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sábado, janeiro 23, 2021

Preço de uma pandemia: a pobreza espalha-se por todo o planeta

 


Em finais de 2020, prevê-se que mais de cem milhões de pessoas se encontrem em situação de pobreza extrema, vivendo com menos de 1,60 euros por dia. Outros milhões de pessoas estão a empobrecer. As situações de confinamento prolongado poderão agravar estas previsões, já de si sombrias, em 2021.

Três limiares de pobreza


O Banco Mundial categoriza a pobreza em três escalões, baseado em dados fornecidos individualmente por cada país: 4,65 euros por dia, um limiar típico dos países de rendimento médio. 2,70 euros por dia, como se regista em países de rendimento médio-baixo. 1,60 euros por dia, nos países mais pobres do mundo (considerada pobreza extrema).


Os efeitos da COVID-19, combinados com outras catástrofes, repercutem-se de maneira diferente em cada país. Muitos países mais ricos têm-se mantido relativamente protegidos. Alguns dos países mais pobres do mundo enfrentam as maiores dificuldades. Neste gráfico, as barras coloridas mais compridas representam a projecção do salto das taxas de pobreza do país, desde o início de 2019 (pré-pandemia) até finais de 2020 (*)

(*) Baseado numa análise, realizada a meio do ano, de países com baixo a médio rendimento. Dados não disponíveis para a Índia, Paquistão e Senegal. Alberto Lucas López. Shelley Sperry. Fonte dos dados: Lakner, c., et al., “how much does reducing inequality matter for global poverty?” Junho de 2020. As conclusões são dos autores e não do banco mundial (NGM – Portugal)

domingo, novembro 22, 2020

Portugal é o quinto país da União Europeia com mais pobreza entre quem trabalha

Voltou a subir, no ano passado, a percentagem de trabalhadores em Portugal cujo rendimento disponível fica abaixo do limiar de pobreza. O país passou de oitavo lugar, em 2018, para quinto lugar, em 2019,  no grau de pobreza no trabalho na União Europeia (UE). Assim, está apenas atrás de Roménia, Espanha, Luxemburgo e Itália. A conclusão é do Relatório Conjunto sobre o Emprego da Comissão Europeia, publicado esta quarta-feira.

“Em Portugal, as taxas de desemprego global e dos jovens continuam elevadas, apesar de se registarem reduções moderadas. Os indicadores de risco de pobreza e desigualdades de rendimento também apresentam níveis elevados em comparação com a média da UE, pese embora uma ligeira diminuição”, lê-se no documento.

O relatório de Bruxelas sobre evolução do emprego dá conta de uma taxa de pobreza entre trabalhadores em Portugal nos 10,8% – um aumento em 1,1 pontos percentuais face a 2018, o pior agravamento a nível europeu. Assim, mais de um décimo dos trabalhadores portugueses está em risco de pobreza.

O aumento da taxa de pobreza entre quem trabalha acontece apesar da subida do salário mínimo nacional nos últimos cinco anos, e apesar de o país cumprir os critérios de referência internacionais para a adequação do salário mínimo. Neste ponto, Portugal é o país que está melhor posicionado – foi o único Estado-membro, no ano passado, em que a retribuição mínima foi além dos 60% da mediana de salários (ficou em 70%).

De acordo com o Relatório Conjunto sobre o Emprego, Portugal é o país com as mais baixas qualificações entre a população adulta: na faixa etária dos 25 aos 64 anos apenas 52% completou, no mínimo, o ensino secundário. O país é também dos mais afetados pela precariedade das relações de trabalho.

