y 74 millones al órgano de gobierno de los jueces. Las autonomías que más dinero dedican a la Justicia en relación con su Producto Interior Bruto (PIB) son Canarias (0,30 por ciento), Andalucía (0,28) y Cataluña (0,27), mientras que las que menos son Navarra (0,18), Galicia y Madrid, en ambos casos un 0,19 por ciento. En términos absolutos, los presupuestos de Justicia más elevados corresponden a las comunidades autónomas más pobladas, Cataluña (531 millones), Andalucía (406 millones) y Madrid (358 millones), mientras que los más bajos son los de Cantabria (32 millones), Navarra (33 millones) y el Principado de Asturias (54 millones). Las comunidades autónomas que quedan pendientes de recibir el traspaso de la Administración de Justicia son Baleares, Castilla y León, Castilla-La Mancha, Extremadura y Murcia. La estadística del CGPJ no incluye a La Rioja, aunque el traspaso de las competencias de Justicia a esta comunidad se ha hecho efectivo el 1 de enero 2011”.

Las 12 claves del rescate a las autonomias

"1. ¿Qué es el Fondo de Liquidez Autonómica?
Es el mecanismo de liquidez que el Gobierno ha puesto a disposición de las comunidades autónomas para que puedan pagar las deudas financieras pendientes. Las comunidades están ahogadas por el volumen de su deuda y por la gran desconfianza de los mercados que han limitado sus recursos o exigen unas condiciones demasiado exigentes.
2. ¿De qué recursos está dotado el fondo estatal?
El Gobierno pretende inyectar hasta 18.000 millones de euros al mecanismo financiero estatal, 6.000 millones de los cuales los aportará la entidad pública Loterías y Apuestas del Estado, ya que es una de las instituciones públicas españolas con mejor calificación crediticia.
3. ¿Es igual que los hispanobonos?
El Fondo de Liquidez Autonómica (FLA) no es igual que los hispanobonos. Son dos soluciones financieras diferentes para ayudar a las comunidades a financiarse. Los hispanobonos fueron planteados por el Ministerio de Economía y consistía en una emisión conjunta de títulos de deuda de todas las comunidades y avalada por el Tesoro. El Gobierno finalmente se decidió por las tesis del Ministerio de Hacienda que defendía que no se debía compartir el riesgo entre todas las comunidades.
4. ¿Supone un rescate del Estado a las autonomías?
El mecanismo estatal para las comunidades sirve para que las comunidades que no puedan hacer frente a los vencimientos de su deuda, porque los mercados están cerrados, puedan obtener recursos para pagar sus deudas. Por eso piden ayuda al Estado ante una situación que no pueden resolver fácilmente, lo que supone, de hecho, un rescate. Además, la configuración del fondo de liquidez estatal (FLA) es parecida a la del Fondo Europeo de Estabilidad Financiera (FEEF), el mecanismo utilizado por Bruselas para rescatar países. Precisamente este instrumento es el utilizado por el Ejecutivo centro para sanear su sistema financiero en lo que ha supuesto un rescate financiero a España.
No obstante, fuentes del Gobierno descartan que este mecanismo sea un rescate. Aducen que no supone ajustes presupuestarios adicionales y lo asimilan al plan de pago a proveedores. Remarcan que se trata únicamente de un mecanismo de asistencia financiera para las comunidades.
5. ¿Qué condiciones exige el Fondo estatal?
El Real Decreto 21/2012 de medidas de liquidez de las administraciones públicas regula el funcionamiento del Fondo de Liquidez Autonómico (FLA) y las condiciones para acogerse al mismo. La norma establece en su capítulo II condiciones financieras y fiscales para las autonomías que se sumen al mismo.
Entre las exigencias financieras figura el sometimiento “a los principios de prudencia financiera”. Las comunidades deberán presentar un plan de ajuste antes de 15 días desde que se adhieran al fondo estatal. Si ya lo tuvieran [como la mayoría de las comunidades] deberán incluir las modificaciones —nuevos recortes o subidas de impuestos— en el plan para cumplir los nuevos compromisos. Además, deberán remitir al Ministerio de Hacienda un detallado plan de tesorería, con vencimientos, calendario mensual de saldos...
Además, en los cinco primeros días de cada mes, las comunidades deberán remitir a Hacienda las actualizaciones de los planes para garantizar su cumplimiento.
Junto a todo esto, las comunidades deberán someterse a la supervisión de Hacienda.
La Ley de Estabilidad Presupuestaria y Sostenibilidad Financiera, aprobada hace unos meses por el Gobierno, establece en la disposición adicional primera, que ante “medidas extraordinarias de apoyo a la liquidez” las administraciones “estarán obligadas a acordar con Hacienda un plan de ajuste que garantice el cumplimiento de los objetivos de déficit y deuda”. Y añade: “El acceso a estos mecanismos vendrá precedido por… la adopción de medidas de ajuste extraordinarias”.
6. ¿Cuáles serán las condiciones financieras (tipo de interés y plazo) del FLA?
Las condiciones financieras de los créditos se determinarán por la Comisión Delegada de Asuntos Económicos en los próximos días y en función de las condiciones que obtenga el Tesoro en los mercados.
7. ¿Cuál es el plazo del que disponen las comunidades para adherirse al FLA?
Las comunidades deberán presentar la adhesión al Fondo de Liquidez Autonómica (FLA) antes del 31 de diciembre de 2012. El mecanismo estatal es de carácter temporal y voluntario. “Atenderá las necesidades financieras, (de las autonomías), mientras que persistan las dificultades de acceso de las comunidades a los mercados financieros”
8. ¿Qué deuda deben afrontar las comunidades?
Las comunidades deben afrontar vencimientos de deuda por importe de 35.782 millones de euros durante 2012, según los planes de equilibrio financiero presentados por las comunidades autónomas en el Consejo de Política Fiscal. No obstante, las comunidades ya han pagado buena parte de esa deuda. Los vencimientos pendientes en los dos próximos trimestres ascienden a 15.838 millones de euros (3.474 entre julio y septiembre; y otros 12.364 millones entre octubre y diciembre).
No obstante, la memoria económica del decreto ley que regula el Fondo estatal eleva hasta los 26.826 millones las necesidades de financiación de las comunidades para el próximo semestre. Dicha memoria incluye a la deuda financiera, las necesidades derivadas del déficit permitido en 2012 (el 1,5% del PIB), lo que supone otros 15.854 millones de euros adicionales y las liquidaciones negativas del sistema de financiación de los ejercicios 2008 y 2009.
9. La adhesión al fondo, ¿implica la intervención del Estado?
No. Las comunidades que se acojan al Fondo de Liquidez Autonómico (FLA) no estarán intervenidas por el Estado. No obstante, el ministerio de Hacienda se reserva el control del cumplimiento de los planes de ajuste que conlleva. Así podrá enviar a “los hombres de negro” del ministerio para vigilar su correcta aplicación. Así, el artículo 8 del decreto señala que la Intervención General del Estado (IGE) podrá enviar una misión de control para concretar el diagnóstico de la situación financiera, aplicando las técnicas y métodos de control que estimen. Los técnicos de Hacienda cumplirán el papel que la troika comunitaria desarrolla en los estados rescatados.
“En el plazo de un mes desde que se inicie la misión, la IGE emitirá un informe sobre la adecuación financiera de la comunidad al plan de ajuste”, señala el decreto.
10. ¿Aumenta el fondo la deuda pública del Estado?
El ministro de Economía, Luis de Guindos, aseguró hace un par de semanas cuando presentó el mecanismo que el fondo no aumentará la deuda pública y no supondrá, por tanto, un mayor riesgo del Estado. Explicó que se inyectará los recursos al fondo mediante las emisiones de deuda prevista en el calendario del Tesoros y junto a la aportación de 6.000 millones de Loterías y Apuestas del Estado.
11. ¿Quién gestiona el fondo?
El Instituto de Crédito Oficial (ICO) se encargará de gestionarlo. El ICO formalizará, en nombre y representación del Gobierno, las correspondientes pólizas de préstamo a suscribir con las comunidades, en virtud de la preceptiva instrucción de la Comisión Delegada del Gobierno para Asuntos Económicos. Igualmente, prestará los servicios de instrumentación técnica, contabilidad, caja, agente pagador, seguimiento y, en general, todos aquellos servicios de carácter financiero relativos a las operaciones autorizadas con cargo al FLA. El Fondo estará adscrito al Ministerio de Hacienda y Administraciones Públicas a través de la Secretaría de Estado de Administraciones Públicas, y su gestión financiera se efectuará por el Instituto de Crédito Oficial.
12. ¿Qué garantía tiene el fondo?
El fondo estatal cuenta con la garantía del Estado que es quien aporta los recursos. No obstante, las comunidades autónomas que se acojan al mismo responderán por la cuantía que requieran. “La devolución de los créditos quedará garantizada por la retención de los recursos del sistema de financiación de cada comunidad”, señala el decreto
” (texto do jornalista do El Pais, Jesús Sérvulo González , com adevida vénia)

