quarta-feira, fevereiro 07, 2024
Juros altos renderam 2,6 mil milhões de euros ao Santander e Novobanco
Laços familiares são principal justificação dos “deputados paraquedistas”
Estratégias dos partidos ao fazer as listas conduzem candidatos a círculos diferentes dos habituais. Mas entre os dez casos que se destacam nas eleições de 10 de março há quem desvalorize o assunto e defenda que o importante é representar bem os eleitores. Um sinal de que o fenómeno designado por paraquedismo eleitoral não é novo reside no facto de há três décadas ter havido um deputado a justificar o círculo pelo qual seria cabeça de lista por esse distrito coincidir com um dos seus apelidos. Não é o caso de nenhum dos que se candidatam nestas legislativas em terras às quais não têm ligação evidente, em circunstâncias muitas vezes ditadas por lógicas nacionais.
Nas listas dos principais partidos e coligações há uma dezena destes casos com eleição garantida ou muito provável, sendo os mais notórios os dos cabeças de lista da Aliança Democrática (AD) em Faro e Setúbal. A escolha do vice-presidente do PSD e da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz, gerou contestação no Algarve - e a passagem a não inscrito (e candidato do Chega) do social-democrata Rui Cristina -, havendo também estupefação com a escolha da ex-ministra Teresa Morais, três vezes candidata por Leiria, para primeira candidata da coligação em Setúbal. Perante acusações de paraquedismo, Pinto Luz apontou ligações familiares ao distrito de Faro, de onde era natural o avô paterno e vive o pai, mas preferiu realçar que se tem dedicado ao turismo e às infraestruturas, “temas quentes no desenvolvimento da região”.
Jornalismo nos EUA enfrenta “tempestade” com centenas de despedimentos desde o início do ano
Os media norte-americanos têm enfrentado um início de ano complicado, com sucessivas vagas de despedimentos. Só em janeiro foram 528 os postos de trabalho cortados na indústria do jornalismo. A crise do jornalismo – que levou os jornalistas portugueses a juntarem-se em congresso e que encontrou o seu “expoente máximo” na crise que tem assolado a Global Media – não é exclusiva a Portugal. Do outro lado do Atlântico, também os Estados Unidos da América (EUA) se deparam com um setor marcado pela instabilidade e despedimentos.
O panorama, que já não estava favorável, tem sido catastrófico para os meios de comunicação nos EUA na entrada em 2024, com sucessivas vagas de despedimentos, greves e manifestações de trabalhadores. Só em janeiro foram 528 os postos de trabalho cortados na indústria do jornalismo norte-americana, segundo um relatório da Challenger, Gray and Christmas. O jornal digital The Messenger foi um dos mais recentes órgãos de comunicação norte-americanos vítima desta crise, com os seus trabalhadores a serem apanhados no meio das sucessivas ondas de despedimento desde o início do ano.
Depois de terem sido investidos cerca de 50 milhões de dólares (46,6 milhões de euros), o The Messenger fechou abruptamente na semana passada após apenas oito meses de operação. A notícia foi dada aos funcionários pelo próprio fundador Jimmy Finkelstein através de email, onde anunciou a paralisação imediata da empresa e o despedimento dos cerca de 300 trabalhadores, incluindo jornalistas experientes que vieram de publicações como a Reuters, Politico ou NBC News, refere o The New York Times.
PSP realiza buscas na CP-Metro de Lisboa...
