A taxa de desemprego em Portugal mantém-se
estável nos 14% em agosto, sendo a segunda maior queda na União Europeia, em
termos homólogos. Na Europa, o desemprego desce para os 10,1% (Dinheiro Vivo)
terça-feira, setembro 30, 2014
5,5 milhões de utilizadores de Internet
A Marktest acaba de lançar a edição de 2014 do Bareme Internet, que mostra como a penetração de Internet em Portugal continua a crescer, atingindo já os 5,5 milhões de utilizadores. O Bareme Internet contabiliza 5 480 mil indivíduos que utilizam a internet, um valor que representa 64.0% do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos. Uma análise longitudinal dos resultados deste estudo evidencia que o número de utilizadores de Internet em Portugal aumentou 10 vezes nos últimos 17 anos, passando de uma penetração de 6.3% em 1997 para os 64.0% agora observados. Naturalmente, a utilização de Internet difere segundo o perfil dos indivíduos. Entre os quadros médios e superiores e os estudantes, a taxa de penetração de internet atinge o pleno e entre os jovens dos 15 aos 24 anos e os indivíduos da classe social alta os valores superam os 99%. Pelo contrário, entre os mais idosos, os indivíduos da classe baixa e os reformados e domésticas a penetração não atinge os 25%. A análise realizada teve como base os resultados de 2014 do estudo Bareme Internet da Marktest. Este estudo analisa o universo constituído pelos residentes no Continente com 15 e mais ano (fonte: Marktest.com, Setembro de 2014)
Opinião: "Servirão as primárias para libertar os partidos das "lutas de poder"?"
“Estamos a assistir a um momento que irá marcar a democracia portuguesa e o relacionamento dos cidadãos com quem os representa.” A frase foi proferida no domingo pelo dirigente socialista que há mais anos defendia a implementação de primárias. Álvaro Beleza viu na votação “a maior expressão de vontade de participação popular espontânea a que assistimos há muito tempo”.
A iniciativa foi classificada por muitos como um sucesso. Os elogios chegaram até do interior do PSD. O eurodeputado e dirigente, Paulo Rangel, não teve dúvidas. Ao Expresso, afirmou que as eleições constituíam “um precedente muito relevante que os outros partidos vão ter claramente que considerar, nomeadamente partidos com a dimensão que tem o PS, como é o caso do PSD, com vocação maioritária”.
Falta agora, depois da decisão eleitoral, apurar o impacto das primárias nos partidos. Para Beleza, as primárias têm a virtude de libertar os partidos da tarefa “da escolha de candidatos e da luta de poder”, permitindo assim a “separação clara de poderes entre partido e Governo”. “Um partido deve ser um grande laboratório, e um guardião ideológico e programático dos governos nacionais e municipais detidos pelo PS”, acrescenta ao PÚBLICO.
Beleza defendeu a realização de primárias na corrida à liderança dos socialistas em 1992, que disputou com o ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, e com o ex-primeiro-ministro António Guterres, que venceu o congresso realizado nesse ano. Em Maio deste ano, Seguro anunciou a realização de primárias depois de António Costa o desafiar para a disputa da liderança do partido.
Mas até esse momento houve outros a defendê-lo. A ideia foi depois retomada em 2004 pelo responsável máximo da corrente interna Esquerda Socialista, Fonseca Ferreira. E voltaria a ressurgir aquando da primeira eleição de Seguro para secretário-geral do PS. Só que pelo seu opositor Francisco Assis.
Em 2013, antes do congresso e numa carta aberta, um conjunto de militantes defendeu a escolha do secretário-geral do PS em eleições primárias abertas a simpatizantes, com o ex-governante João Tiago Silveira a defender que “fazer política é estudar, discutir e apresentar propostas concretas à sociedade, sabendo depois aprovar ou reprovar, tomando posições”.
É esse o futuro que Beleza preconiza para os partidos: “Reflexão e definição de políticas pelo partido, para que os seus representantes nos órgãos políticos os executem”, evitando assim “políticas erróneas ao sabor de ideias pessoais de cada um dos actores políticos”. A vantagem, a longo prazo, é libertar os partidos “de poderes e clientelas” e “de um messias salvador”.
Essa independência serviria também para enfrentar um dos problemas recorrentes de cada vez que um partido assume o Governo do país. É uma forma de evitar que “o partido fique domesticado” pelo chefe do Executivo.
É nesse sentido que o também socialista Ricardo Gonçalves defende a necessidade de os militantes se organizarem “em volta das suas ideias”. Tal com já existe em alguns “clubes de reflexão” criados no interior do PS. “O candidato a primeiro-ministro ganha uma legitimidade que pode empurrá-lo para a tendência de transformar o PS num partido unipessoal”, alerta Gonçalves.
