quinta-feira, novembro 10, 2022

Brasil: Como funciona a fábrica de fake news de Bolsonaro

 

Tribunal Eleitoral abriu investigação, a pedido do PT, contra os filhos do presidente e outros influenciadores por liderarem "um complexo e elaborado ecossistema de desinformação". O DN teve acesso à ação. Carlos Bolsonaro, como os irmãos, alguns ex-ministros, deputados e influenciadores, num total de 27 líderes, são chamados na queixa do PT de spin doctors, aqueles que ditam as fake news. Se Lula da Silva for eleito, será graças ao financiamento do narcotráfico, espalha um dos 27 apoiantes de elevado perfil mediático de Jair Bolsonaro, entre os quais se incluem os seus três filhos políticos. A informação é então organizada num dos canais afetos ao presidente no YouTube e depois disseminada já como conteúdo escrito, áudio ou vídeo no Twitter. Alguns conteúdos chegam a 20 milhões de visualizações. Este é, em traços gerais, o roteiro das fake news criadas e difundidas pelo bolsonarismo, sob investigação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde quinta-feira. O plenário do TSE acolheu ação do departamento jurídico do PT a que o DN teve acesso. Na sequência, mandou investigar o segundo dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, considerado o estratega do "ecossistema de desinformação" - uma expressão usada no texto aprovado em plenário - desenvolvido pelo campo de Bolsonaro nas eleições de 2022, além de outros perfis bolsonaristas nas redes, entre os quais os dos seus irmãos Flávio, o primogénito, e Eduardo, o terceiro filho, e do próprio Jair.

Para o relator do processo, Benedito Gonçalves, "o esquema de divulgação de forma coordenada e orquestrada de disseminação de informações falsas identificado na campanha de 2018 ganhou mais complexidade e uma forma elaborada de financiamento". O que "pode configurar abuso de poder político, poder económico e uso indevido dos meios de comunicação". O TSE decidiu ainda bloquear o documentário Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?, da produtora de conteúdo de extrema-direita Brasil Paralelo, cujo lançamento estava previsto para as vésperas da segunda volta, no dia 30.

Madeira: Albuquerque defende melhoria dos salários para resolver falta de mão-de-obra

 

O presidente do governo Regional da Madeira defende que é pagando melhores salários que as empresas podem resolver o problema da falta de mão-de-obra.

Açores: Berta Cabral contesta taxa turística regional

 

A Secretária Regional do Turismo considera que a aplicação da Taxa Turística nos Açores, prevista para janeiro de 2023, continua a não ser oportuna

Madeira e Açores: Governo prepara concurso para os cabos submarinos

 

Será lançado ainda este mês o concurso público para a substituição dos atuais cabos submarinos que asseguram as comunicações entre os Açores, a Madeira e Portugal Continental.


Venezuela: António Costa e Nicolas Maduro encontram-se na COP27

 

O primeiro-ministro António Costa pediu a Maduro para "cuidar bem dos portugueses" na Venezuela e Maduro respondeu que "os venezuelanos têm um enorme carinho por Portugal."

Dívida e défice: Bruxelas propõe maior margem de manobra para os 27

 

A Comissão Europeia propôs "maior margem de manobra" para os países da União Europeia reduzirem a dívida pública e o défice. Haverá mais tempo, mas também compromissos de reforma e investimento. E mais sanções para quem não cumprir.

Açores: Governo prevê distribuição de cabazes para colmatar a carência alimentar

 

Mais de 7500 açorianos irão receber o apoio a partir de janeiro do próximo ano.

Contratação adjunto: Mariana Vieira da Silva nega critério partidário

 

Tiago Cunha, recém-licenciado de Direito, foi contratado pelo gabinete da ministra da Presidência com um salário bruto de 3700 euros.

Tribunal Constitucional perplexo com questões da Iniciativa Liberal. "Prima-donas"?

 

O Tribunal Constitucional manifesta "perplexidade" por ter recebido um requerimento da Iniciativa Liberal a propósito da Entidade da Transparência. O partido quis explicações detalhadas sobre dotações e mapas de execução orçamental inscritos nos orçamentos do Estado de 2022 e 2023.

Preço de alimentos e de produtos essenciais aumentou mais de 30%

 

De janeiro até agora, um cabaz de produtos essenciais aumentou mais de 30 por cento. É a conclusão de uma simulação de compra feita pela RTP. Ovos, leites e derivados ou batatas são alguns dos alimentos em que os preços mais subiram.

Mulheres afegãs banidas de jardins e parques de diversões em Cabul

 

Os talibãs baniram as mulheres afegãs de entrar nos jardins públicos e parques de diversões da capital, alguns meses depois de ordenar que o acesso fosse segregado por género.  nova regra, introduzida esta semana, tira ainda mais as mulheres de um espaço público cada vez menor. As afegãs estão também proibidas de viajar sem escolta masculina e são forçadas a usar um hijab ou burca sempre que estiverem fora de casa. As escolas para adolescentes também foram fechadas durante mais de um ano na maior parte do país. "Nos últimos 15 meses, tentámos o nosso melhor para organizar e resolver - e até especificámos os dias", disse Mohammad Akif Sadeq Mohajir, porta-voz do Ministério para a Prevenção do Vício e Promoção da Virtude, em declarações à AFP. "Mas ainda assim, em alguns lugares - na verdade, devemos dizer em muitos lugares - as regras foram violadas. Houve mistura [de homens e mulheres], o hijab não foi usado, por isso a decisão foi tomada por enquanto".

