segunda-feira, outubro 26, 2020
Natal e Ano Novo em tempos de Covid: «Seguramente não estarão reunidas condições para festividades de qualquer natureza»
Portugal vive
tempos excecionais devido à crise de saúde pública da Covid-19, enfrentando
atualmente o estado de calamidade, que implica diversas restrições e limites à
liberdade individual e coletiva de cada um, necessários para conter a
propagação do vírus.
Muito se tem
falado sobre as festividades que se aproximam a passos largos, o Natal e a
Passagem de Ano, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a
referir a possibilidade, ainda que remota, de podermos ter de «repensar o
Natal», dividindo os elementos da família, para evitar ajuntamentos que podem
pôr em risco a saúde de todos.
Perante este
cenário, a ‘Executive Digest’ contactou dois especialistas em epidemiologia e
saúde pública, no sentido de perceber a sua visão sobre o contexto vivido
atualmente, bem como sobre as expectativas ou conselhos para as épocas festivas
que se avizinham. Será mesmo necessário repensar as celebrações? Serão as
medidas impostas suficientes para controlar a pandemia? Conheça as respostas.
Natal ou Passagem de Ano: Qual o mais arriscado? Há condições para decorrerem normalmente?
Açores: Parlamento regional com representantes de sete forças políticas
A Assembleia Legislativa dos Açores passará a ter representantes de sete forças políticas, com o Chega, a Iniciativa Liberal e o PAN a chegar pela primeira vez ao parlamento regional onde o PS já não terá maioria absoluta. Nas eleições regionais de domingo, o PS venceu com 39,13%, elegendo 25 deputados, menos cinco do que há quatro anos, o que levou a que perdesse a maioria absoluta com que governava desde 2000. Para renovar a maioria absoluta, os socialistas necessitavam de conquistar pelo menos 29 dos 57 lugares do parlamento regional.
De acordo com
resultados provisórios divulgados pela Direção Regional de Organização e
Administração Pública (DROAP), o PSD foi a segunda força política mais votada,
com 33,74% dos votos e 21 parlamentares, mais dois do que nas últimas eleições
regionais.
O CDS-PP continua
a ser o terceiro partido com maior representação no parlamento regional, mas
perdeu um dos quatro mandatos conquistados há quatro anos. Com 5,5%, os
democratas-cristãos terão agora três parlamentares, embora a coligação que
juntou o CDS-PP e o PPM no círculo do Corvo tenha conseguido eleger um deputado
que, porém, integrará o grupo parlamentar dos monárquicos.
Na ‘estreia’ em
eleições para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores, o Chega foi a
quarta força política mais votada, com 5.06% dos votos, e elegeu dois
deputados.
O BE, que em 2016
foi o quarto partido mais votado, manteve os dois mandatos conquistados há
quatro anos, com 3,6% dos votos.
O PPM, com 2,34%
dos votos, manteve o lugar conquistado há quatro anos e conseguiu eleger mais
um deputado com a coligação que fez com o CDS-PP no círculo do Corvo.
A Iniciativa
Liberal, que também concorreu pela primeira vez às eleições regionais dos
Açores, teve 1,93% dos votos e elegeu um deputado.
Com uma
percentagem idêntica e apenas menos oito votos, o PAN chegou também pela
primeira vez ao parlamento regional, com um parlamentar.
A coligação
PCP/PEV, que em 2016 tinha garantido um mandato e obtido o quinto lugar nas
eleições, perdeu quase 700 votos e deixou de ter representação no parlamento
regional. Nas eleições de domingo ficou em nono lugar, com 1,68% dos votos.
A Aliança, que
concorreu pela primeira vez ao parlamento açoriano, obteve 0,41%, o Livre
0,35%, o MPT 0,15% e o PCTP/MRPP 0,14%.
Nas eleições de
domingo, registaram-se 2,52% de votos brancos (2.618) e 1,20% de votos nulos
(1.251).
A abstenção foi de
54,58%, a segunda maior de sempre, mas inferior à verificada há quatro anos
(59,16%).
