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sexta-feira, novembro 04, 2022

BCE vai utilizar todos os instrumentos para baixar inflação para 2%

 

O Banco Central Europeu (BCE) continua “resolutamente concentrado” na estabilidade dos preços na zona euro e utilizará “todos os instrumentos da caixa de ferramentas” para atingir um objetivo de inflação de 2% a médio prazo, disse hoje Christine Lagarde. Na Letónia, a presidente do BCE, Christine Lagarde, advertiu que “uma recessão moderada no final do ano e 2023 não será suficiente para conter a inflação” e disse que qualquer estímulo fiscal dos Governos deve ser temporário, direcionado e adaptado a setores vulneráveis selecionados da economia. Tais medidas deveriam visar os mais vulneráveis e incluir incentivos para poupar energia, bem como despesas diretas para reduzir o consumo de energia, disse Lagarde.

Lagarde também disse que o aumento de 0,75 pontos percentuais das taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA (Fed) na quarta-feira não deve ser visto como um sinal de que o BCE irá agir de forma semelhante. “Os EUA e a zona euro não são semelhantes, existem diferentes fontes de inflação”, disse Lagarde, explicando que os aumentos de preços nos EUA foram impulsionados por uma forte procura na economia e por um mercado de trabalho ajustado. Havia 1,7 vagas por pessoa desempregada nos EUA, enquanto na Europa, os candidatos a emprego superavam as vagas em número.

Crise: Não é uma ameaça, mas Lagarde garante que taxas de juro vão continuar a subir, mesmo havendo risco de recessão


A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu que as taxas de juro vão continuar a subir até a inflação voltar ao patamar dos 2%, ainda que isso implique um maior risco de recessão, disse em entrevista ao jornal letão Delfi. “O nosso objetivo é uma taxa de juro que garanta a meta de inflação de 2% no médio prazo. O nosso destino é claro e ainda não chegamos lá”, referiu a presidente do BCE, embora sem se comprometer com o valor dos futuros aumentos. Também neste sentido, Christine Lagarde ressalvou que os futuros aumentos do BCE irão ser decididos “reunião a reunião”. A presidente do BCE admite ainda que a probabilidade de uma recessão aumentou, mas reitera que o objetivo do banco central se prende com a estabilidade dos preços. Para este fim, Lagarde defende que devem ser usadas todas as ferramentas ao dispor da instituição e que têm sido usadas as mais eficientes e apropriadas. As atuais projeções do BCE, divulgadas em setembro, apontam para uma queda gradual da inflação até 2024, passando dos 8,1% em 2022, para 5,5% em 2023, recuando até aos 2,3% em 2024. Por sua vez, o crescimento deverá desacelerar para 0,9% no próximo ano, e atingir os 1,9% em 2024. Já o cenário mais pessimista prevê uma inflação “ligeiramente mais elevada” no final deste ano, e um recuo para os 2,7% em 2024. A acompanhar este cenário, o BCE prevê também uma contração na economia em 2023, seguida de um retorno ao crescimento no ano seguinte. A próxima revisão económica do BCE está prevista para dezembro (CNN-Portugal)

Costa avisa BCE que recessão agravará a situação social na Europa

O primeiro-ministro português insistiu na necessidade de o Banco Central Europeu (BCE) ser prudente na linha de “normalização da política monetária” para combater a inflação, advertindo que uma recessão agravará a situação social na Europa. Na quinta-feira, o conselho de governadores do BCE decidiu aumentar em 75 pontos base as taxas de juro de referência na zona euro - o segundo aumento seguido desta dimensão depois da subida de setembro (e de 50 pontos em julho), elevando a taxa dos depósitos para 1,5% e a taxa de refinanciamento para 2%, o nível mais elevado desde julho de 2008.