Questões sobre privatização da TAP “devem começar a preocupar os portugueses”, diz presidente do CFP

A presidente do Conselho das Finanças Públicas defende que é "importante ver em que condições a venda se vai materializar e o impacto que possa ter para os contribuintes". Existem ainda muitas dúvidas sobre a TAP, nomeadamente a privatização que deverá avançar, que preocupam a presidente do Conselho das Finanças Públicas e que deveriam “começar a preocupar os portugueses”. Nazaré Costa Cabral alertou que é necessário perceber os impactos que a eventual venda poderá ter para os contribuintes. A TAP foi um dos elementos que o CFP considerou como um risco orçamental, por não existir muita informação disponível por parte do Governo. “Não temos informação adicional, não sabemos detalhes do que se pretende fazer em termos de conclusão do processo de reestruturação na TAP nem o que se pretende fazer em termos de privatização“, salientou a presidente do CFP numa audição no Parlamento. Na situação da companhia área, o preço da venda e em que condições esta poderá acontecer “são questões que devem começar a preocupar os portugueses”, reitera Nazaré Costa Cabral. Isto já que a “empresa tem um passivo muito grande, tem dívida financeira e alguma dela vai vencer no próximo ano”, sendo que é “importante ver em que condições a venda se vai materializar e o impacto que possa ter para os contribuintes”. O Governo ainda não adiantou muitos detalhes sobre uma eventual privatização da TAP, sendo que não está previsto um impacto orçamental associado a esse processo na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano. A presidente do CFP falou também sobre o Novobanco, outro risco identificado pela falta de referência no Orçamento. “Ainda temos a utilização do Mecanismo de Capital Contingente, que tem remanescente que poder ser utilizado, mas isso em função da situação financeira”, apontou (ECO digital, texto da jornalista Mariana Espírito Santo)

Contribuição para o Audiovisual da RTP não é atualizada



O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, afirmou que o valor da contribuição para o audiovisual (CAV) da RTP "não é atualizado" no próximo ano, "o que é atualizado são as receitas próprias". Segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), entregue no parlamento em 10 de outubro, a CAV, que consta das faturas de eletricidade e financia a RTP, mantinha-se, mais uma vez, inalterada. "A RTP não tem receita reforçada por via do Orçamento do Estado, a CAV não é atualizada, o que é atualizado são as receitas próprias da RTP", afirmou Pedro Adão e Silva, que respondia a questões dos deputados na discussão na especialidade do OE2023, na comissão parlamentar conjunta de Orçamento e Finanças e de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto. No que respeita ao contrato de concessão de serviço público da RTP, o ministro recordou que, quando esteve no debate na especialidade do Orçamento anterior, tinha dado conta da sua intenção de "revisitar" o mesmo.

domingo, novembro 06, 2022

Polígrafo: Marcelo realça que "dos €16.600 milhões" do PRR apenas "há €800 milhões já no terreno"

 


O QUE ESTÁ EM CAUSA?

Na manhã de hoje, o Presidente da República avisou a ministra da Coesão Territorial que estará "muito atento" e "não lhe perdoará" se a taxa de execução dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não for satisfatória. Ao início da noite esclareceu que estava a referir-se ao Governo em geral, não à ministra em particular, e voltou a advertir que o valor total de €16.600 milhões de euros "está a demorar a ir para o terreno".

"Em relação aos fundos europeus, a questão neste momento é assim: nós recebemos a possibilidade, por parte da Comissão Europeia, de dispor de 16.600 milhões de euros. (...) Estão contratualizados os projetos, está fechado, mas está a demorar a ir para o terreno. (...) Isto significa que está a haver dificuldades de execução, algumas ao nível europeu, outros ao nível interno. E neste momento, dos 16.600 milhões de euros, há 800 milhões já no terreno", afirmou hoje Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, ao início da noite.

Constituição: O que propunham Passos Coelho e Rui Rio na revisão da lei fundamental?

O PSD liderado por Luís Montenegro vai apresentar na próxima semana um projeto de revisão constitucional, depois de os textos elaborados pelos ex-presidentes Rui Rio e Passos Coelho nunca terem chegado a ser votados, embora por razões diferentes. Em setembro de 2010, o PSD de Pedro Passos Coelho avançou com um projeto de revisão constitucional abrangente – alterava 76 dos 296 artigos da Constituição, revogava 25 e acrescentava quatro – e, apesar de ter sido recebido com muitas críticas à esquerda, acabou por levar os restantes partidos com assento parlamentar a apresentarem propostas. No entanto, devido à dissolução do parlamento em abril de 2011, a comissão de revisão da Constituição acabou suspensa em março – a discussão ainda ia no artigo 35.º - e o processo não foi novamente retomado pelo Governo PSD/CDS-PP que se seguiu, num período em que o país esteve sob intervenção externa da ‘troika’. O PSD propunha então, por exemplo, retirar da Constituição a expressão “sem justa causa” na parte relativa à proibição dos despedimentos, substituindo-a por "razões legalmente atendíveis", bem como excluir a expressão "tendencialmente gratuito" no que respeita ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pôr fim à obrigação do Estado de “estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino”.

sábado, novembro 05, 2022

TAP admite cancelar até sete voos por dia entre 15 de novembro e 31 de dezembro

 

A TAP admitiu este sábado que pode cancelar, em média, até sete voos por dia, a partir de 15 de novembro e até 31 de dezembro, devido a um reajuste da operação de inverno, sendo os passageiros colocados em voos alternativos. Em comunicado, a companhia aérea informou sobre a alteração da operação de inverno, que “vai começar a ser aplicada a partir de 15 de novembro e até 31 de dezembro, podendo ser cancelados, em média, até sete voos por dia, em ligações com menor ocupação e para as quais existam várias alternativas disponíveis na rede TAP ou em companhias parceiras”. Esta medida, explicou, foi provocada pela conjugação de vários constrangimentos, sendo eles a mudança para o sistema de navegação Top Sky em Lisboa, a migração do sistema de controlo aéreo em Marselha, o absentismo previsto para o período de Natal e fim do ano e, ainda, por não ter sido possível fazer regressar um avião da Guiné-Conacri.

“Os passageiros afetados pelos voos cancelados serão informados diretamente e de forma atempada pela TAP, com indicação da solução de viagem alternativa”, garantiu a transportadora. Adicionalmente, a TAP disse que vai estender o contrato de prestação de serviços externos ACMI (sigla em inglês para Avião, Tripulação, Manutenção e Seguro) com a Air Bulgária, “para evitar o cancelamento de voos adicionais e manter a operação no máximo da sua capacidade”. “A TAP pede desculpas antecipadamente aos passageiros afetados, sabendo a importância que a época do Natal tem para todos os seus clientes, e está a desenvolver esforços para garantir que todos possam fazer as viagens que planearam sem contratempos”, acrescentou a companhia aérea (CNN-Portugal)

EUA: Republicanos aumentam vantagem sobre democratas nas sondagens

O partido republicano alargou a vantagem sobre os democratas nas sondagens a poucos dias das eleições intercalares, sendo agora favorito para ganhar a Câmara dos Representantes e o Senado. Depois de andar nos últimos meses atrás dos democratas nas probabilidades de conquistar o Senado, a câmara alta do Congresso que é decisiva para a confirmação de juízes e outros nomeados, os republicanos passaram para a frente a 01 de novembro e agora alargaram a vantagem.  De acordo com o modelo preditivo da plataforma FiveThirtyEight, os republicanos têm uma probabilidade de 54 em 100 de ganharem o Senado. Era de apenas 34 em 100 no mês passado.  Esta subida deve-se à melhoria das perspetivas dos candidatos republicanos nos três estados mais competitivos, Pensilvânia, Geórgia e Nevada.  Na Pensilvânia, Mehmet Oz recuperou terreno ao democrata John Fetterman e está agora com 47 em 100 (contra 53 em 100). 