Lista dos 57
deputados eleitos por partido e círculo eleitoral
PS – 25 MANDATOS:
SÃO MIGUEL: Vasco
Cordeiro, Sandra Faria, Patrícia Miranda, Rui Anjos, Francisco César, Maria
Carvalho, Vilson Gomes, José Contente, Célia Pereira
TERCEIRA: Sérgio
Ávila, Tiago Lopes, Andreia Costa, Rodolfo Franca, Berto Messias
FAIAL: Ana Luís,
Tiago Branco
SANTA MARIA:
Bárbara Chaves, João Costa
PICO: Miguel
Costa, Mário Tomé
GRACIOSA: José
Ávila, Manuel Ramos
SÃO JORGE: Maria
Isabel Teixeira
FLORES: José
Eduardo
CORVO: Iasalde
Nunes
PSD – 21 MANDATOS
SÃO MIGUEL: José
Manuel Bolieiro, Pedro Cabral, Sofia Ribeiro, Jaime Vieira, Sabrina Furtado,
Flávio Soares, António Viveiros, Délia Melo, José Machado
TERCEIRA: António
Ventura, Rui Espínola, Vânia Ferreira, Paulo Gomes
FAIAL: Carlos
Ferreira, Luís Garcia
SANTA MARIA: Elisa
Sousa
PICO: Marco Costa,
Carlos Freitas
GRACIOSA: João
Costa
SÃO JORGE: Paulo
Silveira
FLORES: Bruno Belo
CDS – TRÊS
MANDATOS:
COMPENSAÇÃO: Nuno
Gomes
TERCEIRA: Artur
Lima
SÃO JORGE:
Catarina Cabeceiras
CHEGA – DOIS
MANDATOS
COMPENSAÇÃO: José
Pacheco
SÃO MIGUEL: Carlos
Furtado
BE – DOIS MANDATOS:
COMPENSAÇÃO:
Alexandra Manes
SÃO MIGUEL:
António Lima
PPM – UM MANDATO:
FLORES: Gustavo
Alves
PPM/CDS – UM
MANDATO:
CORVO: Paulo
Estêvão
IL – UM MANDATO:
COMPENSAÇÃO: Nuno
Sousa
PAN – UM MANDATO:
COMPENSAÇÃO: Pedro
Neves (Açoriano Oriental)
Açores: BE, CDS, CHEGA, IL e PAN elegem pelo círculo regional de compensação
Bloco de Esquerda, CDS-PP, CHEGA, Iniciativa Liberal e PAN ocuparam no domingo os cinco mandatos pelo círculo de compensação para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, numas eleições regionais que o PS venceu sem maioria absoluta.
Nas eleições
regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo
regional de compensação, reunindo este os votos que não forem aproveitados para
a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.
Neste círculo, o
BE, o CDS-PP, o CHEGA, a Iniciativa Liberal e o PAN elegeram um deputado cada.
Pelos bloquistas
foi eleita Alexandra Patrícia Manes, pelo CDS-PP Nuno António Bettencourt Gomes
e pelo CHEGA José Eduardo da Cunha Pacheco.
A Iniciativa
Liberal elegeu Nuno Alberto Almeida de Sousa e o PAN Pedro Miguel Vicente
Neves.
Nos outros
círculos, São Miguel, a maior ilha do arquipélago, elege 20 deputados,
seguindo-se a Terceira, com 10 deputados, o Pico e Faial, com quatro
parlamentares, e São Jorge, Santa Maria, Graciosa e Flores, com três.
A ilha mais
pequena dos Açores, o Corvo, elege dois deputados.
Nas eleições
realizadas no domingo, o PS venceu as eleições, com 39,13% dos votos, mas os 25
mandatos são insuficientes para manter a maioria absoluta.
O PPD/PSD
manteve-se como a segunda força no arquipélago, com 21 mandatos (33,74%),
seguido pelo CDS-PP, com três mandatos (5,51%).
CHEGA (5,06%) e
Bloco de Esquerda (3,81%) elegeram dois deputados regionais cada, enquanto PPM,
Iniciativa Liberal e PAN elegeram um cada, completando os 57 eleitos.
