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sexta-feira, março 22, 2024

Deputados da Madeira podem dificultar a vida a Montenegro

Os três deputados eleitos na Madeira fizeram a diferença e deram a vitória à AD. Agora, vão puxar dos galões para obter ganhos para a região e, se for preciso, ameaçam votar contra o OE. Apurados todos os votos, as contas finais são claras, a escassa maioria que dá a vitória à Aliança Democrática é determinada pelos três deputados eleitos pelo círculo da Madeira. Sem estes três deputados, a AD elegeria apenas 77 deputados, tendo o Partido Socialista acabado por eleger 78 deputados. O facto foi esta semana notado ao Nascer do SOL,   como um dado relevante para as contas sobre maiorias ou minorias que, a partir de agora, podem formar-se no complexo xadrez parlamentar saído das eleições de 10 de março. Na hora de negociar o orçamento, Luís Montenegro tem mais uma sub-bancada com quem negociar: os três deputados da Madeira, que caso não vejam as suas reivindicações atendidas podem, como por diversas vezes já aconteceu no passado, votar contra o orçamento da seu próprio Governo. «Entre a estabilidade nacional e os interesses da Madeira e do seu governo regional, não tenho nenhuma dúvida, estou no Parlamento para representar os interesses da região», afirmou um destes deputados ao nosso jornal.

Albuquerque e Montenegro com relações tensas

A gestão dos deputados da Madeira, que é sempre complexa, em particular quando  o PSD assume funções governativas, pode agora ser ainda mais difícil. Miguel Albuquerque (que esta quinta-feira foi novamente a votos em eleições internas para se reeleger como líder do PSD/Madeira, tendo saído vitorioso) não perdoa a falta de solidariedade sentida da parte de Luís Montenegro quando, no final de janeiro, se desencadeou a Operação Zarco, que acabou por conduzir à demissão de Albuquerque da presidência do governo regional e também da liderança do PSD/Madeira.

Miguel Albuquerque reeleito presidente do PSD/Madeira

Miguel Albuquerque foi reeleito presidente do PSD Madeira. No discurso de vitória, apelou à união no partido. Agora guarda a decisão do presidente da República, sobre se há ou não eleições antecipadas na Madeira.

sábado, março 16, 2024

"Directas" no PSD-Madeira

Na corrida eleitoral paras a liderança do PSD-Madeira, cujas directas se realizam a 21 de Março, teremos a repetição do que aconteceu na segunda volta das primeiras eleições directas social-democratas no pós-Alberto João Jardim. São protagonistas Manuel António Correia e Miguel Albuquerque. Como não se prevê que os cerca de 4 mil militantes com quotas pagas - e que são o universo eleitoral do partido, possam ter numa das suas sedes, um debate entre os dois candidatos, recordo as entrevistas que o jornalista Gil Rosa recentemente realizou para a RTP-Madeira na expectativa de que os social-democratas fiquem melhor informados. Miguel Albuquerque aqui e Manuel António Correia aqui

sexta-feira, fevereiro 04, 2022

Alterações no PSD-Madeira

A votação interna no partido decorre a 11 de fevereiro. O congresso do PSD Madeira está marcado para 5 e 6 de março. Dinis Ramos, número quatro na lista da coligação PSD/CDS à Assembleia da República, na últimas legislativas, vai integrar a comissão política do PSD. José António Garcês, presidente da Câmara Municipal de São Vicente, ingressa também esta lista anunciada à Antena 1 pelo líder do partido, Miguel Albuquerque.


