domingo, novembro 24, 2019

Nota: os deveres da coligação

A coligação PSD-CDS na Madeira, formada para garantir a maioria absoluta dos mandatos parlamentares, fundamental à estabilidade de uma governação, só cai antes do final da Legislatura por culpa própria, de quiser. O resto é conversa. Se a coligação não se fortalecer, se tudo não passar de um mero negócio de conveniência, se não forem engolidos sapos ou elefantes vivos, sempre e quando for necessário, se cederem os interesses gerais aos sonhos, frustrações, ambições pessoais ou de grupos, a ameaça do fracasso e da ruína será mais do que evidente. E nesse caso a oposição não estará condenada a passar 4 anos lamentando-se apenas de não ter ganho o 22 de Setembro, a ser mais do mesmo, sem qualquer mais-valia para ninguém. A instabilidade da coligação permitirá que alguns partidos, antes das autárquicas que vão reforçar os conflitos entre eles - o PS-M depois do 22 de Setembro dificilmente aceitará ser carpete de terceiros ou trampolim para que uns tantos partidos pequenotes tenham a visibilidade que eleitoralmente não têm nem nunca terão - continuem numa auto-flagelação patética na praça pública tentando ainda hoje, o mesmo farão daqui a meses ou anos, identificar os verdadeiros culpados do desaire, um desaire que custou milhões mas que felizmente foram compensados... - e que colocou em causa muitas promessas, dezenas, centenas de promessas, desde compromissos governamentais a distribuição de lugares pelo topo da administração pública.
Ceder a pressões externas ao universo político e social natural da coligação, e por ela garantidamente coberto se marcar o seu mandato pela eficácia e pela justa enumeração das prioridades, será um erro desastroso.
As opiniões emitidas na periferia da coligação, a começar pelas minhas, valem o que valem, não vinculam ninguém a elas, não podem ser entendidas mais do que o desabafo ou a denúncia de um estado de alma, garantidamente assente na frustração política pessoal perante a evolução eleitoral mais recente da tribo que é a nossa. Pior, sem que ninguém esboce sinais de preocupação e sem que a "tribo" se prepare, antecipada e inteligentemente, para o que inevitavelmente acontecerá a curto prazo. Temo que a desvalorização do essencial e o recurso à improvisação não sejam mais do que instrumentos de aceleração de uma potencial degradação ameaçadora.
A questão que se coloca a cada eleitor, melhor dizendo, a cada militante dos parceiros da coligação, é apenas a de saber se, passados os primeiros tempos da "tempestade" pós-eleitoral (porque há sempre derrotados e vencedores e "derrotados" e "vencedores"....) em que a adaptação não tem que ser necessariamente consistente e imediata, existe, melhor, se se mantém preservado o contrato de confiança e se cada militante ou simpatizante do PSD-M e do CDS-M, continua a confiar nos respectivos líderes dos parceiros da coligação.
É nessa lógica que me coloco, embora sem descurar a exigência da liberdade de cada um para, bem ou mal, emitir as suas opiniões e com elas querer transmitir, apenas isso, algo com destinatário perfeitamente identificável. Opinar no abstracto, com base no abstracto, e virado para o abstracto, é obviamente também uma expressão da liberdade opinativa individual, mas reconheçamos que se trata de uma perda de tempo que  pouco ou nada, diria mesmo nada, adianta às pessoas e ao acto de governação em si mesmo e de gestão inteligente de um acordo que não pode ser apenas um casamento de conveniência, mesmo que o seja. Os tempos mudaram que nem esses casamentos de conveniência resistem mais, pelo contrário, são os mais vulneráveis, instáveis e regra geral acabam por ser sempre os primeiros a desmoronar-se. Por isso inteligência, seriedade, sinceridade, rigor político, capacidade de liderança, ética, rigor, coerência, perspectivas da prioridades, recusa de tudo o que se transforme num acto de pressão, manipulação, vergonha, chantagem, etc. Isso são os pequenos cancros de uma qualquer coligação partidária na certeza de que a alternativa a esta coligação - escrevam, porque vou repetir - a alternativa a esta coligação, se falhar por incompetência mútua, nunca será a mesma coligação. Porque caso ela falhe, estarão os dois parceiros condenados a uma humilhante e penosa travessia no deserto que nem sei como e quando dela sairão. Basta que olhem à insignificância do CDS nos Açores, hoje a braços com divergências internas acentuadas, e sobretudo ao que sucedeu ao PSD-Açores que viu passar durante décadas um desfile de gente "importante", de lideranças fabricadas nos médias, mas que depois, pouco ou nada disseram aos eleitores, que é o mesmo que dizer, não tiveram qualquer capacidade de afirmação social e de ganhar eleições construindo uma alternativa coerente e forte.
É esse pesadelo que marca o PSD-Açores e que devia servir, deve servir, de referência ou de lição aos demais partidos da Madeira. Pensem nisso.
Agora, depois de discutido e aprovado o programa de governo - que no fundo não passa de um manual de intenções para 4 anos, como qualquer programa de governo é - vamos passar ao primeiro orçamento regional (2020), onde tudo passa da teoria  à prática e onde, mais do que na elaboração do programa de governo, a articulação inteligente e pragmática dos dois parceiros da coligação tem que ser ainda mais fortalecida. É por via dos orçamentos que as pessoas começam realmente a perceber o que pretende a coligação fazer, até onde e como é que a vida das pessoas e das famílias vai melhorar, como é que as empresas terão condições para assumirem o seu papel social que não se pode resumir à tentativa de acumulação de lucros sem investimento e sem criação de riqueza. E sem justiça para com quem para elas trabalha (LFM)



sábado, novembro 23, 2019

De 3.300 escudos a 635 euros: A evolução do salário minímo nacional

De 3.300 escudos (o equivalente a 550,61 euros em 2018), em 1974, aos actuais 635 euros, a evolução do salário mínimo nacional (SMN) foi sendo gradual ao longo do anos. Contudo, houve períodos em que estagnou, nomeadamente nos anos negros das crises financeiras mundiais, nos anos 80 e no início desta década, nos chamados anos da troika. Em 2015, o Governo do então primeiro-ministro Pedro Passos Coelho fixava um salário mínimo nacional de 505 euros estimados pela inflacção, um valor muito inferior aos 635 euros aprovados esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, para vigorar em 2020. O primeiro-ministro, António Costa, quer salários com valores aos do período pré-crise. E pelo meio? As contas dependem da perspectiva. Isto é, se além da inflacção, a evolução da produtividade também tivesse entrado nesta soma, o salário mínimo deveria atingir os 1.137 euros, segundo dados da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, citados pela Renascença.
«Adeus» à troika foi há cinco anos
Há também um antes e um depois da chegada da troika ao país. Há oito anos, a 17 de maio de 2011, Portugal assinou o Memorando de Entendimento e nos três anos seguintes foi esse documento que ditou as políticas económicas do executivo e levou ao congelamento do SMN nos 485 euros nesse ano. Ao contrário dos aumentos definidos pelo Governo de José Sócrates, Passos Coelho recusava aumentar o SMN enquanto a crise não fosse ultrapassada.
Em 2014, haveria um aumento de apenas 20 euros, para os 505 euros – embora, ao abrigo de um acordo de Concertação Social de 2006, este valor devesse ter sido fixado nos 500 euros em Janeiro de 2011. Em contrapartida, houve uma descida de 0,75 pontos percentuais na taxa social única aplicada aos salários mínimos e paga pelos patrões. Com a chegada dos socialistas ao poder, houve um aumento do SMN para 530 euros. A proposta do recém-eleito primeiro-ministro, António Costa, não obteve o apoio dos parceiros sociais e avançou mesmo sem um acordo entre patrões, executivo e centrais sindicais. Costa propunha um aumento de SMN, começando pelos 530, no início da legislatura, e terminando nos 600 euros, em 2019 – e assim foi. O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a actualização do valor da Retribuição Mínima Mensal Garantida para os 635 euros, com entrada em vigor no dia 1 de Janeiro de 2020, confirmando o que Costa já tinha dito durante o debate quinzenal. Estima-se que a actualização deste valor venha a beneficiar, pelo menos, cerca de 720 mil trabalhadores  (Executive Digest)

