terça-feira, junho 30, 2026

Retrato das rent-a-car em Canárias

 

fonte: La Provincia

Canárias: recorde de facturação nos hotéis mas estadias mais curtas

 

fonte: La Provincia

Mais Liberdade: População residente em Portugal

 

A revisão em alta da população residente em Portugal pelo INE, de cerca de 10,7 milhões para 11,4 milhões de habitantes, teve um impacto significativo num dos indicadores mais utilizados para comparar o nível de desenvolvimento económico entre países: o PIB per capita. Como este indicador resulta da divisão da riqueza produzida pelo número de habitantes, uma população maior implica automaticamente um valor per capita mais baixo, caso a produção económica permaneça inalterada. Com base nos dados mais recentes, Portugal passa a apresentar um PIB per capita em paridades de poder de compra equivalente a 77% da média da União Europeia. Antes da revisão demográfica, essa percentagem era de 81%. Esta alteração faz com que Portugal desça da 18.ª para a 22.ª posição entre os 27 Estados-membros da União Europeia, sendo ultrapassado pela Polónia, Estónia, Croácia e Roménia. Apesar de a economia portuguesa ter crescido acima da média da UE em termos agregados nos últimos anos, uma parte muito significativa desse crescimento resultou da forte expansão da população residente, impulsionada sobretudo pela imigração, e não de ganhos de produtividade. O crescimento repartido por cada residente é bem mais modesto. Os dados ilustram a importância de distinguir crescimento económico de crescimento económico por habitante. Um país pode produzir mais riqueza em termos absolutos e, ainda assim, não convergir para os níveis de prosperidade dos seus parceiros se a população crescer a um ritmo semelhante ou superior ao da economia. Durante vários anos, o país debateu e avaliou políticas públicas com base em estimativas populacionais que agora se revelam significativamente subavaliadas. Indicadores fundamentais como o PIB per capita, a produtividade por trabalhador, o rendimento disponível por habitante ou mesmo a pressão sobre os serviços públicos foram calculados com base numa população inferior à real, condicionando inevitavelmente o diagnóstico da realidade nacional. Revisões desta magnitude devem suscitar uma reflexão sobre a qualidade da informação estatística disponível e sobre a necessidade de garantir que erros desta dimensão não se voltam a repetir (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: A grave crise de habitação que Portugal

 

A grave crise de habitação que Portugal enfrenta atualmente, tem a sua principal raiz num desequilíbrio estrutural que se consolidou na última década: a procura por habitação, impulsionada pelo crescimento do número de agregados familiares, tem superado consistentemente a oferta de novos fogos concluídos. Esta divergência entre a necessidade das famílias e a capacidade de resposta do mercado imobiliário explica, em larga medida, a pressão sentida nos preços e a dificuldade de acesso a casa própria ou ao arrendamento. Ao observar o histórico desde 1999, é evidente que, até cerca de 2014, Portugal registava habitualmente um excesso de nova construção, com números positivos de novos fogos, líquidos da formação de novas famílias (atingindo picos de mais de 50 mil habitações). Contudo, a partir de 2015, o cenário alterou-se profundamente. A oferta de novas habitações sofre uma contração drástica, para valores inferiores a 10 mil novos fogos construídos por ano (atualmente está ainda abaixo dos 30 mil, muito abaixo dos valores próximos de 100 mil na viragem de século), enquanto a pressão da procura se intensificou, sobretudo devido à onda de imigração, criando um défice de nova habitação que ultrapassou os 50 mil fogos, em vários anos. Os dados refletem um desequilíbrio profundo. Mesmo com alguma oscilação na procura, que levou a que, por exemplo, em 2025 tenha havido um equilíbrio entre o número de novos fogos e de famílias, a incapacidade da oferta em acompanhar o ritmo de formação de novos agregados familiares, num período de tempo tão longo, resulta num estrangulamento da disponibilidade habitacional. E a formação de novos agregados está muito provavelmente subestimada, uma vez que muitas famílias não se chegam a formar devido à impossibilidade de acesso a habitação acessível. Em suma, o mercado enfrenta hoje um desafio de grandes proporções. A construção de nova habitação tem sido muito escassa nas últimas duas décadas, resultando num défice acumulado que pressiona o acesso das famílias portuguesas à habitação (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: evolução dos salários reais