Admitindo “efeitos colaterais”, o socialista próximo da direcção de Seguro defende que o “candidato a primeiro-ministro tem de negociar com o partido” e com as suas “várias sensibilidades”. Nomeadamente, sobre o problema das coligações. “A grande questão é como se governa e com quem se governa”, avisa.
Por seu turno, o deputado Vitalino Canas, que apoiou Costa nestas primárias e abordou a questão das primárias em alguns artigos, assume algum “receio” sobre as consequências. “A continuação [da realização das primárias] poderá desvitalizar os partidos tal como eles são hoje nos Estados Unidos da América. Existem como estrutura mas não existem militantes. Existem apenas pessoas que aderem às campanhas eleitorais”, analisa ainda “a quente”.
Reconhecendo o sucesso, Canas alerta ainda para dois factores que contribuíram para tal no domingo mas que podem não se verificar no futuro. “Foram uma novidade e não sei se a continuidade vai manter a mobilização que se conseguiu agora”, explica. Ao mesmo tempo, as primeiras primárias realizadas pelo PS tiveram como protagonistas “não quatro, não três, mas dois candidatos, com duas personalidades a polarizarem a contenda”, acrescenta" (texto do jornalista do Público, NUNO SÁ LOURENÇO, com a devida vénia)
A iniciativa foi classificada por muitos como um sucesso. Os elogios chegaram até do interior do PSD. O eurodeputado e dirigente, Paulo Rangel, não teve dúvidas. Ao Expresso, afirmou que as eleições constituíam “um precedente muito relevante que os outros partidos vão ter claramente que considerar, nomeadamente partidos com a dimensão que tem o PS, como é o caso do PSD, com vocação maioritária”.
Falta agora, depois da decisão eleitoral, apurar o impacto das primárias nos partidos. Para Beleza, as primárias têm a virtude de libertar os partidos da tarefa “da escolha de candidatos e da luta de poder”, permitindo assim a “separação clara de poderes entre partido e Governo”. “Um partido deve ser um grande laboratório, e um guardião ideológico e programático dos governos nacionais e municipais detidos pelo PS”, acrescenta ao PÚBLICO.
Beleza defendeu a realização de primárias na corrida à liderança dos socialistas em 1992, que disputou com o ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, e com o ex-primeiro-ministro António Guterres, que venceu o congresso realizado nesse ano. Em Maio deste ano, Seguro anunciou a realização de primárias depois de António Costa o desafiar para a disputa da liderança do partido.
Mas até esse momento houve outros a defendê-lo. A ideia foi depois retomada em 2004 pelo responsável máximo da corrente interna Esquerda Socialista, Fonseca Ferreira. E voltaria a ressurgir aquando da primeira eleição de Seguro para secretário-geral do PS. Só que pelo seu opositor Francisco Assis.
Em 2013, antes do congresso e numa carta aberta, um conjunto de militantes defendeu a escolha do secretário-geral do PS em eleições primárias abertas a simpatizantes, com o ex-governante João Tiago Silveira a defender que “fazer política é estudar, discutir e apresentar propostas concretas à sociedade, sabendo depois aprovar ou reprovar, tomando posições”.
É esse o futuro que Beleza preconiza para os partidos: “Reflexão e definição de políticas pelo partido, para que os seus representantes nos órgãos políticos os executem”, evitando assim “políticas erróneas ao sabor de ideias pessoais de cada um dos actores políticos”. A vantagem, a longo prazo, é libertar os partidos “de poderes e clientelas” e “de um messias salvador”.
Essa independência serviria também para enfrentar um dos problemas recorrentes de cada vez que um partido assume o Governo do país. É uma forma de evitar que “o partido fique domesticado” pelo chefe do Executivo.
É nesse sentido que o também socialista Ricardo Gonçalves defende a necessidade de os militantes se organizarem “em volta das suas ideias”. Tal com já existe em alguns “clubes de reflexão” criados no interior do PS. “O candidato a primeiro-ministro ganha uma legitimidade que pode empurrá-lo para a tendência de transformar o PS num partido unipessoal”, alerta Gonçalves.
Admitindo “efeitos colaterais”, o socialista próximo da direcção de Seguro defende que o “candidato a primeiro-ministro tem de negociar com o partido” e com as suas “várias sensibilidades”. Nomeadamente, sobre o problema das coligações. “A grande questão é como se governa e com quem se governa”, avisa.
Por seu turno, o deputado Vitalino Canas, que apoiou Costa nestas primárias e abordou a questão das primárias em alguns artigos, assume algum “receio” sobre as consequências. “A continuação [da realização das primárias] poderá desvitalizar os partidos tal como eles são hoje nos Estados Unidos da América. Existem como estrutura mas não existem militantes. Existem apenas pessoas que aderem às campanhas eleitorais”, analisa ainda “a quente”.
