Escreve a jornalista Luisa Meireles do Expresso que "se o ministro dos Negócios Estrangeiros quiser, o seu nome é consensual para encabeçar as europeias. Tudo depende de Sócrates e do calendário eleitoral. O actual ministro dos Negócios Estrangeiros pode vir a ser confrontado com a possibilidade de ser o candidato escolhido para encabeçar a lista do PS para as eleições europeias, previsivelmente a 7 de Junho. E, embora Luís Amado não comente o assunto e fontes próximas garantam que é uma “absoluta fantasia”, o seu nome é considerado unanimemente como uma “óptima escolha”, incluindo pelos seus adversários políticos. “É inegável que o seu perfil, de político qualificado e sabedor em política externa, fariam dele um excelente candidato”, disse ao Expresso José Lello, membro do Secretariado Nacional do PS, adiantando que “como hipótese, teria credibilidade”. O actual responsável pelas Relações Internacionais do partido considera, porém, que a questão se coloca por enquanto no domínio da “especulação” e que os candidatos às europeias só serão conhecidos depois do próximo congresso do PS, no final de Fevereiro. A eventualidade da candidatura de Amado foi levantada há duas semanas pelo jornal “Sol”. Edite Estrela, que está a considerar a sua própria candidatura a cabeça-de-lista nas europeias, também pensa que a “hipótese Amado é excelente”. Membro da direcção do partido e líder da bancada dos eurodeputados socialistas, adianta que todo o processo de escolha “está atrasado”, embora considere que o “primeiro nome” já deverá ser conhecido ou anunciado durante o Congresso. Sobre a sua candidatura, diz que “há nomes melhores e outros piores”. Mesmo Ana Gomes, com a qual o actual ministro dos Negócios Estrangeiros se desentendeu por causa dos voos da CIA, considera que ele “seria um bom nome”. A eurodeputada socialista disse ao Expresso que “não ficou surpreendida” e que seria “uma solução natural”, se Luís Amado quisesse abrandar o ritmo da sua prestação política. Demasiadas incógnitas Mas a eventual indigitação do ministro, embora “fazendo sentido, por si só”, na expressão da conselheira europeia Maria João Rodrigues, inserir-se-ia num âmbito muito mais vasto. Em primeiro lugar, ressalvam os socialistas, a responsabilidade da escolha recai em primeira mão sobre José Sócrates que, em repetidas situações, tem afirmado que, enquanto for primeiro-ministro, Luís Amado estará sempre na sua equipa. E, tal como afirmou um observador, para já “as cartas estão ainda muito junto ao peito”. sábado, janeiro 10, 2009
Amado pode encabeçar lçista dop PS nasd europeuas
Escreve a jornalista Luisa Meireles do Expresso que "se o ministro dos Negócios Estrangeiros quiser, o seu nome é consensual para encabeçar as europeias. Tudo depende de Sócrates e do calendário eleitoral. O actual ministro dos Negócios Estrangeiros pode vir a ser confrontado com a possibilidade de ser o candidato escolhido para encabeçar a lista do PS para as eleições europeias, previsivelmente a 7 de Junho. E, embora Luís Amado não comente o assunto e fontes próximas garantam que é uma “absoluta fantasia”, o seu nome é considerado unanimemente como uma “óptima escolha”, incluindo pelos seus adversários políticos. “É inegável que o seu perfil, de político qualificado e sabedor em política externa, fariam dele um excelente candidato”, disse ao Expresso José Lello, membro do Secretariado Nacional do PS, adiantando que “como hipótese, teria credibilidade”. O actual responsável pelas Relações Internacionais do partido considera, porém, que a questão se coloca por enquanto no domínio da “especulação” e que os candidatos às europeias só serão conhecidos depois do próximo congresso do PS, no final de Fevereiro. A eventualidade da candidatura de Amado foi levantada há duas semanas pelo jornal “Sol”. Edite Estrela, que está a considerar a sua própria candidatura a cabeça-de-lista nas europeias, também pensa que a “hipótese Amado é excelente”. Membro da direcção do partido e líder da bancada dos eurodeputados socialistas, adianta que todo o processo de escolha “está atrasado”, embora considere que o “primeiro nome” já deverá ser conhecido ou anunciado durante o Congresso. Sobre a sua candidatura, diz que “há nomes melhores e outros piores”. Mesmo Ana Gomes, com a qual o actual ministro dos Negócios Estrangeiros se desentendeu por causa dos voos da CIA, considera que ele “seria um bom nome”. A eurodeputada socialista disse ao Expresso que “não ficou surpreendida” e que seria “uma solução natural”, se Luís Amado quisesse abrandar o ritmo da sua prestação política. Demasiadas incógnitas Mas a eventual indigitação do ministro, embora “fazendo sentido, por si só”, na expressão da conselheira europeia Maria João Rodrigues, inserir-se-ia num âmbito muito mais vasto. Em primeiro lugar, ressalvam os socialistas, a responsabilidade da escolha recai em primeira mão sobre José Sócrates que, em repetidas situações, tem afirmado que, enquanto for primeiro-ministro, Luís Amado estará sempre na sua equipa. E, tal como afirmou um observador, para já “as cartas estão ainda muito junto ao peito”.
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