sexta-feira, novembro 04, 2022

TAP apresenta lucros de 111,3 milhões de euros no terceiro trimestre

 

A companhia amealhou receitas 7,5% acima de 2019 entre julho e setembro, à boleia da recuperação do turismo da subida dos preços das tarifas. Resultado dos primeiros nove meses continua negativo com prejuízo de 91 milhões de euros. As contas da TAP no terceiro trimestre do ano passaram para o verde, com lucros de 111,3 milhões de euros entre julho e setembro, uma melhoria de 182,8% face aos prejuízos de 134,5 milhões de euros registados em igual período de 2021 acordo com o comunicado divulgado pela companhia esta quarta-feira, 02, junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O resultado líquido dos primeiros nove meses do ano continua em terreno negativo mas as perdas caíram para 90,8 milhões de euros, uma recuperação de 85,5% comparativamente com o período homólogo (627,6 milhões de euros de prejuízos). Já receitas da companhia totalizaram 2.440,1 milhões de euros nos entre janeiro e setembro, um disparo de 195,1% face aos primeiros nove meses de 2021. Olhando para o trimestre as receitas superam em 7,5% o pré-pandemia (1,1 milhões de euros). O aumento dos preços e do número de passageiros justificam esta recuperação. "A TAP está a confirmar a solidez do seu desempenho no terceiro trimestre, com todas as métricas financeiras acima dos níveis pré-crise, apesar do aumento dos custos de combustível. A procura para o quarto trimestre mantém-se bastante forte, suportando as expectativas de um bom resultado acumulado até final do ano", refere a CEO Christine ​​​​​​​Ourmières-Widener (DN-Lisboa, texto da jornalista Rute Simão)

domingo, outubro 23, 2022

Pobreza dispara em Portugal. Supermercados já colocam alarmes em latas de atum para travar furtos de comida

Algumas grandes superfícies em Portugal estão a colocar alarmes em latas de atum e outros alimentos de baixo valor, devido ao aumento brutal dos furtos de comida. Esta situação começou a escalar desde setembro, altura em que se começou a sentir verdadeiramente no bolso dos portugueses o peso da inflação, acima dos 10 por cento, que fez com que se acentuasse a situação de pobreza em que muita gente vive, revela uma reportagem publicada esta sexta-feira pelo jornal "Expresso". De acordo com a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), que representa os super e hipermercados nacionais, os furtos estão a aumentar sobretudo em alimentos de valor baixo ou médio, como garrafas de azeite, latas de atum, salmão congelado ou bacalhau, pode ler-se no semanário. Os autores destes furtos são sobretudo pessoas em situações mais graves de carência, nomeadamente idosos ou pais e mães que vivem em situações de pobreza e furtam comida para os filhos. Estas situações têm-se vindo a agravar muito devido à conjuntura internacional, como a Guerra na Ucrânia, que tem gerado um aumento gradual e progressivo dos preços de bens de primeira necessidade, como a comida, o gás ou a eletricidade. A inflação superou já os 10 por cento em Portugal, a maior subida nos últimos 30 anos (MAGG)

Recuperação dos Auxílios de Estado à Zona Franca da Madeira: a arbitragem tributária como forma de assegurar o direito de acesso à justiça


Portugal começa por não dispor de regulamentação específica relativa à recuperação dos Auxílios Estatais concedidos sob a forma de benefícios fiscais. Foi finalmente publicada no JOUE, do passado dia 22.08.2022, a Decisão da CE 2022/1414, de 4 de Dezembro de 2020, que concluiu que, o denominado Regime III da Zona Franca da Madeira (ZFM), que vigorou entre 1 de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2020, autorizado em tempo pela Comissão, ao abrigo do Regime de Auxílios de Estado de finalidade regional, tem vindo a ser aplicado por Portugal de forma ilegal. Resultado dessa Decisão, em termos sumários, Portugal encontra-se agora obrigado a recuperar das empresas instaladas na ZFM, a diferença entre a taxa reduzida de que beneficiaram e a taxa geral de IRC em vigor na Região Autónoma da Madeira durante esse período. A imprensa tem abordado o tema sob um prisma político-económico, focando-se na legitimidade da Comissão para fazer uma “interpretação autêntica” de um Regime cuja letra da lei literalmente aprovou há 15 anos e na defesa do Estado Português da sua atuação, mas sobretudo no impacto da Decisão para o futuro da Região Autónoma da Madeira, nas receitas fiscais e no emprego gerados pela ZFM. Mas quase nada tem sido dito ou escrito sobre os desafios que o processo de recuperação dos Auxílios coloca à Administração Fiscal e à Justiça Tributária, que compromete a efetividade do direito de acesso à justiça das empresas visadas.

