domingo, outubro 23, 2022

Madeira afectada? Cientistas descobrem como principal corrente do Atlântico pode colapsar e agravar alterações climáticas


A corrente termoalina meridional do Atlântico, ou AMOC, na sigla em inglês, é um sistema de correntes oceânicas que transporta água quente dos trópicos até ao Atlântico Norte e, no sentido contrário, leva água fria do hemisfério norte para o sul. Por isso, de acordo com os cientistas, é “um mecanismo fundamental da regulação do clima da Terra”. No entanto, um estudo publicado na revista ‘Nature’, desenvolvido por cientistas da Alemanha e um paleoclimatologista brasileiro da Universidade de São Paulo, revela que a AMOC já colapsou no passado, “devido a fatores naturais”, e que esse fenómeno teve um papel central no fim da última Idade do Gelo. Cristiano Mazur Chiessi, um dos autores do artigo e professor da Universidade de São Paulo, explica que a análise de “sedimentos marinhos recolhidos entre o Canadá e a Gronelândia permitiram descobrir que, no passado, os glaciares que cobriam os territórios que agora correspondem ao Canadá e ao norte dos Estados Unidos libertaram quantidades colossais de icebergues no Atlântico, devido ao aquecimento da superfície do oceano nessa região”.

Bancos pedem 1.372 milhões de euros em créditos fiscais e fisco já pagou 397 milhões

O Estado recebeu pedidos para conversão de 1.372 milhões de euros em créditos fiscais e já reembolsou 397 milhões, dos quais 380,6 milhões ao Novo Banco, segundo o relatório sobre impostos diferidos enviado ao parlamento. De acordo com o relatório semestral sobre o Regime Especial aplicável aos Ativos por Impostos Diferidos (REAID), enviado à Comissão de Orçamento e Finanças (COF), até ao final do primeiro semestre deste ano sete instituições de crédito fizeram 29 pedidos de conversão de ativos por impostos diferidos em crédito tributário no montante global de cerca de 1.372 milhões de euros.

Desse total, a Autoridade Tributária concluiu a apreciação de 21 pedidos, que totalizam 1.131 milhões de euros (incluindo dois que foram objeto de indeferimento), tendo confirmado o montante de 956 milhões de euros. Do montante confirmado, reembolsou cinco bancos: Haitong Bank, Banco Efisa, Banif — Banco de Investimento, Bison Bank e Novo Banco. Do valor reembolsado, a maior fatia foi para o Novo Banco, cifrando-se em cerca de 380,6 milhões de euros.

Em dezembro de 2017 foram pagos ao Novo Banco cerca de 153,6 milhões de euros (referente ao ano fiscal de 2015), em dezembro de 2018, mais quase 99,5 milhões de euros (referente ao ano fiscal de 2016), e em dezembro de 2020, cerca de 127,6 milhões de euros (referente ao ano fiscal de 2017).

Sindicato de tripulantes da TAP convoca assembleia geral com “urgência” e admite recorrer à greve

SNPVAC vai reunir os associados para debater a proposta de Acordo de Empresa enviada pela TAP, que considera "inenarrável". Não descarta o recurso à greve. OSindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) avançou hoje com um pedido de marcação de uma assembleia geral, com “caráter de urgência”, para debater a proposta de Acordo de Empresa feita pela TAP, que os tripulantes consideram “inenarrável”. Ao que o ECO apurou, a reunião com os associados deverá acontecer no dia 3 de novembro.

Na convocatória enviada aos associados o SNPVAC critica “os sistemáticos atropelos ao Acordo de Empresa (AE) em vigor e ao Acordo Temporário de Emergência (ATE), a somar à falta de respeito que a TAP tem vindo a ter perante os tripulantes”. Menciona também as “questionáveis decisões de gestão que acabam por ter um impacto direto e indireto nas nossas vidas”, que culmiraram “mais recentemente com a denúncia do Acordo de Empresa em vigor, acompanhado de uma proposta de AE inenarrável”, acrescenta.

Nota: A Madeira, a TAP e o Palácio de São Lourenço....

