Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda
Sarmento, confirmou que a plataforma de reembolso do Mecanismo de Continuidade
Territorial está a ser reformulada, mas não adiantou prazos para a sua entrada
em funcionamento. O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda
Sarmento, afirmou que a Entidade de Serviços Partilhados da Administração
Pública (eSPAP) está atualmente a reformular a plataforma de reembolso do
antigo Subsídio Social de Mobilidade, agora denominado Mecanismo de
Continuidade Territorial, sem adiantar um prazo para a sua entrada em
funcionamento.
“A eSPAP está a trabalhar numa adaptação da plataforma com alterações que são complexas e, portanto, requerem algum tempo”, afirmou o ministro, numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. O governante acrescentou ainda que “em todo o caso, mantêm-se a funcionar os mecanismos habituais, nomeadamente os balcões dos CTT para pagamento de reembolsos”. Joaquim Miranda Sarmento respondia a uma questão colocada pelo deputado do PS Francisco César, depois de Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, ter responsabilizado a eSPAP, que é tutelada pelo Ministério de Estado e das Finanças, pela demora na plataforma de reembolso do Mecanismo de Continuidade Territorial.
“Eu vou ajudar o senhor ministro das Infraestruturas e vou ter que o pressionar também, e vou pedir-lhe que ponha a plataforma a funcionar, porque, de facto, neste momento há falta de informação. O governo regional dos Açores não sabe, o governo regional da Madeira não sabe, os CTT não sabem, e o e-mail que está disponível para contacto também não nos dá respostas”, afirmou Francisco César.
E acrescentou: “O que eu vou pedir ao senhor
ministro é que utilize a inteligência natural do seu ministério para atualizar
essa inteligência artificial e permitir que os açorianos e os madeirenses
possam ter aquilo que a lei prevê e que é seu por direito, que é o reembolso
das passagens aéreas”.
Na resposta a esta intervenção de Francisco César,
Joaquim Miranda Sarmento reafirmou ainda considerar que o fim do limite máximo
de preço das viagens foi “um erro”.
Recorde-se que, em março, o Governo da República
definiu um novo modelo de atribuição, criando uma plataforma eletrónica para
que os passageiros dos Açores e da Madeira possam fazer o pedido de reembolso
das passagens de forma digital.
No entanto, têm sido relatados diversos problemas
no acesso e na utilização desta plataforma, pelo que, desde o início do mês, o
pagamento do Mecanismo de Continuidade Territorial passou a ser realizado pelos
CTT, em paralelo com a plataforma eletrónica já implementada, por um período de
um ano.
Também no pagamento de reembolsos pelos CTT, os
cidadãos estão a encontrar dificuldades. Ao Açoriano Oriental chegaram relatos
de cidadãos que não estão a conseguir realizar o reembolso quando o valor total
da passagem excede o limite de 600 euros, tal como está previsto.
Questionado pelo Açoriano Oriental sobre esta
situação, fonte oficial dos CTT revelou
que “quanto a situações ou procedimentos cuja operacionalização se
encontre suspensa ou ainda não tenha sido iniciada, os CTT aguardam orientações
da entidade responsável pela gestão do Mecanismo de Continuidade Territorial
(MCT) que permitam dar início ao respetivo processamento e reembolso nas Lojas
CTT”.
E acrescentou que “os CTT continuam a assegurar, nas suas lojas, o serviço de processamento dos pedidos de reembolso do Subsídio de Mobilidade sem constrangimentos operacionais, efetuando os reembolsos de acordo com a legislação em vigor” (Açoriano Oriental, texto da jornalista Ana Carvalho Melo)
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