segunda-feira, abril 05, 2021
Sondagem: Radicais e liberais à conquista do Parlamento
Se houvesse agora
eleições legislativas antecipadas, o Chega e o Iniciativa Liberal poderiam
aspirar a engrossar de forma substancial a sua presença na Assembleia da
República.
Num tempo em que tanto se especula sobre a sobrevivência do Governo minoritário de António Costa (incluindo os avisos desta semana de Marcelo), há dois partidos à Direita que não enjeitariam a possibilidade de legislativas antecipadas: Chega e Iniciativa Liberal revelam, desde o arranque dos barómetros da Aximage para o JN, DN e TSF, uma trajetória de subida e prometem uma mudança significativa na distribuição de forças à Direita. Quando se analisam os diferentes segmentos regionais (que não correspondem aos círculos eleitorais) é possível perceber que o tempo do deputado único ficaria para trás, em ambos os casos, se tivéssemos hoje eleições. No caso da Área Metropolitana de Lisboa (que inclui parte dos círculos de Lisboa e Setúbal), os 9,5% dos radicais liderados por André Ventura poderiam significar, no mínimo, quatro a cinco deputados. Para os liberais de João Cotrim de Figueiredo, o resultado na região da capital rondaria os 6,1% e porventura três a quatro deputados nos dois círculos.
Chega fraco no
Porto
Tendo em conta os resultados na Área Metropolitana do Porto e na região Norte, é possível perceber que nos círculos do Porto e de Braga, Cotrim e Ventura poderiam aspirar a mais dois ou três deputados. O Chega revela mais dificuldades (2,6%) que o Iniciativa Liberal (7,1%) na região da Invicta (como tem sido a norma em quase todos os barómetros), mas é mais forte no resto da região Norte (10,1% para os radicais; 5,5% para os liberais).
Sondagem: Primavera socialista deixa PSD a 16 pontos de distância
PS está em alta e sociais-democratas em baixa na mais recente sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Bloco de Esquerda mantém terceiro lugar, mas Chega fica a uma escassa décima. CDS continua no limiar da sobrevivência. O PS está perto do seu máximo (39,7%) e o PSD bate no fundo (23,6%). O que faz com que os dois principais partidos estejam agora separados por um fosso de 16 pontos percentuais, de acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o JN, o DN e a TSF. À Esquerda, o BE (8,6%) e a CDU (6%) estão um pouco melhor. À Direita, o Chega dá um salto significativo e aproxima-se do terceiro lugar (8,5%), enquanto o Iniciativa Liberal perde um pouco de gás (4,8%) e o CDS se mantém no limiar da sobrevivência (1,1%). O PAN vai mudar de líder e está em queda (3,2%).
Um mês bastou para
que os socialistas recuperassem do pequeno castigo que resultou do descontrolo
da pandemia em janeiro e fevereiro. Ultrapassado o choque e dissipada a memória
dos dias em que se batiam recordes mundiais de novos casos e de mortes, com o
país a desconfinar (mais uma etapa será cumprida esta segunda-feira), o PS
renasce neste início de Primavera e obtém uma liderança folgada, a escassas
décimas do melhor resultado desta série de barómetros (40,4% em julho do ano
passado). Se houvesse hoje eleições, ficaria três pontos acima das legislativas
de 2019.
PS vale mais do
que a Direita
Um dos efeitos desta subida do PS (mais 2,1 pontos do que em fevereiro), conjugada com a descida do PSD (menos 2,9 pontos) é que se abre um inédito fosso de cerca de 16 pontos entre os dois maiores partidos - o dobro da distância que os separava nas últimas eleições.
‘Bomba’ na política... ou na justiça?: “Ele não ficará quieto”
José Sócrates transformou-se numa bête noire, mas se o juiz o iliba no dia 9 de abril rebenta uma ‘bomba’ no coração do sistema. Na política e na justiça. O truque tem sido usado em quase todas as eleições. Quando um candidato de direita quer embaraçar um protagonista do PS, leva para a televisão uma fotografia do adversário com José Sócrates: mostrar alguém ao lado de um líder que vivia sustentado por 23 milhões de euros de uma conta em nome de um amigo é uma arma demasiado tentadora para se deixar na gaveta. Crava um dano reputacional. Esta associação tóxica tem sido recorrente em debates eleitorais, parlamentares ou em comícios. E raramente os socialistas defendem o ex-secretário-geral. Mesmo por julgar, Sócrates transformou-se na bête noire da política portuguesa, num símbolo dos piores vícios da classe governante: a vida acima das possibilidades — “quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem”, escreveram juízes da Relação —, o alegado conluio com negócios, as mentiras e as ocultações, para não falar da bancarrota e do despesismo. Agora, sozinho e com a reputação arruinada, dez anos depois de perder o Governo e sete após o choque da prisão preventiva, está perante mais um momento decisivo: conhecerá o resultado da instrução na próxima sexta-feira, 9 de abril. O juiz Ivo Rosa mantém a acusação do Ministério Público? Ou deixa cair os principais crimes, como a corrupção? Nenhuma decisão será inócua (ver pág. 8). Qualquer decisão terá efeitos sistémicos na política. E José Sócrates reagirá em qualquer dos casos.