Pobreza em Portugal. Mais de 1,6 milhões de portugueses vive com menos de 540€ por mês

Portugal é um dos países da Europa cujos cidadãos estão em maior risco de pobreza, de acordo com uma análise da Pordata, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada este domingo, 17 de outubro, dia em que se assinala o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza. Em 2019, mais de 1,6 milhões de portugueses (16,2% da população residente) viviam abaixo do limiar da pobreza, classificação que diz respeito a rendimentos inferiores a 540€ por mês. A situação é visível também nas escolas e reflete-se nos milhares de alunos que precisam de apoio económico. "O número de beneficiários destes apoios tem aumentado progressivamente, sendo o ano de 2019 aquele em que mais estudantes receberam apoio socioeconómico desde 1981", revela a Pordata, segundo o jornal "Expresso", referindo-se a 380 mil alunos do ensino público não superior que receberam apoio socioeconómico e 223 mil que tiveram apoio da Ação Social Escolar na alimentação.

DREM inicia divulgação mensal das estatísticas rápidas do transporte aéreo

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) passou desde 20 de outubro - no qual se assinala o Dia Europeu da Estatística - a divulgar mensalmente estatísticas rápidas do transporte aéreo da Região Autónoma da Madeira (RAM). Nesta divulgação, que se reporta ao mês de agosto de 2022, são apresentados os dados mensais do movimento de aeronaves e de passageiros, ventilados por tráfego doméstico e internacional. O movimento de passageiros está ainda desagregado segundo os principais países de origem e de destino. Passa também a estar disponível um indicador sobre a ocupação média das aeronaves. Os dados agora publicados foram cedidos pela ANA-Aeroportos de Portugal e pela sua estrutura na RAM, a quem muito agradecemos a respetiva colaboração e disponibilidade para responder às solicitações e questões da DREM, que permitiram dar este novo passo no que respeita à divulgação das Estatísticas do Transporte Aéreo.

A DREM divulga o Retrato Territorial da R. A. Madeira, cuja primeira edição é dedicada ao tema do turismo

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje, dia 20 de outubro de 2022, em que se assinala o Dia Europeu da Estatística – o Retrato Territorial da Região Autónoma da Madeira (RAM), cuja primeira edição é dedicada ao tema do turismo, mais concretamente ao alojamento turístico. O Retrato Territorial do Turismo pretende contribuir para um conhecimento mais alargado da oferta e procura turística numa perspetiva de povoamento territorial. Recorrendo a informação estatística proveniente do Inquérito à Permanência de Hóspedes na Hotelaria e Outros Alojamentos (IPHH), do Instituto Nacional de Estatística, I.P. (INE) e da Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), pretende-se captar dinâmicas estruturais que diferenciam o território regional ao nível do turismo no período 20172021. O Retrato Territorial do Turismo considera duas abordagens: a oferta e a procura turística. O estudo da oferta de alojamento turístico engloba uma caracterização da distribuição, diversidade, categorização e qualificação da oferta turística numa perspetiva territorial. A procura turística centra-se numa análise territorial da intensidade, sazonalidade e proveniência da procura turística.

Portugal é o terceiro país da Europa onde os salários dos professores menos subiram nos últimos 10 anos