Na Geórgia, o controverso Herschel Walker subiu a sua vantagem para 57/43 contra o democrata incumbente Raphael Warnock e o mesmo aconteceu no Nevada, com Adam Laxalt favorecido em relação à incumbente Catherine Cortez Masto.  Em termos de perspetivas para a Câmara dos Representantes, os republicanos estão com a vantagem mais elevada desde que o ciclo eleitoral começou: 84 em 100 contra apenas 16 em 100 para os democratas.  Aqui, há cinco corridas muito renhidas que podem ser importantes para a dimensão da vitória republicana ou da (improvável) continuação dos democratas no poder. 

Milhares de britânicos manifestaram-se nas ruas de Londres

 

Milhares de britânicos manifestaram-se nas ruas contra o aumento do custo de vida. Os ecologistas prometem vir para a rua todos os dias da COP27. O protesto foi também contra a destruição do planeta e do serviço nacional de saúde britânico. A reportagem em Londres de Rosário Salgueiro com Tiago Passos

Marcha pela paz percorre várias cidades de Itália

 

Em várias cidades transalpinas, é feito este sábado um apelo ao fim da violência e da guerra na Ucrânia. Associações, sindicatos, partidos e sociedade civil organizaram as marchas para trazer o assunto a debate. Querem que o país, a União Europeia e as Nações Unidas assumam a responsabilidade de negociar para "alcançar um cessar-fogo imediato". Nos cartazes, lê-se "não ao envio de armas".

Ucrânia. Zelensky diz estar preparado para "paz justa e equitativa"

 

O presidente ucraniano garante que o país está preparado para "uma paz justa e equitativa". Mas Volodymyr Zelensky não acredita na ideia de que a Rússia está disposta a negociar o fim da guerra na Ucrânia.

Deslizamentos de terra na Venezuela fazem sete mortos

 

Pelo menos sete pessoas morreram, entre elas uma criança, na sequência de deslizamentos de terra provocados por chuvas intensas em território venezuelano. Mil operacionais de salvamento e resgate, voluntários e funcionários públicos foram destacados para as operações. Há mais de 300 casas danificadas em Anzoategui, no leste do país. Nas últimas cinco semanas, quase 14 mil famílias foram afetadas pelas fortes chuvas, inundações e deslizamentos de terra. Até ao momento, perderam a vida 80 pessoas.

sexta-feira, novembro 04, 2022

TDT vai acabar?

 

A Altice, dona dos emissores de distribuição do sinal TDT, tem seis semanas para responder ao Governo se quer renovar a licença que termina em dezembro do próximo ano. Caso não renove, os especialistas ouvidos pela Prova dos Factos dizem que num ano é impossível montar uma rede como a atual. A Anacom, que regula o setor, garante que a televisão gratuita tem outras formas de chegar a casa dos telespetadores como a fibra ótica. Mas uma vez mais, os especialistas afirmam que esta solução é pouco realista e muito dispendiosa.

Portugal envolvido em sete casos de desinformação desde 2019

 

Portugal surge em sete casos de 'fake news' sobre a Ucrânia ou Estados-membros da União Europeia (UE), detetados entre 2019 e 2022 pelo grupo de trabalho do Serviço Europeu de Ação Externa sobre a desinformação. A UE lançou uma nova ferramenta no ‘site’ da EUvsDisinfo – uma nova secção, disponível em euvsdisinfo.eu/learn/ – que “explica os mecanismos, táticas, narrativas comuns e atores por detrás da desinformação e manipulação de informação”. O EUvsDisinfo é o principal projeto do grupo de trabalho East StratCom, tendo sido criado em 2015 no seio do Serviço Europeu de Ação Externa para melhor responder às campanhas de desinformação em curso por parte da Rússia que afetam a UE e os seus parceiros. Numa pesquisa na base de dados da EUvsDisinfo realizada hoje pela agência Lusa, Portugal surge em sete casos de desinformação, com o primeiro a ter sido detetado em 09 de setembro de 2019, envolvendo ainda a Itália, Reino Unido, Espanha e França.

Ryanair põe apoio estatal à TAP nas mãos do tribunal de justiça europeu

 

A Ryanair apresentou um recurso no Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) contra a decisão da Comissão Europeia de dar “luz verde” às ajudas públicas à TAP, com o objectivo de anular o que foi aprovado em Dezembro do ano passado. O recurso da decisão de Bruxelas, que envolve o apoio em curso no valor de 2,5 mil milhões de euros (a que se somam depois ajudas da covid-19 de cerca de 700 milhões, perfazendo 3,2 mil milhões), foi apresentado pela Ryanair no final do passado mês de Julho. Ao PÚBLICO, fonte oficial da Comissão Europeia, que é a entidade visada no processo, confirmou a existência do recurso, mas afirmou que, tal como sempre faz nestes casos, não se pronunciava antes da decisão do tribunal, e que não era possível antecipar quando é que esta será proferida.

A mesma fonte relembrou que os 2,5 mil milhões foram aprovados ao abrigo das regras europeias para as ajudas de Estado, de forma a permitir à TAP “regressar à viabilidade”. O PÚBLICO enviou questões ao Ministério das Infra-Estruturas, mas não teve resposta. De acordo com a documentação do processo que está disponível no TJUE, a companhia aérea irlandesa apresenta nove fundamentos para defender a anulação da decisão de Bruxelas.

