Não existem dúvidas nem a situação pode ser mais escondida. Tal como escreve o jornalista Luís Reis Ribeiro, do Diário Económico, que "a crise está a fazer subir o número de novos desempregados em Portugal.Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), desde o início deste ano até Maio, o número de novos inscritos nos centros públicos de emprego foi de 230,9 mil indivíduos, mais 1,7% do que no período homólogo. Confirma-se assim o aumento deste fenómeno (em Abril verificou-se o mesmo), algo que não acontecia desde final de 2006. O problema do desemprego foi, justamente, um dos pontos que não foi abordado na entrevista que José Sócrates deu, a semana passada à RTP. O primeiro-ministro optou por anunciar uma série de apoios fiscais aos encargos com a casa para as famílias de menores rendimentos.Para os especialistas ouvidos, estes são os primeiros sinais de que a crise, que começou por ser financeira (‘subprime’) e depois alastrou à economia real europeia, está a provocar estragos no mercado de trabalho português, podendo comprometer as metas de descida do desemprego.E até o andamento favorável do ‘stock’ de desemprego – todas os inscritos no IEFP, descontando as entradas e saídas, cerca de 383 mil pessoas – se ressente com a crise, estando a cair 3,6% em Maio, número que contrasta com descida média de 14% em 2007.O fluxo de pessoas sem trabalho, oficialmente designados de “novos desempregados” – os que abrem nova ficha nos balcões do IEFP –, esteve em queda durante mais de um ano (de Janeiro de 2007 a Março passado), mas desde Abril que deixou de ser assim: nos primeiros quatro e cinco meses deste ano o volume de novas inscrições começou a subir face a igual período de 2007. A aceleração deste desemprego reflecte quase imediatamente a deterioração no ritmo de crescimento da economia, evidente desde finais de 2007, mostra o indicador coincidente de actividade do Banco de Portugal".
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