quinta-feira, junho 10, 2021

As teias familiares do PAN que uma moção tentou (e não conseguiu) eliminar

 


Além da união em prol das causas, há outros laços que reforçam o funcionamento dos órgãos do PAN. A teia é complexa: há irmãos, maridos e mulheres no mesmo órgão e até assalariados do partido no meio dessas ligações familiares. Este panorama não agrada a todos os militantes e foi alvo de uma moção, mas a tentativa de limitar estas relações levou um chumbo no Congresso do PAN. Ainda assim, marcou o final da manhã. Luís Teixeira foi a voz da proposta para impedir relações pessoais de primeiro grau ou de interdependência financeira dentro do mesmo órgão no partido, mas não conseguiu contrariar a hegemonia de delegados que estão ao lado da direção do PAN.

A proposta de alteração de Estatutos recebeu apenas 12 votos, contra os mais de 100 da proposta da nova direção que, entre outros, reforça os poderes de suspensão de militantes. Mas foi suficiente para suscitar uma troca de argumentos entre os militantes do PAN. Ainda que o principal alvo fosse aparentemente Bebiana Cunha — que volta a contar com a companhia do marido Albano Lemos Pires na nova direção — este está longe de ser o único caso de relações familiares no PAN. Há um enredo à volta de membros destacados do partido que integram a Comissão Política Nacional. E não só.

Sondagem: Rio foi o líder partidário que mais desceu na avaliação dos portugueses

 


António Costa também caiu, mas é o único com saldo positivo, de acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Catarina Martins (BE) e João Cotrim de Figueiredo (liberais) a subir. André Ventura é o mais criticado. Rui Rio foi o líder partidário que mais perdeu este mês no barómetro da Aximage para o JN, o DN e a TSF. Quando se pede uma avaliação aos portugueses, o líder do PSD tem agora um saldo negativo de 26 pontos (a diferença entre as notas positivas e as negativas). A queda do social-democrata entre abril e maio (16 pontos) supera inclusive a de António Costa (que caiu 12 pontos). Sendo que o socialista tem o conforto de ser o único líder partidário com saldo positivo.

Costa consegue uma percentagem de avaliações positivas acima da média entre os que residem na região de Lisboa (54%), entre as mulheres (mais sete pontos do que os homens) e entre os socialistas (87%). E este é o maior contraste com Rui Rio, que não convence nem os que votam no PSD: 35% dos eleitores sociais-democratas dão-lhe nota negativa e apenas 33% dão nota positiva.

A avaliação de Rio também é particularmente negativa entre o eleitorado mais à Direita (Iniciativa Liberal e Chega). O que pode ser também uma consequência da sua insistência em colocar o partido ideologicamente ao Centro, como voltou a fazer no chamado "congresso das direitas", que decorreu em maio passado.

Bloquista e liberal estão a subir

No barómetro deste mês há dois líderes que se destacam pela positiva: Catarina Martins e João Cotrim de Figueiredo conseguem equilibrar a sua avaliação e chegar a saldo zero. A bloquista ganha quatro pontos e o liberal sete, de abril para maio. No fundo da tabela continua André Ventura, do Chega. A avaliação negativa de uma fatia considerável de portugueses já se tornou a norma. A rejeição do líder da direita radical é mais visível na Área Metropolitana do Porto (66%), nos que têm entre 50 e 64 anos (68%), nos que têm maiores rendimentos (70%) e no eleitorado bloquista (86%) (Jornal de Notícias, texto do jornalista Rafael Barbosa)

Leopoldo López: “Tenho o sonho de ver a Venezuela livre”

 

Leopoldo López é um dos principais rostos da oposição a Nicolás Maduro. Esteve detido numa prisão militar, acusado de organizar protestos contra o regime que causaram dezenas de mortos, depois em prisão domiciliária e, até outubro de 2019, refugiado na Embaixada de Espanha em Caracas. Em outubro do ano passado, conseguiu fugir para a Colômbia, de onde voou para Madrid, onde está exilado.

Desde então, Leopoldo López tem viajado pela Europa para ganhar apoio para a causa da oposição venezuelana. Numa curta passagem por Portugal, onde se reuniu com os partidos políticos na Assembleia da República e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o opositor do chavismo deu uma entrevista ao Observador, em que defendeu a necessidade de a União Europeia, e particularmente Portugal, assumir um papel mais interventivo.

Nesse sentido, Leopoldo López pede mais sanções individuais contra figuras do regime de Maduro e que o bloco europeu participe na criação de um “cronograma eleitoral” que permita a realização de eleições legislativas e presidenciais, desta vez com mediação internacional que garanta que são livres e justas.

Sobre Portugal, o opositor político diz que recai uma responsabilidade adicional, devido aos laços que unem os dois países, e, por isso, pede a Portugal uma “posição muito clara, firme e determinada” para que a Venezuela possa sair da “tragédia humanitária” em que se encontra.

quinta-feira, junho 03, 2021

Expresso: Reformar as Forças Armadas é uma missão impossível? O que causa tanta polémica?

 

Os partidos estão na maioria a favor, mas os militares nem por isso. Fique a saber por que razão está a ser tão polémico mexer no comando superior das Forças Armadas. O diabo está nos detalhes… Explicamos-lhe tudo neste episódio de jornalismo de dados em 2 minutos e 59 segundos (Expresso)

Expresso: Vamos à praia? Saiba quais as regras (e multas!) em vigor este verão

 

Vem aí o verão e a época balnear abre oficialmente este fim de semana, mas só nalgumas praias. Veja aqui quantas estão aptas para banhos e quantas podem erguer a Bandeira Azul em Portugal em 2021. E, já agora, quais as regras a cumprir perante uma pandemia que tarda em dar descanso. Jornalismo de dados em 2:59 (Expresso)

Expresso: Como dormiram os portugueses durante a pandemia?

 

A pandemia causou uma mudança brusca nos nossos hábitos e isso refletiu-se no nosso sono. Quase metade dos portugueses começaram a dormir pior em 2020 e as insónias tornaram-se mais frequentes e mais graves. Mas nem tudo são más notícias: o sono tornou-se mais regular. Explicamos-lhe o que tudo isto significa neste episódio de jornalismo de dados em 2min59 (Expresso)

Expresso: A pandemia foi global, mas fustigou em particular a região mais desigual do mundo. Sabe qual é?