Reconhecendo o sucesso, Canas alerta ainda para dois factores que contribuíram para tal no domingo mas que podem não se verificar no futuro. “Foram uma novidade e não sei se a continuidade vai manter a mobilização que se conseguiu agora”, explica. Ao mesmo tempo, as primeiras primárias realizadas pelo PS tiveram como protagonistas “não quatro, não três, mas dois candidatos, com duas personalidades a polarizarem a contenda”, acrescenta" (texto do jornalista do Público, NUNO SÁ LOURENÇO, com a devida vénia)
Gaiagate: seis casos nas mãos da PJ
Segundo o jornalista da Visão, Miguel Carvalho, "a história fez capa, pela primeira vez, na VISÃO, a 27 de fevereiro deste ano: livre de cargos públicos, Menezes juntara-se a ex-governantes e amigos na Urban Value, uma imobiliária com fortes ligações a Angola. Nessa edição, revelámos a compra de uma quinta em Baião por parte do ex-autarca e levantámos o véu sobre os seus rendimentos e património. Há dias, o Correio da Manhã fez manchete com a história, acrescentando um dado: a PJ quer ver as contas bancárias de Menezes.
560 mil euros em propaganda
Entre 2011 e 2013, a Câmara de Gaia e as empresas municipais terão gasto cerca de 560 mil euros em anúncios e propaganda destinada a publicações locais e nacionais, numa altura em que o endividamento da autarquia era já sufocante. Além das suspeitas quanto aos fins a que se destinaram as verbas, a PJ está particularmente interessada em averiguar as relações entre várias publicações e diversas figuras próximas de Menezes, algumas das quais ocupavam cargos no organigrama do município.
Em SUMA, lixo...
O contrato de concessão de recolha de resíduos que obrigará Gaia a pagar 150 milhões de euros à SUMA, do grupo Mota Engil, até 2026, está na mira dos investigadores. A notícia veio no Público e no JN, mas o caso é de filigrana. O contrato estará relativamente blindado do ponto de vista jurídico e Menezes passou a ideia de que acautelou o interesse público. Mas há um antigo dirigente do PSD, figura até há pouco próxima do ex-autarca, que poderá ser uma personagem-chave no deslindar do caso: Amorim Pereira.
Gaianima: poço sem fundo
Neste momento, a PJ já não terá dúvidas: a empresa municipal Gaianima, em fase de liquidação, terá servido para financiar as campanhas eleitorais de Luís Filipe Menezes ou pagar favores a amigos do anterior presidente. A WeBrand é uma das empresas que terá beneficiado de contratos públicos em compensação de serviços prestados às campanhas do ex-autarca. A VISÃO teve acesso a documentação que comprova ligações e combinações suspeitas entre a agência e administradores da Gaianima, durante o consulado de Guilherme Aguiar na empresa. Do tempo de Ricardo Almeida, sobram dois contratos polémicos com as agências Next Power e Boston Media, ligadas a João Paixão Martins, que a Judiciária também investiga.
Mais vale parecer...
Quando estava no auge a polémica em torno da lei de limitação de mandatos que poderia impedir Menezes de se candidatar ao Porto, a autarquia encomendou pareceres jurídicos a dois jurisconsultos (Pacheco de Amorim e Paulo Otero) sobre a interpretação da lei. A Câmara pagou-os, mas, mais tarde, o PSD solicitou à autarquia que lhe cedesse a sua posição contratual. A PJ já pediu documentação sobre este processo.
Agências e assessorias a pente-fino
Há contratos de assessoria e comunicação que a PJ também solicitou à autarquia. Um foi celebrado com a Mediana, empresa dirigida pela mulher de Joaquim Couto, autarca socialista de Santo Tirso e ex-vereador da oposição em Gaia, que rendeu 72 500 euros àquela agência. Outro contrato que está a ser analisado é com a Beleza das Letras, uma empresa pertencente ao ex-jornalista Manuel Neto, ativo colaborador de Menezes na campanha autárquica do Porto. O contrato de "consultoria na área da comunicação" foi celebrado no ano passado e a Câmara pagou mais de 33 mil euros"
560 mil euros em propaganda
Entre 2011 e 2013, a Câmara de Gaia e as empresas municipais terão gasto cerca de 560 mil euros em anúncios e propaganda destinada a publicações locais e nacionais, numa altura em que o endividamento da autarquia era já sufocante. Além das suspeitas quanto aos fins a que se destinaram as verbas, a PJ está particularmente interessada em averiguar as relações entre várias publicações e diversas figuras próximas de Menezes, algumas das quais ocupavam cargos no organigrama do município.
Em SUMA, lixo...
