segunda-feira, abril 23, 2012
Televisão: "La subvención cubre el 75% del coste de los canales autonómicos"
Las autonomías podrán privatizar las televisiones públicas
Castilla-La Mancha y Madrid se han pronunciado por la privatización. Sin embargo, la gestión indirecta no se ha revelado como una fórmula mágica. Castilla y León ha dejado en manos de empresarios locales el canal autonómico, pero ni su audiencia ni su situación financiera son ejemplares. Otros operadores tienen contratos con empresas comerciales para determinados servicios como la publicidad o los programas informativos. Para el secretario general de la Federación de Organismos de Radio y Televisión Autonómicos, Enrique Laucirica, la posibilidad de privatizar las autonómicas “aumentará las opciones de gestión” de las comunidades. Pero no supondrá el fin de este modelo de televisión. Algunos estatutos de autonomía rechazan la posibilidad de que sea privatizada su televisión. Comunidades como Andalucía se han manifestado a favor de la televisión pública y en contra de la privatización” (texto do jornalista do El Pais, Rosario G. Gómez, com a devida vénia)
SIC visitou Parque Olímpico de Londres
Islândia: Ex-PM sabe hoje se será primeiro governante condenado pela participação na crise financeira
DCIAP faz buscas na Madeira
Após diversas diligências de investigação, mostrou-se necessária a realização de outras a levar a cabo na cidade do Funchal. Para sua execução, o DCIAP nomeou órgão de policia criminal, o Comando Territorial da GNR na Madeira. Hoje têm lugar diligências de busca e apreensão e durante toda a semana decorrerão outras diligências complementares de investigação. As diligências realizar-se-ão com a maior discrição possível, procurando evitar alarme social.
quinta-feira, abril 19, 2012
SIC: Jardim e António Marinho no "Adivinhe quem vem para conversar"
O bastonário da Ordem dos Advogados e o presidente do Governo Regional da Madeira são os convidados da quarta edição de "Conversas Improváveis". Dia 25 de Abril, no Casino da Figueira, numa conversa moderada pelos jornalistas da SIC Anselmo Crespo e Bernardo Ferrão. Com transmissão a 28 de Abril na SIC Notícias.
E se a zona franca da Madeira fosse como Malta?
Comentário de Ana Sofia Santos, jornalista do Expresso, no Jornal de Economia da SIC. Em análise, o fim dos benefícios fiscais às sociedades financeiras na zona franca da Madeira, as previsões da Universidade Católica para a economia e o corte no rating da Parpública.
quarta-feira, abril 18, 2012
Espanha: dívidas de regiões autónomas a fornecedores ascendem a 17.255 milhões
Espanha: plan de pago a proveedores creará más de 8.000 empleos en Catalunya
Primera Oficina Integral en Barcelona
La nueva Oficina Integral, la primera de estas características en la Ciudad Condal, alberga las antiguas Administraciones de Ciutat Vella y Zona Franca y las Unidades de Recaudación Ejecutiva 1, 2 y 28, además de los Centros de Atención e Información de la Seguridad Social de Ciutat Vella y Paral-lel. Dará cobertura a la población de los distritos de Ciutat Vella y gran parte de Sants-Montjuïc. Está previsto que a lo largo de 2012, visiten la oficina un total de 164.692 personas, 652 personas de media diaria. En ella se gestionará aproximadamente el 6% del total de movimientos de afiliación de la provincia. En el discurso de inauguración, la ministra ha subrayado que esta nueva sede "nace con vocación de convertirse en modelo de gestión eficiente orientada a los ciudadanos". En este sentido, ha recordado que la Oficina Integral inaugurada es la primera de estas características en la ciudad de Barcelona: "Se trata de un proyecto de gran envergadura". Fátima Báñez ha finalizado recordando que el proyecto "es hoy una realidad que pasa por ofrecer un mejor servicio a los ciudadanos utilizando los recursos disponibles de la forma más eficiente posible". El edificio de Drassanes ocupa una superficie de 6.291 metros cuadrados y ha supuesto una inversión total de 12,6 millones de euros. Se estructura en 6 plantas que aglutinan los servicios del Instituto Nacional de la Seguridad Social (Plantas baja y 1ª), áreas de Afiliación y Recaudación de la Tesorería General de la Seguridad Social (2ª y 3ª) y Unidades de Recaudación Ejecutiva (4ª y 5ª). La nueva OISS tiene la segunda mayor dotación de trabajadores, alrededor de 100 funcionarios, 61 destinados a la Tesorería General de la Seguridad Social. La integración de las principales unidades en una única sede responde al objetivo de austeridad, eficacia y eficiencia en la gestión, principio que preside siempre la actuación de la Seguridad Social y muy especialmente en momentos de grave dificultad económica, como el actual”.