terça-feira, março 03, 2015

PSD-Madeira já começou a devolver espaços à Fundação Social-Dmocrata

O PSD da Madeira começou, embora ainda de forma controlada, a adaptação das despesas do partido à realidade das suas receitas próprias auferidas. Exceptuando as despesas com a campanha eleitoral para as regionais deste ano, que serão financiadas também com recursos financeiros atribuídos pelo orçamento da Assembleia da República, é um facto que o corte de 40% no chamado jackpot distribuído pelo parlamento regional, retirou aos social-democratas uma verba significativa.
É adquirido que depois desta redução o montante do chamado "jackpot" não  deverá sofrer alterações na próxima Legislatura caso o PSD seja o partido mais votado, para que a sobrevivência dos partidos não seja posta em causa.
O PSD-Madeira, que é inquilino de um significativo número de edifícios pertencentes à Fundação Social Democrata, já procedeu à entrega a esta instituição de dois espaços existentes frente à Escola Francisco Franco, onde funcionavam a sede do PSD da Sé e uma estrutura ligada à JSD. Decisões semelhantes deverão ser tomadas depois das eleições, já que esse trabalho está a ser realizado de forma cuidadosa pelo secretariado. O objectivo é adaptar o partido a despesas que estejam em linha com as receitas. Mas por outro lado a intenção é impedir que a redução de sedes possa penalizar a militância e pôr em causa a ideia defendida por Albuquerque de um partido cada vez mais próximo dos militantes, a pensar já nas eleições autárquicas de 2017.
Relativamente à Fundação Social Democrata, ainda presidida por Alberto João Jardim - estrutura que não tem qualquer relação directa com o PSD, apesar da confusão que por vezes existe - nºao se sabe que decisºpoes serão tomadas a curto prazo. Há uma relação entre PSD e Fundação, o primeiro enquanto entidade alugadora de espaços da Fundação e esta esta enquanto entidade beneficiária dos arrendamentos. O problema é que se prevê uma grande alteração nesta relação, que pode colocar à Fundação problemas novos. A Fundação Social Democrata é uma organização não política, que não realiza por isso qualquer tipo de actividade política, pelo que dificilmente se operará uma alteração dos estatutos para que esta realidade se altere. Aliás isso poderia colocar em causa o estatuto da fundação e a respectiva utilidade pública. A verdade é que neste momento ninguém sabe ao certo o futuro próximo da Fundação. A própria página da Fundação na Internet peca por uma enorme escassez informativa.

PSD: Miguel Albuquerque almoça com actuais deputados

O líder do PSD-Madeira almoça esta semana no Funchal com os actuais deputados social-democratas que permanecem em funções, alguns dos quais, poucos,serão uma vez mais candidatos a 29 de Março. Este almoço de Miguel Albuquerque com os deputados destina-se a assinalar o termo da Legislatura, a agradecer o trabalho realizado pelos deputados, a dar a conhecer os critérios que estiveram subjacentes à elaboração da nova lista de candidatos e a enumerar algumas das prioridades para a nova Legislatura.
Recorda-de que Albuquerque quer transformar a Assembleia Legislativa, de novo, no palco privilegiado do debate político regional, o que implicará, para além de várias alterações legislativas - desde logo o regimento -  que o grupo parlamentar do PSD a ser eleito, do qual constarão inúmeras caras novas, tenha também uma estrutura de apoio competente, mais próxima e mais eficaz do que aconteceu nos últimos anos.
Esta iniciativa do líder do PSD da Madeira foi bem acolhida pelos deputados social-democratas que são assim chamados a se envolverem no projecto de unidade partidária social-democrata em prol da renovação a maioria absoluta, objectivo eleitoral claramente anunciado e assumido.