A propósito de corrupção e "lobby"...

Paulo Morais, ex-vice-presidente da CM do Porto e vice-presidente da ONG "Transparência e Integridade" diz que o parlamento é o grande centro da corrupção em Portugal e que a corrupção é a verdadeira causa da crise. Entrevista de Luís Gouveia Monteiro.


Cartão...Relvas!

Cobertura de gelo da Gronelândia desapareceu quase na totalidade

Na Gronelândia, desapareceu quase toda a cobertura de gelo. Imagens de satélite mostram que,em poucos dias o degelo foi maior do que nos ultimos 30 anos. O desaparecimento do gelo superior atingiu desta vez os 97%. Veja aqui o video da RTP com esta notícia. Ainda sobre este tema leia esta notícia do El Pais.

Três autonomias espanholas já pediram ajuda financeira a Madrid

Em Espanha, sucedem-se os pedidos de resgate financeiro de várias regiões autónomas à administração central. Valência, com uma dívida de 20 mil milhões de euros, foi a primeira região a pedir ajuda a Madrid. Seguiu-se Múrcia, que deve 2.800 milhões, e agora a Catalunha, a região com mais peso na economia do país mas também a que acumulou maiores encargos: 41 mil milhões de euros. Contudo, os pedidos de resgate não deverão ficar por aqui. Mais quatro comunidades autonómicas podem pedir auxilio para pagar as dívidas: Castilha-La Mancha, Baleares, Andaluzia e Canárias. Veja aqui o video da RTP com a notícia sobre este assunto.

Pedidos de ajuda das autonomias acentuam pressão dos mercados sobre Espanha

Em Espanha, sucedem-se os pedidos de resgate financeiro de várias regiões autónomas à administração central. A região da Catalunha está a calcular quanto dinheiro vai pedir ao Estado espanhol até ao fim deste ano, mas não quer falar em resgate. Depois de Valência e Murcia, os catalães são a terceira autonomia a pedir liquidez ao fundo criado por Madrid com esse fim. Esta quarta-feira, os juros da dívida pública espanhola atingiram novo máximo, ao ultrapassar os 7,7 por cento nas obrigações a dez anos, mas acabaram por baixar, na sequência de declarações de um membro do conselho de governadores do Banco central europeu. Veja aqui o video da RTP com esta notícia.

Madrid não tem dinheiro para manter fontes iluminadas…

Li no El Pais que "Madrid carece de dinero suficiente como para mantener encendidas la gran mayoría de sus fuentes ornamentales, así que, “con el objeto de reducir el consumo de energía y de agua”, y como medida “extraordinaria” (estará en vigor al menos un año) para asegurar el presupuesto de “otros servicios básicos”, desconectará 485 de las 566 con las que cuenta la ciudad. Sólo se salvarán “las más emblemáticas”, según ha anunciado el Ayuntamiento de Madrid (PP), que se compromete a mantener el resto limpias y correctamente conservadas, y avanza que así ahorrará 5,4 millones de euros. Las 81 fuentes indultadas son las ubicadas en el eje de la Castellana; en la Puerta del Sol, la plaza de Oriente y la plaza de España; en los parques del Retiro, Madrid Río y el Capricho; en la Quinta de los Molinos, Fuente del Berro y el parque lineal del Manzanares; en los jardines de Sabatini y el templo de Debod; en el estanque de La Vaguada, en el lago de la Casa de Campo y en la fuente en recuerdo de los atentados del 11 de marzo de 2004. Además de las fuentes ornamentales, la crisis también ha afectado a las de agua potable. Hace 30 años había unas 4.000 fuentes para beber, según denunció el portavoz municipal socialista, Jaime Lissavetzky. Ahora, apenas quedan medio millar en la vía pública y unas 1.500 en las zonas verdes. En concreto, hay 2.068, pero 627 no funcionan a día de hoy (el 30%). Y tampoco hay dinero para arreglarlas.

