terça-feira, abril 10, 2012

SATA Internacional deixa de operar entre Lisboa e o Funchal

Li no Correio dos Açores que "o administrador da SATA, António Menezes, disse ontem que a companhia aérea vai deixar de voar entre Lisboa e o Funchal, mantendo apenas a ligação com o Porto Santo por obrigações de serviço público. O responsável, que foi ouvido no Parlamento pelos deputados que integram o grupo de trabalho sobre os transportes aéreos para a Madeira e para os Açores, afirmou que a companhia aérea só iria voltar a operar entre Lisboa e o Funchal num “contexto mais favorável”. António Menezes explicou que a “crescente sazonalidade” na procura desta rota (mais procurada no verão do que no inverno) e a subida dos custos de voo, sobretudo devido ao aumento dos combustíveis, justificam esta decisão. A rota entre Lisboa e o Funchal foi interrompida em Outubro do ano passado e era previsto que retomasse em Março deste ano. A SATA manterá, no entanto, a ligação entre o Funchal e o Porto Santo devido à rota de obrigações de serviço público assinado com o Governo. Durante a audição, a deputada do PSD pelo círculo de fora da Europa, Maria João Ávila questionou ainda o responsável da SATA pelo preço das taxas cobradas no transporte de bagagens para os passageiros que viajam a partir dos Estados Unidos e do Canadá para ilhas açorianas em que não existem voos directos. “Quem fica em São Miguel ou na Terceira não tem problemas porque para lá existem voos directos. O problema é para quem tem de viajar para as restantes ilhas porque tem de pagar o excesso de bagagem”, apontou. Por seu lado, o administrador da SATA explicou que o custo de bagagens em voos inter-ilhas é diferente da dos voos internacionais devido à tipologia de aeronaves utilizadas, mas sublinhou que a companhia tem vindo a procurar reduzir esses custos. “Actualmente um passageiro que embarque nos Estados Unidos ou do Canadá para viajar para os Açores já pode transportar bagagens até 50 quilos, um valor muito acima do que era permitido. Também não podemos fazer tudo aquilo que os passageiros entendem que é mais benéfico para eles”, sublinhou. António Menezes adiantou ainda que, brevemente, os estudantes açorianos a estudar no Continente poderão transportar mais 10 quilos de bagagem extra, além dos 20 actualmente permitidos pela companhia"

O terceiro ciclo da Autonomia: PSD quer os Açores como "região económica"

Li no Correio dos Açores que "a candidata do PSD/Açores a presidente do governo regional avançou que um executivo social-democrata vai ter nas associações “uma parte integrante de um novo modelo de desenvolvimento rural”, contando “com estes parceiros sociais, para um novo tipo de relacionamento, assente na transparência e na participação activa das associações, porque o que eles puderem fazer o governo não precisa de fazer. É preciso descentralizar”, avançou Berta Cabral. “Queremos descentralizar através das associações, do financiamento, apoiando-as mediante um determinado modelo de acção e os projectos apresentados, pois é preciso que cada um saiba exactamente com o que é que pode contar”, explicou, referindo a necessidade “de uma informação plena dos dados e da informação no meio rural e nos sectores a ele ligados, de modo a que se possa planear com acerto. Nesse sentido as associações serão parceiros privilegiados, que não podemos dispensar, propondo-lhes este novo pacto que visa desenvolver os Açores”. A líder social-democrata falava no início de uma reunião com associações e cooperativas rurais, na freguesia da Terra Chã, onde confirmou que “as associações são peças fundamentais no novo projeto que o PSD tem para os Açores, com um papel determinante na preservação do mundo rural. Desde o meio ambiente até ao crescimento do nosso turismo, tudo pode e deve passar por estas associações, e será assim que vamos proceder”. Sobre os padrões de desenvolvimento da região, Berta Cabral afiança que “os Açores já tiveram dois ciclos bem marcados da sua autonomia, com um que termina agora em outubro para entrarmos num terceiro ciclo. O primeiro ciclo com a instalação da autonomia, e um segundo ciclo com a construção de algumas infraestruturas já de segundo nível, ambos com mandatos fortes e que tiveram uma marca digital própria”, considerou. “Vamos entrar num terceiro e decisivo ciclo, no qual me proponho a também colocar essa marca digital forte, e que tem que ser um ciclo virado para a economia. Nós fomos capazes de construir uma região autónoma nas nossas nove ilhas, mas ainda não fomos capazes de construir nelas uma região económica, e continuamos de costas voltadas uns para os outros quando de fala de economia. É isso que o PSD quer e vai mudar”, concluiu a líder social-democrata”.

Açores: PP propõe inquérito parlamentar aos gastos da saúde

Diz o Correio dos Açores que “o líder do CDS/PP nos Açores, Artur Lima, anunciou que vai propor a criação de uma comissão parlamentar de inquérito, para investigar os gastos no sector da Saúde no arquipélago. Em declarações à Lusa, o dirigente centrista explicou que vai contactar os restantes líderes parlamentares com assento na Assembleia Legislativa dos Açores: “gostava que fosse uma proposta subscrita por todos, porque julgo que todos têm interesse em esclarecer a forma como são gastos os dinheiros dos contribuintes”. Em causa estão, segundo o líder do CDS/PP, os investimentos no processo de informatização do Serviço regional de Saúde (SRS), que já terá custado à Região “entre 6 e 10 milhões de euros), a medicina nuclear, cujo projecto continua por adjudicar há cerca de “dois anos”, e as alegadas contradições sobre o Centro de Radioterapia dos Açores. “Cada vez que o secretário regional fala no Centro de Radioterapia, mente compulsivamente”, acusou Artur Lima, recordando que “até o Tribunal de Contas desmentiu” o titular da pasta da Saúde nas ilhas. No seu entender, a “credibilidade” do secretário Miguel Correia e a do próprio Governo Regional “estão a um nível muito baixo”, quando os governantes são postos em causa pelas instituições. Para o dirigente centrista, estas são “razões de sobra” para que seja criada uma comissão parlamentar de inquérito para investigar todos estes “casos polémicos” no sector da Saúde. Contactado pela Lusa, o secretário regional da Saúde afirmou que a habitual “preferência” do líder regional do CDS/PP pelas questões na área da Saúde transformou-se nesta pré-campanha eleitoral para as eleições regionais de outubro, numa “obsessão compulsiva”. Miguel Correia frisou, no entanto, que está “tranquilo” e “disponível” para prestar todos os esclarecimentos que forem considerados necessários”.

Açores: farmácia vende medicamentos em unidose

Segundo o Correio dos Açores, "fonte do gabinete do secretário regional da Saúde admitiu ao ‘Correio dos Açores’ a existência de um projecto-piloto para que a farmácia Costa, do empresário José Garcia, seja a primeira empresa privada a vender medicamentos em unidose nos Açores. Foi esta confirmação que levou ontem o repórter a procurar o empresário que, apesar de confirmar a disponibilidade para a venda de medicamentos em unidose, não quis pormenorizar os contornos do projecto-piloto. Localizada no Parque Atlântico, em Ponta Delgada, a Farmácia Costa é considerada uma das vinte melhores farmácias portuguesas. Este projecto-piloto vai ser hoje anunciado pelo presidente do governo dos Açores, Carlos César e explicado durante a inauguração das novas instalações da Farmácia Costa que vão permitir a disponibilização de novos serviços. O grupo farmacêutico , propriedade de José Garcia, facturou o ano passado à volta de 7.200 mil euros”. Leia aqui a entrevista

"Los ajustes llegan a la televisión"