Em Portugal, ao longo das últimas duas décadas, os salários reais (excluindo o efeito da inflação) evoluíram de forma muito desigual entre grupos profissionais. Enquanto as profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas registaram aumentos salariais significativos em termos reais, os rendimentos das profissões mais qualificadas, em média, acabaram por diminuir. Entre 2002 e 2024, todos os grupos de profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas viram o seu ganho médio mensal aumentar, destacando-se sobretudo os grupos com os rendimentos mais baixos. Os agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, da pesca e da floresta viram o seu ganho médio mensal crescer 48% desde 2002, passando de 791€ para 1.167€ (ambos os valores a preços de 2024). Entre os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores, o crescimento foi de 35%, um pouco acima do que se verificou entre os trabalhadores qualificados da indústria, construção e artesanato (+31%) e entre os trabalhadores não qualificados (+30%).

Em contraste, os técnicos e profissões de nível intermédio registaram uma ligeira redução de 1% no ganho médio mensal. Entre os especialistas das atividades intelectuais e científicas, a quebra foi bem mais acentuada, de 12%, tal como entre os dirigentes, diretores, gestores executivos e representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, que sofreram uma redução de 15%. Estes dados mostram uma compressão salarial significativa. A diferença entre os rendimentos das profissões mais qualificadas e mais bem remuneradas e os rendimentos das profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas e menos bem remuneradas, diminuiu ao longo das últimas duas décadas, não porque os salários mais baixos tenham convergido exclusivamente através de ganhos de poder aquisitivo, mas também porque os salários das profissões mais qualificadas perderam poder de compra. A evolução reflete fatores como o forte aumento do salário mínimo nacional, a maior proteção dos rendimentos mais baixos e um crescimento económico que não foi suficiente para impulsionar de forma sustentada os salários das profissões de maior qualificação. O resultado foi uma redução das disparidades salariais, mas também uma menor recompensa relativa para competências mais especializadas (Mais Liberdade, Mais Factos)

Canárias: eleições de 2027 já condicionam a politica regional


fonte: La Provincia

FMI vê crescimento português a perder força, contas públicas equilibradas e perigos "elevados" na habitação

Menos crescimento, mas contas públicas equilibradas, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI) no novo estudo sobre a economia portuguesa ao abrigo do chamado Artigo IV, divulgado esta quarta-feira, 24 de junho. Acresce um novo risco que aparecia menos há uns anos: Depois de ter crescido 1,9% em termos reais em 2025, Portugal deve abrandar para 1,7% este ano e 1,6% no próximo, fruto das condições externas mais adversas, indica o Fundo no amplo estudo sobre o país.

Consistente com o ambiente geral, o emprego também abranda. Depois de ter aumentado 2,2% em 2025, esta dinâmica deve desvanecer para quase metade, no médio prazo: 1,7% este ano e 1,3% no próximo. A taxa de desemprego mantém-se relativamente baixa e próxima de 6% da população ativa (5,9%). Por causa do choque energético que deflagrou este ano, a inflação descola da casa dos 2%, devendo atingir 3,4%, em média, em 2026. Depois, se tudo correr menos mal, a guerra entre os EUA e o Irão terminar a breve trecho e o Estreito de Ormuz voltar ao que era antes de fevereiro, o aumento dos preços regressa a valores próximos de 2%, novamente.

"Desde a última consulta ao abrigo do Artigo IV, o desempenho económico de Portugal manteve-se robusto, mas a melhoria dos níveis de vida enfrenta obstáculos", observam os analistas responsáveis por Portugal. "Impulsionada por fortes receitas do turismo, pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelos efeitos de reformas anteriores, a economia continuou a crescer acima da média da área do euro (AE)".

segunda-feira, junho 29, 2026

FMI volta à carga no sistema de pensões

Fundo Monetário Internacional quer mais poupanças, simplificação e eficiência no sistema de pensões. Governo concordou em olhar para o assunto, "aprofundando estudos para eventuais novas reformas".mO plano do Governo para agregar 13 apoios sociais não contributivos – atualmente dispersos, como Rendimento Social de Inserção (RSI), Pensão Social de Velhice ou Pensão Social de Viuvez – numa única prestação (PSU ou Prestação Social Única) tem o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI), que divulgou a avaliação anual ao país (Artigo IV), esta quarta-feira, 24 de junho. O diploma da PSU está em debate e aguarda votação no Parlamento esta quarta-feira, justamente.