O documento de Bruxelas aponta ainda que Portugal foi um dos países mais afetados pela não renovação dos contratos no contexto da crise pandémica, juntamente com Espanha, Croácia, Polónia e Eslovénia (Executive Digest, texto da jornalista Mara Tribuna)

quinta-feira, outubro 29, 2020

Risco de pobreza ou exclusão social em Portugal superior à média da UE

 


No final do ano passado, 21,1% da população da União Europeia (UE), o equivalente a 92,4 milhões de pessoas, encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social. Portugal está ligeiramente acima dessa média (21,6%), e as mulheres são as mais afetadas, segundo os dados divulgados pelo Eurostat. O gabinete de estatísticas europeu revela que, em 2019, mais de um quarto da população estava em risco de pobreza ou exclusão social em sete Estados-Membros: Bulgária (32,5%), Roménia (31,2%), Grécia (30,0%), Itália e Letónia (ambos 27,3%, dados de 2018 para a Itália), Lituânia (26,3%) e Espanha (25,3%). As percentagens mais baixas de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social registaram-se, por outro lado, na República Checa (12,5%), Eslovénia (14,4%), Finlândia (15,6%), Dinamarca (16,3%). %), Eslováquia (16,4%), Holanda (16,5%) e Áustria (16,9%) (MSN)

domingo, dezembro 29, 2019

Pobreza: Metade da população está a perder peso no rendimento nacional desde 1984 e ganha menos do que os 10% mais ricos

Desigualdade
As desigualdades na sociedade portuguesa agravaram-se nos últimos 40 anos, apesar da adesão à União Europeia e à Zona Euro. O facto mais chocante é que os 10% mais ricos da população ficaram ainda mais ricos, viram o seu peso no rendimento nacional subir 5,3 pontos percentuais desde o princípio dos anos 80 do século passado. Em contraste flagrante com os 50% de mais baixos rendimentos, ou seja, metade da população, que registou uma redução de 5,2 pontos percentuais no bolo total, segundo os dados da World Inequality Database (WID), localizada na École d’ Économie de Paris. A WID é um projeto sobre as desigualdades à escala mundial liderado pelo economista francês Thomas Piketty, que dispõe de uma enorme massa de dados, incluindo sobre a distribuição do rendimento para Portugal até 2016 (ver gráfico). Não conta, contudo, com informação sobre a desigualdade na distribuição de riqueza em Portugal e na esmagadora maioria dos países, fornecendo apenas dados para Estados Unidos, França, Rússia, China e Índia. A dificuldade no acesso a informação fiscal oficial na maioria dos países tem limitado a avaliação da riqueza, ou seja, do património fixo dos cidadãos. “Uma das principais limitações que temos em Portugal é que os investigadores não têm tido acesso aos dados das Finanças”, sublinha Carlos Farinha Rodrigues, professor do ISEG em Lisboa, e coordenador do projeto Portugal Desigual.

segunda-feira, outubro 17, 2016

Mais de um quarto dos portugueses em risco de pobreza ou exclusão social

Apesar da ligeira melhoria em 2015, Portugal continua acima da média europeia. As mulheres e os agregados familiares com crianças estão mais expostos a este risco, que abrange quase 15% dos portugueses que têm emprego. Mais de um em cada quatro portugueses (26,6%) está em risco de pobreza ou exclusão social, segundo os dados divulgados esta segunda-feira, 17 de Outubro, pelo Eurostat. Portugal tem o décimo pior registo entre os 28 Estados-membros, acima da média comunitária de 23,7%.

segunda-feira, setembro 19, 2016

Portugal Desigual (1)

De forma mais ou menos intensa, todos os portugueses sentiram, e sentem ainda, as consequências do programa de ajustamento a que o país esteve sujeito. Mas quem sofreu mais com este "apertar do cinto"? Os mais pobres foram, de facto, mais poupados a sacrifícios? E a classe média, como é que pagou a crise Esta e outras perguntas encontram respostas no mais completo estudo realizado em Portugal pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em parceria com a SIC e o EXPRESSO. Eis o retrato deste "Portugal Desigual"(Veja a reportagem da SIC-Notícias, aqui)

domingo, setembro 18, 2016

Retrato da pobreza em Portugal entre 2009 e 2014. Um legado que o governo de Passos e do CDS de Portas nada tem a ver...