Ministério Público pretende apurar se foram adulteradas escalas de serviço por parte de elementos da divisão CP-Metro, com o objetivo do recebimento indevido de gratificados em estações da CP e carruagens de comboios. A Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa está a realizar buscas nas instalações da CP-Metro, a Divisão de Segurança a Transportes Públicos do Comando da PSP de Lisboa, por suspeitas de burla no pagamento de gratificados. De acordo com o Correio da Manhã, que cita fontes da PSP, as diligências visam a recolha de prova, sem que estejam previstas quaisquer detenções. As buscas visam a apreensão de documentação relativa às escalas dos agentes, que, segundo foi denunciado ao Ministério Público, agem em concertação para receberem dinheiro que não lhes é devido por horas em que não prestaram serviço, em prejuízo do Estado, que lhes paga enquanto acionista da CP. A Direção Nacional da PSP deverá emitir ainda hoje um comunicado sobre o assunto (Jornal Novo)
terça-feira, fevereiro 06, 2024
Galinha admite manter Diário de Notícias “a perder entre 500 e 700 mil euros por ano
Mesmo que implique perder mais de meio milhão de euros por ano, Marco Galinha está disponível para assegurar o Diário de Notícias e outros títulos históricos da Global Media. O dono do Grupo Bel, Marco Galinha, garante que não deixará cair a Global Media e manifesta-se disponível para assegurar o Diário de Notícias e outros títulos históricos, mesmo que isso implique perder entre 500 e 700 mil euros por ano. Em entrevista ao Público, o empresário critica o Governo e os autarcas de Lisboa e Porto, e admite que foi uma má solução a venda do grupo de media ao fundo World Opportunity, que tem sede nas Bahamas, pois o grupo ficou “caótico”. Como noticiou o ECO na semana passada, um grupo de empresários representado por Diogo Freitas assinou um acordo para comprar uma série de títulos da Global Media, incluindo o Jornal de Notícias e a TSF, sem incluir o Diário de Notícias.
O empresário diz que grande parte do dinheiro que tinha para investir no grupo acabou por ser desviada para a resolução de problemas inesperados. Conta que, quando chegou à Global Media, foi surpreendido com graves problemas, pois não havia dinheiro para pagar os salários do mês e chegou uma carta para pagar ao Fisco 65 milhões de euros de mais-valias, por exemplo. Garante ainda que, no total, foram investidos 16 milhões no grupo, incluindo na compra das posições ao BCP e ao Novobanco, equivalentes a 40% do capital, por quatro milhões (ECO online)
Opinião: "Salvar o jornalismo, a bem da democracia"
A crise do
jornalismo é mais do que uma crise do modelo de negócio: é antes o reflexo da
crise do espaço público. E combatê-la exige a disponibilidade de poderes
públicos e privados, como se tem visto no debate em torno das dificuldades dos
média em Portugal.
A situação de crise da Global Media Group, de que o Dinheiro Vivo faz parte, tem motivado um longo debate sobre formas de resolução da crise dos média. A ideia da nacionalização, por razões óbvias, não ganhou terreno, pelo que a discussão se tem centrado em que tipo de apoios deve o Estado fornecer à comunicação social.
O tema será novo
em Portugal, pelo menos com esta dimensão, mas não é nada que não esteja já a
preocupar há vários anos entidades a nível a global. O debate tem motivado
vários estudos internacionais, bem como uma miríade de artigos científicos e
análises técnicas que dissecam o que se passa noutros países. Até porque à
crise do jornalismo equivale uma crise do espaço público, que é mais vasta, e
que precisa de ser.
Esse é um bom
ponto de partida para dissecar a situação em Portugal.
Razões
nacionais para a crise
Portugal tem,
paradoxalmente, títulos de imprensa a mais e a menos. Tem demasiados títulos
demasiado iguais porque o mercado dos média não é racional e isso continua a
baixar qualificações, salários e a dispersar demasiado a publicidade
disponível. Títulos como o Sol, o i, o Novo, o Diabo, o Tal & Qual e vários
outros são produtos que não vendem o suficiente para justificar a sua
existência, mas continuam a ser publicados sem que se perceba o que os motiva.
Ao mesmo tempo tem
títulos de menos: o deserto de jornais regionais cobre grande parte do nosso
território, especialmente se excluirmos os títulos detidos por igrejas ou
autarquias - e esse é um dos problemas do modelo atual: o registo de títulos na
Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) confunde periódicos
comerciais e títulos desinformativos com jornais credíveis e títulos de qualidade,
colocando no mesmo nível a revista do Continente, o Público, o Notícias Viriato
e o Diário de Notícias.
Em paralelo, a grande maioria da população tem baixa literacia, poucos rendimentos e um hábito generalizado de consumir informação sem pagar por ela, reclamando ao mesmo tempo da falta de qualidade do jornalismo disponível. Por outro lado, as universidades continuam a promover cursos de comunicação social, jornalismo e temas aproximados, colocando anualmente no mercado muitas centenas de jovens treinados para uma profissão que nunca irão exercer, até porque o ensino não reflete a situação profissional atual.
Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo
Depois do país
latino-americano surgem a Arábia Saudita, o Canadá, o Irão e o Iraque com mais
reservas de petróleo. EUA vão retomar as sanções contra setor petrolífero e de
gás da Venezuela. A Venezuela tem 300,9 mil milhões de barris de reservas
comprovadas de petróleo bruto, as maiores do mundo, segundo dados divulgados
pela empresa estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA).