"Están en el ojo del huracán. Los políticos las exhiben como piezas a abatir en tiempos de crisis para salvaguardar la sanidad o la educación. Pero las televisiones autonómicas, acusadas a menudo de despilfarro, se aprietan el cinturón para sobrevivir a los duros ajustes que se avecinan. Algunas han comenzado a soltar lastre desprendiéndose de derechos deportivos o se preparan para cerrar canales. Otros externalizan la producción de contenidos y servicios o diseñan duros expedientes de regulación de empleo. Los 13 entes públicos regionales gastarán este año unos 1.400 millones de euros (en 2009 su presupuesto de explotación ascendió a 1.664). Todos ahorrarán. Un objetivo más necesario que nunca para enjugar el desplome de los ingresos publicitarios. Las autonómicas son las que más duramente están sintiendo la debacle, con caídas cercanas al 30% en el último ejercicio. La televisión canaria es una muestra del hachazo producido en los últimos años en la televisión pública. Para 2012 su presupuesto es de 33,2 millones de euros, menos de la mitad del que tenía en 2008 (66,9 millones). Las arcas autonómicas están tan vacías que Canal Sur ha sido autorizada por la Junta de Andalucía a endeudarse en 40 millones para cuadrar las cuentas (su presupuesto es de 219). En Telemadrid, que tiene una deuda de 242 millones, el contrato-programa (78,9 millones) y los ingresos publicitarios previstos (30 millones) no son suficientes para equilibrar los 131,8 millones del gasto de explotación actual.
Los 13 entes públicos regionales cuestan 1.400 millones de euros
Además de implantar líneas de austeridad, el director general de la televisión andaluza y presidente de turno de la
Forta (el organismo que agrupa a 12 autonómicas), Pablo Carrasco, reclama un debate a fondo sobre la televisión pública. Asegura que en momentos como este hay servicios públicos, como la sanidad y la educación, que hay que preservar, pero la Administración también “tiene que prestar muchos otros servicios y uno de ellos es la televisión pública”. Carrasco cree que hay que centrar el debate en qué servicio público se quiere prestar y cuánto dinero cuesta. Y recuerda que en Andalucía, descontando los fondos que la Junta destina a sanidad y educación, la televisión representa menos del 1% del resto de su presupuesto. En EITB, el ente vasco, la subvención se recorta en 12 millones. Los tiempos de bonanza han pasado. Ahora toca “la cuadratura del círculo”, como augura el portavoz de la Generalitat de Cataluña, Francesc Homs. Esto es, mantener la calidad y la audiencia con un presupuesto reducido. La corporación catalana ha empezado ya el plan de choque. TV-3 ha clausurado corresponsalías en el extranjero (Marruecos y Sudamérica) y ha decidido cancelar las emisiones por satélite que realizaba desde 1997 y que permiten sintonizar TV3 en Europa y América. Quienes quieran ver estas señales tendrán que hacerlo a través de Internet, una solución mucho más barata.
Carrasco: “Tenemos que intentar hacer lo mismo con menos dinero”
Con siete canales de televisión en el aire, la corporación catalana es la que tiene un mayor presupuesto de todas las autonómicas: 378,5 millones, un 15% menos que el año pasado, de los que 260 son aportados por el Gobierno de Artur Mas. La compañía calcula que recaudará del mercado publicitario 84,7 millones y que captará 33,8 de “otros ingresos” (venta de programas, por ejemplo). Pero se verá obligada a recortar costes por varias vías. Una portavoz de la corporación destaca la absorción de empresas para reducir la estructura del grupo y el adelgazamiento, por ley, del consejo de administración: de 12 miembros más el director general, se pasará a seis. Los recortes se notarán en la pantalla. Algunas cadenas han renunciado al fútbol de Liga, a la fórmula 1 y al final de temporada se quedarán sin Champions. “Las subvenciones y los recursos publicitarios han bajado y tenemos que intentar hacer lo mismo con muchos menos dinero”, afirma el responsable de la televisión andaluza. ¿De dónde recortar? “Eliminando la grasa”, dice Carrasco. O lo es lo mismo: evitando los gastos en los que se incurre en tiempos de bonanza. Canal Sur ha disminuido en un 25% los gastos de producción de programas. “La audiencia se resiente, pero no queda otra”, recalca Carrasco.
Aragón cierra el canal en HD y Castilla-La Mancha su segunda emissora
Entre esa “grasa”, algunas cadenas sitúan a su plantilla. La radiotelevisión valenciana (
RTVV) ha encargado al despacho Garrigues el diseño de un expediente de regulación de empleo. Por esta labor pagará al bufete, que ganó el concurso de licitación, 125.000 euros. Canal 9 tiene una plantilla de 1.800 trabajadores, “más que Antena 3, Telecinco y Cuatro juntos, y estamos hablando de canales nacionales”, dijo recientemente el presidente de la Generalitat, Alberto Fabra. Y continuó con la argumentación habitual: “Esto no puede ser. No lo podemos pagar. No es que nos guste hacerlo [el ERE], es que no nos queda más remedio. O no podremos atender otros servicios como la sanidad o la educación”. Los trabajadores de RTVV todavía no conocen cómo actuará el liquidador y cuáles serán los criterios para los despidos. Algunas de las televisiones más jóvenes, como las de Aragón, Baleares, Asturias o Murcia, han optado por externalizar la producción de contenidos (desde los informativos a los programas de entretenimiento), lo que les permite tener costes de plantilla ajustados. Otras, como las de Cataluña o Madrid, se han inclinado por la producción interna. Son también empresas más antiguas, y con plantillas más numerosas (1.800 personas en la televisión catalana y 1.150 en la madrileña). La supresión de canales es, sin embargo, la medida más recurrente y fácil para ahorrar. Aragón Televisión anuncia la eliminación de su frecuencia en alta definición (HD). Fue una de las pioneras, pero este año da un paso atrás por culpa de los recortes. La desaparición del canal de HD será nefasta para la industria audiovisual de la región, ya que la televisión es uno de sus principales motores del sector.
Foro ha asfixiado a la corporación asturiana al retirar las asignaciones
También el ente castellano-manchego clausura su segundo canal, aunque esta comunidad
tiene otros planes para su televisión: la privatización. Telemadrid, por el contrario, mantendrá viva La Otra. “Prácticamente toda la programación se hace con medios propios. Suprimirla sería un ahorro ínfimo”, apunta un portavoz. Pero si hay una televisión en situación crítica esa es la de Asturias. La RTPA, el ente del Principado, ha sufrido el ataque político directo de Foro Asturias, el partido que lidera Francisco Álvarez Cascos. La decisión del Ejecutivo de Foro de cancelar las transferencias de 13 millones de euros que estaban asignadas en los presupuestos de 2011 han llevado a la RTPA a una situación de quiebra técnica. Aunque poco tiene que envidiar la valenciana Canal 9, que acumula una deuda cercana a los 1.400 millones de euros” (texto da jornalista Rosario G. Gómez do El Pais, com a devida vénia)

Espanha: “PP y PSOE vuelven a cambiar la ley electoral para movilizar el voto emigrante”

Li no La Razon que "la introducción del voto rogado a comienzos de 2011, o lo que es lo mismo, el método de voto por correo para los españoles residentes en el extranjero ha resultado un rotundo fracaso. Los datos de los procesos electorales celebrados desde entonces así lo confirman. Se ha pasado, en el caso de los comicios generales, de que votaran un 31,7% a un casi ridículo 4,95% en 2011. Y es que la baja participación va a obligar a los dos principales partidos, PP y PSOE, a ponerse de acuerdo y reformar la ley electoral después de la inclusión del voto rogado. Un sistema que obligaba a los censados en el exterior (CERA) a comunicar personalmente su voluntad de ejercer el sufragio, antes de que recibieran las papeletas. Ahora, vistas las altas cifras de abstención, ambos partidos quieren cambiar el sistema. Pero no de la misma forma. Mientras el PP aboga por suprimir el voto rogado para quienes depositen las papeletas en las urnas de los consulados y mantenerlo para los que lo cursen por correo, el PSOE se decanta por eliminar en todos los casos la obligación de comunicar el deseo de votar. Las conversaciones entre Alfredo Prada, director del PP en el Exterior, y Carmela Silva, secretaria de Emigración del PSOE, ya se han iniciado, con el objetivo de intercambiar ideas para incentivar este tipo de sufragio, informa Efe. Un diálogo que se extenderá a otros partidos y a expertos para conseguir el mayor consenso posible. Ya sean elecciones autonómicas o generales, la fórmula no funciona, en parte por lo ajustado de los plazos y los retrasos en la recepción de la documentación. Sea como fuere, la participación ha caído notablemente. A las ya mencionadas generales, se le suman los recientes comicios en Andalucía y Asturias. Para la Junta del Principado votaron 2.851 (3,17%) asturianos de los 89.821 censados, y en el caso de Andalucía, los resultados no fueron mucho mejores. De 176.248, ejercieron el voto 8.305, tan sólo un 4,71%”.

Espanmha: Las comunidades aceleran la entrada de la gestión privada en Sanidad

Escreve a jornalista Mercedes Serraller do Expansion que "Ana Mato defiende un modelo de cooperación. Los pioneros fueron Valencia y Madrid y se han sumado Canarias y Castilla-La Mancha. Si se aplicara a todo el Sistema Nacional de Salud, se reduciría el déficit sanitario en un 42%. “Al ciudadano le da igual que el médico que le atiende sea funcionario o no lo sea mientras el servicio sea de calidad y esté garantizado dentro de una Sanidad universal y gratuita”. Así lo ha dicho la ministra de Sanidad, Servicios Sociales e Igualdad, Ana Mato en varias ocasiones. Además, Mato ha constatado que todas las comunidades se están apuntando a esta fórmula en alguna de sus modalidades, incluso en las que no gobierna el PP. Y es una realidad: el modelo de colaboración público-privada se extiende cada vez más. La pionera fue Valencia y, luego, Madrid. Cuando el déficit sanitario supera los 16.000 millones y el gasto ya rebasa el 9,5% del PIB, esta fórmula ha ganado una región entusiasta: Castilla-La Mancha, con la entrada del sector privado en los hospitales de Manzanares, Villarrobledo, Tomelloso y Almansa. El consejero de Sanidad de la Junta, José Ignacio Echániz, ha recordado que con la colaboración público-privada no se modifica la titularidad de ningún hospital, porque son propiedad de la Tesorería General de la Seguridad Social. Además, asegura que si se aplicara en todo el Sistema Nacional de Salud, se reduciría el déficit sanitario en un 42%. Y, en el ámbito nacional, se podrían ahorrar hasta 13.000 millones de euros, según datos de la consultora Russell Bedford. Como señala la ministra, el modelo se impone en sus distintas variantes: cogestión o constitución de empresas mixtas público/privadas para la gestión, concesión o alquiler de hospitales preexistentes o inserción o externalización de determinados servicios. Según el Instituto para el desarrollo e integración de la Sanidad (Idis), se estima que un 20% de la actividad de los hospitales privados corresponde a pacientes del Sistema Nacional de Salud. Cataluña, Madrid y la Comunidad Valenciana son las autonomías que cuentan con un mayor número de participaciones de centros estrictamente privados y con un mayor número de pacientes incluidos. A lo que se suma el mutualismo administrativo, un sistema que cubre a dos millones de asegurados, y con el que colaboran aseguradoras y buena parte del sistema provisor. El sector sanitario privado tiene una facturación de 26.292 millones de euros. Se estima que aproximadamente 7.700 millones de euros proceden de la colaboración del sector público con el sector privado (financiación pública y provisión privada). El origen del modelo se remonta a 1996, cuando la Generalitat Valenciana decidió que la construcción y explotación del Hospital de La Ribera, en Alzira, se realizara como una concesión administrativa, pero con una salvedad: el concesionario en otros sectores cobra a los particulares a cambio de la prestación del servicio; en este caso, era imposible, ya que una de las limitaciones legales en la prestación de servicios sanitarios por entidades privadas era el mantenimiento del servicio público asistencial gratuito. Por lo tanto, fue la Generalitat Valenciana la que empezó a pagar a la empresa adjudicataria. La concesión se realiza mediante un contrato, en cuyo pliego de cláusulas se fijan las condiciones correspondientes, en las que la UTE concesionaria se compromete a la buena marcha del servicio público, según criterios fijados por la Administración. Como contrapartida, la UTE asume la gestión y el riesgo. Al no ser posible cobrar a los particulares por la utilización del servicio público, la propia Generalitat Valenciana entrega anualmente a la adjudicataria una cantidad fija y pactada por cada usuario. El hospital factura más de 300 millones de euros y su beneficio ronda los 20 millones. Sin embargo, Marciano Sánchez, presidente de la Asociación para la Defensa de la Sanidad Pública, denuncia que el ciudadano paga de su bolsillo ya el 30%. El modelo entraña riesgos, como que el capital privado tenderá a maximizar su beneficio, lo que provocará un conflicto con la satisfacción de la necesidad pública que la Sanidad tiene a su cargo. Y que la presión para obtener beneficios podría reducir la calidad”.