Marquesinas olímpicas

El Ayuntamiento ha decidido además prorrogar los contratos de las marquesinas y el mobiliario urbano con publicidad, que finalizaban hoy, para evitar realizar una nueva concesión a un precio presumiblemente más bajo, puesto que la inversión publicitaria cayó un 15% en el primer trimestre respecto al año anterior, y dos estudios que maneja el gobierno local avanzan un nuevo descenso de hasta el 4,5% este año. El contrato de contenedores de pilas, vidrios e información (municipal, cultural y de servicios) se prorroga por segunda y última vez, hasta dentro de tres años; el canon total es de 19 millones de euros. El contrato de las marquesinas de las paradas de autobús (4.184, más 1.500 postes) se prorroga por primera y única vez por un periodo de tres años; el canon es de 20,8 millones de euros. Estos dos contratos se han modificado para introducir el mandato de promocionar los Juegos Olímpicos de 2020 en caso de que Madrid sea elegida como sede (se decide en septiembre de 2013). Además, el primero de ellos obliga a promocionar durante una semana la capital española en otra ciudad del mundo con al menos 200 anuncios”.

Espanha: governo denuncia falcatrua na saúde através do uso dos nomes de 150 mil cidadãos falecidos

Escreve a jornalista do El Pais, María R. Sahuquillo que “el ministerio de Sanidad vuelve a hablar de fraude con las tarjetas sanitarias. Esta vez con las tarjetas de ciudadanos fallecidos. La secretaria general de Sanidad, Pilar Farjas, ha asegurado en una entrevista con Efe que al cruzar los datos de Sanidad, Trabajo y Hacienda se han detectado 150.000 tarjetas de personas fallecidas que aún o se habían dado de baja. Sin embargo, no ha especificado en cuántos de estos casos además de existir la tarjeta activa, ésta se utilizó para la compra de medicamentos y la suplantación de personalidad. La secretaria general de Sanidad ha asegurado que se han localizado ciertos casos de fraude en Andalucía. Una portavoz de la consejería de Sanidad andaluza explica, sin embargo, que hace unos meses se detectó que en algunas residencias de ancianos de Cádiz se estaban empleando las tarjetas de fallecidos para obtener más recetas de fármacos. Hay cinco imputados en el caso que, afirman en la consejería, salió a la luz durante las inspecciones rutinarias y no con la actualización de datos que ha llevado a cabo Sanidad. "Se trata de un caso de fraude, pero muy puntual", apunta.
Las dudas de posibles fraudes con las tarjetas sanitarias las activó la ministra de Sanidad, Ana Mato, hace algo más de un mes, que aseguró que con el cruce de datos realizado para poner en marcha el nuevo copago farmacéutico se habían localizado 200.000 activos que figuraban en el sistema como pensionistas. Tampoco en ese momento Sanidad aclaró si se trataba de un fraude claro o un caso de desactualización de datos. No informó de cuántos de esos pensionistas falsos habían utilizado las tarjetas, algo susceptible de ser sancionado por las autoridades autonómicas, que ostentan la competencia en materia sanitaria. De hecho, algunas comunidades que, como Andalucía, han solicitado al ministerio de Sanidad los datos para verificar esa utilización fraudulenta de las tarjetas sanitarias, todavía no han recibido contestación. El caso de la afloración de tarjetas sanitarias activas o asignadas de manera incorrecta podría obedecer así a la desactualización de los datos o a la falta de notificación de cambios de estatus. No serían los únicos casos: el nuevo copago farmacéutico también se está calculando con datos antiguos. Algunos pensionistas recientes figuran en el sistema como activos y están teniendo que pagar un porcentaje mayor por sus medicamentos. En su entrevista con Efe, Farjas ha ofrecido un avance de los datos del mes de julio sobre el gasto farmacéutico, aún no cerrados. La secretaria general ha apuntado que, según las estimaciones, se ha producido una disminución del número de recetas de entre el 15 y el 20%, lo que supone también un impacto en la reducción de la facturación. Estas cifras demuestran, según Farjas, que este nuevo modelo está funcionando ya que se está disuadiendo a los usuarios para que no acumulen fármacos innecesariamente y hagan un uso racional de ellos.
"Pido la colaboración de los médicos -continúa- para que no prescriban los medicamentos que no necesita el paciente, y la del farmacéutico para que no dispense fármacos innecesarios e invite al usuario a que vaya a recoger la medicación dos o tres días antes de que se le acabe". Al paciente, también le ha pedido su colaboración para que no retire de las farmacias medicamentos que no necesite, ya que con ello se evitará un "acúmulo en los domicilios". De hecho, un 10 por ciento de la medicación que se adquiere en las farmacias no se llega a utilizar, lo que se traduce en 1.100 millones de euros malgastados, según datos de Sanidad. En las últimas semanas de junio se produjo "un anticipo de la retirada de la medicación de las farmacias" ante la proximidad del copago, aunque el gasto medio por receta, con la potenciación de los genéricos y los nuevos precios de referencia, ha bajado más del 6% en los últimos meses, una tendencia que podría mantenerse en el mes pasado, tal y como ha indicado. Farjas quiere tranquilizar a los pensionistas que están anticipando dinero por encima de los topes establecidos -entre 8 y 18 euros- en el nuevo sistema de copago, al asegurar que el reembolso "se hará automáticamente desde los servicios de salud, sin que el paciente tenga que realizar ninguna solicitud". No obstante, la representante del Ministerio ha recomendado a los jubilados que guarden los tickets de compra y las recetas en el caso de que compren fármacos en una comunidad autónoma que no sea la suya, por si los tienen que aportar para asegurarse la devolución. Este nuevo modelo de participación de los ciudadanos en el gasto farmacéutico ha sido posible, según Farjas, gracias a la receta electrónica, cuya implantación ya está muy desarrollada: el 80% se prescriben de esta forma, aunque sólo se dispensan así un 50%. El objetivo del Gobierno es llegar al 100% de prescripción y dispensación electrónica a finales de este año o principios de 2013. Entre las comunidades que han hecho sus deberes, en este sentido, se encuentran Galicia, Cantabria, Cataluña, Baleares, Comunidad Valenciana, Andalucía, Canarias, Extremadura, Murcia y Castilla La Mancha. A otras autonomías como Madrid, Castilla y León y el País Vasco, además de Ceuta y Melilla, "aún les falta avanzar en la dispensación", aunque "tienen un elevado nivel de prescripción". Farjas se ha mostrado en sintonía con las diez sociedades científico-médicas, que esta semana le han presentado un documento con propuestas de ahorro para racionalizar los recursos sanitarios y frenar "la fragmentación" del SNS. Sin referirse explícitamente a si en España, en algunos sitios, sobran hospitales, como mantienen estas sociedades, Farjas ha asegurado que "las políticas de creación de infraestructuras en el conjunto de los servicios de salud, al igual que en las comunidades autónomas, no siempre han respondido a criterios de calidad y excelencia en la ordenación de los servicios sanitarios". Por eso, Sanidad está centrando los esfuerzos en mejorar los recursos "allí donde están los pacientes", porque "lo eficiente no es tener un servicio de urgencias, donde no hay urgencias".

