quinta-feira, janeiro 15, 2009

Hotelaria acentua decréscimos nas dormidas (-9,2%) e nos proveitos totais

Segundo o INE, "em Novembro de 2008, a hotelaria apresentou 2,1 milhões de dormidas, o que significa um decréscimo de 9,2% relativamente ao período homólogo do ano anterior. Para esta redução contribuíram maioritariamente os não residentes (-13,3%), já que os residentes revelaram um decréscimo de menor dimensão (-1,8%). Os proveitos totais atingiram 105,8 milhões de euros e os de aposento 67,1 milhões de euros, equivalendo a quebras homólogas de 10,7% e 11,9%, respectivamente. No período de Janeiro a Novembro de 2008, os estabelecimentos hoteleiros registaram 12,7 milhões de hóspedes e 37,4 milhões de dormidas, ambos os valores revelando uma relativa estabilidade em relação ao período homólogo de 2007, com ligeiras variações de sinal contrário (+1,0% para os hóspedes e -1,0% para as dormidas). Pelo contrário, os resultados do mês de Novembro acentuam a tendência de evolução negativa para a generalidade dos indicadores. Os estabelecimentos hoteleiros acolheram 819,3 mil hóspedes os quais originaram 2,1 milhões de dormidas, movimento que, em comparação com o de Novembro de 2007, se traduz em decréscimos de 7,8% e 9,2%, respectivamente".
Nas regiões
A distribuição regional do total de dormidas, revela que apenas duas regiões apresentam crescimentos homólogos nas dormidas – Açores (+4,6%) e Centro (+3,1%). Nas restantes observam-se decréscimos, de 20,3% em Lisboa, 11,2% na Madeira, 8,4% no Norte, 5,5% no Alentejo e 2,9% no Algarve. O desempenho negativo da região de Lisboa deveu-se principalmente à forte retracção dos seus principais mercados emissores, particularmente o italiano (-47,7%), o espanhol (-39,2%), o britânico (-30,0%) e o brasileiro (-20,3%).
Madeira: cuidado com os ingleses
Contrariando a tendência de crescimento que tem apresentado desde o início do ano, em Novembro também a Madeira apresenta um decréscimo nas dormidas, devido principalmente à forte quebra do mercado britânico (-17,9%), que representou 31,1% do total de dormidas de não residentes. Os destinos preferenciais dos não residentes foram o Algarve, a Madeira e Lisboa, enquanto os residentes preferiram o Centro, o Norte e Lisboa.
Proveitos
Em Novembro de 2008, a hotelaria registou 105,8 milhões de euros de proveitos totais e 67,1 milhões de euros de proveitos de aposento, valores que representam quebras homólogas de 10,7% e 11,9%, respectivamente. Mantendo a tendência do mês anterior, o rendimento médio por quarto (Rev Par) apresenta um decréscimo significativo relativamente ao período homólogo (-13,7%), tendo atingido 19,9€. As regiões onde se verificaram os valores mais elevados foram Lisboa (34,5€) e Madeira (24,4€), ambas revelando também acentuados decréscimos homólogos para este indicador (-20,9% e -21,4%, respectivamente). Os tipos de estabelecimento que apresentaram os valores mais elevados para o Rev Par foram as pousadas (26,5€), os hotéis (25€) e as estalagens e motéis (ambos com 22,1€).

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