Portugal surge a meio da tabela dos países que mais pagam aos professores em toda a Europa, em 17.º lugar (num total de 37 países), com uma média de 22 374 euros por ano. A lista consta de um estudo com dados recolhidos pela Comissão Europeia/EACEA/Eurydice, e é encabeçada pelo Luxemburgo, onde os professores recebem, em média, mais de 69 mil euros por ano. A recolha de informações apurou que o nosso País é o terceiro no ranking dos países europeus que menos aumentaram os salários dos docentes na última década: Entre 2009/2010 e 2020/2021, só se registou um aumento de 5%. O estudo, que inclui os salários brutos iniciais de professores das escolas públicas, na educação básica e ensino secundário, apurou que entre países da UE o selário médio é de 25 055 euros. Na lista de países europeus, o Luxemburgo é líder nos que mais paga aos professores, seguido da Suíça (66 972 euros por ano) e da Alemanha (54 129 euros). Portugal aparece atrás de França, Itália, ou Chipre, sendo que no fim da lista contam a Sérvia, a Bósnia Herzegovina e a Albânia. A diferença entre os vários países significa que, no Luxemburgo ou na Suíça, o salário dos professores em inicio de carreira chega a ser mais do dobro do que é pago em Portugal.

Apenas 11% dos estudantes universitários diz-se preparado para o mercado de trabalho, aponta estudo

Apenas 11% dos alunos garantiu estar preparado para entrar no mercado de trabalho após frequentar a universidade, segundo revelou esta quarta-feira o ‘Connected Student Report’, estudo da Salesforce, empresa tecnológica multinacional líder em Customer Relationship Management (CRM), dedicado a compreender as características particulares da formação superior na preparação dos jovens para o mercado de trabalho. Na era pós-pandémica, as instituições de ensino superior têm a oportunidade de reimaginar as experiências dos estudantes para atingirem melhores resultados. Os novos dados apresentados pela Salesforce indicaram que o trabalho deve começar logo no momento de inscrição de novos alunos. Apenas um terço dos estudantes inquiridos admitiu ter tido excelentes experiências na universidade. As instituições estão sob pressão para uma interação real e cativante ao longo do percurso académico dos estudantes, adaptando-se às novas expectativas e preparando melhor os alunos para o mercado de trabalho.

Próxima pandemia poderá vir dos glaciares que estão a derreter, mostra nova investigação

 

A próxima grande pandemia global, depois da Covid-19, pode não vir de morcegos ou passáros, mas sim de gelo a derreter. De acordo com uma nova investigação de cientistas da Universidade de Ottawa, no Canadá, há um grande risco da próxima pandemia ter origem no degelo dos grandes glaciares do Ártico. Análise genética do solo e de sedimentos do Lago Hazen, o maior lago de água doce glaciar do Ártico em todo o mundo, sugere que o risco de transbordamento (‘spillover’) viral, ou seja, o risco de um vírus infetar um novo hospedeiro, é mais alto quando perto de glaciares a derreter. As conclusões adiantam que, à medida que as temperaturas aumentam em todo o mundo com as alterações climáticas, torna-se mais provável que vírus e bactérias ‘presos’ e ‘congelados’ nos glaciares possam voltar a tornar-se ativos e infetar espécies animais locais. Por exemplo, em 2016, um surto de antrax na Sibéria, que matou uma criança de infetou outras sete pessoas, teve origem numa vaga de calor, que derreteu um calote polar e deixou a descoberto uma carcaça de rena infetada com o patógeno. Antes deste surto, o último havia ocorrido em 1941.

Nota: o PSD de Montenegro e a TAP

 

Afinal o que é que o PSD fazia no caso da TAP? Fechar a empresa? Continuar a injectar dinheiro público que não resolve os problemas da empresa? Aplicar um plano de recuperação (?) que ninguém garante tenha sucesso, aprovado por Bruxelas? Ou privatizar a companhia para que o OE deixe de ter encargos de milhares de milhões com uma empresa que apesar dos resultados operacionais positivos, continua a braços com os condicionalismos decorrentes de enormes prejuízos acumulados? Um partido da oposição que pretende ser alternativa de poder, não pode ir a reboque de agendas mediatizadas e acreditar que só por beneficiar de espaço mediático nos meios de comunicação, isso resolve os problemas todos. Criticar as decisões tomadas é fácil, manipular a discussão pública é fácil, optar por uma lengalenga populista é ainda mais fácil. Mas afinal que alternativa para a TAP defende este PSD para-passista de um Montenegro saudosista de Passos, e que legitima a discussão sobre qual a intenção realmente subjacente a este assalto montenegrista ao poder no PSD? A repetição das patifarias das negociatas da privatização da TAP, formalizada já depois das eleições de 2015 e assinada já a altas horas da noite, para que o negócio, nomeadamente os seus "anexos", passasse despercebido da opinião pública? A privatização a favor de uns oportunistas que apenas agravaram a situação financeira da TAP? A auditoria à empresa enviada ao Ministério Público vai colocar tudo em pratos-limpos! Foi isso um bom negócio? Os problemas da TAP não começaram, com o governo de Passos, certo. Também não começaram com os governos socialistas de Sócrates ou de Costa, certo. O problema da TAP começou quando a concorrência no sector da navegação aérea se acentuou com a chegada das low-cost e com a impreparação de companhias de bandeira protecionistas que não estavam preparadas para uma concorrência feroz de novas empresas privadas e para as crises cíclicas, mais recentes, num sector que depende de factores exógenos que não controla (LFM)

