O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse nesta
sexta-feira que está preocupado com a “radicalização de posições” contra o
acordo comercial com o Canadá, que está bloqueado no Parlamento da região da
Valónia. “Não estou tranquilo porque
creio que há uma radicalização das posições do Governo da Valónia. Neste
momento, decorrem contactos que devem manter-se durante as próximas horas”, sublinhou
o chefe do executivo belga. Charles Michel referiu-se à crise política que
bloqueia o acordo com o Canadá, quando questionado pelos jornalistas antes da
reunião, em Bruxelas, com os líderes europeus que se reúnem nesta sexta-feira
pelo segundo dia consecutivo para tentarem desbloquear a situação.
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domingo, outubro 23, 2016
Com a Madeira e os Açores isto nunca aconteceria: Valónia pede tempo para negociar acordo com Canadá que deu negociação por finda
A
região belga da Valónia tem necessidade de "um pouco de tempo" para
negociar o acordo de comércio livre com o Canadá (CETA, na sigla em inglês),
disse nesta sexta-feira à agência noticiosa AFP o chefe do Governo valão. Ao
mesmo tempo, Paul Magnette declarou-se "surpreendido" pelo fracasso
das discussões com os canadianos. "Estávamos
a entender-nos bem, a ter uma discussão construtiva com os canadianos, mas não
nos pudemos entender sobre o tempo, o que lamento. Disse que a democracia exige
tempo", afirmou Paul Magnette, cuja oposição ao CETA impediu a sua adopção
pela União Europeia. A ministra canadiana do Comércio, Chrystia Freeland,
abandonou neste mesmo dia as negociações que conduzia em Namur, no sul da
Bélgica, sede do Governo e Parlamento valões, deplorando o fracasso das
negociações e, de forma mais geral, "a incapacidade" dos europeus em
concluírem um acordo internacional. "O Canadá está decepcionado, eu pessoalmente
estou muito desiludida. Trabalhei muito, mas penso que é impossível [chegar a
acordo]. Decidimos regressar [ao Canadá] e estou muito triste", afirmou,
muito emocionada, a ministra canadiana.
quinta-feira, outubro 16, 2014
Ministro belga diz que “colaboracionistas nazis tinham as suas razões”!!!
Li no Sol que "Jan Jambon foi indicado para ministro da Administração Interna e já está a causar polémica na Bélgica. Este fim-de-semana foi conhecida a sua participação numa conferência de uma organização ligada a antigos membros das SS, em 2001. A polémica acendeu, mas não ficou por aqui: Jambon veio agora dizer que “as pessoas tinham as suas razões” para colaborar com o regime nazi. Entre as prioridades de Jambon para a pasta da Administração Interna está o combate ao radicalismo islâmico Membro do Partido Nacionalista Flamengo N-VA, Jan Jambon fez declarações a vários diários francófonos, afirmando que o colaboracionismo era “errado”, mas que “as pessoas tinham as suas razões” para colaborar com os nazis na Segunda Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra Mundial, a maior parte dos colaboracionistas belgas eram flamengos e o tema ainda é delicado entre os francófonos da Bélgica. A polémica tem sido recorrente e a conferência onde Jambon esteve em 2001, organizadas pelo Saint Martin's Fund, pelo La Libre Belgique e pela Dernière Heure, fez cair um ministro nesse ano. Johan Sauwens, que era ministro do partido nacionalista flamengo Volksunie, acabou por se demitir na sequência do escândalo provocado pela sua presença. Agora, Jambon admitiu a um jornal belga ter ponderado se a sua presença nessa conferência poderia ser um problema, tendo concluído que o tema nunca chegou a ser levantado.