O contrato de concessão de recolha de resíduos que obrigará Gaia a pagar 150 milhões de euros à SUMA, do grupo Mota Engil, até 2026, está na mira dos investigadores. A notícia veio no Público e no JN, mas o caso é de filigrana. O contrato estará relativamente blindado do ponto de vista jurídico e Menezes passou a ideia de que acautelou o interesse público. Mas há um antigo dirigente do PSD, figura até há pouco próxima do ex-autarca, que poderá ser uma personagem-chave no deslindar do caso: Amorim Pereira.
Gaianima: poço sem fundo
Neste momento, a PJ já não terá dúvidas: a empresa municipal Gaianima, em fase de liquidação, terá servido para financiar as campanhas eleitorais de Luís Filipe Menezes ou pagar favores a amigos do anterior presidente. A WeBrand é uma das empresas que terá beneficiado de contratos públicos em compensação de serviços prestados às campanhas do ex-autarca. A VISÃO teve acesso a documentação que comprova ligações e combinações suspeitas entre a agência e administradores da Gaianima, durante o consulado de Guilherme Aguiar na empresa. Do tempo de Ricardo Almeida, sobram dois contratos polémicos com as agências Next Power e Boston Media, ligadas a João Paixão Martins, que a Judiciária também investiga.
Mais vale parecer...
Quando estava no auge a polémica em torno da lei de limitação de mandatos que poderia impedir Menezes de se candidatar ao Porto, a autarquia encomendou pareceres jurídicos a dois jurisconsultos (Pacheco de Amorim e Paulo Otero) sobre a interpretação da lei. A Câmara pagou-os, mas, mais tarde, o PSD solicitou à autarquia que lhe cedesse a sua posição contratual. A PJ já pediu documentação sobre este processo.
Agências e assessorias a pente-fino
Há contratos de assessoria e comunicação que a PJ também solicitou à autarquia. Um foi celebrado com a Mediana, empresa dirigida pela mulher de Joaquim Couto, autarca socialista de Santo Tirso e ex-vereador da oposição em Gaia, que rendeu 72 500 euros àquela agência. Outro contrato que está a ser analisado é com a Beleza das Letras, uma empresa pertencente ao ex-jornalista Manuel Neto, ativo colaborador de Menezes na campanha autárquica do Porto. O contrato de "consultoria na área da comunicação" foi celebrado no ano passado e a Câmara pagou mais de 33 mil euros"
Opinião: "Primárias, uma "falsa boa ideia"?"
"O título não é meu. Fui encontrá-lo num artigo do Le Monde , escrito por Bernard Lamizet, professor de estudos políticos, pouco antes das primárias efetuadas, em outubro de 2011, para a escolha do candidato do PS francês às presidenciais seguintes e que resultaram na escolha de Hollande. Foram as primeiras realizadas em França para aquele cargo. Lá chamaram-se "primárias cidadãs" e foram abertas a "todos os que se reconhecessem nos valores da esquerda e da República".
O ponto de interrogação, esse sim, é meu. Como muitos outros portugueses, a minha primeira tentação é concluir que o resultado das primárias agora efetuadas no PS é positivo. A vitória de António Costa, sobretudo pela dimensão, deixa-o, inquestionavelmente, em melhor posição para disputar as próximas legislativas. Se bem que, nas últimas autárquicas, já tenha sido reeleito com mais de 50% dos votos.
Mas, analisando agora os resultados. Dos 248 573 inscritos, cerca de 150 mil, ao que foi divulgado, eram simpatizantes. Mas, no dia 28, apareceram a votar 174 770. Isto é, apesar da renhidíssima disputa - e da experiência inédita - cerca de 30% dos potenciais eleitores ficaram pelo caminho. E, no total de votos, quantos eram de simpatizantes? Até que ponto modificaram o resultado que dariam umas simples eleições diretas internas? Sejam quantos tenham sido, valeram sobretudo pela dinâmica criada: Costa já é um vencedor mesmo antes de o ser.
Retiremo-nos agora deste caso concreto, até porque algumas figuras conhecidas do PSD já vieram a público dizer que, depois desta experiência, o PSD dificilmente poderá escapar a adotar o mesmo sistema. Parece provado que as pessoas aderem.
Assim, a primeira vantagem das primárias seria combater os níveis de abstenção que, em Portugal como noutros países da Europa, se têm tornado elevadíssimos. Importe-se então esta solução "à americana". Mas sem esquecer que o sistema partidário é bastante diferente, com um leque partidário mais curto do que o europeu. E, já agora, olhando para as taxas de participação eleitoral nos EUA.
Em 1996, Bill Clinton - por sinal um político ainda hoje bem popular - foi re-eleito por 49,08% dos americanos em idade de votar, quando o escândalo Monica Lewinsky vinha ainda longe. Manda a verdade que se diga que, entre os eleitores registados, a taxa de participação foi de 65,97%. Mas o peso simbólico de escolher o presidente dos EUA, o único político eleito pelos 50 estados, não é comparável à eleição de um presidente europeu. E, já agora, existem nos EUA vários tipos de primárias nas eleições presidenciais, e nem todas são abertas. Depende dos estados.
