fonte: Jornal de Notícias
Um nota (essencial e) de princípio
Eu não defendo o comportamento de muitos privados na saúde, obviamente sem generalizações, não subscrevo a lógica do primado do lucro em detrimento de tudo o resto. Por isso, quando critico a situação do Hospital de Braga isso não implica que defenda o modelo anterior, porque confesso não ponho as mãos no fogo pelos privados que detinham a concessão desde os tempos do governo de Passos e Portas. Que isso fique claro. Acho que os investidores privados se apostarem na saúde, e têm todo o direito a fazê-lo, devem usar os seus recursos e viver com os seus meios próprios, sem andarem a encostar-se ao Estado e a fomentar truques e habilidades para sacarem milhões em nome de uma "falsa saúde para todos", aproveitando-se basicamente da incapacidade do Estado em fazê-lo. Apesar de ter o dever constitucional de assegurar um serviço de saúde eficaz, para todos, em vez de ficar refém de pressões, lobbys e truques destinados encostar a teta milionária da saúde na boca dos privados que olham a saúde como um negócio apetecível e não como algo demasiado sério e sagrado destinado a salvar pessoas (LFM)
Gostem ou não de ouvir a TAP é uma empresa falida ou em vias disso, realidade que está hábil e naturalmente a ser camuflada até que um dia tudo se vai descobrir. Até lá, despedimentos em massa (fala-se de 1600 a 2000 até Março e mais de 800 já despachados...), redução da frota, devolução de aviões, cancelamento de encomendas, redução de serviços e de rotas, prioridade a uma monumental dúvida de cerca de 2 mil milhões de euros (sem, confirmação…), etc. O definhar lento de uma companhia - que vai receber 1.600 mil milhões de euros do Estado, mas que provavelmente vai precisar de outros 1,5 mil milhões ou mais.... - que nunca deveria ter sido entregue, de novo pelo governo de Passos e Portas, de mão-beijada ao oportunismo de uns empresários privados falidos ou sem dinheiro para esta empreitada.
Sem a TAP, mesmo com todos os seus defeitos e virtudes, a Madeira e os madeirenses ficarão a perder. E dessa convicção não desisto! (LFM)
Sinceramente espero muito - e este é o meu
primeiro comentário ao que se passa com o pós-eleições nos Açores e as reações
do PS, regional e nacional, ao acordo parlamentar que afastou os socialistas
açorianos do poder - que os comentadores não cometam com os Açores os mesmos erros
e precipitações que cometeram com as eleições americanas e com Trump em
particular. Tudo a reboque de realidades distorcidas.
Como se constatou, tal como os comentadores
falharam no caso das eleições americanas e os mais de 70 milhões de votos
obtidos pelo perdedor Trump surpreenderam tudo e todos, também nos Açores o que
se passou, depois de conhecidos os resultados eleitorais, não é tão simples
como aparentemente parece, nem tem nada apenas a ver com o Chega e com os
acordos que este partido, frequentemente conotado com da extrema-direita
portuguesa, estabeleceu com outros partidos, concretizando o afastamento dos
socialistas açorianos do poder, apesar de terem sido os vencedores das eleições
regionais açorianas.
Começo por referir dois aspectos que presumo serem essenciais nesta análise.
Nesta altura, já há laboratórios mundiais na fase de testes em seres humanos e, “em breve, surgirá o início da produção [de vacinas] em massa”. Porém, “a procura global ultrapassará em larga medida a capacidade de produção instalada, sendo provável o recurso à subcontratação, junto de outras empresas, de parte do processo de fabrico ou da sua totalidade”. Assim, a Autoridade do Medicamento e de Produtos de Saúde e também a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, encontram-se empenhadas na identificação dos recursos internos existentes para definir a oferta de valor do nosso sector farmacêutico para “o esforço mundial que se avizinha”. Ao mesmo tempo, a rede diplomática nacional faz um levantamento das companhias estrangeiras e dos respetivos planos e calendários de produção “para uma abordagem comercial”.
A RTP prepara-se para viver, nos últimos
meses deste ano e nos primeiros dois ou três meses de 2021, aquilo que podemos
designar de início de um novo ciclo, quer interno, quer em termos de definição
do modelo televisivo e radiofónico para o serviço público.
Uma definição muito importante para evitar
uma constante desvalorização das audiências do serviço público, quando em
comparação com as estações televisivas privadas, também elas em crise.
