fonte: IEFP
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segunda-feira, agosto 01, 2016
sexta-feira, maio 27, 2016
Taxa de Desemprego: médias anuais
2007
6,8 (Madeira) 8,0
(Portugal) 7,1 (União Europeia)
2008
6,0 7,6 7,0
2009
7,6 9,5 8,9
2010
7,4 10,8 9,6
2011
13,5 12,7 9,6
2012
17,2 15,5 10,4
2013
18,1 16,2 10,8
2014
15,0 13,9 10,2
2015
14,7 12,4 9,5
sexta-feira, fevereiro 19, 2016
segunda-feira, novembro 23, 2015
Mais de dez mil casais no desemprego
Mais de dez mil casais em que os dois cônjuges estão desempregados estavam inscritos nos centros de emprego em outubro. Os dados ontem publicados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) revelam que eram 10 490 casais, mais 113 do que no mês de setembro. Mesmo assim, o número de casais desempregados estão em queda face a janeiro, altura em que eram mais de doze mil. Estes casais em que nenhum dos cônjuges está a trabalhar têm direito a uma majoração de 10% no subsídio de desemprego por membro quando têm filhos a cargo. O IEFP revela ainda que em outubro eram 542 mil os portugueses inscritos nos centros de emprego. É uma queda superior a dez por cento face a igual mês do ano passado mas por regiões, o Algarve é a exceção: entre setembro e outubro os inscritos aumentaram 50% (CM)
quinta-feira, outubro 01, 2015
Portugal tem a maior subida da Europa no desemprego jovem
Portugal registou o maior agravamento da Europa na taxa de desemprego jovem entre julho e agosto, indicou hoje o Eurostat. Itália e França surgem em segundo e terceiro lugar, respetivamente.
A subida no nível de desemprego jovem (ontem revelada pelo INE) foi de 0,6 pontos percentuais, tendo a referida taxa nacional subido de 31,2% em julho para 31,8% da população ativa com 15 a 24 anos em agosto.
Em Portugal, há agora 116 mil jovens sem trabalho, ainda assim menos que os 128 mil observados em agosto do ano passado.
O segundo pior agravamento da União Europeia acontece em Itália (três décimas), empurrando a taxa de desemprego jovem para uns impressionantes 40,7%. A terceira pior evolução acontece em França (0,2), com a respetiva taxa a subir até 24,5%.
Uma menção ainda para o caso de Espanha, que tem o maior nível de desemprego de jovens de toda a UE (48,8% está sem trabalho) e, mesmo assim, piorou uma décima face a julho.
A Letónia e a República Checa foram os países com maiores descidas (1 e 0,7 pontos para 14,1% e 12,4%, respetivamente).
Na taxa de desemprego total, Portugal integra o grupo dos únicos quatro países onde o fenómeno piorou 0,1 pontos percentuais. Chipre, França e Finlândia são os outros. Neste conjunto, os piores casos são, por ordem decrescente: Chipre (15,3% em agosto), Portugal (12,4%), França (10,8%) e Finlândia (9,7%).
O desemprego médio da zona euro manteve-se em 11% (17,6 milhões de pessoas sem trabalho) e subiu uma décima para 22,3% no caso dos jovens (3,1 milhões). Na Europa o problema atinge um total de 23 milhões de pessoas (9,5%), das quais 4,6 milhões (20,4%) têm menos de 25 anos.
O vice-primeiro ministro e líder do CDS desvalorizou. Disse que "comparando com agosto de 2014 há menos 67 mil portugueses no desemprego, menos 1,1%" e que "relativamente ao mês [passado] é mais 0,1%, o que, com alguma frequência sucede em agosto", afirmou Paulo Portas ontem, citado pela Lusa.
Acontece que os dados do Eurostat e do INE que estão a ser divulgados e analisados são todos ajustados da sazonalidade, pelo que expurgam esse problema referido pelo vice PM.