Voltando ao artigo a que fui buscar o título, coloca uma questão pertinente. Se as eleições passarem a ser abertas a quem entender, "para que vão servir os partidos políticos?". Até agora têm sido - ou foram criados para isso - o espaço onde se debatem projetos políticos. E o autor receia que este tipo de eleições contribua para que "o debate entre projetos seja substituído pelo antagonismo entre os candidatos". Ou, dito, de outra forma, corre-se o risco de uma "despolitização dos debates públicos". Ainda maior do que hoje.
Temos bem presentes os debates entre Costa e Seguro, para nos lembrarmos de que, no final, os analistas eram quase unânimes em que, praticamente, não se verificavam diferenças entre os projetos dos dois candidatos. Aliás, eles próprios ironizavam sobre a semelhança de cor das suas gravatas. Mesmo o projeto político de Costa passava, no essencial, por provar que ele era melhor do que Seguro. E era.
Uma ligeira pesquisa leva-me a concluir que têm sido Partidos Socialistas a introduzir este tipo de eleições. Foi assim, pelo que vi, em França, ou em Espanha. Aqui, Rui Tavares reivindica a inovação para o Livre, nas últimas europeias. Mas isso não me parece comparável a que um dos maiores partidos portugueses tenha adotado o sistema para a escolha do primeiro-ministro. E porque terão sido os Partidos Socialistas a dispor-se a essa mudança? Porque são mais abertos do que os outros à sociedade? Eventualmente. Mas são também partidos que parecem em dificuldade de re-encontrar precisamente o seu projeto político. Basta lembrarmo-nos da chamada Terceira Via, importada dos EUA para a Europa por Tony Blair e, depois, tão replicada.
Que, entre nós, a vontade de participação das pessoas é cada vez maior, sente-se. Está aí. Basta vermos os resultados que movimentos de cidadãos (ou algo apresentado como isso) conseguiram. Mas, quando ouço as razões de pessoas, incluindo das minhas relações, para se absterem em atos eleitorais, nunca lhes ouvi a pretensão de participarem nas escolha dos lideres partidários. Ouço, sim, o descontentamento com os partidos, muitas vezes considerados, com mais ou menos justiça, "todos iguais". E o descontentamento com uma classe política que, em muitos casos - não todos, como é óbvio - usa a despropósito a expressão de "serviço público", quando se refere aos lugares que ocupa. A soma de escândalos sobre tráfico de influências que vêm a público aí estão para o demonstrar.
Não creio que o sistema de primárias agora levado a efeito pelo PS vá remediar as questões de fundo. Mas, uma vez passado o entusiasmo desta primeira experiência, se pelo menos conseguirem envolver mais pessoas no debate político, então que venham mais cinco. Ou as que forem necessárias" (texto da jornalista da Visão, Emília Caetano, com a devida vénia)
O ponto de interrogação, esse sim, é meu. Como muitos outros portugueses, a minha primeira tentação é concluir que o resultado das primárias agora efetuadas no PS é positivo. A vitória de António Costa, sobretudo pela dimensão, deixa-o, inquestionavelmente, em melhor posição para disputar as próximas legislativas. Se bem que, nas últimas autárquicas, já tenha sido reeleito com mais de 50% dos votos.
Mas, analisando agora os resultados. Dos 248 573 inscritos, cerca de 150 mil, ao que foi divulgado, eram simpatizantes. Mas, no dia 28, apareceram a votar 174 770. Isto é, apesar da renhidíssima disputa - e da experiência inédita - cerca de 30% dos potenciais eleitores ficaram pelo caminho. E, no total de votos, quantos eram de simpatizantes? Até que ponto modificaram o resultado que dariam umas simples eleições diretas internas? Sejam quantos tenham sido, valeram sobretudo pela dinâmica criada: Costa já é um vencedor mesmo antes de o ser.
Retiremo-nos agora deste caso concreto, até porque algumas figuras conhecidas do PSD já vieram a público dizer que, depois desta experiência, o PSD dificilmente poderá escapar a adotar o mesmo sistema. Parece provado que as pessoas aderem.
Assim, a primeira vantagem das primárias seria combater os níveis de abstenção que, em Portugal como noutros países da Europa, se têm tornado elevadíssimos. Importe-se então esta solução "à americana". Mas sem esquecer que o sistema partidário é bastante diferente, com um leque partidário mais curto do que o europeu. E, já agora, olhando para as taxas de participação eleitoral nos EUA.
