O SkyBridge, perto de Sochi, no sudoeste da Rússia, se estende por quase um quilómetro e pode levar 30 mil pessoas ao mesmo tempo. Os fãs de desportos radicais sãoadeptos desta ponte (aqui)
sexta-feira, outubro 03, 2014
Brasil: “Super Mário” está na corrida para o cargo de deputado estadual
Li no Observador que "Jardel está de volta. Sim, esse mesmo. O “Super Mário”, que jogou no FC Porto, Sporting e Beira-Mar, voltou a entrar em campo, mas desta vez no relvado da política. O antigo futebolista é candidato ao cargo de deputado estadual do Rio Grande do Sul pelo Partido Social Democrático (PSD), partido que apoia a reeleição de Dilma Rousseff para a presidência brasileira. Durante uma entrevista aos jornalistas responsáveis pela rubrica La Urna, um projeto de comunicação composto por membros de três jornais que pretende revelar o lado informal das eleições, o antigo jogador de futebol começou por explicar, de forma descontraída, o porquê de agora avançar para um cargo político. “O que me faltava era uma ocupação e isso está-me fazendo bem e abriu as portas para mim, para trabalhar”, disse. Com respostas confusas e, por vezes, quase impercetíveis, Mário Jardel disse ser contra o casamento homossexual por causa da sua recente conversão à religião evangélica — “Sou contra porque sou contra. Porque sou evangélico” — e quando questionado sobre o seu posicionamento político, a resposta também não primou pela eloquência. “Eu me considero de direita porque sou uma cara direito demais”. No campo das políticas concretas, o registo da entrevista manteve-se. Jardel garantiu que pretende “resgatar muitas crianças e dependentes químicos, abrir clínicas para dependentes químicos” e prometeu “muita saúde e postos de saúde”. Mas o jornalista explicou que o que ele disse eram competências do Executivo, não de um deputado estadual, e perguntou se tinha alguma ideia para projetos de lei. A resposta foi a seguinte: “Cara, eu estou ainda em análise, não te posso responder agora”. Quando questionado sobre a nova política de Marina Silva, a resposta também não foi a mais coerente. “Nova política é não deixar ninguém nas ruas passando necessidade, nova política é não deixar gente em metro superlotado”. Mas isso não é o que prometem os políticos já há 50 anos, questionou o jornalista. “É o que eu digo, eu não vou conseguir mudar o mundo, o mundo não vai ser mudado”, concluiu o atleta"
Brasil: um país de contrastes
142,8 milhões de brasileiros vão no domingo às urnas escolher quem terá a presidência da sétima maior economia do mundo nos próximos quatro anos. Veja aqui o retrato do Brasil. (Dinheiro Vivo)
Os bustos da polémica
A polémica exposição "Cem anos de Presidência", que reúne os bustos de 18 presidentes da República foi inaugurada sem a presença dos deputados que a contestaram, com o autor a confessar que, "pessoalmente", também não gosta (Sol)
quinta-feira, outubro 02, 2014
Degelo concentrou 35 mil morsas numa praia do Alasca
Li no Observador que "em setembro, no Ártico, registou-se a 6ª área coberta por gelo mais pequena desde 1979. É esta a razão, dizem os cientistas, para cerca de 35 mil morsas se terem reunido numa praia do Alasca. Ir ao fundo do mar cansa. Especialmente quando se tem de voltar à tona para caçar oxigénio. Mas é lá, no leito, que estão os moluscos ou os camarões para leão marinho comer. Após caçar e encher a barriga — de preferência, em águas pouco profundas e de temperatura bem fria –, esta espécie tem o hábito de descansar no topo de ilhas de gelo. Só há um problema: essas ilhas estão a encolher e a desaparecer. E isso nota-se no Alasca. É neste território norte-americano, perto de Point Lay, na costa do Mar de Chukchi, que esta semana foi fotografado um aglomerado com cerca de 35 mil morsas numa praia. Juntos e encavalitados uns sobre os outros. Porquê? Os biólogos e cientistas suspeitam que tudo se deve ao degelo — e à consequente redução das zonas disponíveis para os animais descansarem e procriarem. Apesar de não ser inédito, o fenómeno é estranho. Sobretudo por não ser normal um tão grande número de morsas aparecer naquela região (Oceano Ártico), nesta altura do ano. No meses de verão é usual que a espécie migre para norte, rumo ao Mar de Chukchi, onde, explicou a Vox, o gelo demora mais tempo a derreter e as águas, menos profundas, tornam mais fácil caçar por alimento.
