terça-feira, agosto 27, 2024
segunda-feira, fevereiro 20, 2023
Alentejo foi a região portuguesa com maior aumento do PIB em 2021 e a Madeira no topo
O PIB português aumentou em todo o território em 2021, mas a região onde mais cresceu foi no Alentejo: 6,8% face a 2020. Face a 2019, o Algarve foi uma das regiões da UE que registou uma maior queda. O Produto Interno Bruto (PIB) português aumentou em todo o território em 2021, ano em que se iniciou a retoma face ao primeiro ano de pandemia. Em relação ao ano anterior, todas as regiões do continente aumentaram o PIB entre 5% e 7%, à exceção da região Centro. Nas ilhas, o destaque vai para a Região Autónoma da Madeira, onde o PIB cresceu 8%. Na Região Autónoma dos Açores a subida foi de 5%. Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat avançam que, em 2021, se registou um aumento do PIB em todas as regiões da União Europeia (UE), excetuando três: a província belga de Brabante Valão (onde houve uma queda de 2,4%), a região francesa de Mayotte (diminuição de 0,7%) e a austríaca de Tirol (uma queda de 0,2% do PIB).
Nas regiões portuguesas (considerando apenas Portugal continental), aquela onde o PIB mais aumentou em 2021 foi o Alentejo (um aumento de 6,8% face a 2020). Seguiu-se a Área Metropolitana de Lisboa (AML) e o Algarve (ambas com um aumento de 5,6%), a região Norte (5,4%) e o Centro (4,8%).
Comparando estes dados com os de 2019 (o último ano antes do início da pandemia), no total 79 regiões tinham um volume do PIB mais elevado. As três regiões com maior crescimento no PIB situavam-se todas na Irlanda. Entre elas estão a Irlanda do Sul (aumento do PIB em 28,4%), a Irlanda de Leste e Central (que subiu o PIB em 15,4%) e a Irlanda do Norte e Oeste (um aumento de 14,1%).
Por seu lado, as regiões onde se registou uma maior queda do PIB em 2021 — quando comparado com 2019 –, localizam-se em Espanha e Portugal, nomeadamente: as ilhas Baleares, em Espanha (uma queda de 15%), o Algarve (menos 13,8%) e as ilhas Canárias, também em Espanha (uma descida de 13,4%). Três regiões fortemente dependentes do turismo, uma das atividades mais penalizadas pela pandemia.
O gabinete de estatística europeu ressalva que, a partir de 2019, com a pandemia da Covid-19 todas as regiões da UE foram fortemente afetadas, especialmente no que diz respeitos aos indicadores económicos e sociais. Por esse motivo, o volume de crescimento do PIB registado em 2021 é, em muitos casos, inversamente proporcional às quedas registadas em 2020. Relativamente ao PIB per capita, o destaque vai para a região do Luxemburgo, que em 2021 detinha o mais elevado (268%). Seguem-se a Irlanda do Sul (261%) e a Irlanda de Leste e Central (239%). O Eurostat adianta que estes valores se explicam, parcialmente, pelo elevado fluxo de trabalhadores que emigram para Luxemburgo — em 2021, o salário mínimo no Luxemburgo para os trabalhadores não qualificados era de 2.200 euros — e Bruxelas e por algumas empresas multinacionais que têm como domicílio a Irlanda.
No que toca ao caso português, as regiões onde o PIB per capita surge mais elevado em 2021 são a AML e o Algarve (com 96% e 76%, respetivamente). O Alentejo registava um PIB per capita de 71%, a região Centro de 66% e o Norte de 65%. O país encontra-se maioritariamente no nível mais abaixo na escala utilizada pelo Eurostat. As regiões onde o PIB per capita se mostra mais elevado situam-se na Europa Central e nos países nórdicos (ECO digital, texto da jornalista Mariana Marques Tiago)
sexta-feira, setembro 02, 2022
INE: Produto Interno Bruto em volume aumentou 7,1% em termos homólogos e registou uma taxa nula em cadeia - 2.º Trimestre de 2022
O Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 7,1% no 2º trimestre de 2022 (11,8% no trimestre anterior). Note-se que a evolução em termos homólogos reflete em parte um efeito de base, dado que no 1º trimestre de 2021 estiveram em vigor várias medidas de combate à pandemia que condicionaram a atividade económica. O contributo da procura interna para a variação do PIB diminuiu no 2º trimestre, passando de 10,0 pontos percentuais (p.p.) para 3,7 p.p., verificando-se um crescimento menos acentuado do consumo privado e do investimento.