Este período decisivo para o grupo RTP
começará em final de Novembro - num ano em que o governo de Costa já anunciou
que o valor da contribuição de audiovisual se manterá em 2021 igual ao que foi
atribuído em 2020, cerca de 180 milhões de euros - quando o novo Conselho Geral
Independente (uma descoberta do governo de Passos e Portas e cuja invenção é
imputada ao ex-ministro Poiares Maduro, alegadamente destinada a travar os
apetites governamentais - do poder - de controlo político e editorial da
estação pública de rádio e televisão) definir a sua proposta de estratégia
global para a empresa.
Nessa conformidade, e sem que esteja
definido ainda qual o modelo a adoptar para a eleição ou designação do futuro
Conselho de Administração, parece bastante provável que sejam feitas mudanças e
que Gonçalo Reis, nomeado para o lugar ainda pelo governo de Passos e Portas,
mas que tem sido capaz de sobreviver desde então, com a geringonça I e II,
provavelmente deverá ser substituído na liderança do Conselho de Administração,
cujo responsável pelas finanças precisa de obter luz verde do Ministério das
Finanças.
A empresa tem ainda que definir, num
ambiente de recursos financeiros fortemente limitados, os investimentos a
realizar nos próximos anos e terá que resolver alguns problemas internos
envolvendo grelhas e recursos humanos, nomeadamente a estrutura das diferentes
delegações e Centros Regionais (RAM e RAA), a redução do peso de chefias na
empresa, o papel da RTP no quadro da cooperação com países lusófonos e o
Brasil, a presença da RTP nas comunidades portuguesas no estrangeiro e as
dificuldades que persistem em responder às solicitações de forma eficaz, a
queda de receitas publicitárias, e a resolução de problemas que se arrastam há
anos, como é o caso do dossier dos precários – sem que se saiba quantos são,
dado que é um processo que não envolve todos os candidatos que reclamam a
integração, já que alguns se limitam a prestar serviços à RTP por via de
contratos celebrados com empresas privadas prestadoras de serviços
diferenciados no sector audiovisual - etc.
O Conselho de Opinião, que é uma espécie de
parlamento “composto maioritariamente por membros indicados por associações e
outras entidades representativas dos diferentes setores da opinião pública”,
sem poder de decisão, dado que se limita a emitir pareceres previstos na lei e
a fazer recomendações e promover audições com as estruturas dirigentes da
empresa e as chefias intermedias, também vai sofrer alterações, dado que os
eleitos pela Assembleia da República, depois das eleições legislativas de 2015,
terminam agora o seu mandato. Isso é importante porque a configuração do
parlamento nacional alterou-se entre 2015 e 2019.
A lei (Lei nº 8/2007, de 14 de Fevereiro,
alterada pela Lei nº 8/2011, de 11 de Abril, e Lei nº 39/2014, de 9 de julho)
refere que, para além dos representantes (1) dos parlamentos regionais da
Madeira e dos Açores, a Assembleia da República designa 10 membros eleitos
segundo o método da média mais alta de Hondt.
Já o Conselho Geral Independente, que
desempenha papel decisivo na definição do futuro CA da empresa, tem os seus
membros “escolhidos entre personalidades de reconhecido mérito, assegurando uma
adequada representação geográfica, cultural e de género, com experiência
profissional relevante e indiscutível credibilidade e idoneidade pessoal”. A
lei sublinha ainda que “o Governo e o conselho de opinião indigitam, cada um,
dois membros do conselho geral independente (as novas escolhas foram de Arons
de Carvalho pelo governo e Leonor Beleza eleita pelo COP). Os membros do CGI
“cooptam outros dois membros” que são dados a conhecer à Entidade Reguladora
para a Comunicação Social, que se pronuncia sobre os nomes propostos. No
entanto, segundo a lei, “todos os membros indigitados ou cooptados são
obrigatoriamente ouvidos na Assembleia da República, antes de serem investidos
nas suas funções” (LFM)
Um jornalista açoriano, da velha guarda,
lembrou, a propósito das eleições nos Açores, a importância da televisão
(leia-se RTP-A), quer pelos debates promovidos, quer pelos partidos que deixou
fora desses debates, quer pela cobertura assegurada durante a campanha
eleitoral, no desfecho eleitoral e nas surpresas registadas. Primeiro porque
permitiu que partidos desconhecidos tivessem "desembarcado" nos
Açores - sobretudo os casos do Chega e da Iniciativa Liberal (o ocaso do PCP
resultou essencialmente da excessiva colagem dos comunistas face aos
socialistas, tornando mais convidativo o voto no "original" em
detrimento de qualquer "cópia" de segunda categoria, beneficiando
desde logo, e em minha opinião, o Bloco de Esquerda e o PAN) - chegassem ao
parlamento regional de forma algo surpreendente, mas claramente à custa da
recuperação de abstencionistas e do "roubo" de votos, quer ao CDS
quer ao PS.