Agência diz que Portugal "irá cair" e arrastar Espanha e Itália

Li no Dinheiro Vivo que “a agência de notação financeira norte-americana Egan-Jones acredita que a crise da dívida na Europa caminha para o ponto mais crítico e refere que "Portugal irá cair de certeza", podendo Espanha e Itália correr o mesmo risco. Numa entrevista divulgada no jornal alemão 'Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung', o presidente da agência de rating, Sean Egan, afirmou, referindo-se a Portugal, que "quando a economia de um país se retrai de forma tão significativa e, simultaneamente, os juros das obrigações a dez anos se situam próximo dos 10%, é óbvio que a situação é insustentável". O analista assinalou que "o drama ainda não atingiu o seu ponto mais crítico" e manifestou-se convicto que, "de qualquer modo, Portugal será afetado". Para Egan, "a injeção massiva de liquidez do Banco Central Europeu (BCE) acalmou os ânimos nos mercados a curto prazo", mas tendo em conta a atual situação, "é uma tranquilidade enganosa". Considerou, por isso, que "o BCE só atenuou o colapso do sistema, mas não pode evitá-lo", uma vez que "não houve alteração do problema de fundo". "Em Espanha não há crescimento, o mesmo acontece em Itália. Quando a crise do euro voltar a agudizar-se um pouco mais, ambos os países cairão inevitavelmente na mesma situação que Portugal", referiu. Relativamente à Grécia, Egan assinalou que a atual reestruturação da dívida "não será, com toda a certeza, a última". "A desagradável realidade é que, apesar dos muitos pacotes de ajuda, a Grécia continuará sobre um monte de dívidas que, a longo prazo, não poderá saldar", disse, admitindo recear que "os credores [privados] tenham de aceitar perdas que poderão aproximar-se dos 95%". Sobre a Alemanha, Egan comentou: "Que Estado tem a capacidade de se tornar responsável das perdas do Sul da Europa? Não acredito realmente que a Alemanha se safe. Serão os contribuintes alemães quem terá de pagar, disso tenho a certeza".

Espanha: "Las regiones deben devolver este año deuda por valor de 20.700 millones"

Li no Cinco Dias, num texto do jornalista Carlos Molina, que "las autonomías afrontan un doble reto: recortar su gasto en 15.500 millones para cumplir con el objetivo de llevar su déficit al 1,5% del PIB y hacer frente a los vencimientos de deuda que expiran este año. Estos llegan a 20.700 millones, de los que el 80% está en mano de dos regiones (Cataluña y Comunidad Valenciana). El derrumbe de los ingresos ha dejado patas arriba las cuentas de las comunidades autónomas, que tuvieron que recurrir el pasado ejercicio de forma masiva al endeudamiento para tratar de evitar el colapso económico. En 2011, la deuda de las autonomías se disparó un 18% y superó los 140.000 millones con dos comunidades a la cabeza y muy distanciadas del resto: Cataluña, con 41.778 millones, y la Comunidad Valenciana, con 20.762. Las dificultades para acceder a financiación a largo plazo y el progresivo deterioro de la calificación de su deuda obligó a las regiones a captar financiación a corto plazo 12 meses), fundamentalmente a través de emisiones de bonos dirigidos a particulares. Y ahora llega el duro trance de devolver el dinero que se les ha prestado. Una empresa que no parece muy sencilla, a raíz del gran volumen acumulado y de las persistentes dificultades para acceder al crédito. Las comunidades tienen que hacer frente este año a vencimientos de deuda por valor de 20.700 millones de euros, de los que la mitad (10.363) corresponden a Cataluña y una cuarta parte (5.555) a la Comunidad Valenciana.
Un buen ejemplo de la tarea titánica que les espera a las autonomías se producirá en mayo. Solo en ese mes afrontan el vencimiento de 2.755 millones en bonos para particulares emitidos el pasado ejercicio y ya hay comunidades que han logrado financiación, pero siempre a costa de elevar la rentabilidad que pagan. Andalucía ya ha cerrado una emisión de títulos a uno y dos años por un importe de 420 millones, por los que pagará una rentabilidad del 5% y del 5,5%. Por su parte, la Generalitat de Cataluña aún está inmersa en la operación para colocar este mes otros 2.150 millones para cubrir el vencimiento previsto para el 2 de mayo. El Ejecutivo catalán ofrece una rentabilidad del 4,5% por los títulos a un año y del 5% a dos años. Solo en el primer día de la emisión, iniciada el pasado lunes, logró compras por 200 millones (casi un 10% del total). La que no se ha pronunciado al respecto ha sido la Comunidad Valenciana, que en mayo afronta vencimientos por valor de 470 millones. De momento, no hay confirmación de una nueva emisión de la Generalitat, que ya sufrió en su ultima tentativa (la tercera en año y medio) para colocar apenas la tercera parte de los 1.800 millones previstos a una rentabilidad del 5% anual a un año y del 5,5% anual a dos años. Cataluña y la Comunidad Valenciana son las dos comunidades con mayor nivel de deuda en relación al PIB, con un 20,7% y un 19,9%. En tercer lugar figura Castilla-La Mancha, con un 18%. Esta última debe en términos absolutos 6.587 millones, de los que apenas 1.732 corresponden a emisiones de deuda y el resto (4.556, un 70% del total) a préstamos bancarios. El gran deterioro económico de esa región le ha cerrado las puertas de los mercados financieros y le ha obligado a refinanciar las deudas pendientes con la banca.
Las cifras
- 5,5% es la rentabilidad que ha ofrecido Andalucía en su última emisión de bonos para colocar títulos a dos años.
- 10.363 millones es el montante de los vencimientos de Cataluña para 2012.
- 470 millones es el volumen de deuda a corto y largo plazo que le vence a la Comunidad Valenciana solo en el mes de mayo.
El palo y la zanahoria estatal con las autonomias
"El Ejecutivo no está dispuesto a dejar caer a ninguna comunidad autónoma". Con esta frase, el ministro de Hacienda, Cristóbal Montoro, dejó claro el pasado mes de diciembre que el Ejecutivo estaba dispuesto a asistir a las regiones con mayores desequilibrios económicos. En esa fecha, Cataluña y Comunidad Valenciana tuvieron verdaderos problemas para afrontar el pago a sus empleados públicos ante la caída de los ingresos y el incremento imparable de la factura correspondiente a los intereses de la deuda. Esa asistencia, sin embargo, no se había traducido hasta ahora en ningún mecanismo de financiación en concreto. Ha sido el ministro de Economía y Competitividad, Luis de Guindos, el que ha explicitado que se creará antes del verano un ente para la emisión de hispanobonos (deuda autonómica con el aval del Estado). Dicho organismo representará a todas las regiones, se encargará de la coordinación de las emisiones de deuda y permitirá, según los cálculos del Ejecutivo, un ahorro de costes de 1.000 millones, así como acabar con las tensiones de liquidez de algunas regiones. Como contraprestación, el Ejecutivo se ha asegurado el control sobre las cuentas autonómicas a través de la Ley de Estabilidad Presupuestaria. En esa norma se establece que el Ejecutivo podrá sancionar desde mayo a aquellas regiones que no cumplan con el objetivo de déficit para este año (1,5% del PIB). Un límite inalcanzable para algunas regiones cuyo déficit cerró muy por encima del 1,3% previsto para 2011, como Castilla-La Mancha (7,30%), Extremadura (4,59%), Murcia (4,33%) o Cataluña (3,72%)”