É esta a principal conclusão de um Estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que faz um retrato das desigualdades dos rendimentos e da pobreza entre 2009 e 2014.

terça-feira, dezembro 22, 2015

Trabalhadores portugueses estão cada vez mais pobres

A taxa de pobreza em Portugal mantém-se em máximos, a desigualdade na distribuição de rendimentos recuou ligeiramente, mas a pobreza continua a alastrar entre a população empregada, mostra o INE relativamente a 2014. Cerca de 9,9% dos trabalhadores eram pobres em 2011; em 2014, essa proporção subiu para 11% (era 10,7% em 2013). “O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EUSILC), realizado anualmente junto das famílias residentes em Portugal, indica que 19,5% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2014, igual ao valor estimado para 2013”, diz o Instituto Nacional de Estatística. Em 2011, ano do início do ajustamento, a pobreza afetava 17,9% da população portuguesa. “De acordo com este inquérito, a taxa de risco de pobreza correspondia à proporção de habitantes com rendimentos monetários líquidos anuais por adulto equivalente inferiores a 5059 euros em 2014 (cerca de 422 euros por mês). Este limiar, ou linha de pobreza relativa, corresponde a 60% da mediana da distribuição dos rendimentos monetários líquidos equivalentes”, refere o INE. Para se ter uma ideia da dimensão deste fenómeno da pobreza entre trabalhadores, e considerando apenas empregados por conta de outrem (final de 2014), significa que os 11% apurados pelo INE equivalem a mais de 402 mil pessoas na pobreza, apesar de trabalharem. Desemprego piora tudo, claro Se quem trabalha está cada vez mais sujeito à miséria, quem está desempregado encontra-se ainda em pior situação. E esta tem vindo mesmo a degradar-se de ano para ano, uma tendência que é facilmente explicada com a depressão do mercado de trabalho e com a redução de direitos em matéria de subsídio de desemprego e no regime de indemnizações. Em 2014, cerca de 42% dos desempregados eram pobres, proporção que tem vindo a aumentar paulatinamente nos últimos anos. Em 2011, era afetada 38,3% da população sem trabalho. E os reformados também estão a sofrer mais, destaca o INE. “Em 2014, foi sobretudo a população reformada aquela que viu aumentar o risco de pobreza, com uma taxa de 14,5% face a 12,9% no ano anterior.” Sem o apoio do Estado e da Previdência, a situação social portuguesa seria ainda mais sombria. Isto é, sem as transferências sociais (todos as prestações, incluindo pensões) a pobreza atingiria quase metade da população. “Considerando apenas os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, 47,8% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2014.” Analisando apenas o efeito das pensões no combate à pobreza, o INE refere que “os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência contribuíram em 2014 para um decréscimo de 21,4 pontos percentuais do risco de pobreza, resultando assim numa taxa de risco de pobreza após pensões e antes de transferências sociais de 26,4%”. Igualmente pobres, mas um pouco menos desiguais Segundo o INE, “em 2014, reduziu-se a assimetria na distribuição dos rendimentos entre os grupos da população com maiores e menores recursos”. “A distância entre o rendimento monetário líquido equivalente dos 10% da população com maiores recursos e o rendimento dos 10% da população com mais baixos recursos, foi de 10,6 (11,1 no ano anterior)”. Adicionalmente, o Coeficiente de Gini também desceu um pouco. Este índice “tem em conta toda a distribuição dos rendimentos, refletindo as diferenças de rendimentos entre todos os grupos populacionais, e não apenas os de menores e maiores recursos”. “Em 2014, este indicador registou um valor de 34,0%, reduzindo-se em meio ponto percentual face ao ano anterior (34,5%)”. O INE explica em nota metodológica que “em 2015, o inquérito dirigiu-se a 10323 famílias, das quais 8740 com resposta completa (com recolha de dados sobre 21965 pessoas; 18702 com 16 e mais anos). A operação de recolha decorre normalmente entre abril e maio de cada ano” (Dinheiro Vivo)