Lembro que o Chega elegeu 2 deputados (1
através do círculo de Compensação), graças a 5.260 votos e 5,1%, que o PAN
totalizou 2.004 votos, 1,9% e um mandato (Compensação) e que a Iniciativa
Liberal chegou aos 2.012 votos, obteve um mandato (Compensação) e atingiu os
1,9%. Estamos a falar de partidos que jogaram sobretudo com o aproveitamento
inteligente e selectivo do espaço mediático propiciado pela televisão - acresce
que a pandemia trouxe novas restrições e condicionalismos mais rigorosos, e
nunca antes impostos, a que se junta uma evidente falta de recursos financeiros
e humanos (logística) destes partidos quando comparados com os tradicionais.
O que se passou nos Açores, em grande
medida porque Vasco Cordeiro lhes dava "guita" e palco, fez-me
lembrar, na lógica daquele profissional e comentador açoriano, o que Alberto João Jardim fez na Madeira
depois de 2007, quando "alimentou" tanto o PTP como o PND,
envolvendo-os na discussão política regional de forma mais notória
(particularmente no parlamento e nos média) para que, com isso, retirasse
sobretudo votos e representação parlamentar ao PS-M (se analisarmos os resultados
eleitorais de 2007 e 2011, ambos com AJJ, acabamos por constatar que esse
desiderato foi materializado, também com a "ajuda" e por culpa
própria dos socialistas locais e das apostas eleitorais falhadas). Aliás,
quando AJJ deixou a ribalta política, não deixa de ser curioso - só para os
mais desatentos - que PTP e PND tivessem iniciado um ocaso eleitoral, ambos
ainda no último mandato do ex-líder madeirense.
E nem a abstenção este ano serviu de
pretexto para "justificar" o injustificável por parte dos partidos
açorianos. Recordo ainda que a abstenção nos Açores - 124.993 eleitores _ se
situou nos 54,6% este ano, contra 134.971 eleitores e 59,2% quatro anos antes,
em 2016.
De facto, o peso dos meios de comunicação
social e particularmente da TV na carreira de alguns políticos é imenso.
Marcelo Rebelo de Sousa, que falhou como
líder do PSD, arrastou-se durante anos como comentador de várias televisões
para acabar em 2016 por candidatar-se ao lugar que sempre ambicionou, a
Presidência da República. Contou para o efeito de uma imagem pública construída
enquanto comentador "dono" de espaço de opinião sem contraditório
onde a verdade do agora Presidente imperava como "lei"!
O mesmo aconteceu com Trump que durante anos ambicionou o
envolvimento na corrida presidencial e sonhava a com a Casa Branca - mas julgo
que ele próprio nunca acreditou nessa possibilidade... - mas uma crise de
liderança associada a uma desconfiança dos americanos nos políticos e no
sistema político, bem como uma crise económica e social acentuada, acabaram por
facilitar a ascensão metódica e mediática de Trump que acabou por ser eleito
Presidente dos EUA em 2015, sem ter sido o
candidato mais votado, mas porque soube jogar com o peso dos estados com maior representação no
colégio eleitoral.
Hoje, uma pandemia que deu cabo de todos os
sucessos económicos, ligada a uma instabilidade social no país, ao crescimento
do desemprego e das falências e ao facto de Trump nunca ter sido um pagador de
impostos, apesar dos milhões ganhos (?). E quando tudo isso de conjuga, não há
televisões nem meios de comunicação social que salvem seja quem for.