Nota: há coisas que não lembram nem ao diabo

Há coisas que não lembram nem ao diabo. Mas eu até acho piada, confesso. Quando as coisas são incómodas, em vez de darem atenção aos comentários, mesmo desalinhados - sobretudo esses - e saber se correspondem à realidade e assentam numa lógica construtiva positiva, nada disso, a estratégia é a de tentar atingir pessoas. E inventar tontices que revelam bem o carácter de quem as suscita. Imaginem que eu, com mais de 60 anos, militante do PSD-M desde 1974, afastado de toda e qualquer responsabilidade partidária, que penso pela minha cabeça, que não quero que ninguém se vincule ao que digo, apenas que leiam e reflictam, com 40 anos de ligação mais ou menos activa ao jornalismo, segundo esses escroques da estrumeira do costume, se preferirem uns excrementos renováveis que por aí andam, passaria a travestir-me de uma espécie de "vuvuzela" de médicos madeirenses da "velha guarda" como se eles precisassem disso para alguma coisa. Será que esses 40 anos de jornalismo não dão para a gente ver o que se passa, entender rápido porque acontecem certas coisas, desvendar como acontecem, com quem, e perceber com que intenções e propósitos, com que objectivos pessoais, etc, etc? Será que anda tudo doido?
A Saúde na Madeira, por uma razão ou outra à mistura, não sai da agenda mediática da política regional, penso que desde o Verão de 2014. Eu não tenho dúvidas que o PSD-M, entre outras causas, foi prejudicado por isso, pelo impacto negativo que a mediatização da saúde tem junto das pessoas.
O que eu quero é o sucesso e a rápida estabilidade do SRS para bem de todos, porque é a ele que todos recorrem, mesmo os que dele dizem mal ou em relação ao qual alimentam especulação e dúvidas. Na hora do aperto, estão lá todos no mesmo sítio, nas urgências hospitalares, entregues aos cuidados de profissionais cuja competência nem se questiona. O que quero, muito urgentemente, não é discutir pessoas, nem tentar desvendar o lado obscuro, mais ranhoso se quiserem, do que se passa nos bastidores das saúde. Isso ficará para outra altura, quando tudo começar a ficar claro como a água pura.
O que eu quero é que a saúde regional saia rapidamente da agenda política mais mediatizada, para que deixem de falar na (e da) saúde da forma que o fazem, olhando-a apenas como uma bandeira política agitada em função de conveniências partidárias, ignorando desgraças muitíssimo maiores e bem mais graves existentes noutros pretensos "paraísos" que por aí andam...
Obviamente que me repugna a ideia de partilhas "justificados" ou atribuídos a egocentrismos que nada têm a ver com o essencial da nossa vivência e da nossa terra, repugnam-me as exigências por causa de caprichos pessoais, como se a saúde fosse algo tão sem importância, ao ponto de ser "cubanizada" graças a uma qualquer brincadeira de mau-gosto. Se isto funciona agora assim, então especulando poder-se-ia dizer que, por exemplo, todos os deputados têm também a legitimidade para se comportarem da mesma maneira, exigindo, pressionando, ameaçando, etc, sob pena de, na hora da verdade, os eleitores frustrados (no caso disso) lhes apontarem o dedo e os rotularem de forma pouco dignificante. Só por não terem sido capazes de fazer o que outros insignificantes conseguem.
Acham que política é isto? A "minha" política não é isso. Para falar de Saúde basta a novela em torno do novo Hospital da Madeira, que vai render ainda muito, porque se trata de matéria marcada por contradições, hipocrisias e muita confrontação partidária e onde o confronto, esse sim, tem que ser político, persistente, determinado e agreste q.b. A saúde lá dentro, dentro das paredes dos edifícios, nos gabinetes e corredores dos hospitais ou centros de saúde, essa saúde não pode tolerar que a política se imiscua e desestabilize tudo e todos em prejuízo dos utentes. Isto nada tem a ver com partidos, porque estamos a falar de políticas públicas, de responsabilidades governativas.
Acresce que duvido que os problemas da saúde, ou em qualquer outras áreas de actuação governativa, se resolvam com falsos "profetas", com "sabichões" de pacotilha ou com manobras de bastidores para criar redes de influências pessoais, sabem-se lá com que intenção. Se o PSD-M resolver o problema de fundo da saúde, acho que a oposição vai ficar desesperada e sentir grandes dificuldades porque vai esgotar as suas bandeiras populistas que alimentam tanta demagogia, manipulação e distorção e invenções. Por isso o que nos faltava era termos de lidar também com oportunismos ou jogadas urdidas em estranhas almoçaradas ou jantaradas que por aí se realizam com os protagonistas conhecidos, a que se juntam, estranhamente, convivas que que nada têm a ver com o tema, mas que depois ampliam mediaticamente assuntos que lhes são soprados aos ouvidos como inocentes "sugestões". Há exemplos recentes disso...
Não rapazolas, eu não sou "vuvuzela" de ninguém, nem admitia sê-lo. Apenas tenho algo que me diferencia de vós. É que eu apoio por convicção o Presidente do Governo e Presidente do PSD-M mesmo que ele tenha cometido erros e eu não concordem em tudo com ele. É essa a diferença, a grande diferença, entre nós. (LFM)



Forças de segurança: "Vim da Madeira de propósito para a manifestação"


Situação no Chile, Venezuela e Bolívia preocupam os vizinhos brasileiros

As sucessivas convulsões na América Latina estão a preocupar o Brasil. Os confrontos no Chile, Venezuela e Bolívia estão a ser acompanhados pelos brasileiros, como constatou o correspondente da RTP no Rio de Janeiro, Pedro Sá Guerra.

Dívidas dos hospitais estão perto dos 700 milhões de euros

O montante diz respeito a pagamentos em atraso com mais de 90 dias que atingiram no mês de setembro o valor mais alto registado desde o início do ano.

