Os enfermeiros da Madeira voltaram este ano a enfrentar dificuldades, na Madeira em que para as 80 vagas abertas na região apresentaram-se mais de 300 candidatos continentais, muitos deles com notas superiores e com condições a ocuparem as vagas em detrimento dos candidatos locais. A esperança destes, segundo me disseram, é que a exemplo do ano passado - quando concorreram cerca de 500 enfermeiros de fora da Região as vagas abertas, dos quais acabaram por ficar apenas um reduzido número - volte a verificar-se exactamente o mesmo. Não se trata de apelar a atitudes discriminatórias, mas tão somente de alertar para dificuldades crescentes sentidas neste sector profissional - aliás já aqui falei da questão dos médicos madeirenses, recém-licenciados, que ficaram na sua maioria espalhados por hospitais no continente, dado que no concurso para o chamado "ano comum", foram ultrapassados nas 25 vagas abertas por muitos colegas continentais que concorreram para a Madeira, com melhores (médias notas). Uma questão curiosamente desvalorizada pelo responsável local pela Ordem dos Médicos - para quem o importante é a existência de médicos, perspectiva que eu subscrevo - que se esqueceu de dizer, por exemplo, se passado esse ano comum quantos desses profissionais continentais ficam na Madeira. Ou se na sua esmagadora maioria tratam, logo que podem, de ser por a andar. Este fenómeno, para além das razões profissionais e das crescentes dificuldades de colocação nos hospitais no Continente, tem a ver, segundo me garantiram, com alguma lógica, com as facilidades de ligações aéreas introduzidas pela "Easyjet".
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