E podíamos lembrar ainda Costa - que foi
durante anos autarca e comentador televisivo num espaço de partilha de opinião
política com outros dois comentadores, - que foi construindo paulatinamente a
sua imagem pessoal, conjugando a passagem por várias pastas ministeriais (a
proximidade pessoal e política com Sócrates e a forma como afastou Seguro da
liderança do PS depois das europeias de 2014) com esse papel de comentador,
para culminar com a sua ascensão à chefia do governo graças a um acordo, nunca
antes acontecido na política nacional. De facto Costa foi "mestre",
ao convencer PCP e Bloco, a se envolverem, no quadro parlamentar, num acordo de
governação que deixou para trás PSD e CDS que em coligação foram os mais
votados, ganhando as eleições legislativas de 2015, sem terem alcançado os
mandatos suficientes para governarem.
O que hoje temos nos Açores, pelo menos na
altura em que escrevo este texto, é uma estranha tentativa de construção de uma
geringonça de direita – PSD, CDS, PPM, IL, PAN e Chega – liderada pelos
social-democratas (que perderam as eleições regionais) para fazerem nos Açores
ao PS, o mesmo que o POS de Costa em 2015 fez em Lisboa, na Assembleia da
República, ao PSD e CDS coligados. O problema é que essa coligação não depende de 3 partidos e é mais do que
evidente que uma das forças necessárias a essa maioria absoluta parlamentar,
capaz de afastar o PS-Açores do poder,
não garante qualquer estabilidade nem
sequer o cumprimento rigoroso do que for acordado, Falo do Chega e sobretudo do
Ventura, uma descoberta de Passos Coelho (que o PASD nunca levou muito a sério)
e que se foi radicalizando desde 2013 até hoje. E por causa disso lamento o que
ali se passa, porque a confirmação de uma caranguejola, como alguém um dia se
referiu a este tipo de acordo de direita, será sempre sinal de instabilidade e
de incerteza quanto ao futuro dos Açores num tempo de pandemia e de
dificuldades que não se compadece com brincadeiras de gente idiota, de líderes
sem categoria e sem classe, de ausência
de regras democráticas, independentemente de tudo o que outros tenham feito e do precedente aberto.
O PSD pode chegar ao poder nos Açores sem
ter ganho eleições, depois de décadas de frustrante travessia do deserto, por
culpa própria, graças a sucessivas escolhas falhadas, a um discurso que não
marcou nenhuma diferente. O actual líder social-democrata, e vice de Rio,
travou em 2020 esse definhar do PSD-Açores, mas apesar de ter mudado o discurso
e de ter alguma credibilidade – curiosamente outro autarca saído de Ponta
Delgada… - não foi ainda suficiente para a legitimação democrática do voto
maioritário na urna. E por causa disso, acho lamentável que o assalto ao poder
se prepare, mesmo sem saber se o PS-Açores, como deve acontecer, seja convidado
a formar governo e que se apresente perante o parlamento regional, sem que ninguém saiba ao certo o
que partidos pequenos fundamentais neste novo xadrez parlamentares açorianos –
casos do PAN e da Iniciativa Liberal, farão nesse quadro.
A demonstração final da incompetência, da
fome de poder, da forma pateticamente artesanal como o PSD-Açores lidera este
processo, foi o anedótico anuncio de um acordo de governo feito por PSD, CDS e
PPM, deixando de fora os pequenos partidos potenciais aliados destas palhaçada
– Chega, PAN e IL - sem os quais a diferença entre o PS com 25 deputados e os
26 do PSD-CDS-PPM é nenhuma. Recordo que num parlamento com 57 mandatos a maioria
absoluta exige 29 mandatos no mínimo
Cenários possíveis para os Açores
a) Governo liderado pelo PS (25) apoiado no
parlamento pelo Bloco (2 deputados) e com a abstenção do PAN (1) e do
Iniciativa Liberal (1) com um potencial de 27 votos a favor, 2 abstenções.
Contra estariam os 26 votos contra do PSD(21)-CDS(3)-PPM(2) deixando os 2
mandatos do Chega a decidir: se fossem contra, isso obrigaria o PAN e a
Iniciativa Liberal a votarem a favor do PS, se fossem de abstenção os
socialistas precisariam apenas dos seus votos e dos votos do Bloco;
b) PSD, CDS, PPM, PAN, Iniciativa e Chega –
30 votos impedem o PS de formar governo nos Açores, neste caso de nada valendo
os votos do PS e do Bloco juntos (27).