De acordo com os
resultados das eleições legislativas regionais, o representante da República
nomeia depois o presidente do Governo Regional, que, por sua vez, propõe os
membros do executivo (Açoriano Oriental)
sexta-feira, outubro 23, 2020
O mundo é ainda dos homens?
Com facilidade alguns dirão que vivemos tempos de igualdade com os mesmos direitos para homens e mulheres. Mas será que é mesmo assim? Os números não mentem e o cenário é ainda pouco animador. Até quando? Jornalismo de dados, para explicar o país em 2:59 (Expresso)
quinta-feira, outubro 22, 2020
Nota: o peso das encomendas "inocentes"
Nota: Congresso do PSD-M sem sala? Mas afinal o que é que ainda não perceberam?
Li hoje, algo estupefacto, que o Congresso do PSD-M, previsto para Novembro deste ano, pode estar em risco pelo simples facto de que o partido não encontra uma sala para meter 1000 pessoas ou coisa que o valha. Ainda bem que assim é. Pensava eu que o PSD-M já tinha percebido que os tempos são outros, que a política deste novo tempo nada tem a ver com o passado, que a realidade política e eleitoral do PSD-M hoje nada tem a ver com o passado recente, que a pandemia existe e não é ficção, etc. Pensava eu que o PSD-M já tinha percebido que os tempos de pandemia são tempos de pandemia, que há regras sanitárias e sociais que não podem ser apenas recomendadas ou impostas às pessoas e que os partidos, em vez, como devem, de ser os primeiros a seguir e a dar o exemplo, ficam fora de tudo isso. De facto, o PSD-M sempre realizou o seu congresso pela medida grande, 450 delegados, 300 inerências, 500 ou mais convidados, era um festão. Os demais partidos da oposição - todos - realizavam os seus congressos regionais em que o maior deles tinha pouco mais de 150 delegados e o mais pequeno... nem congresso havia, porque só dava trabalho, gastava dinheiro e não tinha nem estatutos nem militantes! Lembro-me bem desse tempo. Alguns especialistas em marketing político sublinhavam que por essa via era dada às pessoas, uma imagem de pujança, de força, de liderança partidária e política, etc. O tempo acabou por diluir tudo isso. Nas urnas... A isso junta-se a incapacidade, que existe também, de pessoas e instituições perceberem a realidade, o novo tempo, o hoje diferente do ontem, o presente que nada tem a ver com o passado. De facto, e bem vistas as coisas, neste tempo de pandemia e de crise social e económica, o que é que este Congresso - ou qualquer outro - pode trazer de novo e de útil para as pessoas, que novidades podem afinal resultar de uma reunião partidária de tão ampla magnitude e cuja dialética e conteúdos discursivos até podemos facilmente antecipar? Salvo a eleição dos demais órgãos dirigentes (exceptuando Comissão Política e Secretariado eleitos em directas), e o cumprimento das disposições estatutárias - no passado quantas vezes isso não foi feito, e alguém morreu por causa disso? - o que é que de tão útil, inadiável e necessário para as pessoas podem elas esperar destas reuniões? O PS-M também realizou o seu congresso há cerca de um mês (nunca teve mais de 200 pessoas ao mesmo tempo na sala). Hoje, passado esse tempo sobre esse evento, o que é que a opinião púbica regional reteve ou retém desse momento partidário? Nada, zero. É sempre assim, com todos os partidos em todo o lado. Os congressos são um momento político, um tempo delimitado no tempo e com validade definida. Houve tempos em que eram a oportunidade para uma catarse interna, para mudanças de pessoas, para (re) ajustamentos do caminho, das propostas e dos discursos. Hoje com a mediatização da agenda política, com os espectáculos televisivos, tudo mudou, e aquilo que tinha uma dimensão curta, interna, caseira, passou a ultrapassar as paredes caseiras, mais reservadas, e a ter uma cobertura mediática que não lhe retirando o impacto efémero, passou a impedir que, qual família, as pessoas falassem umas com as outras, olhos nos olhos, dissessem tudo o que deviam dizer, o que sentiam na