As sondagens mostram um Jambon fragilizado
As sondagens mostram um Jambon fragilizado
Entre as prioridades de Jambon para a pasta da Administração Interna estão o combate ao radicalismo islâmico, a revisão do sistema de benefícios atribuídos aos polícias belgas e a reforma do sistema de combate a incêndios. Uma sondagem do Le Soir mostra um Jan Jambon fragilizado: 33% dos belgas consideram que não tem condições para assumir o cargo de ministro da Administração Interna. E é entre os francófonos que a taxa de rejeição é maior:44%. O primeiro-ministro Charles Michel, que conseguiu formar governo depois de cinco meses de negociações, tem índices de popularidade ainda mais baixos. Segundo o Le Soir, 58% dos belgas considera que não tem condições para conduzir o executivo"
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
quarta-feira, outubro 17, 2012
El triunfo del separatismo en las municipales belgas augura inestabilidad
Segundo o jornalista do El Pais, Ricardo Martínez de Rituerto, “la anodina campaña electoral por las municipales belgas ha concluido este domingo con el estruendoso bang de la victoria del separatista Bart de Wever en Amberes (Antuerpia), la capital económica de Flandes. Su victoria, por un margen muy superior a lo esperado —con el 36% de los sufragios frente al 29% de su rival, según resultados no definitivos— clausura 80 años de dominio municipal socialista en la poderosa ciudad portuaria. Acompañada como llega de una batería de buenos resultados en todo Flandes para su republicana, separatista y conservadora Nueva Alianza Flamenca (N-VA), De Wever dijo el domingo por la noche que Flandes ha alcanzado “un punto de no retorno en la historia”. Esta consulta electoral se presentaba como una enésima para un electorado cansado de acudir a las urnas (ya una decena de veces en los 15 últimos años, es decir, una votación cada año y medio), abocada a consolidar a grandes rasgos el statu quo municipal y con el solo interés de ver qué papel haría De Wever en su asalto al histórico feudo socialista de la simbólica Amberes. En los últimos días se había llegado a la conclusión de que pasara lo que pasara, De Wever había ganado su apuesta electoral: por razones obvias si lograba la alcaldía; y si debía conformarse con quedar como ajustado segundo ante el reputado Patrick Janssens, por eludir responsabilidades de Gobierno desde una plataforma de privilegio con vistas a las elecciones de 2014. Porque más allá de esta votación de 2012, el foco de políticos y politólogos está puesto en las elecciones generales de 2014, sucesoras de las malhadadas de 2010 que concluyeron con el triunfo de la N-VA, pero con una relación de fuerzas tan complicada que hicieron falta más de 500 días para lograr a finales de 2011 formar Gobierno en Bélgica, sin presencia, precisamente, del partido de De Wever. Por primera vez, además, un socialista francófono, Elio di Rupo, se ponía al timón del Ejecutivo belga. Aquel trabajoso acuerdo, erigido sobre un pacto para la reforma constitucional en el que participaron ocho partidos (de los que seis forman la actual coalición gubernamental: socialistas, democristianos y liberales, francófonos y neerlandófonos; fuera del Gabinete se quedaron los ecologistas), dejó fuera a la N-VA, que ahora se ve consolidada en Flandes con alrededor del 25% de los sufragios. Por más que dijera no querer ser arrogante en la victoria, De Wever lo ha dejado claro esta noche en Amberes: “Los flamencos han elegido el cambio”. De ahí su apelación a todos los otros partidos para crear un nuevo orden constitucional: “Negociemos la reforma confederal”. Un crecido De Wever y una crecida N-VA auguran para Bélgica y Di Rupo un periodo de alta inestabilidad política de aquí a 2014”.
sábado, agosto 04, 2012
A Bélgica se le acaba el tiempo
Escreve o Expansion que "el economista jefe del Banco Central Europeo (BCE), el belga Peter Praet, sostuvo hoy que Bélgica debe acelerar las reformas económicas, en especial en relación al mercado laboral y la administración pública, porque no le queda margen, según declaró al diario flamenco "De Standaard". "No hay más margen posible para Bélgica", señaló Praet en una entrevista con el rotativo, en la que se mostró partidario de acelerar las reformas en el país y resolver ahora los problemas que llevan arrastrando años. "La administración pública en Bélgica debe ser más eficaz y el mercado de trabajo más flexible", explicó. En opinión de Praet, quien sustituyó en el cargo al alemán Jürgen Stark el pasado enero, países como Italia, Francia y Bélgica han perdido una década con la crisis para poner orden en sus finanzas y aunque Bélgica se está adaptando relativamente bien a las circunstancias sigue siendo vulnerable. Esta misma semana el instituto nacional de estadística de Bélgica informó de que el Producto Interior Bruto (PIB) del país se contrajo en el segundo trimestre y registró su primer dato negativo tras superar la recesión en 2009. Entre abril y junio la actividad se redujo un 0,6 % en comparación con el periodo anterior, mientras que en términos interanuales registró una caída del 0,4 %. Los datos de Bélgica confirman la tendencia negativa que se generaliza en la eurozona, donde otros países como España y Francia han anunciado ya contracciones en sus economías".
