terça-feira, janeiro 05, 2021

Nota: reflexões sobre o reinício da actividade escolar na Madeira

 


Vamos ter calma no que toca ao reinício da actividade escolar. Sem ansiedades e sem dramas, mas percebendo a realidade com a qual todos hoje lidam nas escolas da RAM, as contradições até do poder, as hesitações, as acusações cruzadas, os silêncios, as cumplicidades perante a irresponsabilidade, etc.

No caso das escolas da RAM, quem criou expectativas e gerou confusão foi quem anunciou (31.12.2020) que a RAM tinha 100 mil testes para a comunidade escolar regional, professores, funcionários e alunos. Segundo a SRE (24.11.2020) a comunidade educativa na Região Autónoma da Madeira é constituída por cerca de:

- 42.000 alunos

- 6.000 professores

- 4.000 funcionários.

As contas estavam certas. Davam (os testes rápidos) para todos, mesmo que a sua fiabilidade seja questionada (mas é melhor que nada, diz o povo e com razão). Depois houve um recuo, ou uma pirueta se preferirem, que não pode ser "justificada" de novo com uma qualquer lenga-lenga sem credibilidade. Desistiram de testar os mais de 40 mil alunos, alegando que não são eles não representam uma ameaça neste contexto pandémico e pronto! Mas, enquanto isso, vão ler o comunicado da SRE sobre a situação nas escolas, relativo ao primeiro período, e vejam entre os infectados com covid19, a quem pertenceu a maior percentagem de contaminações! Aliás até podem ver os dados de hoje, 5 de Janeiro de 2021…

Melhor seria recuar e não dizer mais nada, esperando que depois da polémica causada, o assunto morresse por si, com a lenta e cautelosa normalidade funcional. Agora temos todos desconfiados e temerosos, incluindo pais e encarregados de educação.


Não vale a pena. Se entrarem todos em parafuso, numa espécie de descontrolada paranoia colectiva, então vai tudo acabar mal. Não há razões para isso. Se depois do reinício da actividade escolar a situação se degradar, então as escolas que tomem as medidas previstas nos seus planos de contingência ou cumpram outras que o poder político, entretanto, possa ser obrigado a tomar para não ser acusado de desleixo ou desvalorizar a realidade. Desde logo deixando de andar com a treta do turismo inglês, quando é conhecida a trágica dimensão da (bem triste) realidade sanitária em que se encontra a Inglaterra e não só por causa da nova variante ali identificada.

Aos docentes e funcionários resta saber os resultados dos testes PCR (ou rápidos?) e depois disso manterem reforçados cuidados que já antes tinham, sem que as escolas baixem a guarda nas exigências sanitárias e comportamentais.

Até parece que no primeiro período não tivemos casos nas escolas da RAM. Basta ir ao site do GRM - caso ainda lá esteja por que parece que a moda agora, se bem que noutras bandas, é apagar coisas... - e contabilizar quantos casos foram identificados, na certeza de que eventualmente muitos terão sido aqueles que passaram ao lado porque nem chegaram a ser identificados.

Quanto aos pais e encarregados de educação, eles melhor do que ninguém, melhor do que os outros, sabem o que devem fazer. Sabem o que fizeram nas "festas", por onde andaram, como se comportaram, se ligaram alguma coisa às recomendações em vigor,  se pisaram o risco, se os seus filhos ou alunos entregues ao seu cuidado também foram na mesma onda ou foram devidamente protegidos, etc. Duvido que estejam interessados, num cenário mais extremo, em originar, por via da desvalorização de sintomas, novas cadeias de transmissão que em nada vão beneficiar os seus educandos. E disso podem ter a certeza, apesar de dizerem que existe uma aparente maior tolerância avaliativa que esta pandemia trouxe consigo. Isto de andarem, pais e encarregados de educação - sem generalizar, como é óbvio, mas veja-se o caso da matança do porco, de festas idiotas e descontroladas, da lamentável excursão portosantense ao Funchal e dos estragos que tudo isso causou e que ainda vai causar - a sacudir a água do capote e a querer atirar responsabilidades para as escolas, as quais não lhes pertencem, ou a exigirem testes (porque leram ou ouviram alguém falar neles...) depois de terem andado semanas na rambóia, mais ou menos histérica, sem ligarem patavina às normais sanitárias e às recomendações sociais como o uso da máscara, manter o distanciamento e não descurar a limpeza (desinfeção) das mãos, não pode ser tolerado.


