sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Nota: uma estranha sondagem no Funchal

 


O Económico-Madeira publicou hoje uma sondagem - com chamada na primeira página do jornal-mãe - que me leva a pensar que a dimensão do embuste à volta da CMF e para enganar os funchalenses é bem maior do que se julga e que esconde estratégicas de assalto ao poder  no PSD-M que paulatinamente estão a ser elaboradas e que precisam de afastar e de humilhar potenciais ameaças à sua concretização

Será que alguém minimamente informado  acredita que uma sondagem séria, tendo como pano de fundo nomes de potenciais candidatos e não também uns tantos nomes que não se sabe como aparecem na arena (muito menos com as limitações recentes resultantes da nova legislação eleitoral autárquica) - alguns deles sei que não são candidatos a coisa nenhuma... - apresente os valores estratosféricos, da ordem dos 61% a favor do nome (o único) associado ao PSD-M, sem que haja uma decisão nesse sentido e sem que o PS-M tenha construído uma sondagem que obviamente vai acontecer?

Será que alguém minimamente informado e conhecedor da realidade política e eleitoral funchalense acha que algum candidato alguma vez terá 61% nas eleições para a edilidade funchalense?

Francamente há coisas que cheiram tão mal, tresandam, que a gente fica a perceber que das duas uma: ou há uma ambição pessoal subjacente a este sai-não-sai (ambição que se pode questionar por razões várias e bem fragilizadoras) ou então há um embuste político, no PSD-M que tem menos a ver com as autárquicas e com a CMF e mais com 2023 e o futuro do PSD-M. E o que eu penso e repito isto as vezes que forem necessárias (mas sobre este tema estou a ultimar as minhas notas soltas...).

Finalmente, e só para lembrar a verdade dos factos nas eleições para a Câmara Municipal do Funchal:

2001

PSD, 55,7%

PS-CDS, 27,3%

2005

PSD, 50,2%

PS, 25,2%

CDS, 7,8%

PSD+CDS, 58%

2009

PSD, 52,2%

PS, 13,5%

CDS, 10%

PSD+CDS, 62,2%

2013

PS (coligação), 39,2%

PSD, 32,4%

CDS, 14,6%

PSD+CDS, 47%

2017

PS (coligação) 42,1%

PSD, 32,1%

CDS, 8,6%

PSD+CDS, 40,7% (LFM)

Nota: vacinação, comunidades e demagogia populista idiota

Li na imprensa regional que os deputados madeirenses do PSD-M em São Bento queriam envolver a diáspora no plano de vacinação nacional (!), mas que o Governo da República teve um entendimento diferente. E se quiserem que vos digas, acho bem e concordo.

Eu não gosto do politicamente correcto e comigo ninguém conta nem mesmo tratando-se das comunidades madeirenses no estrangeiro pelas quais tenho grande respeito e consideração. Mas nada de misturar alhos com bugalhos, digam o que disserem alguns dos "mandões" escolhidos para "representarem" as nossas comunidades sobre o facto de não terem sido incluídas no plano de vacinação em Portugal.

Basta de hipocrisias ou de populismos idiotas. Num país que recebe até Março metade das vacinas previstas, que não consegue vacinar mais de 60% da sua população até o Outono, que continua a braços com um processo de vacinação lento, que sabe que não teremos vacinas para todos porque ficamos reféns das asneiradas da União Europeia, como é que se pode sequer imaginar aquela possibilidade sem sentido?

Mas afinal nos países de acolhimento não há planos de vacinação, não há vacinas, não compraram vacinas? Acham bem, repito e insisto, quando sabemos que Portugal está a braços com escassas vacinas que não chegam para os que cá residem, que andemos a perder tempo com conversas da treta e sem sentido? Se vamos valorizar esse tipo de demagogia sem qualquer sentido, só nos falta mesmo dar espaço mediático a quem apareça a reclamar que também devemos mandar vacinas para os PALOPS devido às relações privilegiadas que temos com esses países (temos mesmo?!). Deixem-se de tontices. Vamos primeiro vacinar os que cá vivem, vamos primeiro responder às necessidades do nosso país. E depois de estarmos todos vacinados, então podem até falar de enviar vacinas para Marte que eu não me importo. O que eu nunca toleraria, é que não fosse vacinado, quando a minha vez chegar, por não haver vacinas devido ao facto de algum mentecapto as ter desviado não sei para onde. Não admito, digam o que disserem, não admito. E ponto final.

Repito, concentrem-se no que realmente importa à Madeira e ao nosso futuro colectivo. Já temos muitos problemas, dúvidas e incertezas que nos chegam. Com a vacinação das pessoas não se brinca, certo?

Acresce que foi ontem noticiado que com as doses que chegam até Março, apenas será possível vacinar por completo cerca de um milhão de pessoas em Portugal. Parem com protagonismos idiotas com este tema da vacinação. Por isso concordo com o Governo da República, o plano de vacinação é nacional e nele estão incluídas as Regiões Autónomas (LFM)

Nota: a covid e as..."comorbidades" associadas que ninguém explica às pessoas

Sempre que se anuncia o falecimento de uma pessoa devido ao covid19 a lenga-lenga das entidades oficiais - que pensam que estão a falar para pessoas com a mesma capacidade de percepção do que se passa - acham que a frase-chapa 5 "tinha várias comorbidades associadas" explica tudo. Não explica como o deve fazer.

Em linguagem médica, acho que não cometo um erro, quando se fala em comorbidade falamos da presença ou associação de duas ou mais doenças numa mesma pessoa.

Li que "uma das características da comorbidade é que existe a possibilidade de as patologias se potencializarem mutuamente, ou seja, uma provoca o agravamento da outra e vice-versa. Além disso, a comorbidade pode dificultar o diagnóstico e influenciar o prognóstico" (por exemplo, há uma comorbidade no caso de uma pessoa que sofra de hipertensão arterial e de glaucoma). Repito, falamos da associação de duas ou mais doenças que aparecem em simultâneo num mesmo paciente.