FMI alerta que Portugal não tem estratégia para crescer depois de 2012

Segundo o jornalista do Jornal I, Bruno Faria Lopes, “sem medidas com impacto positivo de curto prazo na economia, até o cenário de estagnação no próximo ano é “incerto”. FMI pede alternativas ao corte da Taxa Social Única No papel, as previsões económicas do FMI estão alinhadas com as do governo português – nas entrelinhas, contudo, os técnicos do Fundo revelam dúvidas sobre a capacidade do país recuperar a partir do próximo ano sem medidas de estímulo de curto prazo. O FMI parece não acreditar que as reformas estruturais tirem o país da recessão num horizonte imediato e alerta o governo para a necessidade de tirar já um coelho da cartola. “Em particular, o governo tem de identificar e adoptar um conjunto de reformas que desenvolvam uma resposta de curto prazo do lado da oferta na economia”, realçam os técnicos do Fundo no terceiro relatório de avaliação do programa da troika. A ausência de medidas, combinada com a austeridade orçamental e o risco que pesa sobre a conjuntura externa, levam o FMI a admitir que a previsão de estagnação de 0,3% para o próximo ano e de recuperação de 2% em 2014 estejam sujeitas a “incerteza”. A existência de sinais claros de recuperação económica é um ponto central para o regresso de Portugal aos mercados de dívida. O FMI tem revelado algum cepticismo sobre a capacidade imediata de Portugal crescer sem medidas extraordinárias de estímulo. No início do programa, o Fundo esperava que o corte na Taxa Social Única (TSU) – um alívio para as empresas exportadoras – desempenhasse o papel de impulsionador da competitividade no curto prazo, enquanto as reformas estruturais demorassem tempo a produzir efeitos. Depois do governo ter deixado cair a medida, por implicar riscos para a execução orçamental, o Fundo continua a insistir que sem alternativas será difícil conquistar crescimento via exportações. “Na ausência destas medidas não esperamos que Portugal recupere no horizonte de previsão [até 2014] a quota de mercado que tem vindo a perder nos últimos anos”, aponta o relatório. O FMI reconhece o crescimento das exportações acima da procura externa subjacente entre 2010 e 2011, mas não espera que o comportamento se mantenha até 2014. Na teleconferência de imprensa no final da semana passada com jornalistas portugueses e estrangeiros, o director da missão do FMI em Portugal moderou o tom crítico do relatório – que denuncia o “pouco progresso em identificar alternativas” ao corte da TSU – apontando que a dificuldade maior nas medidas é conceptual e não de execução. “O mais difícil é identificar as áreas de maior retorno e em que o governo deve investir capital político”, afirmou Abebe Selassie. Numa apresentação em Washington há cerca de um mês, o ministro das Finanças Vítor Gaspar destacou estudos da OCDE e do Banco Central Europeu que atribuem um efeito de longo prazo às reformas estruturais – entre três a cinco anos – de cerca de 5% do PIB. No imediato, contudo, Gaspar admitiu que o governo “não tem uma boa percepção dos impactos” a curto prazo. “É justo dizer que simplesmente não sabemos”, afirmou. Nos mercados financeiros crescem as dúvidas sobre o cenário económico português, com várias casas de investimento a preverem a continuação da recessão em 2013. “Pensamos que o cenário económico será revisto em baixa na próxima reavaliação [da troika] incluindo uma recessão em 2013”, aponta o banco Nomura, numa nota publicada na semana passada. Sem impulso externo e no quadro de uma moeda forte será muito difícil para a economia portuguesa crescer, uma vez que os outros dois motores – o consumo e o investimento – estão afundados sob o peso do ajustamento da troika e das dificuldades de financiamento. Outras dúvidas. O risco que paira sobre o cenário económico é um dos factores que motivam a troika e o governo a admitirem já claramente que Portugal pode não ter condições para voltar aos mercados de dívida no próximo ano. O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho admitiu isso mesmo no sábado. Governo e troika mantêm que o cenário central é o de regresso ao mercado, mas todos (ver ao lado) vão abrindo a porta para um prolongamento da assistência financeira europeia – algo que na comunidade financeira é dado como praticamente certo, naquilo que o FMI classifica no relatório como um tipo de profecia que se cumpre”.

Ministério substitui professora acusada de provocar depressões...

Li no Expresso que "a Escola básica de Granda, em Valença instaurou processo de averiguações a docente que coloca alunos a ver filmes e desenhos animados. Pais vão boicotar as aulas, esta terça-feira, apesar de já ter sido anunciada a troca de professora. O ministério da Educação garantiu que uma segunda docente vai acompanhar os cerca de 15 alunos de uma escola de Valença enquanto decorre um processo de averiguações à professora titular. "A escola instaurou um processo de averiguações, sendo que enquanto este decorre a turma foi atribuída a outra docente. Esta informação já foi transmitida aos encarregados de educação", disse hoje à Lusa fonte do ministério da Educação. Pelo menos 15 crianças da escola básica de Gandra, Valença, tinham anunciado para terça-feira um boicote às aulas, com os pais e encarregados de educação a exigirem a substituição "imediata" de uma docente e do diretor.

Pais contra "substituição provisória"

"A substituição provisória não vem resolver nada porque a outra professora, desde que apresentamos queixa no agrupamento, está de baixa e há mês e meio que já tem sido uma outra a acompanhar aqueles alunos. Queremos a resolução definitiva para isto e por isso, às 9h, vamos estar todos à porta da escola", disse à Lusa Félix do Paço, porta-voz dos pais daquela escola. A situação envolve alunos do terceiro e quarto ano, que, afirmam os pais, são colocados pela professora em causa "toda a manhã" a assistir a filmes e desenhos animados, acompanhados apenas por uma auxiliar. Acrescentam que a situação está a gerar "ansiedade" junto das 15 crianças afetadas e que algumas já estão ser avaliadas por psicólogos. "A minha filha tem dez anos e consulta marcada no psicólogo para 19 de abril. A miúda está deprimida e perdeu a vontade de ir para a escola", explicou Félix do Paço.

Situação acontece "praticamente desde setembro"

Garantem que a situação acontece "praticamente desde setembro" e que está "tudo documentado", nomeadamente pela presença que começaram a marcar na escola, durante o período de aulas. "Como é que podem estar bem, aprender alguma coisa, quando de manhã estão a ver filmes e à tarde a passar os deveres para casa?", questiona este pai. Acrescenta que o protesto que se inicia à porta da escola esta terça-feira - o primeiro dia de aulas após a interrupção letiva da Páscoa -, foi decidido em reunião de pais, "vai durar todo o dia" e será "para continuar". "É um protesto pacífico para continuar até que alguma coisa se resolva. Além desta professora, queremos a substituição imediata do diretor da escola, porque até hoje foi conivente com a situação, nada fez para a alterar", diz Félix do Paço. Contactada pela Lusa, Ângela Evangelista, presidente do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, de Valença, confirmou a existência de um processo de inquérito "para apurar se houve alguma violação do dever da professora". "Até termos este procedimento concluído, que decorre num prazo de 45 dias, não podemos dizer nada", afirmou ainda a responsável. A escola de Gandra é frequentada atualmente por 28 alunos, entre o primeiro e quarto ano de escolaridade e o ministério da Educação garante que a Direção Regional de Educação do Norte "está a acompanhar o processo".

OCDE: Portugal tem de chumbar menos alunos...

Segundo a jornalista do Económico, "os progressos recentes observados em Portugal não chegam para pôr o país num patamar comparável aos dos mais industrializados. É preciso "chumbar" menos alunos, mas também relativizar a "desmesurada atenção às notas". OCDE sugere ainda que se mudem métodos de ensino e de avaliação dos professores. “Apesar do recente progresso, as qualificações dos portugueses mantêm-se baixas em relação à média da OCDE”, conclui a organização num estudo, hoje divulgado, sobre Portugal. "Em 2009, apenas 30% dos portugueses entre 25 e 64 anos tinham terminado os estudos secundários, comparado com uma média de 73% nos países da OCDE. No teste PISA da OCDE, os alunos portugueses de 15 anos têm um desempenho dentro da média da OCDE em leitura mas estão abaixo dessa média em matemática e ciências", exemplifica a organização. No relatório, critica-se em particular a excessiva atenção sobre as “notas finais” dos alunos, que podem não revelar competências efectivamente adquiridas; e o recurso “excessivo” ao chumbo para os que não respondem a métodos de ensino que a OCDE considera serem ainda “muito tradicionais” e pouco virados para as exigências práticas que os alunos têm pela frente na vida activa. "Uma das prioridades discutida no relatório consiste na necessidade de transformar as práticas docentes, ainda muito tradicionais, e de encorajar, na aprendizagem diária na aula, uma maiorinteracção e um retorno individualizado sobre o desempenho". É preciso, frisa a OCDE, que seja o aluno o "elemento central das políticas de avaliação no sistema de ensino", pelo que são "problemáticos o actual uso excessivo do 'chumbo' e a desmesurada atenção às notas".

Desespero: Bancos espanhóis vendem casas ao desbarato e financiam hipotecas a 100%...

Li aqui num texto da jornalista Sonya Dowsett, da Reuters, que "com o preço das casas em Espanha a cair 22% desde o boom, em 2007, os bancos livram-se das que têm entre mãos e recusam-se a financiar aquelas que as construtoras desesperam a tentar vender. Em Fevereiro, quando Jose Morales partiu de Granada, no Sul de Espanha, para visitar um novo apartamento numa cidade satélite de Madrid, Sesena, esperavam-no longas filas de pessoas, sobretudo jovens, no exterior da agência imobiliária. “Quando a porta se abriu as pessoas atropelaram-se para entrar, como nos saldos das grandes lojas, e alguns até ficaram feridos na confusão”, conta Morales. Os apartamentos estavam a ser vendidos com tanta rapidez, muitas vezes sem os compradores sequer os verem, que Morales perdeu aquele que queria. Cenas tão extraordinárias como esta são, paradoxalmente, prova do desespero a que chegou o mercado imobiliário espanhol desde o crash de 2008. Os bancos, na tentativa de se livrarem de milhares de milhões de euros de propriedade imobiliária deixada nas suas mãos por construtores na bancarrota, estão a vender apartamentos novos a preços baixíssimos e com descontos nos contratos de hipoteca. O Santander, o maior banco da zona euro, foi o responsável pelo frenesim em Sesena. Oferecia apartamentos de três assoalhadas, em volta de uma piscina comum, por 65 mil euros, com hipotecas de 100% a 40 anos, o que dá cerca de 242 euros por mês, cerca de um sexto do salário médio mensal em Espanha. No pico do boom imobiliário, que durou uma década antes do crash, um apartamento semelhante seria vendido pelo dobro desse preço, pelo menos, e para as propriedades que não fossem vendidas pelo banco uma hipoteca do Santander só cobriria 80% do preço a 25 anos. A NovaCaixaGalicia e a Caja de Ahorros del Mediterraneo (CAM), dois pequenos bancos não cotados em bolsa que receberam fundos públicos, também têm propriedades para venda em Sesena. A CAM oferece “descontos celestiais” no seu website de imobiliário, anunciando uma opção de arrendamento para compra posterior com um pagamento de 370 euros mensais para um apartamento T2 que custa 107 900 euros. “O que está a levar a vender não é tanto o preço, mas o custo mensal da hipoteca”, diz Carlos Ferrer-Bonsoms, da agência imobiliária Jones Lang LaSalle. “Muitas promoções que vemos anunciam o preço mensal da hipoteca, não o preço da propriedade.” Os bancos transformaram-se nos verdadeiros agentes imobiliários de Espanha, enquanto os vendedores privados, incapazes de competir, praticamente desistiram. Os empréstimos para hipotecas são hoje um quarto do que eram em 2007 porque os bancos estão a contrair drasticamente os empréstimos de habitação que não são vendidas por eles, determinados a reduzir a sua exposição ao mercado do imobiliário. Como o Santander, a maior parte dos bancos oferece 100% de financiamento ao longo de 40 anos, a taxas de juro muito abaixo da taxa de mercado, para se livrarem de casas inscritas nos seus balanços financeiros, que consomem capital em provisões e custam dinheiro em impostos e manutenção. “Poupa despesas e ajuda a recuperar algum dinheiro”, diz o director de capital de risco de um banco espanhol que pediu para não ser identificado"