Endividamento da economia portuguesa voltou a subir em setembro

A dívida total do Estado, empresas e famílias atingiu perto de 726 mil milhões de euros. No espaço de um mês, o endividamento agravou-se em quase 2 mil milhões de euros, sobretudo pelo aumento da dívida das empresas e das famílias.
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OCDE prevê uma desaceleração da economia portuguesa pelo menos até 2021

A OCDE prevê uma desaceleração da economia portuguesa pelo menos até 2021. Para este ano a estimativa é igual à do Governo, um crescimento de 1,9 por cento.

terça-feira, novembro 19, 2019

Guaidó ao SOL: ‘A única sanção que existe sobre a Venezuela é a ditadura’

Numa entrevista por telefone, durante 25 minutos, Juan Guaidó contou ao SOL as dificuldades que enfrentam os venezuelanos e de como a repressão se sente no quotidiano. O autoproclamado Presidente interino da Venezuela garante ter o apoio da maioria da população. Os venezuelanos «não têm água, comida, luz», no país de onde fugiram milhões, por entre a repressão do regime de Nicolás Maduro, sumariza Juan Guaidó, autoproclamado Presidente da Venezuela. «Não foi resultado de um furacão, de um terramoto, de um tsunami. Não, foi causada por fatores humanos». O único terramoto foi político, com a proclamação do Presidente da Assembleia Nacional como Presidente reconhecido por mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos, passando pela União Europeia. O mundo observou as mudanças à espera de um climax que nunca chegou: a oposição saiu à rua com militares, em abril, anunciando o derrube de Maduro, e falhou; o Governo prendeu dirigentes da oposição, ameaçou Guaidó, mas não concretizou. «Estou sempre a caminhar pelas ruas, rodeado de gente que quer ser livre», assegurou Guaidó, em entrevista ao SOL, via telefone, após mais uma manifestação, que juntou estudantes, enfermeiros e professores. Mas nada pode ficar para sempre no impasse, muito menos na América Latina. Entre a conversa e a publicação desta entrevista, Jeanine Añez, vice-presidente do Senado da Bolívia, autoproclamou-se Presidente – deixando uma sensação de deja vú. «São uma inspiração para o nosso país», escreveu Guaidó no Twitter. A diferença entre a Venezuela e a Bolívia foi o facto da oposição boliviana ter o apoio da Polícia e das Forças Armadas, que obrigaram o Presidente Evo Morales, aliado próximo de Maduro, a demitir-se. «As Forças Armadas são um fator fundamental em qualquer transição», reconheceu Guaidó.
Sol - Depois de anunciar que o fim do regime estava ao virar da esquina, seguiu-se um impasse, durante meses, que afastou a Venezuela do ciclo mediático. O que se passa no terreno?
- Ainda há uns minutos estava numa manifestação com sindicatos, ordens profissionais, trabalhadores. Nós enfrentamos uma ditadura. Mas, apesar disso, estamos mobilizados. Por exemplo, os professores têm estado em greve. O regime de Maduro tenta mostrar uma normalidade que não se vive na Venezuela, onde um professor tem um salário de poucos dólares por mês; cinco milhões de emigrantes; 83% da população não tem água canalizada; não há luz em vários estados... E onde há censura, tortura e a perseguição aos opositores. Mas mantemo-nos mobilizados e vivos, continuamos a ser a maioria. Hoje, não há luta por este Governo, é certo. Noutra altura, poderíamos falar de um país polarizado, mas hoje 90% da população quer uma mudança, pede-a.

TAP com prejuízo de 111 milhões até Setembro

A TAP registou um prejuízo de 111 milhões de euros até Setembro. As receitas do grupo subiram, mas as "variações cambiais" penalizaram os resultados. A Standard & Poors colocou o "rating" da TAP três níveis abaixo do patamar de "lixo". A transportadora diz que a classificação é melhor que a de outras grandes companhias.
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TAP procura financiar-se com 300 milhões de euros
Oferta é apenas dirigida a investidores institucionais. Taxas de juro apenas serão conhecidas após fecho da operação. A TAP anunciou esta segunda-feira a emissão de 300 milhões de dívida, numa oferta apenas dirigida a investidores institucionais. Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a companhia aérea anunciou “a sua intenção de lançar uma oferta dirigida a investidores institucionais de obrigações sénior com o valor nominal agregado indicativo de 300 milhões de euros com maturidade em 2024”. As taxas de juro serão apenas conhecidas após o fecho da operação.
A TAP acrescenta que as receitas resultantes da oferta destinam-se à antecipação do reembolso de determinados empréstimos, no âmbito do passivo existente, e à extensão do respetivo prazo médio de maturidade ao pagamento de comissões e despesas relacionadas com a oferta das Obrigações. Na nota enviada à CMVM, a TAP sublinha que ainda “não existe garantia de que a oferta será concluída ou, se concluída, quanto às condições da sua conclusão”. A TAP procura novo financiamento após ter lançado, há cinco meses, a sua primeira emissão de obrigações para o mercado retalhista, captando, na altura, 200 milhões de euros em obrigações com maturidade em 2023, com uma taxa de juro de 4,375%.

Nota: quem tramou afinal Paulo Cafofo?

Paulo Cafofo esteve em vias de ser membro do governo de Costa, e foi tramado por alguém do PS-Madeira que fez chegar a Costa a sua oposição a tal cenário. Uma das pretensas justificações: não era filiado logo não podia "representar" o PS-Madeira em nada que fosse institucional, muito menos no governo central. E podem negar e fazer todas as ladainhas que quiserem aqui, nas redes sociais, em almoçaradas familiares ou reuniões partidárias. Esta é a verdade, tão verdade absoluta - repito, tão verdade absoluta - como 2 mais 2 são 4.
A mim o assunto não me interessa para nada, salvo como informação a ser desvendada porque factualmente incómoda. Para Cafofo interessa e muito. Se eu pretendesse especular - e recuso fazê-lo - até criaria facilmente um puzzle para chegar à origem de tal oposição, tão forte que superou "cunhas" bem pesadas e influentes. Só que não digo rigorosamente mais nada. Está dito, mantenho, factos são factos. A minha dúvida é saber se Cafofo - que nunca foi formalmente convidado para nada devido ao que se passou - chegou a saber o que se passou ou se, entretanto, ficou a saber depois dos factos ocorridos, melhor, depois da composição do novo governo central , quem realmente o tramou. Quem ou qual o esquema... Garanto-vos que até Costa ficou surpreendido!
Percebem agora porque razão nenhum madeirense fez parte da equipa de Costa? Se azucrinaram tanto a sua cabeça ele decidiu, e bem, que não indo o seu "protegido" Cafofo, ninguém mais iria. Aliás não acham estranho que apenas o Presidente da CMF, ligado a Cafofo e à área socialista regional, tenha sido o único que na área socialista de manifestou publicamente contra o facto dos socialistas madeirenses não terem ninguém no governo socialista da República. Ou nem repararam, nisso? Ouviram Emanuel Câmara lamentar-se ou protestar? Ou Carlos Pereira? Ou outro qualquer notável do PS-M? E não acham estranho que assim tenha sido? Pois é... (LFM)

Nota: para clarificar sabem onde foi publicada a notícia, pela primeira vez, de que Paulo Cafofo poderia ser convidado para o Governo de Costa? Então recomendo que façam uma busca, caso queiram, a começar por este singelo blogue...mal informado!



Porque faliu o BES? Salgado recusa depor

Avança o Jornal de Negócios que Ricardo Salgado, uma das 104 testemunhas chamadas pela comissão liquidatária, foi o único a recusar-se a depor. Para Salgado, o pedido da comissão é “inadmissível”, visto que é arguido no processo Universo Espírito Santo, estando acusado de vários crimes. “O depoimento de parte do ora requerido pretendido pela comissão liquidatária é, manifestamente, inadmissível", argumenta a defesa de Ricardo Salgado. "Desde logo, o depoimento só pode ter por objeto factos pessoais ou de que o depoente deva ter conhecimento. No entanto, a comissão liquidatária pediu o depoimento de parte do requerido, de forma absolutamente indiscriminada, sobre um chorrilho de matéria de forma completamente acrítica”, acrescenta. Para a comissão liquidatária, a queda do BES foi provocada por 13 antigos gestores, sendo Ricardo Salgado o principal responsável. Apesar de ter sido o único a recusar-se a depor sobre o processo de insolvência do banco, Salgado não foi o único a contestar os pedidos da comissão.