 

A pandemia de covid-19 expôs ainda mais as fragilidades daquela que é a região mais desigual do mundo, a América Latina. A falta de oxigénio no Brasil, o agravamento da violência de género no México ou a falta de caixões no Equador são sintomas de um subcontinente doente a vários níveis. Saiba tudo sobre o impacto da covid-19 na América Latina. Jornalismo de dados em 2 minutos e 59 segundos (Expresso)

Expresso: Medo, incerteza, frustração. Saiba como a pandemia mexeu profundamente com os sentimentos dos europeus em 2020

 

A União Europeia foi uma boa 'gestora de pandemia'? Em três inquéritos diferentes - um em fevereiro, outro em junho e outro em setembro de 2020 - o Parlamento Europeu auscultou os europeus para tentar entender como viveram a pandemia em várias frentes. Da incerteza à esperança, foram muitos os estados de espírito perante os desafios pandémicos. Saiba mais neste episódio de 2:59 - jornalismo de dados para explicar o mundo (Expresso)

Expresso: 2020 foi um dos anos mais quentes de sempre na Terra e nem a covid-19 ajudou a travar os danos ambientais

 

Para impedir que a crise climática se torne uma catástrofe permanente é preciso limitar o aumento do aquecimento global a 1,5 graus Celsius até ao final do século. No relatório “Estado do Clima Global 2020”, apresentado em abril de 2021, ficámos a saber que a margem é cada vez mais curta, pois a temperatura média global já subiu 1,2°C acima da temperatura média global registada na época pré-industrial. O ano de 2020 foi um dos três mais quentes desde que há registos, numa década já de si tórrida. E de pouco ou nada valeu a redução de emissões de gases de efeito de estufa, provocada pela pandemia de covid-19 e a consecutiva desaceleração económica, já que a concentração de gases de efeito de estufa na atmosfera continuou a aumentar. Saiba tudo em 2:59 - jornalismo de dados para explicar o mundo (Expresso)

 

Confirmado: Portugal sai da lista “verde” do Reino Unido. Ingleses obrigados a quarentena no regresso a partir de terça-feira

 

O Reino Unido decidiu retirar Portugal da lista "verde" de destinos considerados seguros, passando o país a constar da lista "âmbar". A decisão foi conhecida esta quinta-feira e confirmada por Grant Schapps, ministro dos Transportes do Governo de Boris Johnson. Portugal foi retirado da "lista verde" de países seguros do Reino Unido, que dispensava quarentena no regresso a solo britânico, anunciou esta quinta-feira o secretário dos Transportes, Grant Shapps. A medida aplica-se a partir da próxima terça-feira, 8 de junho. O ministro disse numa entrevista transmitida na Sky News que foi uma "decisão difícil de tomar”, invocando duas principais razões que estão a causar preocupação nas autoridades britânicas.

"Uma é que a taxa de positividade quase duplicou desde a última revisão em Portugal e a outra é que há uma espécie de mutação do Nepal da chamada variante indiana que foi detetada e simplesmente não sabemos o potencial que pode ter para resistir à vacina”, explicou. Shapps disse que o Governo quer garantir que o país não importa mais variantes que ponham em causa o plano de desconfinamento, nomeadamente a quarta etapa prevista para 21 de junho, quando se espera que sejam levantadas todas as restrições. Portugal baixa para a lista "âmbar", que exige a quarentena durante 10 dias após a chegada.

Covid-19: Vacinação não vai ser suficiente para acabar com pandemia, conclui novo estudo

 

A equipa de investigadores utilizou um modelo matemático para realizar uma simulação da disseminação do coronavírus entre os 10,5 milhões de habitantes do estado da Carolina do Norte, nos EUA. A partir dela, percebeu que é essencial que se continuem a seguir as medidas de prevenção da Covid-19, como a utilização de máscaras, por exemplo, enquanto a vacinação decorre, mesmo com as taxas de pessoas inoculadas a aumentarem cada vez mais No último mês, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA anunciou que as pessoas com a vacinação completa poderiam deixar de usar máscara e de praticar o distanciamento social, mesmo nos espaços interiores, mas a recomendação foi criticada por vários especialistas. Agora, um novo estudo realizado por investigadores da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, nos EUA, concluiu que a vacinação contra a Covid-19 é essencial, mas pode não chegar para combater de vez a pandemia. A equipa utilizou um modelo matemático para realizar uma simulação da disseminação do coronavírus entre os 10,5 milhões de habitantes do estado da Carolina do Norte.

Covid-19: Bruxelas quer fim de testes e quarentena para vacinados

 

OCDE alerta para risco de vaga de falências em Portugal no fim das moratórias

 

Abel é um robô emocional que analisa e reage a emoções

 

Fake news o polémico artigo 6º da carta dos direitos humanos


quarta-feira, junho 02, 2021

Publicações da Global Media acusam administração de Marco Galinha de interferência editorial “ilegítima”

 

Conselhos de Redação do “Diário de Notícias” e “Jornal de Notícias” acusam presidente da Global Media de tentar condicionar as escolhas dos colaboradores na área da opinião e de ter passado a figurar como administrador da página de Facebook das marcas do grupo. Administração rejeita existência de qualquer interferência editorial

Os Conselhos de Redação (CR) do “Jornal de Notícias” (JN) e do “Diário de Notícias” (DN) estão a acusar a administração da Global Media – e em particular o presidente do conselho de administração, Marco Galinha – de interferências “ilegítimas” em competências “exclusivamente editoriais” das publicações do grupo. Em causa está o facto de a administração da Global Media ter dado ordens relativas às escolhas dos colaboradores na área da opinião e de Marco Galinha ter passado a figurar como administrador da página de Facebook das marcas da Global Media.

Sondagem: Maioria dos portugueses dá nota positiva aos autarcas


É na Área Metropolitana do Porto que a satisfação com a gestão camarária é maior. Na região de Lisboa a margem de tolerância é bastante menor. A maioria dos portugueses estão satisfeitos com os últimos quatro anos de gestão autárquica: 50% dão nota positiva, quase o dobro dos que dão nota negativa (27%), de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN. Quando faltam quatro meses para as autárquicas, são também 50% os que atribuem "grande" importância às eleições (13% acham que é "pequena") e 71% os que têm a certeza que irão votar (6% estão certos de se abster).

É na Área Metropolitana do Porto que a satisfação com a gestão das câmaras municipais é maior (59%). E é também nesta região que há menos gente insatisfeita com os autarcas (23%), o que significa que beneficiam de um saldo positivo de 36 pontos percentuais. Uma aparente boa notícia para os autarcas do Porto que pretendam renovar o mandato e um cenário menos evidente no resto do país e em particular na Área Metropolitana de Lisboa. É verdade que na região da capital também há mais avaliações positivas (45%) do que negativas (26%), mas o saldo encolhe para 19 pontos positivos. Um sinal de maior competitividade eleitoral.

Sondagem: Prioridade máxima à segurança e habitação

 


A segurança de pessoas e bens e o custo da habitação devem ser as duas principais prioridades das câmaras nos próximos quatro anos, de acordo com a sondagem da Aximage para o JN. A promoção do turismo é a política municipal que os portugueses menos valorizam.