alma, as queixas, o apontar de erros, etc. Tudo isso foi atirado para debaixo do tapete porque a mediatização dos congressos partidários retirou essa vertente mais interna, mais pura, mais intrínseca. Os próprios dirigentes partidários chegam aos congressos já eleitos, não querendo sujeitar-se por isso a uma maior exposição crítica. E isso não é uma realidade apenas de hoje. No passado mais recente era também mais do que evidente que assim era, os políticos incomodavam-se com as opiniões internas diferentes ou furtavam-se a discussões internas. Os Congressos dos partidos maiores eram vistos, erradamente, como momentos geradores de apoios ou de votos. Não há partido nenhum que perca ou ganhe votos com essas reuniões. Eu sou um cidadão apologista dos partidos, defendo os partidos, acho que eles se descaracterizaram quando ficaram reféns da treta da demagogia populista de fazerem mudanças internas, estruturais, funcionais e até participativas, para agradar a uma sociedade civil que recusou por um lado recusava a militância partidária em nome da apologia do cinzentismo cobarde de quem quer alimentar o rótulo idiota de uma "independência" que nas urnas tem sempre um sentido, um logotipo, uma cor. A mesma sociedade civil que se afasta, denegride ou desvaloriza os partidos mas por outro reclama deles maior cedência ao porreirismo idiota de quem não quer deles fazer parte mas que pretende manipular o processo interno de decisão. Ou seja, e é isso que quero transmitir, o PSD-M tem que perceber que não ganha nada nem influencia ninguém com congressos, e que, neste tempo de pandemia, das duas, uma: ou adia essa sua reunião magna para 2021 ou opta por uma realização mais comedida, que garanta o cumprimento das regras que são impostas às pessoas. Com 1000 pessoas isso é impossível cumprir tudo o que é imposto, e bem, aios cidadãos em defesa da nossa saúde. E não podemos tolerar que no final de Novembro um partido para gaudio próprio queira um congresso massificado e com uma dimensão participativa como se nada de novo tenha acontecido e depois andar a querer alterar tudo em nome do combate da pandemia, incluindo condicionando ou limitando as tradições natalícias mais genuínas dos madeirenses, impondo-lhes obstáculos até na dimensão das pessoas que se sentarão à volta da mesa na ceia natalícia. Onde ela ainda for possível. Isso seria vergonhoso e irresponsável.
Nota: Pedro Calado na corrida à CMF? A pandemia está a corroer as células cinzentas?
terça-feira, outubro 20, 2020
A pandemia deu febre aos ‘stocks’ de dívida pública
A crise económica provocada pela pandemia de Covid-19 não é uma crise das dívidas soberanas, mas obrigou os governos das economias desenvolvidas a aumentar a alavancagem em 2020. Os gastos com as medidas de proteção ou estímulo vão impedir, na maioria dos casos, um regresso aos níveis pré-pandemia já em 2021 (Infografia do Jornal Económico, por Mário Malhão)
Resposta à pandemia de covid-19 garante subida de despesa na “linha da frente”
Despesa pública sai reforçada nos ministérios da Saúde e da Solidariedade, mais afetados pela crise sanitária, tal como na Educação, no Ensino Superior e também as Infraestruturas e Habitação. Num Orçamento do Estado sem grandes novidades para as pastas económicas, a maior necessidade de contenção também passa pelas que têm funções de soberania, como a Defesa, Justiça, Administração Interna e Negócios Estrangeiros (Infografia do Jornal Económico, por Mário Malhão)
Covid-19: Índice de transmissibilidade do vírus está a aumentar em Portugal
Ao longo da última semana, o valor do R(t) foi de 1.27. De forma a diminuir o número de casos infetados, este valor tem de permanecer abaixo de 1. Durante os últimos sete meses, Portugal contabilizou mais de 100 mil casos confirmados de Covid-19. Neste período de tempo, o grau de transmissibilidade do vírus, apelidado de “R(t)”, variou entre os 0.81 e o 2.42 no território nacional, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.