Portugal assinala 10 anos do pedido de resgate com contas públicas fragilizadas pela pandemia
Foi em 6 de abril
de 2011 que o Governo anunciou a inevitabilidade do pedido de ajuda às
entidades internacionais, primeiro pela voz do então ministro das Finanças,
Fernando Teixeira dos Santos.
Uma década passada
desde que, em 2011, Portugal recorreu a ajuda financeira externa, o país obteve
em 2019 o seu primeiro e único excedente orçamental, mas debate-se com um novo
agravamento das contas públicas, severamente penalizadas pela pandemia.
Foi em 6 de abril
de 2011 que o Governo anunciou a inevitabilidade do pedido de ajuda às
entidades internacionais, primeiro pela voz do então ministro das Finanças,
Fernando Teixeira dos Santos, e, horas mais tarde, numa comunicação ao país do
primeiro-ministro em funções, José Sócrates.
“O Governo decidiu hoje mesmo dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira por forma a garantir as condições de financiamento do nosso país, ao nosso sistema financeiro e à nossa economia”, anunciou Sócrates ao início da noite, pressionado por declarações feitas nessa tarde por Teixeira dos Santos, em entrevista ao Jornal de Negócios, indicando que seria “necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu”.
Sondagem: Rui Rio ganha distância a André Ventura na liderança da Oposição
Líder
social-democrata (41%) deixa o radical de Direita para trás (26%) na escolha
dos portugueses para líder da Oposição, revela barómetro da Aximage para o JN,
DN e TSF. Rui Rio vence Catarina Martins entre bloquistas e Jerónimo de Sousa
nos comunistas.
Travão a fundo ao
protagonismo de André Ventura. Agora que a exposição mediática conseguida nas
presidenciais se vai esbatendo na memória dos portugueses, o líder da Direita
radical é claramente ultrapassado por Rui Rio como principal figura da
Oposição. Coincidência ou não, também este mês há uma melhoria acentuada na
avaliação ao desempenho do conjunto da Oposição, mesmo que o saldo ainda seja
negativo em quatro pontos percentuais.
De acordo com o
barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, depois de um período em que o líder
do Chega foi ganhando pontos (no mês passado estava empatado com Rio nos 33%),
o mês de março não só pôs fim à curva ascendente de Ventura, como lhe impôs uma
descida de sete pontos (26%).
Ao contrário, o líder social-democrata subiu oito pontos, para os 41%, graças à liderança destacada entre o eleitorado do PS, PSD e PAN. Ao contrário do habitual, ganha desta vez a Catarina Martins no eleitorado bloquista, e a Jerónimo de Sousa no eleitorado comunista. Só fica abaixo de Ventura entre os que votam nos liberais e radicais de Direita.
Sondagem: Popularidade de Marcelo volta a subir. Costa deixa pandemia para trás
Presidente da República chega aos 72% de avaliações positivas e primeiro-ministro aos 61%, de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. Partilham um património comum de apoio entre as mulheres, os mais velhos e pobres, mas sobretudo entre os eleitores socialistas. O mês de março foi generoso para Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa. A popularidade do presidente (72% de avaliações positivas) está a crescer desde dezembro. Quanto ao primeiro-ministro, deixa para trás as contrariedades na gestão da pandemia e chega aos 61%, o melhor resultado desde julho do ano passado, de acordo com a sondagem da Aximage para o JN, o DN e a TSF. As mulheres, os mais velhos, os mais pobres e os eleitores socialistas são as âncoras em que assenta a popularidade dos dois políticos.
Marcelo e Costa partem de um patamar bastante elevado, no momento em que protagonizam um braço de ferro político e jurídico. A sondagem não mede, no entanto, os efeitos do conflito em torno dos apoios sociais (que uma "coligação negativa" aprovou no Parlamento, que o presidente promulgou, e que o primeiro-ministro contesta no Tribunal Constitucional), uma vez que o trabalho de campo decorreu ainda antes da tempestade (24 a 27 de março).
domingo, abril 04, 2021
sábado, abril 03, 2021
Televisão: Audiências sob suspeita
Os números das
audiências divulgados pela GfK não batem certo com o impacto dos programas nas
redes sociais e muito menos com os registos das operadoras. E os lares com tv
por cabo já são 90% (cerca de 4,5 milhões) enquanto o mercado continua a
reger-se por uma amostra de 1100 audímetros.
