Nicolas Sarkozy destaca-se do grupo dos líderes do G8, durante a cimeira de Hokkaido Toyako, no Japão, enquanto se encaminhavam para uma fotografia de família. A França, que detém este semestre a presidência da União Europeia, é uma das potências presentes na reunião do G8 a par com o Canadá, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia, Itália, Japão e Alemanha (foto de Issey Kato, da Reuters, publicada no Publicio online)Li aqui que "os dirigentes do G8 pediram hoje aos países produtores de petróleo para aumentarem “a curto prazo” as capacidades de produção e refinação, de modo a travarem a escalada dos preços nos mercados mundiais. “Estamos muito preocupados com os aumentos do preço do petróleo, que criou riscos para a economia mundial. São necessários esforços concertados para resolver as causas subjacentes para benefício de todos”, afirmam num comunicado os chefes de Estado e de governo dos países mais industrializados do mundo, reunidos em Toyako, no Japão, desde segunda-feira. Manifestaram também inquietação pela subida das pressões inflacionistas na economia mundial devido ao aumento dos preços das matérias-primas, “especialmente do petróleo e da alimentação”, que representam um sério perigo para a estabilidade do crescimento mundial” e ameaçam os mais pobres. Apelaram também indirectamente à China para reavaliar o yuan, ao solicitarem a “certas economias emergentes cujos excedentes correntes são importantes e estão em crescimento” para “ajustarem” as suas taxas de câmbio. Os preços do petróleo duplicaram num ano e os das matérias-primas alimentares também aumentaram muito, provocando graves perturbações sociais em vários países em desenvolvimento. Quanto ao petróleo, o G8 admitiu que os países ricos deviam contribuir para acalmar os preços “através de esforços suplementares para melhorar a eficiência energética e da diversificação energética”, para dependerem menos do ouro negro". Fiquei igualmente a saber da mesma fonte que "os países do G8 anunciaram hoje na cimeira no Japão que chegaram a acordo sobre a redução de, pelo menos, 50 por cento das emissões mundiais de gases com efeito de estufa até 2050 e ainda sobre a definição, por cada país, de objectivos a médio prazo.Os Estados Unidos, desta vez, subiram para o mesmo barco mas conseguiram que nenhuma data seja mencionada para os objectivos a realizar a médio prazo, antes de 2050.No ano passado em Heiligendamm (Alemanha), o G8 - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão, Rússia - reconheceu apenas “ponderar seriamente” sobre uma redução de metade das emissões poluentes até meados do século. Agora, o Japão fez prioridade e critério de sucesso da sua presidência do G8 um acordo sobre as alterações climáticas. Amanhã, último dia da cimeira, estas questões estarão sobre a mesa numa reunião do G8 com oito outros grandes países (Austrália, Coreia do Sul, China, Índia, Brasil, África do Sul, México e Indonésia). Estes países representam cerca de 80 por cento das emissões poluentes mundiais".
Os representantes dos oito países mais industrializados do mundo, conhecido pelo G8, preocupam-se mais com o aumento da produção de petróleo do que em reduzir o seu consumo e apostar em alternativas energéticas. Numa ilha paradisíaca do Japão, o G8 aprovou uma declaração conjunta que atribui prioridade ao aumento da produção e refinação por parte dos maiores exportadores mundiais de petróleo e remete para segundo plano a necessidade de desenvolver alternativas energéticas ao crude. Fala-se apenas em “esforços de melhorar a eficiência energética e de diversificar as fontes energéticas. Entretanto, o preço do petróleo duplicou no espaço de um ano e os alimentos dispararam nos últimos trimestres (foto de Bazuki Muhammad, da Reuters, publicado no Publico online)
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