Em 1996, Bill Clinton - por sinal um político ainda hoje bem popular - foi re-eleito por 49,08% dos americanos em idade de votar, quando o escândalo Monica Lewinsky vinha ainda longe. Manda a verdade que se diga que, entre os eleitores registados, a taxa de participação foi de 65,97%. Mas o peso simbólico de escolher o presidente dos EUA, o único político eleito pelos 50 estados, não é comparável à eleição de um presidente europeu. E, já agora, existem nos EUA vários tipos de primárias nas eleições presidenciais, e nem todas são abertas. Depende dos estados.
Voltando ao artigo a que fui buscar o título, coloca uma questão pertinente. Se as eleições passarem a ser abertas a quem entender, "para que vão servir os partidos políticos?". Até agora têm sido - ou foram criados para isso - o espaço onde se debatem projetos políticos. E o autor receia que este tipo de eleições contribua para que "o debate entre projetos seja substituído pelo antagonismo entre os candidatos". Ou, dito, de outra forma, corre-se o risco de uma "despolitização dos debates públicos". Ainda maior do que hoje.
Temos bem presentes os debates entre Costa e Seguro, para nos lembrarmos de que, no final, os analistas eram quase unânimes em que, praticamente, não se verificavam diferenças entre os projetos dos dois candidatos. Aliás, eles próprios ironizavam sobre a semelhança de cor das suas gravatas. Mesmo o projeto político de Costa passava, no essencial, por provar que ele era melhor do que Seguro. E era.
Uma ligeira pesquisa leva-me a concluir que têm sido Partidos Socialistas a introduzir este tipo de eleições. Foi assim, pelo que vi, em França, ou em Espanha. Aqui, Rui Tavares reivindica a inovação para o Livre, nas últimas europeias. Mas isso não me parece comparável a que um dos maiores partidos portugueses tenha adotado o sistema para a escolha do primeiro-ministro. E porque terão sido os Partidos Socialistas a dispor-se a essa mudança? Porque são mais abertos do que os outros à sociedade? Eventualmente. Mas são também partidos que parecem em dificuldade de re-encontrar precisamente o seu projeto político. Basta lembrarmo-nos da chamada Terceira Via, importada dos EUA para a Europa por Tony Blair e, depois, tão replicada.
Que, entre nós, a vontade de participação das pessoas é cada vez maior, sente-se. Está aí. Basta vermos os resultados que movimentos de cidadãos (ou algo apresentado como isso) conseguiram. Mas, quando ouço as razões de pessoas, incluindo das minhas relações, para se absterem em atos eleitorais, nunca lhes ouvi a pretensão de participarem nas escolha dos lideres partidários. Ouço, sim, o descontentamento com os partidos, muitas vezes considerados, com mais ou menos justiça, "todos iguais". E o descontentamento com uma classe política que, em muitos casos - não todos, como é óbvio - usa a despropósito a expressão de "serviço público", quando se refere aos lugares que ocupa. A soma de escândalos sobre tráfico de influências que vêm a público aí estão para o demonstrar.
Não creio que o sistema de primárias agora levado a efeito pelo PS vá remediar as questões de fundo. Mas, uma vez passado o entusiasmo desta primeira experiência, se pelo menos conseguirem envolver mais pessoas no debate político, então que venham mais cinco. Ou as que forem necessárias" (texto da jornalista da Visão, Emília Caetano, com a devida vénia)
Casa Branca disse que invasor foi apanhado à porta. Mas não foi assim...
Li no Expresso que "afinal, o veterano de guerra que invadiu a Casa Branca a 19 de setembro andou mesmo a passear no interior do edifício, supostamente um dos mais bem guardados do mundo. Ou talvez não... Como foi possível que um homem armado com uma pequena faca tenha entrado na Casa Branca, residência oficial do Presidente dos Estados Unidos, sem ser convidado? Aconteceu a 19 de setembro. Esta quarta-feira, a diretora dos Serviços Secretos vai explicar-se perante a Câmara dos Representantes. Julia Pierson, 55 anos, mais de 30 nos serviços secretos e nomeada por Barack Obama em março do ano passado, não terá a tarefa facilitada. O mais provável é que os detalhes sobre o episódio que deixou a América, e sobretudo a família Obama em sobressalto, fiquem no segredo dos deuses. Pierson já pediu aos congressistas para responder às questões mais sensíveis à porta fechada, argumentando que a divulgação pública de alguns aspetos da segurança da Casa Branca poderiam facilitar a vida a futuros invasores. É ainda provável que a primeira mulher a liderar a secreta americana recuse responder a determinadas perguntas, alegando que o caso está sob investigação. Segundo o "The Washington Post", que cita fontes anónimas, Omar J. Gonzalez, 42 anos, veterano da Guerra do Iraque, munido de uma pequena faca, pulou a vedação junto à Avenida da Pensilvânia, atravessou rapidamente o jardim, dominou um guarda e conseguiu entrar na residência presidencial. Terá sido detido por um agente depois de percorrer cerca de 51 metros no interior do edifício em direção aos aposentos da família Obama. Quando este episódio foi tornado público, o porta-voz dos serviços secretos, Ed Donovan, disse à Associated Press que o invasor teria sido detido logo à entrada do edifício e que estava desarmado. Na altura do incidente, Obama, a mulher e as filhas não estavam na Casa Branca. Em julho, durante uma operação stop no Estado da Virgínia, a polícia encontrou no carro de Omar Gonzalez duas espingardas, quatro pistolas e uma grande quantidade de munições, bem como um mapa com a Casa Branca assinalada, conta a BBC. Durante o verão, o veterano combatente, que arrisca agora uma pena de dez anos de prisão, terá sido interrogado duas vezes por agentes dos serviços secretos. Fonte policial disse agora à Associated Press que terão chegado à conclusão que Gonzalez não constituía uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos"
***
O homem que saltou a vedação da residência de Barack Obama, no dia 20 de setembro, não terá sido travado à porta. Um novo relatório revela que terá conseguido entrar e que, inclusivamente, terá atravessado várias divisões.TC de Espanha suspende referendo independentistas na Catalunha
Foi suspenso o referendo independentista, na Catalunha. A decisão do tribunal constitucional foi anunciada depois dos recursos apresentados pelo do governo espanhol. Uma decisão que pode agora não ser acatada pelo governo regional da Catalunha que já inicou o processo para realizar este referendo.