Obviamente que vai tudo correr bem porque acreditamos nos professores, nos funcionários e na maioria dos alunos e encarregados de educação, que certamente estarão atentos e não desejam ser geradores de eventuais novos casos de contaminações, numa região que está farta desta mer** toda, que está saturada, assustada, consciente, pragmaticamente realista, que tem medo face ao aumento de casos covid19 na RAM, que não deve nem pode acreditar nos milagres de uma vacina que ainda vai demorar meses e mais meses a chegar a todos, etc. Por isso, nada de ansiedades, nada de medos compreensíveis mas infundados, vamos acreditar nas escolas, nas suas regras de funcionamento mais atentas do que nunca, na sua capacidade de auto-defesa e na consciência colectiva do universo escolar de cada uma delas. Se alguém irresponsavelmente pisar o risco, se os abusos surgirem, então o contacto com a tutela e com as autoridades policiais - para abertura do respectivo auto - será o mais recomendável. E deixemos o poder enrolado com as suas contradições, hesitações, avanços e recuos que não interessam para nada. Valeu? Bom Ano a todos e vamos a isso (LFM)

Covid-19: Ex-diretor da OMS alerta para uma terceira vaga “mais contagiosa”

 


O epidemiologista e antigo diretor da OMS, Daniel Lopez Acuña, alerta para o facro de vários países da Europa já terem entrado “plenamente” na terceira vaga da pandemia, que será “mais contagiosa”, e sublinhou que é necessário vacinar contra a covid-19 “como se se tratasse de uma operação militar e de uma guerra”.

O responsável lamentou a evolução da pandemia, que considera “previsível devido ao relaxamento de muitas das medidas restritivas”. Daniel Lopez Acuña salientou que, ao contrário do que aconteceu no verão, as “incidências elevadas do vírus” levaram a uma “intensificação das infeções”.

“Estamos numa tendência ascendente e, como consequência, estamos a entrar numa terceira vaga. Vamos ter de novo uma situação que vai trazer uma pressão preocupante de assistência”, advertiu, citado pela Europapress.

Na sua opinião, “alguns erros” foram cometidos ao não tomar medidas mais drásticas em novembro, com um curto confinamento para “fazer descer a curva” apenas nesse mês. “O relaxamento e os contactos entre as pessoas intensificaram-se no Natal, o que desencadeou mais contágios”, disse.

Neste sentido, Lopez Acuña previu que a terceira vaga será “mais virulenta” do que a segunda e deverá ocorrer com uma “maior incidência do que no verão”. “Deveríamos ter sido muito mais cuidadosos”, acrescentou.

O epidemiologista sublinhou ainda que a nova estirpe do coronavírus identificada pela primeira vez no Reino Unido não é mais letal, mas é mais contagiosa, “o que aumenta o número de casos a um ritmo mais elevado”, explicou (Executive Digest, texto da jornalista Mara Tribuna)

Covid-19: Inglaterra vai entrar num novo confinamento geral

 

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Covid-19: Portugal no top 5 dos países com maior taxa de vacinação da Europa

 


A maioria dos países europeus já começou a vacinar a sua população contra a COVID-19, mas existem enormes discrepâncias no ritmo de vacinação. O Reino Unido foi aquele que administrou um maior número de doses até ao momento, enquanto França e a Holanda fazem parte do leque dos mais lentos, segundo a ‘Euronews’. Portugal está bem posicionado.

O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a autorizar o uso da vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNtech. A vacinação começou no dia 8 de dezembro. Até 1 de janeiro de 2021, mais de um milhão de doses de vacina já tinham sido administradas, de acordo com o ministro da saúde britânico, Matt Hancock.

Espera-se que o ritmo de vacinação acelere rapidamente a partir desta segunda-feira, dia em que foi lançada uma segunda vacina – da AstraZeneca-Oxford. Cerca de 530 mil doses estão programadas para serem administradas na primeira semana.

Já dentro da União Europeia (UE), até agora, a Dinamarca tem a maior taxa de vacinação entre os estados membros. Mais de 45.800 dos 5,8 milhões de habitantes do país tinham recebido a vacina até 2 de janeiro, dando-lhe uma taxa de vacinação de 0,78 por 100 pessoas.

Mas em termos absolutos, a Alemanha distribuiu a maioria das doses de vacinas. Mais de 188.500 foram administradas até 1 de janeiro, de acordo com o Instituto Robert Koch.

Covid-19: Portugal regista o dobro da incidência de casos da Alemanha, França e Espanha

 


Há quem diga que nos estamos a aproximar de uma terceira vaga, não só em Portugal, mas também na Europa. O que é certo, é que atualmente a incidência acumulada de casos a sete dias em Portugal é o dobro da da Alemanha e de outros países como Espanha, Bélgica ou França.