sábado, fevereiro 28, 2015

Miguel Albuquerque, o aristocrata que quer ser do povo

"O novo líder do PSD Madeira cresceu numa família privilegiada. Estudou em colégios com grande disciplina, fez-se advogado e depois político. Pratica caça desportiva, toca piano e é proprietário de um dos maiores roseirais da Europa. A quem o compara a Alberto João Jardim garante que vai ter uma “desilusão”.
Nasceu em berço de ouro e não nega. Miguel Albuquerque cresceu na Quinta Olinda da bisavó, que é hoje propriedade do Governo Regional da Madeira: um edifício antigo, bem conservado e de dimensões tão grandes, que é fácil perdermo-nos lá dentro. Nesta casa, existia "um quarto de armas" utilizado pelo avô paterno, amante da caça, um salão de jogos, campo de ‘badmington', campo de ‘croquet', fazenda e cavalariças. Eram outros tempos: a Madeira era mais desigual, com uma sociedade mais estratificada. A casa da bisavó estava sempre cheia - todas as semanas havia convívio com almoços, jantares e brincadeiras entre primos. As portas estavam abertas para que todos pudessem frequentar as casas uns dos outros e "praticar a arte da conversação". Hoje em dia, admite, seria uma casa difícil de manter. O avô materno vivia noutra quinta, na Madeira, e também teve "bastante influência do ponto vista cívico e político" na educação de Miguel Albuquerque. Militar, esteve ligado à revolta da Madeira, em 1931. Fazia parte de uma "geração de pessoas com grande coragem física e moral" e "sofreu na pele" a oposição ao Estado Novo.
"Era um homem que contestava abertamente o Regime. Esteve preso em Cabo Verde e S. Tomé, foi afastado do exercício de funções públicas e era chamado com assiduidade à PIDE/DGS. Era um democrata, um defensor do pluralismo e dos partidos políticos, com uma matriz forte republicana."
A julgar pelas memórias de infância, Miguel Albuquerque parece descender de uma família de patriarcas. O bisavô também vivia "num casarão", na freguesia do Monte, "perto de onde viveu o último Imperador Austro-Húngaro". Foi um homem que viveu até tarde e que dedicava grande parte do tempo à cultura: versado em Literatura, chegava a trocar correspondência com inúmeros escritores. Com um sorriso cúmplice, Albuquerque recorda que o bisavô era "um pouco excêntrico em tudo". Foi responsável por introduzir muitas espécies botânicas na Madeira e transmitiu o gosto pelas rosas ao bisneto. Actualmente, é proprietário de um dos maiores roseirais da Europa: a Quinta do Arco tem cerca de 17 mil roseiras, com mais de 1500 variedades.
Já a antecipar a vida política que, um dia, ia começar, Albuquerque confessa, entre risos, que acredita que "a mistura" de raízes entre os Açores e a Madeira fez-lhe "muito bem". Rígida nos princípios, mas liberal nos costumes, a família proporcionou-lhe uma boa educação "em colégios com uma grande disciplina, onde até havia castigos físicos". O desporto e a música tinham, naturalmente, de fazer parte da linhagem. Na juventude, foi nadador do Nacional e, agora, pratica ténis e faz caça desportiva. Quanto à música, tem "um piano em cada casa" e, até, chegou a exercer profissionalmente: quando estudou, em Lisboa, trabalhava em bares e, no Verão, substituía alguns músicos, na Madeira. Ainda hoje faz parte da banda "Velhos HOTÉIS". Será que, em vez do político, poderíamos ter um artista?
"De artista, todos os políticos têm um pouco, se forem bons (risos). Faz parte. Mas detesto especialistas porque ser especialista é saber cada vez mais de menos. Acho mais importante ter uma boa cultura humanística e ser versátil nos conhecimentos. Não é ter uma cultura enciclopédica, mas saber um pouco de tudo, é importante: botânica, línguas, música. É fundamental ter uma visão do mundo aberta e cosmopolita."
Gosta de Ciências e acredita que até teria dado "um bom médico" porque não se deixa impressionar quando vê sangue. No entanto, sempre teve mais inclinação para Letras. Acabou por seguir um curso de Direito e, durante 14 anos, exerceu advocacia e fez "um pouco de tudo": Direito do Trabalho, Comercial, Civil. Esteve envolvido na internacionalização de várias empresas, viajou por todo o mundo e ganhou poder de argumentação. Já a retórica - tantas vezes, associada à advocacia e à política - diz que é "uma falsa questão". Por um lado, considera que os bons advogados são "os que fazem as melhores petições e contestações". Por outro, no exercício da vida pública, acredita que, muitas vezes, "falamos para nos ouvirmos a nós próprios" em vez de acrescentar algo de verdadeiramente útil ao debate. Nasceu numa família numerosa e tudo indica que lhe quer dar continuidade. Tem cinco filhos, mas não lhes pretende incutir muita coisa.