Depois, quando chegam os meses de inverno, e já após a época de acasalamento, os morsas migram para sul, também devido ao habitual crescimento da área coberta por gelo. Eis o problema — de acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOOA), a agência meteorológica norte-americana, em setembro registou-se a sexta área coberta por gelo mais pequena, no Ártico, desde 1979. Ou seja, os morsas ficaram com menos locais para repousarem. De quem é a culpa? Do aquecimento global. Logo, e em parte, de todos nós. É por aqui, dizem os cientistas, que se explica a presença dos cerca de 35 mil animais numa praia do Alasca. Onde nem sequer há gelo. “Estes morsas, essencialmente, ficarem sem gelo longe da costa, e não tiveram outra hipótese: tiveram que vir para a costa”, defendeu Chadwick Jay, um ecologista do Serviço Geológico dos EUA, residente no Alasca e citado pelo The Guardian. Este, aliás, é o sexto dos últimos oito anos em que se deteta um grande aglomerado de morsas numa praia banhada pelo Oceano Ártico. Em 2010, à volta de 30 mil animais se concentraram também em Point Lay, e, o ano passado, chegaram a ser 10 mil. E qual é o perigo de estarem tantos animais juntos? No caso das crias, por exemplo, correm o risco de serem esmagadas por animais adultos caso surja um urso polar, ou até um humano, que assuste os morsas e os faça fugiram em debandada. E foi por este motivo que, esta quinta-feira, a Federal Aviation Authority, entidade que controla o espaço aéreo norte-americano, alterou a rota de vários voos, além de pedir aos pilotos que voassem acima dos 2 mil pés de altitude e a pelo menos uma milha (cerca de 1,6 quilómetros) de distância"
Depois, quando chegam os meses de inverno, e já após a época de acasalamento, os morsas migram para sul, também devido ao habitual crescimento da área coberta por gelo. Eis o problema — de acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOOA), a agência meteorológica norte-americana, em setembro registou-se a sexta área coberta por gelo mais pequena, no Ártico, desde 1979. Ou seja, os morsas ficaram com menos locais para repousarem. De quem é a culpa? Do aquecimento global. Logo, e em parte, de todos nós. É por aqui, dizem os cientistas, que se explica a presença dos cerca de 35 mil animais numa praia do Alasca. Onde nem sequer há gelo. “Estes morsas, essencialmente, ficarem sem gelo longe da costa, e não tiveram outra hipótese: tiveram que vir para a costa”, defendeu Chadwick Jay, um ecologista do Serviço Geológico dos EUA, residente no Alasca e citado pelo The Guardian. Este, aliás, é o sexto dos últimos oito anos em que se deteta um grande aglomerado de morsas numa praia banhada pelo Oceano Ártico. Em 2010, à volta de 30 mil animais se concentraram também em Point Lay, e, o ano passado, chegaram a ser 10 mil. E qual é o perigo de estarem tantos animais juntos? No caso das crias, por exemplo, correm o risco de serem esmagadas por animais adultos caso surja um urso polar, ou até um humano, que assuste os morsas e os faça fugiram em debandada. E foi por este motivo que, esta quinta-feira, a Federal Aviation Authority, entidade que controla o espaço aéreo norte-americano, alterou a rota de vários voos, além de pedir aos pilotos que voassem acima dos 2 mil pés de altitude e a pelo menos uma milha (cerca de 1,6 quilómetros) de distância"
Portugal não está obrigado a reduzir dívida até 2019