Quando são confrontados com um conjunto de oito áreas de intervenção, a que se destaca é afinal aquela em que as câmaras têm um papel menos evidente. A segurança de pessoas e bens deve ser uma prioridade "muito grande" para as autarquias, dizem 50% dos inquiridos, com destaque para os que vivem na região de Lisboa (59%) e para as mulheres (mais seis pontos que os homens). Mais próximas da atividade autárquica tradicional são a habitação, apontada como prioridade máxima por 44% dos inquiridos (de novo com destaque para Lisboa). A alguma distância ficam quer os apoios sociais a munícipes carenciados (prioridade "muito grande" para 38%), quer a oferta de escolas (33%), em que se destacam os que têm 35 a 44 anos (nas primeiras dominam os que têm 50 a 64 anos).

Portugueses preocupados com automação nas empresas


A crescente tendência de automação das empresas tem aumentado a preocupação juntos dos trabalhadores. De acordo com um estudo realizado pela Boston Consulting Group (BCG), em parceria com a The Network, 36,4% dos trabalhadores em Portugal ficaram mais preocupados com a automação da sua função laboral durante a pandemia, sobretudo nas áreas de marketing e comunicação, indústria e transformação, administração e secretariado, bem como no serviço de apoio ao cliente.

Quanto às indústrias percecionadas como tendo maior risco de automatização está a área dos Seguros (59%), Legal (55%) e Retalho (48%). “A pandemia e a crescente disrupção tecnológica levaram as pessoas a questionar os seus percursos profissionais”, sustenta um dos autores do estudo e sócio sénior da BCG, Rainer Strack. Contudo, uma grande parte desses trabalhadores mostra-se disposto a desenvolver novas competências de forma a responder a uma eventual mudança de trabalho ou de funções, decorrente da digitalização.

Carga fiscal em Portugal atinge valor recorde


A carga fiscal em 2020 foi a mais elevada de sempre, representando 34,8% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) que ressalva, apesar disso, ter sido “significativamente inferior” à média da União Europeia. Esta percentagem, que confirma a estimativa preliminar do INE sobre receitas fiscais, divulgada no final de março, era de 29,2% em 1995, de 30,9% em 2005, de 30,4% em 2015 e de 34,5% em 2018.

“Em 2020, a carga fiscal diminuiu 4,7% em termos nominais, atingindo 70,4 mil milhões de euros, o que corresponde a 34,8% do PIB (34,5% no ano anterior)”, afirma o INE na publicação no seu site. A receita com impostos diretos diminuiu 3,7%, refletindo sobretudo a evolução da receita do imposto sobre o rendimento de pessoas coletivas (IRC) de -17,9%, e, pelo contrário, a receita do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRS) cresceu 3,1% “refletindo nomeadamente as medidas de proteção do emprego e das remunerações” no contexto pandémico e, por razões semelhantes, diz ainda, as contribuições sociais efetivas mantiveram uma variação positiva, de 1,2%.

“Os impostos indiretos, com um decréscimo de 9%, constituíram a componente que mais contribuiu para a redução da receita fiscal”, assinala, adiantando que a receita com o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) diminuiu 10,6% e a receita com o imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos recuou 9,4%. O INE diz registar também decréscimos nas receitas com o imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (-6,1%), com o imposto de selo (-4,1%), com o imposto municipal sobre imóveis (-1,7%) e com o imposto sobre o tabaco (-0,6%), sendo a redução mais significativa (-39,8%) a da receita com o imposto sobre veículos que diz ter regressado ao nível de 2014 (Executive Digest)

COVID-19: Mais de metade dos doentes continuam com sintomas seis meses após alta hospitalar


Um estudo divulgado conclui que 60% dos doentes hospitalizados com COVID-19 continuam com pelo menos um sintoma seis meses após a alta médica, sobretudo fadiga, dores musculares e dificuldades respiratórias. O estudo, publicado na revista da especialidade Clinical Microbiology and Infection, foi conduzido em França com uma amostra de 1.137 doentes que estiveram hospitalizados devido à covid-19.

De acordo com a análise, feita pelo Instituto Nacional da Saúde e da Investigação Médica, um quarto dos doentes apresentava três ou mais sintomas e 2% tiveram de ser internados novamente. Entre os sintomas persistentes mais evocados pelas pessoas nas consultas de seguimento, três e seis meses após a alta clínica, contam-se a fadiga, dificuldades respiratórias e dores musculares e articulares.

Covid-19: E se nunca atingirmos a imunidade de grupo?


Há um ano, quando a vacinação ainda era apenas um vislumbre, a comunidade científica (e política) começou a falar em "imunidade de grupo", o que nos fez acreditar que, caso aparecesse uma vacina, assim que a maioria da população estivesse vacinada a pandemia poderia terminar. E se nunca atingirmos a imunidade de grupo?

No início de 2020, não se falava de outra coisa a não ser “covid-19” e a tão almejada imunidade de grupo. Porém, só havia duas formas de a atingir: através da vacinação em massa da população ou através da imunidade natural, desenvolvida por uma grande parte da população, após contacto com o vírus. Mas, à data, não havia uma vacina para ajudar, tendo sido sugerido por alguns que se deveria deixar propagar a infeção de forma natural, sem medidas de prevenção, algo que, sabemos hoje – depois de termos visto os hospitais sobrecarregados e um número diário de mortes na ordem das centenas em Portugal –, é uma péssima ideia, até porque também não se sabe qual a duração da imunidade após infeção. Foi para evitar o descontrolo da pandemia e o disparo do número de infeções que em grande parte do mundo as populações foram sujeitas a confinamentos e se viram forçadas a adotar medidas de prevenção – como o distanciamento social e o uso de máscara. Agora, que temos vacinas eficazes, podemos atingir a imunidade de grupo de forma segura, contudo, este objetivo arrisca-se a ser impossível e há várias razões para tal. O que é certo é que mais de um ano depois do início da pandemia, continuamos a “correr” atrás de um conceito sem compreender bem o que representa.

Confinamentos do início do ano não desviam Europa da retoma


Apesar do impacto negativo do descontrolo pandémico vivido em vários Estados-membros no primeiro trimestre, a Comissão vê o ano a terminar com crescimento generalizado na zona euro e uma retoma particularmente vigorosa em França e Espanha (Jornal Económico, infografia de Mário Malhão)

Viagens de negócios não voltarão a ser como eram antes da pandemia, diz CEO do Airbnb


O CEO do Airbnb afirmou numa entrevista à ‘CNN’, que não espera que as viagens de negócios voltem a ser como eram antes da pandemia, apesar de registar atualmente um aumento da procura. “Isso não significa que as viagens de negócios tenham morrido, apenas as viagens de negócios, como as conhecíamos, não vão voltar a ser como antes”, referiu Brian Chesky. Dado que a pandemia obrigou à adaptação do quotidiano das populações, sobretudo no contexto laboral, muitos trabalhadores optam por manter o trabalho remoto e afastar as viagens de trabalho, que eram prática regular antes da pandemia.