Consultado o site da ANA - partidas em tempo real do Aeroporto de Lisboa, hoje 23 de Outubro de 2022 - podemos constatar o seguinte panorama envolvendo a TAP, praticamente a única companhia com cancelamentos de voos a partir de Lisboa, apesar de haver muitas companhias aéreas estrangeiras a registarem atrasos nas partidas, mas não cancelamentos:

06:55 - TP 8642       Venice, Marco Polo         TAP, Cancelado

07:25 - TP 8345       Rome, Fiumicino             TAP, Cancelado

08:20 - TP 4881       Nice                                 TAP, Cancelado

08:55 - TP 10942     Valencia                          TAP, Cancelado

11:00 - TP 15572     São Vicente                     TAP, Cancelado

12:50 - TP 7641       Oslo                                 TAP, Cancelado

13:05 - TP 11023     Sevilla                              TAP, Cancelado

13:25 - TP 16955     Madeira                           TAP PORTUGAL, partiu às 14:47

13:05 - TP 11023     Sevilla                              TAP, Cancelado

13:35 - TP 9268       Zurich                              TAP, Cancelado

14:15 - TP 8621       Venice, Marco Polo         TAP, Cancelado

14:30 - TP 12462     Prague                             TAP,  Cancelado

14:45 - TP 57610     Frankfurt                         TAP, Cancelado

15:15 - TP 496         Toulouse, Blagnac           TAP, Cancelado

15:30 - TP 8426       Rome, Fiumicino             TAP, Cancelado

15:30 - TP 4322       Paris, Orly                       TAP, Cancelado

15:55 - TP 8246       Milan, Malpensa              TAP, Cancelado

16:50 - TP 16877     Madeira                           TAP, Cancelado

19:00 - TP 10144     Madrid                             TAP, Cancelado

22:20 - TP 11042     Sevilla                              TAP, Cancelado

Uma sugestão (?) ao Representante…

O Representante da República na Madeira, em vez de reforçar, pela inércia, e perante a opinião pública a inatacável e reconhecida inutilidade de um cargo que já deveria ter acabado há muito tempo (dado que não passa hoje de uma mera placa giratória para tachos protagonizados por pessoas que, por motivos que não vou repetir, deveriam ter a integridade pessoal de abdicarem pelos seus próprios meios), já devia ter tomado a iniciativa de reclamar junto de Marcelo Rebelo de Sousa - outro.... - a denuncia desta situação da TAP que recorrentemente penaliza a Madeira, penaliza sobretudo os residentes que ainda fazem o esforço de utilizar a low-cost TAP - há dúvidas quanto a isso?! - pelos constantes e recorrentes cancelamentos, adiamentos, etc, sobretudo aos fins-de-semana.

Isto obviamente independentemente da obrigação do Governo Regional da Madeira - mas duvido que sejas ouvido... - continuar a pressionar Lisboa, caso queira, para intervir nesta situação e para exigir a imediata normalização do serviço prestado por uma companhia aérea que parece estar a definhar perante o alheamento generalizado da tutela e de quem tem espaço mediático para abordar o tema, caso queira - nem sempre o faz.

Idiotices constantes

Há dias, em Lisboa foi um cancelamento de um voo para o Funchal porque faltava um elemento da cabine (2º piloto).

Depois foi o caso de um cancelamento para o Funchal porque as refeições não tinham sido colocadas a bordo e não havia, e naquela hora da noite, não havia ninguém para remediar a palhaçada, etc.

Depois há aqueles casos - e ainda hoje voltou a acontecer... - de termos pessoas ou demasiado jovens ou demasiado idosas, colocadas nos lugares junto às saídas de emergência, contrariando as regras essenciais de segurança na aviação comercial e no que a este item em concreto diz respeito. Ninguém liga patavina às asneiradas.