Em Portugal, as
audiências dos canais de televisão são auditadas pela GfK, que se baseia numa
amostra de 1100 lares, o que corresponde a cerca de 3000 pessoas. E o Nascer do
SOL apurou que as números que regem o mercado não batem certo nem com o impacto
dos programas nas redes sociais, nem com os registos dos portugueses que têm
televisão por cabo – sendo que a percentagem da população com TV Cabo já atinge
os 90% e a TDT apenas 10% (era 11% há uns meses e já está praticamente nos 9%).
Ora, as audiências
recolhidas pelas três principais operadoras – Altice, Vodafone e NOS, que não
são públicas – mostram valores muito diferentes dos apresentados pela GfK,
sistematicamente favorecendo um dos canais privados. Não seria então mais
fidedigno que fossem as operadoras a apresentar os resultados das audiências?
Ao Nascer do SOL, António Salvador, managing director da GfK, explica que «as operadoras não sabem quem está a ver o quê. O que as operadoras sabem, em regra, é aquilo que quando a pessoa carrega no comando para ver um determinado canal, o server da operadora sabe o que está a ser emitido». No entanto, diz, «não sabe quem está a ver e nem sequer sabe se está a ver. Sabe apenas que está a emitir. Se eu não desligo a box, ela continua a dizer que estou a ver aquele canal onde estava quando desliguei. Claro que, numa situação qualquer, em que ao fim de x tempo sem fazer busca por qualquer outro canal é porque já não está a ver».
Trabalhadores da RTP elegem vogal para a administração e enviam carta ao Governo
Comissão de
Trabalhadores notifica ministérios das Finanças e da Cultura e partidos com
assento parlamentar da eleição, pelos trabalhadores, de Alexandre Leandro para
o cargo de vogal não-executivo. Conselho Geral Independente diz que não há base
legal para o fazer, mas trabalhadores ameaçam avançar para tribunal. A Comissão
de Trabalhadores (CT) da RTP enviou uma carta aos ministérios das Finanças e da
Cultura, ao Conselho Geral Independente (CGI) da estação pública e aos partidos
com assento parlamentar (à exceção do Chega e da Iniciativa Liberal) para lhes
dar conhecimento da eleição de Alexandre Leandro, no dia 24, para o cargo de
vogal não-executivo do conselho de administração da RTP. As eleições contaram
com a participação de 55% dos trabalhadores.
“A Comissão de Trabalhadores da RTP vem por este meio dar conhecimento aos dois Ministérios que tutelam a empresa da eleição do trabalhador Alexandre Manuel Parreira Leandro, por sufrágio direto e secreto, no dia 24 de fevereiro passado, para o cargo de vogal não-executivo, em representação dos trabalhadores no próximo Conselho de Administração”, lê-se na missiva, a que o Expresso teve acesso.
Sondagem: António Costa está mais forte e aumenta distância para Rui Rio
Líder socialista
bate o social-democrata por larga margem na adesão à personalidade e às
políticas. Na avaliação de desempenho, António Costa tem 40 pontos de saldo
positivo, enquanto Rui Rio está em terreno negativo. Na confiança para
primeiro-ministro, vale o triplo do adversário à Direita, revela sondagem da
Aximage para o JN, DN e TSF.
Três meses depois de um primeiro frente a frente, António Costa está mais forte, enquanto Rui Rio estagnou. O líder socialista não só passa incólume pela terceira vaga da pandemia, como amplia a vantagem para o social-democrata, de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. É assim em todos os parâmetros: na adesão dos portugueses à personalidade e às políticas de cada um; na avaliação ao desempenho enquanto líderes partidários; e, finalmente, quanto à confiança para primeiro-ministro, com Costa a acumular 36 pontos de vantagem sobre Rio.
Miguel Albuquerque: "O nome de Passos Coelho continua a assustar a esquerda"
Presidente da
Região Autónoma da Madeira, Miguel Albuquerque, elogia Passos Coelho, aponta o
principal erro da liderança de Rui Rio e explica a estratégia do arquipélago
para a pandemia e para o futuro pós-covid.
Miguel Albuquerque
recebeu o DN na residência oficial do Governo Regional da Madeira, no Funchal.
A cidade que o PSD quer reconquistar nas próximas eleições autárquicas, em
coligação com o CDS-PP. Em pleno Salão Nobre, o líder que sucedeu a Alberto
João Jardim falou da forma como a ilha que lidera lida com a pandemia, numa
estratégia diferente do resto do país, e das apostas futuras da região para lá
do turismo.