“Penso que as pessoas têm agora o que não tinham há um ou dois anos. Muitas pessoas agora têm flexibilidade. Têm flexibilidade para onde viajam, onde vivem e trabalham”, adiantou o CEO. De acordo com Chesky, a atividade da empresa já regressou aos níveis de 2019, apesar de não se ter dado ainda uma reabertura total das viagens transfronteiriças. Também a Airbnb considera que a flexibilidade é a chave para o futuro das viagens, tendo avançado com mais de 100 mudanças e atualizações ao seu serviço para corresponder melhor às exigências dos clientes (Executive Digest, texto da jornalista Inês Amado)

Lotarias e imposto de jogo são a maior fonte de financiamento do SNS

 

As lotarias, apostas mútuas e imposto de jogo geraram mais receitas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2020 do que as taxas moderadoras, segundo avança o ‘Correio da Manhã’. Em ano de pandemia, as taxas moderadoras contribuíram com 99,6 milhões de euros, menos 78,4 milhões do que em 2019, enquanto os jogos contribuíram com 102,1 milhões de euros, avança o mesmo jornal, que cita o relatório Evolução de Desempenho do SNS em 2020, divulgado pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP).

Com quase seis milhões de utentes isentos do pagamento de taxas moderadoras, as contas do SNS no final do ano refletiram-se num saldo negativo de 292 milhões de euros, ainda assim bem menos do que em 2019 (628 milhões de saldo negativo) e 2018 (733 milhões de saldo negativo). O Conselho das Finanças Públicas alerta que os sucessivos défices orçamentais e a dívida estrutural “indicia que o SNS necessitará de fundos adicionais para efeitos de satisfação das necessidades de saúde da população”. “A atual crise expôs de forma ainda mais premente as fragilidades financeiras e os constrangimentos na capacidade de resposta do SNS às solicitações com que se defronta”, salienta o Conselho das Finanças Públicas (Executive Digest)

Número de passageiros aéreos volta ao nível anterior à crise apenas em 2023


O número de passageiros aéreos no mundo vai regressar a partir de 2023 ao nível de 2019, antes da pandemia de covid-19 que levou a uma queda do movimento aéreo, previu  a IATA. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) indicou que este ano o número de passageiros transportados deverá representar 52% do nível registado antes da crise e subir para 88% em 2022, segundo as suas projeções.

Em 2023 deverá ultrapassar o nível de 2019 (105%) e atingir 5,6 mil milhões de passageiros no final da década, graça a um crescimento anual de 3,9% entre 2025 e 2030. A crise causada pela pandemia deverá, no entanto, representar uma perda de dois a três anos de crescimento ao longo da década, prevê a IATA. Em 2020, a frequência caiu para o nível de 2003, com 1,8 mil milhões de passageiros, de acordo com a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

A evolução será diferente nas diversas regiões, com destaque para a Ásia-Pacífico (é esperado um crescimento anual de 5,4%) e África-Médio Oriente (mais 5%), quando a Europa Ocidental deve crescer 2,3% por ano e a América do Norte 1,5%. Com os progressos na vacinação, “as pessoas querem viajar” e aproveitar o levantamento nas restrições de circulação, afirmou o diretor-geral da IATA, Willie Walsh. “O setor está preparado, mas não vejo os governos a agirem com rapidez suficiente” para facilitar o levantamento das restrições, apontou (Multinews)

Covid-19: Recuperar de doença ligeira e ser vacinado pode dar imunidade para o resto da vida, apontam estudos


A imunidade contra o coronavírus dura pelo menos um ano e provavelmente pode durar a vida inteira, melhorando com o tempo, sobretudo depois de alguém ter recuperado da doença ligeira e ser vacinado, segundo o ‘La Vanguardia’. Esta é a conclusão de dois novos estudos, cujas descobertas podem ajudar a dissipar dúvidas não resolvidas sobre quanto tempo o efeito das vacinas contra a Covid-19 vai durar.

Ambos os estudos sugerem que a maioria das pessoas que se recuperaram da Covid-19 e foram posteriormente inoculadas não vai precisar de reforços. No entanto, as pessoas vacinadas que nunca foram infetadas provavelmente vão necessitar de mais doses de vacinas, para alcançar essa imunidade. Segundo uma das pesquisas, pessoas que passaram pela Covid-19 de forma ligeira têm, meses após se recuperar, células do sistema imunológico no seu organismo, que bombeiam anticorpos contra o vírus.

O estudo, publicado na revista Nature, também conclui que essas células poderiam persistir ao longo da vida, produzindo anticorpos para sempre, o que ignifica que a imunidade durará a vida inteira. Um outro estudo, publicado no BioRxiv, descobriu que essas células de memória, chamadas de células B, continuam a amadurecer, fortalecendo-se durante pelo menos 12 meses após a infeção inicial. Olhando para as descobertas publicadas na revista Nature, estas sugerem que casos ligeiros de Covid-19 deixam os infetados com proteção de anticorpos de longa duração e que episódios repetidos da doença são provavelmente raros.

“No outono passado, houve relatos de que os anticorpos diminuem rapidamente após a infeção com o vírus que causa a Covid-19, e a imprensa interpretou isso como um significado de que a imunidade não era duradoura”, observou o autor principal, Ali Ellebedy, do estudo da Nature.

Mas isso é uma interpretação “errada” dos dados, defende. “É normal que os níveis de anticorpos caiam após uma infeção aguda, mas não caem para zero, apenas estabilizam”, explica acrescentando: “Encontrámos células produtoras de anticorpos em pessoas 11 meses após os primeiros sintomas. Essas células vão manter-se e produzir anticorpos para o resto da vida, dando imunidade duradoura” (Multinews, texto da jornalista Simone Silva)

Operadores remetem recuperação do turismo para 2024 e pedem manutenção de apoios


 

Organizações do setor do turismo manifestaram hoje um otimismo moderado na retoma das atividades no período pós-pandemia, mas alertaram para a necessidade de o Estado manter os apoios às empresas cuja recuperação estimam demorar até 2024.

“Não há recuperação rápida”, assegurou hoje o vice-presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Frederico Costa, considerando que se o setor da hotelaria “conseguisse atingir, em 2021, 40 a 50% dos resultados que conseguiu em 2019 já seria um resultado fantástico”. Porém, na sua perspetiva, a realidade é que o setor “está muito longe da recuperação” e “nunca chegará aos níveis de 2019 antes de 2024”. A posição foi expressa nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, durante o VII Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, num painel em que responsáveis por organizações representativas da restauração, agências de viagens, animação turística e aluguer de automóveis secundaram a ideia de que, para muitas empresas do setor, “o pior ainda está para vir”.