Depois o caricato de, graças a um milagre, alguém ter contactado telefonicamente as operações da TAP e do outro lado uma brasileira - estranhamente são sempre brasileiros, sem ofensa para eles, a atenderem do outro (o que não deixa de ser estranho numa companhia low-cost supostamente ainda de bandeira portuguesa...) - a garantir a mudança de um voo cancelado, repito, de um voo cancelado (logo o check-in feito antecipadamente também foi automaticamente cancelado....) para outro voo a realizar posteriormente. Mas graças a uma criminosa incompetência o recado que não podia confirmar essa alteração, sem que o passageiro em causa anulasse o tal check-in antes efectuado, que automaticamente estava cancelado por decorrência do cancelamento do voo em causa (!!!!). Uma situação que motivou o riso sarcástico dos funcionários no balcão de atendimento da TAP no aeroporto de Lisboa, quando souberam desta cena…

É por tudo isto que eu acho que o senhor Representante na RAM, devia manter junto do Presidente da República - que o nomeia, e que fala de tanta coisa, todos os dias - uma atitude pressionante de denúncia destes casos na low-cost de bandeira portuguesa, por que a TAP é uma companhia pública que desde a reversão da privatização realizada pela calada da noite pelo governo de Passos, Portas e a Troika, já nos levou a todos mais de 6 mil milhões de euros. E não se importe com idiotices protocolares ou preciosismos constitucionais ridículos, por que se for para falarmos de competências de quem sobre o quê, então recordo que todos os dias vemos e ouvimos Marcelo perorar sobre matérias que não são da sua competência, sim do poder executivo, sem que ninguém se importe com isso, provavelmente porque já ninguém leva a sério um Presidente transformado numa espécie de papagaio, que fala todos os dias de tudo, e que mete umas asneiradas a meio, como aconteceu recentemente com as bocas tontas sobre os casos de pedofilia na Igreja ou a tontice ainda maior e absurdo lambebotismo marcelista a Passos Coelho, usando abusivamente os “pensamento” dos portugueses para "legitimar" o ridículo embuste presidencial.

O que é que se pede à TAP? Respeito, respeito pelos madeirenses e pela Madeira. E qualidade no serviço prestado a uma região insular para quem as ligações aéreas - apesar das alternativas à low-cost TAP já existentes - são essenciais. Qualidade e estabilidade que, salvo situações excepcionais compreensíveis, não é compatível com cancelamentos e adiamentos recorrentes, sobretudo ao fim-de-semana (LFM)

sábado, outubro 01, 2022

Sondagem: Costa e o Governo afundam-se, Marcelo continua em perda



Pensionistas juntam-se ao castigo ao primeiro-ministro e contribuem para uma segunda avaliação negativa consecutiva na sondagem no barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. Presidente da República tem saldo muito positivo, mas é o mais baixo desde julho de 2020. O ambiente político está a degradar-se e todos pagam uma parte da fatura: António Costa desde logo, mas também Marcelo Rebelo de Sousa. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, o primeiro-ministro e o seu Governo afundam-se na avaliação dos portugueses. O presidente da República continua com saldo positivo (24 pontos), mas está em queda desde dezembro do ano passado. Foi há seis meses que o Governo tomou posse. Mas o estado de graça do primeiro-ministro durou pouco. Com a maioria absoluta não veio, como se previa, a estabilidade política. O barómetro de julho já assinalava uma situação muito rara: António Costa registava um saldo negativo na avaliação dos portugueses (dois pontos). Chegados a outubro, os resultados mostram uma situação inédita: duas avaliações seguidas em terreno negativo e o pior resultado de sempre do primeiro-ministro (oito pontos de saldo negativo) desde que se iniciou esta série de barómetros, em julho de 2020.

Mais velhos castigam Costa

Os sucessivos casos e as controvérsias com ministros contribuíram para a degradação, mas talvez seja a crise económica e, em particular, o aumento do custo de vida que dão o empurrão final. Quando se analisam as avaliações ao líder do Governo entre os diferentes segmentos em que se divide a amostra, há uma alteração fundamental face a barómetros anteriores: os inquiridos com 65 ou mais anos, os que lhe garantiam sempre mais aplausos, deixaram de lhe dar o benefício da dúvida e o saldo é, agora, negativo (nove pontos). Um reflexo do desagrado com a solução para as pensões, como demonstram os resultados da sondagem que divulgamos na sexta-feira: cerca de 70% dos inquiridos das duas faixas etárias mais velhas consideram que a "meia pensão" é uma medida negativa que penaliza as pensões futuras.