Sabe quantos trabalhadores eram pobres em Portugal, em 2019? Estudo dá a resposta e revela que a solução não passa (só) pelo aumento salarial

“Pobreza no trabalho: O papel dos rendimentos e da situação familiar”, uma Nota Intercalar do Relatório Portugal, Balanço Social, lançado pela Fundação “la Caixa”, o BPI e a Nova SBE, visa traçar o retrato da pobreza no trabalho e fornecer uma descrição transversal sobre o papel dos rendimentos e da situação familiar. Realizado no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, um programa plurianual estabelecido entre as três instituições, o documento compara as taxas de risco de pobreza no trabalho em Portugal, procurando identificar esses trabalhadores, os factores que determinam a situação de pobreza e as famílias mais expostas. O documento conclui então que cerca de 10% dos 4,5 milhões de trabalhadores em Portugal eram pobres em 2019, face a 9% na média da União Europeia. Revela ainda que a pobreza afecta quase quatro vezes mais aqueles que trabalham por conta própria (28,9% vs. 7,7% dos que trabalham por conta de outrem), três vezes mais os que trabalham em tempo parcial (29,6% vs. 9,0% para tempo inteiro) e duas vezes mais os que têm contratos temporários (11,9% vs. 6,4% para os permanentes).

RTP estreia série gravada no Arquipélago da Madeira a 21 de dezembro

 

A RTP estreia a 21 de dezembro uma nova série sobre a invasão e ocupação das tropas japonesas em Timor-Leste. As gravações de "Os Abandonados" decorreram na Madeira e Porto Santo devido às semelhanças com o território timorense.

Fernando Medina pouco recetivo a dar mais dinheiro para as rotas não liberalizadas

 

O Ministro das Finanças não se compromete com qualquer reforço de verbas para as rotas não liberalizadas nos Açores, que envolvem as ilhas do Faial, do Pico e de Santa Maria.

Coleção Berardo vale mais do dobro do orçamento do Estado para a Cultura

 

A Coleção Berardo foi avaliada em mais de 1.500 milhões de euros. É cinco vezes mais do que há 14 anos.

Tribunal de Contas não vê efeitos práticos na nova lei de contratações públicas

 

Na audição sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2023, o presidente do tribunal disse ainda que não espera mais injeções de capital, no Novo Banco. Todavia, se as houver, estará muito atento.

Grupo Air France KLM está interessado na compra da TAP

 

A maior em 30 anos. Inflação ultrapassou a barreira dos 10 por cento

 

Entrámos nos dois dígitos. A inflação em Portugal ultrapassou a barreira dos 10 por cento e atingiu o valor o máximo desde há 30 anos. A subida média dos preços em Outubro foi de 10,2 por cento, uma aceleração de 0,9 pontos em relação a setembro. É preciso recuar até maio de 1992 para encontrar um valor mais alto em Portugal, na altura 10,3 por cento. Os produtos que mais aceleraram a inflação foram a energia e os alimentos.

ACIF defende a criação de uma taxa turística

 

A proposta está a ser ultimada e propõe que o dinheiro deve ser transferido para um fundo regional. A ideia reúne consenso de alguns empresários do setor que defendem transparência na gestão das verbas.

Médicos aconselham uso de máscara durante o inveno

 

No inverno, pode ser necessário voltar a usar a máscara de proteção nos transportes públicos, para prevenir a Covid-19. Uma recomendação de alguns médicos, pneumologistas, que participam nas jornadas da patologia respiratória.

Taxa de inflação mais alta dos últimos 30 anos

 

O valor divulgado pelo instituto nacional de estatística foi 10,2%. No dia seguinte ao anuncio de novo aumento das taxas de juro, numa subida de 0,75, que fixa agora a taxa em 2%. As prestações do crédito à habitação vão ficar mais caras.

EEM produziu mais de 70% de energia elétrica a partir de fontes renováveis

 

Pela primeira vez, num só dia, a Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM) conseguiu produzir recentemente mais de 70 por cento de energia elétrica a partir de fontes renováveis. Mas a media anual ainda é muito baixa, em 2021 foi de 33 por cento.

A Madeira tem um problema de violência chamado “bloom”

 

“Eu já mostro o que tenho ali escondido atrás da porta para o caso de apanhar alguém dentro de casa.” Dúlio Freitas está cansado e vive em sobressalto por causa do negócio de bloom que se faz às claras duas portas acima, no Caminho de São Roque, um lugar pacato e com vista para a baía do Funchal. O bloom trouxe os consumidores que, de noite ou de dia, andam abaixo e acima e deitam mão a tudo o que lhes possa render uns euros para comprar a dose. E é por isso que Dúlio, antigo marinheiro, tem uma catana escondida atrás da porta. Há uns meses foi assaltado, levaram umas peças de coleção e umas cadeiras que tinha no quintal. “Foi para a droga, as cadeiras foram parar ao quintal do vizinho.” O mesmo vizinho a quem a polícia apreendeu nove quilos que se supõe ser alfa PHP, uma substância considerada droga desde 2021 e que é conhecida na rua como “bloom”. O produto, apreendido em julho, foi enviado para Lisboa para análise, mas o movimento na rua não se alterou. Antes da chegada do resultado das análises que provam que aquilo é ou não é droga pouco se pode fazer: a meio de setembro, numa sexta-feira de manhã, as pessoas que moram no Caminho de São Roque acordaram com tiros, no que terá sido um ajuste de contas entre rivais. A polícia fechou a rua, fez buscas e, após ter sido presente ao juiz, o autor dos tiros regressou a casa. E tudo voltou ao normal: gente a chegar de táxi, a pé, em carros roubados — os moradores também já viram carros de alta cilindrada —, a negociar pelas brechas do portão de ferro do nº 58.

Turismo registou quase 7,7 milhões de dormidas em setembro. Turistas estrangeiros abaixo do nível pré-pandemia

Turismo registou quase 7,7 milhões de dormidas em setembro, das quais 2,4 milhões provenientes do mercado interno e 5,2 milhões do mercado externo. Turistas estrangeiros abaixo do nível pré-Covid. Em setembro, o turismo português acolheu 2,9 milhões de hóspedes e registou quase 7,7 milhões de dormidas, de acordo com a estimativa rápida divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nesse mês, o mercado interno contribuiu com 2,4 milhões de dormidas e o mercado externo com 5,2 milhões, o que representa um aumento de 10% face a igual período de 2019 em termos de mercado interno, mas um recuo de 3,2% no mercado externo, face ao período pré-pandemia.

Processos entrados e saídos dos arquivos dos Tribunais

 

O total dos processos saídos dos arquivos dos tribunais em 2018 ultrapassa um milhão - 1.011.078 - somados os valores da eliminação de processos com os valores da remessa de processos de conservação permanente para os arquivos distritais. Este número de processos saídos representa 135% do valor médio para o período de 2003-2018, que se situa em 751.042 processos.