Carga fiscal vai continuar a bater recordes em Portugal

O Governo já prometeu aliviar os portugueses no que ao IRS diz respeito, mas isso não significa que a carga fiscal no geral será menos pesada. A carga fiscal continuará a bater recordes nos próximos dois anos, de acordo com a Comissão Europeia, o que significa que a receita em impostos e contribuições vai crescer mais rápido do que a economia.
As mais recentes previsões de Bruxelas, reportadas pelo Diário de Notícias, indicam que o peso dos impostos e dos descontos para a Segurança Social deverá subir dos actuais 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para 35% em 2020. No ano seguinte, poderá chegar aos 35,1%. Dizem as projecções da Comissão Europeia que Portugal irá cobrar este ano 73,6 mil milhões de euros em impostos e descontos, montante que sobe para 76,3 mil milhões em 2020. Trata-se de um salto de 3,6% – sendo que a economia deverá crescer 3,3% em termos nominais.

Assembleia da Madeira: novas iniciativas entradas

Projeto de Decreto Legislativo Regional
PS
14 de Novembro de 2019
7ª Comissão Especializada de Administração Pública, Trabalho e Emprego - Alteração ao Regime do Subsídio de Insularidade constante no artigo 59º do Decreto Legislativo Regional nº 42-A/2016/M de 30 de dezembro
Projeto de Decreto Legislativo Regional
PS
14 de Novembro de 2019
7ª Comissão Especializada de Administração Pública, Trabalho e Emprego - Fixação do montante do subsídio de insularidade a vigorar a partir de 1 de janeiro de 2020

Nota: o União esta a ser empurrado para tomar uma das decisões mais importantes da sua vida

Eu não sei se o União vai conseguir ou não dar a volta a esta situação dramática em que se encontra, sobretudo depois de ter sido despromovido aos escalões secundários do futebol nacional. Duvido que enquanto por lá estiver - seja o União seja qualquer outra equipa - consiga resolver as suas urgentes objectivos desportivos conciliando-os com uma situação financeira a roçar o absurdo (o digital Funchal Notícias retrata de forma resumida e inequívoca a realidade). Não vou discutir causa porque não conheço o que se passou ou como chegaram a este ponto. Estamos a falar, segundo li na imprensa, de um passivo da ordem dos Mesmo que o soubesse não seria aqui que abordaria o assunto. O que recomendo é que haja o bom senso e a coragem de tomar as decisões que a situação exige em vezes de protelar desfechos que o destino parece querer tornar incontornáveis, ou seja, aumentando a aflição do clube e a agonia dos seus associados. A AG de ontem foi dos accionistas da SAD na qual o clube tem uma representação relevante mas longe de ser maioritária. Ou seja, é parte interessada, altamente interessada, mas está longe de poder influenciar o processo de decisão. Duvido que tudo isto não cause desestabilização numa equipa de futebol que tem que ser blindada devidamente a tudo o que se passa, apesar de todos termos já percebido que está muito longe, pelo menos aparenta isso, de garantir os propósitos desportivos que são essenciais para a sobrevivência de um histórico da Madeira. 
Enquanto o União não recuperer desportivamente não sairá desta insignificante situação em que se encontra, tentando misteriosamente apenas sobreviver não se percebe bem porque motivo e qual a causa desse estranho masoquismo que não se compadece com o que se passa nos bastidores ou com o que realmente está em cima da mesa.
O que se passou ontem na AG dos accionistas da SAD, com duas intervenções policiais numa reunião com menos de 10 pessoas, é revelador do estado caótico a que se chegou e da imperiosa necessidade de alguém esclarecer os sócios do CFU o que realmente se passa, a verdade com verdade, e porque chegamos a este ponto deprimente e que em certa medida nos envergonha a todos, sócios e simpatizantes do clube. A solução encontrada na SAD, foi o que lemos na comunicação social, é para vigorar (?) até Fevereiro/Março quando a época acaba apenas em Abril/Maio, situação que claramente vem confundir ainda mais em vez de acalmar os ânimos (LFM)

segunda-feira, novembro 18, 2019

Venezuela: Entrevista a ler

fonte: Sol

Será esta a solução?

fonte: Expresso

Nota: concordo totalmente...

Concordo, apoio e recomendo que faça essa teoria transformar-se numa opção política definitiva para toda a RAM. Se há eleições onde cada partido, e sobretudo os candidatos precisam de mostrar o que valem perante as pessoas, são as autárquicas, sem dúvida as eleições de maior proximidade entre eleitores e eleitos. Concordo que o actual Presidente da CM de Santana, que não ganhou eleição nenhuma, apesar de ser agora responsável máximo pela edilidade nortenha, queira testar-se sozinho perante os cidadãos de Santana, sobretudo depois do CDS ter sofrido três derrotas seguidas naquele concelho. A propósito, estou a concluir um trabalho sobre este tema, através do qual pretendo desmistificar estas tretas de coligações PSD-CDS nas autárquicas quando o que está em causa é recuperar a confiança e o apoio daqueles eleitores que deixaram de votar em cada um desses partidos. Apenas e só isso! E, já agora, tentar perceber - algo que não fizeram - porque razão isso aconteceu, quais os motivos para essas quedas eleitorais significativas. Portanto, caro presidente da CMS, concordo 100% consigo...
Mas cuidado, no seu caso, nada de precipitações. Lembremos o que se passou em termos eleitorais:
Autárquicas de 2017
Abstenção: 41,9%
PSD - 1.038, 22,4% 
CDS - 2.797 votos, 60,5%
Europeias de 2019:
Abstenção: 61,4%
PSD - 1.170 votos, 38,5%
CDS - 698, 22,9%
Regionais de 2019:
Abstenção: 44,8%
PSD - 1.830 votos, 42,4%
CDS - 644 votos, 14,9%
Legislativas de 2019:
Abstenção: 49,4%
PSD - 1.597 votos, 40,4%
CDS - 572, 14,5%
Eu sei, são eleições diferentes. Sem dúvida, digo sempre isso e alerto as pessoas para as comparações impróprias. Mas é o mesmo povo que vota e resta saber porque em determinado acto eleitoral votou claramente em "contra-ciclo" relativamente ao que costuma fazer... Acresce que a malha que o PSD-M sofreu em 2017, para além de outros factores de natureza pessoal - com origem em 2013... - estão relacionados e muito com desastrosas escolhas feitas, porque há pessoas que sendo excelentes militantes e excelentes dirigentes, podem não ter o perfil adequado para ganhar uma eleição muito personalizada, provavelmente mais do que todas as outras. Cautela nunca fez mal a ninguém... Em política, diz quem sabe, o pior que pode acontecer é o mesmo incompetente cometer o erro duas vezes. Pior quando julga que sabe  e não sabe rigorosamente nada, é um zero na tomada de decisões ou na manipulação do processo de decisão e de escolha. Ficou claro? (LFM)

Venezuela: Guaidó pide reactivar la presión en las calles contra Maduro

Juan Guaidó intentó reactivar la oposición en las calles de Venezuela con dos mensajes clave. El primero: tomar como inspiración Bolivia, donde las protestas por el parón en el recuento electoral y el fin del respaldo militar forzaron la salida del ya expresidente Evo Morales. El segundo: mantener frente al régimen de Nicolás Maduro una protesta sostenida. “No hay soluciones mágicas”, dijo en la concentración en Caracas. El chavismo marchó en apoyo a Morales. “Tenemos que insistir hasta que el poder de las armas no esté del lado del usurpador, sino del lado de la Constitución”, dijo Guaidó ante miles de simpatizantes concentrados en el este de Caracas. “Es el factor [el de los militares] que hoy nos falta, es el factor que hoy debe tomar una decisión”, añadió el opositor en una concentración en la que habló desde un camión con un micrófono, por la imposibilidad de conseguir un proveedor que se arriesgue a prestarle servicios a la oposición tras varias detenciones de equipos dedicados a esta logística. Ante los asistentes, que llenaban unas tres cuadras, llamó a sumarse a una agenda de protestas la próxima semana, que incluyen una marcha estudiantil hasta el principal cuartel militar de Caracas, el Fuerte Tiuna, el jueves.