Sondagem: Montenegro apanha mas não ultrapassa Ventura

 

Ao líder do PSD ainda falta convencer mais votantes do seu próprio partido para conseguir ser "eleito" principal figura da Oposição. No mais recente barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF está empatado com o líder do Chega. Ainda não foi desta que André Ventura perdeu a "corrida" a principal figura da Oposição. Mas o líder do Chega já tem Luís Montenegro a par, mesmo que o presidente do PSD não tenha lugar no Parlamento, o que provavelmente o prejudica em termos mediáticos. Têm ambos 30 pontos e estão muito longe de todos os restantes líderes partidários, de acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Foi em maio passado que Luís Montenegro foi eleito presidente do PSD. E foi em julho que o congresso lhe deu todas as ferramentas de liderança. No barómetro desse mês, não conseguiu mais do que 19% na "eleição" para principal figura de Oposição. Mas, o verão passou e o social-democrata não só conquistou mais apoios, como cresceu à custa do líder da direita radical.

Sondagem: Almirante é o preferido para Belém, mas Costa lidera à esquerda

 

À direita, Marques Mendes tem melhor posição do que Passos. E André Ventura está acima de Paulo Portas. Carlos César aconselhou cautela e avisou o PS para não “pôr o carro à frente dos bois”, mas a verdade é que as eleições presidenciais já entraram no debate político e há uma figura que tem lugar cativo nesse debate: Henrique Gouveia e Melo, atual almirante-chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) e ex-responsável pela campanha de vacinação. O almirante é o preferido dos inquiridos, com o seu nome a liderar a lista dos mais prováveis, logo seguido de António Costa. Esta posição, contudo, pode ser ainda muito ditada pelas circunstâncias (ver texto abaixo). Quando as respostas analisadas são sobretudo de eleitores de esquerda há uma troca de posições e é António Costa a liderar a probabilidade de voto numa eleição presidencial. O primeiro-ministro surge, assim, muito mais bem posicionado do que o nome socialista que tem sido mais falado para essas eleições: Augusto Santos Silva, presidente do Parlamento, que já admitiu ser candidato em 2026. Seja entre o eleitorado de esquerda, seja nos inquiridos em geral, Santos Silva é o terceiro nome do PS, atrás do primeiro-ministro e de Ana Gomes, que foi candidata em 2021 e ficou em segundo lugar.

Sondagem: Portugueses chumbam pacote de apoio às famílias

 

Quase 70% dos que estão nas duas faixas etárias mais velhas criticam Governo. Dois terços dos inquiridos trocavam a entrega de dinheiro por redução no IRS. A avaliação dos portugueses ao pacote "Famílias Primeiro" é profundamente negativa. A medida que gera mais críticas, de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, é a dos pensionistas: 61% chumbam a solução do Governo, uma vez que penalizará as pensões no futuro. No que diz respeito aos apoios monetários aos trabalhadores (125 euros) e aos seus filhos (50 euros), também não há dúvidas: dois terços dos portugueses (67%) trocavam esse subsídio único por uma redução das taxas de IRS. O Governo promoveu o adiantamento de "meia pensão" como um apoio excecional. É o que ainda hoje está escrito na sua página oficial. A Oposição em peso argumentou que não se tratava de um apoio, mas de um "truque", através do qual se impedia uma atualização definitiva das pensões de acordo com o valor da inflação deste ano, como prevê a lei, aliás desenhada pelos socialistas. Venceu esta última tese. Apenas uma pequena minoria (23%) classifica a medida como positiva.

O sentimento é marcadamente negativo em todos os segmentos em que se divide a amostra, incluindo entre quem votou no PS nas eleições de janeiro (52%). Mas é quando se analisam os resultados por faixa etária que se percebe onde há maior preocupação: os dois escalões mais velhos (55 a 64 anos, que estão a chegar à idade da reforma; e 65 ou mais anos, que já lá estão) são os mais insatisfeitos: a avaliação negativa aproxima-se dos 70 pontos percentuais. Acresce que, numa segunda pergunta, uma maioria dos inquiridos (45%) acrescenta que o apoio do Governo é inferior ao esperado.