Certidões Permanentes de registo comercial

 

Nº total de certidões permanentes emitidas em Português, Nº de certidões permanentes de registo, Nº de certidões permanentes de registo e documentos, Nº de certidões permanentes do pacto social atualizado, Nº de certidões permanentes emitidas na sequência de pedidos de registo e Nº total de certidões permanentes emitidas em Inglês. Valor mensal

Número de processos parados nos tribunais no 2º trimestre de 2022 é o mais baixo desde 2000

 

O número de ações executivas cíveis pendentes registado no segundo trimestre de 2022 é o mais baixo dos últimos 23 anos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça. O número de ações executivas cíveis pendentes registado no segundo trimestre de 2022 é o mais baixo dos últimos 23 anos. De acordo com as Estatísticas da Justiça, divulgadas pela Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ), a 30 de junho de 2022, havia 374.684 ações executivas cíveis pendentes nos tribunais judiciais de 1.ª instância, sendo este o número mais reduzido desde 2000. No 2.º trimestre de 2022, o número de ações executivas cíveis pendentes registou um decréscimo de 9,9%, face ao mesmo período de 2021. Esta diminuição do número de processos fica a dever-se, sobretudo, à capacidade do sistema judicial para fazer face à procura, uma vez que a taxa de resolução processual – que mede esta capacidade de resposta – foi de 127,1%, mantendo-se assim superior a 100%. O saldo processual no 2.º trimestre de 2022 foi favorável, correspondendo a menos 7.492 processos.

As estatísticas da justiça evidenciam que a tendência de decréscimo do número de processos de falência, insolvência e recuperação de empresas entrados e findos, registada entre 2014 e 2020 terminou, tendo-se verificado, em 2021 e 2022 um aumento destes valores. Ainda assim, o número de processos pendentes contraria esta inversão de tendência, continuando a diminuir desde 2015. Neste período, registou-se, em todas as áreas processuais, uma duração média dos processos findos inferior aos valores registados em 2007. Os valores de duração média de processos findos na área penal no ano de 2021, são os mais baixos dos últimos 27 anos, isto é, desde 1993 (ECO digital, texto da jornalista Filipa Ambrósio de Sousa)

Nascer Cidadão com Cartão de Cidadão, nº de pedidos

 

Nº de pedidos de CC efetuados nos Balcões Nascer Cidadão com Cartão de Cidadão, por mês

Atribuições de Nacionalidade

 

Nº de Atribuições de Nacionalidade, por mês

Documento Único Automóvel - Pedidos presenciais vs online

 


Nº de pedidos presenciais de DUA de forma presencial e online, por mês

Nº de Certidões Permanentes de registo comercial emitidas


Certidões permanentes de registo emitidas, por mês

Centeno: “Manter a inflação elevada teria um custo recessivo ainda maior”

 

"Há um avolumar de algumas pressões, localizadas, do lado da procura. Isto, com a manutenção das pressões do lado da oferta, conflui numa pressão inflacionista que não está a abater", diz Centeno. Em contracorrente com as declarações do primeiro-ministro e do Presidente da República na semana passada, o governador do Banco de Portugal (BdP) saiu em defesa do Banco Central Europeu (BCE) e argumenta que manter taxas de inflação elevadas “teria um custo recessivo maior do que aquele que o aumento das taxas de juro provoca”. Em entrevista ao Público (acesso condicionado), Mário Centeno pede às empresas e aos países do euro que ajudem no combate à inflação, que “não é um exclusivo dos bancos centrais”. O governador faz mesmo um apelo em concreto às empresas: “Temos visto uma subida de preços na generalidade dos bens e serviços do índice de preços no consumidor e, em muitos casos, para além daquilo que se poderia esperar face ao que são as pressões inflacionistas vindas da oferta. O que isto quer dizer é que, tal como apelamos a uma contenção do nível salarial, também gostaria de o fazer ao nível empresarial, para que se refletisse nos preços um grau de conservadorismo que permitisse de facto a inversão deste ciclo de inflação“.

Para Mário Centeno, “há outros fatores a contribuir para a inflação, para além dos do lado da oferta“. “Devido ao volume de poupanças que as famílias e as empresas acumularam ao longo da crise do Covid-19 e ao estado do mercado de trabalho, que é muito bom, assistimos principalmente durante o segundo e terceiro trimestres deste ano a uma pressão sobre o lado da procura muito visível. O setor do turismo é um desses exemplos”, explica o antigo ministro das Finanças. “Há de facto um avolumar de algumas pressões, que acho que são localizadas, não são generalizadas, do lado da procura. Isto, com a manutenção das pressões do lado da oferta, conflui numa pressão inflacionista que não está a abater“, conclui (ECO digital)

Tripulantes de cabina da TAP avançam com pré-aviso de greve para 8 e 9 de Dezembro

Os tripulantes de cabina da TAP associados do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) votaram a marcação de um pré-aviso de greve por parte da direcção para os dias 8 e 9 de Dezembro, de acordo com as informações recolhidas pelo PÚBLICO. Estes dias correspondem a uma quinta-feira que coincide com um feriado, e a uma sexta-feira. A moção votada em assembleia geral extraordinária, e ligada ao novo acordo de empresa, refere que este passo é dado “por incumprimento e desrespeito das condições de trabalho dos tripulantes de cabina da TAP”. A referida moção refere ainda, no ponto dois, o agendamento para o dia 6 de Dezembro, 48 horas antes do que poderá ser o primeiro dia de paralisação, de “uma segunda sessão da presente assembleia para avaliar a evolução e o impacto das negociações” entre o sindicato liderado por Ricardo Penarroias e a TAP. Actualmente, a empresa conta com cerca de 2800 tripulantes de cabina.

Greve seria “um desastre"

Esta quarta-feira, no âmbito da apresentação de resultados trimestrais da TAP, a presidente executiva, Christine Ourmières-Widen, afirmou aos jornalistas que uma greve seria “um desastre” para a companhia aérea. Reconhecendo esse direito, a gestora afirmou que não entendia o porquê dessa hipótese estar em cima da mesa do SNPVAC, na sequência da apresentação da proposta de um novo acordo de empresa (AE). “É uma proposta”, vincou, “que estou disponível para discutir”. Uma greve, destacou Ourmières-Widener, “iria prejudicar todo o bom trabalho feito até agora”.

