O Presidente do Governo Regional dos Açores concedeu à TSF uma entrevista, hoje transcrita no DN de Lisboa, entrevista que foi conduzida pelos jornalistas João Marcelino (DN) e Paulo Baldaia (TSF): " (...) Penso que a partir da última revisão da Lei das Finanças das Regiões Autónomas, tivemos um tratamento mais aproximado das nossas necessidades. Mas quero salientar a boa gestão das nossas finanças públicas, porque não se esqueça de que a dívida directa dos Açores é três vezes mais pequena, por exemplo, do que a da Região Autónoma da Madeira. O montante de avales concedidos na Madeira é o triplo do nosso! A dívida do sector público não avalizada na Madeira deverá estar perto dos quatro mil milhões de euros, enquanto nos Açores ela é residual ou praticamente inexistente, apesar de, há seis anos consecutivos, como dizia, nos Açores não restar qualquer défice orçamental e apesar de continuarem a convergir, anualmente, quer com as médias de riqueza nacional, quer com as médias europeias (...) Não creio que seja necessário sequer introduzir essa dogmática tipificadora. Creio que o Estado português é unitário regional, para utilizar uma expressão que o professor Jorge Miranda utilizou nos anos 80. Não sei se agora, já no século XXI, o professor Jorge Miranda não terá mudado de opinião. Mas, sobre essa matéria, concordo com a designação que ele introduziu nos anos 80 e que tem que ver, exactamente, com a organização parcialmente diferenciada que o País tem: é um Estado unitário no Continente; é um Estado regional nos Açores e na Madeira. É um Estado unitário regional (...)".
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