Uma pessoa que morre devido ao covid19 - independentemente de terem existido casos no estrangeiro de mortes por causas directamente associadas aos efeitos do covid19 em pacientes sem outro historial clínico mas que acabaram por falecer - é vítima dos efeitos do vírus no seu sistema imunológico (sistema imunológico, é um conjunto de órgãos, tecidos e células responsáveis pelo combate a microrganismos invasores, impedindo, assim, o desenvolvimento de doenças) e no seu estado de saúde, fragilizando-o e tornando-o demasiado vulnerável e frágil para reagir com determinação ao avanço da doença. Essa vulnerabilidade do paciente, associada à inevitável fragilidade provocada pelo covid19, acabam por ser a causa do falecimento, dado que agravam as doenças que o paciente em causa já tinha antes  (as tais comorbidades) de ter sido infectado com a covid19. Julgo que as mais de 15 mil mortes registadas em Portugal até hoje e as 60 mortes na RAM foram sempre anunciadas como “mortes covid19 em pacientes com comorbidades associadas”  (LFM)

Nota: afinal que raio de perigo é esse?

Quando me dizem que os alunos mais velhos, do 3º ciclo e do ensino secundário, estão sem aulas presenciais, ficam em casa, porque podem constituir potenciais veículos de propagação do covid19, do ambiente escolar para casa ou de casa para o ambiente escolar, eu limito-me a aceitar essa tese, até por que não percebo nada do assunto. Limito-me a ler ou ouvir as recomendações oficiais sobre o tema e os receios à volta do assunto, e mais nada. Só que há uma coisa que depois não percebo bem, melhor dizendo, não percebo mesmo patavina: os tais alunos que alegadamente são uma ameaça potencial se estiverem em aulas afinal deixam de constituir essa ameaça e podem andar aos grupos - dezenas deles sem máscaras e sem distanciamento social - quando se concentram em espaços privados junto ao mar como ainda hoje se podia verificar, sem dificuldade, em vários locais da frente-mar funchalense? Ou seja, os alunos mais velhos, do 3º ciclo e do ensino secundário, ficam sem aulas porque podem ser veículos transmissores da pandemia, mas ao longo do dia podem estar em normal confraternização (a mesma que aconteceria nas escolas) na praia ou complexos balneários e já tudo é normal? Ó raio, afinal que perigo é esse que leva à suspensão das aulas presenciais? Em Espanha, li no El Mundo, fizeram isso mas perceberam o embuste tarde demais - julgo que depois rectificaram mas não sei bem como o fizeram - que os estudantes com aulas presenciais suspensas continuavam a deslocar-se de um lado para outro, nos transportes públicos, porque continuavam a dispor de passes de estudante para os transportes públicos activos... E eu que pensava que era só na Venezuela que Maduro tinha o poder de fazer um acordo com o danado do vírus suspendendo durante 3 ou 4 dias na época natalícia, para que os venezuelanos pudessem sair de casa e efectuar as suas compras natalícias. Pelos vistos há quem tenha essa facilidade de controlar o bandido do covid! (LFM)

Nota: militarização necessária?

Acabei de ver na SIC-Notícias uma reportagem sobre a denominada task force nacional para a vacinação. Liderada agora por um militar, a referida task force foi reforçada com pessoal, na sua maioria militares tendo constatado que a linguagem que por lá predomina parece ser a linguagem militar, do inimigo, da reacção rápida, etc, lógica que eu aceito mas que admito alguns poderão achar deslocada e até exagerada. Se estamos a falar der planificação, admito que os militares sejam dos mais rigorosos nisso. Se estamos a falar em combater casos de corrupção, aldrabice, ou esperteza saloia, nem precisei de Tancos para não acreditar em "milagres" militares.

O que se espera desta task-force militarizada - e nada tenho contra isso sobretudo depois daquele incompetente que por lá passou, com uma postura arrogante e a roçar o patético ter sido afastado e demitido apesar das desculpas esfarrapas idiotas que tentou arranjar para justificar o seu afastamento precoce - é que seja eficaz, não agora, quando as vacinas faltam, mas depois, quando Portugal tiver - se tiver - as vacinas suficientes para garantir os tais 80% de vacinados que a ministra da saúde repetidamente fala, apesar de eu nunca ter lido que ela alguma vez tivesse ganho o euromilhões (LFM)

domingo, fevereiro 07, 2021

Nota: o que eu penso (e o peso dos números) sobre a coligação PSD-CDS no Funchal


 Uma coligação necessária?

Já que falamos de uma coligação e sabendo-se que as coligações eleitorais são feitas não para gerir derrotas, mas para alcançar vitórias. Importa reforçar o princípio sagrado de que uma coligação implica um entendimento político prévio e que esse acordo deve estar acima de tudo o resto, independentemente de gostarmos ou não da solução encontrada, ou sequer termos qualquer empatia com o (s) parceiro (s) dessa coligação. Essas questões passam para um plano secundário se se provar - e isso prova-se com factos, não com visões antecipadas de uns tantos iluminados, o com repugnantes imposições totalitárias das lideranças de partidos - que a consubstanciação de uma coligação parte da garantia segura - relativamente, como é evidente - de que há uma mais-valia eleitoral imediata daí resultante.

Para isso é preciso haver um estudo político prévio, de bastidores, no terreno feito de forma séria e isenta, que comprove que essa aposta da coligação constitui uma mais-valia aglutinadora dos votos do eleitorado dos partidos participantes na coligação e não um elemento de dispersão e de desmobilização desse eleitorado, um dos riscos mais ameaçadores para qualquer coligação.

Fazer uma coligação para satisfazer exigências, pressões, ameaças de bastidores, transformando a política num mero negócio do deve-e-haver caganças de protagonistas políticos, apenas para disfarçar fragilidades, tornear derrotas humilhantes em perpectiva (se concorrerem isoladamente...) gerir uma derrota e não para apontar em direcção a uma vitória, isso seria uma palhaçada insultuosa para o eleitorado de cada freguesia ou concelho. E quando assim é, normalmente ajustam-se contas nas urnas...

A hecatombe de 2013

O PSD-M já passou por isso, não por uma coligação autárquica (exceptuando o que se passou em 2017 em São Vicente e Ribeira Brava, concelhos onde nem concorreu!), mas por decisões tomadas por iluminados que depois as impuseram aos demais companheiros das estruturas de freguesia ou de concelho. A derrota normalmente começa ai, quando o processo de decisão é esse, imposto de cima para baixa e se banalizam e desvalorizam as reuniões com as bases dos partidos, nas quais por vezes ouvir o que elas têm para dizer se transforma numa "chatice".

Em tempo de vacas gordas, como aconteceu durante anos, é fácil. Mas em tempos de crise - e sabe-se lá o que virá ainda até as eleições de Setembro deste ano - tudo se complica.

