Quando a comunicação social tomou conhecimento, porque foi alertada pela movimentação de membros do Governo no Palácio de São Lourenço, para a reunião de hoje com Monteiro Dinis, e depois do anúncio das mudanças nos portos, imediatamente surgiram, cruzados e especulativamente, dois "cenários": um, o de uma eventual decisão de Monteiro Dinis de informar um cenário de demissão do cargo, agastado com o impasse nas relações entre a Região e Lisboa; outro, sem consistência alguma, apontando para a possibilidade do Governo Regional ter ido comunicar uma série de alterações estruturais - ao nível de segundos planos - na orgânica do executivo, teoria acelerada pelas alterações nos portos. Nenhum deles tem fundamento. Monteiro Dinis, apesar de tudo, não pretende criar obstáculos a quem o nomeou (Cavaco Silva) e Conceição Estudante já tinha admitido, mesmo antes de ter tomado posse, que a estrutura dos portos continuaria em funções por um período de tempo que ela entendesse como adequado. As mudanças são, portanto, encaradas como naturais o que não implica qualquer mudança de política, até porque a situação em termos de política portuária não é fácil se ser alterada de um momento para outro. Quanto as Duarte Ferreira, nos aeroportos, sei que a sua continuidade não é posta em causa, nem por Conceição Estudante, nem sobretudo por Alberto João Jardim que nutre pelo engenheiro da ANAM particular simpatia, pela eficácia e competência demonstrada, o que significa dizer que nem Estudante, nem sobretudo Jardim, cederão a algumas pressões que têm sido feitas sobre aquele quadro, e entendidas como associadas a um eventual processo de privatização da concessão de Santa Catarina.
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