OE2012: Aprovada por unanimidade possibilidade do Estado também comprar créditos das regiões
Imagem dos líderes partidários negativa
No que respeita aos líderes partidários com assento parlamentar, António José Seguro, líder do PS, foi o que apresentou o saldo de imagem mais baixo (-19.4%) tendo sido o único líder a protagonizar uma quebra mensal: -5.6 pontos percentuais. Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, não foi além de um saldo de -15.8% (a segunda pior imagem, entre os líderes partidários). Ainda assim, este valor correspondeu a uma subida mensal de 6.4 pontos percentuais - a maior subida entre Fevereiro e Março - e homóloga de 2.6 pontos percentuais. Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro e líder do PSD, registou um saldo de -14.8%. Este valor correspondeu à segunda maior subida mensal entre os líderes partidários em análise: 5.3 pontos percentuais. Paulo Portas, líder do CDS-PP, registou em Março um saldo de imagem de -13.8%, mais 2.5 pontos percentuais que o observado em Fevereiro. O líder do PCP, Jerónimo de Sousa foi, tal como em Fevereiro, o líder partidário com melhor saldo de imagem. Ainda assim, este valor não foi além de -8.7%, subindo 0.9 pontos percentuais, entre Fevereiro e Março. O gráfico permite acompanhar a evolução da avaliação da actuação destas personalidades:
O Barómetro Político Marktest é realizado regularmente junto dos residentes no Continente com 18 e mais anos. O saldo de imagem resulta da diferença entre as opiniões positivas e as negativas, ponderada pelo peso das respostas expressas (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)
1ª vaga de 2012 de Bareme Imprensa
Bareme Rádio divulga resultados do 1º trimestre 2012
terça-feira, abril 17, 2012
FMI: Ajustamento externo de Portugal vai ser mais violento
CINM: Jardim reconhece "relacionamento insustentável" com o Ministério das Finanças
PSD/Madeira esclarece dúvidas
Vejam só: Sócrates aplaudido e elogiado nas jornadas do PS
Culpados da porcaria? 85% dos reformados recebem menos de 500€...
Boas notícias?
Do lado da oposição, o PS vai aproveitar o Orçamento Retificativo para apresentar propostas de alteração na área da energia, recuperando ideias já apresentadas. Em causa está uma revisão das rendas e subsídios à produção de eletricidade através da co-geração, o que nas contas dos socialistas permitira poupar 130 milhões de euros na fatura da eletricidade.
Deputados madeirenses lutam por zona franca
Todos os deputados da Madeira na Assembleia da República subscrevem as três propostas do PSD/M de alteração ao Orçamento Retificativo, que dizem respeito ao Centro Internacional de Negócios (CINM) e às transferências de Estado para assunção de compromissos da Região. No que respeita ao CINM, Hugo Velosa explicou que as alterações visam repor a isenção dos dividendos e assegurar a continuidade da isenção das contas de não residentes, em particular dos juros de depósitos dos emigrantes. Objetivo: evitar a saída de um volume de ativos financeiros de cerca de 10 mil milhões. A terceira proposta incide na Lei de Compromissos e visa "agilizar os pagamentos e as transferências necessárias para a Madeira, no âmbito do empréstimo nacional", passando a salvaguardar que o arquipélago está sob assistência financeira”.
Teixeira dos Santos ainda é "vivo"?!
Estamos fritos!