"O BCE é independente [dos governos] e devemos respeitar essa independência, o que não quer dizer que não tenhamos uma opinião sobre a matéria”, declarou António Costa, durante uma conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, no Palácio Foz, em Lisboa. Perante os jornalistas, o primeiro-ministro português insistiu na necessidade de o BCE agir com "prudência na normalização da política monetária”.

domingo, julho 24, 2022

E os europeus o que dirão daqui a uns dias? “Vamos subir juros até inflação regressar” aos 2%, assegura Lagarde

 

A presidente do BCE, Christine Lagarde, assegura que as taxas de juro subirão tanto quanto necessário para que a inflação volte para 2%. “Estamos a enviar uma mensagem clara às empresas, empregados e investidores: a inflação voltará ao nosso valor-alvo de 2% a médio prazo“, disse Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), num artigo publicado este sábado no blogue da instituição. As medidas tomadas até agora, segundo Lagarde, “já estão a ter impacto nas taxas de juro em toda a Zona Euro”. Os comentários, relatados pela Bloomberg, chegam depois de o BCE ter aumentado as taxas mais do que o esperado, depois de oito anos em terreno negativo, para combater a inflação, que atingiu 8,6% em junho na zona euro e que se prevê que continue a subir. Os investidores estimam cerca de 113 pontos de base em aumentos adicionais das taxas do BCE até ao final do ano, de acordo com o mercado.

BCE: Como a subida dos juros mexe com a nossa vida

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), terá anunciado esta quinta-feira (já depois do fecho desta edição de Economia) o primeiro aumento em mais de uma década da taxa de juro diretora da instituição e sinalizado os próximos passos — leia-se, quais deverão ser as próximas subidas. As suas palavras irão mexer, e muito, com as nossas vidas. Juros mais elevados têm múltiplos impactos, muitos deles negativos, para famílias, empresas e Estados. E já se começaram a sentir, porque as taxas de mercado estão a subir há meses. Porque avança então o BCE neste caminho, numa altura em que a economia europeia está vulnerável por causa da guerra na Ucrânia e as projeções apontam para um abrandamento expressivo da atividade? A resposta chama-se inflação. A escalada dos preços continua sem dar tréguas, está em máximos desde a criação da moeda única — 8,6% em termos de variação homóloga em junho —, situando-se muito acima da fasquia dos 2%, a referência para o BCE, que tem como mandato a estabilidade dos preços. Mais ainda: as expectativas para o futuro descolaram desse patamar, podendo gerar ainda mais inflação.

BCE faz maior subida de juros em 22 anos

O jogo de forças entre ‘falcões’ — banqueiros que exigem uma política mais restritiva e maiores subidas dos juros para travar a inflação — e ‘pombas’ — que defendem uma abordagem mais cautelosa — no Conselho do Banco Central Europeu (BCE) conheceu esta quinta-feira um novo episódio. Na reunião houve “consenso” para uma subida mais pronunciada do que o sinalizado na taxa de juro de referência, para 0,5% — o primeiro incremento em mais de uma década e o mais pronunciado dos últimos 22 anos. E a aprovação “unânime” do Transmission Protection Instrument (TPI), o mecanismo antifragmentação que servirá para defender os países do euro que enfrentem maiores subidas nas suas taxas de juro soberanas. Aprovação que, como sublinhou Christine Lagarde, presidente do BCE, abriu caminho ao referido aumento dos juros.

domingo, julho 10, 2022

Membro do BCE defende subida acentuada das taxas de juro para conter inflação

Além de uma subida inicial de 50 pontos base já em julho, Robert Holzmann, membro do BCE, considera que deve ser considerada uma subida ainda maior em setembro para conter a inflação. Robert Holzmann, membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), voltou a insistir na necessidade de aumentar as taxas de juro diretoras até setembro, apontando para um aumento de 125 pontos base, caso a inflação não abrande, noticia a Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês). Além de uma subida inicial de 50 pontos base já em julho, o membro do BCE considera que deve ser considerada uma subida ainda maior em setembro, de forma a desviar a economia para águas mais calmas. “Quando a situação não melhora, um aumento de 0,75 pontos percentuais pode eventualmente ser necessário“, sinalizou Robert Holzmann, acrescentando que “chegou a hora de dar passos claros nas taxas, caso contrário, a inflação continuará a disparar”. Esta posição contrasta com a orientação dada pelo próprio banco central, que defende uma subida dos juros diretores de 25 pontos base já em julho, a que seguirá outro aumento em setembro. A presidente do BCE, Christine Lagarde, já adiantou que este segundo aumento dependerá da evolução da inflação e que pode ser maior do que o primeiro (ECO digital, texto da jornalista Joana Morais Fonseca)