Banco Central Europeu empresta mais à banca e menos à economia

Segundo o jornalista do Jornal I, Bruno Faria Lopes, “os empréstimos do Banco Central Europeu (BCE) aos bancos portugueses subiram 18% em Março, para mais de 56 mil milhões de euros, o valor mais alto de sempre, mostram as estatísticas mensais do Banco de Portugal ontem publicadas. O recurso dos bancos à linha de financiamento do BCE não contraria os sinais de aperto grave no financiamento às empresas portuguesas, em média as mais endividadas do euro. O salto de Março – de mais de 40% quando comparado com Março de 2011 – revela que os bancos portugueses estão a tirar partido dos empréstimos de dinheiro fresco e barato do BCE. Depois de uma primeira linha de 500 mil milhões de euros, o banco central anunciou no final de Fevereiro o lançamento de uma segunda ronda, de igual montante, com prazo de pagamento dilatado (até três anos) e taxa de juro de 1%. O BES e o BCP são dois exemplos de instituições que recorreram à linha, em 5 e 7 mil milhões de euros respectivamente, segundo a agência Dow Jones. Os bancos portugueses começaram a recorrer com maior intensidade ao financiamento via BCE desde o início da crise da dívida soberana, em 2010. O agravamento dos problemas de financiamento da República afastou os bancos do mercado interbancário (onde conseguem financiamento junto de outros bancos para canalizarem para a economia). O valor recorde de Março mostra que a normalização do financiamento bancário em Portugal está ainda distante. A banca, sujeita a um programa de desendividamento e de reforço de capital, continua entretanto a reduzir o financiamento à economia. Dados de Fevereiro publicados também ontem pelo Banco de Portugal apontam para um decréscimo homólogo superior a 5% do crédito para a economia em Fevereiro. A montanha de crédito total concedido está a cair há vários meses, quer nos empréstimos às empresas (nove meses, com Janeiro e Fevereiro a registarem o maior ritmo de quebra), quer no crédito a particulares (nove meses). O ritmo de restrição do crédito às empresas é um dos factores que mais preocupam as instituições que compõem a troika – um esmagamento do crédito a empresas exportadoras e financeiramente equilibradas pode pôr em causa o único motor de crescimento da economia e comprometer o programa de ajustamento. Nos relatórios da terceira avaliação ao programa português publicados a semana passada, quer a Comissão Europeia quer o FMI mantiveram a interpretação de que não há indícios de esmagamento do crédito (“credit crunch”). O FMI, contudo, notou que nas pequenas e médias empresas há sinais de particular dificuldade em aceder a crédito. Num quadro de elevado endividamento das empresas portuguesas, o cenário deverá agravar-se, já que no relatório publicado a semana passada o FMI avança directrizes de controlo do crédito bancário no sentido de proibir os bancos de refinanciarem créditos cujo cumprimento esteja em dificuldades. Um dos riscos identificados pelo FMI para o programa português é a transferência do incumprimento dos privados para os bancos e, por sua vez, para os cofres do Estado (na assistência à banca). A subida do malparado para um novo recorde em Fevereiro (para 7,3% do crédito concedido ou 13,5 mil milhões de euros) confirma a existência da ameaça”.

A Singapura latinoamericana

El reloj de 23.000 euros que escapó al Photoshop de la Iglesia Ortodoxa rusa

Escreve o ABC que “un reloj Breguet, valorado en 30.000 dólares -unos 23.000 euros-, ha sumergido a la Iglesia Ortodoxa rusa en una gran polémica. Todo ha comenzado con una fotografía en la que se podía ver al Patriarca Kirill I con ese reloj en su muñeca, algo que despertó toda clase de criticas, sobre todo entre la oposición rusa, por lo ostentoso que resultaba. La fotografía, retirada, con el reflejo del reloj Sin embargo, la fotografía desapareció y fue sustituida por otra en la que no se veía el reloj pero sí su reflejo en la mesa, por lo que la manipulación no hizo sino incrementar las quejas. La iglesia se disculpó y optó por volver a colgar la fotografía original pero antes, el Patriarca Kirill insistía en una entrevista en que él nunca se había puesto el reloj y que todo se trataba de una manipulación, según informa «The New York Times». Para el Patriarca, partidario de Vladimir Putin, este episodio le ha puesto en el ojo del huracán de los más críticos con el régimen, como es el caso de Aleksei Navalny, quien ha calificado el hecho de «vergonzoso», y de múltiples bloggers, quienes han denunciado la «hipocresía eclesiástica». Por su parte, la Iglesia, tras eliminar la fotografía retocada, culpó a los editores de su servicio de prensa de lo que calificó de «error técnico» y, a través de un comunicado, informaba de una investigación sobre lo ocurrido: «Una grave violación de la ética interna se ha producido y será investigada a fondo. Los culpables serán severamente castigados». Con todo, no parece que con esta disculpa se vayan a calmar los ánimos ya que cada vez es más creciente entre la sociedad rusa el malestar por el papel y poder que ha ido adquiriendo la Iglesia en los últimos años. De hecho, ha llegado al punto de que, en las últimas décadas, se ha acercado cada vez más al Kremlin llegando a incluso a perecer una rama del Gobierno. Además, ha extendido su influencia en una amplia gama de ámbitos de la vida pública, tales como las escuelas, los tribunales y la política”.

Metro do Porto só fechou um financiamento com a banca comercial em 2011

Li no Negócios que "o endividamento da empresa ascende a 2,6 mil milhões de euros. Tesouro já contratou 593 milhões para a Metro do Porto. A Metro do Porto só conseguiu concretizar uma operação de consolidação com a banca comercial no ano passado, e com uma maturidade de apenas um ano. Segundo o relatório e contas da concessionária do metro ligeiro do Porto, "ao longo do exercício de 2011 apenas foi possível concretizar uma operação de consolidação de dívida com a banca comercial, no montante de 100 milhões de euros e maturidade a um ano, beneficiando esta operação de garantia da República". A empresa já tinha recorrido entretanto à ajuda do Estado".

FMI insiste que tabelas salariais do Estado são para alterar este ano

Garante o Negócios que "em Novembro, primeiro-ministro desmentiu alterações às tabelas salariais. Agora FMI diz que é mesmo para se fazer.Até ao final do ano, o Governo terá de ter pronta uma proposta de revisão das tabelas salariais na Função Pública. A exigência é repetida pela segunda vez consecutiva pelo FMI e ganha novo relevo no quadro das polémicas em torno dos subsídios de férias e de Natal destes trabalhadores”.

70 em cada mil euros emprestados às empresas são de cobrança duvidosa

Escreve o Negócios num texto do jornalista André Veríssimo que “o crédito malparado voltou a aumentar em Fevereiro atingindo novos recordes nos empréstimos às empresas e famílias. O incumprimento no crédito continua a crescer em Portugal. O peso do crédito malparado nas empresas atingiu um novo máximo de 7,31% em Fevereiro, de acordo com os dados divulgados no portal estatístico do Banco de Portugal. Esta evolução resulta da diminuição do saldo do crédito às empresas. Mas sobretudo do aumento dos montantes dados como incobráveis, que subiram 56% em Fevereiro, face ao mesmo período do ano passado. O ritmo de crescimento tem vindo, de resto, a acentuar-se nos últimos meses. Os empréstimos de cobrança duvidosa entre as famílias aumentaram também para o valor mais alto desde que existem dados (Janeiro de 1998), atingindo os 3,5%. O incumprimento subiu em todos os segmentos, continuando a ser mais baixo na habitação (1,92%) e mais alto no consumo (10,59%). Os bancos tinham no final de Fevereiro13,15 mil milhões de euros de crédito malparado de empresas e famílias no balanço. O que representa 5,21% do total de empréstimos. As empresas são responsáveis por perto de dois terços do valor em cobrança duvidosa”.

Programa da troika faz salários reais recuarem quase 20 anos

Li no Negócios que "entre 2011 e 2014, os salários reais deverão perder 14% do seu valor, mais ainda do que na intervenção do FMI na década de 80. A última actualização do programa de ajuda externa negociado com a troika não traz boas notícias para os portugueses que vivem do seu salário. O Fundo Monetário Internacional (FMI) refez as suas contas para a evolução do cenário macroeconómico e espera agora que a massa salarial real - ou seja, ajustada à inflação - caia ainda mais do que se esperava”.