terça-feira, outubro 27, 2015

Estudo: Pobreza aumentou entre jovens portugueses

O índice anual sobre Justiça Social elaborado pela Fundação Bertelsmann coloca Portugal na 20.ª posição entre os 28 Estados-membros da União Europeia, com uma classificação geral de 4,98 pontos em 10 possíveis, destacando a situação desfavorável dos jovens.
Comparativamente ao índice de 2014 da Fundação Bertelsmann, que investiga anualmente o desenvolvimento das oportunidades de participação social em todos os 28 países-membros da UE, Portugal regista um ligeiro recuo de 0,14 pontos (de 5,06 para 4,98), mantendo a 20.ª posição da tabela, que é encabeçada pela Suécia (7,23 pontos) e termina com Grécia (3,61).
De acordo com o documento hoje divulgado, “a situação social, especialmente para os jovens portugueses, continua a ser desfavorável”, já que, “embora o desemprego entre jovens tenha baixado ligeiramente em relação ao ano passado, para 34,8% (23.º lugar), este valor é ainda duas vezes superior ao registado no ano de 2007”.
“Além disso, nota-se também em Portugal a tendência de uma crescente discrepância entre os jovens e os idosos. Enquanto a percentagem de crianças e jovens ameaçadas pela pobreza e pela marginalização social tem aumentado desde 2007 (26,9%; 2013: 31,7%), a respetiva percentagem entre as pessoas idosas sofreu uma redução de 10% no mesmo período, sendo agora de 20,3%”, aponta o relatório.
Além disso, acrescenta a Fundação na sua análise, “há necessidade de agir na área da educação”, na qual Portugal ocupa o 26.º e penúltimo lugar da tabela, sendo uma das principais causas deste resultado a alta percentagem de abandono escolar entre os jovens.
“Embora tivesse sido possível reduzir para metade os jovens que abandonam o ensino escolar desde 2008, 17,4% dos jovens entre 18 e 24 anos continuam sem conclusão do ensino escolar ou formação profissional. Neste contexto, o que mais preocupa é o corte das verbas financeiras do Governo para o setor de educação”, aponta o documento.
Como nota positiva em Portugal, o relatório aponta a “política relativamente bem sucedida” do país a nível da protecção do meio ambiente, indicando que “a quota de energias renováveis no consumo geral de energia, por exemplo, aumentou de 21,9% para 25,7% entre 2007 e 2013, o que foi acompanhado por uma significante redução das emissões de gases com efeito de estufa entre 2007 e 2012”.
A nível geral, a Fundação Bertelsmann sublinha que “as crianças e os jovens são os maiores perdedores da crise económica e do endividamento público na Europa”.
“Na União Europeia, cerca de 26 milhões de crianças e jovens estão ameaçados pela pobreza e pela exclusão social. Isto corresponde a 27,9% de todos que integram a faixa etária inferior aos 18 anos. Outros 5,4 milhões de jovens apresentam más perspetivas de futuro por não terem emprego nem acesso ao sistema de formação. O abismo social na Europa separa sobretudo norte e sul e jovens e idosos”, sintetiza o relatório anual (Económico)