Segundo a jornalista do Económico, MARGARIDA PEIXOTO, "afinal, a pressão para reduzir a dívida pública não é tão grande como chegou a ser calculado. Embora Portugal esteja comprometido com o Tratado Orçamental, as regras europeias dão uma folga aos países que estiveram sujeitos ao procedimento por défices excessivos. No caso nacional, isto quer dizer que a obrigação de baixar a dívida todos os anos em um vigésimo do valor que supera o limite autorizado pela Comissão (60%) só se aplica a partir de 2019, apurou o Diário Económico. Desenhar o Orçamento do Estado para 2015 não passa a ser uma tarefa fácil, mas tem mais folga do que o inicialmente esperado. De acordo com o Tratado Orçamental, os Estados-membros estão obrigados a cumprir duas regras: uma sobre o défice, outra sobre a dívida. No que toca à regra da dívida, Portugal está isento, nos próximos anos, de a cumprir. Esta norma dita que os Estados-membros que têm uma dívida pública superior a 60% do PIB - o limite definido como aceitável pela Comissão Europeia - têm de reduzir, por ano, um vigésimo do excedente. Portugal deverá chegar ao final deste ano com uma dívida pública de 127,8% do PIB. O excedente são 67,8% do PIB (118,3 mil milhões de euros), o que significa que terá de baixar um vinte-avos deste valor, por ano. A avaliação é feita numa média de três anos. Se esta norma já se aplicasse a Portugal, o constrangimento no desenho do Orçamento do Estado do próximo ano seria significativo. O próprio Presidente da República, Cavaco Silva, frisou já a dificuldade que o país terá em cumprir esta norma do Tratado Orçamental.
"O cumprimento desta regra por parte de Portugal apresenta-se bastante exigente, tendo em conta que se prevê que, em 2014, a dívida pública seja superior a 126% do PIB", avisou o chefe de Estado, em Março deste ano, no prefácio do livro Roteiros VIII. E de seguida apresentou um exercício teórico: para cumprir o limite de défice em 2035 seriam precisos excedentes orçamentais primários de 3%, todos os anos. Também o Conselho das Finanças Públicas avisou que serão precisos 28 anos para cumprir o rácio de 60% da dívida, ao ritmo planeado no Tratado. Mas, ao que o Diário Económico apurou, os países que saem do procedimento por défices excessivos (um processo que se abre sempre que o défice ultrapassa o limite de 3%) têm um período de transição de três anos, durante o qual estão livres desta obrigação. Se o Governo respeitar a meta do défice de 2,5% para 2015, prometida à ‘troika' e aos portugueses, Portugal entra nesse período de transição - que durará até 2018. Só a partir de 2019 é que o aperto começa. Até lá, a Comissão Europeia vai fazendo pressão para que o país vá cortando um mínimo estrutural, conforme explicou, sem detalhar, fonte de Bruxelas ao Diário Económico. Mas não está sujeito à pressão de um Tratado. Já no que toca à regra sobre o défice, conhecida como a "regra de ouro", Portugal continua a estar sujeito. Esta norma obriga a uma redução estrutural mínima do desequilíbrio das contas públicas de 0,5% do PIB, até que seja atingido o objectivo de médio prazo estabelecido para cada país. Para Portugal, isto quer dizer que no próximo ano o Executivo tem de desenhar um Orçamento que permita corrigir estruturalmente o défice em 0,5% do PIB. Isto tem de ser feito todos os anos até que o défice orçamental seja de 0,5%. Este ano deverá ficar em 4,8% - ou 4% se forem descontadas as operações extraordinárias"
"O cumprimento desta regra por parte de Portugal apresenta-se bastante exigente, tendo em conta que se prevê que, em 2014, a dívida pública seja superior a 126% do PIB", avisou o chefe de Estado, em Março deste ano, no prefácio do livro Roteiros VIII. E de seguida apresentou um exercício teórico: para cumprir o limite de défice em 2035 seriam precisos excedentes orçamentais primários de 3%, todos os anos. Também o Conselho das Finanças Públicas avisou que serão precisos 28 anos para cumprir o rácio de 60% da dívida, ao ritmo planeado no Tratado. Mas, ao que o Diário Económico apurou, os países que saem do procedimento por défices excessivos (um processo que se abre sempre que o défice ultrapassa o limite de 3%) têm um período de