O arquitecto João da Conceição é daquelas pessoas que somos obrigados a respeitar e a guardar na memória, não só pela forma educada, sorridente como lidava com, todos, mas pela tolerância exemplar com que lidava com os seus adversários políticos, e pela concepção que tinha da própria política. Figura de referência do PS local e nacional, muito ligado ao falecido arquitecto Gil Martins, que com ele foi eleito deputado regional em 1976, João da Conceição viria a terminar os seus dias de uma forma que não merecia, provavelmente sofrendo demasiado com uma súbita enfermidade que dele se apoderou e nunca mais o largou. Embora tenha privado com João da Conceição, no âmbito da minha actividade profissional de então, desde 1976, quando foi eleita a primeira Assembleia Legislativa, construi dele, até pela amizade que o arquitecto manteve sempre com o meu falecido sogro, e que me permitiu lidar com o arquitecto e sua família, particularmente na Ponta do Sol, uma atitude de respeito e de consideração, sobretudo pela tolerância que o caracterizava, pela tranquilidade de espírito que transmitia, pela recusa pelo afrontamento gratuito muito menos pelo insulto, apesar de ser um homem de convicções e que nunca, em circunstâncias algumas, negava as suas opções políticas. Sempre respeitando as opções dos seus adversários políticos, que não mais do que isso, adversários políticos. O arquitecto João da Conceição seria hoje o primeiro, tenho a certeza disso, a combater determinados excessos a demarcar-se do insulto fácil, da suspeição e da ofensa que sistematicamente conspurcam o vocabulário de alguns, repito, apenas de alguns, dos actuais deputados do PS. Ao arquitecto João da Conceição desejo a tranquilidade que porventura a vida reserva aos justos e aos bons quando abandonam a vida terrena. Desejo-lhe a paz que merece, fazendo-lhe a justiça de recordá-lo como um homem bom, um socialista de convicções e de grande coerência e respeitabilidade. E esperar que para onde for, encontre aquele pessoal da Nau sem Rumo que foi partindo ao longo dos últimos anos, e que certamente o aguardam de braços abertos e com saudade. Porque só os homens bons deixam saudades.domingo, janeiro 11, 2009
Um homem bom
O arquitecto João da Conceição é daquelas pessoas que somos obrigados a respeitar e a guardar na memória, não só pela forma educada, sorridente como lidava com, todos, mas pela tolerância exemplar com que lidava com os seus adversários políticos, e pela concepção que tinha da própria política. Figura de referência do PS local e nacional, muito ligado ao falecido arquitecto Gil Martins, que com ele foi eleito deputado regional em 1976, João da Conceição viria a terminar os seus dias de uma forma que não merecia, provavelmente sofrendo demasiado com uma súbita enfermidade que dele se apoderou e nunca mais o largou. Embora tenha privado com João da Conceição, no âmbito da minha actividade profissional de então, desde 1976, quando foi eleita a primeira Assembleia Legislativa, construi dele, até pela amizade que o arquitecto manteve sempre com o meu falecido sogro, e que me permitiu lidar com o arquitecto e sua família, particularmente na Ponta do Sol, uma atitude de respeito e de consideração, sobretudo pela tolerância que o caracterizava, pela tranquilidade de espírito que transmitia, pela recusa pelo afrontamento gratuito muito menos pelo insulto, apesar de ser um homem de convicções e que nunca, em circunstâncias algumas, negava as suas opções políticas. Sempre respeitando as opções dos seus adversários políticos, que não mais do que isso, adversários políticos. O arquitecto João da Conceição seria hoje o primeiro, tenho a certeza disso, a combater determinados excessos a demarcar-se do insulto fácil, da suspeição e da ofensa que sistematicamente conspurcam o vocabulário de alguns, repito, apenas de alguns, dos actuais deputados do PS. Ao arquitecto João da Conceição desejo a tranquilidade que porventura a vida reserva aos justos e aos bons quando abandonam a vida terrena. Desejo-lhe a paz que merece, fazendo-lhe a justiça de recordá-lo como um homem bom, um socialista de convicções e de grande coerência e respeitabilidade. E esperar que para onde for, encontre aquele pessoal da Nau sem Rumo que foi partindo ao longo dos últimos anos, e que certamente o aguardam de braços abertos e com saudade. Porque só os homens bons deixam saudades.
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