De fora da conversa, e apenas por razões de segredo de justiça, como frisou, fica o comentário às recentes buscas por parte do Ministério Público (MP) e da Polícia Judiciária. Em causa está a venda da Quinta do Arco e a concessão da Zona Franca da Madeira ao Grupo Pestana. Mas o líder madeirense não se coibiu de mandar recados internos a Rui Rio pela forma como expressa as suas ideias, nem foi parco nos elogios a Passos Coelho, deixando no ar que o regresso do ex-primeiro-ministro é bem-vindo. Quanto ao seu futuro, Miguel Albuquerque deixa transparecer que poderá ser fora da Madeira.
Expresso: OPERAÇÃO MARQUÊS: E se...?
A uma semana de se saber se Sócrates vai a julgamento e, se sim, por quais crimes irá responder, as dúvidas são muitas. Se os crimes de corrupção caírem, irá o resto desmoronar? Ao fim de mais de dois anos de intensa análise, uma boa parte dela em regime de exclusividade, o juiz Ivo Rosa vai encerrar no próximo dia 9 de abril a fase de instrução da Operação Marquês com o anúncio do que decidiu sobre o futuro dos 28 arguidos do maior processo de corrupção investigado em Portugal até hoje. Quem irá a julgamento? E que crimes serão julgados?
Muita especulação
tem sido gerada nas últimas semanas sobre as conclusões contidas no despacho de
milhares de páginas que resultam do escrutínio longo e detalhado que este juiz
de instrução fez sobre o trabalho desenvolvido pela equipa de procuradores do
Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) dirigida por Jorge
Rosário Teixeira.
Entre as dúvidas que se colocam nesta altura está perceber até que ponto Sócrates pode ir a julgamento por fraude fiscal e lavagem de dinheiro se Ivo Rosa deixar cair os crimes de corrupção de que vem acusado. O que poderia então sobrar de todo este processo? E o que aconteceria a outros arguidos como o seu amigo Carlos Santos Silva ou o ex-banqueiro Ricardo Salgado?
Cientistas concluem que nível do mar subiu até 18 metros em 500 anos
Esse aumento é 10 vezes superior ao atual ritmo da subida do nível do mar, informou hoje a instituição. Em comunicado, a Universidade de Durham sublinha que as novas investigações indicam que episódios anteriores de perda de gelo podem ter causado uma subida do nível do mar “a um ritmo de cerca de 3,6 metros por século, dando pistas vitais sobre o que poderá acontecer, caso as alterações climáticas continuem sem diminuir”. O período de rápido aumento do nível do mar, que começou há 14,6 mil anos, ficou conhecido como Meltwater Pulse 1A (MWP-1A) e não existia acordo na comunidade científica sobre qual a camada de gelo responsável pelo fenómeno, apontando-se uma camada de gelo antártico como provável, mas as mais recentes investigações reuniram provas que atribuem esse papel a camadas de gelo no hemisfério norte.
“A maior parte da água de fusão parece ter tido origem nos antigos lençóis de gelo norte-americanos e eurasiáticos, com uma contribuição mínima da Antártida, conciliando pontos de vista anteriormente díspares”, refere a Universidade de Durham, no comunicado hoje divulgado. Segundo a mesma nota, além de inundar vastas áreas de terras baixas, “esta descarga sem paralelo de água doce no oceano, comparável ao derretimento de um manto de gelo com o dobro do tamanho da Gronelândia em apenas 500 anos, terá perturbado a circulação oceânica, com efeitos de arrastamento para o clima global”.
Covid-19: Taxa de danos nos órgãos parece ter aumentado em infetados com alta
O aumento do risco, de acordo com o estudo, não se limitou a pessoas idosas nem foi uniforme entre grupos étnicos, levando os investigadores a sugerir que vai aumentar, a longo prazo, o peso de doenças relacionadas com a covid-19 nos hospitais e sistemas de saúde. Ainda que a covid-19, doença provocada por um novo coronavírus, seja mais conhecida por causar problemas respiratórios graves pode também afetar outros sistemas e órgãos do corpo, incluindo o coração, rins e fígado.
Os responsáveis pelo estudo indicam a existência de vários sintomas inexplicáveis que persistem por mais de três meses após a doença, mas dizem também que o padrão, a longo prazo, de lesão de órgãos após a infeção ainda não é claro.
Covid-19: Um em sete infetados no Reino Unido com sintomas três meses depois
Uma em cada sete pessoas infetadas com covid-19 no Reino Unido ainda manifesta sintomas da infeção três meses depois, incluindo cansaço e dores musculares, segundo dados oficiais. Os dados sobre o fenómeno, já designado por “covid longo”, resultam de um estudo do Gabinete Nacional de Estatísticas britânico (ONS, na sigla em inglês), hoje divulgado, abrangendo 20 mil infetados com covid-19 entre 26 de abril de 2020 e 6 de março de 2021.