Açores: PAN concorre às regionais para "transformar panorama político regional"

Noticia o Açoriano Oriental que "o Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) vai concorrer pela primeira vez às eleições regionais para "transformar o panorama político açoriano", apresentando dois professores como cabeças de lista por S. Miguel e Terceira. "Somos um partido de causas transversais à direita e à esquerda, independente e jovem e pretendemos marcar a diferença no panorama político açoriano", afirmou o cabeça de lista do PAN por S. Miguel, o professor Dinarte Pimentel, de 41 anos, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada. O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), constituído no início de 2011, elegeu nas últimas regionais na Madeira um deputado, meta que pretende alcançar também nos Açores nas eleições marcadas para 14 de outubro. Na ilha Terceira o PAN apresenta como cabeça de lista a professora Andrea Fraga, de 36 anos, acrescentando Dinarte Pimentel que o partido "está ainda a ponderar" se concorre ou não por mais alguma ilha. Segundo disse, o PAN pauta-se por causas humanitárias, dos animais e ecológicas e visa transformar a sociedade e o mundo de acordo com valores éticos e ecológicos. "Esperamos chegar ao parlamento açoriano para defender as nossas causas, que não são utópicas", sustentou, acrescentando que o PAN também concorre pelo círculo de compensação. Do programa político regional do PAN faz parte, entre outras coisas, a intenção de criminalizar o abandono e maus tratos físicos e psicológicos dos animais e a reconversão dos canis/gatis municipais em centros de bem estar animal. Ao nível da saúde Dinarte Pimental referiu que o partido defende a introdução de medicinas alternativas no Serviço Regional de Saúde "como já acontece em vários países europeus" e na agricultura o apoio financeiro e técnico para que os cidadãos desempregados se dediquem à agricultura biológica vegetal. Alegando que a ecologia é uma das bandeiras do PAN, o cabeça de lista por S. Miguel promete bater-se para que os Açores se tornem uma região livre de organismos geneticamente modificados. Considerou que a incineração "não é uma solução ambientalmente aceitável" e defendeu a promoção de uma política de redução, reutilização, restauro e reciclagem no arquipélago. Dinarte Pimentel referiu, ainda, deveria haver um incentivo aos projectos de investimento ligados ao ecoturismo, promoção e valorização dos produtos locais e a responsabilização patrimonial e criminal de gestores, políticos ou profissionais "sempre que se prove a prática de gestão danosa". O mandatário da lista do PAN por S. Miguel é o ambientalista Teofilo Braga”.

Açores: TC diz que "nada obsta" a que a coligação "Plataforma de Cidadania" concorra às eleições

