Incrível mas verdadeiro. Segundo o Económico, num texto de Margarida Peixoto e Bruno Proença, "embora tenha apresentado ontem uma errata ao Orçamento, Teixeira dos Santos não falou no assunto durante o debate, no Parlamento. Na errata, este montante agrava os gastos públicos para 42,3% do PIB. Mesmo assim, o valor do défice mantém-se inalterado em 4,6%. Afinal, o peso da despesa primária na riqueza produzida é mais elevado do que o inicialmente indicado pelo Governo. Numa errata ao Orçamento do Estado para o próximo ano, que chegou ontem ao Parlamento, o Executivo acrescentou 830 milhões de euros à despesa primária (isto é, excluindo juros). Estes gastos públicos passam assim a pesar 42,3% no PIB, em vez dos anteriores 41,8%. A rectificação às contas das administrações públicas foi entregue no mesmo dia em que o debate do Orçamento do Estado para 2011 arrancou. Mas o Executivo não disse uma palavra sobre este erro durante as quase oito horas de discussão do documento. Na errata, o Governo acrescenta 831 milhões de euros à despesa em contabilidade nacional - aquela que é relevante para apresentar em Bruxelas - e outros tantos à receita. É por isso que o valor do défice fica inalterado nos 4,6%. Contudo, há mudanças significativas nos montantes de algumas das rubricas mais importantes das contas das administrações públicas. Do lado da despesa, o aumento é justificado por um acréscimo de gastos em subsídios (mais 551 milhões de euros) e na rubrica de outras despesas correntes (somam-se mais 642 milhões ao inicialmente previsto). Na despesa de capital também se aumentam 332 milhões de euros. Contudo, desaparecem 674 milhões de euros das despesas com pessoal e 262 milhões dos consumos intermédios, o que faz com que o aumento líquido sejam os tais 831 milhões de euros. A consequência é um aumento do peso tanto da despesa primária, como da despesa corrente primária, no PIB. Esta última passa a pesar 39,8% na riqueza que se espera produzir no próximo ano. Mais: esta rubrica tem sido o principal alvo das críticas do PSD. Os social-democratas defendem que o Governo deveria intensificar os cortes nesta área, reduzindo mais o seu peso no PIB"
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