Governo envia para o MP auditoria da TAP sobre a compra de aviões

O ministro das Infraestruturas revelou que o Governo enviou para o Ministério Público a auditoria realizada pela administração da TAP à compra de aviões durante a gestão de David Neeleman. Em causa estão suspeitas de a companhia ter pago mais pelos aviões do que os concorrentes. "A administração [da TAP], a determinada altura, suspeitou que nós estaríamos a pagar pelos aviões que estamos a pagar, mais do que os concorrentes pagavam. [...] A administração pediu a auditoria, essa auditoria foi concluída, entregue ao Governo e nós, perante dúvidas perante as conclusões daquela auditoria, encaminhámos a auditoria para o Ministério Público", anunciou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, em audição na Assembleia da República. A audição sobre a privatização da TAP acontece por requerimento do PCP e do Chega, à qual se segue outra sobre a celebração de contratos públicos por uma empresa com uma participação superior a 10% do pai do governante, por requerimento do PS. Pedro Nuno Santos voltou também a apontar o dedo ao PSD, acusando-o de ser um "mero partido de protesto" que não apresenta soluções, por não assumir, disse, o que teria feito em 2020 quando a TAP se encontrava em dificuldades agravadas pela pandemia.

Pedro Nuno Santos acusa PSD de vender TAP a acionista que endividou “ainda mais a empresa”

Numa sessão que debateu a privatização da TAP, o governante acusou o PSD de ser um “mero partido de protesto” que não apresenta soluções, por não assumir o que teria feito em 2020 quando a TAP se encontrava em dificuldades agravadas pela pandemia. Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, acusou na Comissão de Economia, o PSD de vender a TAP a um acionista “que endividou ainda mais a empresa”. Numa sessão que debateu a privatização da TAP, o governante acusou o PSD de ser um “mero partido de protesto” que não apresenta soluções, por não assumir o que teria feito em 2020 quando a TAP se encontrava em dificuldades agravadas pela pandemia. A esse propósito, Pedro Nuno Santos lembrou a privatização efetuada pelo Governo do PSD/CDS-PP e que acabaria por ser parcialmente revertida em 2015 num negócio em que a TAP foi vendida por 10 milhões de euros a “um acionista que endividou ainda mais a empresa”. Pedro Nuno Santos reforçou que “não há nenhuma cambalhota” na posição do Governo sobre a privatização da TAP, tal como defendeu no debate requerido pelo PSD, que teve lugar na semana passada. “A única coisa que foi sempre assumida foi a de que nós entendíamos que a TAP é uma companhia aérea num setor altamente consolidado, não deve ficar sozinha, a melhor forma de garantir viabilidade a médio e longo prazo é estar integrada num grande grupo de aviação”, vincou o governante (Novo)

Audiências televisivas: “Chamem a polícia!”

 

Tal como o T&Q noticiou há pouco mais de um ano, as autoridades estão a investigar a fundo um suposto favorecimento da SIC na medição das audiências televisivas. Na semana passada, a Polícia Judiciária fez buscas na empresa GFK, na casa do seu presidente, e só por um triz não entrou pela casa de Balsemão adentro... Ainda na ressaca das comemorações do 30º aniversário da ‘sua’ SIC, a manhã da segunda-feira da semana passada não começou da melhor maneira para Francisco Pinto Balsemão. Praticamente à mesma hora em que, na sua casa da Quinta da Marinha, o ‘patrão’ do grupo Impresa se preparava para fumar o primeiro cigarro do dia, vários inspetores da Polícia Judiciária irrompiam portas adentro nos escritórios da GFK, a empresa que faz as controversas medições de audiências da televisão em Portugal, e na própria casa de António Salvador, o seu presidente, por sinal um dos mais destacados nomes do setor das sondagens e dos estudos de opinião no nosso país. Mas o que não passou de todo nessa manhã pela cabeça de Balsemão é que também a sua casa esteve a ponto de ser ‘invadida’ por uma brigada da Judiciária, e isso só não ocorreu porque o Ministério Público se opôs à última hora à pretensão dos investigadores.