Segundo os últimos dados disponibilizados pelos países europeus, nos seus boletins de saúde, é possível observar que Portugal regista agora uma incidência de 489,3 novos casos por 100 mil habitantes, um aumento de 30% face a 24 de dezembro, altura em que a incidência era de 350,5.

Este valor é duas vezes superior ao verificado atualmente em outros países da Europa, nomeadamente a Alemanha, que tem uma incidência acumulada de 213,6 casos por 100 mil habitantes, França, cuja incidência é de 203,1 casos e Espanha, onde os números se fixam em 224,0 infeções por 100 mil habitantes. Mais baixa ainda face a Portugal, está a incidência acumulada da Bélgica, que agora é de apenas 137,2 casos.

Os números destes países mostram assim que a tendência tem sido decrescente depois das épocas festivas, um cenário que não acontece em Portugal, como também é possível verificar, nem no Reino Unido, país onde a incidência acumulada atualmente chega aos 773,3 casos por 100 mil habitantes, números que dispararam muito por conta da nova estirpe identificada em dezembro de 2020 (Executive Digest, texto da jornalista Simone Silva)

Covid19: situação na Madeira (1 a 4 de Janeiro de 2021)





 fonte: IASAUDE-DRS

domingo, janeiro 03, 2021

Sondagem: Costa ganha em todos os golpes e ameaça levar Rio ao tapete

 


Imaginemos que o palco da política é um ringue de boxe. Que no canto esquerdo está António Costa e no canto direito Rui Rio. Feitas as contas ao que já conhecemos do combate, o líder do PS bate o do PSD por muitos pontos. Nalguns momentos, até o leva ao tapete. Essa é, pelo menos, a conclusão do barómetro que a Aximage fez para JN, DN e TSF: a vantagem de Costa sobre Rio é enorme, seja na avaliação de desempenho, seja na confiança para o cargo de primeiro-ministro, ou na avaliação da personalidade e das políticas de cada um que é feita pelos portugueses. Comecemos pela nova variável que mede o apelo pessoal e o das políticas dos dois líderes. Os números demonstram que o socialista parte de uma base bastante sólida: 37% gostam da figura e das suas políticas. A isso, acresce que 54% gostam da personalidade, independentemente do que pensam sobre as políticas; e 48% gostam das políticas, independentemente da avaliação mais pessoal; apenas um em cada quatro portugueses admite não gostar nem do homem, nem da sua política.

Já a base do social-democrata não podia ser pior: 34% não gostam do líder nem das suas políticas, precisamente o dobro da percentagem que admite uma admiração quase incondicional (17%). Obtém, ainda, um mau resultado quando se tem em conta os que gostam das políticas, independentemente de avaliações pessoais, com 28%. Só consegue atenuar, parcialmente, os golpes do adversário quando se trata do gosto pela personagem, independentemente das suas prioridades políticas (40%).

Sondagem: PS mantém fosso de 13 pontos para o PSD

 


Dois maiores partidos em trajetória de subida na sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Iniciativa Liberal também está em destaque este mês, enquanto o PAN regista a maior quebra. A diferença entre os dois maiores partidos continua a ser grande, mas PS (38,5%) e PSD (25,4%) estão em alta, subindo mais de um ponto relativamente a novembro, de acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Destaque ainda para o crescimento da Iniciativa Liberal (3,5%), para a queda do PAN (4,7%) e para o virtual desaparecimento do CDS (0,3%). O mês de dezembro trouxe boas notícias para os socialistas. O PS não parece sofrer com o escândalo do SEF (o ministro paga a fatura, com dois terços dos portugueses a defenderem a sua saída), com a reestruturação da TAP (o país está dividido entre pagar o preço ou deixar falir) ou com os sucessivos recordes de mortes causadas pela pandemia. Segundo os dados da sondagem, sobe 1,3 pontos percentuais de um mês para o outro; chega ao melhor resultado dos últimos quatro meses; e continua a valer sozinho mais do que a soma dos partidos de Direita.

Uma Direita para a qual o mês de dezembro também foi relativamente pródigo (a exceção é o CDS). O PSD, por exemplo, recupera um ponto e meio e atenua um pouco a escorregadela de novembro (perdeu três pontos nessa altura). Está, agora, na média de resultados dos últimos cinco barómetros da Aximage (25,4%). O lado menos positivo é que continua a mais de dois pontos do que conseguiu nas últimas legislativas e 13 pontos abaixo dos socialistas.

SONDAGEM TVI/OBSERVADOR: ANA GOMES AUMENTA DISTÂNCIA PARA ANDRÉ VENTURA

 


Marcelo reduz um pouco a vantagem, mas ainda venceria confortavelmente à primera volta. Marisa Matias e João Ferreira descem esta semana. Tino de Rans em último lugar.