Défice deste ano deve ficar acima da meta estabelecida pela troika
No primeiro semestre as contas do Estado registaram um saldo negativo de 6,5%, um valor que é apurado segundo as novas regras de contabilização europeia. E falta ainda saber, qual será o efeito do resgate ao Banco Espírito Santo. Hélder Reis, Secretário Estado Adjunto e do Orçamento. Já no que toca à previsão para a dívida pública, foi revista em baixa para os 127,8 por cento.
Caso Tecnoforma recebeu duas denúncias contra Passos Coelho
Afinal, são duas as denúncias que chegaram ao conhecimento do Ministério Público contra Passos Coelho e o seu relacionamento com a Tecnoforma. A informação consta do processo arquivado que a SIC já consultou. No entanto, as contas da empresa ficaram fora do alcance dos jornalistas.
Estudante de 17 anos lidera as massas em Hong Kong
Li no site da RTP que "Joshua Wong é já, aos 17 anos, um "velho lutador" das causas democráticas na antiga colónia britânica: desde os 14 que ganhou os hábitos de rebeldia. Nessa altura, em 2011, lutava contra os programas escolares de Hong Kong fabricados num Ministério de Pequim; hoje é contra as eleições com candidatos exclusivamente do agrado do Governo central. Em 2011 a luta era contra a definição em Pequim dos programas de ensino para Hong Kong. Wong foi, logo então, a face mais visível do movimento de protesto conhecido como Scholarism, que trouxe para a rua 120.000 pessoas - estudantes, pais e professores. O êxito foi espectacular: ao fim de alguns dias de mobilização, o Governo local cedeu e chamou a si a elaboração dos programas. Desta vez, em 2014, a parada é bem mais alta, porque está em causa o próprio Governo local e o modo de elegê-lo. Os manifestantes, munidos de guarda-chuvas para se protegerem contra os gases lacrimogéneos, reclamam eleições livres e a possibilidade de apresentarem candidaturas que não estejam sujeitas à prévia aprovação das autoridades de Pequim. Como o chefe do Governo local, Leung Chun Ying, alinhou servilmente com o Governo central, os manifestantes fizeram-lhe um ultimato: que se demita até quarta-feira, 1 de Outubro. Ambos os Governos, local e central, dão mostras de grande nervosismo, traduzido nomeadamente na detenção de 74 activistas, durante algumas horas, no sábado. Entre eles contava-se Joshua Wong, que permaneceu na cadeia durante 40 horas - mais tempo do que qualquer outro detido. O jovem não se deixou intimidar com o tratamento especialmente duro e, ao ser libertado, deu uma conferência de imprensa logo na escadaria do edifício da polícia, exigindo a satisfação das exigências dos manifestantes. A composição maioritariamente juvenil das manifestações está longe de criar um movimento acéfalo e desorientado. As gerações mais velhas viveram o massacre de Tien An Men em 1989 e com mais frequência traem no seu comportamento o receio de que algo semelhante possa repetir-se. A data de amanhã, 1 de Outubro, é crucial, por se tratar do aniversário da República Popular da China e do prazo dado pelos manifestantes no seu ultimato. Mas, ainda assim, os manifestantes de gerações mais velhas mostram-se empolgados com o élan dos jovens, com a sua determinação e disciplina. O editor de Hong Kong Jimmy Lai, citado pela agência Reuters diz que "os jovens tomaram a causa nas suas mãos. Isso é muito assustador para Pequim". Com imaginação e agilidade, os manifestantes reagem à repressão policial: desde logo com a "revolução dos guarda-chuvas" contra o gás-mostarda, mas também utilizando o App FireChat para ligar entre si, por Bluetooth, telemóveis num raio de 60 metros, quando as autoridades bloqueiam a rede, como fizeram no domingo. Para contornarem esse bloqueio policial, os manifestantes inspiraram-se na arte cultivada pelos seus homólogos do movimento altermundialista noutras partes do globo, em manifestações igualmente boicotadas pelo poder. Joshua Wong não é um menino-prodígio, e sim um activista típico da nova geração"
Estado com mais dívida, holdings da CGD e da TAP obrigadas a cumprir novas regras orçamentais