"Não quero fazer uma tutela nem aspirar a que eles se realizem a partir dos meus desejos. Um das minhas filhas é ‘chef' de cozinha, a outra é administradora. Um dos meus filhos, dos mais jovens, vai agora seguir design. Procuro transmitir-lhes valores: saberem distinguir o bem do mal. A partir daí, eles seguem o seu caminho."
Não quer ser ‘farinha do mesmo saco'
As comparações com Alberto João Jardim são inevitáveis. Há quem fale em mudança e ruptura e há quem diga que é continuidade. O líder do PSD Madeira garante que o partido vai funcionar de "forma diferente". Promete novas políticas, práticas e procedimentos. A mobilização que sente no interior do partido dá-lhe o optimismo necessário para um novo ciclo. Sobre quem diz que é ‘farinha do mesmo saco", Albuquerque promete que vai ter uma "desilusão". A aposta no restabelecimento das relações com o Estado, tornar a Madeira uma região cosmopolita e atractiva para o investimento são algumas das prioridades do sucessor de Jardim no partido .
"Quem diz isso vai ter uma desilusão, como é óbvio. E, aliás, já começou a ter, porque iniciámos a própria reforma do sistema político com a redução do ‘jackpot' (subsidiação dos partidos políticos) por exemplo. Aquele tempo de conflitualidade, de dialéctica permanente, acérrima entre o continente e a Madeira não tem nenhum sentido."
Para mudar o rumo destes tempos de "conflitualidade", o antigo presidente da Câmara do Funchal pretende estabelecer "pontes de convergência e diálogo com as instituições do Estado, com as Associações Nacionais, com a Sociedade e até com os próprios media nacionais". Para ele, é fundamental a Madeira apresentar-se de forma diferente ao mundo, "quer a "nível nacional, quer a nível internacional com notoriedade positiva". Apesar de ter dito numa entrevista que tem uma relação privilegiada com Passos Coelho não acredita que isso tenha contribuído para a sua vitória no PSD Madeira. No entanto, sublinha que o primeiro-ministro tem uma característica em política que muito aprecia: uma "coragem" de assumir decisões difíceis, num País com uma população "educada e cada vez mais bem formada". E isso é fundamental para os políticos "não continuarem a vender gato por lebre".
"Houve a necessidade de assumir um conjunto de constrangimentos que decorreram desse financiamento (à troika, de 78 mil milhões de euros). Esses compromissos foram concretizados e neste momento Portugal está a ser financiado nos mercados. Há um novo horizonte de esperança para o País. E isso obrigou a decisões difíceis, que muitas vezes não são compreendidas pelos cidadãos, que são directamente afectados. Qualquer pessoa que olhe para a realidade de Portugal necessita de compreender que não é possível as pessoas viverem acima das suas possibilidades."
Sobre a dívida da Madeira, o líder do partido diz que foi "mal explicada" porque a "chamada divida escondida estava publicada em Junho na conta geral do Estado". Albuquerque acrescenta ainda que em percentagem do PIB essa dívida directa e indirecta da região era "inferior à percentagem do PIB à do Estado" e que a região está a cumprir esse programa de forma exemplar - e que terá o seu "terminus" no próximo mês de Dezembro." Do seu ponto de vista, a região tem duas hipóteses para tornar-se mais viável economicamente: ser sustentável e ter uma base de atractividade fiscal porque, garante, "não precisamos, nem devemos reclamar dinheiro do Estado". Quando foi eleito presidente do PSD Madeira, Alberto João Jardim, escreveu-lhe uma carta onde dizia que fazia votos em como não se concretizassem as apreensões dele em relação ao futuro.
"Tem de lhe perguntar, eu não tenho apreensões nenhumas. Eu não faço interpretações, sou uma pessoa muito objectiva. A minha formação é anglo-saxónica, portanto eu gosto de ser objectivo. E, digo sempre, vamos directos ao assunto". (texto dos jonalistas do Económico, MARTA RANGEL E ANTÓNIO SARMENTO, com a devida vénia)