O contributo positivo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB aumentou para 3,5 p.p. (1,7 p.p. no trimestre anterior), em resultado da aceleração mais acentuada das Exportações de Bens e Serviços que a das Importações de Bens e Serviços. No 2º trimestre, os preços implícitos nos fluxos de comércio internacional aumentaram significativamente, tendo-se registado uma maior aceleração nas exportações devido às componentes de serviços, determinando uma perda menos intensa dos termos de troca que no trimestre anterior. O efeito da evolução dos termos de troca conjugado com o comportamento positivo em volume resultaram numa melhoria do Saldo Externo de Bens e Serviços em termos nominais, situando-se em -2,2% do PIB (-3,6% do PIB no 1º trimestre).
domingo, junho 05, 2022
Portugal ultrapassa Polónia e Hungria. Guerra ajuda a recuperar 19º lugar no PIB per capita
O país arrisca, contudo, a convergir apenas uma décima com a União Europeia em oito anos: 77,6% em 2023, contra 77,5% em 2015. E a ser ultrapassado pela Roménia já em 2025. Portugal deverá recuperar já em 2022 os dois lugares que perdeu em 2021 para a Polónia e para a Hungria no ranking de desenvolvimento dos 27 Estados-membros da União Europeia. O indicador é o PIB per capita em paridades de poder de compra expresso em percentagem da média europeia. Este considera a riqueza gerada pelos 27, mas também os seus diferentes níveis de preços e população.
Segundo as mais recentes previsões da Comissão Europeia para 2022, Portugal pode convergir uns inéditos três pontos percentuais com a média europeia, do mínimo de 74,1% em 2021 para 77,1% em 2022. Será o segundo maior salto em toda a UE — só abaixo da Irlanda —, permitindo a Portugal ascender de 21º a 19º neste ranking. Convém lembrar que Portugal foi dos Estados-membros que mais se afastou da média europeia durante a crise pandémica: divergiu 4,5 pontos, de 78,6% em 2019 para o mínimo de 74,1% em 2021.
terça-feira, dezembro 15, 2020
PIB per capita de Portugal atrás dos países de Leste. É 79,2% da média da União Europeia
Entre
os 19 países da Zona Euro, Portugal situava-se, no ano passado, na 16ª posição,
no indicador que mede o Produto Interno Bruto per capita. O Produto Interno
Bruto (PIB) per capita de Portugal, expresso em Paridades de Poder de Compra,
situou-se em 79,2% da média da União Europeia (UE), valor superior em 0,9
pontos percentuais ao observado em 2018, de acordo com os dados do Instituto
Nacional de Estatística (INE).
Entre
os 19 países da Zona Euro, Portugal situou-se, no ano passado, na 16ª posição,
abaixo da Estónia (83,8), da Lituânia (83,5) e à frente da Eslováquia (68,2),
Letónia (69,1) e Grécia (66,5), adianta o INE. Este indicador é composto com
base nos preços de um cabaz comum de bens e serviços de 37 países europeus,
calculado pelo Eurostat.
Olhando
para todos os países incluídos nesta análise, é o Luxemburgo (260,1) que fica
no topo da lista, mais de duas vezes e meia acima da média da UE27. É ainda
cerca de cinco vezes maior que o da Bulgária (53,0), que é o Estado-membro da
UE com o valor mais baixo. Já o país europeu com o menor índice é a Albânia
(30,7).
Já
a Despesa de Consumo Individual per capita em Portugal, que melhor reflete o
bem-estar das famílias, fixou-se em 86,2% da média da União Europeia em 2019,
mais 1,1 pontos percentuais do que no ano anterior. Há 18 Estados-membros da UE
que ficaram abaixo da média comunitária, enquanto nove ficaram acima, como é o
caso da Alemanha, que se situa 22% acima da média.
Neste
indicador, que inclui, para além das despesas das famílias, as transferências
sociais em espécie das Administrações Públicas para as famílias, como
comparticipações públicas no preço de medicamentos e outros produtos
farmacêuticos, Portugal fica mais acima na tabela, situando-se na 13ª posição
entre os países da Zona Euro (ECO digital, texto da jornalista Mariana Espírito
Santo)
Turismo impulsionou PIB das regiões de Lisboa, Algarve e Açores em 2019
Segundo o INE, para o crescimento real do PIB na Área Metropolitana de
Lisboa, no Algarve e nos Açores contribuíram significativamente os ramos do
comércio, transportes e alojamento e restauração, atividades relacionadas com o
turismo e com relevância significativa na estrutura produtiva daquelas regiões,
A Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve (ambas com um incremento de 2,6%), a Região Autónoma dos Açores (crescimento de 2,4%) e o Centro (evolução positiva de 2,3%) foram as quatro regiões do país que, em 2019, registaram um crescimento do PIB regional, em termos reais, acima da média nacional (2,2%). No Norte o crescimento foi idêntico ao do país. Já na Região Autónoma da Madeira e no Alentejo registaram-se variações mais ligeiras (0,8% e 0,6%, respetivamente).