Nota: afinal em que ficamos?

Li hoje na imprensa que o chamado Indicador Regional de Actividade Económica (IRAE) indicia que a actividade económica regional manteve crescimento em Agosto de 2019 crescimento, embora de forma menos pronunciada face ao mês anterior”. "Traduzindo" por miúdos", como diz o povo, estes dados revelam que a economia madeirense cresce consecutivamente há 75 meses. Fazendo as contas, recuando a partir de Julho de 2019, isso leva-nos a Junho de 2013.Não digo mais nada! Cada um que jogue como entender...

domingo, novembro 17, 2019

Juan Guaidó apela a nova onda de protestos contra Nicolás Maduro


Venezuela: "Estamos nas ruas da Venezuela e aqui vamos continuar até à vitória"


Brexit afasta 100 mil turistas ingleses de Portugal

O cenário da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) está a ter impactos na chegada de turistas ingleses a Portugal e nas contas dos hotéis. Sem acordo, as viagens dos britânicos caem 7% já em 2020 e 8% no ano seguinte. Haverá menos oito milhões ingleses a viajar. No entanto, os impactos não serão sentidos de forma homogénea nos vários destinos europeus: em Portugal o corte não irá além das cerca de 100 mil pessoas, mostram projecções da European Travel Commission (ETC), a que o “Diário de Notícias” (DN) teve acesso. Em Portugal, apesar de um corte de 5,8% no número de turistas do Reino Unido. Sem Brexit, a projecção da ETC aponta para algo como 2,4 milhões de chegadas de ingleses num total de 16,6 milhões de turistas; com Brexit seriam 2,3 milhões de ingleses num universo de 16,5 milhões de hóspedes. O “DN” acrescenta ainda que a maior queda percentual de turistas irá ocorrer «na Irlanda, onde o sector encolhe 3,5% no próximo ano e 5% em 2021. E «cerca de dois terços desta redução é atribuída a menos ingleses a viajar». Eduardo Santander, director-executivo deste organismo, prevê uma redução de 8,3% no número de viagens à Irlanda em 2021. Inicialmente previsto  para 29 de Março de 2019, o Brexit foi primeiro adiado para 31 de Outubro, mas a data de saída do Reino Unido da UE voltou a ser prorrogada, estando agora marcada para 31 de Janeiro de 2020. E a 12 de Dezembro o Reino Unido vai a eleições antecipadas  (Executive Digest)

Venezuela exporta petróleo em segredo apesar das sanções dos Estados Unidos

Apesar das sanções dos Estados Unidos, a Venezuela, detentora das maiores reservas petrolíferas do mundo, continua a exportar milhões de barris de petróleo em segredo há largos meses e em grandes quantidades. A informação está a ser avançada pela “Bloomberg”. Um navio petroleiro, proveniente da Libéria, está supostamente a flutuar algures na costa francesa, de acordo com o sinal GPS. No entanto, a “Bloomberg” afirma que, segundo os relatórios de navegação, o navio terá desligado o GPS e feito um desvio até à Venezuela, para receber dois milhões de barris de petróleo para a gigante petrolífera russa Rosneft Oil Co PJSC. Contactada, a empresa recusou-se a comentar. De acordo com a mesma agência, esta prática tem vindo a acentuar-se desde Abril, depois de os Estados Unidos terem imposto um embargo total à compra de petróleo venezuelano, o pilar da economia daquele país, com o objetivo de pressionar a queda do regime do Presidente Nicolás Maduro. Este embargo proíbe qualquer empresa dos EUA de comprar petróleo da petrolífera estatal PDVSA, ou de qualquer uma das suas subsidiárias, e qualquer entidade estrangeira de usar o sistema bancário americano. Nos primeiros dias deste mês, a Venezuela exportou 10,86 milhões de barris, mais do dobro do volume registado no mesmo período em Outubro. A China e a Índia importaram mais de metade desse petróleo, adianta a “Bloomberg” (Executive Digest)

45º Congresso APAVT (Madeira),14 de Novembro: Sessão completa

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Resumo

45º Congresso APAVT (Madeira),15 de Novembro: Sessão completa

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Resumo

"Obrigado Madeira" - Vídeo Resumo 45º Congresso APAVT


45º Congresso APAVT (Madeira): Hotel Porto Santo & Spa


45º Congresso APAVT (Madeira): Madeira Wine Tours


45º Congresso APAVT (Madeira): Casas da Levada


45º Congresso APAVT (Madeira): Parapent

Venezuela recebe aviões carregados de dinheiro da Rússia

Centenas de milhões de dólares em dinheiro vivo foram enviados da Rússia rumo à Venezuela, uma tábua de salvação para o regime de Nicolás Maduro, cujo acesso ao sistema financeiro global está restringido por sanções dos Estados Unidos. Um total de 315 milhões de dólares em notas de dólares e euros foi enviado em seis remessas separadas de Moscovo a Caracas entre maio de 2018 e abril de 2019, de acordo com os dados da ImportGenius a que a Bloomberg teve acesso. A empresa compilou registos aduaneiros russos obtidos através de fontes privadas. O dinheiro veio de bancos geridos pelos governos dos países e foi enviado para o banco de desenvolvimento da Venezuela, segundo os registos. Embora o dinheiro possa ter várias finalidades - como a repatriação de recursos da Venezuela depositados no exterior, dividendos de uma participação num banco de Moscovo ou receita com vendas de petróleo ou ouro -, o complexo feito logístico mostra uma das maneiras pelas quais o governo de Maduro tenta contornar as fortes sanções financeiras dos EUA. Como consequência do escrutínio, o banco central tem realizado mais transações em dinheiro, às vezes oferecendo aos clientes locais acesso a notas de euro.

Educação: Reprovar sem ajudar ou passar sem saber resulta no mesmo

O objetivo do Governo é ter zero retenções no ensino básico. As escolas que já tentam cumpri-lo garantem que é possível atingir esta meta em qualquer lado. Mas é preciso um plano, tempo e recursos. A discussão é recorrente, mas nem por isso deixa de continuar a suscitar acesos debates. Com o Governo a inscrever no programa para a legislatura a meta de acabar com os chumbos no ensino básico, o tema da avaliação dos alunos marcou o debate quinzenal no Parlamento e voltaram a ser trocadas as acusações do costume: a direita critica um suposto facilitismo e a esquerda invoca a ineficácia de chumbar um aluno. A verdade é que, já em 2010, a então ministra da Educação Isabel Alçada dizia que reprovar raramente era benéfico e que queria lançar um “debate para mudar as regras”. Desta vez não se trata de mudar despachos e diplomas e tanto primeiro-ministro como o ministro da Educação recusam a ideia de querer eliminar “administrativamente” os chumbos. O que diz o programa do Governo é que será definido um “plano de não retenção no ensino básico, trabalhando de forma intensiva e diferenciada com os alunos que revelem mais dificuldades”.