sábado, dezembro 20, 2014

PSD-Madeira elege novo líder: Albuquerque ganha 1ª volta



No ato eleitoral realizado a 19 de Dezembro, Miguel Albuquerque foi o candidato mais votado com 2.992 votos, 47,2%, seguido de Manuel António Correia com 1.819 votos, 28,7%.
Os restantes candidatos obtiveram as seguintes votações:
- João Cunha e Silva, 996 votos, 15,7%
- Sérgio Marques, 335 votos, 5,3%
- Miguel Sousa, 144 votos, 2,3%
- Jaime Ramos, 47 votos, 0,7%
Na primeira volta das diretas realizada ontem, 19 de Dezembro, registou uma afluência de 89% dos militantes com capacidade eletiva, já que votaram 6.373 dos 7.164 constantes dos cadernos eleitorais. Foram registados ainda 40 brancos e 24 nulos.
Por concelho Miguel Albuquerque ganhou em 10 dos 11 municípios da RAM, tendo sido Manuel António Correia o mais votado na Ponta do Sol (press release do PSD-Madeira)

sexta-feira, dezembro 19, 2014

PSD-Madeira elege novo líder: reforma urgente da organização local

A organização local tem que ser mudada. E quanto antes. Os estatutos em vigor estabelecem os seguintes órgãos:
a) A Assembleia de Freguesia;
b) A Comissão Política de Freguesia
c) A Comissão de Sítio.
Reconhecendo que este tema - reforma dos estatutos - até poderia ser incluída neste congresso, caso existisse boa-vontade e sensibilidade para o assunto - é óbvio que olhando para cima constata-se que as Comissões de Sítio nunca funcionaram nem sequer sei para que serviriam, nem que eficácia alguma vez elas teriam. Ao invés disso as Comissões Políticas Concelhias (9)  - admito que no Funchal ela seja dispensada, tal como no Porto Santo, onde haveria uma desnecessária sobreposição de organismos partidários, geradora de potenciais conflitos pessoais e políticos - são urgentes ainda por cima quando no Porto Moniz, São Vicente, Santana (toda a costa norte), Porto Santo, Machico, Funchal as Câmaras foram ganhas pela antiga oposição tendo o PSD sido relegado para essa oposição.
Acresce que, embora não me pareça que os estatutos o estabeleçam, com a eleição de um novo líder do PSD da Madeira e a realização de um Congresso Regional, seguir-se-á certamente um urgente (atendendo ao calendário político e eleitoral que poderá estar em cima da mesa depois das directas) processo eleitoral das novas Comissões Políticas de Freguesia, já que os processos eleitorais previstos para 2015 - regionais e legislativas nacionais - não esperam pelo calendário partidário. Aliás, destes processos eleitorais poderá depender muita coisa, como a seu tempo porventura (?) constataremos.