Li no Açoriano Oriental que "o Tribunal Constitucional (TC) considerou que "nada obsta" a que a coligação "Plataforma de Cidadania", formada pelo Partido Popular Monárquico (PPM) e pelo Partido Nova Democracia (PND), concorra às eleições regionais de 14 de outubro. Ambos os partidos requereram ao TC a apreciação e anotação da coligação denominada "Plataforma de Cidadania", com a sigla PPM-PND, para fins eleitorais. O acórdão n.º 389/12 do TC, datado de 25 de julho e a que a Lusa teve hoje acesso, refere que "nada obsta, pois, a que a coligação constituída pelo Partido Popular Monárquico (PPM) e o Partido da Nova Democracia (PND), com o objetivo de concorrer às eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, a realizar este ano, adote a denominação "Plataforma de Cidadania", a sigla "PPM-PND" e o símbolo". De acordo com a Lei dos Partidos Políticos, as coligações para fins eleitorais regem-se pelo disposto na lei eleitoral aplicável, neste caso é a Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aprovada pelo decreto-lei n.º 267/80, de 8 de agosto. Segundo este decreto-lei, "[a]s coligações para fins eleitorais devem ser anotadas pelo Tribunal Constitucional e comunicadas, até à apresentação efetiva das candidaturas, em documento assinado conjuntamente pelos órgãos competentes dos respetivos partidos, a esse mesmo Tribunal, com indicação das suas denominações, siglas e símbolos (…)". Após a apreciação dos documentos apresentados, o TC entendeu que "estão respeitadas todas as exigências legais", razão pela qual o pedido formulado "se encontra em condições de ser deferido". O TC considerou, ainda, que a denominação, sigla e símbolo da coligação "não contêm qualquer referência proibida, nem suscitam confusão com os correspondentes elementos de outros partidos ou coligações constituídas por outros partidos, reproduzindo, de forma rigorosa e integral, o conjunto dos símbolos e das siglas dos dois partidos que a integram". As eleições regionais foram marcadas esta semana pelo Presidente da República, Cavaco Silva, depois de ter recebido em Belém os partidos com acento no parlamento açoriano, para 14 de outubro”.
Refere o Dinheiro Vivo que “as low-cost estão a ganhar quota de mercado às companhias de aviação tradicionais, no mercado português do transporte aéreo. A Ryanair foi a companhia que transportou mais passageiros no primeiro semestre deste ano neste segmento, mas foi também uma das que perdeu passageiros no semestre, no ranking das três principais low-cost que voam para os aeroportos nacionais. Na primeira metade do ano, as companhias de aviação de baixo custo transportaram 4,34 milhões de passageiros e atingiram uma quota de mercado de 34,2%, superior em 1,1%,face à quota de 33,8% que detinham no primeiro semestre de 2011. Nos mesmos meses deste ano, a quota de mercado das companhias tradicionais, como a TAP, caiu para 65,8%, menos 0,6%, que os 66,2% de quota do primeiro semestre de 2011, segundo dados da ANA - Aeroportos de Portugal. Apesar de perderem quota de mercado, as companhias regulares transportaram mais 125 mil passageiros desde o início do ano. Entre janeiro e junho deste ano, viajaram nestas companhias 8,35 milhões de pessoas, registando-se uma subida residual de 0,55% em relação aos 8,31 milhões de passageiros do semestre homólogo. As três maiores companhias low-cost em número de passageiros transportaram um total de 3,7 milhões de pessoas, entre janeiro e junho, conseguindo aumentar em 2,7% o número de passageiros. Esta subida foi potenciada pelo comportamento das companhias easyJet e da Transavia.com, uma vez que a Ryanair assinalou uma descida de 2,1% no número de passageiros, durante os primeiros seis meses deste ano. A companhia de aviação irlandesa, que opera nos aeroportos do Porto e Faro, atingiu os 1,57 milhões de passageiros nos primeiros seis meses de 2012, quando no mesmo período do ano passado transportou 1,79 milhões. Em sentido contrário, a easyJet, que assume a segunda posição entre as low-cost com mais procura, aumentou em 4,1% o número de passageiros, para 1,64 milhões. No primeiro semestre deste ano, a Transavia.com, detida a 60% pela Air France, subiu para a terceira posição entre as principais transportadoras aéreas de baixo custo, com um crescimento de 32,7% no número de passageiros, transportando 303 mil pessoas.

Tráfego sobe no semestre

Em termos acumulados, no primeiro semestre deste ano, o tráfego aéreo de passageiros aumentou 1,2% nos aeroportos portugueses geridos pela ANA. Nos primeiros seis meses deste ano, os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Beja e Açores receberam no total 12,7 milhões de passageiros. Segundo a ANA, viajaram na TAP mais 205, 8 mil passageiros nos primeiros seis meses de 2012 que no período homólogo e a companhia portuguesa, que vai ser privatizada, processou 40% dos passageiros neste período, seguindo-se duas low-cost. A Ryanair foi responsável, no total do semestre, por 13,3% dos passageiros processados nos aeroportos nacionais e a easyJet por 13%. O aeroporto que registou o melhor comportamento foi o da Portela, em Lisboa, com mais de sete milhões de passageiros processados, uma subida de 3,1%. No Porto, o aeroporto de Sá Carneiro registou 2,8 milhões de passageiros, o mesmo que no homólogo e Faro perdeu 0,1%”.

Pela primeira vez o New York Times faz mais dinheiro com os leitores do que com a publicidade

Segundo o Publico, "no mundo dos jornais a fatia da publicidade está a emagrecer e as vendas em banca também. O que não significa que as pessoas tenham perdido o interesse pelas notícias e pelo conteúdo jornalístico de qualidade. E isso salta à vista se olharmos para um dos maiores e melhores jornais do mundo, o The New York Times (NYT). Pela primeira vez, o grupo deste diário, fundado em 1851 em Nova Iorque, encaixou mais dinheiro com os leitores do que com a publicidade. Os factos são claros como água: nos três grandes jornais americanos do grupo News Media Group – NYT, International Herald Tribune e Boston Globe – o dinheiro oriundo dos anúncios publicitários impressos e online rendeu 220 milhões de dólares (uma queda de 6,6%) no primeiro trimestre deste ano, ao passo que o dinheiro conquistado através das assinaturas do jornal em papel (cujo preço aumentou) e através das assinaturas digitais rendeu 233 milhões de dólares (um aumento de 8,3%) no período homólogo. O grupo de media conta agora com 509 mil assinantes digitais, mais 55 mil que em Março. “O NYT é, provavelmente, o primeiro grande jornal a ter cruzado esta linha [na qual o dinheiro vindo dos leitores é superior ao dinheiro vindo da publicidade]”, indicou à New York Magazine o analista de media Ken Doctor, do site Newsonomics. “É um momento interessante”. Isto faz supor, por isso, uma mudança de paradigma, muito necessária à sobrevivência da imprensa mundial. Esta poderá ser a prova de que, se os jornais apostarem em produzir conteúdos de qualidade – que até podem ser adaptados a aplicações para smartphones –, os leitores continuarão a aderir e a pagar por essas informações. “Há um grande número de pessoas que valoriza aquilo que o Times faz enquanto organização noticiosa, e a sua vontade de pagar é maior do que aquilo que supúnhamos. Há uma alquimia que mistura preços competitivos, acesso a boas aplicações, e o próprio conteúdo. Se isso estiver tudo a funcionar, parece que há um grande número de pessoas que irão pagar por isso”, disse Ken Doctor. “O afastamento do histórico modelo que dependia muito da publicidade é definitivamente uma coisa boa”, indicou por seu lado o especialista em media Rick Edmonds, do Poynter Institute, em declarações à mesma publicação. “O esforço de assinaturas digitais tem tido mais sucesso que aquilo que desejariam muitas pessoas”, acrescentou. O NYT é o jornal mais premiado nos Pulitzer Awards, atribuídos nos Estados Unidos, e tem uma audiência estimada de 4,8 milhões de leitores diários”.