Riccardo Ercoli, o diretor executivo do FMI responsável por Portugal, e David Taylor Pereira, conselheiro de Ercoli, escrevem na avaliação ao país no âmbito do Artigo IV que "a Prestação Social Única (PSU), recentemente proposta pelo Governo, deverá simplificar o acesso aos apoios sociais, reforçar os incentivos ao trabalho e proporcionar maior proteção às pessoas em situações de vulnerabilidade". Em conferência de imprensa com um grupo de jornalistas portugueses, Jean-François Dauphin, economista e chefe da missão do FMI para Portugal, reforçou a ideia: "Não é uma questão que tenhamos discutido em profundidade com as autoridades portuguesas, mas consideramos que a medida contribui para simplificar a burocracia e facilitar o acesso das famílias aos apoios sociais, pelo que vemos mérito na abordagem“.

Um tsunami vai atingir o Mediterrâneo. A probabilidade é de 100% e Portugal está em risco

 


A UNESCO confirma que um tsunami com pelo menos um metro de altura vai atingir o Mediterrâneo nas próximas décadas. Portugal também está no mapa do risco e o IPMA sublinha que "não pode dizer que o risco é baixo". Não é uma questão de se, mas de quando. Na noite de ontem, dois sismos de magnitude 7.2 e 7.5 abalaram a Venezuela com apenas 39 segundos de diferença, provocando o colapso de edifícios em Caracas e gerando um alerta de tsunami que acabaria por ser cancelado. Poucas horas depois, também durante a noite, um sismo de magnitude 6.9 sacudiu a costa nordeste do Japão, ao largo da prefeitura de Iwate, sem vítimas reportadas mas com registo de pequenas variações do nível do mar em vários portos da região. Dois lembretes, em menos de 24 horas, de que a atividade sísmica do planeta não dorme e de que a ameaça de tsunamis é permanente. É neste contexto que vale a pena revisitar um alerta da UNESCO que, apesar de não ser novo, permanece por cumprir em muitos países costeiros, incluindo Portugal.

A agência das Nações Unidas declarou que as estatísticas mostram uma probabilidade de 100% de ocorrer um tsunami com pelo menos um metro de altura no Mar Mediterrâneo nos próximos 30 anos. O alerta foi lançado em 2022 e voltou a ganhar relevo à medida que os países costeiros intensificam os planos de prevenção. Importa perceber o que esta percentagem significa na prática. Não significa que o fenómeno vá acontecer amanhã, mas confirma algo essencial: é inevitável. Um metro de altura não equivale necessariamente a uma catástrofe de grande escala, mas num mar densamente habitado e com infraestruturas críticas ao longo de toda a costa, o impacto pode ser considerável.

Um repensar do turismo de baixo custo?


fonte: El Pais

Canárias: turistas vão mas gastam menos


fonte: La Provincia

A taxa Temu


fonte: Jornal de Notícias

domingo, junho 28, 2026

Curiosidades: Tóquio tem uma das maiores estruturas de controle de enchentes do mundo

 

Sob o solo da região de Tóquio existe uma das maiores estruturas de controle de enchentes do mundo. Conhecido como G-Cans, o sistema levou 13 anos para ser construído e ajuda a proteger a cidade das fortes chuvas e dos tufões que atingem o Japão. A água dos rios é desviada para uma rede de túneis e reservatórios subterrâneos que leva até uma enorme câmara apelidada de "Templo Subterrâneo". Sustentado por 59 gigantescas colunas de concreto, o espaço lembra uma catedral escondida debaixo da terra. Quando necessário, bombas de alta potência entram em ação e conseguem retirar cerca de 200 toneladas de água por segundo. Graças a essa impressionante obra de engenharia, milhões de pessoas ficam mais protegidas dos impactos das grandes enchentes (fonte: Facebook, Curiosidades da Terra)

E se o terramoto de 1755 fosse hoje, quanto tempo demoraria a Proteção Civil a ser alertada?


O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) simulou como seria a resposta das autoridades caso hoje ocorresse um terramoto com a mesma magnitude do de 1755, noticiou a agência Lusa. O exercício decorreu no Centro de Alerta de Tsunamis de Portugal, em Lisboa, e recriou um sismo de magnitude 8,5 ao largo do cabo de São Vicente, em Sagres. Segundo o IPMA, a Proteção Civil seria alertada oito minutos depois da deteção do abalo. De acordo com Fernando Carrilho, chefe da divisão de Geofísica do IPMA, os técnicos calculam de imediato a magnitude e o potencial de gerar um tsunami, identificando as zonas costeiras em risco e o tempo estimado de chegada das ondas. Na simulação, o tsunami demorou cerca de 50 minutos a atingir a costa, chegando a Sagres e ao Porto Santo, na Madeira. Após o primeiro alerta, é emitido um segundo quando as ondas são observadas, e a vigilância mantém-se elevada durante 24 horas. Criado em 2017 e reconhecido pela UNESCO em 2019, o Centro de Alerta de Tsunamis funciona 24 horas por dia, monitorizando a atividade sísmica através de uma rede de estações em terra e marégrafos ao longo da costa. O sistema português integra a rede internacional NEAM, que abrange o Atlântico Nordeste e o Mediterrâneo, e emite alertas também para Espanha, Marrocos, França, Reino Unido, Alemanha, Grécia, Itália e Turquia (Sol)