Covid-19: Jovem de 25 anos em coma induzido depois de uma reação “muito rara” à vacina da Pfizer


Uma jovem britânica de 25 anos teve de ser colocada em coma induzido depois de sofrer 14 choques anafiláticos, devido a uma reação “muito rara” à vacina contra da Covid-19 da Pfizer, de acordo com o ‘Daily Mail’. Segundo a mesma publicação, Kirsty Hext, residente em Havant, Hampshire, no Reino Unido, teve também uma convulsão e fraturou o pulso, a perna e a maçã do rosto, depois de cair das escadas devido ao episódio. A jovem aguarda agora que lhe seja feito um teste alérgico, uma vez que segundo os médicos, o último choque deveu-se a uma reação prolongada à injeção.

“Eu não tenho nenhuma alergia, por isso é difícil de entender. Num minuto estou bem e no outro já estou a lutar pela minha vida”, disse Hext que entretanto saiu do coma, mas continua hospitalizada para fazer exames. Hext conta ao mesmo jornal que cerca de 20 minutos após ser vacinada começou a sentir os lábios e a língua a inchar e a respiração ficou ofegante. Foi internada no hospital e depois disso teve diversos choques anafiláticos que obrigaram os médicos a colocá-la em coma induzido.

“Antes de entrar em coma, eu chamava pela minha filha porque estava aterrorizada com medo de não a ver novamente”, disse a jovem sublinhando que já pensava em pedir à família que cuidasse da filha se algo lhe acontecesse. Apesar do episódio, Hext acredita que se tratou apenas de um “azar”, continuando a incentivar as pessoas a vacinar-se, argumentando que tal ato pode “salvar vidas”. Uma porta-voz da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido, “lamentou saber da experiência de Hext” e garantiu que “todas as notificações de suspeitas de efeitos secundários graves são analisadas assim que as recebemos”.

“Reações alérgicas graves à vacina da Pfizer continuam a ser muito raras”, disse o responsável. “Aconselhamos que aqueles com histórico prévio de reações alérgicas aos componentes da vacina não a recebam”, alertou (Multinews, texto da jornalista Simone Silva)

Covid-19: Investigadores alemães acreditam ter encontrado causa dos efeitos secundários graves das vacinas

 

Cientistas na Alemanha afirmam ter descoberto a causa dos raros coágulos sanguíneos ligados às vacinas contra o coronavírus da  AstraZeneca e da Johnson & Johnson e acreditam que os fármacos poderiam ser ajustados para impedir que essa reação aconteça, segundo o ‘Financial Times’.

Rolf Marschalek, professor da Universidade Goethe em Frankfurt, que conduz estudos sobre a doença rara desde março, disse que a sua pesquisa mostrou que o problema estava nos vetores de adenovírus, que ambas as vacinas usam para fornecer as instruções genéticas para a proteína spike do Sars-Cov-2 no organismo. O mecanismo de entrega significa que as vacinas enviam as sequências do gene de ADN da proteína spike para o núcleo da célula, em vez do fluido do citosol encontrado dentro da célula, onde o vírus normalmente produz proteínas, revelaram os responsáveis num artigo publicado.

Mais de metade dos europeus quer substituir deputados por algoritmos de inteligência artificial

 

Um estudo do ‘IE University’s Center for the Governance of Change’ concluiu que mais de metade dos europeus, cerca de 51%, gostava que alguns dos seus deputados fossem substituídos por algoritmos, avança a ‘CNBC’. A equipa de investigadores perguntou a 2.769 pessoas de 11 países de todo o mundo como se sentiriam em relação à redução do número de deputados nacionais no seu país, que seriam substituídos por algoritmos de Inteligência Artificial (IA). Os resultados mostraram que, apesar das limitações claras e óbvias da IA, 51% dos europeus disseram ser a favor de tal movimento.

Oscar Jonsson, diretor académico do instituto responsável pela pesquisa e um dos principais autores do relatório, disse à CNBC que houve um “declínio de décadas da crença na democracia como forma de gestão de um país”. As razões provavelmente estão ligadas ao aumento da polarização política e a uma fragmentação de informações, disse. “A perceção de todos é que a política está a piorar e, obviamente, os políticos estão a ser culpados por isso, então acho que (o relatório) capta o espírito geral”, disse Jonsson.

O estudo descobriu ainda que a ideia era particularmente popular em Espanha, onde 66% das pessoas inquiridas a apoiavam, bem como em Itália, cujo apoio foi de 59% dos participantes e na Estónia, onde 56% se mostraram a favor. Mas nem todos os países gostam da ideia de entregar o controlo às máquinas. Do lado oposto, no Reino Unido, 69% das pessoas disseram ser contra a ideia, uma percentagem que desce para 56% na Holanda e para 54% na Alemanha.

As opiniões também variam por geração, com as pessoas mais jovens a mostrar-se significativamente mais abertas à ideia. Mais de 60% dos europeus com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos e 56% daqueles entre os 34 e os 44 anos apoiaram a ideia, ao passo que a maioria dos inquiridos com mais de 55 anos se mostrou contra (Multinews, texto da jornalista Simone Silva)

Sequelas pós-covid podem ser a próxima crise sanitária


Portugal ultrapassou, no passado dia 18, o marco de 4,5 milhões de vacinas administradas contra a covid-19. Apesar de ainda estar longe da imunidade de grupo, que a task force acredita poder atingir entre o final de julho e início de agosto, este era um cenário inimaginável há um ano. O esforço mundial na investigação e desenvolvimento desta arma de prevenção surtiu efeito, mas há ainda muito sobre a doença que falta conhecer. “Penso que com o tempo, e sobretudo com a experiência, abordaremos estes doentes cada vez com maior facilidade, mas não deixo de achar engraçado ver que numa doença tão recente já tenhamos estado tão certos e tão errados”, comenta Marta Jonet, especialista em medicina interna do Hospital Fernando Fonseca.

Embora existam diferentes formas de tratar os doentes, não está disponível nenhum medicamento especialmente desenhado para combater o SARS-CoV-2. “Chamo a atenção para a enorme ameaça que paira sobre o sistema de saúde, nomeadamente o risco de estarmos face a duas outras pandemias: a pandemia das doenças não-covid e a pandemia das consequências a longo prazo da doença covid”, alerta o médico e consultor da Direção-Geral da Saúde (DGS) António Diniz.