transição de três anos, durante o qual estão livres desta obrigação. Se o Governo respeitar a meta do défice de 2,5% para 2015, prometida à ‘troika' e aos portugueses, Portugal entra nesse período de transição - que durará até 2018. Só a partir de 2019 é que o aperto começa. Até lá, a Comissão Europeia vai fazendo pressão para que o país vá cortando um mínimo estrutural, conforme explicou, sem detalhar, fonte de Bruxelas ao Diário Económico. Mas não está sujeito à pressão de um Tratado. Já no que toca à regra sobre o défice, conhecida como a "regra de ouro", Portugal continua a estar sujeito. Esta norma obriga a uma redução estrutural mínima do desequilíbrio das contas públicas de 0,5% do PIB, até que seja atingido o objectivo de médio prazo estabelecido para cada país. Para Portugal, isto quer dizer que no próximo ano o Executivo tem de desenhar um Orçamento que permita corrigir estruturalmente o défice em 0,5% do PIB. Isto tem de ser feito todos os anos até que o défice orçamental seja de 0,5%. Este ano deverá ficar em 4,8% - ou 4% se forem descontadas as operações extraordinárias"
Um festival a muitos metros do chão. Acredita?
Especialistas afirmam que o Monstro da Islândia existe mesmo
Segundo o Observador, "um painel de especialistas validou um vídeo de um “monstro” filmado em 2012 num lago na Islândia. A criatura lendária conhecida precisamente por Monstro da Islândia (Verme de Lagarfljót — nome do lago onde “vive”) é o equivalente islandês ao Monstro do Lago Ness (Escócia) e os relatos do seu avistamento têm centenas de anos, fazem parte da mitologia local e alimentaram histórias, pinturas, livros, a curiosidade e o medo. Bem como o fascínio dos curiosos e caça-monstros. O vídeo de 2012 apresenta um “monstro” em forma de serpente (a fazer lembrar uma grande anaconda — o gelo anula esta hipótese). A Slate explica que, na altura, um especialista finlandês afirmou tratar-se de uma ilusão de ótica criada pelo ondular de uma rede de pesca, mas agora este novo painel de especialistas vem afirmar que as imagens são verdadeiras. Contudo, a seriedade dos 13 elementos do grupo está a ser posta em causa. Por um lado, a decisão foi validada à tangente (7 votos a favor e 6 contra) e por outro, a suspeita de que se trata de publicidade enganosa, com o objetivo de atrair turistas para a região — veja-se a curiosidade em torno do Lago Ness, desde que o “monstro” foi avistado pela primeira vez há 80 anos. Os “painéis de especialistas” não são uma novidade, nem tão pouco os efeitos que as suas decisões podem provocar, no caso, atrair turistas para a região. Longa vida para o Lagarfljótsormur"
Litoral vai suportar descida do preço da água no interior
Segundo o Público, num texto dos jornalistas ANA BRITO e RICARDO GARCIA, "se vive no litoral, vai pagar mais pela água. Se vive no interior, vai pagar menos. Em termos simples deverá ser desta forma que os cidadãos sentirão a reestruturação do sector das águas, cujos contornos foram revelados nesta terça-feira pelo Governo. Mas a simplicidade é apenas aparente e há muitos pontos de interrogação no ar. A ideia do Governo é fundir em apenas cinco os 19 sistemas multimunicipais de abastecimento de água e de saneamento que hoje são geridos por empresas detidas pela holding estatal Águas de Portugal (AdP) e pelos municípios. São sistemas “em alta”, ou seja, que captam a água, tratam-na e vendem-na para os municípios"
Opinião: "A moda das correspondentes de cibercafé"