Os dados foram
divulgados através da rede X (antigo Twitter), onde a PDVSA precisa que a maior
parte das reservas comprovadas, 279,1 mil milhões de barris, estão na Faixa
Petrolífera do Orinoco Hugo Chávez, no sudeste do país.
Por outro lado, 20.330 mil milhões de barris estão entre os estados de Zúlia e Falcón (noroeste). Há ainda 1.088 mil milhões de barris entre Barinas e Apure (sudoeste) e 343 mil milhões de barris em Carúpano (nordeste). Segundo a imprensa local, a Arábia Saudita está em segundo lugar em reservas globais comprovadas com 298 mil milhões de barris e na terceira posição está o Canadá com 170 mil milhões
Líderes partidários iniciam hoje maratona de debates
É o toque da campainha para as eleições legislativas, marcadas para 10 de março: arrancam hoje os debates televisivos entre os vários líderes partidários. Esta segunda-feira, Pedro Nuno Santos (PS) e Rui Rocha (IL) protagonizam o primeiro embate, na SIC, às 21h00. Logo depois, às 22h00 será o segundo momento de debate, entre André Ventura (Chega) e Inês Sousa Real (PAN).
Segunda-feira, 5 de fevereiro
21h00 PS - IL (SIC)
22h00 Chega - PAN (RTP 3)
Terça-feira, 6 de fevereiro
18h00 PCP - PAN (RTP3)
21h00 PSD - BE (TVI)
22h00 Chega - IL (SIC Notícias)
Quarta-feira, 7 de fevereiro
18h00 IL - Livre (CNN Portugal)
Esquerda dividida na Madeira: “Isto não é a excursão do Monte” com Cafôfo à frente
Paulo Cafôfo quer reeditar a estratégia que, em 2013, o levou a ganhar a Câmara do Funchal à frente de uma coligação alargada de partidos da oposição. Os socialistas estão a preparar-se para um cenário de eleições antecipadas na Madeira, mas os antigos aliados não esquecem a forma como terminou a “Mudança”, com o afastamento de Gil Canha, um dos denunciantes que levou o Ministério Público a investigar a corrupção na Madeira. Os socialistas clamam por eleições antecipadas na Madeira há vários dias e Paulo Cafôfo, o líder do PS-Madeira, não perde uma oportunidade para trazer o assunto ao debate. Fê-lo em conferências de imprensa na sede do partido – algumas com cartazes de “Eleições Já” - e no fim da audiência com o representante da República. E foi no Palácio de São Lourenço que admitiu que está a dialogar com outros partidos da oposição uma frente alargada para ir a votos nas regionais. Um cenário em cima da mesa desde que a investigação de corrupção levou à demissão do presidente do governo regional Miguel Albuquerque
O cabeça de lista dessa frente de partidos de oposição seria o próprio Paulo Cafôfo, mas, pelo menos por enquanto, a proposta não cativou. “Isto não é a excursão do Monte [passeio típico na Madeira], em que vamos todos contentes num passeio” - Edgar Silva, o líder dos comunistas madeirenses, não assina cheques em branco, seja antes ou depois das eleições. E quem quiser negociar terá de apresentar propostas concretas que resultem em benefício da população, mas primeiro o povo terá de votar e fazer escolhas.
Sondagem: AD está quatro pontos percentuais à frente do PS. Chega é o que mais sobe
O partido de André Ventura atinge 19%. A AD tem 32% e o PS 28%. Se uma aliança de direita incluir o Chega, a maioria é clara e atinge os 57%. A Aliança Democrática fica à frente do PS na sondagem de Fevereiro do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica (Cesop) para o PÚBLICO, RTP e Antena 1. O partido que mais sobe nesta sondagem é o Chega e a IL é o que mais desce face à sondagem de Novembro. A coligação Aliança Democrática (AD), constituída entre o PSD, o CDS e o PPM, atinge 32% das intenções de voto, já com a distribuição de indecisos, enquanto o PS tem 28%. A margem de erro da sondagem é de 2,8%, pelo que o resultado do estudo fica dentro do empate técnico. Na anterior sondagem do Cesop, em Novembro, a AD tinha 31% e o PS 26%.