OCDE: Economia continuará a deteriorar-se em Portugal

Segundo o DN de Lisboa, "a atividade económica em Portugal deverá continuar a cair em Portugal, mas poderá apresentar melhorias na Grécia e Irlanda nos próximos meses e mesmo na totalidade da zona euro, prevê a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Os indicadores compósitos divulgados hoje -- que apontam a tendência de crescimento ou queda a acontecer num período em média à volta de seis meses (entre 4 a 8 meses) -- relativos a Portugal apresentaram nova queda em fevereiro, aprofundando a perspetiva de contração para o futuro próximo. A deterioração das perspetivas de crescimento de Portugal têm vindo a agravar-se a acumulam já mais de doze meses consecutivos em queda, estando significativamente abaixo da média de longo prazo e das médias estimadas para o conjunto da zona euro e da OCDE. As perspetivas já são positivas no que dizem respeito à média da zona euro, que apresenta uma melhoria em fevereiro pela primeira vez nos últimos doze meses, uma tendência que se começa a confirmar também nos países europeus que fazem parte da OCDE. No caso das sete maiores economias do mundo, as perspetivas apontadas nestes indicadores compósitos dão conta de um maior ritmo de crescimento, com a OCDE a considerar que existem sinais que a retoma poderá estar a ganhar força nos principais motores da economia mundial. Nos outros países da zona euro que estão atualmente sobre programas de ajustamento com apoio financeiro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, as perspetivas parecem ser mais animadoras que no caso português. A Irlanda acumula já cinco meses consecutivos de crescimento nestes indicadores compósitos, e a Grécia com quatro meses consecutivos de subidas mensais nos seus indicadores”.

INE: A Península Ibérica em Números - 2011

Os Institutos Nacionais de Estatística de Portugal e de Espanha publicam, conjuntamente, a 8.ª edição de A Península Ibérica em Números/La Península Ibérica en Cifras. A publicação contém indicadores estatísticos oficiais agrupados em 14 temas, que permitem comparar estes dois países e observar a posição de cada um no contexto da União Europeia. Em múltiplos casos, a informação é apresentada com detalhe a nível regional. Para permitir a comparação é necessário adotar um período de referência único e comum, razão pela qual, para alguns dos indicadores já existem dados mais recentes (como por exemplo para os dados relativos à população em Portugal, com os Censos 2011) e não são usados nesta análise. Esta publicação representa também um desafio aos utilizadores no sentido de consultarem a vasta informação estatística oficial disponível, gratuitamente, nos sites dos Institutos Nacionais de Estatística de Portugal e de Espanha e também do Eurostat, principal fonte utilizada na recolha dos dados. Leia aqui o documento em pdf e consulte aqui os quadros em excel.

Açores: Movimento cívico quer alterar lei eleitoral para evitar aumento de deputados

Escreve o site da RTP/Antena-1 dos Açores que “a Plataforma de Cidadania, um movimento cívico que pretende participar nas eleições regionais de outubro nos Açores, manifestou-se hoje contra o anunciado aumento de deputados no parlamento regional, apelando ao sentido de responsabilidade dos partidos para o evitar. "Num momento em que a taxa de desemprego regista um crescimento sem precedentes, em que os impostos sobem para níveis insuportáveis e em que milhares de famílias açorianas enfrentam condições precárias de subsistência, o crescimento do número de deputados é algo que não compreendemos e não aceitamos", refere o movimento cívico, num documento distribuído aos jornalistas. Em causa está o aumento de 57 para 64 deputados regionais nas próximas eleições, imposto pelo aumento do número de eleitores inscritos nos Açores, já que a lei eleitoral estabelece uma relação entre o número de eleitores e os deputados a eleger em cada círculo eleitoral. "O facto de em 36 freguesias dos Açores o número de eleitores superar a população residente ilustra bem o carácter completamente artificial dos cadernos eleitorais na região", salienta o documento. Para evitar este aumento de deputados, a Plataforma de Cidadania defende uma "alteração cirúrgica" à lei eleitoral, apelando aos partidos políticos com assento parlamentar para que aprovem a iniciativa legislativa que já foi apresentada com esse objetivo pelo deputado regional do PPM, Paulo Estêvão. A alteração proposta pretende que o atual texto que prevê, em cada círculo eleitoral, a eleição de dois deputados e mais um por cada 6.000 eleitores ou fração superior a 1.000, passe a determinar a eleição de dois deputados por cada círculo eleitoral e mais um por cada 7.250 eleitores ou fração superior a 1.000. Para a Plataforma de Cidadania, esta pequena alteração "evitará uma situação verdadeiramente escandalosa", defendendo que a aprovação desta proposta no plenário da Assembleia Legislativa, que decorre na próxima semana, ainda permitirá que tenha efeitos práticos nas eleições regionais de outubro. "Os sete deputados a mais vão custar 800 mil euros por ano, ou seja, cerca de 3,2 milhões de euros numa legislatura", frisou Luís Anselmo, da Plataforma de Cidadania, defendendo que a iniciativa para evitar o aumento de deputados regionais "deveria ter sido da iniciativa dos partidos”.

Açores: PS e PSD não comentam proposta para evitar aumento do número de deputados

Segundo o site da RTP/Antena 1 Açores, "os dois maiores partidos políticos nos Açores escusaram-se a tomar posição sobre a proposta de alteração da lei eleitoral apresentada pela Plataforma de Cidadania para evitar o aumento do número de deputados no parlamento regional. Os líderes parlamentares do PS, Berto Messias, e do PSD, Duarte Freitas, contactados pela Lusa, não se mostraram disponíveis para comentar a proposta, alegando que a desconhecem. Os presidentes das duas maiores bancadas parlamentares na Assembleia Legislativa dos Açores também não quiseram adiantar se estão disponíveis para analisar soluções que possam evitar o aumento do número de deputados regionais. Em causa está o aumento de 57 para 64 deputados regionais nas próximas eleições, imposto pelo aumento do número de eleitores inscritos nos Açores, já que a lei eleitoral estabelece uma relação entre o número de eleitores e os deputados a eleger em cada círculo eleitoral. Para evitar esta situação, a Plataforma de Cidadania, um movimento cívico que pretende participar nas eleições regionais de outubro nos Açores, defendeu uma "alteração cirúrgica" à lei eleitoral, apelando aos partidos políticos com assento parlamentar para que aprovem a iniciativa legislativa que já foi apresentada com esse objetivo pelo deputado regional do PPM, Paulo Estêvão. A alteração proposta pretende que o atual texto que prevê, em cada círculo eleitoral, a eleição de dois deputados e mais um por cada 6.000 eleitores ou fração superior a 1.000, passe a determinar a eleição de dois deputados por cada circulo eleitoral e mais um por cada 7.250 eleitores ou fração superior a 1.000. Para ter efeitos práticos a tempo das eleições regionais de outubro, a alteração terá que ser aprovada no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores que decorre na próxima semana, seguindo depois para a Assembleia da República. "Num momento em que a taxa de desemprego regista um crescimento sem precedentes, em que os impostos sobem para níveis insuportáveis e em que milhares de famílias açorianas enfrentam condições precárias de subsistência, o crescimento do número de deputados é algo que não compreendemos e não aceitamos", refere a Plataforma de Cidadania num documento distribuído aos jornalistas”.

INE: Índice Sintético de Desenvolvimento Regional - 2009

Os resultados do índice global de desenvolvimento regional para 2009 evidenciam que quatro sub-regiões se situavam acima da média nacional: Grande Lisboa (região de Lisboa), Cávado e Entre Douro e Vouga (região Norte), e Baixo Vouga (região Centro). O desempenho alcançado pela Grande Lisboa, que se destacou face às restantes sub-regiões, advém de resultados superiores à média nacional nos três índices parciais que estruturam o índice global de desenvolvimento regional – competitividade, coesão e qualidade ambiental. No que respeita à competitividade, quatro sub-regiões superavam o nível médio do país: Grande Lisboa, que se destacava, Grande Porto, Baixo Vouga e Entre Douro e Vouga. Neste índice, verificavam-se desempenhos mais favoráveis nos territórios metropolitanos centrados em Lisboa (Grande Lisboa e Península de Setúbal) e no Porto, integrando, neste caso, as sub-regiões Grande Porto, Entre Douro e Vouga, Baixo Vouga, Ave e Cávado. Na coesão, os resultados obtidos refletiam maior equilíbrio sub-regional do que os observados para a competitividade – metade das sub-regiões apresentavam um desempenho superior à média nacional – evidenciando-se um espaço continental central, com maior coesão, face às sub-regiões do Norte e do Sul e às regiões autónomas. Na qualidade ambiental, os dados permitiam constatar um retrato territorial tendencialmente invertido face ao verificado para a competitividade, com as sub-regiões do Litoral a apresentarem, em geral, menor qualidade ambiental. A Serra da Estrela apresentava o resultado mais elevado no índice qualidade ambiental. Em 2009, o perfil regional mais comum, observado em 11 das sub-regiões portuguesas – cerca de um terço do total –, caracterizava-se por territórios menos competitivos e coesos do que o conjunto do país mas com uma qualidade ambiental superior à verificada ao nível nacional, traduzindo-se num índice global de desenvolvimento regional abaixo da média nacional. Leia aqui o documento em pdf e aqui os quadros em excel.