Saúde: Sintomas de um SNS doente

Governo abriu 866 lugares em hospitais e 398 em unidades de cuidados primários em todo o país no primeiro concurso do ano, em maio, e 345 (27%) ficaram vagos por falta de candidatos. Especialista há um mês e posto a chefiar equipa, médicos de família nas Urgências infantis, pediatra com 100 casos num dia, crise de choro por medo de errar doses por cansaço ou clínico que receita paracetamol e o doente morre são manifestações adversas de um mal maior: uma medicina posta a soro. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está severamente doente e sem tratamento imediato. Os sintomas são evidentes da gravidade do quadro clínico: metade dos médicos tem mais de 50 anos e, por isso, o direito de não fazer escalas nas Urgências e sobram lugares em hospitais e centros de saúde onde ninguém quer trabalhar: 30% das vagas estão por preencher. Quem fica vai aguentando cada vez menos e os episódios de falência são cada vez mais.

Número de municípios que cobram taxa turística continua a aumentar

Aos oito que já o fazem juntam-se, no próximo ano, Braga, Óbidos, Portimão, Porto Santo e Funchal. Mafra, Sintra, Cascais já se juntaram a Lisboa, Porto, Gaia, Vila Real de Santo António e Santa Cruz, na Madeira. Guimarães pondera para já. Já são oito as autarquias que cobram taxa turística em Portugal. Mas esse número poderá aumentar em breve com Braga, Óbidos, Portimão, Porto Santo e Funchal a juntarem-se ao grupo. Para já, Guimarães pondera a hipótese, informa o Dinheiro Vivo, este domingo. A Câmara Municipal de Braga vai passar a cobrar uma taxa turística de 1,5 euros a partir de março de 2020. O imposto vai ser cobrado apenas durante a época alta, entre março e outubro, a maiores de 16 anos, até um máximo de quatro noites. Em Óbidos será cobrada a “taxa de dormida”. O valor ainda está em consulta pública, mas o presidente da Câmara Municipal disse, em entrevista à agência Lusa, que a taxa foi definida em um euro. No Algarve, a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve aprovou em setembro 2018 a proposta de criação da Taxa Turística Municipal, ficando cada município encarregue de adaptar o modelo à sua realidade. Em Vila Real de Santo António, a taxa turística entrou em vigor em novembro desse ano. Segue-se agora Portimão. Também Porto Santo e Funchal se preparam para avançar na cobrança da taxa turística. Em ambos os municípios os regulamentos foram aprovados, esperando-se que entrem em vigor em 2020. Porto Santo e Funchal juntar-se-ão, assim, a Santa Cruz, onde é cobrada a “ecotaxa”. Em processo de aprovação, encontra-se ainda o município de Guimarães. A abertura do procedimento para a aprovação de um regulamento que cria uma taxa no município foi aprovada em março deste ano (Jornal Económico)

Surpresa? Hospital de Santa Maria pagou 20 mil euros ao diretor do Polígrafo por um livro sobre o tratamento da hepatite C...

Jornalista do Polígrafo recebeu do Santa Maria uma verba para fazer livros e pouco depois publicou naquele site uma notícia favorável ao hospital. Além disso, é acusado pelo MP de ter relações profissionais promíscuas com Lalanda e Castro, arguido no processo da Mafia do Sangue, omitindo também a responsabilidade do empresário no livro que escreveu sobre a Operação Marquês.  O jornalista Fernando Esteves, fundador e responsável pelo site Polígrafo, beneficiou há cerca de um ano de um ajuste direto do Hospital de Santa Maria para a elaboração de livros, no valor de quase 25 mil euros. Sucede que, dias depois, o Polígrafo (que tem uma parceria com a SIC para um programa com o mesmo nome) publicou uma notícia de ‘fact-checking’ da qual este hospital saía favorecido – o que parece configurar um caso de conflito de interesses de natureza ética.  Note-se que o nome do mesmo jornalista surgiu esta semana na acusação do Ministério Público no processo conhecido como Máfia do Sangue, por ser sócio de uma empresa que prestou serviços de consultoria aos dois principais arguidos, Paulo Lalanda e Castro e Luís Cunha Ribeiro. Além disso, ter-se-ia encontrado com Lalanda e Castro numa reunião que visaria omitir o nome do empresário no livro que Esteves estava a escrever sobre a Operação Marquês.

Portugal a caminho dos 13 milhões de turistas

Portugal está a caminho de um novo recorde. Até Setembro, o número de estrangeiros a escolher passar férias nos hotéis nacionais ficou perto dos 13 milhões de turistas estrangeiros, com a Área Metropolitana de Lisboa (AML) a concentrar mais de metade dos turistas. Face a 2018, o número subiu 6,4%, mostram dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).  Apesar de ter alcançado bons números, Setembro foi um mês de travagem, pelo menos do lado da procura externa. O sector do alojamento turístico registou 2,9 milhões de hóspedes e 7,6 milhões de dormidas em Setembro, o que corresponde a variações de 5,2% e 3,3%, respectivamente. Os residentes (que pesam menos) cresceram mais do que os não-residentes. Enquanto o número de turistas residentes a fazer check-in em hotéis portugueses cresceu 4,4%, para 2,2 milhões, a procura de estrangeiros não foi além de uns tímidos 2,9%, o equivalente a 5,4 milhões, de acordo com o INE.
Um dos mercados que mais está a penalizar as contas dos hotéis é o britânico (que representa 20,9% do total das dormidas de não-residentes em Setembro) com um aumento de apenas 0,1% neste período, o que se traduziu em pouco mais de 26 mil turistas ingleses. Desde o início do ano, este mercado cresceu 0,8%. Logo a seguir, os alemães (13% do total) registam a maior quebra no número de turistas: recuaram-se 8,1% em Setembro. Nos nove primeiros meses do ano, foram menos 6,8%. Espanha, que representa a terceira maior quota de mercado (9,3%), registou um crescimento de 9,5% em Setembro. Até esse mês, aumentou 8,2%. Nesse período, a estada média (2,64) encolheu 1,8%, sobretudo devido ao não-residentes (-3,0%). Já a taxa líquida de ocupação, de 57,1%, recuou 1,9 pontos percentuais (p.p.), ainda que a um ritmo menos acelerado do que em Agosto (-2,2 p.p.) Por alojamentos, as dormidas evoluíram de forma positiva em todos os tipos de alojamento. Na hotelaria (82,6% do total) registaram um aumento de 1,7%, no alojamento local (peso de 14,4% no total) aumentaram 13% e as de turismo rural e de habitação (quota de 3,0%) aumentaram 5,8%.
Contas feitas, os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros atingiram os 498,7 milhões de euros, mais 6,7% face ao ano anterior. Ainda assim, esta evolução representa uma travagem em relação ao aumento de 7,3% registado em Agosto.  O rendimento médio por quarto disponível situou-se em 66 euros, o que se traduziu num aumento de 1,2% e o rendimento médio por quarto ocupado atingiu os 97,5 euros, mantendo o ritmo de crescimento registado no mês anterior (3%). Em Setembro, as dormidas cresceram em todas as regiões à excepção da Madeira, que regista quebras de 4,1%. O Norte e a AML Lisboa foram as zonas do país que mais turistas receberam, com aumentos de 8% e 5,1% respectivamente (Executive Digeste)

Venezuela: Navios secretos impulsionam exportações de petróleo

O Dragon, um enorme petroleiro com a bandeira da Libéria, deveria estar a navegar algures ao largo da costa de França, segundo o mais recente sinal de GPS. Em vez disso, está atualmente a milhares de quilómetros de distância, na Venezuela, onde, no âmbito de um contrato com a gigante russa do petróleo, a Rosneft Oil, transportou 2 milhões de barris de crude, de acordo com dados compilados pela Bloomberg e relatórios de embarque. Como é que isso é possível? Porque os transponders do navio foram desligados antes de deslizarem para águas venezuelanas, mostram os dados.