quinta-feira, março 03, 2011
Bélgica: greve geral para contestar baixos aumentos salariais
Foi hoje noticiado que "as principais centrais sindicais belgas agendaram para sexta-feira uma "jornada de acções nacionais", com uma greve geral e manifestações, para contestar os aumentos salariais propostos pelo governo para o sector privado. Segundo a agência AFP, a central sindical socialista FGTB, com 1,5 milhões de filiados, e a central liberal CGSLB, com 260 mil membros, contestam a decisão do governo de limitar os aumentos salariais no sector privado para o período 2011/2012 a 0,3 por cento acima da taxa de inflação. Os sectores enérgico e dos transportes deverão sofrer fortes perturbações. As duas organizações sindicais preveem que diversos bancos, grandes superfícies e empresas siderúrgicas ou do setor energético deverão aderir à greve geral. A rede ferroviária do país também deverá sofrer grandes perturbações. A circulação de autocarros, elétricos ou metro também deverá estar fortemente condicionada, incluindo em Bruxelas. Ainda na capital belga, ao final da manhã, está prevista a realização de uma manifestação em frente à sede do Banco Nacional da Bélgica, localizado no centro da cidade".
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Crise Política: Mulheres de políticos belgas fazem greve ao sexo!
Escreve a jornalista do DN de Lisboa, Patrícia Viegas que "a Bélgica caminha a passos largos para bater o Iraque em termos de recorde mundial de dias sem Governo e as iniciativas para forçar os políticos do país a um acordo multiplicam-se. A última veio da socialista flamenga Marleen Temmerman, que propôs às mulheres desses mesmos políticos que façam greve de sexo enquanto eles não chegarem a um entendimento. "Se nos pusermos todas de acordo sobre a abstinência sexual, talvez consigamos que as negociações avancem mais rápido. Já se sabe o que pensam os homens sobre essas coisas", disse a senadora em entrevista à rádio belga RTL. A Bélgica está sem um Governo desde 13 de Junho de 2010, quando se celebraram legislativas antecipadas. O partido que mais votos recolheu foi a Nova Aliança Flamenga, do independentista flamengo Bart de Wever. Ele e o líder dos socialistas valões, Elio Di Rupo, não se conseguiram entender. A Bélgica já tem o recorde europeu de dias sem Governo (depois de ter batido os 208 dias conseguidos pela Holanda). Agora poderá bater o recorde iraquiano, de 289 dias, em Março. A estratégia de deixar os maridos sem sexo não é inédita, pois já foi usada no Quénia, em 2009, quando Raila Odinga e Mwai Kibaki não chegavam a acordo sobre a partilha do poder".
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Ministra faz gesto obsceno na TV...
Segundo o Correio da Manhã, "desta vez, durante um acalorado debate na televisão belga, a vice-primeira-ministra Laurette Onkelinx cometeu aquilo a que poderemos chamar de gaffe corporal... Então não é que a número dois do executivo da Bélgica mostrou, em pleno debate, o dedo médio – o que é considerado um gesto obsceno – em vez do indicador? É caso para dizer que se a moda pega por cá..."segunda-feira, setembro 13, 2010
Bélgica há três meses sem governo!
Segundo o DN de Lisboa, num texto do jornalista Duarte Levy, “parecem esgotadas todas as hipóteses de formação de uma coligação que possa evitar caos político e económico no país. Quase três meses depois das eleições legislativas na Bélgica, o país continua sem Governo e parecem esgotadas todas as possibilidades de consenso entre francófonos e flamengos quanto à formação de uma coligação que possa evitar o "caos" politico e económico anunciado pelo socialista Elio Di Rupo. Um "caos" que muitos vêem como o prenúncio da divisão da Bélgica. Elio Di Rupo, que foi séria hipótese para ocupar o cargo de primeiro-ministro, responsabilizou os partidos da direita nacionalista flamenga pelo fiasco das negociações e alertou os belgas para o risco eminente de um "caos" político e económico para o país e em particular para Bruxelas, a capital belga, onde se encontram sediadas as instituições europeias e que necessita de um refinanciamento urgente de 500 milhões de euros. O líder dos socialistas francófonos, cuja demissão se encontrava ontem em suspenso da decisão do Rei Alberto II, disse ao DN que "insistiu junto do rei para ser dispensado da sua missão como negociador e pré-formador" acrescentando que "não deseja o fim da Bélgica" e que "fará tudo para defender o bem-estar dos francófonos". As negociações entre as principais forças políticas do país falharam face às exigências flamengas. A imprensa belga avançava ontem com títulos como "A Bélgica no inferno" e com apelos aos francófonos. "Tenhamos a ousadia de tomar o nosso destino em mãos," escreviam ontem os três jornais do grupo SudPresse. Maioritariamente francófona (de 85 a 95%), a região de Bruxelas Capital, que dispõe do seu próprio governo e Parlamento, viu as suas perspectivas económicas para dois anos passar de "estáveis" para "negativas".
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