O essencial é ter presente esta
contabilidade parlamentar:
- Composição da Assembleia, 57 deputados
- Maioria absoluta; 29 deputados
- PS (25 deputados)
- PSD (21), mais CDS (3) mais PPM (2), 26
deputados
- Outros protagonistas: Bloco (2
deputados), Chega (2 deputados), PAN (1 deputado) e Iniciativa Liberal (1
deputado). O PCP perdeu representação.
Os resultados oficiais foram publicados hoje, 4ª feira (4.11.2020) no Diário da República pelo que o Representante da República deverá iniciar imediatamente a ronda pelos partidos para perceber o que deve fazer. (LFM)
Carreño fue detenido en el
contexto de la fuga de Leopoldo López desde la residencia de la Embajada de
España en Caracas el pasado sábado, circunstancia que ha hecho enojar al
Gobierno de Nicolás Maduro. Después de la fuga de López, la policía política
venezolana ha estado sometiendo a interrogatorios a los trabajadores
venezolanos de la Embajada de España en Caracas para obtener información.
Diosdado Cabello, número dos del chavismo, ha criticado la presunta complicidad
del embajador español en Caracas, Jesús Silva, en su salida del país.
Militante de Voluntad Popular desde su creación, en
2009, Carreño fue abandonando
progresivamente su perfil público como periodista televisivo y presentador de
eventos vinculados al mundo del espectáculo
para irse involucrando en la actividad de la formación y el compromiso
político. Particularmente, a partir de 2014,
el momento de la llegada de Maduro al poder, mientras la quiebra del
país y el fin de la democracia se hicieron ostensibles para muchas personas.
Carreño ha asumido importantes
responsabilidades y ha desarrollado una cercanía especial con el entorno
familiar de López, del cual se había convertido en un estrecho colaborador
durante los últimos años. Junto a él, figuran también como desaparecidos los
jóvenes Elías Rodríguez y Yeferson Sarcos, también militantes de Voluntad
Popular. Casi al mismo tiempo que Carreño, el Sebin detuvo también a Nathaly
Sifontes, cuñada de Diana López, hermana de Leopoldo con el objeto de responder
a un interrogatorio. Sifontes fue citada a declarar a la cárcel de El
Helicoide, y fue liberada finalmente varias horas después (El Pais)
Faz-me
uma enorme confusão esta perseguição constante aos feirantes, impondo-lhes a
obrigatoriedade de encerramento dos
espaços utilizados e impedindo-os de exercer a sua actividade, sempre
que são adoptadas medias restritivas da mobilidade dos cidadãos. Sou pouco
tolerante, para não dizer nada tolerante, para com todos os abusos e a
libertinagem selvagem que em tempos de pandemia e de restrições sanitárias -
que existem e que são tomadas a pensar na defesa de todos nós e no interessa de
uma sociedade que tem que combater esta pandemia com determinação - são uma
ameaça para os demais cidadãos.
Mas
não entendo como é que os feirantes - por que não controlam os espaços deles em
termos de limpeza e aplicação de rigorosas medidas sanitárias e defesa
colectiva? por que não controlam os acessos, limitando a presença de pessoas,
evitando assim grandes acumulações excessivas como na F1 ou naquela cena
patética das ondas na Nazaré? por que não reduzem horários de funcionamento,
caso queiram, e colocam a fiscalização municipal ou mesmo policial no local?
por que não reduzem o número de espaços de venda a funcionar impondo, caso seja
necessário, uma rotatividade entre os feirantes? - são uma ameaça. Por serem
ciganos, muitos deles? Por serem pessoas simples e de fracos recursos? Por
obedecerem, por natureza, às instruções que lhes são impostas?
E as
tascas abertas pela noite fora provocando o ajuntamento de centenas ou mais de
pessoas nos copos, ou as discotecas com lotação hiper-cheia e sem cumprimento
de regras sanitárias (e que parecem estar a pedir novo encerramento unilateral,
mesmo que elas consigam fugir à fiscalização policial, sanitária e económica),
ou os centros comerciais que são espaços fechados (ao contrário das feiras) não
são uma ameaça para a saude pública, em termos pandémicos, mas os feirantes
são? Não entendo e estou solidário, 100% com eles, com os seus protestos,
repito, desde que cumpram as regras impostas pelas autoridades de saúde e
autárquicas e tenham a consciência das suas obrigações perante o momento que
vivemos. Ao poder só se pede que sejam coerentes e respeitem essa gente. E não
apliquem medidas diferentes para situações iguais, tratando uns e outros de
forma diferenciada. Assim não (notícia aqui) (LFM)
A
popularidade do atual presidente ao longo de sucessivos barómetros, incluindo o
que publicámos no fim de semana (60% de avaliações positivas) fazia prever uma
vitória folgada. E a explicação é sempre a mesma: Marcelo tem no bolso os
eleitores socialistas. No caso desta sondagem, dois terços (66%) anunciam que
lhe entregarão o voto em janeiro de 2021. A eurodeputada socialista só consegue
captar, nesta altura, pouco mais de um quinto (22%) dos que votam no PS.