Se as eleições fossem hoje, Marcelo Rebelo de Sousa continuaria a ganhar à primeira volta, uma vez que tem 66,5% por cento das intenções de voto, mas com a redução de 1,5 pontos percentuais em relação à última sondagem da Pitagórica para a TVI e o Observador, em que tinha 68%.

Ana Gomes regista um aumento e está agora nos 13% de intenções de voto (tinha 10,9% na última sondagem). É a segunda classificada e aumentou a distância para André Ventura, que passou de 10,7% das intenções de voto para agora ter 10,6%.

Marisa Matias e João Ferreira estão a descer ligeiramente. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda passou de 5,1% para 4,5% e o candidato apoiado pelo PCP desceu dos 3,5% das intenções de voto para os 2,8%.

Já Tiago Mayan subiu sete pontos percentuais: tinha 1% das intenções de voto e tem agora 1,7%.

Vitorino Silva, o sétimo candidato oficialmente confirmado pelo Tribunal Constitucional, fica em último lugar, com 0,8% das intenções de voto.

Para esta sondagem, o trabalho de campo decorreu entre os dias 17 a 27 de dezembro de 2020, com 629 entrevistas telefónicas, que, para um grau de confiança de 95,5%, corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,0%.

Uma chuva de milhões como vacina para um “vírus estrutural”

 


O acordo final para a recuperação europeia da crise covid-19 foi fechado em dezembro e a ‘bazuca’ está carregada. Mas serão os tiros disparados no sentido certo? E poderá este arsenal financeiro, a par da vacina, salvar 2021 e os anos que se seguem? Augusto Mateus, ex-ministro da Economia de António Guterres, confessa ao Expresso não apreciar o léxico bélico: afinal, trata-se de “construir e não de destruir” após “o terramoto económico e social” da pandemia. E aponta “o grande desafio pela frente”: “Sermos suficientemente ousados, inovadores, decentes e transparentes para acelerarmos a criação de riqueza” e “os nossos filhos e netos não terem dificuldades em pagar a fatura”.

“Muitos valorizam, e bem, o progresso científico na produção tão rápida de uma vacina, mas não há o mesmo raciocínio para a criação de uma economia muito mais equitativa, dinâmica e produtiva”, distingue Augusto Mateus. Como direcionar então os fundos comunitários? “É melhor o que permite inovar mais depressa, gerar mais empregos, trazer mais felicidade e boas condições de vida à população”, sintetiza. Na economia como no futebol, “a inovação é um jogo aberto em que, de repente, pode aparecer alguém melhor do que o Ronaldo ou o Messi”. Augusto Mateus concretiza: “De tanto louvarmos a sua excelência, não criamos regimes suficientemente abertos para que outros possam surgir rapidamente e substitui-los.”

Falando de testes em Portugal


 fonte: Correio da Manhã

Impostos...

 


fonte: Correio da Manhã

O impacto (real) da pandemia no turismo e na Madeira

 


Muita gente interroga-se sobre qual a dimensão da pandemia na evolução do turismo na RAM, bem como do impacto das medidas restritivas que em matéria de necessárias decisões sanitárias foram adoptadas. Com base na estatística oficial da Secretaria Regional do Turismo (que apenas disponibiliza dados até Agosto de 2020 apesar de estarmos em 2021...), escolhi quatro itens que certamente ajudarão as pessoas a perceberem o motivo da crise que existe hoje na aviação, na hotelaria, agências de viagens, na restauração, nos serviços assocados ao turismo nas duas várias componentes, no aumento do desemprego, no encerramento de estabelecimentos, e na estrutura económica regional em geral que directa ou indirectamente depende da pujança do turismo:

Janeiro de 2020

- Total de Hóspedes no Alojamento Turístico - 98.727, mais 2,5% que em Janeiro de 2019

- Dormidas no Alojamento Turístico - 530.543, mais 0,7% que em Janeiro de 2019

- Taxas de Ocupação-Cama - 44,4% (47,2% na hotelaria)

- Proveitos Totais no Alojamento Turístico 24,9 milhões de euros (mais 0,4%que em Janeiro de 2019)

Fevereiro de 2020

- Total de Hóspedes no Alojamento Turístico - 113.232, mais 8,4%

- Dormidas no Alojamento Turístico - 590.720, mais 9,1%

- Taxas de Ocupação-Cama - 53,2% (56,6% na hotelaria)

- Proveitos Totais no Alojamento Turístico 26,7 milhões de euros (mais 8,8%)


Março de 2020

- Total de Hóspedes no Alojamento Turístico - 67.075 menos 49,3%

- Dormidas no Alojamento Turístico - 329.486, menos 49,7%

- Taxas de Ocupação-Cama - 27,9% (29,2% na hotelaria)