terça-feira, setembro 01, 2020
sábado, agosto 01, 2020
terça-feira, março 01, 2016
Qual a região mais rica da Europa? Madeira com um PIB de 73% da média europeia
segunda-feira, março 16, 2015
segunda-feira, dezembro 01, 2014
quarta-feira, novembro 26, 2014
O crescimento do PIB, segundo a OCDE
sexta-feira, outubro 03, 2014
sábado, agosto 23, 2014
quarta-feira, junho 11, 2014
Novo sistema de contas aumenta valor do PIB em mais de 2,5%
Os números definitivos desta revisão ainda não são conhecidos, mas, numa sessão de esclarecimento a órgãos de comunicação social, os responsáveis técnicos do INE apontam para que a revisão do PIB nos anos base (2010 e 2011) deverá ser superior a 2,5%. Espera-se que para os anos seguintes se possam verificar revisões da mesma ordem de grandeza, uma vez que as mudanças operadas “têm um carácter estrutural”. Não são de esperar por isso, mudanças significativas nas variações de ano para ano que foram registadas com o actual sistema de contas.
A revisão agora esperada no valor do PIB é maior do que a prevista em Janeiro, altura em que o INE apontava para um aumento superior a 2%. O principal motivo por trás do aumento do PIB é a alteração da forma como são contabilizadas as despesas com Investigação e Desenvolvimento, que passam a estar melhor representadas no cálculo das contas nacionais. Outra explicação importante para a revisão não está relacionada com alterações metodológicas, mas com o facto de o INE recorrer no novo SEC a fontes de informação actualizadas, como os censos 2011, que mudam a percepção de qual a estrutura actual da economia portuguesa.
Em relação à revisão prevista para o valor do défice público decorrente da aplicação do novo SEC, o INE não avança para já com estimativas. No entanto, tal como já havia sido anunciado no início do ano, há duas alterações metodológicas que terão um impacto significativo nas contas de anos passados e do presente. A primeira é o facto das transferências de fundos de pensões para o Estado deixarem de contribuir positivamente para o saldo orçamental no momento em que são feitas. Por causa disso, os défices de 2010 e 2011 serão revistos em alta de forma muito significativa, já que nesses dois anos ocorreram transferências avultadas de fundos de pensões. Em contrapartida, o pagamento das pensões correspondentes a esses fundos deixam de contribuir negativamente para o saldo orçamental, o que significa que, a partir de 2012 existe por esta via um impacto positivo para o défice. Além disso, o SEC 2010 traz também algumas mudanças na forma como se determina se uma entidade faz ou não parte do universo das Administrações Públicas. Hospitais EPE, Parpública, CP e entidades reguladores, vão passar a ter as suas despesas e receitas a contar para o cálculo do défice. A sua dívida passará também a ser contabilizada como dívida pública"
terça-feira, junho 10, 2014
Prostituição e drogas vão aumentar 1% a 2% o PIB português...
Medida equivalente foi já anunciada em Espanha, Reino Unido, Itália, Estónia, Áustria, Eslovénia, Finlândia, Suécia e Noruega. Entre outras vantagens, o crescimento do PIB permite "reduzir" os respetivos défices, mantendo-os dentro dos valores definidos pela UE.
Em Portugal, o Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF) estima que a economia não paralela ascenda a 43,5 mil milhões de euros, ou seja, cerca de 1/4 do PIB. Os cálculos do OBEGEF incluem não só a economia ilegal, que inclui as drogas e a prostituição, como também a economia informal (por exemplo, vender produção agrícola própria) ou a subterrânea (a que se furta à contabilização, como através do uso de off-shores). Ao INE caberá desvendar a metodologia de cálculo a aplicar em Portugal. O Eurostat terá divulgado fórmulas de cálculo que incluem, para o tráfico de droga, a quantidade apreendida anualmente pelas autoridades. Quanto à prostituição, no Reino Unido o cálculo será uma soma do número de prostituas de rua declaradas pelas polícias municipais e do número de trabalhadoras de bordel contabilizado por grupos de auxílio à população"

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