Em todo ocaso, Portugal não está sozinho. Os sinais de agravamento do mercado de trabalho (total ou jovem) estão a acontecer um pouco por toda a Europa e coincidem com notícias de que a economia voltou a perder gás e que de a zona euro pode estar outra vez a arriscar uma deflação.
Um novo impasse
Em Portugal, escreveu hoje o Dinheiro Vivo, há novos sinais de estagnação no emprego. De acordo com dados oficiais, em agosto, o número de postos de trabalho aumentou apenas 0,1% (mais cinco mil empregos) face a igual mês do ano passado. É o registo mais fraco desde outubro de 2013.
A população empregada diminuiu inclusive face a julho (menos 34 mil), interrompendo um ciclo de retoma que durava desde início do ano. O nível de desemprego também interrompeu a tendência de melhoria, tendo a taxa nacional subido ligeiramente até 12,4% em agosto.
Além disso, o Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulgou ontem estes dados, mostrou numa outra publicação que as perspetivas dos empresários relativamente ao emprego que podem conseguir criar nos próximos três meses entraram num novo impasse (Dinheiro Vivo)
quinta-feira, agosto 13, 2015
2º trimestre de 2015: Taxas de desemprego por região NUTS II
No 2º trimestre de 2015, a taxa de desemprego foi superior à média nacional
em quatro regiões do país: Região Autónoma da Madeira (13,6%), Norte (13,4%), Área
Metropolitana de Lisboa (12,7%) e Alentejo (12,6%). Abaixo da média nacional, encontrava-se a taxa de desemprego da Região
Autónoma dos Açores (11,3%), do Algarve (10,8%) e do Centro (8,5%). Em relação
ao trimestre anterior, à semelhança do verificado
globalmente para Portugal, a taxa de desemprego diminuiu em todas as regiões: Algarve (5,6 p.p.), Região Autónoma dos Açores (3,6
p.p.), Alentejo (2,9 p.p.),
Centro (2,6 p.p.), Região Autónoma da Madeira (2,2 p.p.), Área Metropolitana de Lisboa (1,5 p.p.) e Norte (0,8 p.p.). Em relação ao trimestre homólogo, e também à semelhança do sucedido globalmente para
Portugal, a taxa de
desemprego diminuiu em todas as regiões. Os maiores decréscimos homólogos ocorreram na Região Autónoma dos Açores (4,7 p.p.), no
Algarve (2,7 p.p.) e na
Área Metropolitana de Lisboa (2,4 p.p.).
segunda-feira, agosto 03, 2015
A aldrabice da corja de mentirosos: 509 mil desempregados não entram nas contas oficias, a taxa seria de 22%
"A verdade dos factos comprova que, face a junho de 2011, houve uma redução efetiva do número absoluto de desempregados em Portugal". A afirmação, do final da semana passada, foi de Marco António Costa, porta-voz do PSD, depois de o Instituto Nacional Estatística (INE) ter divulgado estimativas provisórias do desemprego relativas a junho. De facto, o número de desempregados baixou de 675 mil no segundo trimestre de 2011 para 636,4 mil em junho de 2015. Mas o número de inativos disponíveis e de subempregados a tempo parcial, não contabilizados no desemprego oficial, disparou mais de 70% desde 2011 até este ano. No primeiro trimestre, havia 508 800 pessoas numa destas duas situações.
Os números são destacados por Eugénio Rosa, economista da CTGP, no seu último estudo, onde salienta que "a redução do desemprego oficial tem sido conseguida através do aumento significativo do número de desempregados que não são considerados nos números oficias de desemprego". Ao todo, no final de março deste ano, havia 256,8 mil inativos disponíveis (desempregados que não procuraram emprego no período em que foi feito o inquérito do INE) e 252 mil trabalhadores em subemprego (aqueles que pretendem ter trabalho a tempo completo mas, como não conseguem, aceitam trabalho a tempo parcial). Somando estes aos 636,4 mil desempregados oficiais (número ainda provisório, relativo a junho), o total de desempregados ultrapassaria os 1,145 milhões. A taxa de desemprego passaria de 12,4% para 22%.