Médicos de Saúde Pública indignados com fim da situação de alerta

 

Os médicos de Saúde Pública estão indignados com o fim da situação de alerta e acusam o Governo de abrir uma Caixa de Pandora numa altura em que já começou a nova vaga de Covid-19. Avisam que a decisão implica o fim dos testes gratuitos, das baixas a 100% e até do isolamento de infetados.

Biden avisa Putin que a NATO defenderá "cada centímetro" do seu território

 

O presidente norte-americano reiterou que os EUA não vão reconhecer a anexação das quatro regiões ucranianas e alertou Vladimir Putin que a NATO defenderá "cada centímetro do seu território". Joe Biden disse ainda que as ações de Putin mostram que Moscovo "está com dificuldades" na batalha.

Binter suspendeu a venda de viagens para o Porto Santo

 

A companhia aérea Binter suspendeu a venda de viagens da rota Madeira-Porto Santo a partir de 24 de outubro. O governo regional está a desenvolver esforços para que o governo português prorrogue de forma rápida o contrato de concessão da linha aérea Madeira - Porto Santo.

Cinquenta novas empresas entraram para o CINM nos últimos três anos

 

Roy Garibaldi, presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, fala da boa saúde do Centro Internacional. No trimestre em referência, o saldo entre sociedades constituídas e dissolvidas na RAM foi positivo, tendo sido criadas 346 novas sociedades. Foram criadas 346 novas sociedades na Região Autónoma da Madeira no segundo semestre de 2022, um valor maior ao número de dissoluções, registando-se em 142 sociedades. Analisando os dados, chegamos à conclusão que o saldo entre sociedades constituídas e dissolvidas na RAM foi positivo em 204 sociedades. Um dado que pressupõe algumas melhorias tendo em conta o estado atual da economia global. No sector da agricultura, a comercialização de banana na primeira venda, no 2.º trimestre de 2022, registou uma variação positiva face a idêntico trimestre do ano anterior (+16,2%), o mesmo sucedendo com o abate de frango (+12,4%) e com a produção de ovos (+21,1%). Ainda no sector primário, o valor da pesca descarregada registou uma diminuição de 13,4%, em termos homólogos, explicada pelo comportamento das capturas de atum e similares, que caíram 25,5%. No domínio da energia, é de referir que a emissão de eletricidade (cuja evolução consiste na melhor aproximação à variação da produção/consumo que está disponível em termos infra-anuais) aumentou 10,6% em termos homólogos, no trimestre em análise. Na construção, a comercialização de cimento (primeira venda) registou, no 2.º trimestre de 2022, um acréscimo de 9,2% face ao mesmo período do ano passado (Lusa)

Inflação em Portugal atingiu o valor mais alto desde há 30 anos

 

A taxa de inflação atingiu em Setembro os 9,3 por cento, o valor mais alto desde outubro de 1992 e a apenas 7 décimos dos dois dígitos. A escalada dos preços começou no verão do ano passado e acentuou-se com o início da guerra na Ucrânia. Depois de durante alguns meses de 2021 a inflação ter estado próxima de zero, em setembro estava já em 1 e meio por cento e continuou a crescer até ultrapassar os 3 por cento em Janeiro, portanto antes da guerra. Em maio, já com a guerra, a inflação chegou aos 8 por cento e e em Julho superou os 9 por cento. Depois de um ligeiro alívio em Agosto, agora chegou aos 9,3 por cento. Na base deste valor está o agravamento de mais de 22 por cento nos preços da energia e de quase 17 por cento na alimentação.

Subida das taxas de juro encarece prestação em compra de casas

 

Os contratos de crédito à habitação que forem revistos em Outubro vão ter um forte agravamento das prestações. Nalguns casos o aumento pode chegar a 200 euros. Tudo por causa das subidas da taxa de juro decididas pelo Banco Central Europeu.