"Um jornal, The Telegraph, contando um assunto dos nossos dias. A 24 de setembro desapareceu uma moça de Bristol, Inglaterra. Yusra Hussien, de 15 anos, embarcou com uma amiga de 17 para a Turquia e já terão passado a fronteira para a Síria. Ontem, a mãe de Yusra, Safiya Hussien, disse, olhando as câmaras:" Yusra, por favor, por favor, por favor, nós sentimos tanto a tua falta. Os teus irmãos e a tua irmã têm tantas saudades, tantas. Por favor - olha para mim..." Eis um testemunho, que é aquilo que os jornais têm como uma das suas funções trazer-nos. Não a treta de "Ângela, a noiva portuguesa da jihad" que vai ao cibercafé da Casa dos Segredos do Estado Islâmico e manda-nos: "Irmãs, não hesitem. Sinto-me tão bem como se tivesse sempre vivido aqui, sinto-me em casa. Insha"Allah, Alá irá reunir-nos a todos em breve." E de um jornalista que de joelhos foi degolado, escreve: "Ele não era mais do que um soldado americano que mata o nosso povo." E que graceja, mostrando a sua bolsa: "Sempre me perguntei o que uma mulher tem dentro da bolsa: bem, tenho uma pistola de 9 mm..." E estas imbecilidades recolhem-se sem confrontar a imbecil que as diz com a sua imbecilidade. E polvilha-se isto com um título idiota e a foto dos olhos lindos de Ângela. E deixa-se esta tolice a marinar no online do Expresso. Um dia, uma Augusta, de 15 anos, de Sintra, parte encandeada por Ângela. E ganhamos outra correspondente de cibercafé" (texto do jornalista FERREIRA FERNANDES, DN de Lisboa, com a devida vénia)
La FIFA amenaza un negocio de 1.100 millones en la propiedad de futbolistas
Li no El Confidencial que "la FIFA anunció el viernes pasado su intención de prohibir la práctica conocida como 'third-party ownership' (TPO), lo que se suele simplificar erróneamente como la presencia de los fondos de inversión en el fútbol, pero que hace referencia a la propiedad de los derechos económicos de los jugadores por terceros. "Hemos tomado la firme decisión de que el TPO debe ser prohibido, pero no inmediatamente. Habrá un período de transición", dijo el presidente Joseph Blatter tras la reunión del Comité Ejecutivo en Zúrich. A pesar de las presiones de la UEFA y el sindicato de jugadores (FifPro), la FIFA no había decidido actuar y el asunto no estaba en el orden del día. Sin embargo, la pasada semana, el diario británico de The Guardian reveló que el organismo mundial había encargado un informe interno que definió la práctica como un "ciclo vicioso de deuda y dependencia". Además, unos días antes, el mismo medio contaba que Jorge Mendes, el agente de jugadores más poderoso del mundo del fútbol (sólo en España, según datos de Transfermarkt, representa a 11 jugadores con un valor de 247 millones de euros), está envuelto en ese tipo de operaciones. En concreto, The Guardian explica que Mendes y Peter Kenyon, ex director ejecutivo de Manchester United, asesoraron a sociedades con sede en la isla de Jersey para reunir unos 100 millones de euros e invertirlos en futbolistas. Mendes, que entre el 2001 y el 2010 participó en el 68% de las operaciones efectuadas por el Oporto, el Benfica y el Sporting de Portugal, admitió el conflicto de intereses, pues la FIFA prohíbe que un representante tenga intereses económicos más allá de los que generan la actividad de representación. El caso del agente portugués, que a través su empresa, Gestifute, representa a Cristiano Ronaldo, Diego Costa, Di María o Falcao, entre otros muchos, permite dar aún más relevancia a un fençomeno que la FIFA quiere prohibir en un período de tres o cuatro años. Actualmente, esa práctica mueve muchísimo dinero. Según estudio de la auditora KPMG realizado en el 2013, el valor de los futbolistas cuyos derechos económicos, o al menos una parte, están en manos de terceros y no de los clubes con los que tienen contrato se mueve en una horquilla de entre 700 y 1.100 millones de euros. De esa cantidad, entre 125 y 201 millones corresponden al fútbol español, el segundo mercado de este tipo de operaciones por detrás de Portugal. Hay países en los que el TPO está prohibido. Es el caso de Reino Unido, Francia y Polonia.