"O que isto demonstra, se analisarmos os desempregados com subsídio e somarmos a esses os desempregados sem subsídio, os inativos e subempregados, é que temos mais de 10% da população em crise. Além de que, entre os de-sempregados, não contam os que estão a fazer cursos de formação e estágios", comenta a economista Mariana Abrantes de Sousa.
Para Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP, há duas razões para que os inativos e subempregados tenham aumentado tanto. "O desemprego de longa duração disparou. Como as pessoas não têm emprego há muito tempo, não têm subsídio de desemprego; como não têm subsídio de desemprego, não estão sujeitos a processos de procura de emprego e não têm expectativa de encontrar emprego", aponta. Por outro lado, "as pessoas que estão em situação muito complicada aceitam trabalhar poucas horas" e muito desse subemprego "também está associado a políticas ativas de emprego, em que as pessoas estão em formações que duram poucas horas" e que, na prática, "nem sequer são empregos".
Já João Carlos Cerejeira, professor da Universidade do Minho, salienta que, mais do que analisar o desemprego, importa conhecer evolução do emprego. "O desemprego tem caído mais rápido do que a subida do emprego", pelo que "uma parte muito significativa da transição do desemprego é para a inatividade ou para a emigração". Aliás, sublinha, "os números do emprego ainda estão a níveis de junho de 2012, enquanto a taxa de desemprego está a níveis de junho de 2011". Ainda que haja "uma ligeira melhoria a nível do emprego", a verdade é que "houve uma quebra à volta de 500 mil postos de trabalho" entre 2011 e 2015, "uma redução brutal, tendo em conta a dimensão da população ativa portuguesa", salienta. Por isso, "dizer que os níveis do emprego estão a níveis pré-crise não é verdadeiro, estamos muito longe desses valores", conclui" (Dinheiro Vivo)
sábado, agosto 01, 2015
210 mil empregos destruídos em quatro anos de legislatura
Foram destruídos 210,4 mil empregos em precisamente quatro anos de legislatura PSD-CDS, indicam as séries longas do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgadas. Há sinais positivos, como seja a subida homóloga (face a junho de 2014) do emprego total, mas voltou a haver destruição de emprego entre os jovens neste período.
Hoje, o porta-voz do PSD, Marco António Costa, quase pintou um quadro idílico ao tentar fazer um diagnóstico de fim de legislatura do mercado de trabalho em Portugal.
Citado pela Lusa, o ex-governante, entretanto remodelado por Passos Coelho, acenou que "a verdade dos factos comprova que, face a junho de 2011, primeiro mês de governação do atual Governo da maioria", houve "uma redução efetiva do número absoluto de desempregados em Portugal".
E relevou que "face aos 661 mil existentes em junho de 2011, temos hoje em junho de 2015 636 mil. Isto é, temos uma redução superior a 20 mil desempregados".
Disse ainda que "entre janeiro de 2013 e maio de 2015, há mais 204 mil portugueses, felizmente, a trabalhar" e que "o país está no rumo certo".
Os números referidos estão corretos. Mas trata-se de uma análise algo omissa (não apanha o período de junho de 2011 a dezembro de 2012) e com alguns lapsos. Uns inócuos, outros mais graves.
Primeiro, faz um balanço do emprego desde janeiro de 2013 quando todo restante diagnóstico é feito para o período de quatro anos que leva já a legislatura (o governo assumiu funções em julho de 2011).
Há menos 66,6 mil jovens com trabalho
Nos quatro anos desta legislatura, a destruição de emprego vai em 210,4 mil postos de trabalho (líquidos). Entre os jovens (15 a 24 anos) há menos 66,6 mil empregos, nos adultos com 25 ou mais anos a redução chega a 143,8 mil, mostram os dados do INE recolhidos pelo Dinheiro Vivo.
