Lembro que no passado dia 31 de Outubro de 2012, "Marques Mendes revelou, no seu comentário habitual na TVI24, que a reforma do Estado vai ser feita com uma equipa do Fundo Monetário Internacional que já está em Portugal. «Quem vai assessorar o Governo na elaboração do estudo para a reforma do Estado vão ser técnicos do FMI» e assegura que os técnicos «já chegaram esta semana a Portugal, já cá estão, já reuniram com ministérios da Administração Interna e da Defesa e vão ser a assessoria técnica especializada no estudo e na definição do esqueleto e das medidas desta reforma. Na TVI24, o comentador afirmou que esta reforma «é uma boa ideia». A reforma em concreto passa por «três coisas fundamentalmente: redução de funções, de estruturas e serviços, e redução de funcionários». O comentador deu alguns exemplos de redução de funcionários, como na floresta pública, que pode passar a ser gerida por privados ou concessões na área dos transportes que podem passar para os privados. A mesma receita se aplica na educação e na saúde. Tudo somado, «significa uma redução de funcionários públicos de grandeza de dezenas de milhar». Os cortes alcançarão os 500 milhões de euros na Justiça, Administração Interna e Defesa e 3.500 milhões na Educação e Saúde e na Segurança Social. As medidas preliminares do estudo da reforma do Estado vão ser apresentadas já «em Novembro» e têm que estar prontas até «Fevereiro», data da sétima avaliação da troika. Uma reforma que já vem tarde, na opinião do ex-presidente do PSD" (veja aqui o video da TVI com estas declarações) Reparem bem: quase três meses antes da divulgação deste "estudo" do FMI já sabiam as conclusões?!