Imitar
Eanes e Soares
Se o
atual inquilino de Belém mantiver o fôlego, tem ao seu alcance um resultado ao
nível de Ramalho Eanes (61%), nas primeiras presidenciais do período
democrático, em 1976. Os 70% de Mário Soares, em 1991, parecem mais difíceis. A
comparação faz sentido, mesmo com tantas décadas de intervalo. Tal como agora,
o chamado bloco central (PS + PSD) confluiu para o mesmo candidato. No caso de
Eanes, o apoio foi explícito. No de Soares, o PSD liderado por Cavaco deu apoio
tácito. Marcelo, por sua vez, pode contar com apoio tácito do PS de Costa.
Apesar de usufruir de um apoio transversal, há segmentos que se destacam. As áreas metropolitanas, em particular a de Lisboa, são o terreno mais fértil para Marcelo, bem como os eleitores no fundo da escala de rendimentos e as mulheres (mais 13 pontos percentuais que os homens). Finalmente, atinge o pico entre a faixa etária mais jovem (18/34 anos), para perder gás à medida que os eleitores envelhecem.
Os resultados da sondagem de outubro permitem vários ângulos de análise. E manda a tradição que se olhe com mais atenção, primeiro, para os que estão no topo. Mas talvez valha a pena começar de baixo para cima. Porque se confirma uma tendência que, a repetir-se em eleições, anuncia mudanças significativas do quadro parlamentar: são os novos partidos os que mais crescem.
Itália
Sardenha,
9.830 casos, 234 mortos
Sicilia,
22.853 casos, 518 mortos
Espanha
Canárias,17.263
casos, 282 mortos
Baleares,18.361
casos, 366 mortos
Portugal
Açores,
388 casos, 15 mortos
Madeira,
455 casos, 1 morto
Acham,
por exemplo, exemplar e aceitável que um organismo desta natureza tenha um
conselho regulador - composto por um presidente, por um vice-presidente e por
três vogais - relaticamente ao qual a Assembleia da República designa quatro
dos seus membros do conselho regulador, por resolução e que estes, depois,
República cooptem o quinto membro do referido conselho regulador? (LFM)
A crise no sector é dura, ainda nem sequer acabou, começou muito
antes da pandemia, foi desvalorizada, diria mesmo deliberadamente ignorada - há
muitos outros casos por enquanto muito bem camuflados, até um dia em que a
"tampa salta"... - pelo que espremido o Sindicato nada vai conseguir
nada de útil. Tanto mais que este grupo de comunicação social há muito que está em dificuldade. Quanto à
realidade basta ver a "depuração" havida nas redações, a precariedade
salarial e laboral, a falta de estabilidade profissional, a manipulação, o
condicionamento de muitos meios de comunicação social, frequentemente
denunciado, e atribuído a factores exógenos que não controlam (e que não
são relacionados apenas com a política, bem pelo contrário...).
Hoje a comunicação social é cada vez
mais apenas e sõ comunicação televisiva. Mas a realidade é que até as empresas
de televisão em Portugal estão no vermelho, sem receitas, com encargos
financeiros significativos, etc, etc. Uma realidade que a pandemia agravou e
que nem a "esmola" do governo de Costa de 15 milhões de euros em
publicidade comprada antecipadamente - decisão que depois mergulhou na habitual
teia burocrática do costume, que nada concretiza, apenas adia - resolveu. Por
isso, duvido que esta intenção de despedimentos - que temo vá continuar com
outras empresas - possa ser travada com meros comunicados sindicais. E comunicação
social não são apenas os meios de comunicação social ditos de expressão
nacional (que já não existe mais). Há a comunicação social regional cujos
problemas são bem maiores e se multiplicam não sei quantas vezes (LFM)