Segundo o ONS, 13,7 por cento dos infetados apresentaram, 12 semanas depois da infeção, sintomas como dores musculares e cansaço. Enquanto 14,7 por cento das mulheres manifestaram sintomas prolongados, a percentagem entre homens era inferior, 12,7%. Por grupo etário, a maior percentagem de “covid longo” registou-se na faixa 25-34 anos (18,2%).
Matt Hancock, ministro da Saúde britânico, afirmou à Sky News que os resultados do estudo são “inquietantes” e que o Governo irá futuramente financiar mais pesquisas para "compreender o covid longo". A pandemia de covid-19 fez cerca de 127 mil mortos no Reino Unido. Atualmente, o país é um dos líderes mundiais na vacinação, tendo aplicado já 31 milhões de primeiras doses e 4,5 milhões de segundas doses, desde o início da campanha em dezembro de 2020 (Sapo)
O que tem Leão que Teixeira dos Santos não tinha?
A pandemia provocou no ano passado a maior queda da economia em quase um século e o nível de endividamento público fixou um novo recorde, mas, paradoxalmente, João Leão conseguiu financiar a dívida com o custo mais baixo de sempre. Há dez anos, Teixeira dos Santos pagava 6% para vender títulos de muito curto prazo, que atualmente registam taxas negativas, e suportava um custo anual de financiamento que era o dobro do atual (ver artigo nesta página). Não é difícil descobrir rapidamente as diferenças no mercado da dívida olhando para as curvas dos juros na crise de então e na crise gerada pela covid-10 (ver gráfico).
DEZ ANOS DEPOIS DO
RESGATE
Durante cinco semanas, entre as edições de 1 e 30 de abril, o Expresso vai publicar uma série de artigos sobre a década que passou desde o resgate da troika em 2011 e sobre os seus impactos na economia portuguesa. Na dívida, na banca, nas empresas ou no crescimento.
Onde guardam os portugueses o dinheiro?
A taxa de poupança
disparou em 2020 e materializou-se, sobretudo, em contas bancárias. Agora deve
cair e poderá haver €7,5 mil milhões para consumir até 2023. Em ano de
pandemia, a poupança das famílias em Portugal atingiu níveis que não eram
vistos há quase 20 anos. E, apesar de o retorno ser quase zero, o foco esteve
nos depósitos bancários. Mas o aumento foi apenas temporário, consideram os
economistas. A melhoria da situação sanitária e a redução da incerteza deve
levar à queda progressiva da taxa de poupança para o patamar pré-crise. Quem
ganha é o consumo, puxando pela retoma da economia.
Em 2020, a taxa de poupança das famílias atingiu 12,8% do rendimento disponível, o valor mais alto desde 2002 e que compara com 7,1% em 2019. São mais 5,7 pontos percentuais, o maior incremento anual da série do Instituto Nacional de Estatística (INE), que começa em 1995. Um resultado que refletiu, sobretudo, a queda nominal de 5% do consumo privado em 2020 — o maior tombo desde pelo menos 1995. Já o rendimento disponível das famílias aumentou 1%, refletindo fatores como o aumento do salário mínimo e as políticas públicas de proteção do emprego e de apoio às famílias no contexto da crise pandémica.
sexta-feira, abril 02, 2021
Ano pandémico trava expansão das maiores empresas portuguesas
Menos lucros, menos receitas e menos EBITDA. No ano pandémico de 2020, as empresas do PSI 20, o principal índice bolsista português, viram as suas operações perder o fulgor conquistado em 2019. Entre as contas já conhecidas, só a EDP e a EDP Renováveis viram os lucros crescer. A Galp, um dos pesos pesados, passou mesmo de lucros a prejuízos (Jornal Económico, infografia de Mário Malhão)
Sondagem: Portugueses temem manipulação de resultados eleitorais
Quase dois terços
dos portugueses estão preocupados com a possibilidade do resultado final de
umas eleições vir a ser manipulado. Apesar disso, mais de metade subscreve a
ideia de que promover o voto remoto (eletrónico, online ou correio) levará a
uma maior participação eleitoral, de acordo com o Eurobarómetro dedicado ao
tema "Democracia e Eleições".
A sondagem
encomendada pela Comissão Europeia realizou-se em todos os 27 países da União,
entre outubro e novembro do ano passado. Mas são visíveis algumas disparidades
nas respostas dos cidadãos de diferentes nacionalidade. Quando questionados
sobre vários tipos de interferência nos processos eleitorais, os portugueses
estão sobretudo preocupados com a manipulação do resultado final (61%) - uma
subida de 18 pontos percentuais face ao inquérito realizado dois anos antes
(2018). Muito acima dos receios manifestados por suecos (25%), mas ainda longe
dos temores dos lituanos (80%).
