quinta-feira, janeiro 17, 2013

Mentirosos: Gaspar e Portas "orientaram" polémico estudo

Segundo o Dinheiro Vivo, "o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi orientado no estudo sobre a reforma do Estado por dois secretários de Estado de Vítor Gaspar: "Luís Morais Sarmento e Hélder Rosalino", confirma o próprio FMI. Para além destes, o Fundo também refere a participação inestimável de Miguel Morais Leitão, secretário de Estado adjunto de Paulo Portas, o ministro dos Negócios Estrangeiros. As menções aos grandes protagonistas do lado do Governo surgem no próprio relatório que tanta controvérsia causou na semana passada: "A equipa de missão [do FMI] beneficiou largamente da orientação fornecida pelos secretários de Estado Luís Morais Sarmento e Hélder Rosalino, do Ministério das Finanças, e de Miguel Morais Leitão, do Ministério dos Negócios Estrangeiros". A ideia de cortar "pelo menos 4000 milhões de euros de forma permanente à despesa pública" - e é sobre isto que versa o estudo do Fundo - foi lançada em novembro do ano passado por Vítor Gaspar, o ministro das Finanças. Morais Sarmento é o responsável direto pelo acompanhamento da execução do Orçamento do Estado e pela monitorização das grandes rubricas da despesa; Rosalino é quem tutela a área da Administração Pública, justamente um dos alvos da reforma enunciada por Vítor Gaspar e Passos Coelho. Este estudo, também já se sabe, foi "solicitado" pelo Governo. Outros se seguirão, como um da OCDE que também vai ser requerido pelas autoridades, sinalizou já Carlos Moedas, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro. O FMI refere que os ministros do Executivo de Passos Coelho estiveram envolvidos na realização do estudo, mas também reconhece que alguns tiveram um envolvimento mais intenso que outros. É o caso de Gaspar que tinha dois secretários de Estado a "orientar" o FMI. Em nome do PS, Carlos Zorrinho já manifestou a sua indignação perante o sucedido, acusando o Governo de "mau caráter". "Afinal, o estudo independente que o FMI tinha feito para o estudo português era uma encomenda em que o FMI tinha bem delimitado aquilo que tinha de dizer e o que tinha de dizer era o que o Governo queria que o Governo dissesse" contestou Zorrinho."Afinal, o estudo independente que o FMI tinha feito para o estudo português era uma encomenda em que o FMI tinha bem delimitado aquilo que tinha de dizer" contestou Zorrinho".