No solo fondos de inversión
No solo fondos de inversión
Normalmente, se suele hablar de fondos de inversión que son dueños de futbolistas y los mueven de un club a otro según sus intereses. Sin embargo, la realidad de esta práctica dista mucho de ser tan simple. Para empezar, no todas las sociedades 'externas' que invierten en futbolistas son fondos de inversión; muchas veces participan otro tipo de sociedades, como bancos, agencias deportivas, agentes o incluso particulares. Lo que está claro es que, con asiduidad, se trata de actividades opacas, una de las mayores preocupaciones en los últimos tiempos de la UEFA. En España, son varios los equipos que han recurrido y recurren a sociedades externas para que les ayuden a hacerse con futbolistas. Es el caso del Sporting de Gijón hace unos años o el Atlético de Madrid, cuyos lazos con Doyen Sports, fondo con sede en Malta que tiene una gran presencia en el fútbol español, son conocidos. "Es simplemente un acuerdo financiero; no hay ningún misterio", dijo hace un año Miguel Ángel Gil Marín, consejero delegado del club colchonero. "Queremos un mundo en el que solo el Barcelona, el Real Madrid, el Bayern u otros 'gigantes' ganen trofeos gracias a un mercado distorsionado o queremos que clubes más pequeños como el Atlético de Madrid, el Sevilla, el Oporto, el Benfica, el PSV u otros similares los desafíen y creen competencia?", argumentaba este lunes a Bloomberg Nelio Lucas, director ejecutivo de Doyen Sports. Lucas defiende la actividad de su empresa, negando cualquier tipo de influencia en las decisiones de los clubes y futbolistas con los que hacen negocios, y reclama regulación para que los jugadores no puedan ser propiedad de inversores externos.
De verdad no influyen?
De verdad no influyen?
Para aproximarse al TPO hay que diferenciar entre derechos federativos y derechos económicos. En el caso de la propiedad (o inversión) de terceros, lo que se negocia son los derechos económicos, pues los derechos federativos solo pueden pertenecer a los clubes. Los económicos, en cambio, son utilizados como vía para conseguir financiación. Y dentro del TPO hay que distinguir entre varios tipos, algunos de ellos perfectamente legales y aceptados incluso por las administraciones públicas, como la Agencia Tributaria, organismo ante el que algunos clubes comprometen parte de los derechos de un jugador como garantía de retorno por sus deudas. El mismo mecanismo entra en marcha cuando un club busca financiación y utiliza los derechos económicos (normalmente en un futura venta) como garantía. Las dificultades durante los últimos años para encontrar crédito en la banca 'tradicional' debido a la crisis económica, argumentan los defensores de esta práctica, ha empujado a los clubes a buscar otro tipo de inversores para llevar poder realizar fichajes. Este tipo de operaciones son legales, por lo que la FIFA iniciaría un conflicto si decide prohibirlas. Un caso diferente, y ahí es donde Blatter tiene trabajo que hacer si es reelegido el próximo mes de junio, es cuando son esas sociedades externas las que son las propietarias del jugador y dictan los pasos de su carrera, restringiendo su libertad de movimientos. Los clubes quedan atados sin poder tomar decisiones por sí mismos, obligados a vender a un determinado futbolista. El mismo Doyen Sports mantiene una disputa con el Sporting de Portugal por el traspaso del argentino Marcos Rojo al Manchester United, reclamando el 75% del dinero pagado por los 'reds'. En la última década, esta práctica, que se desarrolló durante los años 90 sobre todo en Argentina y Brasil, se ha extendido por el fútbol europeo, a la vez que han proliferado un gran número de empresas que se dedican a lucrarse con los traspasos de los futbolistas: prestan dinero a los clubes hoy a cambio de un porcentaje de un traspaso mañana. Eso, cuando no 'compran' directamente al jugador, muchas veces cuando todavía le queda para llegar a ser profesional. La FIFA quiere acabar con todo eso, aunque le llevará algún tiempo"
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