Curiosidades: O filme adulto mais famoso da história arrecadou 600 milhões de dólares


O filme adulto mais famoso da história arrecadou 600 milhões de dólares. A atriz principal revelou depois que foi filmada com uma arma apontada à cabeça em cada cena. Nova Iorque, 1972. "Garganta Profunda" estreia e se torna um fenômeno cultural instantâneo. Pela primeira vez, um filme para adultos atravessa a barreira para a consciência mainstream. Celebridades assistem às projeções. Críticos dos jornais mais importantes do país escrevem sobre ela. Johnny Carson menciona-a no programa da noite. A protagonista Linda Lovelace torna-se famosa da noite para o dia. Aparece em talk shows. A cara dela está em todas as revistas. Torna-se sinônimo da revolução sexual, da libertação feminina, de uma nova era onde as mulheres controlam seus próprios corpos. Todo mundo acha que ela é livre. Empoderada. Vivendo o sonho do amor livre. Ninguém faz ideia do que realmente está acontecendo por trás desse sorriso. Linda nasceu Linda Boreman em 1949 no Bronx. Cresceu em um lar católico rígido onde sua mãe era controladora e muitas vezes abusiva. Aos 21 anos, desesperada por fugir, conheceu um homem chamado Chuck Traynor. Ele parecia encantador. Protector. Ofereceu-lhe uma saída.

Curiosidades: quando a Taça Jules Rimet foi roubada no Rio de Janeiro


A histórica Taça Jules Rimet foi roubada da sede da CBF no Rio de Janeiro em dezembro de 1983 e derretida por criminosos. O troféu de ouro puro pertencia definitivamente ao Brasil após o tricampeonato mundial de 1970, mas acabou sendo alvo de um plano amador que explorou uma falha de segurança em sua proteção de madeira. A perda trágica consolidou a mudança definitiva para o atual Troféu da Copa do Mundo FIFA, introduzido em 1974. Sob novas regras mais rígidas, a federação internacional aboliu a posse permanente do troféu original, garantindo que os novos campeões mundiais recebam apenas réplicas banhadas a ouro (fonte: Facebook, Fatos Desconhecidos)

FMI prevê saldo orçamental nulo em Portugal em 2026 e 2027

“A posição orçamental deverá estar amplamente equilibrada em 2026”, projeta o FMI, no relatório sobre a missão do Artigo IV, salientando que o “impacto dos gastos relacionados com tempestades é estimado preliminarmente em cerca de 0,3% do PIB”. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o saldo orçamental de Portugal será nulo este ano, o que compara com a previsão de um défice de 0,1% do PIB em abril.

“A posição orçamental deverá estar amplamente equilibrada em 2026”, projeta o FMI, no relatório sobre a missão do Artigo IV, salientando que o “impacto dos gastos relacionados com tempestades é estimado preliminarmente em cerca de 0,3% do PIB”. Além dos apoios para as tempestades, o Governo também aplicou o desconto no ISP devido à subida dos preços na energia e há outras medidas previstas no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), que incluem, por exemplo, novos cortes no IRS. O FMI salienta que o OE2026 ajudará a lidar com os choques recentes, mas alerta que a postura expansionista “pode agravar as pressões inflacionistas”. A instituição considera ainda que manter posições orçamentais amplamente equilibradas no médio prazo, como o Governo projeta, vai exigir medidas adicionais de compensação.

Guerra impulsiona lucros de petrolíferas, indústria da Defesa e transporte marítimo


A guerra e a instabilidade nos mercados internacionais não deixaram apenas um rasto de destruição. Também impulsionaram os lucros de alguns dos maiores grupos empresariais do mundo. Produtores de petróleo e gás, fabricantes de armamento, empresas de transporte marítimo e seguradoras registaram ganhos de milhares de milhões de dólares, beneficiando da subida dos preços da energia, do aumento das despesas militares e dos custos acrescidos do transporte e dos seguros.

