Segundo o Jornal de Negócios, num texto do jornalista Germano Oliveira, "as diferenças de desempenho escolar em Portugal surgem sobretudo associadas às qualificações escolares e às profissões exercidas pelos pais, "sendo pouco relevantes factores como a origem étnico-nacional, as línguas faladas e a participação dos progenitores na vida escolar dos alunos". Os resultados fazem parte do estudo "Estudantes à entrada do ensino secundário", realizado pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação. Foram inquiridos mais de 46 mil alunos do 10.º ano ou equivalente a frequentar o ensino no terceiro trimestre de 2007/2008.De acordo com o trabalho, dois em cada três alunos (66%) em que as famílias estão vinculadas a profissões altamente qualificadas – designadamente na categoria "Profissionais Técnicos e de Enquadramento" – têm elevado desempenho escolar.Entre os filhos de empresários, profissionais liberais e dirigentes, um em cada dois (52%) tem um alto desempenho escolar. Os números são menores, por exemplo, entre os filhos de operários – 38% é que apresentam alto desempenho.Os desempenhos medianos também são mais prováveis entre os estudantes inseridos em famílias menos qualificadas".
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