- Proveitos Totais no Alojamento Turístico 16,2 milhões de euros (menos 49,3%)

Abril de 2020

- Total de Hóspedes no Alojamento Turístico - 191, menos 100%

- Dormidas no Alojamento Turístico - 4.048, menos 99,4%

- Taxas de Ocupação-Cama - 7,9% (9,1% na hotelaria)

- Proveitos Totais no Alojamento Turístico 90,9 mil euros (menos 99,7%)

Maio de 2020

- Total de Hóspedes no Alojamento Turístico - 1.047, menos 99,3%

- Dormidas no Alojamento Turístico - 5.004, menos 99,3%

- Taxas de Ocupação-Cama - 12,3% (19,2% na hotelaria)

- Proveitos Totais no Alojamento Turístico 80,4 mil euros (menos 99,8%)

Junho de 2020

- Total de Hóspedes no Alojamento Turístico - 6.423 (menos 95,8%)

- Dormidas no Alojamento Turístico - 19.577, menos 97,5%

- Taxas de Ocupação-Cama - 12,4% (14,4% na hotelaria)

- Proveitos Totais no Alojamento Turístico 528,2  mil euros (menos 98,7%)

Julho de 2020

- Total de Hóspedes no Alojamento Turístico - 29.117 (menos 81,1%)

- Dormidas no Alojamento Turístico - 116.197, menos 85,9%

- Taxas de Ocupação-Cama - 14,0% (13,6% na hotelaria)

- Proveitos Totais no Alojamento Turístico 5,3 milhões de euros (menos 87,3%)

Agosto de 2020

- Total de Hóspedes no Alojamento Turístico - 64.929, menos 61,5%

- Dormidas no Alojamento Turístico - 280.136, menos 69,6%

- Taxas de Ocupação-Cama - 29,5% (30,8% na hotelaria)

- Proveitos Totais no Alojamento Turístico 12,9 milhões de euros (menos 72,6%)

Nota: A SRT da Madeira parou a divulgação das suas estatísticas oficiais de turismo no mês de Agosto de 2020!

sexta-feira, janeiro 01, 2021

Covid19: quadros da situação nacional no final de 2020



 fonte: DGS (LFM)

Covid19: alguns gráficos da Madeira no final de 2020







 fonte: IASAUDE-DRS (LFM)

Sondagem: Popularidade de Marcelo sofre queda acentuada, mas Costa aguenta-se

 


O Presidente da República volta aos 62% de avaliações positivas, depois do pico de popularidade registado no barómetro de novembro. O primeiro-ministro mantém o resultado, com 55% de notas positivas. Na confiança, no entanto, Marcelo Rebelo de Sousa vale três vezes mais que António Costa.

Quanto maior a subida, maior a queda. O adágio aplica-se a Marcelo Rebelo de Sousa, que, de novembro para dezembro, vê a popularidade cair de forma abrupta - tem agora 62% de avaliações positivas, de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. Ainda assim, bem acima de António Costa, que estaciona nos 55%. O que não muda é a relação de forças no que diz respeito à confiança num ou noutro: o presidente continua a valer três vezes mais (50%) do que o primeiro-ministro (16%).

No que diz respeito a Marcelo, o que o barómetro mensal demonstra é que está de regresso ao seu patamar habitual, ou seja, a uma percentagem de avaliações positivas um pouco acima dos 60 pontos percentuais e a um saldo positivo em redor dos 40 pontos (diferença entre avaliações positivas e negativas). Os 74% de notas positivas que conseguiu em novembro não se transformaram em tendência.

Sondagem: Ventura chega-se à frente como líder da Oposição



Rui Rio ainda é o favorito para o papel de principal figura da Oposição (34%), mas deputado da Direita radical está a subir (29%) e distancia-se de Catarina Martins (14%). André Ventura é uma das figuras em destaque no barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF: são agora 29% os que o apontam como a principal figura da Oposição. Já faz sombra a Rui Rio (34%), mas isso não significa, no entanto, que os portugueses gostem da figura. Aliás, coincidindo com a ascensão do líder do Chega, a avaliação ao conjunto da Oposição volta a terreno negativo: 40% dão má nota e apenas 25% dão positiva.

De novembro para dezembro, a Oposição cai 22 pontos nas avaliações positivas e sobe seis pontos nas avaliações negativas. Analisando as variações por segmento, encontra-se parte da explicação para esta alteração: há um mês, eram os socialistas os mais satisfeitos com o desempenho da Oposição; este mês, o saldo já é claramente negativo (50% dão nota negativa e apenas 25% dão nota positiva).

