quinta-feira, agosto 09, 2007

Jardim: Madeira é "manobra de diversão" para esconder problemas do país

A Madeira tem sido utilizada como "manobra de diversão" na questão do aborto, disse hoje o presidente do governo regional, Alberto João Jardim, quando questionado sobre se mudou de posição ao admitir orçamentar verbas em 2008 para a interrupção voluntária da gravidez (IVG). "Espero que o secretário regional tenha as previsões orçamentais em termos de cumprir a lei e esta sempre foi a posição da Madeira", disse João Jardim à chegada à Quinta Vigia, sede da presidência do governo regional."O que há é uma tendência em Lisboa de desviar a situação degradada em que o país se encontra à custa da Madeira", afirmou.O responsável disse ainda que a Madeira "é utilizada como uma espécie de inimigo interno e contra a coesão nacional porque não concorda com o sistema político que não serve a democracia, como é o caso actual do sistema constitucional" o que, acusou, "é um pecado para os dogmáticos da classe política de Lisboa".Por outro lado, assumiu-se "contra as chamadas causas fracturantes que não são causas nenhumas" e que, na sua opinião, são sinal de "decadência", "deboche e mais nada"."O país não precisa de ser fracturado, precisa é de ter coesão", declarou."Nós somos a verdadeira oposição neste país e como somos a verdadeira oposição obviamente que os interesses instalados no regime têm a Madeira como inimigo interno que lhes serve muito bem como manobra de diversão", disse Jardim.O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou que, até Janeiro de 2008, quem está em ilegalidade em matéria do aborto é o Governo da República: "No actual ano orçamental era o Governo da República que tinha que pagar — e vamos ver o que é que o Tribunal Constitucional diz, em Janeiro, sobre estas leis — e que neste momento se encontra em ilegalidade por omissão, porque fez uma lei e não criou a devida comparticipação para que essa lei fosse aplicada".Segundo Jardim, o orçamento regional "é da exclusiva competência da Assembleia Legislativa e nem a Assembleia da República nem o Governo da República podem criar encargos ao Orçamento da Madeira".Alberto João Jardim disse ainda que toda esta matéria "cheira a esturro" e avançou que, segundo dados da classe médica, existem já pílulas abortivas até às dez semanas: "Não percebo como é que se está a gastar dinheiro em equipamentos, como é que se está a gastar dinheiro em tanta coisa, a contratar pessoal e, por outro lado, está-se a fechar centros de saúde, hospitais em zonas do país onde eles fazem falta" (fonte: Lusa). Só para ficar registado...

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