Depois o desemprego. Marco António Costa fala de uma "redução superior a 20 mil desempregados" desde 2011, mas na verdade o saldo até é melhor: há menos 25,7 mil pessoas sem trabalho.
Problema: os jovens continuam a beneficiar pouco do "rumo certo" de que fala o dirigente laranja. Em quatro anos, o desemprego jovem caiu apenas 7,5 mil casos, para 112,5 mil em Junho deste ano. Face a maio de 2015, o contingente aumentou ligeiramente.
Mas como lembra o INE, estes números ainda são provisórios, podendo ser sujeitos a revisões importantes no mês que vem.
A taxa de desemprego estabilizou em junho em 12,4% e antes disso tinha vindo a reduzir-se de forma consistente. Marco António Costa sublinhou esse facto, mas esqueceu-se de referir que a taxa de desemprego só estabilizou porque não alastrou nos adultos (taxa de 11% em junho, igual a maio).
Taxa de desemprego jovem sobe para 31,6%
Pior: a taxa de desemprego jovem registou uma subida significativa, a maior do ano. Passou de 31,1% em maio para 31,6% em Junho.
Face a junho de 2011, o desemprego jovem está pior em 3,7 pontos percentuais da população ativa correspondente. Aqui, não dá para fazer um balanço positivo da legislatura de centro-direita, de facto.
A taxa de desemprego total está uma décima acima do valor de junho de 2011 (era 12,3% quando José Sócrates saiu), apesar da evolução favorável dos últimos meses.
Entre junho de 2011 e 2015, os vários tipos de desemprego desceram em termos absolutos, mas as taxas agravaram-se.
Isto acontece porque a população ativa (denominador) diminuiu bastante. Além dos que arranjaram emprego (a maioria), muitos desempregados passaram à reforma, outros emigraram ou voltaram a estudar. Há ainda centenas de milhares inativos desencorajados e pessoas que trabalham menos horas do que desejam, mas que não são abrangidos pelo conceito oficial de desemprego.
No próximo dia 5 de agosto, o INE publica os dados do inquérito ao emprego relativo ao 2º trimestre o qual permitirá dissecar melhor as nuances da situação no mercado de trabalho (Dinheiro Vivo)
terça-feira, julho 21, 2015
segunda-feira, julho 20, 2015
terça-feira, julho 14, 2015
Desemprego jovem: país com maior taxa da Europa não é a Grécia
O “The Independent” revelou uma ranking com base em dados do portal de estatística "Statista" relativa ao desemprego jovem na Europa, no mês de Março. A Grécia, ao contrário do que se esperava não está no topo da lista. Os dados revelam que a Espanha é o país que oferece piores condições para os jovens abaixo dos 25 anos – quase 50 por cento (49,9%) dos jovens não têm emprego. Depois, sim, segue-se a Grécia, com 49,7 por cento dos jovens menores de 25 anos na mesma condição. Portugal, também não ficou bem na fotografia – ocupa o 6.º lugar da lista com 32 por cento dos jovens em situação de desemprego. Com valores idênticos a Portugal encontra-se o Chipre e Itália. Na base da lista está a Alemanha, com apenas 7,2 por cento dos seus jovens sem emprego, enquanto a média dos 28 países da união europeia ronda os 20 por cento" (texto de Mariana Araújo do Jornal I)
sábado, maio 02, 2015
O mapa mais preocupante da Europa: o do desemprego
O Eurostat estima que existiam 23,7 milhões de desempregados na UE, uma pequena descida comparativamente com o mês anterior (Dinheiro Vivo)
sexta-feira, abril 10, 2015
Há 81 mil licenciados no lado oculto do desemprego nacional
Segundo o Dinheiro Vivo, “há um lado oficial do
desemprego e uma dimensão oculta do fenómeno composta pelos chamados
"desencorajados" e "subempregados". Se considerada, esta
dimensão eleva o nível de desemprego (sentido lato) para próximo de 22% da
população ativa, e não 13,9% (o nível oficial), indicam dados do Instituto Nacional
de Estatística (INE) para 2014 recolhidos pelo Dinheiro Vivo. Estamos a falar de 545,6 mil pessoas na sombra,
que não aparecem no número oficial, mas que de alguma maneira traduzem o que o
Fundo Monetário Internacional (FMI) também já incorpora no seu conceito de