Bancos lucram 2,5 milhões por dia


Apesar das provisões para fazer face à pandemia, juntos os quatro maiores bancos apresentam lucros de 233 milhões de euros nos três primeiros meses do ano.  Num ano de pandemia, os quatro maiores bancos a operarem no mercado nacional conseguiram lucrar mais de 2,5 milhões por dia nos primeiros três meses do ano. Juntos, BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos e Santander Totta lucraram 233 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. Dividindo por 90 dias dá mais de 2,5 milhões por dia. Mesmo com as provisões registadas pelos bancos para fazerem face a eventuais perdas futuras, nomeadamente as relacionadas com créditos de clientes, levaram as quatro maiores instituições financeiras a apresentarem resultados positivos.

A redução de balcões e do número de trabalhadores continua a marcar a estratégia do sistema financeiro, a par da pressão para o aumento de comissões. E, tal como aconteceu em 2020, os primeiros primeiros meses do ano contam ainda com a concessão de moratórias – correspondente a suspensão de pagamento de capital e/ou juros).

Mas vamos a números. O banco público CGD tinha 5.705 milhões de euros em créditos com moratórias no final de abril, abaixo do valor de janeiro, segundo a informação liderada por Paulo Macedo. Este valor é equivalente a 13% da carteira de crédito total:  2.391 milhões de euros são referentes a crédito a particulares e 3.314 milhões de euros a crédito a empresas. Ainda assim, representa uma queda de 4,8% face ao montante de crédito em moratórias em final de janeiro (5.992 milhões de euros), mas em relação a a setembro de 2020, quando foi atingido o ‘pico’ de crédito em moratórias (6.906 milhões de euros), a redução é de 17,4%.

Tentando situar a sondagem no seu devido lugar...



1 - Ninguém faz uma sondagem apresentando uns candidatos de uns partidos identificados pelo nome e ao mesmo tempo omitido o nome dos  candidatos de outros partidos, ignorando a influência que esses candidatos possam ter nos resultados eleitorais dos partidos mais pequenos. Não é sério.

Num caso conjuga-se o nome do candidatos com a identificação partidária dos inquiridos, noutro caso julgo que apenas identificam as opções partidárias dos inquiridos, dado que ninguém conhece, nesta data, os respectivos candidatos. Nem se haverá candidaturas por parte desses partidos. Aliás há partidos que deviam pensar em concorrer a uma Assembleia Municipal (33 membros eleitos por método de Hondt) apostando todas as munições que tenham em vez de andarem a protagonizar o absurdo patético de quererem estar na corrida para a CMF quando nunca conseguirão eleger um vereador que seja num cenário de bipolarização acentuada. Em 2017 no Funchal tivemos três exemplos disso:

PTP - 1252 votos para a CMF, 0 mandatos, e 1478 votos para a Assembleia Municipal, 1 mandato

MPT - 2258 votos para a CMF, 0 mandatos e 2387 votos e 1 mandato para a Assembleia Municipal

PCP - 2029 votos e 0 mandatos para a CMF e 2616 votos e 1 mandato para a Assembleia Municipal


2 - O que está em cima da mesa - sendo mais do que evidente a bipolarização das eleições no Funchal - é saber qual a distribuição dos mandatos no executivo e qual a composição da Assembleia Municipal. Os resultados da sondagem são enganadores no que às freguesias diz respeito, porque - e o PSD-M basta olhar para o que aconteceu em 2017 para aprender um pouco... - uma coisa é contar com a votação para a liderança da Câmara, outra coisa é a votação nas candidaturas às Juntas de Freguesia. Ora os Presidentes das JFs têm assento por direito próprio nas Assembleias Municipais.

3 - Lembro 2017 para perceberem do que falo e desmistificar, de uma vez por todas, este tipo de sondagens claramente impróprias num cenário de seriedade:

PSD - 17971 votos para a CMF e 21093 votos para as Juntas de Freguesia

CDS -  4819 votos para a CMF e 5204 para as Juntas de Freguesia.

PS-BE-JPP-PDR-NC - 23577 votos  para a CMF e 20428 votos para as Juntas de Freguesia

4 - Os resultados da sondagem na projecção da minha autoria - considerei o mesmo universo dos 57 mil votantes em 2017 no Funchal e projectando as percentagens da sondagem nesse universo de votantes - dariam 6 mandatos ao PSD e 5 ao PS, mas os resultados atribuídos aos partidos mais pequenos - nomeadamente PCP e Chega - estão manipulados para baixo. Pela aplicação do método de Hondt e juntando os votantes e resultados de 2017 às percentagens atribuídas pela sondagem - e mantendo os mesmos 57 mil eleitores, o que pode não acontecer - o PSD elegeria o 1º,3º, 5º, 7º 9º e 10º mandatos enquanto o PS elegeria o 2º, 4º, 6º, 8º e 11º

5 - Curiosamente o somatório dos resultados do PSD e do CDS em 2017 é inferior (menos 2,35%) aos resultados divulgados pela sondagem do JM. Não acredito, pela tradição eleitoral, que o PCP tenha apenas 2,5% e que o Chega, mantendo-se a "corrente" actual, se limite a apenas 2,5 ou 2,6% (LFM) 

terça-feira, maio 25, 2021

Grupo TAP teve prejuízo de 1.418 milhões de euros em 2020

Para além dos prejuízos, o Grupo TAP fechou 2020 com capitais próprios negativos de 2.127,672 milhões de euros. O Grupo TAP teve prejuízos de 1.418 milhões de euros em 2020, mais de 13 vezes os 105 milhões de euros negativos de 2019, segundo o relatório e contas da Parpública, que gere a participação estatal.

No que respeita à TAP, a Parpública diz no relatório e contas que "a operação e resultados de 2020 foram significativamente impactados pela quebra de atividade verificada a partir de março, em resultado da pandemia de covid-19, que afetou de forma sem precedentes o setor da aviação civil a nível global". Os prejuízos da TAP SA (negócio da aviação) ascenderam a 1.230,3 milhões de euros em 2020.

Assim, afirma a Parpública que aquilo que já eram as suas "legítimas preocupações" sobre a TAP foram "extraordinariamente ampliadas pelos impactos -- na companhia aérea, no setor, na economia e na sociedade -- das consequências da atual crise sanitária", referindo que as medidas extraordinárias a adotar vão "muito além das possibilidades" da sua intervenção enquanto acionista.

Além dos prejuízos de 1.418,156 milhões de euros (que comparam com prejuízos de 105,182 milhões de euros em 2019), o Grupo TAP fechou ainda 2020 com capitais próprios negativos de 2.127,672 milhões de euros.