Como a Europa chegou ao inverno energético

A crise da energia começou com as sanções à Rússia de Vladimir Putin?

Não. A União Europeia não consegue produzir energia suficiente para as suas necessidades (em 2020 importou 57,5% do que consumiu). Se a isso aliarmos um plano de transição energética a meio caminho e outros fatores já teríamos suficientes problemas para assegurar um abastecimento regular e seguro de energia.

Que outros fatores?

Antes da pandemia o preço do gás era baixo e as reservas eram abundantes. Quando a produção de petróleo e de gás baixou de forma drástica à medida que as economias pararam, as reservas foram consumidas devido a um inverno particularmente rigoroso na Europa. No mar do Norte o vento teimou em soprar com pouca força, pelo que a energia produzida pelos parques eólicos marinhos caiu a pique. Por outro lado, com o regresso à atividade, as empresas a operar na China, país que estava com baixas reservas de carvão, começaram a consumir muito mais gás natural liquefeito. Uma das regras básicas do mercado funcionou, ou seja, o aumento do preço devido à maior procura. No espaço de um ano, o preço do gás na Ásia mais do que decuplicou.

TAP suspeita de estar a pagar mais do que concorrentes pelos aviões

O ministro das Infraestruturas disse hoje que a administração da TAP pediu uma auditoria por suspeitar estar a pagar mais pelos aviões do que os concorrentes e que o Governo encaminhou as conclusões para o Ministério Público. “A administração [da TAP], a determinada altura, suspeitou que nós estaríamos a pagar pelos aviões que estamos a pagar, mais do que os concorrentes pagavam. […] A administração pediu a auditoria, essa auditoria foi concluída, entregue ao Governo e nós, perante dúvidas perante as conclusões daquela auditoria, encaminhámos a auditoria para o Ministério Público”, anunciou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, em audição na Assembleia da República, por requerimento do PCP e do Chega, sobre a privatização da TAP, à qual se segue uma audição sobre a celebração de contratos públicos por uma empresa com uma participação superior a 10% do pai do governante, por requerimento do PS.

"Pobres passarão fome ou congelarão este inverno" a menos que os Governos tomem medidas

Os Governos devem adaptar os benefícios sociais e os salários à inflação global, caso contrário "perder-se-ão vidas", avisou hoje Olivier De Schutter, relator da ONU. "Os orçamentos familiares em todo o mundo estão a ser esticados até ao limite, o que significa que os mais pobres passarão fome ou congelarão este inverno, a menos que sejam tomadas medidas imediatas para aumentar as suas receitas", disse, em comunicado, De Schutter, relator especial sobre a pobreza e direitos humanos.

Para o relator, a subida de preços dos produtos básicos, tal como crise já provocada pela pandemia de covid-19, poderá deixar entre 75 milhões a 95 milhões de pessoas em situação de pobreza este ano. Olivier De Schutter destacou a necessidade em melhorar o isolamento térmico das residências perante o inverno que se avizinha no hemisfério norte, onde pode haver uma grande escassez de gás como consequência indireta da guerra na Ucrânia. O relator falou no Conselho da Europa em Estrasburgo (França) no dia em que se assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, instituído oficialmente pelas Nações Unidas em 1992 (SIC Noticias)

Pobreza em Portugal: um problema que a pandemia e a guerra vieram agravar

A 17 de outubro, o mundo assinalou o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza que em Portugal, em pleno século XXI, afeta quase metade da população. É, aliás, preciso recuar até 2014, ano em que terminou a terceira intervenção da troika no país, para encontramos um aumento tão expressivo quanto o atual no número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social. Mas, se a pobreza em Portugal seguia desde 2017 uma tendência crescente, após dois anos de pandemia e com a chegada da guerra à Europa, a situação piorou e a previsão é a de que vai agravar-se.