Há assim uma tendência para o crescimento da AD (mais 1 ponto percentual) em relação a Novembro, mas também a curva do PS é ascendente (mais 2 pontos percentuais). Isto apesar de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter decidido convocar eleições legislativas antecipadas para 10 de Março, devido à demissão do primeiro-ministro, António Costa, na sequência da Operação Influencer, onde foram constituídos arguidos o seu agora ex-chefe de gabinete Vítor Escária e o ex-ministro das Infra-Estruturas João Galamba. E depois de ter sido tornado público, por um comunicado da Procuradoria-Geral da República, que o próprio primeiro-ministro estava a ser investigado pelo Ministério Público.
Sondagem: IL arrisca-se a perder um quarto do eleitorado para a AD
Chega é o partido que mais eleitorado conserva em relação a 2022. Bloco, CDU e Livre arriscam-se a perder para o voto útil no PS. Votantes do CDS-PP confiam mais na AD do que os do PSD. A Iniciativa Liberal parece estar a ressentir-se de um ano de desgaste com a saída ruidosa de militantes e ainda do processo de eleições internas muito disputadas entre Rui Rocha e Carla Castro: quase um quarto (23%) dos inquiridos que votaram nos liberais nas legislativas de 2022 diz que agora vai votar na AD – Aliança Democrática, e 11% tencionam votar no Chega. O partido é mesmo o que consegue reter menos eleitorado (só 34% tencionam repetir o voto), enquanto 23% dos inquiridos na sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1 dizem que não sabem em quem vão votar nas legislativas de 10 de Março.
Coligação liderada pelo PSD conquistou cinco ilhas ao PS
Olhando para o mapa do arquipélago, a coligação liderada pelo PSD conquista cinco ilhas ao PS, que consegue apenas Santa Maria, Corvo e Flores. A CDU e Bloco assumem a derrota, já PAN e IL falam de vitória ao conseguirem manter um deputado.
Sondagem: Jovens votam mais à direita e um terço dos reformados prefere o PS
PSD é o partido com eleitorado mais uniforme em todas as faixas etárias, mas o total da direita congrega mais jovens e instruídos (à excepção do Chega). IL e Chega têm mais votantes homens. O PS continua a ser o partido mais popular entre os reformados, com praticamente um terço desse eleitorado, ao passo que os jovens preferem votar mais à direita. Neste momento, são as mulheres que estão mais indecisas: um quarto diz não saber ainda se vai votar.
A análise do universo de inquiridos na sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1 revela que quase um terço (32%) dos eleitores com 65 ou mais anos tenciona votar no PS – os governos PS dos últimos anos fizeram sucessivos aumentos extraordinários das pensões –, agora liderado por Pedro Nuno Santos, que também tem o eleitorado com menores qualificações – um quarto dos que dizem votar PS tem o terceiro ciclo ou menos, 22% têm o ensino secundário, e 15% têm nível universitário.
De acordo com os dados sobre a estimativa de voto por idade, sexo e escolaridade caso as legislativas fossem agora, a AD – Aliança Democrática, que junta PSD, CDS-PP e PPM, tem um eleitorado muito mais uniforme no conjunto das faixas etárias: um quinto dos jovens 18-34 anos, 23% nos adultos e 24% nos idosos. Quanto ao nível de escolaridade, os eleitores da coligação têm preponderantemente o ensino superior (28%), 21% ficaram-se no máximo pelo terceiro ciclo e 17% completaram o secundário.
O inverso acontece no Chega: com uma fatia maior do eleitorado entre os 18 e os 65 anos, apenas 8% dos idosos dizem tencionar votar no partido de André Ventura. Igual percentagem de eleitores com o ensino superior afirma tencionar votar no Chega, enquanto o partido consegue a maior fatia de eleitores com o ensino secundário (23%). Também a CDU (que junta o PCP e o PEV) faz muito mais sucesso entre os idosos e eleitores com menos escolaridade, não chegando sequer a 1% das intenções de voto dos jovens.
A Iniciativa Liberal continua a ter o seu ponto forte entre os jovens e os licenciados: 14% dos inquiridos entre os 18 e os 34 anos responderam que vão votar na IL, ao passo que menos de 1% dos idosos deram essa resposta. A tendência de distribuição dos eleitores do Bloco de Esquerda é muito parecida com a da IL, com um eleitorado mais jovem e instruído, com a diferença de que os bloquistas conseguem que 2% dos idosos inquiridos digam que vão votar no partido de Mariana Mortágua. E acontece exactamente o mesmo com o Livre e o PAN, embora os dois partidos tenham valores entre menos de 1% e os 2%.