Alguém dúvida que o desastre eleitoral autárquico do PSD-M, gostem ou não que se diga (e não vou discutir agora factores de natureza diversa que também influenciaram negativamente o desfecho eleitoral dos social-democratas em 2013, incluindo divisões internas, desmobilização organizada e promovida, deliberados boicotes das campanhas eleitorais programadas e que nem das sedes saíram, escolhas erradas contra o sentir das populações, apesar dos alertas dados, influência desmedida, despropositada e nalguns casos nojenta (porque falsa e manipuladora) de alguns  dos chamados "notáveis" da coutada, uns insignificantes promovidos a "ouvidores do reino" lá na freguesia ou concelho mas que não representavam coisa nenhuma, alguns nem lá residiam mais, etc) começou nas eleições de 2013, influenciadas também por factores políticos ocorridos nos dois anos anteriores (falo do PAEF e do agravamento das condições de vida que daí resultou), mas influenciados sobretudo por outras realidades determinantes.

Das principais Câmaras Municipais da RAM o PSD apenas manteve Câmara de Lobos, graças a uma fidelidade eleitoral da esmagadora população local que nem sempre foi bem tratada por quem de direito, que nem sempre foi apoiada da forma que devia ter sido, porque política é também isso, gostem ou não que se diga (e conversas hipócritas comigo não funcionam): apoiar todos sim e sempre, mas apoiar de uma forma mais concreta, sem colocar em causa dos outros, aqueles que mais confiaram em nós quando foram chamados a pronunciar-se.

A minha maior dúvida

A minha primeira dúvida é saber, e não sei, nem tenho sequer essa certeza, se PSD-M e CDS-M, que se encontram na oposição em 00 das 10 freguesias do Funchal, sentem o pulsar das populações das freguesias da capital, onde não são poder, se estão presentes no terreno da forma e modo como seria recomendável a quem quer reconquistar eleitores perdidos, se fazem uma leitura isenta e pragmática da realidade social e política em cada freguesia, se procederam ao levantamento - uma espécie de análise-swot - da realidade das freguesias, das necessidades mais prementes, dos problemas dos jovens, do impacto do desemprego e do consequente peso do apoios sociais, do estado em que se encontram as pequenas empresas existentes em cada freguesia, enfim, o levantamento sério das potencialidades e ameaças, dos pontos mais fortes e das fraquezas, etc. Sem isso esqueçam, não há solução política que resulte e resista porque fica sempre a ideia de que há uns "paraquedistas" que passam 4 anos a vaguear pela zona e que, de repente, só porque se lembraram que se aproximam eleições, querem ser mais vistos na freguesia (não marcaram posições no terreno nem ganharam visibilidade pessoal e política ao longo de todo o tempo que dispuseram para o fazer), tentando a visibilidade que ajuda os propósitos eleitorais, até porque as freguesias nunca ganharam, contrário das Câmaras Municipais - e nem todas! - grande protagonismo no espaço mediático disponível.

E se temos presentes - e por isso elaborei estes quadros comparativos até para facilitar a percepção do tema - os resultados eleitorais das autárquicas de 2013 e 2017, convém recordar, no caso do Funchal - que virou perigosa e patética obsessão para alguns, como se isso resolvesse os problemas da governação regional e ajudasse a superar os desafios que tempos pela frente - que os resultados das legislativas e regionais de 2019, mesmo tratando-se de eleições diferentes, são uma referência que não pode ser escamoteada porque ajuda a perceber fragilidades e potencialidades.

O peso pessoal

É voz corrente que as eleições autárquicas são as eleições mais pessoalizadas de todas, porque mais do que a fidelidade do voto partidário, há uma outra componente - o voto na pessoa que mais convence a nossa confiança - que pode influenciar os resultados, a escolha dos candidatos. Quando esses dois itens se confundem, os partidos pouco ou nada ganham com isso. No fundo, o que um partido precisa, mais do que manter o seu eleitorado tradicional e que vota por habituação, por escolha ou por fidelização simbólica, é poder e saber penetrar nos chamados indecisos ou abstencionistas - o eleitorado, a maior faixa dele, que sem compromissos vagueia de eleição para eleição alterando o seu voto em função de premissas ou factores exógenos (aos partidos) um dos quais tem a ver com as pessoas escolhidas para liderarem uma candidatura e com a confiança que transmitem e  garantia de competência e entrega que os acompanha.

Os autarcas são os "porteiros"...

Não há "jokers" milagrosos neste processo eleitoral, sobretudo neste. Os autarcas, nas freguesias e nos concelhos, são uma espécie dos "porteiros" que abrem a porta de entrada dos cidadãos na governação, são eles que recebem os eleitores, que estão mais perto deles, que os encaminham, que os ouvem, que resolvem ou tentam resolver os problemas, que pedem ajuda e apoios quando necessários, que constroem pontes com os patamares superiores da governação, que estabelecem essas ligações de confiança entre as instituições e as pessoas.

Por isso, durante anos, era voz corrente afirmar-se que ninguém devia chegar aos patamares mais elevados da política e do exercício da governação, sem antes sentir o pulso da pressão e da responsabilidade ao nível autárquico. Hoje isso perdeu sentido, porque a política aos poucos perdeu a sua essência, as suas ideologias devidamente demarcada umas das outras, para se transformar antes numa arena de oportunismos e de oportunistas cinzentões e sem ideologia, que hoje tanto vendem um sabonete como amanhã tentam fazer passar um quilo de barro como se de ouro se tratasse.

Até a fidelidade militante nos partidos hoje deixou de obedecer a uma lógica que predominou durante anos, mesmo que existissem no passado situações em que essa regra foi espezinhada. São os partidos que fomentam e incentivam o oportunismo militante, que desvalorizam a militância, que quase atiram para o lixo a coerência ideológica que vincula uma pessoa a um partido - ou que devia vincular.

No futebol os clubes não se compadecem com cinzentões, porque quem gosta de futebol tem uma escolha feita. Na política fomenta-se a pretensa influência dos "independentes", institucionaliza-se o cinzentismo idiota, desvalorizando a coerência e empurrando até os militantes para fora, a se afastarem porque há quem queira partidos políticos, não os clubes de futebol, transformados em mantas de retalhos ou, se preferirem, em "albergues espanhóis". A Madeira não escapou a isso, infelizmente. Hoje a militância de uma maneira geral, e apesar das habilidades para disfarçar fragilidades, é um dos calcanhares de Aquiles da política e dos partidos, distanciando-os das pessoas, que deviam fomentar as escolhas, reintroduzir a diferenciação ideológica na política. etc. Um tema actual, pertinente, mas para outas análises.