Oposição e apoiantes do regime da Venezuela manifestam-se este sábado

Do lado da oposição, Juan Guaidó - que em janeiro jurou assumir as funções de Presidente interino do país até que Nicolás Maduro abandone o poder, se convoque um governo de transição e eleições livres e transparentes no país - tem insistido nos últimos dias em apelar aos venezuelanos a que confiem no roteiro que definiu para cumprir com os objetivos.

sábado, novembro 16, 2019

Novo Banco: Injeção do Estado pode ser feita de uma só vez

O dinheiro que o Fundo de Resolução ainda tem para injetar no Novo Banco, que pode ir até €2 mil milhões, pode ser antecipado e colocado de uma só vez no banco, segundo apurou o Expresso junto de fontes próximas do processo. Os acionistas do banco, a Lone Star e o próprio fundo, que é uma entidade pública cujas despesas entram no défice orçamental, estão a estudar essa possibilidade. O Governo está a acompanhar cenário. A ideia é fazer uma injeção única, libertando assim o Fundo de Resolução de transferências futuras que, de acordo com o Mecanismo de Capitalização Contingente acordado na venda do banco em 2017, podem ser de mais €2 mil milhões.
Os envolvidos estão a medir os prós e contras. Do lado do Fundo de Resolução, a vantagem seria não utilizar a totalidade do montante do mecanismo de capitalização. Para a Lone Star, poderá ainda fazer mais sentido, já que que a limpeza dos ativos tóxicos é uma prioridade da gestão do banco, liderada por António Ramalho, e implica perdas que são cobertas por estas transferências.

Madeira está de olho em novas falências após o colapso da Thomas Cook

Até setembro foram repostos 1,5 milhões de lugares de avião para o Funchal de companhias falidas nos últimos anos. "Temos de estar preparados para um longo período mau", advertem agentes do turismo. Acautelar os efeitos negativos de mais falências de companhias aéreas ou de operadores turísticos é uma prioridade para a Madeira, que este ano sofreu um rombo com o colapso da Germania e mais recentemente da Thomas Cook - e que foi um tema em destaque no congresso "Turismo, Opções Estratégicas", da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre até 17 de novembro no Funchal.
"Houve 14 companhias a falir desde 2016, das quais nove afetaram diretamente o Funchal. Mas até setembro deste ano já recuperamos a quase totalidade desses lugares perdidos, cerca de 1,5 milhões, que representou um esforço gigante", adianta Eduardo Jesus, secretário regional de Turismo e Cultura da Madeira. A recuperação destes 1,5 milhões de lugares não inclui o desiderato deixado pela Thomas Cook. Segundo o responsável de Turismo da Madeira o Governo regional está "a reunir com múltiplas companhias aéreas e operadores, acima de tudo no objetivo de garantir as ligações".

Nota: podem apresentar mil e uma propostas. A realidade é a que é...

Podem apresentar mil propostas que não subvertem a realidade. Afinal qual é o programa de governo que foi aprovado pelo parlamento regional? Quais foram os manifestos eleitorais (eles existiram mesmo ou apenas propostas e ideias avulso?) derrotados nas urnas? O PS-Madeira, derrotado no campo em 22 de Setembro - depois de prestações parlamentares recentes a roçar o anedótico e a banalidade confrangedora, sem qualquer linha de rumo, sem orientação e lógica política coerente, sem linhas claras que balizem a sua atitude de partido da oposição e que fundamentem a crítica e a reclamação -  tenta agora ganhar na "secretaria", apostado em continuar a iludir as pessoas e a passar para a comunicação social (arena preferencial de Cafofo e seus lugares-tenentes) a imagem de que só o PS pensa e "trabalha" pelas pessoas - como se fossem só eles os iluminados... Tudo para dar continuidade a um discurso de engano, de ilusão, de mentira, de manipulação, que garanta o deliberado propósito de "adormecer" as pessoas, que ignoram (?) a outra face da moeda, certas relações (e jantaradas privadas) de negócios, que levantam muita estranheza e especulação, até sobre as reais motivações políticas e pessoais subjacentes a certas iniciativas parlamentares inquisidoras e outras, orquestradas por agências de assessoria em conluio com várias frentes mediáticas tradicionalmente colaboracionistas... O PS-Madeira consegue a proeza de garantir a sobrevivência de uma imagem assente num discurso populista e numa descarada mentira, quando se trata de ética política, já que consegue ao mesmo tempo dizer mal (ou manda dizer mal...) de determinados grupos económicos (e "adversários" políticos) locais e depois pede para se reunir com eles em privado, repito a seu pedido, aos quais pede (pediu) apoios vários e compromissos, tendo por base, antes do 22 de Setembro, desfechos eleitorais dados como certos mas que não se concretizaram, apesar de terem constituído pretexto para insinuações e "peitos cheios" "ameaçadores".
Continuo a ter a certeza de que um dia a História vai contar a verdadeira história de tudo isto bem como a história de outras histórias de negócios do poder, tudo ao pormenor, com todos os nomes, independentemente de se tratarem de história porcas, bem nojentas, asquerosas, mentirosas, indignas, desvendando tudo o que se passou antes dos resultados eleitorais de 22 de Setembro. Neste contexto, espero que os potenciais "bufos" desses tempos de bastidores, guardem toda a informação que possuem e não sejam vítimas de súbitas, mas oportunas, "falhas de memória", quando esse tempo clarificador (e denunciador de hipocrisias e embustes) chegar. Tem que chegar, em nome da dignificação da política e da preservação dos protagonistas da política (LFM)

Nota: há campanhas e...campanhas!