Apenas quatro regiões acima da média de desenvolvimento do país

Segundo o Dinheiro Vivo, "as sub-regiões da Grande Lisboa, Cávado, Entre Douro e Vouga e Baixo Vouga são as únicas quatro classificadas acima da média nacional no Índice Global de Desenvolvimento Regional para 2009, hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística. O índice, também designado de Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) é calculado anualmente a partir de três componentes em cada sub-região: competitividade, coesão e qualidade ambiental. O perfil regional mais comum revela "territórios menos competitivos e coesos do que o conjunto do país, mas com uma qualidade ambiental superior, traduzindo-se num índice global de desenvolvimento regional abaixo da média nacional", conclui o INE. Enquadram-se neste perfil, 11 das sub-regiões portuguesas, cerca de um terço do total. A Grande Lisboa surge como "a única sub-região com um desempenho acima da média em todos os índices compósitos no âmbito do ISDR", refere o INE. A região da capital surge destacada do resto do país com 109,83 pontos base no índice global (a média nacional é igual a 100), surgindo depois, separadas por décimas, as sub-regiões do Cávado (100,54), Baixo Vouga (100,46) e Entre Douro e Vouga (100,39). Neste estudo, as outras 26 sub-regiões do país têm uma classificação global abaixo da média nacional (13 delas com valores acima de 97,3 e outras 13 com valores entre 90 e 97,3).
No fundo da tabela estão Pinhal Interior Sul (92,94), Tâmega (92,52), Alentejo Litoral (92,02) e Açores (90,73). Olhando a cada parcela do índice, na área da competitividade há apenas quatro sub-regiões que superam o nível médio do país: Grande Lisboa (120,58), Grande Porto (103,83), Baixo Vouga (103,03) e Entre Douro e Vouga (101,15). As sub-regiões menos competitivas são Alto Alentejo (82,06), Alto Trás-os-Montes (81,48), Pinhal Interior Sul (80,75) e Serra da Estrela (80,18). Já ao nível da coesão, "os resultados obtidos refletiam maior equilíbrio do que os observados para a competitividade", destaca o INE. Contas feitas, metade das sub-regiões apresentam "um desempenho superior à média nacional, evidenciando-se um espaço continental central, com maior coesão, face às sub-regiões do Norte e do Sul e às regiões autónomas". O Baixo Mondego regista o mais alto nível de coesão (108,45) por oposição aos Açores, com o nível mais baixo (83,87). Tal como em edições anteriores do estudo, a parcela relativa à qualidade ambiental tende a ter melhores resultados nas regiões menos competitivas, ou seja, "as sub-regiões do Litoral apresentam, em geral, menor qualidade ambiental", enquanto a Serra da Estrela "tem o resultado mais elevado (111,90)". O Alentejo Litoral estava no extremo oposto (90,26) da qualidade ambiental. Ainda segundo o INE, nesta edição do ISDR houve "alterações ao nível da informação de base" que impedem comparações diretas "com dados anteriormente publicados". O ISDR tem por base uma matriz de 65 indicadores estatísticos para as 30 sub-regiões NUTS III portuguesas, distribuídos por três componentes: competitividade, coesão e qualidade ambiental”.

Portugal é o sexto país da UE com os preços da gasolina 95 mais elevados

Escreve a jornalista Daniela Teles Fernandes do Jornal I que “o IVA e imposto sobre produtos petrolíferos têm um peso de 51,5% sobre o preço por litro da gasolina 95 vendida ao consumidor. Portugal é o sexto país da União Europeia onde os preços da gasolina 95 sem chumbo são mais elevados. Os dados estatísticos do portal europeu da energia mostram que, ontem, o preço médio por litro da gasolina 95 sem chumbo era de 1,766 euros, encontrando-se à frente de nós a Itália (1,859 euros), a Dinamarca (1,856 euros), a Holanda (1,855), a Grécia (1,838) e a Suécia (1,794). Os números mostram igualmente que o preço médio da gasolina 95 sem chumbo isento de impostos era de 0,851 euros, o que significa que a carga fiscal tem um peso de 51,53% sobre o preço de retalho. Relativamente ao preço do gasóleo por litro, o custo médio sem taxas fixou-se também ontem em 0,893 euros (cerca de 4 cêntimos mais baixo que o da gasolina sem chumbo). O IVA e o ISP tiveram um peso de 42,35% sobre o preço de venda ao consumidor, 1,549, o que o põe no oitavo lugar dos mais caros da Europa. A diferença de carga fiscal sobre os combustíveis entre Portugal e Espanha é a principal razão da preferência de tantos consumidores portugueses que residem perto da fronteira pelos postos de abastecimento do país vizinho. Ao observar o preço médio da gasolina 95 sem chumbo sem impostos nos dois países, verificamos que o valor é praticamente igual (aproximadamente 0,85 euros). No entanto, se compararmos o peso do ISP e do IVA, verificamos que em Espanha o valor é de 44,85%, por comparação com os 51,53% verificados em Portugal. No caso do gasóleo, Espanha também oferece preços de venda ao consumidor mais baixos que Portugal, quer porque o preço sem taxas é mais baixo que em Portugal, quer porque também a carga fiscal é menor. Se compararmos os preços dos cinco países da UE (Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Irlanda) que enfrentam o desafio da consolidação orçamental, sujeitando-se a medidas de austeridade, concluímos que os condutores italianos são os que mais sofrem com a carga fiscal sobre os preços retalhistas dos combustíveis. Ontem as estatísticas europeias mostravam que na Itália o preço médio por litro da gasolina 95 era de 1,859 euros e o do gasóleo de 1,735 euros, o que revela que o ISP e o IVA tiveram um impacto de 55,24% e de 51,52%, respectivamente. A Irlanda também se destaca por um peso elevado das taxas sobre a gasolina 95 e sobre o gasóleo. Porém, os preços isentos de impostos são os mais baixos entre os cinco países, uma vez que os custos relativos a refinação, transporte, seguro, armazenamento, distribuição e venda ao consumidor originam uma margem relativamente mais baixa. Assim, ontem os consumidores irlandeses pagaram em média 1,656 euros por litro de gasolina; já pelo gasóleo pagaram 1,585 euros. Sendo o preço dos combustíveis ao público na UE o resultado do preço de compra do crude por litro (0,588 euros, igual nos 27 países), mais a margem, acrescida do ISP e IVA, Passos Coelho já fez saber que o governo nada poderá fazer para baixar o respectivo custo para o consumidor. “Esta matéria não depende da nossa intervenção”, afirmou o primeiro-ministro a 19 de Março num comunicado divulgado no portal do executivo. Contudo, ainda em Maio de 2008, Passos Coelho tinha uma visão contrária, quando pedia ao antigo primeiro-ministro José Sócrates que estudasse urgentemente a hipótese de baixar o ISP, a fim de evitar o “colapso económico”.

Titanic: memórias do naufrágio ainda navegam por três famílias madeirenses

Segundo o Jornal I, "é um icebergue de emoções o que vive por estes dias Maria Jardim Figueira, uma das guardiãs das memórias do naufrágio do Titanic onde seguia o avô, madeirense de 21 anos natural do concelho da Calheta. "A gente queria conhecer o avô e não se conheceu", conta, entre lágrimas, Maria, de 82 anos, que guarda, sem nunca o ter visto, nem em fotografia, esta imagem do avô, José Neto Jardim: "Tinha um metro e sessenta, cabelo preto, olhos castanhos e barba preta. O resto não sei." José Neto Jardim e mais dois madeirenses, todos agricultores, um do concelho da Calheta, outro da Ponta do Sol, eram três dos portugueses que seguiam a bordo do Titanic em busca do "eldorado" do outro lado do Atlântico.
À Calheta, a notícia do naufrágio, há cem anos, chegou, primeiro, na forma de premonição, quando a mulher de José Neto Jardim, que carregava um bebé de nove meses ao colo, mãe de Maria Jardim Figueira, bordava acompanhada de outras aldeãs.
"Quando a minha avó ia exatamente pôr a agulha no bordado caiu-lhe em cima do dedo uma lapa do mar viva", explica Maria, referindo que a inusitada situação foi rapidamente disfarçada: "Foi uma gaivota que veio do mar para a serra e trouxe isso nas patinhas e caiu-te aí", alguém disse. Mas não tardaria muito a confirmação do presságio.
"Chegou um telegrama para a Marconi e veio o regedor da freguesia dizer 'olha Maria o Titanic afundou, o teu marido morreu'", adianta quem, desde tenra idade, foi "gravando" as conversas da avó e da mãe.
Uma delas dá conta que, pouco depois do embarque de José Neto Jardim, no Funchal, rumo a Southampton, Inglaterra, de onde zarpou o Titanic, a sua família foi ao fotógrafo para tirar o "retrato" que lhe enviaria para os Estados Unidos da América. A fotografia nunca saiu da Madeira, José Neto Jardim nunca encontrou o sonho americano.
O mesmo sucedeu com o bisavô de Bernardete Moura, de 52 anos, também da Calheta.
Na "mala de cartão" de Manuel Gonçalves Estanislau, de 37 anos, havia um posto de trabalho numa fábrica de algodão norte-americana e a esperança de dar uma vida melhor à mulher e aos filhos que ficaram na ilha. O seu passaporte era o n.º 580, de março de 2012, segundo o Arquivo Regional da Madeira.
Bernardete coleciona as memórias que se seguiram ao naufrágio, transmitidas pela avó e pela mãe, assim como outros materiais: não lhe faltam fotocópias da lista de passageiros, onde surge o nome dos madeirenses, viajantes de terceira classe, ou do telegrama com o pedido de socorro que se seguiu ao embate no icebergue.
"A minha avó contou que souberam através da polícia da Calheta, que veio a casa informar, depois de ter recebido um telegrama", refere Bernardete.
Já o que aconteceu a Domingos Fernandes Coelho, solteiro de 20 anos, foi uma incógnita para os mais próximos durante quase um século.
"A família não falava em nada, não sabia", diz o sobrinho-neto, Adelino Fernandes Coelho, de 68 anos, explicando que a notícia, que parecia estar submersa nas profundezas do Atlântico, emergiu pelas mãos de um jornalista quando passaram 90 anos do naufrágio.
Nas ondas de informação que se seguiram haveria de saber que os pais de Domingos Fernandes Coelho receberam uma indemnização, assim como os familiares das restantes vítimas mortais madeirenses, cujos corpos, se resgatados nunca foram identificados, com valores entre 60 a 150 libras.
Adelino Coelho admite que foi do seu avô, já radicado na América mas de quem nunca se soube mais nada, que partiu o convite para a deslocação à terra do Tio Sam do irmão, que, segundo a "Encyclopedia Titanica", disponível na internet, tinha o bilhete 3101307, adquirido por cerca de sete libras.
O resto da história escreve-se com as imagens do filme "Titanic", de James Cameron, que a família tem bem vivas: da "pedra de gelo" que "rebentou com o barco" e "aquela gente a fugir, a gritar, a fugir da morte".
"Então não se fica com pena a ver um familiar naquelas agonias?", pergunta Maria Ângela Coelho, de 67 anos, mulher de Adelino, casal com 11 filhos, sete emigrados, que remata: "É triste quem caminha e não chega ao seu destino".

Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros

Na Suíça, ao contrário de Portugal, não há reformas de luxo. Para evitar a ruína da Segurança Social, o governo helvético fixou que o máximo que um suíço pode receber de reforma são 1700 euros. E assim, sobra dinheiro para distribuir pelas pensões mais baixas (veja aqui o video da RTP sobre este tema)Tamanho do tipo de letra

Os portugueses e a floresta


(fonte: Dinheiro Vivo)

Reforço do Fundo de Resgate Europeu


(fonte: Dinheiro Vivo)

O custo do trabalho


(fonte: Dinheiro Vivo)

Intenção de Voto: PSD consolida liderança!

De acordo com os resultados do Barómetro Político Marktest, em Março, o PSD consolidou a sua liderança, subindo a percentagem de intenção de voto relativamente ao mês anterior. Em Março, o PSD liderou em termos de percentagem de intenção de voto (36.5%), facto que se mantém sem interrupções desde Abril de 2011, de acordo com os dados do Barómetro Político da Marktest.Após a quebra verificada em Fevereiro, o PSD alcançou em Março 36.5% de intenção de voto, reforçando a liderança em 6.3 pontos percentuais relativamente ao mês anterior. O PS também manteve a segunda posição em termos de intenção de voto, registando em Março 20.5%, o que significou uma quebra mensal de 5.4 pontos percentuais. A coligação CDU (PCP/PEV) manteve a terceira posição, com uma intenção de voto de 7.6%, descendo 1.7 pontos percentuais face o mês anterior. O quarto lugar do Bloco de Esquerda também se manteve inalterado, subindo 0.3 pontos percentuais entre Fevereiro e Março, chegando a este último mês com 6.3% de intenção de voto. O CDS-PP manteve o último lugar em termos de intenção de voto, com 5.2%. Apesar da última posição, este partido subiu 1.3 pontos percentuais entre Fevereiro e Março.


(fonte: Marktest.com, Abril de 2012)

Diários de informação geral com mais audiência

Os dados do Bareme Imprensa, disponíveis no Anuário de Media & Publicidade do Grupo Marktest, mostram que os títulos diários de informação geral são os que obtêm entre nós maior audiência média.Segundo os dados do estudo Bareme Imprensa da Marktest, disponíveis no Anuário de Media e Publicidade 2011, os jornais diários de informação geral (circulação paga) foram os que em 2011 registaram maior audiência média (número de indivíduos que leu ou folheou a última edição de um destes títulos). Estes títulos registaram 27.9% de audiência média ao longo do ano. O Correio da Manhã liderou com 14.2%, seguido do Jornal de Notícias, com 11.4%, do Público, com 5.1%, do Diário de Notícias, com 4.1% e do Jornal i, com 1.3%.

No perfil destas publicações, vemos que os homens, os indivíduos entre 25 e 34 anos, os residentes no Grande Porto, assim como os quadros médios e superiores e os indivíduos da classe alta são os que apresentam maior afinidade com estes títulos, com índices de audiência mais elevados do que a média.O Bareme Imprensa é o estudo regular da Marktest que analisa os hábitos de audiência de imprensa dos residentes no Continente com 15 e mais anos. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto. Veja aqui um documento de apresentação do Anuário de Media e Publicidade 2011, bem como a listagem completa de informação disponível no relatório (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)

Vergonhoso: Açores aumenta deputados regionais?

Tudo bem?




Num ano, marcas de Imprensa sobem 9 pontos em audiência crossmedia





Os primeiros evolutivos anuais de audiência crossmedia de imprensa, recolhidos no press:scope, revelam visíveis crescimentos globais de audiência. Segundo os dados da segunda edição do press:scope (estudo anual Marktest de audiências crossmedia de marcas de imprensa), o conjunto de 12 títulos estudados nos dois anos de existência do estudo, apresentam um aumento médio de 9 pontos de Cobertura Máxima Crossmedia, no Universo 15+ anos residentes em Portugal continental. Recordemos que o press-scope é um novo estudo Marktest, direccionado para as audiências crossmedia de marcas de imprensa. No seu primeiro ano (2010), centrou-se na primeira medição nacional de audiências dos dois canais (papel e digital), tanto separadamente como conjuntas (crossmedia). Na componente de audiências, tem presente a máxima compatibilidade com os critérios e conceitos do Bareme-Imprensa.
Nova informação recolhida
Após um primeiro estudo centrado nas audiências, o press:scope expandiu-se estendendo a informação recolhida a áreas mais qualitativas e também a áreas complementares de informação digital. Neste 2º ano, o primeiro estudo nacional de audiências crossmedia ganhou novas áreas temáticas, para as quais foi decisivo o contributo dos subscritores do estudo. Assim, na edição de 2011, o estudo abre várias áreas, englobando:
Posse de Equipamentos Digitais
Formas de acesso a publicações crossmedia
Comportamentos de navegação
Audiências papel, digital e crossmedia
Locais e momentos de leitura de cada canal (digital e papel) de uma mesma marca
Motivos de preferência para cada canal
Conteúdos pagos: consumo, razões de não consumo e perspectiva futura
Dados Evolutivos
Com a publicação da 2ª edição, é possível dar a conhecer ao mercado, pela primeira vez, as evoluções de audiência crossmedia de imprensa, para marcas nacionais.

De notar que em 2011 foram estudados 19 títulos (ver quadro anterior), dos quais 12 são comuns à primeira edição. Analisando esse conjunto de 12 títulos comuns aos dois anos de press:scope, encontramos um nítido crescimento de audiências Crossmedia, que é, em média de 9 p.p. Como o gráfico anterior revela, esses crescimentos estão longe de ser homogéneos. Enquanto um dos títulos cresceu quase 30% na sua Cobertura Máxima Crossmedia, houve títulos com mais estabilidade ou mesmo ligeiro decréscimo. Dado a cobertura Máxima Crossmedia ser compósita, evoluções relativamente equivalentes resultam, por vezes, de diferentes contribuições de cada canal. No caso dos títulos C e D: enquanto o primeiro terá crescido principalmente pelo canal papel, o segundo atingiu o mesmo rácio de crescimento, mas por uma forte contribuição do canal digital. Naturalmente, o estudo revela também como, dentro de cada marca, existem evoluções diversas consoante as variáveis sócio demográficas analisadas, ou targets de consumo.
Dados Globais
O conjunto dos 19 títulos estudados chega a 8 em cada 10 portugueses do universo estudados (CobMax crosmedia), com uma CobMax papel de 74% e uma CobMax digital de 39%. As novas áreas estudadas trouxeram vasta informação sobre o mercado digital em geral, ajudando a conhecer e compreender as potencialidades deste mercado, desde a posse e intenção de aquisição de equipamentos, como smartphones e tablets, até à aquisição actual ou futura de conteúdos pagos, ou formas de consumo alternativas. Numa panorâmica, foram quantificados os seguintes segmentos e subsegmentos de consumidores (para a construção deste esquema foram utilizados dados do Bareme-Internet e do press:scope): a infografia mostra-nos que, na população em estudo (8311 mil portugueses), quase 5 milhões são cibernautas, dos quais 4 milhões e oitocentos mil são leitores de um dos 19 títulos estudados, independentemente do canal ou canais utilizados. Ainda dentro dos 4 905 mil cibernautas, 4 510 00 lêem um, ou mais, dos títulos em papel, independentemente de poderem ler também marcas de imprensa nacional pelo canal digital. Um grupo ligeiramente inferior (4 325 000) lê pelo um ou mais dos títulos pelo canal digital. Consequentemente, o grau de sobreposição é bastante elevado, com 4 milhões de cibernautas portugueses a utilizarem ambos os canais para acesso a uma, ou mais, das 19 marcas estudadas. O número de leitores exclusivamente digitais (289 000) é inferior ao de cibernautas leitores exclusivos do suporte papel (474 000). Entretanto estes números tenderão a evoluir, como comprovam vários dos dados obtidos no estudo: Quando questionados sobre o canal principal de acesso a notícias, que utilizarão daqui a um ano, o gupo de leitores que acedem frequentemente apenas a informação em papel, mostra uma intenção de mobilidade para o digital. A percentagem dos que pensam continuar a centrar-se no papel diminui 40%, enquanto os que se centrarão no digital PC triplicam (+ 200%). A expectativa do mobile tem uma percepção de futuro crescimento imensa, a que não é alheio o facto de ter ainda uma expressão residual (fonte: Marktest.com. Abril de 2011)