Se olharmos às regionais e legislativas de 2019 - a últimas eleições realizadas na RAM com partidos, depois das autárquicas de 2017, consta-se o seguinte, tomando como referência o Funchal:

- nas regionais de 2019, o PS foi o mais votado no Funchal com 39% contra 37,1% do PSD e 5,7% do CDS. O PS foi o mais votado em 6 das 10 freguesias da capital contra 4 freguesias para o PSD - Santa Luzia, Sé, São Roque e Monte;

- nas legislativas de 2019, o PS voltou a ser o mais votado no Funchal com 36% contra 34,9% do PSD e 5,6% do CDS. O PS foi o mais votado em 5 freguesias da cidade, contra 5 ganhas pelo PSD - São Martinho, Monte, Sé, Santa Luzia e São Roque.

Ou seja, percebendo eu certos estados de alma e sentimentos, sobretudo da chamada "velha guarda" do PSD-M, a verdade é que a política é hoje, e cada vez mais, infelizmente, um negócio que tem a ver com o poder. E os negócios obedecem a uma lógica de mais-valias, a um evidente pragmatismo, para que não fracassem. O que é preciso é que as diferentes estruturas partidárias do PSD-M e do CDS-M, sem generalizarem coligações - sou frontalmente contra essa imposição generalizada e inclusivamente não me repugna uma revolta eleitoral em resposta a essa lógica totalitária nos tempos que correm em que as bases precisam de ter mais voz e mais capacidade de decisão, mas também o dever de assumirem responsabilidades caso falhem e sejam derrotadas - pergunto:

- as bases do PSD e do CDS regionais, considerando todos estes números, acham que, concorrendo separadas - mesmo que devam ser considerados factores novos do lado do PS, a começar pelo facto de não existir ainda uma perspectiva de coligação, embora seja previsível (apenas o Bloco e uns tantos partidos pequenotes sem expressão, deverão alinhar nessa coligação, porque os bloquistas são os únicos que precisam de um guarda-chuva porque eles têm um enorme pavor de concorrerem sozinhos e voltarem a ser derrotados como aconteceu em 2019) e de Miguel Silva concorrer pela primeira vez a eleições (apenas fez parte das duas listas lideradas por Cafofo no Funchal), mas sobre isso um dia destes escreverei mais desenvolvidamente  - estão convictas que isoladamente conseguem os mandatos que lhes deem a maioria na edilidade funchalense? Francamente, muito francamente - nem com "jokers" que alguns andam a inventar - não acredito. Porque há ainda alguns anticorpos do pós-regionais de 2019 que podem influenciar o desfecho eleitoral, caso uma parte significativa do eleitorado pretenda deixar um aviso penalizador, essencialmente ao PSD-M, cujo peso autárquico nem se compara, nunca se comparou ao do CDS-M. Basta ver os quadros globais para percebermos que mesmo que a coligação não garanta nada, dificilmente ela deixará de ser a solução política nesta altura. Mas certo de que as autárquicas de 2021 no caso da Madeira não se resumem ao Funchal nem esta cidade contribui em nada para o sucesso ou fracasso da governação regional. Cada realidade no seu recanto (LFM)


Legenda: estes quadros mostram por freguesia, as votações, em 2013 e 2017, para a Câmara Municipal, abstenção e votação e percentagem, dos partidos utilizados para este meu estudo, PSD, CDS e PS (em coligação nos dois casos). A primeira constatação, usando os valores oficiais (MAI) das duas eleições, é a de que enquanto em 2013 o somatório dos votos PSD e CDS nunca seria ultrapassado - repito, na votação para a Câmara Municipal - pelos votos da coligação (que individualmente foi a mais votada, para a CM, em 8 das 120 freguesias da capital), já em 2017 o somatório dos votos PSD e CDS apenas não seria superado pelos votos da coligação em 4 das 10 freguesias da capital. Contudo lembro que a coligação, na eleição da Câmara Municipal, foi a mais votada em 6 das 10 freguesias. Um cenário que muda - como podemos ver noutras imagens - para as Juntas de Freguesia. Acho que as estruturas social-democratas, sobretudo estas, deviam olhar com atenção para esta realidade matemática e perceberem se acham, colocando vaidades pessoais, egos ou interesses de grupo, que, 4 anos depois, a situação mudou para o PSD-M e CDS-M, em que dimensão, onde, em que sentido e com que amplitude eleitoral.


Legenda: este quadro compara os resultados do PSD, CDS e do PS (coligado ou sozinho) nas autárquicas de 2013 e 2017 e ainda nas regionais e legislativas de 2019. Lendo estes quadros constata-se que o PS-M foi o mais votado no Funchal nas eleições seleccionadas para este estudo comparativo, com a particularidade de nas regionais e nas legislativas de 2019 conseguir "roubar" votos aos seus parceiros das coligações autárquicas de 2013 e 2019 que acabaram fortemente penalizados, com destaque para o Bloco de Esquerda e a JPP nas regionais de 2019.


Legenda: este quadro mostra os totais do PSD, PS (coligação) e CDS nos três órgãos municipais, nas eleições autárquicas de 2013 e 2017, possibilitando assim uma comparação, caso queiram fazer, da evolução eleitoral de cada partido num espaço de 4 anos. Estes quadros mostram que nas autárquicas de 2017 o PSD obteve o melhor resultado na votação para as Juntas de Freguesia, tendo mesmo obtido mais votos que o PS (coligação). Mostra ainda que o pior resultado do PSD-M no Funchal, nas autárquicas de 2017, foi para a Assembleia Municipal mas a uma escassa diferença do total para a Câmara Municipal.


Legenda: estes quadros mostram a comparação entre os votos do PSD-M obtidos em 2017 nas votações para a Câmara Municipal e para as Assembleias de Freguesia (Juntas de Freguesia).

sábado, fevereiro 06, 2021

PSD-Funchal: será verdade?