Há ou não esquadras chinesas informais em Portugal? O Expresso esteve nas três moradas e na Madeira descobriu uma associação fantasma



A ONG Safeguard Defenders apontou moradas em Lisboa, no Porto e na Madeira onde alegadamente estariam essas esquadras informais. Todos os cidadãos chineses contactados negam ligações a atividades ilícitas. Mas houve uma incongruência que ficou por explicar. A Associação de Comunidade Fuzhou Shiyi Portugal é uma das instituições identificadas pela Safeguard Defenders - ONG que luta pelos direitos humanos na China - como sendo uma esquadra ilegal de chineses para deter e expulsar de Portugal pessoas que o regime entende que devem ser julgadas naquele país. Esta associação tem número de contribuinte e, no registo de pessoas coletivas, apresenta-se como uma organização com fins culturais e recreativos. E, embora tenha sido criada em 2019, na Ribeira Brava, na ilha da Madeira, onde tem a sede, ninguém lhe conhece atividade ou sabe quem são os dirigentes ou associados. Nem sequer os serviços municipais. A autarquia, dirigida por Ricardo Nascimento, garante que não tem qualquer informação e que, até ao momento do contacto do Expresso, desconhecia “a sua existência, presença ou atividade no concelho”. Na verdade, foi “surpreendida com a informação”.

Conheça as cinco regiões da Ucrânia anexadas pela Rússia desde 2014

 

Saiba mais sobre essas áreas ocupadas, as quais representam 19,4% do território ucraniano, incluindo os 11,9% invadidos desde a ofensiva russa lançada a 24 de fevereiro, conforme estimativas do "think tank" americano Institute for the Study of War (ISW).

Lugansk e Donetsk

Estas duas regiões de maioria russófona formam o Donbass, a bacia industrial da Ucrânia. Entre 2014 e 2022, um conflito nessa região opôs separatistas leais a Moscovo e forças ucranianas. Em fevereiro de 2022, porém, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência dos separatistas e justificou a invasão da Ucrânia pela necessidade de salvar as populações de língua russa de um suposto genocídio. Antes da guerra, a região de Lugansk tinha 2,1 milhões de habitantes. Faz fronteira com a Rússia por três lados e, segundo a ISW, mais de 99% de seu território está sob controlo de Moscovo desde a ofensiva. Das quatro regiões onde os referendos foram organizados nos últimos dias, Lugansk é a que se encontra mais controlada pela Rússia, mas à custa de pesadas perdas militares.

Como os Estados Unidos estão a exportar a inflação para outros países, incluindo Portugal

Escalada do dólar faz com que muitos produtos - como alimentos e combustíveis - fiquem muito mais caros. Mas não é a única consequências para outros países, incluindo os europeus, como Portugal. A Reserva Federal dos Estados Unidos está focada no controlo dos aumentos de preços. Mas países a milhares de quilómetros de distância estão a cambalear na sua dura campanha para estrangular a inflação, com os seus bancos centrais a serem forçados a aumentar as taxas de juro cada vez mais depressa, e com a valorização do dólar a afundar o valor das suas moedas. “Estamos a ver a Fed [banco central dos EUA] ser tão agressiva como tem sido desde o início dos anos 80. Eles estão dispostos a tolerar um desemprego mais elevado e uma recessão”, diz Chris Turner, chefe global dos mercados do banco ING. “Isso não é bom para o crescimento internacional”. A decisão da Reserva Federal de aumentar as taxas em 0,75 pontos percentuais em três reuniões consecutivas, ao mesmo tempo que sinaliza que mais subidas estão a caminho, levou os seus homólogos em todo o mundo a tornarem-se também mais duros. Se ficarem muito atrás da Reserva Federal, os investidores poderão retirar dinheiro dos seus mercados financeiros, causando graves perturbações. Os bancos centrais na Suíça, Reino Unido, Noruega, Indonésia, África do Sul, Taiwan, Nigéria e Filipinas seguiram a Fed no aumento das taxas na última semana.