PSD-Madeira elege novo líder: a urgência de uma reforma estatutária

Para além do líder do PSD-Madeira e seus colaboradores mais directos, decorre também hoje um processo paralelo de eleição dos 450 delegados ao Congresso marcado para 10 e 11 de Janeiro de 2015. Neste congresso serão formalmente empossados os novos dirigentes e eleitos os dois órgãos partidários restantes, Conselho Regional (órgão colegial, de consulta, o mais importante entre congressos, paradoxalmente eleito, como deve ser, no Congresso, até pela sua dimensão) e o Conselho de Jurisdição que pela sua natureza específica tem protagonismo acrescido em qualquer partido.
O Congresso discutirá as diferentes moções de estratégia global apresentadas por alguns dos candidatos. Mas como este processo está estruturado - daí a urgência de uma reforma dos estatutos - desconheço se as moções dos candidatos que não serão eleitos nestas "directas", serão mantidas pelos seus autores ou retiradas. Penso mesmo que não podem ser discutidas como moções de estratégias global, quando os seus autores foram derrotados em directas. Não faz sentido. Podem quanto muito dar origem a moções sectoriais. Mas a Mesa em funções que resolva o assunto.
As listas de candidatos para o Conselho Regional podem ser apresentadas separadamente - daí a importância dos delegados a serem eleitos hoje, processo facilitado pelo facto de que a lista mais votada ganha todos os delegados atribuídos a cada uma das freguesias, não havendo a figura do método de Hondt no apuramento dos mandatos (procedimento que me parece urgente e mais do que necessário instituir) - ou pode surgir uma lista única de consenso, cenário que não me parece provável, depois da radicalização ocorrida na campanha e de algum divisionismo gerado, temos que o reconhecer.
Independentemente das prioridades políticas do novo líder, há que convocar - não sei quando, mas parece-me urgente - um  congresso, que até pode ter um dia de duração, destinado a debater e aprovar uma reforma profunda do modelo estrutural e funcional do PSD da Madeira adaptando-o a uma nova realidade. Desde logo o facto de que 7 das 11 câmaras da RAM estarem nas mãos da oposição, pelo que o regresso das comissões políticas concelhias é essencial à acção política a desenvolver num contexto de oposição. Depois é preciso combater o primado hoje existente de que duas listas, uma com 100 votos e outra com 101 votos, esta, só porque tem um voto a mais, garante todos os membros do Conselho Regional que pela sua natureza deve ter uma composição assente no método de Hondt, a ser alargado igualmente ao processo eleitoral dos delegados ao Congresso.
Para além da imposição das "directas" apenas para eleger o líder (excluindo Comissão Política e Secretariado deste processo), evitando a trapalhada que se verificou com a disputa de apoios e de subscritores das diferentes candidaturas, há que estruturar um partido como deve ser. Que raio de partido a sério não tem pelo menos um vice-presidente? Impensável. Há que passar para os estatutos outras ideias, que me parecem interessantes, surgidas nesta campanha, casos do gabinete de estudos, do gabinete de apoio aos autarcas (embora a ARASD neste contexto possa resolver o assunto), uma estrutura de mulheres social-democratas (não percebo porque não pode existir, e essa proposta aparecer), a problemática do referendo interno para auscultação dos militantes sobre propostas de candidatos eleitorais que o PSD da Madeira apresentará - há que saber em que circunstância se quais os candidatos que obrigatoriamente devem estar condicionados por este procedimento que tem que ser célere, que propostas existem para a criação da figura do simpatizante, embora quanto a isto tenha fortes reservas, por temer que se possa passar o que se passou com a eleição de António Costa no PS, alegadamente devido ao voto dos simpatizantes (uma invenção trapalhona e a coice e pontapé, feita de Seguro que acabou por morrer picado pelo próprio veneno) e olhar com desconfiança para "simpatizantes" que não querem ser militantes de um partido mas que depois reclamam (ou beneficiam) um direito de participação em consultas internas que até podem ser decisivas e nada ter a ver com a votade dos militantes, de fato.

PSD-Madeira elege novo líder: segunda volta a 29 de Dezembro?