Garantiram-se há pouco, e eu acredito na minha fonte, que as conclusões da reunião da Comissão Política do PSD-Funchal publicadas na imprensa não correspondem à realidade! Se assim foi, então o caso é demasiado grave e deixa no ar a dúvida sobre quem estará a conspurcar os bastidores da política social-democrata funchalense, em nome de quem e ao serviço de que estratégia. Muito sinceramente acho que a CP do PSD-Funchal devia clarificar, de uma vez por todas, e de forma oficial, o que se passou com esta novela. Deixando tudo como está há uma desautorização que me leva a questionar se têm condições para continuarem em funções. Pelos vistos o rastilho foi inventado por alguém. Foi isso? Porque o caso parece ser mais grave do que parece: na reunião apesar de terem criticado algumas situações pontuais de uns eleitos do CDS, a opinião unânime foi a de apoiar uma coligação PSD-CDS no Funchal se fosse essa a decisão. Isto muda de figura: quem foi a besta que andou a bufar para os jornais "conclusões" manipuladas e falsas? E com que intenção? (LFM)

Covid: uma (não) explicação para divergências de dados


 Dei-me ao trabalho de comparar os dados (entre 20 de Janeiro e 6 de Fevereiro) única forma das pessoas perceberem mais facilmente o que se passa, porque há uma coisa que tem que ser desmistificada de uma vez por todas - e que as pessoas devem deixar de usar para "justificar" coisas que mais depressa são um erro estatístico não assumido, do que qualquer outra coisa: Então quando há divergências de dados entre a DGS e a RAM (no documento que elaborei, inclui também os Açores, onde já houve uma polémica pública entre DGS e GRA a propósito de óbitos) isso fica-se a dever ao facto do boletim nacional incluir pessoas com casos confirmados que têm a residência fiscal na Madeira mas que residem no Continente? Muito bem. Aceitamos para não questionarmos mais nada.


Mas, qual reverso da medalha, curiosamente para os mais de 13 mil mortos nacionais, até 5.2.2021, será que as únicas vítimas madeirenses ou com residência fiscal na Madeira são apenas os 50 relatados pelo GRM? Seria óptimo. O problema é que as coisas não funcionam só para um lado. Ou são ou não são. Erros são erros e o melhor a fazer é assumi-los e melhorar o sistema, isto se se provar que ele funciona com desfasamentos que podem dar origem a situações vergonhosas como a de 4 de Fevereiro passado que, obviamente, perante as notícias, lançou os madeirenses numa ansiedade e angústia durante quase um dia, depois da DGS ter noticiado 264 novos caso na RAM. Se esse número se confirmasse - felizmente veio a revelar-se um flop, mais um - seria o recorde e indiciaria um agravamento súbito e sem explicações de uma situação que, não estando ainda normalizada, parecia ter a sua cadência certa.


O problema é que nem nos óbitos eles se entendem, como podem as pessoas confirmar olhando os quadros que incluo neste trabalho. Em 5 de Fevereiro a DGS dada 46 óbitos à Madeira contra 50 informados pela DRS-IASAUDE da Madeira.


Lembro que há é um dado, em cada um dos boletins, que deve ser tido em consideração que pode explicar alguma coisa (incluindo ajustes de dados relativos a dias anteriores) mas que não explica tudo:

Boletim da DGS

Dados até dia 04-02-2021 23:59:59

Boletim da DRS-IASAUDE (Relatório de Situação Epidemiológica na RAM em 05.02.2021)

Dados relativos a 05-02-2021 - 19.30 horas

Boletim da DRS-GRA

Fevereiro 2021 - Sexta-feira, 5 (00h00)

E por aqui me fico, não para especular - o assunto é sério demais para isso - mas por que acho que todos temos direito à verdade, sem truques e a um sistema que funcione de forma acertada e concertada. E deixem de usar "justificações", nomeadamente na comunicação social, só porque alguém lhes soprou algo aos ouvidos, porque na realidade são argumentos que carecem de verdade como se constata nestes dados (LFM)

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

quinta-feira, fevereiro 04, 2021

Nota: Calado na corrida à CMF? A oposição aplaude este erro que fragilizaria o GRM em tempos exigentes e impróprios para maçaricos

 


Temos sido martelados nos últimos meses com a eventualidade do PSD-Madeira retirar Pedro Calado do GRM, onde é elemento fundamental, e com uma importância que vai crescer nos próximos tempos.

Isto atendendo às previsíveis pressões que se farão sentir na RAM, nomeadamente as de índole económico, orçamental e social (a recuperação será lenta e vai provocar grandes mudanças nalguns sectores de actividade), realidade que vai exigir pessoas aptas para esses desafios e não “maçaricos” sem expediente e sem experiência.

Julgo que depois das autárquicas algumas mudanças no GRM, para o dotar de uma outra dinâmica e de uma maior facilidade de comunicação com as pessoas, serão inevitáveis. Se fosse um GR do PSD-M diria que isso é obrigatório. Como se trata de um governo de coligação, os “melindres” – e não só… - podem impedir esse reajustamento, cada vez mais necessário.

Há sectores que me parecem “parados”, sem dinâmica, sem grande eficiência, e não é a pandemia a culpada disso. Mesmo sabendo-se que o GRM teve apenas 4 ou 5 meses a separar a sua tomada de posse da chegada da pandemia à RAM, com todos os seus efeitos nocivos multiplicadores conhecidos. E que persistem com consequências ainda imprevisíveis.

Líderes europeus com o orgulho ferido por estarem a perder vacinação para o Reino Unido

 

Economia portuguesa é das que mais resiste na Europa ao arrefecimento no quarto trimestre


Crescimento de 0,4% no quarto trimestre face aos três meses anteriores é dos mais altos na União Europeia, indicam os dados do Eurostat. Mas, na comparação com o mesmo período de 2019, Portugal tem das maiores quedas entre os parceiros europeus. Depois da recuperação económica durante o Verão, um pouco por toda a Europa - e que em Portugal foi das mais fortes entre os parceiros europeus - o quarto trimestre de 2020 ficou marcado por novo arrefecimento da atividade económica. Foi o preço a pagar pelas medidas mais restritivas para conter a pandemia, na sequência do agravamento da situação sanitária com a chegada do Outono. Nos últimos três meses do ano passado a atividade económica na União Europeia (UE) recuou 0,5% face aos três meses anteriores, com a queda a chegar aos 0,7% na zona euro, segundo a primeira estimativa publicada esta terça-feira pelo Eurostat.


Subida do nível do mar pode ser ainda pior do que o esperado, advertem investigadores


É provável que a subida do nível médio das águas do mar seja mais rápida e maior do que se pensava anteriormente, de acordo com investigadores do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhaga, que acreditam que o mar poderá subir até 1,35 metros até 2100. Um estudo anterior do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas apontava que o nível médio só deveria subir 1,1 metros no mesmo período de tempo, mas agora, ao utilizarem dados históricos sobre a subida do nível do mar para validar vários modelos, este grupo de investigadores encontrou uma discrepância de cerca de 25 centímetros. Num artigo publicado na revista Ocean Science, os investigadores afirmaram que os modelos utilizados pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas não eram suficientemente sensíveis, com base no que descreveram como um teste de “verificação da realidade”.