Histórico na ALM
quarta-feira, abril 11, 2012
Portugueses menos pessimistas
A população feminina continua a ser mais pessimista, comparativamente à masculina (com índices de 28.6% e 29.5%, respectivamente). Relativamente aos resultados obtidos segundo a idade, destaque para a população com mais de 55 anos, que em Fevereiro era a mais pessimista (com um índice de 24.3%) e em Março obteve a maior subida mensal (4.8 pontos percentuais), para um valor de 29.1%. A população mais jovem (entre os 18 e os 34 anos) mantém-se menos pessimista comparativamente às restantes faixas etárias, com um índice de 30.3%. A população entre os 35 e os 54 anos observou uma quebra mensal no índice de expectativa de 1.6 pontos percentuais (de 29.4% em Fevereiro para 27.8% em Março). Por região Marktest, observa-se uma subida do índice em todas as regiões, à excepção do Grande Porto. A região Sul foi a mais pessimista - apesar da subida mensal de 2.4 pontos percentuais - em Março não foi além de 22.8% (mantendo-se a situação de pessimismo acentuado). No limite mínimo do Pessimismo Moderado encontra-se o Litoral Centro, com um índice de 25.3%, seguido do Grande Porto com 25.4%. É de salientar que o Grande Porto sofreu uma quebra mensal de 6.8 pontos percentuais entre Fevereiro e Março. A Grande Lisboa registou um índice de expectativa de 29.8% e o Interior Norte 31.8% (com uma subida mensal de 4.3 pontos percentuais - a mais elevada entre as regiões em análise). A região menos pessimista foi o Litoral Norte, que, com uma subida mensal de 1.2 pontos percentuais, alcançou em Março 33.7%. Em termos de classe social, observa-se que as classes Alta/Média Alta e a classe Média expressaram expectativas semelhantes (32.2% e 32.5%, respectivamente), enquanto as classes Média Baixa/Baixa não foram além de 26.2%. Tal como em meses anteriores, a população cuja intenção de voto é PSD manteve-se mais optimista do que aquela que tenciona votar PS. É ainda de registar que nos dois grupos se verificou uma quebra nas expectativas. Em Março, as expectativas dos que tencionam votar PSD baixaram de 49.8% para 44.2%. Já entre os que tencionam votar PS, o índice desceu de 25.1% em Fevereiro para 23% (regressando ao Pessimismo Acentuado que se tinha verificado em Janeiro). O Índice de Expectativa é um indicador recolhido regularmente pela Marktest desde Março de 1990, junto de indivíduos com 18 e mais anos, residentes em Portugal Continental. Para a aferição do índice utilizamos uma base de cerca de 800 entrevistas (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)
Alcochete é o concelho com maior ganho de poder de compra nos últimos 20 anos
Considerando o valor do índice de poder de compra para a média dos vinte anos em análise, a lista é encabeçada pelo concelho de Lisboa, que concentra 137.71‰. Mas este concelho é também aquele que regista uma maior quebra no período em análise, especialmente devido à perda de população a que tem assistido: em 20 anos, o concelho perdeu 116 mil habitantes. O concelho do Porto é o que regista o segundo índice de poder de compra mais elevado, de 46.48‰ para a média dos 20 anos considerados. É seguido pelo concelho de Sintra, com uma média de 30.90‰ no mesmo período. Loures, Vila Nova de Gaia, Cascais, Oeiras, Almada, Matosinhos e Amadora completam a lista dos 10 concelhos que entre 1992 e 2012 concentraram um maior valor do índice de poder de compra. O índice de poder de compra regional é um índice criado pela Marktest em 1980 e actualizado anualmente, que permite observar a contribuição de cada concelho no Continente para um total de 1000. É calculado com base em informação indicadora do potencial de rendimento e consumo de cada concelho, nomeadamente a população residente, a capitação de impostos, as vendas de automóveis, os consumos de electricidade, as dependências bancárias e os estabelecimentos comerciais (fonte: Marktest.com, Abril de 2012)
Troika desencadeou a corrida às reformas antecipadas
Fundos da banca forçam novos cortes na Segurança Social
O que o Governo quer mudar na segurança social
1.Subsídio por doença: valor reduzido para baixas médicas até 30 dias
Medina Carreira: "Estado social colapsa daqui a seis ou sete anos"
"Reformas mais elevadas sofrem corte acima de 50% com nova lei" (Novembro de 2011)