Sondagem TVI/Observador: maioria queria que Marcelo tivesse exigido a demissão de Cabrita

 


A avaliação que os portugueses fizeram da atuação do Presidente da República no caso do ucraniano morto às mãos do SEF. Um em cada três portugueses avalia de forma negativa a atuação do Presidente da República no processo do imigrante ucraniano morto nas instalações do SEF. É o resultado da sondagem TVI/Observador/Pitagórica, que mostra também que a maioria dos inquiridos considera que Marcelo Rebelo de Sousa devia ter exigido a demissão do ministro da Administração interna e devia ter telefonado à família do cidadão ucraniano.

Só 18 por cento dos inquiridos defendem que a atuação do Presidente neste caso foi boa ou muito boa, 29% acredita que Marcelo esteve mal ou muito mal e 49% avalia a atuação do Presidente como meramente razoável.

Sondagem TVI/Observador: 46% avalia negativamente o Governo no processo da TAP

 


Maioria dos portugueses concorda com as declarações de Rui Rio, que admite a liquidação da TAP se o plano de reestruturação não tornar a empresa viável. Os portugueses avaliam a gestão do dossier TAP por parte do Governo como globalmente negativa, segundo a sondagem da Pitagórica para a TVI e Observador. A pandemia e os administradores da empresa são considerados os principais responsáveis pela atual situação da TAP e a maioria dos portugueses concorda com as declarações de Rui Rio, que admite a liquidação da TAP se o plano de reestruturação não tornar a empresa viável.

Só 9 por cento dos inquiridos apontam como boa ou muita boa a gestão do Governo, 46% diz que foi má ou muito má e 33% aponta a gestão do Governo como razoável.

Covid19: A pandemia em cinco atos: uma mão-cheia de medo, outra de esperança

 




O ano de 2020 chega ao fim como o primeiro da história da pandemia de covid-19, declarada pela OMS em março. Nestes últimos dias, milhares de pessoas estão a ser vacinadas em Portugal. O longo caminho está aberto. Há muita estrada para percorrer em 2021. Quando há um ano preparávamos as festas de passagem de ano por todo o mundo, não podíamos adivinhar este cenário para os próximos dias: um recolher obrigatório quase generalizado, sem música nas ruas, nem bares abertos, nem discotecas, nem programas especiais nos hotéis, nem jantares numerosos, nem quase nada. Não podíamos adivinhar que as notícias que chegavam da China acerca de um novo coronavírus estavam para chegar à Europa, à América, a África, ao mundo inteiro, qual filme de ficção científica em que a realidade supera, afinal, a ficção. Passou apenas um ano e, no entanto, parece uma década, um século. Uma eternidade em que um vírus nos obrigou a parar, a recolher obrigatoriamente, a confinar, em que uma crise sanitária arrasta consigo uma crise económica, de contornos que só agora começamos a vislumbrar. Uma poeira que ainda não assentou e que só 2021 vai começar a destapar.

O "vírus da China" a espalhar-se pelo mundo

Em dezembro de 2019, começavam a chegar notícias da China, em catadupa, sobre o número de infetados e de mortos, sobre a construção de hospitais especificamente para tratar a doença, do foro respiratório, com alguns sintomas similares aos da gripe, mas às vezes de muito maior gravidade. O primeiro primeiro caso conhecido de covid-19 remonta a 17 de novembro do ano passado. De acordo com uma investigação do jornal de Hong Kong South China Morning Post, aconteceu na província chinesa de Hubei. Segundo o jornal, uma pessoa de 55 anos foi o primeiro caso identificado, informação que desafia a versão oficial, que aponta o aparecimento da doença em finais de dezembro, com vários casos de contaminação ligados a um mercado de marisco, situado nos subúrbios de Wuhan, a capital de Hubei.

Sondagem: Dois terços dos portugueses mostram cartão vermelho a Eduardo Cabrita

 


O ministro da Administração Interna (MAI) já não tem condições para se manter no cargo. É a sentença de dois terços dos portugueses (65%), de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, quando confrontados com o que já sabem sobre o homicídio do cidadão ucraniano Ihor Homenyuk, no aeroporto de Lisboa. As qualidades políticas de Eduardo Cabrita não convencem sequer os eleitores socialistas, que também lhe mostram o cartão vermelho.

O crime aconteceu em março, mas o escândalo ganhou fôlego em novembro, com uma série de investigações publicadas no "Diário de Notícias", que haveriam de resultar, já em dezembro, na demissão da diretora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF); na intervenção do presidente da República, pedindo uma mudança de protagonistas; no anúncio da reestruturação do SEF; e, finalmente, António Costa a segurar o ministro, afirmando que Cabrita "fez o que lhe competia fazer".