“Não é grande notícia que acreditemos que as previsões anteriores sejam demasiado baixas”, disse o investigador de alterações climáticas Aslak Grinsted, também co-autor e professor associado do Instituto Niels Bohr.

“Os modelos utilizados para basear as previsões da subida do nível do mar não eram suficientemente sensíveis”, disse. Contudo, espera que o seu método pudesse ser utilizado para torná-lo mais credível e reduzir a incerteza. Antes não existiam grandes dados sobre a taxa de degelo da Antártida, por exemplo, o que dificultava a precisão das previsões. O investigador Grinsted descobriu ainda que embora os dados individuais, quando testados retrospetivamente no tempo, de 1850 a 2017, refletissem a subida real do nível do mar, quando os dados eram combinados as previsões eram “demasiado conservadoras” (Executive Digest, texto da jornalista Mara Tribuna)

Aviação de asas cortadas e sem retoma à vista


A pandemia não permite ao setor da aviação levantar voo. As estimativas degradam-se de dia para dia e apontam para uma retoma apenas em 2024 ou mesmo em 2026. A aviação continua sob o signo da crise e da incerteza. O agravamento do contexto pandémico em Portugal e na Europa – nomeadamente com o aparecimento da nova variante britânica da covid-19 – tornou a virar do avesso as estimativas mais otimistas de entidades e especialistas.

As novas medidas de restrição dos Governos devem travar, nas próximas semanas, a procura e o movimento de passageiros. Os aviões voltam a estacionar nas pistas, sem prazo para regressarem aos níveis de tráfego pré-pandemia. A TAP, por exemplo, apontava operar entre 19% e 28% de voos nos meses de fevereiro e março, em comparação com o mesmo período de 2020, de acordo com uma estimativa interna divulgada aos trabalhadores pelo presidente da comissão executivo, Ramiro Sequeira. A evolução do vírus não deverá, porém, permitir que estes números sejam alcançados. O nosso jornal sabe que existe essa consciência por parte dos responsáveis, tendo em conta a desaceleração que já tem vindo a verificar-se na marcação de reservas nas últimas horas.

Governo gastou menos que o previsto no Orçamento feito antes da pandemia


Os dados da execução orçamental mostram que o adicional de despesa aprovado pelo Suplementar ficou por executar em 2020, o que contribuiu para o défice ficar abaixo da meta. O BE já veio criticar. Os partidos que aprovaram o Orçamento Suplementar tinham a expectativa de que o Governo fosse executar grande parte do adicional de despesa que estavam a autorizar. Afinal, estávamos perante um reforço extraordinário face a um evento inesperado, a pandemia. Contudo, a execução orçamental conta outra história: a despesa efetivamente executada ficou não só abaixo do Suplementar, como da estimativa inicial do Orçamento do Estado para 2020 (OE 2020), o qual não contemplava a pandemia.

Os dados da Direção-Geral do Orçamento divulgados esta quarta-feira mostram que a despesa pública executada em 2020 foi de 94.436,6 milhões de euros, crescendo 5,3% face a 2019. Este valor é significativamente inferior a todas as estimativas feitas pelo Governo em Orçamentos desenhados em 2020: 96.836,5 milhões de euros no OE 2020 (feito antes da pandemia), 101.302,6 milhões de euros no Orçamento Suplementar de 2020 e 97.042 milhões de euros no OE 2021 (atualização da previsão para a execução de 2020), como mostra a tabela seguinte.

De 66% a 95%. Conheça a eficácia de cada vacina no combate à Covid-19


Muito já se falou sobre quão eficazes são as vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas pelas várias fabricantes de medicamentos. Umas protegem mais do que outras, mas todas se têm mostrado fortes mecanismos para combater a Covid-19. Recorde agora a eficácia de cada uma no combate à doença viral.

Pfizer

A farmacêutica Pfizer, parceira da BioNtech, na última atualização dos resultados da vacina avançou que a sua eficácia é de 95%, ao contrário dos 90% que apresentou anteriormente. Esta foi a primeira vacina a ser aprovada e a divulgar os seus resultados. Segundo a farmacêutica, foram recolhidos os dados de segurança necessários que permitam avaliar este nível de eficácia, que mostrou ser consistente com os dados demográficos de idade e etnia. Para além disso não foram identificados efeitos colaterais significativos, um sinal de que a imunização poderia ser amplamente utilizada em todo o mundo. A eficácia em adultos com mais de 65 anos, que estão particularmente sob risco de contrair o vírus, foi superior a 94%.

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

Covid-19: Equipa da OMS em Wuhan diz ter dados «nunca antes vistos»


A equipa da Organização Mundial de Saúde (OMS) está esta quarta-feira a visitar o Instituto de Virologia de Wuhan, que faz parte da missão para reunir dados e pistas sobre a origem e a disseminação do novo coronavírus, que terá surgido nesta cidade chinesa. Depois da visita ao laboratório, um dos peritos afirmou que existe informação “nova” e “boa”. O zoólogo Peter Daszak, que faz parte da equipa da OMS em missão em Wuhan, assegurou numa entrevista à Sky News que a investigação está a trazer novas informações relevantes, algo que “é muito valioso” e que começa a “ajudar a procurar na direção certa”. O perito também assinalou que a equipa está a obter dados que “nunca ninguém viu antes” e que “está realmente a chegar a algum lado”. Antes de entrar no Instituto de Virologia de Wuhan, Peter Daszak disse que esperava encontrar todas as pessoas-chave e fazer todas as perguntas importantes que precisavam de ser feitas no laboratório em causa, relata a agência de notícias Associated Press. Jornalistas estrangeiros acompanharam a equipa até à instalação de alta segurança, mas tal como em visitas anteriores não houve acesso direto aos investigadores, que deram poucos detalhes sobre a pesquisa em Wuhan até à data. O Instituto, que é um dos principais laboratórios de pesquisa de vírus da China, construiu um arquivo de informações genéticas sobre o coronavírus em morcegos, após o surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2003. Tal levou a alegações de que a covid-19 poderá ter vazado daquelas instalações, uma teoria que foi bastante promovida pelo ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, a China negou veementemente essa possibilidade (Executive Digest, texto da jornalista Mara Tribuna)