sábado, junho 11, 2022

Juros podem triplicar este ano e BCE admite recessão de quase 2% em 2023


Taxa de juro diretora do BCE, em 0% desde 2016, vai subir para 0,25% em julho e em setembro pode chegar a 0,75%. Se a guerra não acaba, zona euro entra em recessão e quebra 1,7% em 2023, com desemprego a furar os 8%. A economia da zona euro parece estar à beira de uma nova recessão em 2023 (quebra de 1,7%), admitiu ontem o Banco Central Europeu (BCE), que fez contas ao cenário de uma guerra prolongada da Rússia contra a Ucrânia. Num quadro menos mau, em que a guerra não dura tanto, a área da moeda única aguenta-se, mas a retoma perde força: cresce 2,8% este ano e 2,1% no próximo. Em março, logo no início do conflito, era 3,7% e 2,8%, respetivamente.

Seja como for, as taxas de juro do banco central (e todas as outras por arrasto) sobem sempre em qualquer dos cenários, mas quanto maiores forem as pressões inflacionistas, mais o BCE terá de acelerar o agravamento do custo do dinheiro e durante este ano, revelou a autoridade monetária. A última leitura da inflação (do Eurostat) deu uma subida de preços recorde na zona euro superior a 8%. O objetivo do BCE é manter a inflação à volta dos 2%.