Por ordem decrescente de preocupação, surge depois o receio de manipulação eleitoral através de ciberataques (58%); com as pressões sobre os cidadãos para votarem de uma determinada forma (56%); com a possibilidade de atores externos ou grupos criminosos influenciarem as eleições (55%); e, finalmente, com o voto de pessoas que não têm esse direito (54%).
Sondagem: Maioria dos portugueses aprova plano de reabertura faseada
Há 52% dos portugueses a favor da estratégia, sendo que o apoio é ainda maior no regresso faseado às escolas (63%) e nas restrições durante a Páscoa (80%). A maioria dos portugueses considera que o plano de desconfinamento traçado pelo Governo é bom (52%) , contra 22% que entendem que é mau e outros tantos com opinião intermédia. Este é, no entanto, o parâmetro em que o agrado é mais contido, de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. No que toca à estratégia de reabertura das escolas e às restrições de circulação na semana da Páscoa, há mais apoio: a primeira é validada por 63% dos inquiridos e a segunda por 80%.
Segundo a sondagem, é no Norte e no Sul e ilhas que a população faz uma apreciação mais favorável do plano de reabertura do país em quatro fases, com 60% a considerarem-no bom. É também no Norte que se regista a percentagem negativa mais baixa (16%) neste tema. O Centro está no polo oposto, com 44% de avaliações positivas e o nível mais alto de negativas (26%).
Sondagem: Avaliação dos portugueses ao Governo com ligeira subida
Em março, 50% dos
inquiridos disseram avaliar bem ou muito bem o trabalho do Executivo neste
capítulo, contra 48% em dezembro (ainda antes das consequências do Natal). No
entanto, os níveis "mau" e "muito mau" também subiram um
pouco, de 19% para 22%.
A maior taxa de aprovação concentra-se no Norte (56%) e a pior está no Sul e ilhas (46%). Apesar de também ser no Norte que se regista a menor percentagem de pessoas frontalmente contra (18%), a Área Metropolitana do Porto é a região do país em que o descontentamento é maior (26%). O escalão etário que mais aprova a gestão do Governo é o dos maiores de 65 anos, com 65% a considerarem-na boa ou muito boa e só 18% a entenderem que é má ou muito má. O grupo entre os 35 e os 49 é o que mais se opõe, com os valores a situarem-se, repetitivamente, nos 41% e nos 26%.
Sondagem: Maioria dos portugueses aprova plano de reabertura faseada
A maioria dos
portugueses considera que o plano de desconfinamento traçado pelo Governo é bom
(52%) , contra 22% que entendem que é mau e outros tantos com opinião
intermédia. Este é, no entanto, o parâmetro em que o agrado é mais contido, de
acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. No que toca à estratégia
de reabertura das escolas e às restrições de circulação na semana da Páscoa, há
mais apoio: a primeira é validada por 63% dos inquiridos e a segunda por 80%.
Segundo a
sondagem, é no Norte e no Sul e ilhas que a população faz uma apreciação mais
favorável do plano de reabertura do país em quatro fases, com 60% a
considerarem-no bom. É também no Norte que se regista a percentagem negativa
mais baixa (16%) neste tema. O Centro está no polo oposto, com 44% de
avaliações positivas e o nível mais alto de negativas (26%).
Na divisão por idades, constata-se que é o escalão dos maiores de 65 anos (66% de avaliações positivas) que puxa a média para cima. Todos os outros estão abaixo do resultado nacional, com valores entre os 44% e os 50%. E o grupo entre os 18 e os 24 anos é o que faz pior avaliação: 30% consideram que o plano é mau, 8% acima da média do país.
Venezuela: Guaidó tem Covid19
Juan Guaidó ha
anunciado este sábado por la noche que se ha contagiado de coronavirus. El
líder opositor venezolano, aún reconocido presidente Interino por Estados
Unidos y algunas naciones latinoamericanas, ha informado sobre su contagio a
través de las redes sociales. “Como presidente encargado, pero también como
venezolano, y sobre todo como ser humano, quiero informar responsablemente al
país que, tras cuatro días de cuarentena producto de algunos malestares y pese
a haber tomado precauciones, he dado positivo para covid-19, " ha escrito
Guaidó en su cuenta personal de Twitter.