Covid19: Aumento de novos casos tem sido maior em crianças com idades entre os 6 e os 12 anos

 

Ao “Diário de Notícias”, Manuel Carmo Gomes explicou que o grupo de crianças com idades entre os 6 e os 12 anos tem “a taxa de variação de um dia para o outro mais elevada”. Já os jovens entre os 18 e os 24 anos têm diminuído o número de contágios Nos últimos dias de janeiro, o pior mês da pandemia em Portugal, verificou-se uma desaceleração em relação ao número de novos casos diários. No entanto, o epidemiologista e investigador da Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa, Manuel Carmo Gomes, explica ao "Diário de Notícias" que "o aumento de novos casos tem sido maior no grupo dos 6 aos 12 anos, depois dos 13 aos 17, seguindo-se o dos 0 aos 5". O grupo de crianças com idades entre os 6 e os 12 anos tem "a taxa de variação de um dia para o outro mais elevada, embora também tenha vindo a descer nos últimos dias, como todos os outros grupos", acrescenta.

Já o grupo entre os 18 e os 24 anos tem diminuído o número de contágios ao longo das últimas quatro semanas, sendo apontado por Manuel Carmo Gomes como "um dos grupos que evoluiu melhor, no sentido de diminuir a incidência". Segundo o epidemiologista, este grupo tinha, desde o verão, "uma incidência maior de novos casos por cem mil pessoas dessa idade". Por falta de evidências claras, aponta Manuel Carmo Gomes, não é ainda possível atribuir à variante inglesa a causa do aumento dos contágios entre a população mais jovem (Expresso)

Economia portuguesa cai muito mais do que no pior ano da troika (mas não foi tão mau como se esperava)


O Produto Interno Bruto recuou 7,6% em 2020, com a pandemia a penalizar em força a atividade económica. É a maior queda anual em democracia, bem mais severa do que a contração de 4,1% sofrida em 2012, o pior registo até agora. Mas, os números até são bem melhores do que previam os economistas É, de longe, a maior queda já sofrida pela economia portuguesa em democracia. Em 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 7,6%, segundo a estimativa rápida preliminar avançada esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Com a pandemia a cobrar um preço elevado em termos sociais e, também, ao nível da atividade económica - a economia sofreu um trambolhão bem mais expressivo do que em 2012, o pior registo até agora. Nesse ano, em pleno resgate internacional a Portugal, e com a troika no país, o PIB recuou 4,1%. Um número que agora até parece quase modesto, apesar de na altura ter estado associado a uma grande dose de austeridade e sacrifícios.

Podem os testes em massa ajudar o turismo?

 


Hotéis, aeroportos e companhias aéreas do México e Caraíbas estão a montar postos de testes à Covid-19 para responder às novas exigências para a entrada nos EUA e preservar a procura no setor das viagens, tão duramente atingido pela pandemia. No México, destinos populares como Cancún montaram vários locais de teste dentro dos aeroportos para atender quem embarca para os EUA. Na terça-feira, o governo americano passou a exigir teste negativo para quem vem do estrangeiro. A rede Hyatt Hotels está a oferecer testes gratuitos nos seus 19 resorts na América Latina, enquanto a Marriott International fornece exames nos seus estabelecimentos e coordenação com postos locais.

Os requisitos dos EUA visam auxiliar a recuperação das companhias aéreas no segmento de voos internacionais, aliviando os receios de contágio pelo coronavírus. No entanto, as dificuldades na obtenção de testes podem diminuir a procura por parte de americanos que talvez enfrentem problemas na hora de voltar para casa. No México, está a ser difícil encontrar testes, que podem custar até 200 dólares e o resultado demora dias para sair. Perante essa situação, as empresas do setor decidiram intervir.

Portugal: dos aplausos europeus à lista negra da COVID-19

 


Na primeira vaga da pandemia, há cerca de um ano, Portugal recebeu elogios rasgados pela forma como respondeu ao novo coronavírus e pelo bom comportamento dos portugueses que prontamente aceitaram a obrigação de ficar em casa. Agora, o cenário é outro e o País entrou para a lista negra da COVID-19, inspirando algum receio, mas também compaixão, por parte dos vizinhos europeus.

A Alemanha, por exemplo, disponibilizou-se para apoiar através de recursos humanos e materiais, estando prevista a chegada de profissionais de saúde deste país já amanhã, quarta-feira, bem como de equipamento médico. O ponto de viragem na história da forma como Portugal enfrenta a pandemia terá acontecido no Natal e no Ano Novo, quando as famílias tiveram oportunidade de se juntar para celebrar a quadra festiva. Uma análise elaborada pelo site Politico mostra que a taxa de novas infeções começou a sua escalada logo a 2 de janeiro, evoluindo progressivamente para a liderança dos rankings de novos casos confirmados e óbitos em todo o Mundo.

Portugal: Recessão em 2020 foi a 5ª pior dos últimos 150 anos

  


A queda do PIB de 7,6% no ano passado foi a maior em quase cem anos. Pior só em 1928 quando Salazar entrou para ministro das Finanças. Conheça as maiores crises que Portugal viveu desde 1865. A economia recuou 7,6% no ano passado, menos do que se esperava para um choque tão profundo como o da pandemia da covid-19. Mas acabou por ser muito mais severa do que a provocada pela outra mortal pandemia, a da gripe espanhola em 1918. Pior nos últimos cem anos só a de 1928, que, por coincidência, rebentou no ano em que Oliveira Salazar ocupou, em definitivo, a cadeira de ministro das Finanças. Num horizonte mais longo, de mais de século e meio, a recessão deste ano é a quinta mais intensa num rol de 13 grandes crises, cujo filme apresentamos.

MAIS GRAVE DO QUE CRISE DA GRIPE ESPANHOLA

Há 92 anos que não se registava uma contração tão intensa na economia portuguesa.

Em 1928, a economia recuou 8,1%, com um colapso no consumo privado e o início da política de contas certas pelo novo ministro das Finanças, Oliveira Salazar.

Portugueses repatriados de Wuhan há um ano regressam à China


Portugal: A maior recessão em democracia


terça-feira, fevereiro 02, 2021

Covid19: Madeira contabiliza mais de 8000 vacinas administradas

 

Do número total de vacinas já administradas (8128), 2414 correspondem a administração da segunda dose da vacina.