sexta-feira, abril 10, 2015

Portugal tem mais 210 mil pessoas em risco de pobreza ou exclusão desde 2010



Segundo o DN de Lisboa, “no ano passado, uma em cada quatro pessoas residentes em Portugal vivia em risco de pobreza ou exclusão social. Quatro anos depois do início do resgate financeiro, a economia portuguesa voltou a crescer, mas há mais 210 mil pessoas em risco de pobreza e exclusão social do que em 2010, sendo esta uma das críticas da 'troika' ao Governo. No ano passado, uma em cada quatro pessoas residentes em Portugal vivia em risco de pobreza ou exclusão social, segundo números ainda preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), que revelam uma deterioração das condições de vida desde 2011. Entre 2010 e 2014, ficaram em risco de pobreza ou exclusão social mais de 200 mil pessoas, uma vez que este indicador passou dos 24,4% da população residente em 2011 para 27,5% em 2013, estimando o INE que esta proporção se tenha mantido no ano passado. Na próxima segunda-feira faz quatro anos desde que a 06 de abril de 2011, o então ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, reconheceu ao Jornal de Negócios que Portugal precisava de ajuda externa. Horas mais tarde, foi o então primeiro-ministro, José Sócrates, que falava ao país para confirmar o que já se esperava: "O Governo decidiu hoje mesmo dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira por forma a garantir as condições de financiamento do nosso país, ao nosso sistema financeiro e à nossa economia". O Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) viria a ser assinado em maio de 2011 e concluído em junho de 2014, tendo o Governo dispensado a última 'tranche' do empréstimo, o que quer dizer que não chegou a haver uma conclusão formal da última avaliação. Ainda assim, o programa foi concluído, embora o fim do resgate não tenha afastado os credores internacionais, que vão continuar a realizar visitas regulares a Portugal até que o Estado devolva a maioria dos empréstimos recebidos. Tanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) como a Comissão Europeia continuam a produzir relatórios sobre a economia portuguesa e ambas as instituições insistem que há muito por fazer, não só no combate à pobreza, mas também na reforma do Estado e na educação e formação profissional.
Concluído o programa, Bruxelas criticou precisamente a forma como Portugal lidou com a pobreza nas recomendações específicas a Portugal, conhecidas em fevereiro, referindo que o Governo "não foi capaz de lidar" com o aumento da pobreza nos últimos anos, sublinhando que medidas como o corte nos apoios sociais "tiveram um impacto negativo no rendimento disponível" afetando "desproporcionalmente os mais pobres" e "as crianças com menos de 10 anos". Outra crítica que os credores internacionais têm feito prende-se com a reforma do Estado: o FMI escreveu, num relatório divulgado em março, que é preciso "rever as reformas" que não tiveram os resultados esperados e que pode ser preciso "reexaminar algumas reformas do setor público".
Em março, o FMI pediu mesmo "maior rigor" aos decisores políticos para combater as restrições à competitividade e ao investimento, destacando que "o desafio para os decisores políticos é consolidar" as reformas já realizadas. Também Bruxelas exigiu mais reformas estruturais para melhorar a competitividade da economia, nomeadamente nos setores da habitação e dos transportes, bem como no combate à corrupção. Na saúde, dados do Governo indicam que das 45 medidas previstas no memorando de entendimento, foram adotadas 31, estando 12 em curso e duas por aplicar: o valor a atingir com taxas moderadoras (que ficou aquém do esperado) e a não acumulação de dívidas vencidas (que também não se cumpriu).
Quanto ao mercado de trabalho, a Comissão refere que há um risco de a taxa de desemprego estabilizar em níveis muito elevados, tendo em conta o baixo crescimento económico e o aumento da discrepância entre as competências dos trabalhadores e as procuradas pelas empresas. Bruxelas diz mesmo que a correspondência entre a oferta e a procura de trabalho se tornou "menos eficiente durante a crise", uma vez que tanto o desemprego como as vagas de trabalho aumentaram. Em 2014, a economia voltou a crescer (0,9%) e o défice caiu (para os 4,5%), mas o desemprego continua acima do nível em que estava antes da crise (13,9% no final do ano passado) e a dívida continua a subir (ultrapassou os 130% do PIB em 2014). Para 2015, o Governo prevê que esta trajetória de melhoria do desempenho da economia se acentue: o PIB deverá 1,5%, o défice deverá cair para os 2,7%, o desemprego para os 13,4% e a dívida pública para os 125,4%, estimativas que estão próximas das dos credores internacionais à exceção da previsão para o défice, uma vez que tanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) como a Comissão Europeia esperam que seja de 3,2% este ano”

sexta-feira, março 06, 2015

Portugal muito mal visto no Índice de Miséria 2015



A economia portuguesa é a décima mais miserável do mundo. A conclusão é da agência Bloomberg e tem por base a taxa de desemprego e a inflação previstas para este ano. Em contrapartida, Portugal está melhor do que países como a Espanha ou a Rússia. 

sábado, novembro 29, 2014

Retrato de um País com 1,9 milhões de pobres



A crise acentuou as carências económicas e sociais da população portuguesa, ao mesmo tempo que o Estado reduzia os apoios sociais às famílias. Os dados do INE mostram que o número de pessoas em risco de pobreza está a aumentar. São já 18,7% do total, o que equivale a 1,9 milhões de habitantes. Mas são mais os que não têm dinheiro para satisfazer necessidades básicas como uma refeição de carne ou peixe a cada dois dias (Visão)