O Instituto Nacional de
Saúde estimou que o grau de transmissibilidade médio da semana passada foi de
1.27 em todo o território nacional. No entanto, este índice variou entre as
diferentes regiões do país – as regiões Centro e Norte foram as zonas com
maiores índices de transmissibilidade, sendo que o Algarve foi a única região
com um R(t) inferior a 1.
Os índices de transmissibilidade das regiões Centro e Norte foram superiores à média nacional, com valores de 1.33 e 1.36, respetivamente. Por sua vez, a zona de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e do Alentejo revelaram índices de transmissibilidade mais baixos, mas ainda superiores a 1, com um R(t) de 1.16 e 1.18. A zona com o R(t) mais baixo foi o Algarve, com 0.99.
Covid-19: Portugal pode contar com um novo pico em meados de novembro
Pandemia trouxe fantasma do défice
O caminho estava a ser de benesse, mas a pandemia trouxe um tsnunami às contas públicas. Depois de um excedente orçamental no ano passado – mais cedo do que o previsto pelo Governo -, o rácio do défice face ao PIB deverá atingir a percentagem mais elevada desde 2014, ano da resolução do BES. Para 2021, o Governo já estima que o défice orçamental se situe em 4,3% do PIB, uma melhoria de 3 p.p. do PIB face a 2020 (Infografia do Jornal Económico, por Mário Malhão)
O que muda para os pensionistas no próximo ano
Aumento extraordinário das pensões mais baixas variam em termos líquidos entre 60 e 120 euros, dependendo dos casos. Um pensionista com uma pensão de 650 euros, solteiro/viúvo/sem filhos pode ter um acréscimo no rendimento líquido anual de 60 euros. Já um outro pensionista casado ou com uma tributação conjunta pode mesmo ver um acréscimo total ao final do ano de 120 euros (Infografia do Jornal Económico, por Mário Malhão)
Veja o efeito da redução da retenção de IRS no seu salário líquido mensal
De acordo com as simulações da consultora EY, aplicando um corte de 2% nas taxas de retenção nos salários para os cenários simulados, os acréscimos no rendimento disponível anual das famílias, no próximo ano, poderão variar entre os 14 euros para os contribuintes com salários mais baixos (925 euros brutos) e mais de 200 euros para contribuintes com salários superiores a 3.000 euros (Infografia do Jornal Económico, por Mário Malhão)
segunda-feira, outubro 19, 2020
domingo, outubro 18, 2020
Aeroportos nacionais recuperam em agosto. Mas queda no movimento ainda está acima dos 60%
"TAP está a perder dinheiro em praticamente todas as rotas", afirma Ministério das Infraestruturas e Habitação
Depois de o
ministro Pedro Nuno Santos ter afirmado que a retoma das rotas criadas no
aeroporto do Porto para Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada são
"neste momento um prejuízo para a TAP", Rui Moreira reagiu com uma
publicação nas redes sociais sobre o assunto. E o Ministério das
Infraestruturas e Habitação quis esclarecer a "polémica".
O Ministério das
Infraestruturas e Habitação afirmou, esta sexta-feira, que a TAP "está neste momento a perder dinheiro em
praticamente todas as rotas", em resposta às críticas do presidente da
Câmara do Porto, Rui Moreira.
Depois de o
ministro Pedro Nuno Santos ter afirmado que a retoma das rotas criadas no
aeroporto do Porto para Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada são
"neste momento um prejuízo para a TAP", algo que desagradou a Rui
Moreira, que reagiu com uma publicação nas redes sociais sobre o assunto, onde
ironizou o assunto e criticou as palavras do mesmo.
"Pelos
vistos, são as quatro rotas do Porto que dão prejuízo à TAP. As rotas de Lisboa
darão lucro. A nova rota Lisboa/Bilbau deve ser um 'must' em termos de
rentabilidade e importantíssima para uma estratégia nacional. Promover visitas
ao Guggenheim basco é 'top'. Mas, senhor ministro, são boas notícias",
ironizou o presidente da Câmara do Porto. "Se são as quatro rotas do Porto
que dão prejuízo, pare com elas. Mas, por favor, incorpore a TAP na Carris ou
na muito rentável Soflusa. Nós não nos importamos, havemos de encontrar uma
solução. Para Lisboa é ótimo: fica com a TAP que, sem o prejuízo do Porto,
deixa de ser um perdócio", continua.