“Debo decir que mis síntomas son leves, ya me encuentro en aislamiento y siguiendo las indicaciones médicas para poder recuperarme y cumplir con mi deber. Tras conocer los resultados, he informado a todas las personas con las que estuve en contacto”, ha agregado. Aunque ha perdido popularidad y enfrenta corrientes que le cuestionan dentro de la oposición, Guaidó sigue llevando la batuta en los sectores antichavistas y es respaldado por los partidos opositores más grandes.
Venezuela: Desolador diagnóstico económico tras cuatro años de sanciones
El verano pasado,
se abrió en Caracas un nuevo supermercado —o bodegón, como se les conoce—
repleto de productos iraníes. Fue una estridente señal de colaboración entre
Venezuela e Irán, dos países sancionados por Estados Unidos que buscan
fortalecer sus economías e ingresos en los márgenes de la geopolítica. Para
muchos venezolanos, la tienda es una más de muchas que ofrecen productos
importados. Para otros, quienes esperan que las prohibiciones de Washington
cumplan con el objetivo de presionar al Gobierno de Nicolás Maduro para que
salga, el anuncio sembró una duda: ¿puede Venezuela terminar como Irán?
El país del medio
oriente lleva décadas paliando sanciones de EE UU. Ni las protestas sociales,
ni las dificultades para integrarse al comercio internacional han logrado el objetivo
que busca el Gobierno estadounidense: que Irán renuncie a sus armas nucleares.
Si bien el propósito de las sanciones a Venezuela es otro, la lógica es
similar: se trata de apretar a los Gobiernos por la vía económica hasta que
cedan. Con Venezuela e Irán trabajando juntos, es inevitable cuestionar el
impacto que las sanciones han tenido en el país latinoamericano. El martes, un
senador estadounidense instó a la Administración del presidente Joe Biden a
permitir intercambios de combustible diésel entre empresas privadas y
Venezuela, argumentando que la prohibición está empeorando la grave crisis
humanitaria del país sudamericano.
“El colapso económico de Venezuela precede a las sanciones”, dice tajante Ricardo Hausmann, profesor de Economía del Desarrollo de la Universidad de Harvard y exministro de Planificación del país en la década de los noventa. La caída acumulada de la economía venezolana bajo el chavismo es del 75% hasta la fecha, apunta, pero para 2017, año en que EE UU impone las primeras sanciones, la caída ya era de 65%. “El impacto de las sanciones tiene que ver con cuánto hubiese seguido cayendo Venezuela sin sanciones con respecto a cuánto cayó con sanciones; y esa diferencia es difícil de asignar”.
Venezuela: La subida de casos de la covid-19 colapsa el sistema de salud
Venezuela padece
un acelerado aumento de contagios de la covid-19. El país parece encaminado a
alcanzar de nuevo los niveles más álgidos del tiempo de la cuarentena,
registrados en agosto pasado. Los centros hospitalarios públicos y clínicas
especializadas privadas están al límite de su capacidad. Para contener la
situación, el Gobierno de Nicolás Maduro ha decretado un cerco sanitario sobre
Caracas y los Estados Miranda, Vargas y Bolívar, y ha habilitado de nuevo
espacios que permitan atender una alta cantidad de pacientes, como El Poliedro
de Caracas, el domo para conciertos masivos y exposiciones más grandes de la
ciudad.
Maduro, que ya se
ha vacunado así como casi todos los funcionarios del Gobierno, ha declarado de
nuevo a Venezuela “en emergencia” y estableció como prioridad “desarrollar
nuevas capacidades hospitalarias”.
Las cifras oficiales reconocen 146.000 casos de la covid 19 y 1.400 fallecidos. El registro de algunos cálculos médicos no oficiales plantea que la cantidad de contagiados es cinco veces superior. El Gobierno no dispone de medios para hacer suficientes pruebas, según han afirmado médicos independientes. El promedio de contagios diarios, de acuerdo con el epidemiólogo José Félix Oletta, es de 2.500 personas. A la cabeza de un sistema público de salud precario y carcomido por la corrupción, el Gobierno trabaja de prisa para poder tener disponibles nuevas camas hospitalarias.
Venezuela se queda sin dinero en efectivo
Braulio González cuida coches en uno de los accesos al Parque Nacional El Ávila, que domina Caracas, en Venezuela. En una mañana de domingo logra juntar dos billetes de 50.000 bolívares –equivalentes a dos centavos de dólar—y tres paquetes de galletas. “La gente no tiene sencillo”, dice resignado en referencia a los billetes. Por eso, González tiene anotado en un papel sus datos bancarios, disponibles para aquel que se anime a hacerle una transferencia como propina. González, asegura, vive de su trabajo. Camino a una nueva jornada laboral, Zoraida Chirinos, residente de las zonas obreras de Petare, se detiene en un banco: necesita efectivo para pagar el autobús. Luego de una fila de media hora, recibirá un billete de 500.000 bolívares, unos 25 centavos de dólar. Por estos días, cuenta, es frecuente que los cajeros automáticos no tengan efectivo. Olga Bravo, de 80 años, tuvo que llamar a su hijo para que acudiera a su rescate en el estacionamiento de un centro comercial del este de la ciudad: no disponía de efectivo y no había puntos electrónicos para tarjetas de débito. Solo aceptaban “pago móvil”, un mecanismo que ella desconocía.
