sábado, novembro 06, 2010

PNUD: parlamentos são lugares de homens

Li no Económico que "o Relatório de Desenvolvimento Humano 2010, hoje divulgado pelas Nações Unidas, mostra que os parlamentos de todo o mundo continuam a ser um lugar maioritariamente ocupado por homens. Portugal não é excepção. O relatório das Nações Unidas que desde 1980 avalia o bem-estar das populações tem este ano uma nova medida: o Índice de Desigualdade de Género. Os resultados hoje conhecidos mostram que a desigualdade entre sexos continua a existir e nem os países mais desenvolvidos conseguem acabar com este fenómeno: em Portugal a percentagem de mulheres na Assembleia da Republica é de 28,3%. Mas a situação é mais dramática se olharmos para a média dos países da OCDE, onde para cada mulher sentada no Parlamento, há quatro homens (20,6%). Mesmo nos países com percentagens mais elevadas, como a Suécia (47%), Finlândia (41,5%) e Dinamarca (38%), as mulheres estão sempre em minoria. Já no que toca à escolarização, em Portugal (onde a maioria da população não tem o ensino secundário), a situação inverte-se: 43,8% dos homens têm pelo menos o secundário contra 44,6% das mulheres. Apesar de terem um pouco mais de estudos, as portuguesas estão também em minoria quando se analisam os postos de trabalho: menos dez por cento do que eles (são 69% contra 79,6% de homens). Mas esta é uma disparidade que se sente a nível mundial, apesar de existirem países onde o fosso é menor: na Noruega, número um no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano, há uma diferença de apenas cinco pontos percentuais. O Relatório de Desenvolvimento Humano é publicado anualmente pelas Nações Unidas desde 1990 e este ano avalia a situação de 169 países através do Índice de Desenvolvimento Humano, que pretende perceber o bem-estar de uma população. Portugal surge em 40.º lugar do ranking, descendo seis lugares em relação ao ano passado, mas mantém-se no grupo dos países de "desenvolvimento humano muito elevado". No relatório deste ano são introduzidas três novas medidas que registam a desigualdade multidimensional, as disparidades de género e a privação extrema: o Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade, o Índice de Desigualdade de Género e o Índice de Pobreza Multidimensional. Portugal não surge no quadro do Índice da Pobreza Multidimensensional, assim como a grande maioria dos países com "desenvolvimento humano muito elevado", onde as excepções são: República Checa, Eslovénia, Eslováquia, Emirados Árabes Unidos, Estónia, Hungria e Polónia”.

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