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quinta-feira, março 04, 2021

Portugal viu desaparecer 210 mil empregos em um ano

 

Em janeiro de 2021, 4.647 milhões de pessoas estavam empregadas em Portugal, a que corresponde uma taxa de emprego de 59,7%. Este número representa uma diminuição de 3,5% relativamente ao mesmo mês de 2020, em que se contabilizaram 4.857 empregados, ou seja, há agora menos 210 mil pessoas empregadas face ao ano passado. Quando comparado com dezembro a redução é de 1,7%, ou seja, menos 79 mil pessoas. Segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a taxa de emprego reduziu face ao ano passado tanto para os homens (passou de  60,3% para 62,9%) como para as mulheres (passou de 58,9% para 56,7%).

Em números concretos havia em janeiro de 2021, 2.342,6 milhões de homens empregados, contra 2.304,7 milhões de mulheres, ou seja, menos 116 mil homens (2.458 em 2020) e menos 94 mil mulheres (2.398 em 2020). Já no que diz respeito à comparação por idades, o emprego recuou para os jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos, bem como para os adultos entre os 25 e os 74 anos. Assim, os valores passaram de 299,1 mil jovens empregados em 2020 para 225,3 em 2021 e de 4.557,8 milhões de adultos empregados em 2020 para 4.422 milhões no presente ano. Falando em percentagens, a taxa de emprego dos jovens fixa-se agora em 20,% e dos adultos em 66,1% (Executive Digest, texto da jornalista Simone Silva)

Taxa de desemprego sobe para os 7,2% em janeiro

 

domingo, agosto 09, 2020

Desemprego: a caminho dos dois dígitos onde Espanha e Letónia já chegaram

Ainda que a maior parte dos países não contabilize situações de layoff como desemprego e de muitos trabalhadores em situação disponível não contarem para esta estatística, por serem considerados inativos, quase todos os membros da UE registaram, em junho, uma taxa de desemprego superior ao verificado no período homólogo de 2019, As excepções foram França, Itália e Polónia (Jornal Económico, infografia de Mário Malhão)

quarta-feira, agosto 05, 2020

População disponível que não procurou trabalho regista aumento superior a 85%

Dados do INE revelam uma descida no desemprego para os 5,6%, mas também na população ativa e na empregada. O desemprego em Portugal desceu para os 5,6% no segundo trimestre do ano, revelam os dados divulgados esta quarta-feira. Esta descida corresponde a menos 69,7 mil desempregados em relação ao trimestre anterior e menos 50,1 mil do que no mesmo período de 2019. O número total de desempregados no país é agora de 278,4 mil pessoas. Já a população inativa aumentou 5,7% e 7,5%, comparando com o trimestre anterior e com o mesmo período de 2019, respetivamente, subidas estas mais elevadas do que alguma vez registadas desde o início da série, em 2011. Estes aumentos são explicados, em grande parte, pelo aumento da população inativa que, apesar de estar disponível, não procurou trabalho, que contabilizam 312,1 mil pessoas. Isto significa aumentos de 87,6% e 85,6% quando comparando, respetivamente, com o trimestre anterior e o período homólogo.

terça-feira, agosto 04, 2020

Há quatro anos que não havia tantos desempregados com o ensino secundário

O número de desempregados registados no centros de emprego subiu em força desde o início da pandemia e são os trabalhadores com habilitações ao nível do ensino secundário que mais estão a alimentar este aumento. São já mais de 129 mil, o valor mais elevado desde maio de 2016. São mais de 129 mil. É esse o número de desempregados inscritos nos centros de emprego com qualificações ao nível do ensino secundário. É o valor mais elevado dos últimos quatro anos. O Expresso analisou os números do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e concluiu que são estes trabalhadores com qualificações intermédias que mais estão a alimentar a subida do desemprego registado desde o início da crise provocada pela pandemia de Covid-19. Comparando o mês de junho (últimos dados disponíveis) com o mês fevereiro (pré-pandemia), o número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu em força. São mais 91.103 pessoas (29%), atingindo um total de 406.665 desempregados.
Ora, 42% deste aumento (mais 37.838 pessoas) é explicado por desempregados com qualificações ao nível do ensino secundário. São agora 129.059, mais 41% do que em fevereiro. E economistas ouvidos pelo Expresso alertam que o seu regresso ao emprego pode tardar. Mais ainda, este é o valor mais elevado desde maio de 2016. Ou seja, há mais de quatro anos que não havia tantos desempregados registados em Portugal com habilitações ao nível do ensino secundário. O peso destes profissionais no aumento do desemprego registado é, até agora, muito superior ao dos trabalhadores com o terceiro ciclo do ensino básico (9º ano de escolaridade), que, com mais 22.221 pessoas, ocupam o segundo lugar neste ranking. Já os desempregados com qualificações mais elevadas (ensino superior) ou mais modestas (até ao segundo ciclo do ensino básico) sofreram, até agora, aumentos menos marcados no desemprego registado (Expresso, texto da jornalista Sónia M. Lourenço)

sábado, agosto 01, 2020

Desempregados e subutilizados já são 15,4% da população

A taxa de desemprego (dados provisórios) subiu de forma pronunciada em junho, para 7% da população ativa, indicou o INE. A taxa de subutilização do trabalho, o melhor indicador para medir os impactos da pandemia no mercado laboral, disparou para 14,6% da população em maio e agravou-se ainda mais em junho, atingindo 820 mil pessoas, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira. A taxa de desemprego (dados provisórios) subiu de forma pronunciada em junho, para 7% da população ativa. Segundo o INE, “a subutilização do trabalho é um indicador que inclui a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego”.

Crise Desemprego agravou-se em 86% dos concelhos do país

Eum cenário de incerteza aquele que pinta o mapa nacional desde que a pandemia da covid-19 tomou conta da economia. Nos quatro meses que separam fevereiro — o último mês pré-covid— e junho deste ano o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 29%. São mais 91.103 desempregados registados do que há quatro meses. E se é verdade que o lay-off simplificado terá tido um efeito travão na escalada destes números, a ‘bazuca’ criada pelo Governo para segurar postos de trabalho não conseguiu impedir que o desemprego aumentasse em 86% dos concelhos do país. Em dois deles, Cadaval e Ponte de Lima, o número de desempregados mais do que duplicou nos últimos quatro meses. O Expresso analisou os dados do desemprego registado por concelho, divulgados mensalmente pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), para medir o impacto da crise no mercado de trabalho.
Nos 279 concelhos do continente com dados do IEFP, seis viram os seus níveis de desemprego aumentar mais de 80% entre fevereiro e junho. Na radiografia que os dados permitem fazer é possível perceber que em cerca de metade (55%) dos concelhos do país os impactos económicos da pandemia se traduziram num aumento do desemprego registado em até 30%. Em 20,5% do território do continente o desemprego agravou-se entre os 30% e os 50% e cerca de 9,7% dos concelhos registaram quebras acima disso.

Ministro admite crescimento do desemprego