Algarve voltou a ser o destino de férias mais popular entre os líderes políticos portugueses

O país político vai abrandar o ritmo nas próximas duas semanas, mas o Primeiro-Ministro já pediu aos membros do Governo para estarem de regresso nas últimas semanas de Agosto porque vem aí uma nova avaliação da troika. Veja aqui o vídeo com a notícia da RTP sobre este assunto.

Judiciária está a contactar condenados por fogo posto libertados desde 2006

Fonte da Direcção Nacional da polícia revelou à RTP que os inspectores recolhem informação sobre a vida actual dos ex-reclusos e cruzam estes dados com incêndios em várias zonas do país. Veja aqui o vídeo com a notícia da RTP sobre este assunto.

Área ardida em Portugal triplicou

No primeiro semestre arderam quase 21 mil hectares no país, um valor três vezes superior ao registado desde 2002. O Ministério da Agricultura divulgou um relatório de Acompanhamento e Avaliação dos Impactos da Seca, segundo o qual cerca de 80% do território português está em seca severa ou extrema, e a água armazenada nas bacias hidrográficas encontra-se abaixo do habitual. Veja aqui o vídeo com a notícia da RTP sobre este assunto.

PSOE denuncia mentiras de Rajoy

El PSOE ha lanzado este viernes un nuevo vídeo titulado 7 meses de mentiras y errores en el que se recogen los "continuos incumplimientos electorales y falsedades" del Gobierno de Mariano Rajoy desde que ganó las elecciones el pasado noviembre, entre ellos la subida del IVA, el recorte en las prestaciones por desempleo o el establecimiento del copago.


Opinião: REVOLUÇÃO ESPANHOLA?

"Tenho escrito com frequência sobre o fenómeno da autonomia espanhola, não para me furtar a abordar temática regional - nunca o fiz - nem para tentar branquear a realidade madeirense, que está à vista de todos e é de todos conhecida, mas porque considero que de muito do que possa vir a acontecer às autonomias espanholas e italianas, sobretudo as primeiras, depende o futuro da chamada Europa das regiões e do próprio movimento regional e autonomista europeu. Não tenhamos dúvidas quanto a isso. Tal como a Madeira, as 17 comunidades autónomas espanholas, todas elas dotadas de parlamentos e governos regionais, padecem dos mesmos males que nos afectam: elevado desemprego, situação financeira complicada (algumas já formalizaram o resgate financeiro junto do governo de Madrid) e reduções drásticas da despesa e o investimento público a que se junta uma crise no investimento privado.
Pior é que parece não haver volta a dar a uma situação que tende, quanto muito, a agravar-se, dada a crise que assola a Espanha e que colocou este país, a 4ª economia da União Europeia, refém dos mercados especulativos, num jogo do rato-e-do-gato que parece terminar (?) apenas quando Rajoy pedir o resgate financeiro (para além do resgate de 100 mil milhões de euros já aprovado para a banca espanhola!).
Enquanto isso, ficamos esta semana a saber que o primeiro-ministro vai reunir em Setembro com todas as Comunidades Autónomas, provavelmente para negociar com todas elas o orçamento de Estado para 2013 - que dizem os especialistas poderá ser o pior de todos os tempos em termos de transferências do Estado para as regiões - e para esmiuçar a realidade financeira e orçamental de cada uma delas particularmente as comunidades que precisam de resgate financeiro e não o fazem.
Neste ambiente de crise e de profunda desconfiança e marcado pelo agravamento das dívidas das Comunidades - inclusive no sector da saúde, nos lares de idosos, nas farmácias, nas escolas, na justiça (que funciona com um modelo diferente do que é adoptado na Madeira e nos Açores), etc - está instalada a discussão pública sobre a redução dos cargos públicos e políticos nas Comunidades, com particular incidência nos deputados regionais.
A situação é de tal modo complexa que parece não haver volta a dar e as alterações das leis eleitorais tende a transformar-se, pela pressão interna e externa, numa inevitabilidade que começa a propagar-se a algumas regiões italianas, a primeira das quais (Sicília) será objecto de um programa de ajustamento financeiro curiosamente imposto por Roma às autoridades regionais de Palermo. Resta saber por quanto mais tempo as Comunidades espanholas resistirão a essa pressão de redução dos deputados, na medida em que estamos a falar de quase 1.300 políticos, incluindo os membros das assembleias das cidades autónomas de Ceuta e Melilla, ambas no continente africano mas sob jurisdição espanhola.
Recordo que é a seguinte a composição dos parlamentos espanhóis:
· Parlamento de Andaluzia, 109 deputados
· Cortes de Aragão, 67
· Junta General do Principado de Astúrias, 45
· Parlamento das Baleares, 59
· Parlamento de Canarias, 60
· Parlamento de Cantabria,39
· Cortes de Castilla-La Mancha, 49
· Cortes de Castilla y León,84
· Parlamento de Catalunha, 135
· Cortes Valencianas, 99
· Assembleia de Extremadura, 65
· Parlamento de Galícia, 75
· Parlamento de La Rioja, 33
· Assembleia de Madrid, 129
· Parlamento de Navarra, 50
· Parlamento Vasco, 75
· Assembleia Regional de Múrcia, 45 deputados
· Assembleia da cidade autónoma de Ceuta, 25 conselheiros
· Assembleia da cidade autónoma de Melila: 25 conselheiros
Não duvido que podemos estar perante uma potencial revolução política em Espanha.
Esta semana, para além das confirmação das reunião em Setembro de Rajoy com os presidentes das Comunidades Autónomas espanholas – numa altura em que começam a surguir sinais de divergências entre elas relativamente ao modelo de financiamento que algumas comunidades dizem ser prejudicial para as maiores e as economicamente mais influentes - ficamos a saber que o Tesouro espanhol “vai passar a colocar dívida das comunidades autónomas daquele país a partir de 2013, num esforço para centralizar este exercício, que vai ser acompanhado de condições apertadas”. Em entrevista a um jornal local, o disse o secretário-geral da instituição explicou que as comunidades autónomas que escolherem aderir a este mecanismo “vão ter de se sujeitar a uma condicionalidade estrita" pois "com este mecanismo de emergência, pretendemos centralizar as emissões das comunidades autónomas, para que o financiamento seja muito mais eficaz”. Sabe-se que dos 18 mil milhões de euros do fundo de liquidez autonómico, 8 mil milhões terão origem no crédito bancário, 6 mil milhões vão ser resultantes das lotarias do Estado e o restante será proveniente das emissões de dívida.
Curiosamente, apesar das movimentações políticas (redução dos deputados regionais) se terem iniciado entre sectores políticos isolados das Comunidades, anteontem foi o próprio PP que formalmente propôs ao PSOE a realização de um trabalho conjunto com vista à elaboração de uma eventual proposta de acordo que formalize essa redução dos assentos parlamentares regionais, entendida como uma medida necessário no quado da redução da despesa pública em várias comunidades e que os especialistas admitem poderá ser substancialmente agravada em 2013, caso se confirme o resgate financeiro da Espanha" (in JM)

