Li no site da TVI24 que "Constança Cunha e Sá lançou duras críticas ao que considera ser «um tiro ao alvo aos reformados» e disse que «só falta dizer que se matem para poupar dinheiro».«Há um tiro ao alvo aos reformados. Parece que há a tese de que a reforma é um privilégio. Como são velhos e não produzem, vamos abater aqui. Mas aquilo não é privilégio nenhum. As pessoas descontaram toda a vida para ter aquela reforma. Aquilo não lhes caiu do céu», relembrou. No comentário habitual na TVI 24, Constança Cunha e Sá diz que «só falta dizer aos reformados que se matem para poupar dinheiro».«Quando se propõe tirar os subsídios dos reformados em função do crescimento económico e só quando o crescimento chega aos 3% têm direito ao subsídio. Isto é uma coisa um bocado surrealista e totalitária. É pôr um individuo ao serviço do coletivo», critica.
Relatório do FMI: «Nem no PSD há consenso»
As reações ao relatório do FMI, conhecido na passada quarta-feira, são, de acordo com a comentadora da TVI, «um sinal de que nem no PSD há consenso sobre esta matéria». «Carlos Carreiras vem pedir uma coisa violentíssima: a demissão de Carlos Moedas. O problema é que Moedas não aparece ali como geração espontânea. Quando aparece a dizer que o relatório é fantástico é evidente que não disse aquilo por autorrecriação. Foi com o aval do primeiro-ministro e do ministro das Finanças». Constança Cunha e Sá disse ainda que se viu «algum embaraço da parte do PSD. Enquanto Moedas e Guedes têm a resposta na ponta da língua, vimos Aguiar-Branco e Crato completamente à nora». E, dando como exemplo a forma como estão a ser tratados os reformados, disse ser «muito natural haver sociais-democratas que não possam aceitar estas medidas».
«O PS tem de se decidir de uma vez por todas
A posição do Partido Socialista «não é clara» e, de acordo com a comentadora, «o PS tem de se decidir de uma vez por todas. «Não basta andar com uma bandeirinha a dizer que quer crescimento. É preciso apresentar alternativas». Para Constança Cunha e Sá não é claro se o PS quer eleições ou não. «O PS não é bem claro. Pede a demissão voluntaria do primeiro-ministro. Pede uma impossibilidade. Não sei se considera necessário a convocação de eleições ou não».