BCE vai utilizar todos os instrumentos para baixar inflação para 2%

 

O Banco Central Europeu (BCE) continua “resolutamente concentrado” na estabilidade dos preços na zona euro e utilizará “todos os instrumentos da caixa de ferramentas” para atingir um objetivo de inflação de 2% a médio prazo, disse hoje Christine Lagarde. Na Letónia, a presidente do BCE, Christine Lagarde, advertiu que “uma recessão moderada no final do ano e 2023 não será suficiente para conter a inflação” e disse que qualquer estímulo fiscal dos Governos deve ser temporário, direcionado e adaptado a setores vulneráveis selecionados da economia. Tais medidas deveriam visar os mais vulneráveis e incluir incentivos para poupar energia, bem como despesas diretas para reduzir o consumo de energia, disse Lagarde.

Lagarde também disse que o aumento de 0,75 pontos percentuais das taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA (Fed) na quarta-feira não deve ser visto como um sinal de que o BCE irá agir de forma semelhante. “Os EUA e a zona euro não são semelhantes, existem diferentes fontes de inflação”, disse Lagarde, explicando que os aumentos de preços nos EUA foram impulsionados por uma forte procura na economia e por um mercado de trabalho ajustado. Havia 1,7 vagas por pessoa desempregada nos EUA, enquanto na Europa, os candidatos a emprego superavam as vagas em número.

Crise/Energia: 44% dos portugueses vão cortar nas despesas alimentares e 34% nos gastos com saúde, aponta estudo


Os pagamentos fracionados (‘buy now pay later’) são uma solução para apoiar o consumo em Portugal e na Europa, revelou esta quinta-feira o Barómetro Europeu das Melhores Práticas de Compra, realizado pela Oney em parceria com a Harris Interactive, com base num inquérito a uma amostra representativa da população europeia, em França, Espanha e Portugal.

As conclusões mais relevantes do estudo apontam para:

  • 1 em cada 5 consumidores europeus espera gastar mais nos próximos meses;
  • 44% dos portugueses vão fazer cortes nas despesas alimentares;
  • 34% dos portugueses vão cortar nas despesas de saúde;
  • Quase 1 em cada 3 consumidores europeus vai recorrer a soluções de financiamento para grandes compras;
  • 35% dos portugueses planeiam pagar em 3 ou 4 prestações até ao final deste ano;
  • Quase 50% dos utilizadores de pagamentos fracionados, a nível europeu, não teriam comprado se não pudesse utilizar esta facilidade de pagamento.

Se um é mau, vários ainda pior. Sabia que há mais do que um tipo de inflação?


A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) de Portugal terá aumentado para 10,2% em outubro, face aos 9,28% de setembro, atingindo o máximo desde maio de 1992, avançou o Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com a estimativa rápida divulgada pelo instituto estatístico, “tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 10,2% em outubro, taxa superior em 0,9 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior e a mais elevada desde maio de 1992”. Já a taxa de inflação anual na zona euro também voltou a bater recorde este mês, chegando aos 10,7% em outubro após 9,9% no mês passado, segundo uma estimativa publicada também na semana passada pelo gabinete estatístico da União Europeia (UE), o Eurostat. Dados provisórios do Eurostat revelam um novo máximo da série estatística, que já tinha sido quebrado no mês de setembro, com 9,9% de taxa de inflação anual, percentagem agora ultrapassada com 10,7% em outubro. No Banco de Portugal, pode ler-se o conceito de inflação como uma “subida generalizada e sustentada dos preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias” e existem vários tipos.

Crise: Não é uma ameaça, mas Lagarde garante que taxas de juro vão continuar a subir, mesmo havendo risco de recessão


A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu que as taxas de juro vão continuar a subir até a inflação voltar ao patamar dos 2%, ainda que isso implique um maior risco de recessão, disse em entrevista ao jornal letão Delfi. “O nosso objetivo é uma taxa de juro que garanta a meta de inflação de 2% no médio prazo. O nosso destino é claro e ainda não chegamos lá”, referiu a presidente do BCE, embora sem se comprometer com o valor dos futuros aumentos. Também neste sentido, Christine Lagarde ressalvou que os futuros aumentos do BCE irão ser decididos “reunião a reunião”. A presidente do BCE admite ainda que a probabilidade de uma recessão aumentou, mas reitera que o objetivo do banco central se prende com a estabilidade dos preços. Para este fim, Lagarde defende que devem ser usadas todas as ferramentas ao dispor da instituição e que têm sido usadas as mais eficientes e apropriadas. As atuais projeções do BCE, divulgadas em setembro, apontam para uma queda gradual da inflação até 2024, passando dos 8,1% em 2022, para 5,5% em 2023, recuando até aos 2,3% em 2024. Por sua vez, o crescimento deverá desacelerar para 0,9% no próximo ano, e atingir os 1,9% em 2024. Já o cenário mais pessimista prevê uma inflação “ligeiramente mais elevada” no final deste ano, e um recuo para os 2,7% em 2024. A acompanhar este cenário, o BCE prevê também uma contração na economia em 2023, seguida de um retorno ao crescimento no ano seguinte. A próxima revisão económica do BCE está prevista para dezembro (CNN-Portugal)

Costa avisa BCE que recessão agravará a situação social na Europa

O primeiro-ministro português insistiu na necessidade de o Banco Central Europeu (BCE) ser prudente na linha de “normalização da política monetária” para combater a inflação, advertindo que uma recessão agravará a situação social na Europa. Na quinta-feira, o conselho de governadores do BCE decidiu aumentar em 75 pontos base as taxas de juro de referência na zona euro - o segundo aumento seguido desta dimensão depois da subida de setembro (e de 50 pontos em julho), elevando a taxa dos depósitos para 1,5% e a taxa de refinanciamento para 2%, o nível mais elevado desde julho de 2008.

"O BCE é independente [dos governos] e devemos respeitar essa independência, o que não quer dizer que não tenhamos uma opinião sobre a matéria”, declarou António Costa, durante uma conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, no Palácio Foz, em Lisboa. Perante os jornalistas, o primeiro-ministro português insistiu na necessidade de o BCE agir com "prudência na normalização da política monetária”.