"slack": a "fraqueza" do mercado de trabalho, que permite
calcular a taxa de debilidade laboral de um país. É o desemprego em sentido
lato, concordaram peritos num debate, esta semana. Nesse grupo de mais de meio milhão de pessoas à
beira do desemprego oficial, cerca de 80,7 mil são licenciados, indicam dados
do INE também referentes ao ano passado; eram 54 mil em 2011 (menos 49%), o
primeiro ano da troika em Portugal. Visto numa perspetiva etária, 62,4 mil
tinham menos de 25 anos. O contingente de desempregados
"ocultos" ou "não oficial", como lhe chama o Observatório
das Crises e Alternativas da Universidade de Coimbra - que esta semana divulgou
um estudo e promoveu um debate sobre o tema - atingirá em Portugal mais de meio
milhão de pessoas, se calculado como faz o FMI. Os 545,6 mil acrescem aos 726 mil desempregados
oficiais, donde o desemprego lato é a condição de 1,272 milhões de pessoas; dá
22% da população ativa (também corrigida).
Quem são estas pessoas?
Na academia, no debate público sobre este tema,
há consenso relativamente ao que deve ser considerado na parte não oficial do
desemprego. Há duas grandes categorias. O subemprego de
trabalhadores a tempo parcial -- pessoas que desejam trabalhar mais horas, que
estavam disponíveis para tal, mas que não tiveram sucesso a encontrar emprego).
Em 2014, havia 245,2 mil indivíduos. O segundo grupo é o dos
"desencorajados" e contava com 300 mil pessoas em 2014. Este
subdivide-se em dois subgrupos. Os que estavam disponíveis para trabalhar, mas
não procuraram emprego de forma diligente (273 mil), e os que procuraram mas
que, por qualquer razão, acabaram por não ter disponibilidade para aceitar o
trabalho (27 mil). Somando as três parcelas, chega-se os tais 545,6 mil.
FMI entra no debate
Depois de um máximo de 564 mil pessoas, este
desemprego aliviou em 2014. Mas é preciso recordar que em 2011, o primeiro ano
do ajustamento, atingia 415 mil. Desde aí, o subemprego subiu 14%, os
desencorajados dispararam 50%. No passado dia 27, o representante residente do
FMI, Albert Jaeger, num encontro no Austrian Business Circle (o fórum dos
gestores austríacos em Lisboa), dedicou parte da sua intervenção ao problema da
"fraqueza laboral" portuguesa. Constatou o aumento brutal desde 1998,
com especial agravante desde 2008, e avisou que os seus números até
"ignoram a emigração", o que no seu entender é "mais um sinal de
fraqueza" do mercado de trabalho.
O economista austríaco diz que "o primeiro
desafio macroeconómico do país é absorver a fraqueza laboral, criando empregos,
especialmente para os menos qualificados". De facto, o INE mostra que a maioria (64% ou 348
mil) tem apenas o ensino básico.
O véu da emigração
No debate do Observatório das Crises, entidade
coordenada por Manuel Carvalho da Silva (sociólogo, ex-líder da CGTP), o estudo
apresentado incorporava no desemprego, além dos desencorajados, os ocupados em
programas do IEFP e os que emigrantes ativos, chegando a um total de 1,677
milhões de pessoas, uma taxa de 29,1%. Os cálculos foram parcialmente contestados pelo
presidente do IEFP, Jorge Gaspar, e por Francisco Madelino, o seu antecessor no
cargo, hoje professor do ISCTE. Para eles o desemprego em sentido lato deve
considerar apenas o subemprego e os desencorajados. Madelino estima, inclusive,
que durante o governo PSD-CDS, terão emigrado 268 mil pessoas capazes de
trabalhar. Gaspar aceita que é preciso mais crescimento para
curar os efeitos desta crise, mas diz estar confiante na retoma. "Penso
que há uma tendência para a descida do desemprego, apesar de poder ter algumas
flutuações; a leitura dos números deve ter a nossa melhor atenção por isso
mesmo". "Mas temos de continuar a apostar nas políticas ativas de
emprego para melhorar a situação".Madelino concorda, mas está mais cético. Haverá menos
dinheiro para as políticas de emprego e a retoma é uma incógnita. "O
orçamento para as políticas ativas de emprego deve cair para um terço a metade
do que foi com o novo quadro de fundos europeus".