“Esta é mais uma crise global, que atinge de forma muito particular as camadas mais vulneráveis da sociedade, acelerando a degradação de uma situação já precária. Portugal, que já vinha registando uma tendência preocupante no que diz respeito ao aumento da pobreza, também tem sido afetado pelo panorama atual, que não apenas dificulta a melhoria desta situação, como também a agrava”, alerta a Pordata num estudo divulgado esta segunda-feira Para chegar a estas conclusões foram analisados dados como "a idade, família, trabalho ou a vida quotidiana dos cidadãos” para se perceber que são, sobretudo, três os grupos mais afetados: - famílias com filhos; - desempregados; e, - pessoas com mais de 65 anos.

Crédito à habitação: número de famílias a pedir ajuda volta a subir

O número de famílias sobreendividadas que pedem ajuda à Deco aumentou, desde setembro, não só devido ao aumento do custo de vida, mas também à subida das prestações do crédito à habitação, com as primeiras revisões da taxa Euribor. Nos orçamentos em que o rendimento é relativamente baixo ou com uma taxa de esforço elevada, o aumento do custo de vida já está a provocar, "mais do que derrapagens, verdadeiras ruturas dos orçamentos familiares", afirma a coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira da Deco, Natália Nunes, em declarações à Lusa. Desde setembro, mais famílias estão a pedir ajuda perante os primeiros aumentos decorrentes da revisão periódica da prestação de crédito contratado com taxa variável indexada à Euribor. "Começam agora a vir as primeiras revisões em que o impacto é significativo", disse Natália Nunes, adiantando que é "uma grande preocupação" a atual perspetiva de a Euribor continuar a aumentar e a inflação continuar em valores elevados: "Portanto as dificuldades das famílias, infelizmente, vão manter-se por mais tempo", concluiu.

Chefe de cibersegurança da Alemanha demitido por alegadas ligações à Rússia

O chefe da agência de cibersegurança da Alemanha foi demitido por alegadas ligações à Rússia. Arne Schönbohm, que preside a esta agência federal ligada ao Ministério do Interior, é, de acordo meios de comunicação social, próximo de uma associação de consultoria de cibersegurança suspeita de contactos com os serviços secretos russos. Arne Schönbohm é posto em causa devido aos seus alegados contactos com uma associação chamada "Cyber-Sicherheitsrat Deutschland" (Conselho Alemão de Cibersegurança ou CSRD), da qual foi cofundador em 2012 e sediada em Berlim, para assessorar empresas, agências governamentais e decisores políticos sobre questões de cibersegurança. Mais especificamente, uma das empresas membros da CSRD é visada, por ser subsidiária da empresa russa de cibersegurança O.A.O. Infotecs que, de acordo com informações da rede de investigação "Policy Network Analytics", foi fundada por um antigo colaborador dos serviços de inteligência russos, o KGB (SIC Noticias)

Madeira afectada? Cientistas descobrem como principal corrente do Atlântico pode colapsar e agravar alterações climáticas


A corrente termoalina meridional do Atlântico, ou AMOC, na sigla em inglês, é um sistema de correntes oceânicas que transporta água quente dos trópicos até ao Atlântico Norte e, no sentido contrário, leva água fria do hemisfério norte para o sul. Por isso, de acordo com os cientistas, é “um mecanismo fundamental da regulação do clima da Terra”. No entanto, um estudo publicado na revista ‘Nature’, desenvolvido por cientistas da Alemanha e um paleoclimatologista brasileiro da Universidade de São Paulo, revela que a AMOC já colapsou no passado, “devido a fatores naturais”, e que esse fenómeno teve um papel central no fim da última Idade do Gelo. Cristiano Mazur Chiessi, um dos autores do artigo e professor da Universidade de São Paulo, explica que a análise de “sedimentos marinhos recolhidos entre o Canadá e a Gronelândia permitiram descobrir que, no passado, os glaciares que cobriam os territórios que agora correspondem ao Canadá e ao norte dos Estados Unidos libertaram quantidades colossais de icebergues no Atlântico, devido ao aquecimento da superfície do oceano nessa região”.