Plano de contingência da TAP para o Natal deverá cancelar voos e mudar horários



A companhia aérea está a desenhar um plano para fazer face aos constrangimentos provocados pelo controlo de tráfego aéreo e o elevado número de licenças de parentalidade no pessoal de voo. A TAP está a elaborar um plano para fazer face às dificuldades operacionais que espera para os próximos meses, em particular no Natal. O plano, que ainda está a ser terminado, deverá passar pela mudança de horários e dias dos voos, afirmou o administrador financeiro da companhia, Gonçalo Pires. “Vão ser três meses decisivos onde nos vamos deparar com problemas operacionais”, disse o chief financial officer da TAP, em declarações à Rádio Observador, perspetivando o último trimestre. “Dadas as restrições que temos, não só das licenças de parentalidade, mas também dos desenvolvimentos tecnológicos dos operadores de tráfego quer em Portugal quer em França, estamos a reequacionar a operação e anunciaremos um plano que proteja a operação e os clientes“, afirmou o responsável. A análise ainda está em curso, mas Gonçalo Pires admite que o plano “provavelmente implicará a redução do número de voos”. “Podemos estar a falar de trocas de horários ou de dias”, precisou, garantindo que será “tudo atempadamente planeado, anunciado e comunicado”.

TAP teve lucro de mais de 100 milhões, mas isso “não é suficiente”

Regresso aos lucros tem de ser sustentável, referem os responsáveis da companhia aérea, devido ao “peso da dívida e dos juros” ligado ao crescimento rápido antes da pandemia e aos novos aviões. Depois de uma série de dez trimestres a gerar prejuízos (desde Janeiro de 2020 a Junho de 2022 foram 3031,5 milhões), a TAP anunciou esta quarta-feira que lucrou 111,3 milhões de euros no período de Julho a Setembro, ou 31,8 milhões sem a actual protecção cambial. No entanto, destacou o administrador financeiro, Gonçalo Pires, isso “não é suficiente” por si só e é algo que tem de ser consistente devido ao “peso da dívida e dos juros” a pagar pela companhia aérea.

A TAP, recordou o gestor, cresceu muito e rápido e isso foi pago com dívida, tornando a empresa mais endividada do que a concorrência. Por isso, tem agora de apresentar bons resultados de forma consecutiva e reduzir o endividamento (a dívida financeira estava nos 1620 milhões de euros em Setembro, mais 9% do que em Dezembro “devido aos novos leasings de aviões”, e os leasing operacionais estavam nos 2238 milhões, mais 6% face a Dezembro). Isto, para ser sustentável financeiramente.

Ucrânia pede para não se publicar informação na Internet sobre soldados desaparecidos

As autoridades ucranianas pediram aos cidadãos para não publicarem detalhes sobre soldados e familiares detidos ou desaparecidos, sublinhando que essas informações podem ajudar os russos a identificar prisioneiros importantes ou a localizar pessoas que estão a evitar a captura. A vice-ministra da Defesa, Hanna Malyar, disse que muitas pessoas estavam a recorrer às redes sociais para procurar mais informações, especialmente sobre soldados em cativeiro ou desaparecidos, tornando públicos dados pessoais dessas mesmas pessoas, o que pode ser um risco.

“Algumas destas pessoas [desaparecidas] podem estar apenas escondidas nos territórios temporariamente ocupados e à procura de uma forma de regressar. Ao publicar dados pessoais e fotografias dessas pessoas, podemos estar a fornecer ao inimigo pontos de referência”, disse no Telegram. “A publicação de detalhes sobre a vida pessoal dos prisioneiros, opiniões políticas, estatuto social e histórico de emprego pode dificultar o processo de libertação dessas pessoas e colocar em risco a própria vida”, disse a governante. “Isto encoraja o inimigo a escrutinar uma determinada pessoa, e como resultado, as exigências para a sua troca tornam-se mais elevadas, e o próprio processo torna-se altamente complicado”, disse, observando que a Rússia tinha até agora trocado 1030 homens e mulheres ucranianos (Publico, texto do jornalista Luís Villalobos)

Autarcas defendem fim do corte de 5% nos salários dos políticos

Num parecer ao OE2023, a Associação Nacional de Municípios defende que é de "elementar justiça" acabar com "este anátema que recai sobre os titulares de cargos políticos". O corte está em vigor há 12 anos e, para a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), é tempo de acabar com ele. No parecer ao Orçamento do Estado (OE) para 2023, que deu entrada na Assembleia da República, a associação que reúne quase todas as autarquias do país defende o fim do corte de 5% ao vencimento dos titulares de cargos políticos, uma disposição legal que também abrange os eleitos locais.

De "forma incompreensível e injusta", a proposta de lei do Orçamento do Estado "continua sem reverter o corte de 5% nos vencimentos dos titulares de cargos políticos, introduzido no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, no tempo da Troika, e mantido ainda hoje nas remunerações dos eleitos locais", escreve a ANMP, presidida pela socialista Luísa Salgueiro, no documento enviado aos deputados. Uma situação que, para os municípios, já não se justifica, até porque representa um "anátema" que recai sobre os eleitos: "Tendo sido já revertidas a esmagadora maioria das medidas então adotadas, é de elementar justiça que se acabe com esta redução do vencimento e com este anátema que recai sobre os titulares de cargos políticos".

TAP confirma que não irá devolver os 3,2 mil milhões de euros ao Estado

 

O CFO da companhia referiu que o modelo de plano de reestruturação da TAP assinado com Bruxelas não prevê a devolução do montante injetado na transportadora, por se tratar de um modelo de conversão de capital. O ministro Pedro Nuno Santos já o tinha dito várias vezes e esta quarta-feira a administração da empresa confirmou. A TAP não irá devolver os 3,2 mil milhões de euros de ajudas do governo, emprestadas à empresa no âmbito do plano de reestruturação aprovado por Bruxelas, em 2021. Questionado pelo Dinheiro Vivo sobre quando e como seria feita a devolução do montante cedido pelo Estado, o CFO da companhia esclareceu que esse cenário não está previsto no modelo do plano de reestruturação assinado entre a TAP e a Comissão Europeia. "O nosso plano de reestruturação envolve injeções de capital, não é divida", respondeu Gonçalo Pires durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados trimestrais da TAP. O administrador ressalva que "não se coloca a questão da devolução porque não há empréstimo".