Em comunicado, o
Ministério sublinha que Pedro Nuno Santos "nunca disse que as únicas rotas
que dão prejuízo à TAP fossem as quatro referidas ontem na audição parlamentar
em que esteve presente" e que o mesmo referiu esta quinta-feira que
"a TAP está neste momento a perder dinheiro em praticamente todas as
rotas, incluindo aquelas que se fazem a partir do Aeroporto Humberto Delgado,
em Lisboa".
No comunicado, lê-se que "atualmente existem 11 rotas operadas pela TAP a partir do Porto e que, apesar de praticamente todas as companhias estarem a reduzir fortemente a operação no inverno, a TAP vai manter 10 rotas no Porto", o que o governante acredita demonstrar "o grande compromisso da companhia aérea pública com a região". "Na audição, quando o ministro referiu as quatro rotas que estavam a dar prejuízo a partir do Porto, estava a responder relativamente aquelas que foram introduzidas após as reuniões do grupo de trabalho que existiu entre a TAP e as associações da região Norte", esclareceu, sublinhando que "nas rotas assinaladas a lotação não atinge os 50%, o que não permite sequer pagar os custos variáveis da operação" (SOL)
Orçamento do Estado para 2021. A incerteza é a única certeza
Eis o Orçamento do Estado para 2021. Mas o que importa não é os números baterem certo no papel. Se a pandemia não parar e a economia não recuperar, será que os fundos europeus nos podem salvar? Jornalismo de dados, para explicar o país em 2:59 (Expresso)
Como vai evoluir a população global até 2100?
Em 2100, cinco dos dez países com as mais numerosas populações do mundo vão estar no continente africano. Aliás, África é a única região do globo que verá a população crescer de forma substancial nos próximos 80 anos, passando dos atuais 1,3 mil milhões para 4,3 mil milhões no final do século. E Portugal, como chegará ao final do século? Veja tudo isto e mais ainda em dois minutos e 59 segundos. Jornalismo de dados para explicar o mundo. A Nigéria está à cabeça da única região do globo que vai ver a população crescer de forma substancial nos próximos 80 anos. Mais de 120 países vão entrar em decréscimo populacional devido à queda da taxa de fertilidade. A razão é positiva e o padrão acabará por se impôr a África, mas só em 2100: o acesso à educação e à saúde reprodutiva das mulheres e raparigas de todo o mundo vai ter a consequência de terem menos filhos. A contraceção permite às mães escolher ter os filhos que desejam e quando desejam. Leis liberais para a imigração vão ser fundamentais para equilibrar as demografias nacionais e ajudar a controlar o impacto ambiental do aumento da urbanização e da produção de alimentos para cerca de 9 mil milhões de habitantes na Terra. Veja o episódio de jornalismo de dados em 2 minutos e 59 segundos (Expresso)
Já ouviu falar em cidades irmãs? Em Portugal há mais de 200 municípios com 'família' lá fora
Há centenas de localidades portuguesas que têm acordos de geminação com localidades estrangeiras. A relação assenta numa vontade mútua de se conhecerem, em características comuns, afinidades históricas e até na partilha do mesmo nome. Este 2:59 leva-nos num passeio por Portugal e pelo mundo (Expresso)
Como é que o Novo Banco pode continuar a custar-nos dinheiro?
Criado como banco bom do BES, o Novo Banco tem-se revelado um sorvedouro de recursos públicos. Além da capitalização inicial, foi desenhado um sistema que obriga a injeções adicionais e beneficia de empréstimos do Estado. Mas há mais formas de os contribuintes poderem ser afetados. Como? Jornalismo de dados, para explicar o país e o mundo em 2:59 (Expresso)

















