A grande maioria dos portugueses não está de acordo (97% conhece ou já ouviu falar deste caso). A conclusão de que Eduardo Cabrita não tem condições para se manter à frente do Ministério é quase unânime em todos os segmentos da amostra: faixas etárias, regiões, classes sociais (exceto os mais pobres) e eleitorados partidários. Nem os socialistas lhe dão o benefício da dúvida: 52% defendem a sua saída do MAI, contra 41% que vislumbram ainda condições políticas para continuar como ministro.

Entre aqueles que querem ver Eduardo Cabrita fora do Ministério que tutela o SEF - que tem três inspetores acusados de homicídio e 13 funcionários a braços com inquéritos disciplinares -, destacam-se os residentes do Porto e do Norte, os que têm rendimentos mais elevados e os eleitores do Bloco, do Chega e da Iniciativa Liberal (segmentos sempre com percentagens acima dos 70 pontos percentuais) (Jornal de Notícias, texto do jornalista Rafael Barbosa)

Sondagem: Portugueses divididos mas dispostos a "pagar o preço" de salvar a TAP

 


São 42% os que aceitam a injeção de três mil milhões de euros. Para 37%, o melhor é deixar falir a companhia. A margem é escassa mas, quando confrontados entre deixar falir ou salvar a TAP, os portugueses inclinam-se para a necessidade de "pagar o preço" que permita à companhia continuar a voar. No entanto, e de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, há, nesta matéria, uma cisma geracional (os mais velhos contra os mais novos) e outro regional (o Norte contra as restantes regiões).

O tema ocupa o espaço mediático desde o final do mês de novembro. Primeiro, com as notícias que davam conta de um plano para despedir centenas de trabalhadores da TAP, depois, com os prejuízos de 700 milhões até setembro, e, já em dezembro, o que faltava conhecer do plano de reestruturação, com a redução da frota e das rotas e, cereja no topo do bolo, a necessidade de injetar cerca de três mil milhões de euros.

O valor é elevado, mas há uma maioria de contribuintes que o aceita: 42% são a favor de salvar a TAP, com todos os custos associados ao plano. Uma maioria pouco sólida, se tivermos em conta que há 37% que preferem deixar falir a companhia aérea de bandeira e que há segmentos da população em que esta última é a posição maioritária.

Uma das divisões mais evidentes (e preocupantes) é a geracional. Há uma demarcação clara entre as faixas etárias mais novas e as mais velhas, com as duas primeiras a optarem pela falência (com uma diferença superior a 10 pontos percentuais), e as duas mais velhas a aceitarem "pagar o preço", a expressão usada por Marcelo Rebelo de Sousa, quando defendeu a necessidade de assegurar a sobrevivência da TAP. Mas, na verdade, quem desequilibra a balança da opinião pública a favor da injeção de tantos milhões de euros são os portugueses com 65 ou mais anos.

Quando a histeria e a palermice aparecem: Primeira enfermeira vacinada em Itália ameaçada nas redes sociais

 


Claudia Alivernini, de 29 anos, saltou para a ribalta em Itália no passado domingo quando se tornou na primeira pessoa no país a receber a vacina contra a covid-19. A enfermeira combateu o coronavírus na linha da frente. Agora, teve de enfrentar ameaças por ter sido vacinada. Enfermeira do hospital de doenças infecciosas Lazzaro Spallanzani em Roma, Claudia Alivernini recebeu a primeira de duas doses da vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech na mesma altura que a bióloga Maria Capobianchi, responsável pelo laboratório de virologia que, em fevereiro passado, isolou o coronavírus pela primeira vez, e do auxiliar de saúde Omar Altobelli.

Claudia Alivernini fez parte das equipas de apoio domiciliário e realizou testes à covid-19 em postos destinados a ocupantes de veículos automóveis. Foi a primeira italiana a ser vacinada e, no domingo, recebeu a vacina de sorriso aberto. Mas desde essa exposição mais mediática, radicais antivacinas em Itália têm atacado Claudia Alivernini nas redes sociais com diversas ameaças. Já prevendo a repercussão que teria a sua imagem por ser a primeira pessoa a ser vacinada no país, bloqueou previamente os seus perfis na véspera do arranque da vacinação. Mas isso não impediu que criassem perfis falsos com o seu nome para a poderem "atacar".

Nota: as vacinas abrem um caminho mas não resolvem tudo imediatamente


Não, desiludam-se, o processo de vacinação será demorado, provavelmente por vários meses.