S&P avisa: "Dívida escondida" de Portugal pode ser o dobro

Segundo o Dinheiro Vivo, "há cerca de três meses, a "dívida escondida" de Portugal valia 15% (cerca de 25 mil milhões de euros) do produto interno bruto (PIB), disse na altura o Fundo Monetário Internacional (FMI). A Standard & Poor's avisou esta semana que a bomba-relógio pode ter o dobro do tamanho: 30% do PIB ou cerca de 50 mil milhões de euros em "passivos contingenciais", isto é, endividamento garantido pelo Estado em nome dos bancos. Muito depende do que acontecer aos bancos em Espanha. Quanto maior a "dívida escondida" - como é apelidada por economistas do Banco Central Europeu (BCE) num estudo publicado em outubro - pior para os países, já que esta representa um risco latente que poderá materializar-se caso os bancos não a paguem ou os respetivos ativos desvalorizem. Anteontem, a agência mais poderosa do mundo resolveu manter o rating da República Portugal em BB (nível especulativo ou de lixo), mas alertou que nos próximos meses poderá despromover de novo o país, o que tornará o crédito ainda mais caro e complicará o desejado regresso aos mercados em setembro de 2013. Um dos riscos referidos foi justamente esse da dívida ainda não reconhecida, mas que o Eurostat obriga a contabilizar.Esta dívida, segundo explicam no estudo os economistas do BCE Dagmar Hartwig Lojsch, Marta Rodríguez-Vives e Michal Slavík pode vir de dois lados: de compromissos não contratuais para com os cidadãos (dívida implícita); ou de compromissos do Estado com outras entidades através de contratos ou de leis - pode ser o caso das PPP e é de certeza o caso das garantias aos bancos para que estes possam endividar-se no exterior a custos mais baixos. A esta última figura chama-se dívida explícita ou contingente. E foi justamente sobre este último risco concreto - relativo aos bancos - que a S&P avançou alguns cálculos novos. Diz a agência que Portugal poderá ter uma "potencial necessidade de um apoio adicional ao sistema bancário caso este fique sob um stress severo". Integrando já este novo problema, "estimamos que o total de passivos contingenciais do governo possa exceder 30% do PIB", acrescenta. O dobro do que se dizia em maio e muito acima dos 7,3 mil milhões de 2011 apurados pelo Eurostat/INE no reporte dos défices de março. Para os peritos do BCE, conhecer o melhor possível esta bomba-relógio e como e quando é que ela pode rebentar é crucial. "Os riscos orçamentais que derivam dos passivos contingenciais tendem a ser mais de curto prazo e têm implicações de solvência para a viabilidade dos níveis de dívida pública." Como tal, continuam os economistas, o "ponto-chave" e mais valioso para quem gere a dívida pública é "reportar de forma transparente os riscos orçamentais" ligados a esses passivos, incluindo "as probabilidades e o calendário de materialização" desses riscos. A exposição do contribuinte à banca - que estará quase de certeza próxima de 25 mil milhões de euros - até pode duplicar ao longo dos próximos meses. E porquê? "Os riscos que vemos estão ligados sobretudo à possibilidade de uma contração do PIB maior do que a antecipada, relacionada com a desalavancagem do sector financeiro e com o enfraquecimento da procura externa, em resultado da degradação económica e dos problemas financeiros em Espanha", explica a S&P. "A retoma de Portugal baseada nas exportações enfrenta ventos contrários significativos das condições económicas e financeiras potencialmente mais fracas na zona euro, particularmente em Espanha". É "o maior parceiro comercial e credor externo" de Portugal, constata a agência. A dívida pública de Portugal deverá subir para uma máximo de 118,6% do PIB no próximo ano. Se os riscos se "materializarem" será muito superior complicando a vida a todos os contribuintes"