sexta-feira, outubro 03, 2014

BCE aponta minibazuca a Grécia, Chipre e Portugal

Li no Dinheiro Vivo que "em Nápoles, o Banco Central Europeu (BCE), cada vez mais encurralado na sua política expansionista para fazer subir a inflação que está quase em zero, disparou ontem uma nova minibazuca de dinheiro barato para os bancos, fazendo especial pontaria à Grécia e ao Chipre, mas com alcance também em Portugal. Nas ruas da cidade italiana, a polícia de choque disparou canhões de água e granadas de gás lacrimogéneo contra manifestantes "anti-austeridade". Com a economia europeia cada vez mais encharcada em dinheiro que tarda em chegar às empresas e às famílias - porque fica preso algures no circuito bancário - , Mario Draghi, o presidente do BCE teve uma palavra para os molhados de Nápoles, onde decorreu a reunião do conselho de governadores do banco central do euro. "Eu compreendo as razões dos protestos [a fraqueza da economia italiana], mas a perceção de que o BCE é culpado ou está na origem da situação precisa de ser corrigida". A Itália, terceira maior economia do euro, está novamente em recessão e em 2015 crescerá uns magros 0,5%, prevê o Governo. Segundo Draghi, no que toca à zona euro, o BCE já fez o essencial, o grosso do trabalho. Ainda assim não vai negar uma ajuda adicional. Continuará a auxiliar os bancos com medidas não convencionais. Ontem, deu detalhes sobre mais uma, mas repetiu que os governos nacionais estão longe de terem completado o trabalho de casa: "a legislação e a implementação de reformas estruturais precisam claramente de ganhar força em vários países".
Manejando a bazuca
O BCE vai comprar carteiras de créditos e obrigações (dívida titularizada) aos bancos europeus, inclusive os que estão parqueados em países com rating abaixo de BBB-, fronteira que define o nível de lixo ou especulativo. Mario Draghi falou especificamente da banca da Grécia e do Chipre, embora Portugal também caia nessa classe de risco, de acordo com a Standard & Poor's e a Moody's. Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião das taxas de juro -- a taxa principal ficou inalterada no mínimo histórico de 0,05% -- Draghi explicou que a instituição vai ficar temporariamente com um montante "significativo" de carteiras dos bancos europeus. Vai comprar ABS (créditos da banca sobre outros, incluindo hipotecas) e obrigações cobertas. "Decidimos incluir países com ratings inferiores a BBB-, como a Grécia e Chipre", revelou. É um programa com "medidas de risco extra", referiu. O BCE vai exigir, por exemplo, mais colaterais aos bancos desses países se quiserem usar a nova linha. Fala-se já em "sobrecolateralização". Seha como for, a afirmação causará grande desconforto junto de alguns países, como a Alemanha, certamente, que vêm a iniciativa como mais uma exposição do BCE ao risco soberano. Segundo contas da JP Morgan, citadas pela Bloomberg, os bancos portugueses poderão vender temporariamente ao BCE cerca de 11,2 mil milhões de euros ao abrigo da nova linha ABS (a que pode conter hipotecas). Supostamente é espaço no balanço para emprestar mais à economia. Os novos programas de liquidez "terão a duração de pelo menos dois anos". As compras de carteiras de créditos vão arrancar "no quarto trimestre de 2014"; as aquisições de obrigações começam já "na segunda metade de outubro".
Desilusão
Quando terminarem os programas, o BCE deve devolver os ativos aos bancos. Por isso é apenas uma criação temporária de moeda, não um alívio monetário (QE ou quantitative easing) na verdadeira aceção da palavra. Os mercados ficaram "desiludidos". As bolsas europeias caíram. Lisboa teve a pior sessão desde o resgate do BES. E desilusão porque o BCE, aparentemente, não discutiu sequer o QE que no fundo é a criação de moeda sem quaisquer contrapartidas -- algo que repugna os alemães do Bundesbank, por exemplo. Outros, lamentaram a falta de concretização das medidas. Numa nota enviada às redações, Azad Zagana, economista para a Europa da gestora Schroders, observou que "os investidores esperavam que o BCE aumentasse os planos de estímulo". Afinal, não. "Apenas confirmou medidas previamente anunciadas".
As razões de Draghi mais um bilião de euros
"O programa tem de ser implementado em países com ratings mais baixos". Só assim o BCE conseguirá o nível pretendido de compras de ativos. Disse também que "não vamos comprar ativos estruturados, mas vamos aceitá-los como colateral". E prometeu que, assim, o "programa fica orientado para impulsionar o crédito às pequenas e médias empresas" e que "o universo potencial dos ativos que podem ser comprados é de um bilião de euros". Mas não quer dizer que atinja esse valor, ressalvou. Draghi continua a constatar que "ainda não vimos o impacto das medidas [não convencionais] que anunciamos na economia real". É uma coisa que "leva tempo". O impacto de que fala é novo crédito, novo investimento, criação de empregos. Mas para que tal se concretize, os países, os governos, as empresas, têm de fazer a sua parte: "agora é implementar as reformas estruturais". As perspetivas de inflação são mais anémicas, diz o mais recente inquérito encomendado pelo BCE. A recuperação dos preços para níveis mais afastados da inflação quase 0% e mais próximos da meta do BCE (próxima e abaixo de 2%) deve acontecer mais tarde, lá para "2015, 2016". Enquanto isso, lamentou, a retoma mantém-se "fraca, frágil e desequilibrada". E os riscos são agora "mais negativos". O programa de compra de ativos aos bancos, ontem anunciado, foi decidido de forma "unânime" pelos governadores que estão atualmente na cúpula do BCE. Não há estimativas oficiais para a potência da nova bazuca, mas a Reuters estava a avançar 200 mil milhões de euros.
E a torneira que abriu em setembro
Esta medida de ontem vem somar-se aos já anunciados (e já arrancaram) empréstimos de longo prazo direcionados (TLTRO na sigla em inglês). Esta linha também ela especial, feita para baixar o custo do dinheiro e libertar os balanços dos bancos, teve uma adesão abaixo do esperado quando foi aberta, no início do mês passado. O BCE injetou apenas 82,6 mil milhões de euros no mercado distribuindo por 255 entidades financeiras. Estes TLTRO são de certo modo complementares ao ABS uma vez que excluem ativos imobiliários, por exemplo. Haverá mais uma ronda em dezembro e depois disso mais seis até meados de 2016. Também aqui, os bancos têm de devolver o dinheiro e provar ao BCE que estão a emprestar às empresas, sob pena de serem excluídos do programa"

segunda-feira, outubro 28, 2013

Faz o que eu digo, mas não o que faço: nova sede do BCE custa mais 600 milhões do que orçamentado