Segundo o Público, num trabalho dos jornalistas RAQUEL ALMEIDA CORREIA e SÉRGIO ANÍBAL, "a inclusão de mais entidades no cálculo das contas públicas fez subir a dívida pública em mais de 6000 milhões de euros. A revisão em simultâneo do PIB em alta impede contudo que o rácio da dívida dispare. E de repente, virtualmente de um dia para o outro, o Estado português passou a ter nas suas contas mais 6000 milhões de euros de dívida. O problema não está na descoberta de algum buraco financeiro escondido ou na falência inesperada de mais um banco. O que aconteceu foi somente uma alteração na metodologia usada pelas autoridades estatísticas no registo das contas públicas. Mas a verdade é que, por causa dessa alteração, mais 268 entidades passaram a estar incluídas no universo das Administrações Públicas, com consequências imediatas no valor da dívida pública oficial e nas regras de reporte de informação que têm de ser cumpridas pelas entidades visadas".
Denúncia contra Passos Coelho tornada pública
A denuncia feita contra Pedro Passos Coelho sobre alegados pagamentos da Tecnoforma foi investigada por um outro procurador antes de ser arquivada por prescrição. O processo envolve outros nomes para alem do actual primeiro ministro. Os documentos foram hoje tornados públicos
segunda-feira, setembro 29, 2014
Un viaje por los cielos de la II GM
Tras la Primera Guerra Mundial las potencias económicas consiguieron realizar grandes progresos en materia de motores y aviación. Analizaron los defectos de los aviones que habían sobrevolado las ciudades de la Gran Guerra como el peso excesivo, la resistencia aerodinámica elevada o la escasa potencia de sus motores, y diseñaron modelos mucho más avanzados. Por desgracia, en 1939, cuando estalla la Segunda Guerra Mundial, todos esos avances tecnológicos se pusieron al servicio de los ejércitos. Se diseñan bombarderos resistentes y de gran autonomía con el objetivo de recorrer gran cantidad de kilómetros y arrojar bombas en puntos clave de las ciudades enemigas. Uno de los más efectivos fue el británico Avro 683 Lancaster, que tenía un alcance de más de 2.500 kilómetros y una carga de 6.300 kg en bombas. Por su parte los norteamericanos diseñaron el Boeing B-17 Flying Fortress, capaz de sostener 13 ametralladoras y cargar con hasta 8.000 kg de bombas. También destacaron el Mitsubishi G4M japonés, el Heinkel He 111 alemán o el IIyushin DB-3 soviético, capaz de alcanzar un altura de 31.825 pies (9.700 metros) gracias a la disposición de una cabina presurizada para la tripulación. Los efectos de los bombarderos en las ciudades eran devastadores. Por ello se diseñaron los cazas, pequeños aviones ligeros y veloces que tenían por objetivo derribar bombarderos y cazas enemigos. El Messerschmitt Me 262 cumplía a la perfección dicha misión. Este caza alemán, considerado el primer avión de combate de reacción, llegó a derribar más de 500 aviones aliados. En el otro bando, la Unión Soviética fabricó más de 16.500 unidades del Yákovlev Yak-9, el caza más utilizado por la URSS a partir de la segunda mitad de la Guerra. También fue el caza que participó en todas las operaciones del Ejército Rojo a partir de la batalla de Stalingrado. En esta galería realizamos un repaso de los aviones que volaron en los cielos de la Segunda Guerra Mundial (El Confidencial)
Aeromobil, el coche que vuela
Puede parecer una locura o una idea sacada de alguna película de ciencia ficción, pero ya lo decía Henry Ford en 1940, la combinación entre un avión y un coche llegará, y, añadimos nosotros, cabe incluso que ya esté aquí. No dirás que el asunto no resulta tentador, piensa en las inmensas colas de vehículos que dan vida a la hora punta en tantas ciudades del mundo e imagina que, al menos algunos de ellos -el tuyo, sin duda- pudiesen salir volando… Cierto es que la cosa tiene algo más de complejidad pero, en todo caso, es una idea, una que tiene prototipo y marca la senda del futuro (El Confidencial)
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