Se a AD e o PS têm um eleitorado muito equilibrado entre homens e mulheres, já o Chega e a Iniciativa Liberal recebem votos sobretudo do eleitorado masculino (no caso dos liberais, à razão de três votos masculinos para um feminino).
Ficha Técnica
Este inquérito foi realizado pelo CESOP – Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena1 e Público entre os dias 24 de janeiro e 1 de Fevereiro de 2024. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram seleccionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efectuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objectivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1192 inquéritos válidos, sendo 45% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 32% da região Norte, 20% do Centro, 32% da A. M. de Lisboa, 7% do Alentejo, 5% do Algarve, 2% da Madeira e 3% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários e região com base nos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 30%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1192 inquiridos é de 2,8%, com um nível de confiança de 95%.
* Foram contactadas 3917 pessoas. De entre estas, 1192 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.
A um mês das eleições, um quinto dos inquiridos ainda diz não saber em quem votar – mais as mulheres do que os homens, e mais os jovens e adultos (quase um quarto do total) do que os idosos. As dúvidas também são maiores quanto maior é a escolaridade dos inquiridos (Publico, texto da jornalista Maria Lopes)
Representante da República na Madeira aceita demissão de Miguel Albuquerque
Com a saída do presidente do Governo Regional, a Madeira fica com um governo de gestão. Os partidos vão ser ouvidos sobre a solução para esta crise. O PSD defende um novo governo sem eleições e tem o apoio do CDS e do PAN. Os outros partidos querem eleições antecipadas.
Montenegro garante AD disponível para governar nos Açores sem maioria absoluta
Luís Montenegro diz que tal só não acontecerá se PS e Chega se unirem para o impedir. O PS não adianta, para já, se vai viabilizar o executivo da AD no arquipélago. Já André Ventura insiste que a estabilidade nos Açores está dependente da opção do PSD: ou se coliga com o Chega ou com os socialistas.
quinta-feira, janeiro 11, 2024
Nota: um drama que exige coragem e a percepção de que a realidade mudou demasiado e rapidamente
Esta semana foi
algo deprimente porque ficamos todos a perceber, mais ou menos, que a crise que
ameaça o futuro do grupo de comunicação social português Global Média, é mais
profunda, difícil e complexa do que parece, e poderá ter as suas raízes numa
conjugação de protagonistas, factos, realidades erradamente escamoteadas, e
decisões desajustadas, durante algum tempo desvalorizadas, mas que acabaram por
conduzir o grupo a uma situação que precisa de ser resolvida. Neste momento o
problema parece ser simples: ou a necessidade de tomar medidas, porque a crise
no sector da comunicação social, que não é nova, é hoje uma realidade
incontornável ou, lamentavelmente, podemos ter um desfecho ainda pior do que
aquele que alguns vaticinavam, dada a ramificação deste grupo privado presente,
paradoxalmente, em meios de comunicação social que durante anos, antes da
privatização, estavam na órbita do sector empresarial do Estado, casos da
Lusa, DN e JN.
Aliás, suspeito que foi esse antecedente, independentemente da gravidade e da desumanidade subjacente ao caso e à crise, que garantiu a polémica, o espaço mediático e a atenção política em torno desta instabilidade na GM.
quarta-feira, janeiro 10, 2024
Grupo que controla a Global Media estava debaixo de olho das autoridades europeias
Ministro da Cultura alerta para risco de Lusa ter acionista hostil pela primeira vez
O ministro da Cultura alertou para o risco de a Lusa ter um acionista hostil pela primeira vez, devido às participações da Global Media e das Páginas Civilizadas, mas assegurou não haver motivo de preocupação para os trabalhadores. Pedro Adão e Silva falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, numa audição no âmbito do requerimento do PCP e do Bloco Esquerda (BE) sobre a situação na Global Media Group (GMG). “Não temos nenhuma experiência de ter um acionista hostil na Lusa”, disse, advertindo, contudo, que existe “um risco”, em alusão às participações de 23,36% do Global Media Group (GMG) e de 22,35% das Páginas Civilizadas.