Populares saqueiam lojas na Venezuela em protesto por recusa de notas de baixo valor

Populares saquearam na segunda-feira mais de duas dezenas de lojas nas localidades de Guasipati e El Callao, no estado venezuelano de Bolívar, em protesto por comerciantes terem deixado de aceitar algumas notas de bolívares, a moeda local. Os incidentes ocorreram uma semana depois de a população de San Félix e Puerto Ordáz ter protestado por os comerciantes e condutores de autocarros deixarem de aceitar as notas de 50.000 bolívares soberanos (BsS), equivalentes a 0,013 euros, à taxa oficial atual.

“Temos um número não confirmado de 18 estabelecimentos saqueados em Guasipati. De El Callao, informaram-nos de uma situação irregular e contam-nos que houve saques”, explicou o vice-presidente do Conselho Nacional de Comércio (Consecomércio) aos jornalistas.

Por outro lado, explicou que os motoristas – que, na Venezuela, são proprietários dos autocarros e cobram eles mesmos as viagens – deixaram de aceitar as notas de 50.000 e a população foi surpreendida quando os comerciantes as recusaram. A maior parte dos estabelecimentos comerciais afetados estão situados nas proximidades do mercado municipal de Roscio, em Guasipati.

TVI24 vai dar lugar à CNN Portugal


Portugal ocupa quinto lugar na tabela dos combustíveis mais caros


quarta-feira, maio 05, 2021

Mário Centeno entra ao ataque contra o Tribunal de Contas por causa do Novo Banco


O Governador do Banco de Portugal dramatiza auditoria e defende que “não é possível que haja qualquer dúvida, que permaneça qualquer dúvida, sobre a validação, verificação e demonstração dos níveis de capital do Novo Banco”. Mesmo depois de ter emitido um comunicado com a sua posição sobre a auditoria do Tribunal de Contas, o Banco de Portugal marcou uma conferência de imprensa e Mário Centeno aproveitou para atacar o relatório divulgado, dizendo que levanta dúvidas que põem até em causa a participação de Portugal na União Bancária.

“Como governador do Banco de Portugal não é possível que haja qualquer dúvida, que permaneça qualquer dúvida, sobre a validação, a verificação e a demonstração dos níveis de capital do Novo Banco. Tal colocaria em causa a participação na União Bancária”, defendeu Mário Centeno na conferência de imprensa exclusivamente presencial, depois de meses de eventos à distância devido à pandemia.

Ajudas públicas ao Novo Banco podem atingir 10,8 mil milhões de euros

 

Quanto custou o Novo Banco em auxílios de Estado desde 2014? As contas ainda não estão fechadas, mas Tribunal de Contas revela que encargos podem atingir os 10,8 mil milhões de euros. As ajudas de Estado ao Novo Banco poderão atingir os 10,8 mil milhões de euros, de acordo com a contabilização feita pelo Tribunal de Contas no relatório de auditoria.

O Tribunal de Contas faz uma discriminação de todas as medidas de auxílio estatal ao Novo Banco desde a resolução do BES, em 2014, incluindo injeções que não foram concretizadas mas que estão previstas no acordo de venda de 2017 que foi negociado com a Comissão Europeia.

Logo na resolução do BES, o Fundo de Resolução realizou uma injeção de 4,9 mil milhões de euros para a capitalização do então recém-nascido banco de transição, tendo recorrido a empréstimos do Estado e da banca para financiar essa operação.

Covid-19: Centeno avisa que "vêm agora" as decisões difíceis de política económica


O governador defendeu que a recuperação deve acontecer sem entrar numa crise económica, nem financeira ou social, e que os líderes devem "manter vivo o espírito que conduziu as decisões de 2020". O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, admitiu que "vêm agora" as decisões difíceis de política económica e reafirmou a intenção de uma "solução atempada" sobre as moratórias, com fim anunciado para setembro.

"Eu gosto de referir que as decisões difíceis vêm agora, não podemos descansar nos sucessos conseguidos", afirmou o ex-ministro das Finanças e antigo presidente do Eurogrupo, numa aula sobre economia, acrescentado que os sucessos não chegaram a todos e que é difícil compreender bons resultados quando se está perante uma pandemia desta dimensão e dureza.

O governador defendeu que a recuperação deve acontecer sem entrar numa crise económica, nem financeira ou social, e que os líderes devem "manter vivo o espírito que conduziu as decisões de 2020". Quanto às moratórias, em resposta a um aluno do Instituto de Gouveia, entidade que organizou a aula virtual, Mário Centeno disse que "foram absolutamente essenciais nesta crise com efeitos sísmicos", face aos duros confinamentos decretados e à preocupação de fazer chegar liquidez as famílias e as empresas.

"No pior dos piores dos cenários", Portugal arrisca pôr ainda mais €1,6 mil milhões no Novo Banco


Teve de ser auditoria do Tribunal de Contas a divulgar valor de rede de retaguarda negociada em 2017 com Bruxelas, que nem Governo, nem Banco de Portugal alguma vez assumiram. Já se sabia que havia uma rede de segurança de retaguarda através da qual Portugal garantiu à Comissão Europeia que, mesmo após todas as ajudas do Fundo de Resolução, poderia vir a injetar dinheiro no Novo Banco. Era o “pior dos piores” dos cenários, como classificou Mário Centeno ainda como ministro das Finanças. Nunca se soube qual o montante que poderia ser colocado nessa eventualidade – só o Tribunal de Contas agora o revelou: 1,6 mil milhões de euros.

A injeção de capital de retaguarda pelo Estado português no Novo Banco é “até ao montante máximo necessário para garantir a sua viabilidade a longo prazo (1,6 mil milhões de euros) no cenário adverso da Comissão Europeia, com base no plano de reestruturação preparado pela Lone Star para demonstrar a viabilidade do Novo Banco no final dessa reestruturação, em 31 de dezembro de 2021”, segundo as informações que constam do relatório de auditoria feita pelo Tribunal de Contas ao financiamento público recebido pelo banco, publicado esta segunda-feira, 3 de maio. O Tribunal de Contas chega a esse valor "com base" nos valores reportados pela Comissão Europeia.

terça-feira, maio 04, 2021

A supervisão comportamental em números 2020

O Banco de Portugal publicou o Relatório de Supervisão Comportamental. O Relatório descreve as atividades de supervisão dos mercados bancários de retalho desenvolvidas pelo Banco de Portugal em 2020. A Supervisão Comportamental tem como objetivo garantir a transparência de informação prestada pelas entidades supervisionadas aos seus clientes na comercialização de produtos e serviços bancários, assegurar o cumprimento do quadro normativo destes produtos e serviços e, deste modo, contribuir para a eficiência e para a estabilidade do sistema financeiro. Descubra nesta infografia os números da Supervisão Comportamental em 2020 (Banco de Portugal)