O processo eleitoral encerra às 21 horas nas sedes do PSD da Madeira em cada uma das freguesias da Madeira. Se for encontrado um vencedor já na 1ª volta com 50% mais 1 dos votos expressos, automaticamente restará ao novo líder e à sua equipa esperar pelo Congresso de Janeiro e começar a pensar na lista de membros do Conselho Regional e do Conselho de Jurisdição a propor que são as únicas a serem eleitos em Congresso, o que não deixa de ser um paradoxo estatutário, entre outros. Se tal não se verificar teremos uma 2ª volta já agendada para 29 de Dezembro com os dois candidatos mais votados. Nos últimos dias, pelos testemunhos que tenho ouvido, parece haver uma irritação generalizada nas bases do partido (que me parece mais mobilizado do que nunca), que parecem estar interessadas em resolver rapidamente o assunto, para controlar o desgaste que estes processos causa. Será que vamos ter alguma surpresa já esta noite?

PSD-Madeira elege novo líder: afluência surpreendente logo às 16 horas

Começou a eleição do novo líder do PSD-Madeira. Acabei de votar em São Martinho depois de ter estado 15 a 20 minutos na fila de espera. Uma afluência que pessoalmente já esperava mas que parece ter surpreendido alguns e que tem sido constante em varias freguesias desde que as sedes partidárias abriram às 16 horas. Até me fez lembrar as eleições constituintes de Abril de 1975, as primeiras que cobri jornalisticamente, onde as filas de eleitores começaram a se formar às 5 horas da manhã. Continuo a pensar - e se o valor for inferior considero uma surpresa - que a abstenção neste acto eleitoral partidário, porque é disso que se trata, poderá rondar os 20% na pior das hipóteses.

PSD-Madeira elege novo líder: processo concluído até 22.30 horas

Para que as pessoas percebam como tudo isto se processará, no tocante ao processo eleitoral hoje em curso no PSD da Madeira, direi o seguinte:
- as urnas (e para além do processo de eleição dos membros da Comissão Política Regional e do respectivo Secretariado - algo que não concordo, pois acho que as "directas" num partido apenas devem ser usadas para eleger o líder e mais nada - , realiza-se também hoje um processo paralelo de eleição dos 450 delegados ao Congresso Regional de Janeiro) encerram às 21 horas.
- na sede do PSD no Funchal estará concentrado um pequeno grupo de pessoas, 3 ou 4, convocadas pelo secretário-geral em funções (Armando Abreu) que coordenarão todo o processo de autenticação dos resultados e registo dos mesmos informaticamente, o que só sucederá depois dos representantes das várias candidaturas - que também estarão ali concentrados  -autenticarem as actas eleitorais à medida que elas são enviadas pelas diferentes sedes partidárias por email ou fax;
- Prevejo que os primeiros resultados possam ser conhecidos pelas 21.30 horas (nas freguesias com menos número de militantes-votantes) e que o escrutínio, se correr tudo bem, como espero e desejo, fique concluído até as 22.00/22.30 horas.
- Não se prevê, segundo sei, qualquer divulgação de dados de afluência, embora o secretário-geral em funções possa contactar regularmente as sedes nos diferentes concelhos para de informar da afluência e da normalidade do processo. Tudo tem que ser feito com lisura, seriedade, competência e seriedade, respeitando a vontade livre e soberana dos militantes. Estou certo que neste processo, tal como está organizado, não encontrarão motivos para contestar seja o que for.
- Finalmente, recordo que os estatutos do PSD-Madeira referem (artigo 23º nº 3º) que "se apresentadas mais de duas listas, é eleita a que reunir mais de cinquenta por cento dos votos expressos, não se contando para o efeitos os nulos e os brancos". E mais (artigo 23º, nº 4º): "O Presidente da Mesa proclamará e mandará afixar os resultados, após o Conselho de Jurisdição Regional confirmar a legalidade do acto". Tudo claro.