Venezuela: Facebook bloquea a Maduro por difundir información falsa sobre la covid-19
Facebook ha
congelado temporalmente el perfil de Nicolás Maduro por considerar que el líder
chavista publica noticias falsas sobre la covid-19. La medida responde a la
publicación de un video, el pasado mes de enero, en el que se asegura que un
supuesto fármaco es eficaz para combatir el coronavirus. Se trata del
Carvativir, también llamado “gotas milagrosas José Gregorio Hernández”, en
honor a un médico venezolano del siglo XIX que en un mes será beatificado por
el Vaticano. Este presunto remedio ha sido difundido por el Gobierno venezolano
como una cura de la covid-19, se ha incorporado a los tratamientos y se han
repartido incluso en poblaciones vulnerables como la carcelaria.
“Se ha desatado una campaña brutal contra el Carvativir. Es un antiviral, ayuda como antiviral a parar, a neutralizar la célula del coronavirus. Diez goticas bajo la lengua cada cuatro horas y el milagro se hace”, ha dicho Nicolás Maduro para defender el producto hecho a base de tomillo y que carece de estudios científicos conocidos que avalen su eficacia para la covid-19. “Es una medicina natural, estudiada y comprobada científicamente en Venezuela y aprobada y autorizada para su uso por las autoridades sanitarias y farmacológicas de Venezuela”.
O que é que as vacinas algum dia fizeram por nós?
quinta-feira, abril 01, 2021
Venezuela: El líder opositor venezolano Leopoldo López, denunciado en Cambados por saltarse el cierre perimetral
La Policía Local
de Cambados (Pontevedra) ha tramitado una propuesta de sanción al líder
opositor venezolano Leopoldo López, por saltarse el cierre perimetral impuesto
entre comunidades durante la Semana Santa para frenar la pandemia.
Leopoldo López fue
reconocido por los agentes cuando se encontraba en compañía de varios
familiares y amigos en la terraza de una cafetería situada en el entorno del
Pazo de Fefiñanes, en pleno caso histórico de este municipio arousano de las
Rías Baixas.
El concejal de
Seguridad Ciudadana del Ayuntamiento de Cambados, Tino Cordal, ha explicado que
la Policía Local realizaba un control rutinario anticovid sobre las 15.30 horas
de este martes, en el cual se ha identificado a Leopoldo López en una terraza
de la céntrica plaza de San Gregorio. Al opositor le acompañaba su mujer,
Lilian Tintori, otra pareja y varios menores.
Tanto Leopoldo López como la pareja que le acompañaba han aportado varios documentos para justificar su desplazamiento a Galicia, pero los agentes han considerado que no eran suficientes para evitar la propuesta de sanción y lo han denunciado.
Venezuela: Las seis invenciones de Maduro sobre la covid-19
Nicolás Maduro ha
acumulado en un año de pandemia llamados de atención por violar las políticas
de restricción de contenidos falsos y desinformación que tienen la mayoría de
las plataformas de redes sociales. Su página de Facebook, que ha sido congelada
por un mes, es un espacio que el mandatario sumó a la trinchera de comunicación
chavista. En Venezuela más de 115 medios de comunicación han cerrado en los
últimos años de su Gobierno. Durante la pandemia, de acuerdo con datos de
organizaciones como el Instituto de Prensa y Sociedad (IPYS) y Espacio Público,
el control de la información y censura de las autoridades ha aumentado. Y en un
informe titulado El virus de la censura, presentado por IPYS este marzo, se
recogen 25 bloqueos de medios de comunicación digitales durante 2020 así como
también el aumento de las detenciones de periodistas, entre 374 casos de
violaciones a la libertad de expresión e información.
El manejo y la comunicación de la pandemia ha estado concentrado en el aparato político del chavismo, dejando de un lado las voces técnicas y científicas. Mientras aumenta el control sobre la información, en la tribuna televisiva de las cadenas nacionales, casi a diario Maduro se ha colocado en un papel de experto y ha hablado como médico y científico, echando a andar una serie invenciones que van desde curas milagrosas de la covid-19 hasta teorías conspirativas sobre su propagación.


















