Corrida a Belém: Gouveia e Melo leva vantagem sobre os políticos e ganha à direita. Mas Costa domina na esquerda



Ainda faltam quatro anos para eleições presidenciais e muita água há para correr sob a ponte, mas o tiro de partida ‘oficioso’ já soou e já se começam a fazer ‘apostas’. De acordo com uma sondagem divulgada esta sexta-feira pelo ‘Expresso’, o almirante-chefe Henrique Gouveia e Melo, do Estado-Maior da Armada e que esteve à frente da campanha de vacinação contra a Covid-19, lidera nas intenções de votos, caso venha a concorrer. Apesar de colher votos à esquerda, é na direita que tem maior apoio. No encalço segue-lhe António Costa, atual Primeiro-ministro, que junto dos eleitores da esquerda é apontado como o mais provável de suceder da Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. Dessa forma, fica à frente de Augusto Santos Silva, atual presidente da Assembleia da República e que tem sido visto como o candidato socialista que concorrerá à Presidência em 2026, depois de o próprio já ter confirmado essa intenção. Ainda assim, apesar da disponibilidade, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros fica em terceiro lugar entre os possíveis candidatos socialistas, depois de Costa e também de Ana Gomes, que nas eleições de 2021 ficou em segundo lugar. À direita, depois de Gouveia e Melo, Pedro Passos Coelho surge como o segundo nome mais apontado como o próximo Presidente da República, seguido por Luís Marques Mendes. Assim, o top 5 daqueles que hoje são entendidos como os nomes mais fortes para concorrer a Belém são, por ordem decrescente de preferência, Gouveia e Melo, António Costa, Luís Marques Mendes, Ana Gomes e Augusto Santos Silva.

Seis meses de (des)governo, 10 casos e tudo depende de Costa

O Governo tomou posse no dia 30 de março e seis meses depois são muitos os casos a fragilizar a sua ação política. "É um governo formalmente novo, mas politicamente velho", diz Marques Mendes ao ECO. “Pelos vistos, fiquei a conhecer pela comunicação social“. A afirmação é de Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 23 de março, quando percebeu que a lista de ministros que António Costa lhe apresentaria ao final daquele dia já estava, afinal, nas notícias. O Presidente não disfarçou a irritação e cancelou um encontro com o recém-eleito primeiro-ministro, que tomaria posse no dia 30 do mesmo mês, exatamente há seis meses. Foi uma espécie de prenúncio de um Governo de maioria absoluta que acumulou mais casos em seis meses do que os que levaram à demissão de Pedro Santana Lopes em 2004. Um primeiro caso político ainda antes de tomar posse. “É um governo formalmente novo, mas politicamente velho“, sintetiza Luís Marques Mendes, advogado e comentador da SIC, em declarações ao ECO. “E explica o desastre deste seis meses“. O Governo tomou posse no dia 30 de março, mas naquele dia 23, António Costa atirava, em declarações aos jornalistas, o que viria a ser a equipa governativa, quando os nomes escolhidos não eram ainda oficialmente conhecidos. Seria “um Governo de combate, conciso, com forte núcleo político”, mas com independentes com origem na “na academia”. De combate? Com forte núcleo político?

Se as eleições fossem hoje, PS já não tinha maioria absoluta, aponta sondagem


O Partido Socialista ‘perdeu’ a maioria absoluta, revelou uma sondagem do ICS e do ISCTE para a ‘SIC’ e para o jornal ‘Expresso’ – se as eleições legislativas fossem hoje, os socialistas teriam um resultado quatro pontos percentuais abaixo do registado a 30 de janeiro. Recorde-se que António Costa somou 41,37% das intenções de voto no último ato eleitoral e garantiu 120 deputados na Assembleia da República. Na avaliação dos portugueses, numa pesquisa realizada entre os dias 10 e 18 de setembro com base em 807 entrevistas, Antóno Costa mantém-se como o único líder partidário com uma nota positiva – 5,3 numa escala de 1 a 10 -, embora seja o valor mais baixo registado pelo primeiro-ministro desde fevereiro de 2019, momento que começaram a ser realizadas estas sondagens. O ‘pior’ líder partidário é Jerónimo de Sousa, líder do PCP, que somou apenas 3 pontos. O PSD, principal partido da oposição, mantém-se nos 28% das intenções de voto, naquela que foi a primeira avaliação dos sociais-democratas desde que Luís Montenegro assumiu a liderança. A CDU e o Bloco de Esquerda não registam alterações, ao passo que a Iniciativa Liberal baixa quase dois pontos percentuais, situando-se nos 3%. O Chega mantém a tendência de crescimento, consolidando-se como a terceira força política, com 11%. O PAN fica pelos 3%.