Escreve o Dinheiro Vivo: "Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço, parece ser o lema do Banco Central Europeu (BCE) em relação à construção da sua nova sede na cidade de Frankfurt, Alemanha. O banco, um dos três credores internacionais de Portugal, exige rigor nos esforços de consolidação orçamental aos países resgatados, mas na sua própria casa a organização liderada por Mario Draghi dá sinais de ser muito pouco rigorosa, com o orçamento para a sua nova sede a ultrapassar largamente as estimativas iniciais. Lançada em maio de 2010 pelo então presidente Jean-Claude Trichet, a sede tinha um custo inicial de 500 milhões de euros. Apenas três anos depois, os custos dobraram para 1,15 mil milhões e poderão mesmo chegar a 1,3 mil milhões, segundo avança a revista alemã Der Spiegel. Além dos custos, também os prazos de execução derraparam: o edifício deveria estar pronto em 2011, mas agora as melhores estimativas apontam para o final de 2014. Com 45 andares, a torre foi projetada pelo arquiteto austríaco Wolf Prix e o seu atelier Coop Himmelb(l)au O concurso para a construção do edifício foi suspenso em 2008, quando nenhuma empresa de construção europeia quis pegar num projeto que estava sub-orçamentado com um valor de 500 milhões. Mais tarde, a única empresa a apresentar uma proposta foi a Züblin AG, pertencente ao grupo austríaco Strabag, que estimou inicialmente o custo total em 1,3 mil milhões, valor agora apontado como hipótese final Além da nova sede do BCE, a Alemanha tem uma série de novos projetos públicos cujos custos e prazos ultrapassam em muito o desejável, como o novo aeroporto de Berlim e a filarmónica de Hamburgo. Numa audição efetuada antes do início da construção do edifício do BCE, o Tribunal de Contas Europeu concluiu que existiam problemas de controlo de custos e havia pouca transparência na atribuição de contratos. Além dos prazos e dos problemas financeiros, o projeto deparou-se com problemas técnicos quando foi iniciado: após a construção de uma garagem subterrânea verificou-se que os poços de ventilação eram aparentemente muito pequenos. As culpas foram atiradas para cima da empresa de construção sub-contratada que acabou por ver o seu contrato revogado"

terça-feira, março 06, 2012

Vergonhoso: Banco Central Europeu discrimina crianças europeias das regiões ultraperiféricas

Vergonhoso. O Banco Central Europeu - uma das instituições europeias que vive à custa dos milhões de euros cobrados aos portugueses, a título de comissões pelo seu envolvimento na "troika" e que de uma maneira geral chula os europeus, manipula os mercados e é cumplice de especuladores e golpistas financeiros - discrimina os jovens alunos naturais das regiões ultraperiféricas europeias e fala de "países e territórios ultramarinos" que ninguém sabe do que se trata. Se eventualmente se reporta aos DOM (os territórios ultramarinos franceses) torna-se desnecessário porque eles fazem parte das regiões ultraperiféricas europeias instituídas pelo Tratado de Maastricht. O que é interessante é saber para o Banco Central Europeu quais são os "países europeus ultramarinos". Trata-se de uma discriminação vergonhosa, mesmo ofensiva para cidadãos europeus de pleno direito, que nem foi reparada pela Direcção Regional de Educação da Madeira, que se limitou a enviar para as escolas o respectivo regulamento de participação no concurso "BCE - Eurocorrida 2012", quando os jovens estudantes madeirenses estão proibidos de participar naquela iniciativa. Veja aqui o site do concurso que começa por referir:
"Concurso “Eurocorrida 2012”
Entre 1 de janeiro e 31 de março de 2012, irá decorrer um concurso “Eurocorrida” online, organizado pelo BCE, dirigido a crianças com idades compreendidas entre os 9 e os 12 anos e residentes na União Europeia (excluindo regiões ultraperiféricas e países e territórios ultramarinos). A participação no concurso pressupõe a aceitação dos termos e condições do mesmo, a introdução do código do concurso (acima) e o registo do nome completo, da idade e de um endereço de correio electrónico (…)".

***

Considero gravíssimo que uma instituição da União Europeia discrimine cidadãos europeus de pleno direito, neste caso jovens estudantes dos 9 aos 12 anos e que nenhum dos países visados, casos de Portugal, Espanha e França, deixem passar em branco esta patifaria, e não formalizem um adequado protesto junto da Comissão Europeia, de Durão Barroso e do próprio BCE. Vergonhoso, só possível com crápulas que estão a destruir todos os dias o projecto europeu sonhado por Jean Monet e demais europeistas do seu tempo.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Crise: BCE corta juros para 2%

O Banco Central Europeu baixou a sua principal taxa de juro para dois por cento, um corte de meio ponto em relação à taxa que estava em vigor. Este é o quarto corte consecutivo dos juros, para responder à actual situação de recessão que se verifica na maioria dos países da Zona Euro.O presidente da instituição europeia, Jean-Claude Trichet, irá apresentar, ainda hoje, a sua análise sobre a actual e futura situação financeira e económica da Zona Euro.