Escreve a jornalista do Correio da Manhã, Débora Carvalho qure "os técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI), no relatório da sexta avaliação ao programa de ajustamento português, não pouparam duras críticas à ineficiência do setor da Educação, que atribuem ao excesso de professores e de gastos. Os docentes contestam a apreciação da instituição internacional. "O FMI não merece a mínima credibilidade. Está a espalhar o terrorismo em Portugal. Não há professores a mais, pelo contrário, faltam docentes para dar resposta a tudo o que é necessário. Há iniciativas de apoio ao estudo, para as quais não há recursos humanos. O FMI é como um tumor maligno para o setor da Educação", referiu ao CM Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Para o FMI, "o principal fator de custos e ineficiência no setor da Educação é o baixo rácio aluno-professor, que reflete a presença de muitos professores com diminuição ou ausência de componente letiva". Os técnicos já tinham referido que Portugal emprega mais professores do que os restantes países da UE.
PROFESSORES EM MOBILIDADE GERAM POLÉMICA
A recomendação do FMI para incluir professores na mobilidade especial contraria a posição do ministro da Educação, Nuno Crato, que há meses tinha excluído esta hipótese, revela a Fenprof. "Não vale a pena acreditarmos no que diz o ministro, que já tinha sinalizado cerca de 15 mil professores desde julho com horário zero, para poder cumprir aquilo que o FMI veio dizer", disse ao CM Mário Nogueira. A Lei da Mobilidade Especial passa a ser aplicada no segundo trimestre deste ano, segundo o relatório".