"A aplicação da nova lei poderá implicar reduções no valor da pensão de reforma, quando esta é comparada com a que resultaria da aplicação da lei de 1993, entre 11% e 54% para os rendimentos médios mais baixos e mais elevados. O estudo "A Poupança em Portugal", elaborado pelo Núcleo de Investigação Políticas Económicas da Universidade do Minho e coordenado pelo professor Fernando Alexandre, analisou as alterações introduzidas no cálculo das reformas dos portugueses, chegando à conclusão que as reformas mais elevadas sofrem corte acima de 50% com nova lei, comparando com a introduzida em 1993. Segundo as simulações efectuadas pelos autores do estudo (ver imagem em baixo), a aplicação da nova lei poderá implicar reduções no valor da pensão de reforma, quando esta é comparada com a que resultaria da aplicação da lei de 1993, entre 11% e 54% para os rendimentos médios mais baixos e mais elevados, respectivamente, obtidos ao longo da vida activa. "Isto é, para rendimentos médios mais elevados a redução na pensão de reforma pode ultrapassar os 50%", refere o estudo, alertando que os valores precisos dependem de muitos factores, pelo que os resultados da simulação são meramente ilustrativos. A simulação mostra um trabalhador que tenha iniciado os descontos para a Segurança Social aos 20 anos, com um salário de 600 anos, e que se reforme aos 65 anos com um salário de 6.000 euros, terá, com a lei actual, uma reforma de 1.786 euros. Um valor que representa uma queda de 54% face ao que obteria tendo em conta a lei anterior. Já um trabalhador que tenha uma carreia com uma progressão salarial menor, chegando aos 65 anos com uma remuneração de mil euros, receberá uma pensão de 673 euros (menos 11% do que na lei anterior). Com o novo sistema de pensões, introduzido no primeiro Governo de Sócrates, com a reforma introduzida por Viera da Silva, as "perspectivas para os reformados são de agravamento no futuro", sendo que "a não acumulação de riqueza ao longo da vida activa implicará uma perda de bem-estar muito significativa na passagem à reforma", refere o estudo. Mesmo assim, em alguns aspectos, Portugal continua a ter um sistema bastante generoso. Por exemplo, apesar de a nova lei ter cortado alguns dos incentivos às reformas antecipadas, a verdade é que Portugal é um dos três países da OCDE que permite reformas antes dos 60 anos. Numa conferência da APS onde o estudo foi apresentado, Fernando Alexandre, um dos autores disse hoje que "algumas pessoas vão passar a ganhar pouco mais de metade do seu ordenado quando se reformarem e os portugueses ainda não se aperceberam disso". O professor catedrático da Universidade do Minho, citado pela Lusa, alertava para o facto de, depois da reforma de 2007 da Segurança Social, promovida pelo então ministro Vieira da Silva, uma franja dos futuros reformados portugueses, que anda actualmente nos 30 a 40 anos de idade, verá o seu rendimento baixar para 60%. Fernando Alexandre adiantou que muito "provavelmente" dentro de um a dois anos os portugueses "vão perceber o que lhes está a acontecer" e vão começar a poupar e a "exigir um sistema de capitalização" para as suas reformas” (texto do jornalista do Jornal de Negócios, Nuno Carregueiro, publicado em 15 de Novembro de 2011, com a devida vénia)Lembrando: "Futuras reformas serão de apenas 60% do salário"
Suspensão das reformas deixa de fora desempregados
O regime que proíbe as reformas antes dos 65 anos foi aprovado no Conselho de Ministros de 29 de Março e publicado no Diário da República na quinta-feira passada, com entrada em vigor no dia seguinte. De acordo com os dados do ministério liderado por Mota Soares, era previsto que até final do ano houvesse um aumento de 42% no número de reformados por antecipação na Segurança Social face ao ano passado, para um total de 37.900 pensionistas
1 - Quem fica de fora da suspensão?
A suspensão das reformas antecipadas abrange os funcionários públicos, mas apenas os que foram admitidos após 1 de Janeiro de 2006, altura em que os trabalhadores do Estado integraram o regime geral da Segurança Social. Ou seja, os funcionários que tenham ingressado no Estado antes desta data continuam a poder reformar-se antecipadamente. De fora da suspensão ficam também os desempregados involuntários de longa duração.
2 - O que distingue um desempregado de longa duração?
Considera-se desempregado de longa duração quem está disponível para trabalhar e procura activamente trabalho há mais de um ano.
3 - As reformas antecipadas estão suspensas até quando?
Segundo o Ministério da Solidariedade e Segurança Social, a suspensão das reformas antecipadas durará até ao final do programa de ajustamento, ou seja, até meados de 2014.
4 - Quais são as regras para quem pediu reforma antecipada até 5 de abril?
