Li no Dinheiro Vivo que "são o segredo mais bem guardado de Janeiro: as novas tabelas de retenção de IRS e o impacto que terão no rendimento mensal de quem trabalha. Apesar de ter reduzido de oito para cinco os escalões de IRS e de ter imposto uma sobretaxa de 3,5%, falta ainda que as Finanças publiquem, em portaria, os correspondentes "cortes" no salário. Habitualmente, as novas tabelas são publicas em fevereiro ou março, mas em 2013 não é ainda seguro que não estejam prontas logo no início do ano. A um ritmo mensal começará também a ser cobrada a sobretaxa de 3,5% de IRS. Se elas forem aplicadas já em Janeiro, o salário mensal sofrerá, naturalmente, com este aumento da carga fiscal, sobretudo nos rendimentos acima de 1000 euros. A outra grande incógnita do mês é a repartição em duodécimos de metade do subsídio de Férias e de Natal. Apesar de ter sido aprovado antes do final do ano pelos partidos com assento parlamentar, o novo regime de duodécimos ainda pode demorar a ser aplicado. No caso dos funcionários públicos, tudo está a ser feito para que comecem a receber o primeiro duodécimo em janeiro. A medida está no Orçamento do Estado, previsto para entrar em vigor a 1 de janeiro, pelo que os serviços dispõe ainda de alguns dias até que ocorra o processamento dos salários. No caso dos reformados - e como as pensões são processadas com maior antecedência - o mês de Janeiro ainda não terá o duodécimo correspodente. Já no privado, a incerteza é maior, já que ainda não há data para a sua entrada em vigor, apesar do Parlamento já ter aprovado o novo regime. Também aqui está previsto o pagamento de 50% dos subsídios de férias e de Natal em duodécimos, enquanto as restantes metades serão pagas nas alturas devidas (antes das férias ou até 15 de dezembro). Esta medida é temporária - aplicar-se-á apenas em 2013 - mas obrigatória. Apenas as empresas que entrem em acordo com os trabalhadores para efetuarem o pagamento dos 13º e 14º meses de forma diferente, poderão contorná-la".