segunda-feira, dezembro 08, 2014

PSD-Madeira: o universo eleitoral

Nota explicativa: na primeira coluna estão os totais de filiados inscritos, na segunda coluna os militantes com quotas pagas e, por isso, estatutariamente em condições de participarem nas "directas"; na terceira coluna vemos a percentagem dos votantes face ao total de filiados em cada um dos concelhos e finalmente na 4ª coluna a percentagem dos votantes em cada concelho face ao total regional dos 7.158 militantes com quotas pagas e que representam o universo votante para 19 de Dezembro.

terça-feira, dezembro 02, 2014

Directas no PSD-Madeira: carta de João Jardim aos militantes



“Funchal, Novembro 2014
Caro Companheiro (a):
Ao terminar os meus mandatos à frente do Governo Regional e do PSD/Madeira, venho Lhe agradecer toda a ajuda que me deu ao longo destes anos.
Sem o Seu apoio, não teria sido possível, nós os autonomistas sociais-democratas, juntos realizarmos esta Revolução Tranquila. Da qual nos orgulhamos por ter mudado substancialmente o arquipélago, assumindo-a com brio e amor.
Democraticamente, o Povo Madeirense deu-nos sempre confiança e força. Acreditou em todos nós e criou-nos as condições para cumprirmos o nosso Dever.
Esta carta é um agradecimento a Si, por isto tudo.
Mas não é uma despedida. Continuarei Consigo, militante do Partido Social Democrata da Madeira. Ao Seu lado para tudo o que o Povo da nossa terra precise.
Porém, relembro que um Partido não é um fim, em si próprio. É um instrumento ao Serviço do Bem Comum. Se o PSD/Madeira deixar de estar à altura das suas Responsabilidades e Deveres para com o Povo Madeirense, quer nos Princípios e Valores, quer na prática, sei que, mais uma vez juntos, saberemos encontrar os caminhos necessários.
É que, acima do Estado, da Região, das Autarquias, dos Partidos e de qualquer outra Instituição, está o primado da Pessoa Humana, o desenvolvimento simultaneamente cultural, social e económico de todos e de cada um. As Instituições são para servir a Pessoa Humana.
O sucesso de todos nós está na eficácia como combatemos. Como combatemos os que localmente exploraram e humilharam o nosso Povo. Como combatemos um Estado central colonial que, durante séculos, tirou-nos o rendimento do suor dos nossos Trabalhadores e, ainda hoje, nos impede a Autonomia Política que desejamos e a que temos Direito. Como combatemos os “poderes ocultos”, financeiramente poderosos, que, sem transparência democrática, ameaçam as Liberdades e a Justiça Social na Região.
Ora, estamos numa hora decisiva para a Madeira.
Os que combatemos cá e lá, gizaram um plano para destruir o PSD/Madeira por dentro, para travar o indispensável crescimento da nossa Autonomia Política e para voltar a dominar a Madeira inclusive através do controlo monopolista da Opinião Pública.
Infelizmente, para vergonha dos que a tal se prestaram, os que nos escravizaram e pretendem fazê-lo de novo mobilizaram maus companheiros nossos, de ambições pessoais e materiais incontroladas, os quais não têm pudor, ao lado dos nossos inimigos, em tentar denegrir o Património histórico, politico e social que juntos construímos ao longo de quatro décadas. Indo ao ponto de negar aquilo em que eles próprios participaram! Indo ao ponto de terem apoiado os partidos adversários nas eleições autárquicas! Indo ao ponto de ter inscrito no nosso Partido, gente que não subscreve a Doutrina e a prática do PSD/Madeira e votam noutros!
Assim, ao Lhe transmitir, do coração, um grande muito obrigado, faço-Lhe também um pedido muito sério. Não deixe que o nosso PPD/PSD caia nas mãos de gente que não hesitará em destruir tudo o que é o nosso trabalho juntos.
Um grande abraço amigo, muito reconhecido, do
Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim (Presidente do Governo Regional e da Comissão Política Regional do PSD/Madeira)