CEO da TAP: "Seria mais fácil dizer que não há mais cortes"

Christine Ourmières-Widener espera, no entanto, que, caso os resultados sejam "excelentes", ter margem para conversar com os parceiros de modo a "recompensar os trabalhadores". A presidente executiva (CEO) da TAP defendeu que "seria mais fácil" dizer que não vão existir mais cortes e vincou que, se os resultados forem "excelentes", espera ter margem para recompensar os trabalhadores.

"Comunicámos aos trabalhadores que seria mais fácil para esta administração dizer que não há mais cortes [...], mas temos um plano, um compromisso e um acordo de emergência", assinalou Christine Ourmières-Widener, numa conferência de imprensa, em Lisboa. No entanto, referiu que, se os resultados "forem excelentes, estamos prontos para conversar com os nossos parceiros para ver se conseguimos recompensar os trabalhadores". Ourmières-Widener reconheceu que "existe uma pressão" e que os trabalhadores estão sujeitos a dificuldades, nomeadamente as provocadas pela inflação.

TAP: Interesse da Air France e Iberia é "boa notícia"

 

A presidente executiva da TAP assinalou como "uma boa notícia" o facto de outros 'players', como a Iberia e Air France, terem manifestado interesse na companhia, ressalvando não saber se tal se vai concretizar. "Penso que todos devemos estar felizes e orgulhosos por ver outros 'players' externos interessados nesta organização. Penso que isso demonstra o valor da empresa", considerou Christine Ourmières-Widener, numa conferência de imprensa, em Lisboa. Companhias como a KLM -- Air France e a Iberia demonstraram, recentemente, interesse em comprar a TAP. Porém, a responsável vincou que em causa estão apenas declarações de interesse e que a decisão final não está, em exclusivo, nas suas mãos. "São notícias positivas, o que não quer dizer que isto vá mesmo acontecer", sublinhou (Sapo)

PSD reúne conselho nacional na próxima semana com revisão constitucional na agenda

O PSD vai reunir o seu conselho nacional na próxima semana, em Lisboa, com a revisão constitucional na agenda da reunião. De acordo com uma convocatória publicada no Povo Livre, órgão oficial do partido, o conselho nacional vai reunir-se de forma extraordinária a 10 de Novembro. Na agenda da reunião, estão a “análise da situação política” e, como segundo ponto, “projecto de revisão constitucional”. Uma surpresa, depois de, em Setembro, o presidente do partido ter afirmado, em entrevista ao PÚBLICO e Rádio Renascença, que a revisão constitucional não era uma prioridade do PSD e que só avançaria caso o PS tomasse a iniciativa.

De acordo com informações recolhidas pela Lusa, o ex-ministro Miguel Poiares Maduro está a coordenar o projecto de revisão constitucional do PSD, em articulação com a direcção do partido e da bancada. O antigo ministro-adjunto de Pedro Passos Coelho foi um dos principais apoiantes de Jorge Moreira da Silva, adversário derrotado de Luís Montenegro nas directas de Maio, e, antes, tinha estado no núcleo duro da campanha de Paulo Rangel contra Rui Rio.

 A anterior direcção do PSD, liderada por Rui Rio, apresentou publicamente um projecto de revisão da Constituição no Verão do ano passado, que não chegou a entregar no Parlamento devido, primeiro, à dissolução da Assembleia da República e, depois, por se estar em campanha interna para a presidência do partido. Nessa ocasião, o então candidato Luís Montenegro, actual presidente do PSD, discordou que a direcção em funções entregasse quer o seu projecto de revisão constitucional quer de alteração da lei eleitoral da Assembleia da República no Parlamento.

TAP passa de prejuízos a lucros de 111,3 milhões de euros no terceiro trimestre



A companhia amealhou receitas 7,5% acima de 2019 entre julho e setembro, à boleia da recuperação do turismo da subida dos preços das tarifas. Resultado dos primeiros nove meses continua negativo com prejuízo de 91 milhões de euros. As contas da TAP no terceiro trimestre do ano passaram para o verde, com lucros de 111,3 milhões de euros entre julho e setembro, uma melhoria de 182,8% face aos prejuízos de 134,5 milhões de euros registados em igual período de 2021 de acordo com o comunicado divulgado pela companhia esta quarta-feira, 02, junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O resultado líquido dos primeiros nove meses do ano continua em terreno negativo mas as perdas caíram para 90,8 milhões de euros, uma recuperação de 85,5% comparativamente com o período homólogo (627,6 milhões de euros de prejuízos). Já receitas da companhia totalizaram 2.440,1 milhões de euros nos entre janeiro e setembro, um disparo de 195,1% face aos primeiros nove meses de 2021. Olhando para o trimestre as receitas superam em 7,5% o pré-pandemia (1,1 milhões de euros). O aumento dos preços e do número de passageiros justificam esta recuperação.

TAP apresenta lucros de 111,3 milhões de euros no terceiro trimestre

 

A companhia amealhou receitas 7,5% acima de 2019 entre julho e setembro, à boleia da recuperação do turismo da subida dos preços das tarifas. Resultado dos primeiros nove meses continua negativo com prejuízo de 91 milhões de euros. As contas da TAP no terceiro trimestre do ano passaram para o verde, com lucros de 111,3 milhões de euros entre julho e setembro, uma melhoria de 182,8% face aos prejuízos de 134,5 milhões de euros registados em igual período de 2021 acordo com o comunicado divulgado pela companhia esta quarta-feira, 02, junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O resultado líquido dos primeiros nove meses do ano continua em terreno negativo mas as perdas caíram para 90,8 milhões de euros, uma recuperação de 85,5% comparativamente com o período homólogo (627,6 milhões de euros de prejuízos). Já receitas da companhia totalizaram 2.440,1 milhões de euros nos entre janeiro e setembro, um disparo de 195,1% face aos primeiros nove meses de 2021. Olhando para o trimestre as receitas superam em 7,5% o pré-pandemia (1,1 milhões de euros). O aumento dos preços e do número de passageiros justificam esta recuperação. "A TAP está a confirmar a solidez do seu desempenho no terceiro trimestre, com todas as métricas financeiras acima dos níveis pré-crise, apesar do aumento dos custos de combustível. A procura para o quarto trimestre mantém-se bastante forte, suportando as expectativas de um bom resultado acumulado até final do ano", refere a CEO Christine ​​​​​​​Ourmières-Widener (DN-Lisboa, texto da jornalista Rute Simão)