Crescimento como remédio
Citando o cenário macro e as perspetivas de
crescimento até 2017 do Banco de Portugal, Francisco Madelino diz que estes
assentam num pressuposto de que o petróleo não volta a máximos e que o euro se
mantém baixo. Ora isto "são hipóteses externas" e que o país não pode
controlar. "O investimento tem de ser superior à desvalorização do capital
para que algo aconteça", alertou. Dias antes, Albert Jaeger, do FMI, concordou que
"é necessário um crescimento do PIB mais rápido do que o projetado para
reduzir a fraqueza laboral".
Precariedade alastra
Carvalho da Silva referiu que "este trabalho
do Observatório mostra que há uma ampliação das componentes do desemprego além
do desemprego oficial" e que "a precariedade aumentou entre aqueles
que normalmente eram considerados precários, mas está a generalizar-se pelos
vários segmentos da população". Deu como exemplo disso a "perda de direitos
nos horários do trabalho, na retribuição do trabalho" ou a maior
"facilidade em despedir, mesmo entre os contratos permanentes".
O retrato robot
Quem é o desempregado oculto que emerge das 545,6
mil pessoas classificadas como tal? Os dados do INE mostram que vive no norte
do país (200 mil), a maioria é mulher (323 mil) e tem a escolaridade básica
(348 mil). Depois de um máximo de 564 mil pessoas em 2013, este desemprego
aliviou em 2014. É preciso recordar que em 2011 era 415 mil. Desde aí, o
subemprego subiu 14% e o grupo dos desencorajados quase 50%”
quarta-feira, março 18, 2015
Colocação de desempregados sobe para níveis históricos graças aos apoios à contratação
O número de desempregados que conseguiu arranjar trabalho com a ajuda do Instituto de emprego e formação Profissional (IEFP) atingiu níveis inéditos em 2014, mas mais de metade dessas colocações foi feita através dos programas de apoio à contratação financiados por dinheiros públicos. Das 102.977 pessoas que voltaram ao mercado de trabalho no ano passado, em 54% dos casos as empresas beneficiaram de subsídios aos salários ou de isenções e reduções nas contribuições sociais. Os dados solicitados pelo PÚBLICO ao IEFP revelam que a medida mais utilizada foi o Estímulo 2013, que esteve em vigor até final de Junho do ano passado e que suportava 50% do salário do trabalhador, durante seis meses, até um máximo de 419,22 euros por mês (o apoio podia chegar aos 60% e durar 18 meses no caso de desempregados de longa duração ou da celebração de contrato sem termo). Em 2010, antes de a troika entrar em Portugalos centros de empregodo Continente colocaram à volta de 62.430 pessoas, número que nos dois anos seguintes caiu para níveis inferiores a 60 mil. Passados quatro anos, em 2014, foram colocados 102.977 desempregados, um aumento de 22% face a 2013, e o número mais elevado desde, pelo menos, o início do século (texto da jornalista do Público, Raquel Mattins, com a devida vénia)
terça-feira, março 17, 2015
sexta-feira, março 06, 2015
O mapa mais preocupante da europa: o do desemprego
A taxa de desemprego em Portugal volta a descer, em
linha com a maioria dos países na UE, fixando-se agora nos 13,3% (Dinheiro
Vivo)
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