Até ao dia 01 de fevereiro já foram administradas 8128 vacinas contra a COVID-19 na Região Autónoma da Madeira, distribuídas da seguinte forma:

– Profissionais afetos à área da Saúde na RAM – 3199

– Utentes e funcionários dos Lares na RAM – 2391

– Bombeiros – 124

As pessoas vacinadas até à data integram os grupos prioritários definidos no plano regional de vacinação contra a COVID-19 na RAM, administradas de acordo com a alocação das vacinas à região, nomeadamente os profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes, profissionais, residentes e utentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), instituições similares  e Rede Regional de Cuidados Continuados e bombeiros.

Do número total de vacinas já administradas (8128), 2414 correspondem a administração da segunda dose da vacina.

A campanha de vacinação contra a COVID-19 é planeada de acordo com o número de vacinas disponibilizadas, e irá contemplar a curto prazo os seguintes grupos populacionais:

– Pessoas de idade igual ou superior a 50 anos, com patologia crónica;

– Pessoas com 80 ou mais anos de idade;

– Profissionais das forças de segurança e das forças Armadas;

– Ajudantes domiciliárias;

– Titulares de órgãos de soberania e entidades públicas.

Para além destes novos grupos que irão iniciar a vacinação, será dada continuidade a vacinação dos grupos já iniciados, nomeadamente os profissionais afetos ao Serviço de Saúde da RAM, profissionais de saúde do setor privado, utentes e profissionais dos lares e bombeiros (GRM)

Covid19: Situação nas escolas da Madeira (1 e 2 de Fevereiro)

 Terça-feira (02/02/2021)

 Regressaram ao regime de aulas presencial 12 turmas, num total de 211 alunos, e 19 docentes e não docentes, em diferentes estabelecimentos e ciclos de ensino da RAM.

Refira-se ainda que, desde o início de janeiro até ao momento, 33 alunos que testaram positivo voltaram às respetivas escolas.

- EBS de Jaime Moniz

Um aluno testou positivo. Na sequência, uma turma (22 alunos) inicia regime de aulas não presencial até indicação em contrário das autoridades de saúde.

- EBS da Ponta do Sol

Devido a contacto direto de um aluno com um caso positivo, fora do contexto escolar, uma turma (19 alunos) inicia regime de aulas não presencial até indicação em contrário das autoridades de saúde.

Quem quer matar o CINM? E com a cumplicidade de quem?


 fonte: Jornal Económico

O regresso de Gaspar...


 fonte: DN-Lisboa

Surto em lar uma semana após a vacinação


Pandemia colocou Portugal na pior recessão desde que há registo


Números do turismo caíram a pique


Falta vacinar metade dos profissionais do SNS

 

OMS critica suavizar de medidas de confinamento na Europa

 

Nota: o turismo madeirense tem que debater o seu presente e o futuro com seriedade e pragmatismo

O problema dos apoios às empresas do sector do turismo, da restauração e serviços directamente ligados ao turismo (agências, prestação de serviços, alugueres de viaturas, transferes, etc), é que, mais do que a importância das intervenções de apoio imediato para empresas encerradas e com facturação praticamente nula - apoios que ninguém contesta, porque só assim se trava o impacto negativo da crise no desemprego e na queda de rendimentos das pessoas - é que eles não podem ignorar e impedir que, atempadamente, haja a obrigação de repensar o futuro, na certeza de que nada ficará como antes.

Pessoalmente duvido que a aviação comercial, nomeadamente a lógica empresarial das low-cost, a actividade hoteleira, as especificidades de muitos dos serviços prestados (particularmente os que impliquem mobilidade de clientes na ilha), os cruzeiros com milhares de pessoas concentradas num navio de grandes dimensões, etc, gostem ou não de o ouvir, continuem na mesma. Desconfio que a retoma será muito lenta, mais lenta do que aquilo que os agentes económicos erradamente ainda acreditam, tal como julgo ser incontornável que muitas empresas ficarão pelo caminho quando a actividade económica turística retomar a sua nova normalidade e as pessoas recuperarem a confiança.

Estamos a falar de uma pandemia que ninguém sabe como vai evoluir no futuro, mesmo com vacinas, e de uma nova normalidade, não a normalidade do antigamente. É essa perspectiva e essa reflexão que devem ser feitas com antecedência, definindo prioridades, quiçá promovendo uma task-force específica para acompanhar a evolução do sector, nas suas várias vertentes, fazer o levantamento da amplitude dos estragos sociais e económicos causados pela pandemia - numa terra que tem hotéis de 5 e 4 estrelas encerrados há meses, alguns à venda, etc, etc. E inventariar quais os novos negócios, surgidos com a pandemia, que tipos de apoios podem ou não receber, quais as regras de empregabilidade a seguir no combate à precariedade, quais as empresas que podem ou não ter viabilidade assegurada com a tal nova (e lenta) normalidade, etc.

Uma terra como a Madeira que depende do turismo, que está a braços com a perspectiva de uma machadada (política) no CINM, que tem a consciência da importância dos transportes aéreos para qualquer estratégia turística futura, estratégia essa que não pode ignorar que mais de 50 empresas privadas de aviação (sobretudo low-cost) faliram neste último ano, que há empresas aéreas de bandeira (incluindo a TAP) cuja falência só foi evitada com a injecção de elevados apoios financeiros estatais, e que já despediram dezenas de milhares de pessoas, um sector que sabe que a selvajaria da concorrência do passado onde tudo era permitido, que tudo isso terá implicações na nova realidade e que neste sector fundamental, a nova normalidade nada terá a ver com a normalidade anterior a pandemia. Temos que começar a discutir isso antecipadamente, para que um eventual impacto negativo provocado por eventuais novos acontecimentos fora do controlo dos governos, não sejam fatais para a nossa economia.

Porque há muitas dúvidas – e não apenas na RFAM, mas no país e na Europa - que persistem sem resposta. Por exemplo:

- qual o impacto da pandemia na economia regional em termos sociais e económicos?

- qual o impacto da crise no turismo no desempenho regional?

- quantos hotéis na RAM estão encerrados, quantos abriram e votaram a fechar, os que nunca abriram depois do encerramento antes do Verão de 2020?

- quantos restaurantes e outras empresas prestadoras de serviços na área do turismo, estão encerrados, abriram e voltaram a encerrar, ou que estão em actividade mas sem faturação suficiente para fazer face aos seus rendimentos?

- quantos hotéis na RAM, devido à crise, estão à venda? (LFM)