O impacto de curto prazo da pandemia COVID-19 nas empresas portuguesas


Moratórias de crédito


O Banco de Portugal publicou o Relatório de Supervisão Comportamental. O Relatório descreve as atividades de supervisão dos mercados bancários de retalho desenvolvidas pelo Banco de Portugal em 2020. O relatório aborda o tema das moratórias de crédito, uma das medidas adotadas nos mercados bancários de retalho para mitigar os efeitos da pandemia. Os dados disponíveis permitem concluir que o regime de moratórias de crédito contribuiu para que os riscos de incumprimento das famílias não se materializassem em 2020. Descubra nesta infografia como evoluíram as moratórias de crédito até março de 2021 (Banco de Portugal)

Madeira quer ter este verão mais turistas nacionais que no periodo pré-covid. TAP pretende ajudar operação com reforço de voos


 

Operadores turísticos equacionavam fretar 'charters' para a Madeira às suas custas para criar pacotes de férias económicos aos portugueses de julho a setembro, alegando a recusa da TAP em colaborar com os seus voos regulares. Mas a companhia garantiu ao Expresso querer "corrigir erros anteriores", e vai reunir-se esta semana com os agentes de viagens, anunciando a partir de junho sete voos diários para a Madeira, de Lisboa e do Porto

A polémica instalou-se na Madeira, em relação aos pacotes de férias para os turistas nacionais no próximo verão. A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e de Turismo (APAVT) avançou a intenção dos operadores turísticos portugueses fretarem 'charters' às suas custas em julho, agosto e setembro, face à "falta de diálogo" da TAP em contribuir aqui com os seus voos regulares, numa conferência de imprensa que decorreu esta sexta-feira no Funchal.

O secretário regional de Turismo, Eduardo Jesus, manifestou "pena por a companhia de bandeira não estar associada ao enorme trabalho feito no destino pelos operadores turísticos, que têm estado de braço dado", destacou que a região "tem sofrido perda de competitividade pelas tarifas praticadas pela TAP", e que "não é aceitável haver preços mais baratos para ir a Cancun do que para ir à Madeira".

segunda-feira, maio 03, 2021

Covid-19: Bruxelas alerta para impacto na aviação superior ao estimado


O responsável da direção-geral da Mobilidade e Transportes (DG MOVE) da Comissão Europeia defendeu que a aviação vai continuar a ter “grandes oportunidades”, apesar de notar que o impacto da pandemia no setor é superior ao estimado.

“Acredito que a aviação vai continuar a ter grandes oportunidades no futuro porque consegue unir as pessoas através dos continentes, através do globo e não há nada que possa replicar isso”, afirmou o diretor-geral da DG MOVE, Henrik Hololei, que falava no ‘Aviation Day’, uma iniciativa organizada pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE).

No entanto, este responsável sublinhou que o impacto da pandemia de covid-19 o setor é maior do que o estimado, tendo em conta que a verdadeira “magnitude da crise” só será conhecida quando a recuperação tiver início, o que ainda “vai demorar a acontecer”. Para Hololei a recuperação do setor só será possível através de três pilares – conectividade, competitividade e viabilidade da aviação. Conforme destacou o diretor-geral da DG Move, Bruxelas, em conjunto com os Estados-membros, promoveu assistência a este setor, procurando aliviar o impacto da covid-19.

Tribunal de Contas divulga audutoria ao financiamento público do Novo Banco


O Tribunal de Contas aprovou o Relatório da Auditoria ao financiamento público do Novo Banco, na sequência do pedido formulado pela Assembleia da República. O Novo Banco é uma instituição bancária com 25% do capital social detido pela entidade pública Fundo de Resolução e 75% pela sociedade Nani Holdings, SGPS, SA, pertencente ao Fundo Lone Star. O financiamento público do Novo Banco pelo Fundo de Resolução tem sido realizado ao abrigo do Acordo de Capitalização Contingente, celebrado entre ambos, em 18 de outubro de 2017.

Sumário executivo do Relatório de Auditoria

Solicitada pela Assembleia da República, a auditoria reporta-se ao processo de financiamento público do Novo Banco (NB) pelo Fundo de Resolução (FdR), ao abrigo do Acordo de Capitalização Contingente (ACC) celebrado por ambos em 18/10/2017, e visa avaliar se esse financiamento salvaguarda o interesse público, o que neste contexto significa: i) concorrer para a estabilidade do sistema financeiro; ii) minimizar o impacto na sustentabilidade das finanças públicas; iii) financiar o valor apropriadamente demonstrado, verificado e validado (sendo as duas primeiras condições finalidades das medidas de resolução nos termos legais aplicáveis). As conclusões da auditoria são as seguintes:

O financiamento do NB pelo FdR (que detém 25% do capital social do NB), ao abrigo do ACC, é público e constitui despesa efetiva (apoio não reembolsável) das Administrações Públicas em contabilidade nacional, sendo incorreto que não o seja em contabilidade pública, tal como o Tribunal tem criticado nos seus Pareceres sobre a Conta Geral do Estado.

Novo Banco: Capitalização extra acordada com Bruxelas pode ir até 1.600 milhões de euros


O valor da capitalização extra do Novo Banco (NB) que o Estado acordou com a Comissão Europeia (CE) no âmbito da venda do banco à Lone Star vai até aos 1.600 milhões de euros, de acordo com a auditoria do Tribunal de Contas (TdC). Já era conhecido que, no âmbito do acordo do Estado com Bruxelas, em caso de necessidade e devido a circunstâncias adversas graves e caso os acionistas não as conseguissem colmatar, Portugal disponibilizaria "capital adicional limitado", mas o valor exato não era conhecido. No âmbito do acordo de venda, "o Estado português notificou a CE de três medidas de auxílio estatal (com uma terceira carta de compromissos) consideradas necessárias para concluir a venda", que funcionam "como garantias de capitalização do NB para cumprir os rácios aplicáveis", duas das quais após "esgotar outras alternativas", como recurso ao mercado. A primeira diz respeito ao Acordo de Capitalização Contingente (ACC) atualmente em vigor, que vai até 3.890 milhões de euros e dos quais o Novo Banco já consumiu 2.976 milhões de euros, restando 914 milhões de euros.

As outras duas medidas de auxílio em questão, a acionar caso falhem medidas alternativas, são a "tomada pelo FdR [Fundo de Resolução] de dívida subordinada emitida pelo NB, até 400 ME [milhões de euros]", e ainda uma "injeção de capital de retaguarda ('backstop capital') pelo Estado português no NB até ao montante máximo necessário para garantir a sua viabilidade a longo prazo (1,6 mil ME), no cenário adverso da CE". O cenário adverso que implica esse montante foi feito "com base no plano de reestruturação preparado pela Lone Star para demonstrar a viabilidade do NB no final dessa reestruturação", no final de 2021 (Sapo)