Os requerimentos que tenham sido apresentados na Segurança Social até dia 5 de Abril, serão apreciados de acordo com as regras actuais. Têm direito a pedir a reforma antecipada os trabalhadores com, pelo menos, 55 anos de idade e que tivessem completado 30 anos de registo de contribuições. Porém, teriam uma penalização de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade legal exigida (65 anos)” (texto das jornalistas do Económico, Catarina Duarte e Denise Fernandes, com a devida vénia)
Reformas antecipadas custariam menos que pensões da banca
O mistério dos preços dos combustíveis e as piruetas políticas
FMI exigente...
FMI: endividamento das famílias pode prolongar recessão
Li no Dinheiro Vivo que “o Fundo Monetário Internacional defende a criação de programas abrangentes para reestruturar a dívida das famílias nas economias com pouca folga orçamental e onde este endividamento é elevado, para evitar uma recessão mais profunda e prolongada. Num dos capítulos do 'World Economic Outlook', o FMI dedica a sua atenção ao endividamento excessivo das famílias, considerando que as crises no setor imobiliário e recessões antecedidas pelo elevado endividamento das famílias são mais prolongadas e mais severas. Na análise, o FMI diz ser possível minimizar a contração na atividade económica através de programas ousados para resolver este problema. O fundo diz ainda que em crises com estas características, a queda no consumo privado e no Produto Interno Bruto (PIB) é substancialmente maior, o desemprego aumenta mais e a queda na atividade económica persiste durante pelo menos cinco anos. A análise cita dados que apontam para um crescimento do endividamento das famílias em função do seu rendimento de 99 para 138% nos cinco anos que antecederam o eclodir da crise financeira em 2007, tendo em alguns casos (Islândia, Dinamarca, Irlanda, Holanda e Noruega) passado a representar o dobro do rendimento. Assim, o FMI relembra duas intervenções bem-sucedidas, casos dos programas de apoio às famílias nos Estados Unidos em 1933, na ressaca da Grande Depressão, e na Islândia, durante a crise financeira que obrigou o país a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional em 2008. "As políticas dos Governos com o objetivo de reduzir o nível de dívida das famílias em função dos seus ativos e o serviço de dívida em função da capacidade das famílias de efetuar o seu pagamento podem -- com um custo orçamental limitado -- mitigar substancialmente os efeitos negativos da desalavancagem do setor privado na atividade económica. Em particular, programas ousados e bem desenhados de reestruturação de dívida das famílias, como os implementados nos EUA na década de 30 e na Islândia atualmente, conseguem reduzir significativamente o número de insolvências dos particulares e de apreensões das casas", escreve o FMI. Os princípios são iguais para os casos terem sucesso: os programas têm de ser abrangentes, conter incentivos à participação de bancos e famílias, um setor financeiro forte e bem capitalizado e ainda que as famílias elegíveis a participar nestes programas tenham uma elevada probabilidade de voltar a colocar esse 'dinheiro' na economia. No caso da Islândia, o mais recente com sucesso, os bancos que sobreviveram à crise acabaram por comprar as hipotecas no mercado ao preço justo (já com perdas assumidas) promovendo assim incentivos para renegociarem com as famílias com endividamento excessivo. A Escandinávia na década de 90 surge como um exemplo não tão bem sucedido, porque estes países viram a sua dívida pública aumentar consideravelmente. A perda de emprego e consequente retirada de dinheiro à economia acabou por ser mitigada por uma grande volume de transferências de prestações sociais (caso do subsídio de desemprego e outros apoios automáticos) que nestes países são mais elevados e abrangentes que noutros países europeus, por exemplo. As conclusões do FMI é que estes programas podem ter sucesso a evitar quedas maiores na atividade económica, e caso sejam bem desenhadas e com alvos específicos, podem alcançar resultados com custos orçamentais muito limitados. "Estas políticas são particularmente relevantes para economias com uma capacidade limitada para adotar políticas macroeconómicas expansionistas e em que o setor financeiro já tenha recebido apoio financeiro público", escreve o fundo. Portugal acaba por se enquadrar neste padrão, tendo um endividamento das famílias perto dos 120 por cento do seu rendimento disponível (e mais de 100 por cento face ao Produto Interno Bruto), com bancos caracterizadas como resilientes e bem capitalizados, apoio público disponível para a sua capitalização e ainda o país sob um programa desenhado e coordenado com a participação do FMI, mas sem este tipo de programa lá incluído”.