Empresas de transporte marítimo, seguradoras, Defesa e produtores de petróleo e gás estão entre os setores que viram os seus lucros disparar, à medida que a guerra e a incerteza abalaram os mercados mundiais. Segundo a “Aljazeera”, em termos de dinheiro vivo, nenhum setor beneficiou de forma mais direta da guerra do que o da energia. Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial passava pelo Estreito de Ormuz.

A dada altura, o preço do petróleo Brent atingiu brevemente os 126 dólares (110,45 euros) por barril, o valor mais elevado dos últimos quatro anos. Desde então, o preço recuou para níveis anteriores à guerra, situando-se em cerca de 72 dólares (63,12 euros) por barril. Os preços mais elevados traduziram-se num enorme aumento do fluxo de caixa para alguns produtores de petróleo, que também conseguiram beneficiar das maiores diferenças de preços entre os mercados energéticos regionais.

Terremotos na Venezuela: entender a causa


Os terremotos registrados na Venezuela estão relacionados à intensa atividade tectônica da região, onde ocorre o encontro entre a Placa Sul-Americana e a Placa do Caribe. Essas duas placas se movimentam constantemente uma em relação à outra, acumulando tensões ao longo de falhas geológicas que atravessam o norte do país. Quando essa energia acumulada é liberada de forma repentina, ocorrem os terremotos. Por isso, a Venezuela faz parte de uma área com histórico de atividade sísmica frequente, especialmente em sua faixa costeira e regiões próximas ao Caribe.

O evento mais recente chamou atenção pela sua forte magnitude. As estimativas variaram entre diferentes instituições sismológicas: o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitudes entre 7,2 e 7,5, enquanto pesquisadores do instituto geofísico de Potsdam, na Alemanha, estimaram valores entre 7,3 e 7,4. Pequenas diferenças nas medições são comuns devido aos métodos e modelos utilizados por cada órgão. Nota - Embora terremotos sejam relativamente comuns nessa zona tectônica, eventos acima de magnitude 7 são considerados fortes e podem causar danos significativos, além de gerar alertas de tsunami em áreas costeiras do Caribe (fonte, Facebook, Mais Geografia)

Curiosidades: a propósito dos terramotos na Venezuela


Eu li muitas explicações sobre os terremotos que atingiram a Venezuela ontem, mas poucas conseguem explicar o que aconteceu de forma simples. Então, aqui vai uma explicação fácil de entender. Tudo começa com duas placas tectônicas: a Placa do Caribe e a Placa Sul-Americana. A maior parte do território venezuelano está sobre a Placa Sul-Americana. Já a Placa do Caribe, como o próprio nome indica, sustenta o Mar do Caribe e grande parte das ilhas e países caribenhos.

O local onde essas duas placas se encontram é chamado de limite de placas. Elas não colidem diretamente uma contra a outra; em vez disso, deslizam lateralmente. Ao longo de milhões de anos, esse movimento formou grandes fraturas na crosta terrestre, conhecidas como falhas geológicas. Na Venezuela, as principais são as falhas de San Sebastián, Boconó e El Pilar. Como as placas se movem em direções diferentes, elas acabam ficando presas em alguns pontos. Enquanto continuam tentando se mover, a tensão vai se acumulando nas rochas, como acontece quando esticamos um elástico. Chega um momento em que essa tensão é grande demais, as rochas se rompem e toda a energia acumulada é liberada de uma só vez: é isso que provoca um terremoto.

Até aí, esse é o comportamento típico de um terremoto. Normalmente ocorre um grande sismo, seguido por vários tremores menores, chamados de réplicas. O que tornou o evento de ontem tão incomum foi o fato de ele ter sido um terremoto dupleto. Primeiro ocorreu um sismo de magnitude 7,2 Mw e, apenas 39 segundos depois, outro terremoto de 7,5 Mw atingiu praticamente a mesma região. O primeiro terremoto enfraqueceu edifícios, pontes e outras estruturas. Logo em seguida, o segundo terremoto atingiu uma região já fragilizada, agravando enormemente os danos. Foi justamente essa sequência que tornou o desastre tão devastador. Muitas pessoas relataram a sensação de que o tremor parecia não ter fim. Isso aconteceu porque, na realidade, não era um único terremoto, mas dois grandes terremotos ocorrendo quase consecutivamente, separados por apenas 39 segundos (fonte: Facebook, Mais Geografia)