Ainda não há neste momento, vacinas para todos e de forma rápida. As prioridades estão definidas, profissionais de saúde que estão na primeira linha,  e muito bem bem, utentes e funcionários de lares, população mais vulnerável de acordo com critérios já definidos, etc. Isto significa que a população em geral, que não integra aqueles grupos, demorará meses a ser vacinada. Isto significa que nada muda até que a milagrosa imunização (com pelo menos 70% de vacinados) não se alcance, algo que prevejo nunca antes de Junho ou Julho.

Quer isto dizer que as pessoas não se podem iludir, não podem pensar que basta chegar não sei quantas doses de vacina e que tudo estará resolvido. As cautelas sanitárias devem continuar e reforçadas, o cumprimento das regras éticas e de cidadania não podem ser descuradas e não podem deixar de ser uma obrigação de todos, porque sem a vacinação generalizada o perigo de contágio vai continuar. Acresce que outras vacinas - para além das que pertencem ao fabricante Pfizer - estão ainda na fase de ultimação de testes ou de aprovação. Neste momento não há nada aprovado para além da Pfizer, embora os ingleses tenham aprovado a "sua" vacina, da Oxford-Astrazeneca.

A vacinação é uma esperança neste início de  2021, uma esperança fundada em factos científicos, num enorme esforço de investigação concertada à escala mundial e na confiança dos cidadãos. Mas as vacinação são instrumentos milagrosos, muito menos sem que a elas todos tenham acesso generalizado e rápido. E que os países tenham stocks para qualquer eventualidade, já que ninguém sabe se a vacinação, por si só, resolve o problema, garante a nossa imunização efectiva e neutraliza o maldito vírus causador da pandemia covid19.

Ou seja, numa expressão, não levantem a guarda, continuem com os mesmos cuidados e com confiança agora reforçada. No caso da Madeira sabe-se que a próxima remessa de vacinas da Pfizer - que quantitativamente não resolve todos os problemas da RAM - está agendada para o início de Fevereiro, eventualmente podendo ser antecipada para final de Janeiro. Não há milagres. Trata-se de um processo complexo, demorado, calendarizado, dado que estamos a falar de milhares de milhões de pessoas a serem vacinas (LFM)

Político americano anti-restrições da pandemia morre aos 41 anos com Covid-19

 


Um congressista republicano do Louisiana, Luke Letlow, que se destacou por ser contra as restrições implementadas no âmbito da pandemia morreu esta terça-feira à noite com covid-19. Segundo o seu médico, Letlow não era um doente de risco, pois não apresentava patologias graves que o tornassem mais vulnerável ao coronavírus. Ainda assim, foi vítima da doença. O político chegou a ser chamado de “covidiota” por se manifestar publicamente contra o confinamento e contra outras medidas de combate à covid-19. Estava nos cuidados intensivos desde dia 19 de dezembro e chegou a ser tratado com remdesivir. Letlow ia representar um círculo do estado americano do Louisiana, mas não chegou a tomar posse, que deveria acontecer no domingo, dia 3 de janeiro. Foi o primeiro eleito para o Congresso a constar entre as quase 350 mil vítimas mortais nos Estados Unidos (Executive Digest, texto da jornalista Mara Tribuna)

Portugal é o quinto país da UE com mais polícia mas 30% estão atrás das secretárias

 


A nível europeu, Portugal ocupa o quinto lugar no ranking de países com mais polícias em termos relativos, contudo entre 20% a 30% dos elementos estão atrás de secretárias e longe das operações, de acordo com o ‘Jornal de Notícias’ (JN).Segundo a publicação, que analisou os dados do Pordata, no final de 2018 Portugal contava com mais de 450 polícias por cada cem mil habitantes, um valor que foi registado uma tendência crescente ao longo dos anos, sobretudo quando comparado com 1996, quando havia 434 polícias por cem mil habitantes). Os valores fazem com que o nosso país está em quinto lugar na União Europeia (UE), num ranking que tem como líder o Chipre, com 566 polícias por cem mil habitantes e que culmina com a Finlândia, na última posição, registando 139 elementos.

O presidente do Observatório da Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, António Nunes, considera que «estes números podem ser enganadores. Quando há polícias a entregar notificações, a trabalhar em oficinas e a emitir contraordenações, não se pode fazer uma comparação direta», afirma citado pelo JN. Segundo o responsável, Portugal até «teria um número suficiente» de polícias, desde que todos «desempenhassem uma função policial», algo que não se verifica, levando António Nunes a defender que «o modelo atual tem de ser repensado».

«Outros países já o fizeram, mas Portugal anda há dez anos a decidir se dever ter uma, duas ou mais polícias», afirma ao mesmo jornal. «Muitas vezes, andamos a fazer de carteiros e a entregar notificações (Executive Digest)

Covid19: situação na Madeira (28 a 31 de Dezembro de 2020)





 fonte: IASAUDE-DRS