Eu acho que o PS-Madeira tem que perceber uma coisa importante, de uma vez por todas: há agências de comunicação especializadas em campanhas, eleitorais ou comerciais, nas quais tanto vendem sabonetes, pastas de dentes ou políticos. Conforme o pedido. Mas ficam à "nora" e patinam, quando se trata de gerir de forma inteligente e diferente a manipulação política nos bastidores nomeadamente a distorção de imagem de terceiros - o que nada tem a ver com as premissas das campanhas eleitorais - tudo isso para além dos trabalhos publicitários altamente rentáveis. Certo? Porque há coisas que acontecem que são tão ridículas e forçadas que facilmente percebemos que alguém pensou alguma coisa e outros executaram, "mal e porcamente". Uma boa agência de comunicação em períodos de campanha eleitoral, mais exigentes, mais agrestes e de combate político mais aberto, populista e sem limites, não tem que ser forçosamente, mesmo que seja a mesma agência de comunicação, tão eficaz fora das campanhas eleitorais, onde há factores que passam a contar o que não aconteceu antes (LFM)

sexta-feira, novembro 15, 2019

TVI-24: 600 garrafas de rum estão a envelhecer no fundo do mar da Madeira


ANAC responde às críticas sobre a inoperacionalidade do aeroporto da Madeira

O presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) disse entender as queixas dos empresários quando há constrangimentos no aeroporto da Madeira devido ao vento, mas assegura que a prioridade é a segurança dos voos da qual não abdicará. “Eu compreendo a frustração das pessoas e dos empresários que têm os seus negócios e o que querem é ter uma conexão para os turistas não terem problemas. Mas o que é facto é que os ventos mudaram”, afirmou à Lusa Luís Ribeiro. Segundo o presidente do regulador aéreo, “as regras não mudaram e o que aconteceu foi que nos últimos dois anos - não este último verão que foi atípico, não houve grande impacto nos ventos - houve uma grande percentagem de dias em que houve ventos acima dos limites e foi, por isso, que a operação foi mais impactada".

XXII Governo Constitucional: conheça os 70 elementos que o compõem

António Costa já tem o XXII Governo Constitucional pronto para iniciar funções. Entre primeiro-ministro, ministros e secretários de Estado, o executivo minoritário do Partido Socialista terá 70 elementos: 26 mulheres e 44 homens. Relativamente ao anterior Governo, o elenco ministerial ganha mais dois elementos e a equipa de secretários de Estado é reforçada com mais sete secretários. A lista do novo governo fica ligeiramente aquém da meta de 40% de representação de cada género que esteve subjacente às listas eleitorais. Entre os 70 elementos do novo governo, 26 são mulheres, colocando a fasquia da representação feminina nos 37,14% (por Mário Malhão, Jornal Económico)

Máquina do Fisco protegida por segredo de Estado

O sistema informático da Autoridade Tributária está protegido numa localização secreta, sujeita a segredo de Estado, e é de tal forma avançado que, só este ano, já conseguiu identificar 41 mil divergências.Infraestrutura tecnológica do Fisco está instalada numa localização secreta, que tem a capacidade de analisar 600 mil faturas hora e já detetou discrepâncias em 41 mil declarações este ano. Na infraestrutura tecnológica do Fisco, diz o jornal, passam milhões de informações por dia. O sistema tem capacidade para cruzar 600 mil faturas e detetar discrepâncias. Um dos sistemas integrados na infraestrutura do fisco é o sistema e-fatura que, juntamente com o sistema que controla as guias de transporte das várias mercadorias, tem capacidade para recolher e tratar mais de cinco mil milhões de documentos por ano. Para a manutenção e desenvolvimento do sistema, o Estado teve de investir cerca de 100 milhões de euros entre 2017 e 2018. Só desde o mês de julho, a Autoridade Tributária investiu seis milhões de euros com atualizações de licenças, centros de dados e migração de dados. Graças ao sistema, explica o jornal, a AT identificou só este ano 41 mil contribuintes que tinham uma realidade económica diferente daquilo que foram as suas declarações de imposto. É com recurso a esta informação, e o seu cruzamento, que o Fisco monta as suas ações de inspeção (msn.com)

Crédito ao consumo acima dos 600 milhões pelo terceiro mês. Supera os cinco mil milhões no ano

O crédito ao consumo encolheu ligeiramente em setembro, face ao mês anterior, à custa do setor automóvel. Cifrou-se, ainda assim, em mais de 600 milhões de euros pelo terceiro mês consecutivo. O crédito ao consumo travou em setembro. Foram concedidos 634 milhões de euros em novos empréstimos, uma quebra face a agosto que é explicada pelo travão no financiamento automóvel. Foi, ainda assim, o terceiro mês consecutivo com créditos acima dos 600 milhões de euros, elevando o saldo do ano para mais de 5,5 mil milhões de euros. Estatísticas divulgadas pelo Banco de Portugal, nesta terça-feira, mostram que os bancos e as financeiras concederam 634 milhões em setembro, aquém dos 637 milhões registados em agosto. Na comparação com o mesmo mês do ano passado verificou-se um aumento de 13% nos novos financiamentos.

Turismo continua a crescer, mas com sinais de abrandamento. Estrangeiros dormem menos noites em Portugal

Em setembro, o número de turistas a visitar Portugal aumentou para 2,9 milhões, mas os estrangeiros passaram menos noites. As receitas com o turismo atingiram os 498,7 milhões de euros. Depois de um abrandamento do turismo em julho e de uma recuperação em agosto, setembro mostrou que o setor turístico nacional continua em crescimento, embora com alguns sinais de desaceleração. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os estabelecimentos hoteleiros nacionais receberam 2,9 milhões de hóspedes em setembro, mais 5,2% do que no mesmo mês do ano passado. Para a economia isto refletiu-se em quase 500 milhões de euros em receitas. Se em setembro do ano passado tinham sido 2,7 milhões de turistas, em setembro deste ano esse número aumentou 5,2%, diz o INE. Os hóspedes estrangeiros levaram a melhor, tendo aumentado 6% para 1,83 milhões, enquanto os residentes no país subiram 3,7% para 1,04 milhões.
Estes números, contudo, mostram uma desaceleração quando comparados com agosto, o mês preferido para passar férias. Nesse mês, o número total de hóspedes tinha subido 6,7%, com destaque para os residentes que tinham aumentado 8,1%.
Mas se o número de hóspedes aumentou face ao ano passado, o tempo que estes passaram em Portugal caiu. De acordo com os dados do INE, a estadia média caiu 1,8% para 2,64 noites, uma quebra que se deveu ao número de noites que os estrangeiros passaram nos estabelecimentos hoteleiros nacionais: caíram 3% para uma média de 2,92 noites.

Portugal no ‘clube dos 7’ com melhor saldo orçamental

Há seis países que esperam excedentes orçamentais no próximo ano e dois países que projectam défice nulo, entre os quais Portugal. Nos esboços dos Orçamentos enviados a Bruxelas, dez países da zona euro projectam uma melhoria das contas públicas. Enquanto o motor da Europa vê um excedente de 0,75%, Chipre espera o maior défice da zona euro (por Mário Malhão, Jornal Económico)

XXII Governo Constitucional: conheça todos os ministros

“Um Governo coeso, de continuidade natural face ao Governo que ainda está em funções”, foi como António Costa descreveu o seu segundo executivo, marcado pela presidência do Conselho da UE. no primeiro semestre de 2021. Passa a haver quatro ministros de Estado e cinco novos detentores de pastas, quatro das quais mulheres, elevando o número de ministras para oito (por Mário Malhão, Jornal Económico)

Portugal reforça exportação de automóveis

As vendas de automóveis ao estrangeiro estão a registar um desempenho positivo em Portugal, apesar da desaceleração que países como a Alemanha estão a viver. Segundo dados do INE até agosto deste ano, as exportações de veículos por Portugal aumentaram 13,2% face ao mesmo período do ano passado, atingindo 5,8 mil milhões de euros. A maior parte destas vendas foi para o mercado alemão, que tem mostrado grande adesão ao modelo T-ROC produzido na Autoeuropa (por Mário Malhão, Jornal Económico)