sexta-feira, agosto 03, 2012

Opinião: SAÚDE E AUSTERIDADE

"Li há dias na imprensa que “mesmo estabelecendo prioridades, 41,8% dos portugueses admitem que o orçamento familiar já não é suficiente para pagar todas as despesas de saúde que seriam necessárias. Ainda assim, acima da preocupação com o preço das taxas moderadoras ou dos medicamentos está a qualidade dos cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
Segundo um estudo de opinião sobre a saúde em Portugal realizado entre 2 e 10 de Maio de 2012, “a maioria dos inquiridos (65,5%) ainda recorre ao SNS, seguindo-se os seguros privados (22,5%) e a ADSE (22,1%). Mas o grande peso da utilização dos serviços públicos não parece estar a ser suficiente para cobrir as despesas de saúde, com 35,8% dos inquiridos a admitir que, nos últimos seis meses, deixaram de comprar medicamentos prescritos pelo médico por motivos financeiros. Aliás, dentro da OCDE, Portugal já está entre os países onde a despesa privada mais pesa na saúde e onde a despesa com medicamentos tem maior proporção”.
Continuo a dizer, sempre disse, que nenhum governo tem o direito de brincar com a saúde dos seus cidadãos. Ou seja, quando um povo começa a ficar sem dinheiro para suportar as despesas com a saúde, isso significa que estamos a caminhar para o abismo. Não tenhamos dúvidas quanto a isso. É mais do que óbvio que os portugueses não conseguem suportar mais austeridade, e as famílias não podem ficar com os seus orçamentos ainda mais reduzidos. Se assim, for, não me espantaria nada, para vergonha de todos nós e para escândalo da Europa e deste Portugal ocupado, teremos pessoas a morrer por não terem recursos para irem ao médico ou a um centro de saúde se tratar. Quando (se) isso acontecer, e bastará um caso devidamente comprovado, só um primeiro-ministro e um ministro da saúde sem um pingo de vergonha na cara é que não se demitem. Nesse caso terão que ser obrigados a fazê-lo, doa a quem doer, custe o que custar.
Interrogados sobre as suas principais preocupações que têm sempre que se fala à saúde, as pessoas abrangidas pelo no âmbito do referido estudo atribuíram, numa escala de zero a dez, 8,72 pontos ao "receio de perde de qualidade no SNS"; 8,2 pontos ao preço dos medicamentos; 7,9 ao preço das taxas moderadoras e das consultas no sector privado e 4,83 ao faltar ao trabalho para ir a consultas.
Em consequência disso, quando confrontados com as áreas governaticas onde cortariam despesas para poder manter o investimento na saúde, as obras públicas e a defesa foram os sectores escolhidos, por oposição à educação e à segurança social.
“Numa escala de zero a 20, no que diz respeito à confiança nos profissionais de saúde e instituições, os enfermeiros foram os que recolheram mais pontos (14,13), seguidos dos farmacêuticos (13,76) e dos médicos (13,57). Menos credibilidade têm os centros de saúde (10,61), os laboratórios farmacêuticos (10,54) e o sector social (9,64). No campo dos medicamentos, 69,1% preferem os fármacos genéricos. Dos 30,9% que optam pelos medicamentos de marca, 62,5% dizem que é por terem maior confiança e 50,5% por terem expectativa de maior eficácia. Segundo os últimos dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) o volume da quota de mercado dos genéricos em Portugal atingiu 25,2% em Junho e o seu preço médio atingiu o valor mais baixo dos últimos cinco anos. Os mesmos dados indicam que os portugueses estão a consumir mais medicamentos, mas os gastos do Estado em comparticipações continuam a baixar, o que significa que a fatura é mais pesada para o bolso dos utentes”, diz a notícia que venho citando.
Não deixa de ser curioso que, relativamente ao cumprimento das recomendações médicas, só 45,3% dizem segui-las à risca e entre as restantes, 66,3% revelam deixar de seguir o prescrito por se sentir melhor ao fim de alguns dias. Há ainda quase 38% de pessoas que admitem que têm por hábito automedicar-se. Curiosamente a Internet é também, e cada vez mais, “um recurso utilizado para procurar mais informação sobre sintomas, doenças e tratamentos, com mais de 70% dos inquiridos a reconhecerem que após uma consulta procuram dados sobre os medicamentos receitados. A prática de exercício físico, a perda de peso e a redução de sal na alimentação foram alguns dos exemplos dados de medidas que os inquiridos estão a tomar para melhorar a saúde de forma mais natural”.

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Preocupante é também o facto do ex-ministro socialista das Finanças, Henrique Medina Carreira, ter afirmado, em entrevista esta semana na TVI, que o Estado Social vai acabar antes de 2020. O antigo ministro das Finanças garantiu que esse cenário pode ser real se não se fizer uma reforma profunda: "O último esteio para esta sociedade não esbarrondar de repente é a preservação social. O Estado Social é decisivo. O Governo não está a perceber que está aqui uma bomba-relógio na sociedade portuguesa", avisou. Medina Carreira defendeu que o governo de Passos Coelho devia adotar "uma política de decência, um choque de decência", deixando algumas sugestões: "Era decente atacar o problema das PPP, atacar o problema dos rendimentos excessivos na eletricidade e ainda atacar o espavento que é as frotas automóveis dos ministros".

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E para que os portugueses se sintam animados e motivados neste mês de Agosto, de férias ou de descanso, nada melhor que a notícia de que a Unidade Técnica de Apoio Orçamental já não acredita que o governo de coligação de Lisboa seja capaz de atingir os objetivos para a receita orçamental e para a Segurança Social previstos no Orçamento do Estado deste ano. Segundo a UTAO, o cumprimento destas metas orçamentais “já não parece possível tendo em conta os números da execução orçamental”, sublinhando que começam a confirmar-se todos os riscos identificados em documentos anteriores, o maior dos quais era o da receita fiscal poder ficar abaixo das previsões. De facto, diz a UTAO, a receita arrecadada com impostos na primeira metade do ano “ficou muito aquém do que seria expectável, uma diferença superior a 2 mil milhões de euros”. Preocupante é que o documento da UTAO admita que “para conseguir atingir o objetivo orçamental, será preciso que a receita fiscal aumente 2.291 milhões de euros na segunda metade do ano, um aumento de 12,4%, muito superior à média registada no segundo semestre dos últimos dois anos (3,6%)”. Se dúvidas existissem de que mais medidas de austeridade estarão a ser secretamente estudadas – se é mesmo que não estão já calendarizadas e definidas – e que o Estado será obrigado a grandes cortes na despesa (resta saber quais os sectores penalizados), acredito que elas se dissiparam.
A minha única dúvida é a de saber até onde vai a resistência dos portugueses, até quando não virão massivamente para a rua para deitar abaixo este sistema político, estes partidos, esta casta de políticos no poder armados em “salvadores” de coisa nenhuma. Isto porque, para além do desvio na receita fiscal, também houve uma diminuição do excedente da Segurança Social: a receita das contribuições diminuiu 3,7% no primeiro semestre, enquanto a despesa com prestações sociais cresceu 5,1%. Aliás, lembro, o governo de coligação já reconheceu, perante a evidência (e a gravidade) dos números, que os resultados da execução orçamental a nível da receita “aumentam os riscos e incertezas quanto ao cumprimento dos objetivos para o défice” (Portugal comprometeu-se com um défice de 4,5% do PIB ao ano!)" (in JM)