Para Pedro Adão e Silva, “a partir do momento que há esta alteração na estrutura acionista” passa a haver “essa possibilidade”, o que, diz, terá consequências para a alteração do contrato de prestação de serviços noticiosos celebrados entre a Lusa e o Estado, já que tem de “ser aprovado por unanimidade no Conselho de Administração da Lusa”. Ainda assim, o ministro da Cultura considerou “que não há motivos para preocupação” para os trabalhadores, porque “quem tem aportado sempre recursos à Lusa é sempre o Estado”.
O governante com a tutela da comunicação social defendeu o processo de compra da Lusa pelo Estado, entretanto interrompido após a queda do governo, e uma alteração do modelo de governação da agência noticiosa. O novo modelo incluía a disponibilização do acesso à Lusa gratuitamente para todos os meios de comunicação social, justificando que a assinatura da agência é um recurso “muito” significativo para muitos meios. “Permitiria não apenas reduzir esses custos, mas também ter acesso a um conjunto de serviços que neste momento, grande parte dos órgãos de comunicação social, mesmo os internacionais, deixaram de subscrever para poupar”, disse (Executive Digest)
Global Media apresentou contraproposta para ficar com totalidade da Lusa
O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, disse que a Global Media apresentou uma contraproposta para ficar com a participação do Estado na Agência Lusa, o que significaria passar a deter 95% do capital. Pedro Adão e Silva falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, numa audição no âmbito do requerimento do PCP e do Bloco Esquerda (BE) sobre a situação no Global Media Group (GMG). O ministro da Cultura refutou o argumento de que a compra da participação de 45,7% da agência Lusa, pertencentes à Global Media e à Páginas Civilizadas, seria fundamental para o pagamento dos salários no Global Media Group (GMG), adiantando que o grupo “fez uma contraproposta para adquirir a participação do Estado”, cenário em que ficaria “com 95% da agência Lusa”. Em causa está a negociação do processo de compra, pelo Estado, de 45,7% da agência Lusa, pertencentes à Global Media e à Páginas Civilizadas.
Pedro Adão e Silva revelou hoje que a carta que a Direção-Geral do Tesouro e Finanças entregou em novembro ao ex-presidente executivo da Global Media, Marco Galinha, manifestava o interesse do Estado em adquirir as participações na agência “pelo preço unitário de 2,60 euros, correspondendo a um preço total de 2 milhões e 531 mil euros, aos quais depois era preciso descontar a dívida” do grupo à Lusa. O processo de compra pelo Estado falhou por “falta de um consenso político alargado”, segundo o Governo. O Estado, através da DGTF – Direção-Geral do Tesouro e Finanças, detém 50,15% da Lusa, com o Global Media Group (GMG) a ser detentor de 23,36% e a Páginas Civilizadas 22,35%. O fundo Union Capital Group (UCAP Group) controla a maioria (51%) do capital da Páginas Civilizadas, a qual detém 41,5% da GMG (Executive Digest)
Relatório de Davos aponta desinformação como maior ameaça global
O Fórum Económico Mundial defendeu que a difusão generalizada de informações falsas, alavancada pela inteligência artificial, ameaça a democracia e polariza a sociedade, e é o maior risco a curto prazo para a economia global. No seu mais recente Relatório de Riscos Globais, a organização aponta ainda que uma série de riscos ambientais representam as maiores ameaças a longo prazo. O relatório foi divulgado antes da reunião anual de CEOs e líderes mundiais na cidade suíça de Davos e baseia-se num inquérito a cerca de 1.500 especialistas, líderes da indústria e decisores políticos. O relatório apresenta o fenómeno da desinformação — alavancado pela inteligência artificial – como o risco mais grave nos próximos dois anos, recordando que os rápidos avanços na tecnologia também estão a criar novos problemas ou a agravar os já existentes.
Os autores do documento hoje divulgado temem que a emergência de ‘chatbots’ de inteligência artifical, como o popular ChatGPT, leve à produção de conteúdos que podem ser usados para manipular grupos de pessoas de uma forma generalizada. A inteligência artificial será um dos temas centrais na próxima semana nas reuniões de Davos, que deverão contar com a presença de chefes de empresas de tecnologia, incluindo o CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, e participantes da indústria de tecnologias de informação, como o cientista-chefe de inteligência artificial da Meta, Yann LeCun.






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